{"id":78240,"date":"2023-12-28T20:48:03","date_gmt":"2023-12-28T20:48:03","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78240"},"modified":"2023-12-28T20:48:08","modified_gmt":"2023-12-28T20:48:08","slug":"venezuela-referendo-consultivo-um-duro-reves-para-o-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/12\/28\/venezuela-referendo-consultivo-um-duro-reves-para-o-governo\/","title":{"rendered":"Venezuela: Referendo consultivo. Um duro rev\u00e9s para o governo."},"content":{"rendered":"\n<p><em>H\u00e1 pouco mais de uma semana da realiza\u00e7\u00e3o do Referendo consultivo, convocado para o passado 03\/12\/2023, pelo governo de Nicol\u00e1s Maduro, em torno \u00e0 quest\u00e3o do lit\u00edgio territorial sobre a regi\u00e3o do Esequibo com a Rep\u00fablica da Guiana a disputa continua aberta. Assim como o debate em torno da mesma; motivando declara\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas por parte dos mandat\u00e1rios e dirigentes pol\u00edticos do continente, evidentemente \u201cpreocupados\u201d pela \u201cestabilidade\u201d pol\u00edtica do mesmo, necess\u00e1ria para o bom desenvolvimento dos neg\u00f3cios das transnacionais, principalmente petroleiras e mineradoras, nas quais as burguesias nacionais que representam interv\u00eam como s\u00f3cios minorit\u00e1rios.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: UST &#8211; Venezuela<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que, por diversas raz\u00f5es, o conflito, continua a marcar o debate na arena pol\u00edtica tanto nacional como continental. Por esta raz\u00e3o, consideramos pertinente expressar nossa opini\u00e3o a partir da situa\u00e7\u00e3o aberta posterior ao evento eleitoral e seus resultados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A derrota do governo e sua pretens\u00e3o de maqui\u00e1-la<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da noite do domingo 03\/12\/2023, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), na pessoa de seu Presidente, Elvis Amoroso anunciou um resultado, preliminar, porque ainda se examinavam atas, no qual foram emitidos um total de 10.554.320 votos, fato que estava muito longe da realidade observada nos centros eleitorais durante o dia, nos quais o que prevaleceu foi a not\u00f3ria aus\u00eancia de eleitores.<\/p>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas de tal an\u00fancio, sem oferecer maiores detalhes quanto a n\u00fameros de absten\u00e7\u00e3o, sem detalhar se a refer\u00eancia era a eleitores de carne e osso ou a votos emitidos por cada participante, causou muita confus\u00e3o. O que somado ao contraste do que havia ocorrido nesse dia com rela\u00e7\u00e3o a outras elei\u00e7\u00f5es, onde se obtiveram n\u00fameros de vota\u00e7\u00e3o (ou participa\u00e7\u00e3o) similares ao anunciado, fez pensar que o titular do CNE se referia a que tais resultados significava a soma das respostas \u00e0s cinco perguntas contidas na consulta, pelo n\u00famero real de eleitores, no qual neste caso excederia por pouco 2.100.000 eleitores. Sendo isto os que realmente foram \u00e0s urnas. O que representaria apenas 10% de participa\u00e7\u00e3o sobre um registro eleitoral nacional que supera os 20 milh\u00f5es de eleitores, traduzindo-se em uma absten\u00e7\u00e3o aproximada de 90%.