{"id":78253,"date":"2024-01-02T23:30:22","date_gmt":"2024-01-02T23:30:22","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78253"},"modified":"2024-01-02T23:30:27","modified_gmt":"2024-01-02T23:30:27","slug":"a-fracao-trotskista-o-contraste-entre-gaza-e-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/01\/02\/a-fracao-trotskista-o-contraste-entre-gaza-e-ucrania\/","title":{"rendered":"A Fra\u00e7\u00e3o Trotskista, o contraste entre\u00a0Gaza e\u00a0Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em um primeiro artigo de pol\u00eamica com a Fra\u00e7\u00e3o Trotskista (FT) criticamos alguns aspectos relevantes de sua postura diante da guerra genocida de Gaza<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Neste segundo artigo, queremos por em evid\u00eancia o contraste entre seu flagrante abstencionismo na guerra da Ucr\u00e2nia e sua dura cr\u00edtica \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es francesas Lutte Ouvri\u00e8re e NPA-C (Novo Partido Anticapitalista) pelo seu neutralismo em Gaza.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: V\u00edctor Alay<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Palestina, Mat\u00edas Maiello<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;n\u00e3o duvida em escrever que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cContrariamente aos pacifistas, os marxistas revolucion\u00e1rios distinguem entre guerras justas e injustas. A guerra de um povo que se levanta contra a opress\u00e3o colonial entra nitidamente na categoria de guerra justa. Por isso \u00e9 que os revolucion\u00e1rios se colocam incondicionalmente do lado da resist\u00eancia e da luta do povo palestino contra o Estado de Israel, quaisquer que sejam suas dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista do marxismo revolucion\u00e1rio, podemos distinguir dois tipos de &#8216;abstencionismo&#8217; frente a uma guerra justa. Um \u00e9 o abstencionismo na pr\u00f3pria guerra, por parte daqueles que pretendem permanecer neutros e rejeitam posicionar-se nitidamente do lado militar do povo oprimido. Isto equivale ao abandono do anti-imperialismo e, portanto, da revolu\u00e7\u00e3o socialista. O outro \u00e9 o abstencionismo daqueles que, no contexto da guerra, se negam a lutar no terreno do programa, da estrat\u00e9gia e dos m\u00e9todos frente \u00e0s dire\u00e7\u00f5es burguesas ou pequeno burguesas que est\u00e3o atualmente \u00e0 frente do campo oprimido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o palavras muito solenes, que refletem o m\u00e9todo e a estrat\u00e9gia com que n\u00f3s marxistas revolucion\u00e1rios abordamos as guerras entre as pot\u00eancias imperialistas e os povos oprimidos. S\u00e3o racioc\u00ednios que deveriam poder ser aplicados tamb\u00e9m \u00e0 guerra da Ucr\u00e2nia. Mas, para a FT, na Ucr\u00e2nia n\u00e3o h\u00e1 nenhuma \u201cguerra justa\u201d contra a invas\u00e3o russa, mas uma \u201cguerra reacion\u00e1ria\u201d de ambos lados. Por isso, os revolucion\u00e1rios n\u00e3o devem se colocar no campo militar ucraniano frente \u00e0 agress\u00e3o imperialista russa, mas absterem-se: nem com a R\u00fassia nem com a Ucr\u00e2nia, mas \u201ccontra a guerra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma \u201cguerra reacion\u00e1ria\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Emilio Albamonte<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, a figura mais proeminente da FT, nos diz: \u201ca defini\u00e7\u00e3o que fizemos sobre a guerra \u00e9 a seguinte: se fosse pelo problema de autodetermina\u00e7\u00e3o nacional estar\u00edamos com a Ucr\u00e2nia; h\u00e1 um problema de autodetermina\u00e7\u00e3o nacional em que uma enorme pot\u00eancia invade um pa\u00eds semicolonial. Mas a Ucr\u00e2nia n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds dependente ou uma semicol\u00f4nia qualquer, mas por vota\u00e7\u00e3o, porque deram um golpe, etc.etc., prop\u00f4s-se como um ap\u00eandice da Uni\u00e3o Europeia e se poss\u00edvel, da OTAN. Uma vez que isto \u00e9 assim e est\u00e1 no pensamento do <em>mainstream<\/em> ucraniano, nas classes dominantes da Ucr\u00e2nia, assim como no que uma maioria dos ucranianos querem, \u00e9 