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, em um ato com Nicol\u00e1s Maduro, na segunda-feira 04\/12\/2023, o mesmo Elvis Amoroso, anunciou uma participa\u00e7\u00e3o total de 10.431.907 &nbsp;de venezuelanos que tinham votado majoritariamente pelo Sim em cada uma das perguntas do referendo. O curioso disto \u00e9 que, tendo sido averiguada a totalidade das atas, a quantidade de eleitores diminuiu em rela\u00e7\u00e3o ao an\u00fancio preliminar realizado quando ainda faltavam atas para contabilizar. Algo inexplic\u00e1vel sob qualquer ponto de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, o an\u00fancio igualmente careceu de detalhes sobre a totalidade de atas escrutinadas, n\u00fameros de absten\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o por estados, entre outros detalhes habitualmente referidos em outras elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que as imagens dos centros eleitorais vazios durante todo o dia, a aus\u00eancia de filas e aglomera\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas de uma participa\u00e7\u00e3o t\u00e3o massiva como a anunciada, e inclusive os testemunhos de membros das mesas eleitorais, deixam evidente as inten\u00e7\u00f5es do governo de maquiar a escass\u00edssima participa\u00e7\u00e3o na consulta convocada atrav\u00e9s de uma descomunal campanha que incluiu um desperd\u00edcio de dinheiro em shows, spots televisivos usando reconhecidos personagens do esporte e do espet\u00e1culo do pa\u00eds, mobiliza\u00e7\u00f5es, concentra\u00e7\u00f5es e a impress\u00e3o de uma enorme quantidade de material de propaganda.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m o uso de recursos p\u00fablicos para mobilizar as pessoas a votar, falsas promessas, compra de votos, mas principalmente chantagens, amea\u00e7as e todo tipo de coa\u00e7\u00e3o principalmente contra o funcionalismo p\u00fablico, assim como de pessoas dos setores populares para obrig\u00e1-los a votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disto, o governo sofreu uma dur\u00edssima derrota pol\u00edtica, expressa na ex\u00edgua participa\u00e7\u00e3o do povo, que, apesar de majoritariamente reivindicar como justa a exig\u00eancia territorial venezuelana, n\u00e3o deixou de identificar a convoca\u00e7\u00e3o ao referendo consultivo como uma manobra pol\u00edtica do governo, para obter cr\u00e9ditos eleitorais em fun\u00e7\u00e3o de um eventual processo eleitoral em 2024. E tamb\u00e9m recuperar uma popularidade perdida h\u00e1 bastante tempo atrav\u00e9s da exacerba\u00e7\u00e3o do sentimento nacionalista e patrioteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 esta derrota que o governo pretende dissimular, n\u00e3o reconhecendo a baix\u00edssima participa\u00e7\u00e3o, maquiando n\u00fameros atrav\u00e9s de an\u00fancios repletos de meias verdades e mentiras completas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A continuidade da manobra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Argumentando \u201ccumprir o mandato do povo\u201d, que este \u00faltimo lhe teria conferido atrav\u00e9s de sua significativa participa\u00e7\u00e3o no referendo consultivo, ao qual, segundo o expresso por ele, a constitui\u00e7\u00e3o nacional lhe concede um car\u00e1ter \u201cvinculativo\u201d (ou seja, que a resposta com a vota\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria deve ser aplicada), Nicol\u00e1s Maduro, manifestou \u201cter um plano para continuar a defesa do territ\u00f3rio Esequibo e recuperar os direitos hist\u00f3ricos da Venezuela sobre o mesmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal \u201cplano\u201d foi detalhado, na ter\u00e7a-feira 05\/12 2023, durante sua participa\u00e7\u00e3o na Assembleia Geral do Conselho Federal do Governo, desde a Academia Militar do Ex\u00e9rcito Bolivariano em Caracas. Como parte do mesmo anunciou: a cria\u00e7\u00e3o de um Alto Comissariado pela Defesa da Guayana Esequiba; a introdu\u00e7\u00e3o para debate e aprova\u00e7\u00e3o de uma Lei Org\u00e2nica para a cria\u00e7\u00e3o do Estado