muito dif\u00edcil fazer o que dizem determinados grupos de esquerda, que colocam o eixo na entrega de armas \u00e0 Ucr\u00e2nia. A quem seriam entregues? A organiza\u00e7\u00f5es que apoiam Zelensky? O problema \u00e9 que tudo isto depende da exist\u00eancia de uma for\u00e7a pol\u00edtica independente na Ucr\u00e2nia, que n\u00e3o \u00e9 o caso hoje\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira afirma\u00e7\u00e3o de Albamonte \u00e9 que, efetivamente, \u201ch\u00e1 um problema de autodetermina\u00e7\u00e3o nacional em que uma enorme pot\u00eancia invade um pa\u00eds semicolonial\u201d. Isto deveria ser um ponto crucial para um marxista revolucion\u00e1rio se colocar no campo militar do pa\u00eds oprimido. No entanto, este crit\u00e9rio n\u00e3o funciona, pois a Ucr\u00e2nia, um pa\u00eds semicolonial invadido pela R\u00fassia, \u201cn\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds dependente ou uma semicol\u00f4nia qualquer\u201d, mas suas classes dominantes, assim como a maioria da popula\u00e7\u00e3o, ou seja, a classe trabalhadora e os oprimidos ucranianos, \u201cpor vota\u00e7\u00e3o, porque deram um golpe, etc.etc., prop\u00f4s-se como um ap\u00eandice da Uni\u00e3o Europeia e, se poss\u00edvel, da OTAN\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Este am\u00e1lgama que Albamonte faz entre as classes dominantes e a classe trabalhadora ucraniana, a maioria da popula\u00e7\u00e3o<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, \u00e9 um erro grosseiro para um marxista quando estamos nos referindo a classes sociais antag\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que podemos nos encontrar em um dado momento em que, frente \u00e0 agress\u00e3o militar da R\u00fassia, que quer escravizar a Ucr\u00e2nia e liquid\u00e1-la como na\u00e7\u00e3o independente, uma maioria da classe trabalhadora ucraniana, sentindo-se indefesa, possa tomar posi\u00e7\u00e3o a favor da integra\u00e7\u00e3o na UE e do pr\u00f3prio guarda-chuva da OTAN. Mas este sentimento do povo trabalhador ucraniano \u00e9 completamente diferente do posicionamento do governo Zelensky e do setor dos oligarcas ao qual est\u00e1 associado, que aspiram converter-se \u2013 sobre a base da superexplora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores ucranianos \u2013 em s\u00f3cios coloniais dos EUA e Alemanha e leais s\u00faditos da OTAN.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da classe trabalhadora ucraniana, entretanto, essa falsa consci\u00eancia est\u00e1 em profunda contradi\u00e7\u00e3o com seus interesses de classe e se explica, em boa medida, pela aus\u00eancia de partidos revolucion\u00e1rios arraigados tanto na Ucr\u00e2nia como na UE. Por\u00e9m a contradi\u00e7\u00e3o entre seus interesses de classe e sua consci\u00eancia s\u00f3 pode ser resolvida atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o ou, o que \u00e9 o mesmo, atrav\u00e9s da defesa militar do pa\u00eds contra a invas\u00e3o russa e do desmascaramento progressivo, neste processo, do governo Zelensky.<\/p>\n\n\n\n<p>Se Albamonte acompanhasse a realidade viva da guerra e tivesse rela\u00e7\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias ucranianas independentes do governo Zelensky, poderia comprovar a evolu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de amplos setores de trabalhadores, muitos deles na frente de batalha, que se chocam com Zelensky e com as medidas antioper\u00e1rias de seu governo, no qual perderam sua confian\u00e7a, e que manifestam, ao mesmo tempo, uma sentida desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 UE e \u00e0 OTAN.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o em v\u00e3o, as pot\u00eancias imperialistas ocidentais est\u00e3o mostrando, na pr\u00e1tica, cada vez com maior nitidez (tanto no terreno da \u201cajuda\u201d econ\u00f4mica \u2013 que endivida e compromete o pa\u00eds com vistas a uma futura semicoloniza\u00e7\u00e3o- como na sempre escassa e tardia ajuda militar) que a vida dos soldados e a sorte do povo ucraniano n\u00e3o importa, assim como a independ\u00eancia e a integridade territorial do pa\u00eds. Que n\u00e3o est\u00e3o interessados na vit\u00f3ria ucraniana, mas no desgaste da R\u00fassia, na posterior coloniza\u00e7\u00e3o do que restar da Ucr\u00e2nia ap\u00f3s as anexa\u00e7\u00f5es russas; em utilizar a guerra para a promo\u00e7\u00e3o do militarismo e um rearmamento generalizado e, no caso dos EUA, em aproveitar o conflito para consolidar sua hegemonia frente \u00e0s outras pot\u00eancias ocidentais e fortalecer-se frente \u00e0 China.