Guayana Esequiba; a cria\u00e7\u00e3o da Zona de Defesa Integral (ZODI) da Guayana Esequiba<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn1\">[1]<\/a>; a designa\u00e7\u00e3o de uma Autoridade \u00danica da Guayana Esequiba<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn2\">[2]<\/a>&nbsp;(M\/G. Alexis Rodr\u00edguez Cabello); a cria\u00e7\u00e3o das divis\u00f5es PDVSA<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;Esequibo e CVG<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn4\">[4]<\/a>&nbsp;Esequibo, \u201ccom todas as compet\u00eancias administrativas e operativas para a explora\u00e7\u00e3o dos recursos da regi\u00e3o do Esequibo\u201d; a entrega e divulga\u00e7\u00e3o do \u201cmapa completo\u201d da Venezuela incluindo a Guayana Esequiba nas escolas, col\u00e9gios e universidades do pa\u00eds; um plano social integral para os habitantes da Guayana Esequiba, que incluiria a c\u00e9dula de identidade em primeiro lugar; prop\u00f4s a aprova\u00e7\u00e3o pela Assembleia Nacional de uma Lei Especial para a Prote\u00e7\u00e3o do Esequibo; al\u00e9m disso, estabeleceu um prazo de tr\u00eas meses para \u201ca retirada das empresas\/concess\u00f5es unilaterais na Guayana Esequiba; ao mesmo tempo que anunciou a concess\u00e3o \u201cimediata\u201d de licen\u00e7as para a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, g\u00e1s e minas no territ\u00f3rio em disputa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida a estes an\u00fancios, na sess\u00e3o ordin\u00e1ria de quarta-feira 06\/12\/2023 a Assembleia Nacional, de ampla maioria oficialista, aprovou por unanimidade, em primeira discuss\u00e3o, o Projeto de Lei Org\u00e2nica para a Defesa da Guayana Esequiba. A celeridade de tal aprova\u00e7\u00e3o deixa evidente que tal lei j\u00e1 estava redigida pelo oficialismo inclusive antes da consulta e foi elaborada sem esperar os resultados da mesma. Da mesma forma, circularam pela m\u00eddia nacional p\u00fablica e privada, not\u00edcias sobre a realiza\u00e7\u00e3o de operativos de identifica\u00e7\u00e3o, na popula\u00e7\u00e3o de Tumeremo (cont\u00edgua ao Esequibo), de cidad\u00e3os supostos habitantes da Guayana Esequiba.<\/p>\n\n\n\n<p>Consideramos que todos estes an\u00fancios e a\u00e7\u00f5es do governo nacional e seu parlamento ansioso, n\u00e3o s\u00e3o mais do que a amostra da pretens\u00e3o governamental de continuar instigando o conflito territorial&nbsp; como manobra pol\u00edtica para obter algum tipo de vantagem eleitoral, insuflando animosidade \u201cnacionalista\u201d e \u201cpatri\u00f3tica\u201d, na perspectiva de um eventual processo de elei\u00e7\u00f5es presidenciais em 2024, ou de criar-se uma base de apoio para suspend\u00ea-lo com a declara\u00e7\u00e3o de um estado de emerg\u00eancia, caso n\u00e3o seja obtida a vantagem requerida e ver-se na necessidade de apelar a este recurso extremo para manter-se no poder. Al\u00e9m disso, avaliamos que buscam tamb\u00e9m posicionar-se da melhor forma poss\u00edvel para um processo de negocia\u00e7\u00e3o em uma disputa que, mais al\u00e9m do lit\u00edgio territorial, no fundo o que encerra \u00e9 uma briga entre quem administra em car\u00e1ter de s\u00f3cio minorit\u00e1rio a entrega dos recursos petrol\u00edferos, gas\u00edferos, min\u00e9rios e biodiversidade presentes no Esequibo \u00e0s transnacionais norte-americanas, europeias, russas e chinesas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um fato que o governo burgu\u00eas e ditatorial de Maduro, pretende ser um administrador direto desta pol\u00edtica de rapina imperialista na Guayana Esequiba, para nesse car\u00e1ter, procurar migalhas do bolo para os setores burgueses