<\/p>\n\n\n\n<p>Albamonte conclui sua argumenta\u00e7\u00e3o dizendo que dado que toda Ucr\u00e2nia (oligarcas, Zelensky e a classe trabalhadora) s\u00e3o a favor da UE e da OTAN, \u201c\u00e9 muito dif\u00edcil fazer o que dizem determinados grupos de esquerda que colocam o eixo na entrega de armas \u00e0 Ucr\u00e2nia. A quem seriam entregues? \u00c0s organiza\u00e7\u00f5es que apoiam Zelensky? O problema \u00e9 que tudo isto depende da exist\u00eancia de uma for\u00e7a pol\u00edtica independente na Ucr\u00e2nia, o que hoje n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui entramos em todo um cl\u00e1ssico dos companheiros da FT pois, segundo eles, se n\u00e3o h\u00e1 uma \u201cfor\u00e7a pol\u00edtica independente\u201d, revolucion\u00e1ria ou puramente classista, na dire\u00e7\u00e3o ou, pelo menos, desempenhando um papel relevante em um movimento popular, n\u00e3o se pode apoiar tal movimento nem se colocar em seu campo militar em caso de conflito armado. Este n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o caso da Ucr\u00e2nia. Foi tamb\u00e9m o caso do potente movimento democr\u00e1tico contra a ditadura de Bashar al-Assad na S\u00edria, onde a FT manteve uma postura abstencionista e se negou a apoiar a rebeli\u00e3o popular, tanto durante as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es de massas contra o regime como durante todo o per\u00edodo inicial da guerra civil, antes que o movimento popular fosse sufocado pelas fac\u00e7\u00f5es militares financiadas e dirigidas por regimes reacion\u00e1rios da regi\u00e3o. No caso da Palestina, os companheiros da FT consideraram, em contrapartida, a necessidade de colocar-se incondicionalmente no campo da resist\u00eancia contra o Estado de Israel \u201cqualquer que seja sua dire\u00e7\u00e3o\u201d, embora, como vimos no primeiro artigo deste trabalho, seu apoio incondicional est\u00e1 cheio de reservas e incoer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maiello replica a propaganda de Putin<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 Ucr\u00e2nia, como o racioc\u00ednio de Albamonte \u00e9 muito \u201ccru\u201d, outros dirigentes entraram em detalhes para justificar a posi\u00e7\u00e3o da FT. \u00c9 o caso de Mat\u00edas Maiello. No seu artigo que citamos<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>, que \u00e9 toda uma refer\u00eancia para a FT, Maiello se esfor\u00e7a, em primeiro lugar, em justificar porque rejeitam definir a guerra da Ucr\u00e2nia pela sua independ\u00eancia nacional como uma \u201cguerra justa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Escreve, citando Lenin e Clausewitz, que \u201cpara analisar uma guerra (e mais ainda se quisermos ter uma pol\u00edtica independente), \u00e9 necess\u00e1rio passar pelo crivo todas as pol\u00edticas anteriores dos diferentes atores que agora s\u00e3o prosseguidas atrav\u00e9s da guerra\u201d. E, ent\u00e3o, nos diz que a pol\u00edtica de Putin \u201cprossegue\u201d com a invas\u00e3o \u00e9 recriar um estatuto de pot\u00eancia militar para a R\u00fassia, apoiando-se na opress\u00e3o nacional dos povos vizinhos, sobre o modelo do czarismo e do estalinismo e em continuidade com interven\u00e7\u00f5es militares anteriores na R\u00fassia e na periferia russa. A OTAN, por sua vez, prossegue sua pol\u00edtica de expans\u00e3o para o Leste Europeu, para \u201ccercar\u201d a R\u00fassia. At\u00e9 aqui, com seus pr\u00f3s e contras, poder\u00edamos chegar a um acordo com Maiello.