que representa e para sua burocracia militar e civil, tal como j\u00e1 faz no pa\u00eds com as concess\u00f5es petrol\u00edferas e as do Arco Mineiro do Orinoco (AMO), e tal como desde o lado guianense na regi\u00e3o do Esequibo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os setores burgueses agrupados em FEDECAMARAS e outros sindicatos patronais opositores t\u00eam alguns objetivos similares (embora com alian\u00e7as cada vez maiores com Maduro), da\u00ed seu discurso hip\u00f3crita de \u201cdefesa da integridade nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A reuni\u00e3o de 14 de dezembro e seus objetivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em tal sentido, a reuni\u00e3o de \u201calto n\u00edvel\u201d marcada para este 14\/12\/2023, na ilha de San Vicente e nas Granadinas, entre os presidentes da Venezuela e Guiana, a pedido do governo brasileiro (com Lula na lideran\u00e7a), com o apoio do Conselho Diretivo da CELAC e do Secret\u00e1rio Geral da ONU Antonio Guterres, tem como objetivo principal, acreditamos, a negocia\u00e7\u00e3o sobre a distribui\u00e7\u00e3o da entrega dos recursos \u00e0s transnacionais e as porcentagens de participa\u00e7\u00e3o no neg\u00f3cio como s\u00f3cios menores. Isto parece confirmar as declara\u00e7\u00f5es de diversos atores envolvidos no conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo disso encontramos nas afirma\u00e7\u00f5es do Presidente guianense Irfaan Ali, de ter\u00e7a-feira passada 12\/12\/2023, negando que a reuni\u00e3o de quinta-feira 14 de dezembro, com seu par venezuelano, tratar\u00e1 sobre a disputa territorial e insistindo que \u00e9 um caso que a Corte Internacional de Justi\u00e7a (CIJ) deve resolver.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c\u2026J\u00e1 deixamos n\u00edtido que a CIJ vai decidir a controv\u00e9rsia em torno \u00e0s fronteiras da Guiana e Venezuela. Nos mantemos firmes neste assunto e a discuss\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 aberta&#8230;\u201d<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn5\">[5]<\/a><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ent\u00e3o perguntar: Qual \u00e9 a quest\u00e3o de discuss\u00e3o se n\u00e3o \u00e9 o lit\u00edgio territorial? A resposta a esta quest\u00e3o parece estar nas declara\u00e7\u00f5es de Mike Wirth, Diretor Executivo da Chevron Corp., rejeitando a possibilidade de um confronto b\u00e9lico entre ambos pa\u00edses. <em>\u201c\u2026a disputa entre Venezuela e Guiana pela defesa do territ\u00f3rio Esequibo n\u00e3o terminar\u00e1 em guerra\u2026\u201d; \u201c\u2026estas coisas se resolvem muito mais frequentemente pela discuss\u00e3o, <strong>negocia\u00e7\u00e3o <\/strong>e compromisso do que por a\u00e7\u00f5es militares\u2026\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn6\"><strong>[6]<\/strong><\/a>&nbsp;<\/em>(negrito nosso).<\/p>\n\n\n\n<p>A Chevron Corp., \u00e9 uma companhia transnacional com interesses em ambos os pa\u00edses, tem acordos com o governo de Maduro que lhe permitem saquear o petr\u00f3leo venezuelano em condi\u00e7\u00f5es ultra favor\u00e1veis, isentos de pagamentos de impostos e royalties, e recentemente tornou-se s\u00f3cia da Exxon Mobil na explora\u00e7\u00e3o do bloco petrol\u00edfero Stabroek de 26.000 Km<sup>2<\/sup>, localizado na zona em disputa no oceano Atl\u00e2ntico, ao adquiri-la por 53 bilh\u00f5es de d\u00f3lares da empresa energ\u00e9tica estadunidense Hess Corp., passando a controlar 30% da explora\u00e7\u00e3o de tal bloco. \u00c9 evidente que, ao falar de negocia\u00e7\u00e3o se referem aos seus interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o mesm\u00edssimo Chanceler