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema vem quando Maiello se refere ao lado ucraniano, onde nos faz um relato dos \u00faltimos anos no qual nos fala do Euromaidan<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, da evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica posterior da Ucr\u00e2nia, dominada por \u201cfor\u00e7as reacion\u00e1rias e pr\u00f3-ocidentais de extrema direita\u201d e de uma \u201cguerra civil de baixa intensidade marcada pela exist\u00eancia de uma minoria russ\u00f3fona de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o, o ascenso de grupos de extrema direita, e Zelensky, um governo pr\u00f3-imperialista at\u00e9 \u00e0 medula\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maiello, j\u00e1 desatado, prossegue: \u201cTrata-se de estar no \u2018campo militar do povo ucraniano\u2019, mas de qual lado deste \u2018campo\u2019, j\u00e1 dividido por uma guerra civil? Pedir \u2018armas para o povo\u2019 mas para quais mil\u00edcias: para as mil\u00edcias separatistas do Donbass, para as mil\u00edcias de extrema direita como o batalh\u00e3o Azov? Putin j\u00e1 fez o primeiro, a OTAN o segundo, ambos no quadro da continuidade de suas pol\u00edticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema deste relato de Maiello \u00e9 que tem pouco a ver com a realidade e muito com o discurso de Putin. Enquanto o ditador russo, grande amigo da extrema direita internacional, utiliza os m\u00e9todos da Wehrmacht hitleriana, sua propaganda pretendeu justificar sua agress\u00e3o no \u201ccar\u00e1ter nazista\u201d do regime ucraniano, presidido, certamente, por um personagem judeu e russ\u00f3fono. Exibe, para demonstr\u00e1-lo, fotos do Batalh\u00e3o Azov, for\u00e7a paramilitar integrada majoritariamente por militantes das organiza\u00e7\u00f5es de extrema direita ucraniana como Pravy Sector e Svoboda.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, \u00e9 sabido por todos que as grandes mentiras, para que tenham credibilidade, devem ter ingredientes de verdade. Evidente que h\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es de extrema direita na Ucr\u00e2nia, inclusive aquelas que se reivindicam nazistas e em n\u00e3o poucas ocasi\u00f5es, mant\u00e9m ou mantiveram v\u00ednculos com certos setores do Ex\u00e9rcito e determinados oligarcas. A Ucr\u00e2nia n\u00e3o foi uma exce\u00e7\u00e3o na Europa e tamb\u00e9m aqui a extrema direita fez sua presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um dirigente t\u00e3o informado como Maiello n\u00e3o pode desconhecer que a influ\u00eancia social e o peso pol\u00edtico da extrema direita ucraniana s\u00e3o \u00ednfimos, muito inferiores ao de muitos pa\u00edses europeus ou americanos. A Coalis\u00e3o Nacional da extrema direita que se apresentou \u00e0s elei\u00e7\u00f5es gerais de 2019 obteve 2,15% dos votos e n\u00e3o conseguiu nenhuma cadeira; nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es presidenciais o candidato de Svoboda, Koshulynskyi, ficou com 1,6%. Al\u00e9m disso, se aplicarmos esta regra de tr\u00eas, o Estado Espanhol, Fran\u00e7a, It\u00e1lia ou Alemanha, Chile ou Argentina seriam supernazistas. A afirma\u00e7\u00e3o de Maiello de que o governo Zelensky \u201cse apoia sobre grupos de extrema direita\u201d \u00e9, de novo, um reflexo da propaganda de Putin. Uma coisa \u00e9 que seja um governo puramente pr\u00f3-imperialista associado a um setor dos oligarcas, outra \u00e9 que sua base de apoio seja a extrema direita.<\/p>\n\n\n\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o que Maiello faz entre a mobiliza\u00e7\u00e3o militar ucraniana, que teve como eixo as For\u00e7as Territoriais, compostas majoritariamente por trabalhadores, com o batalh\u00e3o Azov \u00e9 tamb\u00e9m pr\u00f3pria da propaganda de Putin e inconceb\u00edvel em um revolucion\u00e1rio trotskista.<\/p>\n\n\n\n<p>Maiello comete outro grave erro ao identificar russ\u00f3fono com pr\u00f3-russo, porque a evidente maioria de ucranianos russ\u00f3fonos que enfrentam a invas\u00e3o, s\u00e3o contra o regime ditatorial de Putin e contra o regime \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a imposto pelas armas nas zonas ocupadas do Donbass. Descrever as mil\u00edcias pr\u00f3-russas de Donetsk e Lugansk como simples \u201cmil\u00edcias separatistas\u201d \u00e9 silenciar que foram organizadas pelo ex\u00e9rcito russo, que as controla e dirige, assim como d\u00e1-lhes legitimidade, como se fossem express\u00e3o de um movimento popular a favor da anexa\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia. N\u00e3o \u00e9 estranho que Maiello n\u00e3o diga uma palavra sobre a marcada presen\u00e7a da extrema direita e nazistas confessos em tais mil\u00edcias, como o c\u00e9lebre Batalh\u00e3o Vostok.<\/p>\n\n\n\n<p>Maiello defende ao mesmo tempo o \u201cdireito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o para Donetsk, Luhansk e a popula\u00e7\u00e3o russ\u00f3fona\u201d. J\u00e1 comentamos sobre o disparate de identificar popula\u00e7\u00e3o russ\u00f3fona com popula\u00e7\u00e3o pr\u00f3-russa. E quanto \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o para Donetsk e Luhansk, trata-se de outro desprop\u00f3sito, algo assim como defender o direito de autodetermina\u00e7\u00e3o para o Ulster, o territ\u00f3rio irland\u00eas ocupado pelo ex\u00e9rcito brit\u00e2nico e segregado do resto da Irlanda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cUma guerra subsidi\u00e1ria\u201d?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sem entrar nos termos escabrosos de Maiello, os artigos de Cinatti ou de Chingo, Alcoy e Reip<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>, justificam o abstencionismo da FT na medida em que n\u00e3o estamos diante de uma \u201cguerra justa\u201d, mas em uma \u201cguerra subsidi\u00e1ria\u201d na qual a Ucr\u00e2nia age como instrumento da OTAN em seu choque com a R\u00fassia. Inclusive imprimem um novo conceito: \u201cum tipo espec\u00edfico de guerra reacion\u00e1ria de opress\u00e3o nacional, caracterizada por um alinhamento da maioria das pot\u00eancias imperialistas por tr\u00e1s da na\u00e7\u00e3o oprimida\u201d<sup>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn8\">[8]<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, s\u00f3 um cego pode negar a interven\u00e7\u00e3o, indireta, dos EUA e da UE na guerra, assim como o car\u00e1ter profundamente pr\u00f3-imperialista e antioper\u00e1rio do governo Zelensky. O problema \u00e9 que isso n\u00e3o elimina o fato de que estamos diante de uma guerra de agress\u00e3o nacional da segunda pot\u00eancia militar do mundo contra uma na\u00e7\u00e3o muito mais fraca \u00e0 qual quer submeter atrav\u00e9s da viol\u00eancia, com m\u00e9todos de extrema crueldade. Uma guerra cujo prop\u00f3sito \u00e9 o controle militar, econ\u00f4mico e pol\u00edtico de um pa\u00eds que \u00e9 um enorme celeiro, tem uma localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica fundamental para o tr\u00e2nsito energ\u00e9tico e comercial e uma dimens\u00e3o e recursos que o Klemlin estima como essenciais para seu projeto imperialista da Grande R\u00fassia. Estamos diante de uma guerra justa de liberta\u00e7\u00e3o nacional contra um Ex\u00e9rcito conquistador.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a OTAN e a UE por um lado, e a R\u00fassia por outro, querem colonizar a Ucr\u00e2nia. Mas n\u00e3o se pode confundir os tempos. O que temos agora n\u00e3o \u00e9 uma invas\u00e3o da OTAN, mas da R\u00fassia de Putin, diante da qual temos que apoiar o povo ucraniano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma pol\u00edtica marxista revolucion\u00e1ria ante a guerra da Ucr\u00e2nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os revolucion\u00e1rios devem, portanto, estar incondicionalmente no campo militar da Ucr\u00e2nia e lutar pela vit\u00f3ria militar da na\u00e7\u00e3o oprimida e invadida, sem que isto implique nenhum tipo de apoio pol\u00edtico a Zelensky nem \u00e0 OTAN. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 que denunciar seus planos e manobras e trabalhar pela organiza\u00e7\u00e3o independente do proletariado ucraniano frente a Zelensky, a OTAN, a UE e o FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 que opor-se e denunciar, sem meios termos, a OTAN (e pedir sua dissolu\u00e7\u00e3o) e o rearmamento imperialista, opor-se a todos os or\u00e7amentos militares de Biden, Macron, S\u00e1nchez, etc., e denunciar Zelensky abertamente como o homem de Biden e da UE na Ucr\u00e2nia. Mas esse enfrentamento pol\u00edtico com Zelensky deve ser feito sendo, a todo momento, \u201cos melhores soldados contra Putin\u201d. Da mesma forma que s\u00f3 pod\u00edamos denunciar o governo republicano de Madri, que desmantelava as conquistas revolucion\u00e1rias do princ\u00edpio da guerra civil espanhola de 1936-1939, sendo \u201cos melhores soldados contra Franco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode desmascarar a OTAN nem Zelensky fora das trincheiras ucranianas ou com uma postura \u201cnem, nem\u201d na \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d, em meio ao fogo cruzado. O que a FT disse aos trabalhadores ucranianos, muitos dos quais est\u00e3o na frente de batalha? Que n\u00e3o dever\u00edamos estar a favor de nenhum campo militar porque os dois s\u00e3o reacion\u00e1rios e que s\u00f3 se poder\u00e1 apoiar o lado ucraniano quando houver um governo anti-imperialista e socialista?<\/p>\n\n\n\n<p>A FT denuncia a guerra da Ucr\u00e2nia como uma guerra reacion\u00e1ria e aposta em um movimento pela paz, como se estiv\u00e9ssemos em uma guerra entre pot\u00eancias imperialistas pela divis\u00e3o do mundo e n\u00e3o diante de uma guerra justa de liberta\u00e7\u00e3o nacional<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a FT foi muito longe nesta linha, pois foi beligerante contra a entrega de armas \u00e0 Ucr\u00e2nia pelas pot\u00eancias imperialistas. Em lugares como o Estado Espanhol ou Alemanha fizeram campanhas de agita\u00e7\u00e3o em defesa de \u201cnem um tanque para a Ucr\u00e2nia\u201d<sup>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn10\">[10]<\/a><\/sup>&nbsp;. O grupo alem\u00e3o da FT exigiu inclusive dos sindicatos que convocassem uma greve geral, n\u00e3o para demandar mais apoio militar \u00e0 Ucr\u00e2nia, a na\u00e7\u00e3o agredida, mas para o \u201cfim da guerra e de todas as a\u00e7\u00f5es hostis, como vendas de armas e san\u00e7\u00f5es\u201d. Putin deve ter ficado feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, uma coisa \u00e9 o envio de armas e outra o envio de tropas imperialistas sobre o terreno, que deve ser combatido frontalmente, pois s\u00f3 pode servir para converter a Ucr\u00e2nia em uma semicol\u00f4nia militar e despoj\u00e1-la de toda soberania. Mas o mesmo n\u00e3o acontece com as armas e muni\u00e7\u00f5es. Como, em meio \u00e0 invas\u00e3o, os ucranianos poder\u00e3o defender sua soberania sem as armas adequadas? Trata-se, pelo contr\u00e1rio, de denunciar que as armas que as pot\u00eancias da OTAN entregam n\u00e3o s\u00e3o as que os ucranianos demandam, s\u00e3o insuficientes para que a Ucr\u00e2nia possa se defender cabalmente e mais ainda para expulsar e derrotar Putin e, al\u00e9m disso, demoram, sem justificativa, repetidamente. \u00c9, certamente, um tipo de ajuda militar que n\u00e3o tem nada a ver com a que Israel recebe para seu genoc\u00eddio em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem que impulsionar e apoiar as a\u00e7\u00f5es de boicote \u00e0 R\u00fassia que os trabalhadores realizem atrav\u00e9s de suas organiza\u00e7\u00f5es, na linha das \u201csan\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias\u201d que os trotskistas defenderam nos anos 30 do s\u00e9culo passado diante da invas\u00e3o italiana da Abiss\u00ednia (atual Eti\u00f3pia) e da segunda guerra sino-japonesa. Este foi o caso da refinaria Ellesmer, em Cheshire, Inglaterra, onde se recusaram a descarregar petr\u00f3leo proveniente da R\u00fassia, replicando os trabalhadores do terminal de g\u00e1s de Kent e dos portos dos Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, temos que construir uma solidariedade material direta com os trabalhadores que resistem na Ucr\u00e2nia (e com os refugiados ucranianos), como foram os comboios organizados pela Rede Sindical Internacional de Solidariedade com os mineiros e metal\u00fargicos do sindicato independente de Kryvyi Rih&nbsp; (Krivoy Rog).<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o esquecer que o elemento mais chave para a vit\u00f3ria \u00e9 avan\u00e7ar na organiza\u00e7\u00e3o independente da classe trabalhadora ucraniana e da resist\u00eancia, tanto para fazer frente \u00e0 m\u00e1quina de guerra russa como aos planos de esp\u00f3lio e ajuste que Zelensky assinou com a UE e o FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>E estarmos cientes de que, no final, a Ucr\u00e2nia, uma grande na\u00e7\u00e3o europeia imprensada entre o imperialismo regional russo e as pot\u00eancias imperialistas ocidentais, ambos muito mais fortes que ela e interessados em submet\u00ea-la e control\u00e1-la, n\u00e3o conseguir\u00e1 recuperar nem manter de forma duradoura sua integridade e sua soberania nacional, se n\u00e3o for como parte de uma futura uni\u00e3o livre de povos livres da Europa ou, o que \u00e9 o mesmo, de alguns Estados Unidos Socialistas da Europa levantados sobre os escombros da UE e do expansionismo imperialista russo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O exemplo dos trotskistas nos anos 30 do s\u00e9culo passado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Definir uma posi\u00e7\u00e3o correta de um ponto de vista marxista revolucion\u00e1rio ante a guerra da Ucr\u00e2nia n\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, um trabalho simples. Por isso, \u00e9 importante aprender com o m\u00e9todo e a estrat\u00e9gia com que os trotskistas abordaram no passado a guerra civil espanhola, a invas\u00e3o italiana da Abiss\u00ednia e a segunda guerra sino-japonesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensamos que a pol\u00edtica da FT hoje na guerra da Ucr\u00e2nia \u00e9 muito similar \u00e0 do Workers Party (WP) de Shachtman na segunda guerra sino-japonesa, iniciada em 1937, quando o Jap\u00e3o invadiu a China. No in\u00edcio da guerra, tanto o SWP de Cannon (a se\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional nos EUA), como o WP de Shachtman (uma cis\u00e3o do SWP) apoiaram a China contra o Jap\u00e3o. Por\u00e9m, quando em 1941, ap\u00f3s o bombardeio de Pearl Harbor, os EUA entraram em guerra contra o Jap\u00e3o e come\u00e7aram a enviar ajuda militar \u00e0 China, Shachtman mudou sua pol\u00edtica e adotou uma posi\u00e7\u00e3o de neutralidade, \u201cnem, nem\u201d, muito parecida com a da FT na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Morrison<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>, em nome do SWP, a rebateu&nbsp;dizendo:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cA proposi\u00e7\u00e3o geral de Shachtman \u00e9 que n\u00e3o se pode apoiar a luta de uma na\u00e7\u00e3o colonial ou semicolonial contra uma na\u00e7\u00e3o imperialista que est\u00e1 envolvida em uma guerra com outra na\u00e7\u00e3o imperialista, sempre e quando a na\u00e7\u00e3o colonial esteja sob controle da classe capitalista\u201d. Mas, \u201ca ess\u00eancia da pol\u00edtica colonial do marxismo revolucion\u00e1rio \u00e9 apoiar a luta dos povos coloniais contra um opressor imperialista, mesmo que esteja dirigida pela burguesia e sem fazer nenhuma exce\u00e7\u00e3o durante um per\u00edodo em que esteja travando uma guerra imperialista&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais evidente hoje, quando n\u00e3o existe um enfrentamento armado direto entre os ex\u00e9rcitos da OTAN e os de Putin. Morrison prosseguia:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cAssumiremos que a ajuda que chega \u00e0 China vinda dos Estados Unidos \u00e9 muito maior agora que antes de Pearl Harbor. A quantidade de material enviado \u00e0 China pelos Estados Unidos muda o car\u00e1ter do conflito chin\u00eas? (&#8230;) Inclusive antes da declara\u00e7\u00e3o oficial de guerra, os aviadores estadunidenses lutavam pela China. Suponhamos que agora haja muitos mais deles na China. Isso, com certeza, \u00e9 um fator mais importante. Mas ningu\u00e9m que seja um marxista realista sustentar\u00e1 que conseguir ajuda t\u00e9cnica ou inclusive ajuda militar atrav\u00e9s de oficiais especialmente treinados, muda o car\u00e1ter do conflito chin\u00eas. O importante \u00e9: Quem, em \u00faltima inst\u00e2ncia, tem o controle das for\u00e7as armadas e, portanto, o controle do conflito? At\u00e9 agora, ningu\u00e9m em s\u00e3 consci\u00eancia pode dizer que n\u00e3o seja o governo chin\u00eas quem controla os ex\u00e9rcitos chineses. Se a situa\u00e7\u00e3o mudasse e se se enviasse um n\u00famero suficiente de tropas estadunidenses \u00e0 China e tomasse o controle da luta contra o Jap\u00e3o, ent\u00e3o ter\u00edamos que mudar de atitude. Mas isto n\u00e3o ocorreu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-y-su-postura-en-la-guerra-de-gaza\/\">https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-y-su-postura-en-la-guerra-de-gaza\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;<em>\u00abOs meios e os fins: a prop\u00f3sito da posi\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios sobre a estrat\u00e9gia do Hamas\u201d<\/em>, publicado em 6 de novembro de 2023<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>&nbsp;<em>\u201cEmilio Albamonte sobre a guerra da Ucr\u00e2nia e o m\u00e9todo para a an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o mundial\u201d&nbsp;<\/em>publicado em 26\/6\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>&nbsp; E aqui n\u00e3o estamos falando de uma popula\u00e7\u00e3o colonial trazida do exterior para um pa\u00eds constru\u00eddo sobre o roubo das terras e da limpeza \u00e9tnica do povo origin\u00e1rio, como \u00e9 o caso de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;\u201cDebates sobre a guerra na Ucr\u00e2nia: pol\u00edtica anti-imperialista independente e \u2018revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u2019\u201d publicado em 20 de mar\u00e7o de 2022<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>&nbsp;A revolta de 2013-2014 contra o presidente Yanukovitch<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>&nbsp;\u201c<em>Ucr\u00e2nia: o desaf\u00edo de uma pol\u00edtica anti-imperialista independente<\/em>\u201d, publicado em 20 de mar\u00e7o de 2022<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>&nbsp; Note-se que para a FT n\u00e3o h\u00e1 mais imperialismos al\u00e9m dos ocidentais, com os EUA \u00e0 frente. A China n\u00e3o \u00e9 uma pot\u00eancia imperialista emergente para a FT, em conflito com os EUA. &nbsp;E, certamente, a R\u00fassia, apesar de sua for\u00e7a militar, \u00e9 um pa\u00eds dependente e n\u00e3o uma pot\u00eancia imperialista \u201cregional\u201d, associada \u00e0 China (como a R\u00fassia czarista o foi nas primeiras duas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, associada ent\u00e3o \u00e0s pot\u00eancias da Entente).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/no-cabe-una-posicion-neutral-ante-la-guerra-de-agresion-contra-ucrania\/\">https:\/\/litci.org\/es\/no-cabe-una-posicion-neutral-ante-la-guerra-de-agresion-contra-ucrania\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-las-consignas-no-a-la-guerra-y-ni-un-tanque-para-ucrania\/\">https:\/\/litci.org\/es\/sobre-las-consignas-no-a-la-guerra-y-ni-un-tanque-para-ucrania\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-fraccion-trotskista-el-contraste-entre-gaza-y-ucrania\/#_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>\u00a0\u201cPorque apoiamos a China\u201d Parte 1 e 2, The Militant 18\u00a0e 25 Julho de\u00a01942<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um primeiro artigo de pol\u00eamica com a Fra\u00e7\u00e3o Trotskista (FT) criticamos alguns aspectos relevantes de sua postura diante da guerra genocida de Gaza[1]. Neste segundo artigo, queremos por em evid\u00eancia o contraste entre seu flagrante abstencionismo na guerra da Ucr\u00e2nia e sua dura cr\u00edtica \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es francesas Lutte Ouvri\u00e8re e NPA-C (Novo Partido Anticapitalista) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":78254,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[49,8068,228,91,8537],"tags":[8365,8793],"class_list":["post-78253","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-polemica","category-especial-palestina","category-palestina","category-ucrania","category-ucrania-nota-destacada","tag-armas-ucrania","tag-victor-alay"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2023_1122-palestine-ukraine-1200x800-1.jpg","categories_names":["Especial Palestina","Palestina","Pol\u00eamica","Ucr\u00e2nia","Ucr\u00e2nia-Nota destacada"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78253"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78255,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78253\/revisions\/78255"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}