da Venezuela Yvan Gil deixa isso ainda mais evidente: <em>\u201c&#8230;o governo da Venezuela mant\u00e9m em curso seu plano de conceder licen\u00e7as para a explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera na zona disputada com a Guiana, na qual j\u00e1 operam companhias autorizadas por Georgetown&#8230;,PDVSA e a Corpora\u00e7\u00e3o Venezuelana da Guiana est\u00e3o trabalhando na elabora\u00e7\u00e3o do dossi\u00ea, dos mapas, de tudo o que tem a ver com os termos de refer\u00eancia do que leva uma concess\u00e3o e o trabalho t\u00e9cnico que est\u00e1 em curso&#8230;, a quest\u00e3o do petr\u00f3leo ser\u00e1 uma das discutidas em San Vicente e nas Granadinas na quinta-feira&#8230;\u201d <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn7\"><strong>[7]<\/strong><\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante o objetivo da reuni\u00e3o apontar para a negocia\u00e7\u00e3o e a reparti\u00e7\u00e3o da entrega do petr\u00f3leo, o af\u00e3 de rapina do imperialismo, e dos governos burgueses de ambos pa\u00edses, em meio a uma aguda crise econ\u00f4mica, agravada pela infla\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria energ\u00e9tica e a convuls\u00e3o da ordem mundial nos leva a n\u00e3o descartar de todo a possibilidade de um eventual confronto b\u00e9lico; o que acontecer na reuni\u00e3o de 14\/12\/2023 marcar\u00e1 esta din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s, da Unidade Socialista dos Trabalhadores (UST), consideramos que os trabalhadores tanto da Venezuela como tamb\u00e9m seus pares guianenses, n\u00e3o podemos ter maiores expectativas em tal reuni\u00e3o, os acordos que possam sair dali sempre ser\u00e3o para privilegiar os interesses do imperialismo, suas transnacionais e das burguesias nacionais de ambos os pa\u00edses enquanto aspirantes a s\u00f3cios minorit\u00e1rios do saque.<\/p>\n\n\n\n<p>Rejeitamos a inger\u00eancia imperialista na regi\u00e3o e exigimos a sa\u00edda das transnacionais petroleiras, gas\u00edferas e mineradoras: norte-americanas, europeias, russas e chinesas do Esequibo e de ambos os pa\u00edses; exigimos a sa\u00edda do imperialismo da reuni\u00e3o de 14\/12\/2023 e rejeitamos sua inger\u00eancia na mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, nos manifestamos contra as posturas belicistas de Irfaan Al\u00ed, incitadas pelo imperialismo, suas amea\u00e7as e declara\u00e7\u00f5es sobre suas alian\u00e7as com o Comando Sul das for\u00e7as armadas norte-americanas e com o Reino Unido, seus pedidos ao Comando Sul para que seja fiador da pol\u00edtica guianense. Repudiamos os exerc\u00edcios conjuntos deste Comando com a For\u00e7a de Defesa da Guiana (GDF)<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftn8\">[8]<\/a>, realizados na quinta-feira passada 07\/12\/2023, assim como outras a\u00e7\u00f5es anteriores do mesmo teor. Tal como nos opusemos \u00e0s posturas belicistas da ditadura madurista. Rejeitamos qualquer pretens\u00e3o belicista que possa existir por parte de ambos os governos. N\u00e3o \u00e0 inger\u00eancia imperialista na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado venezuelano insistimos em rejeitar a continuidade da manobra pol\u00edtica que o governo de Nicol\u00e1s Maduro pretende levar a cabo com o conflito em quest\u00e3o, reiteramos o chamado \u00e0 unidade de e entre as classes oper\u00e1rias e os povos da Venezuela e Guiana, para enfrentar o imperialismo, expulsar as transnacionais do Esequibo, assim como do resto do territ\u00f3rio de ambos os pa\u00edses, enfrentar seus governos burgueses, suas medidas antioper\u00e1rias e antipopulares, at\u00e9 derrub\u00e1-los e impor governos oper\u00e1rios e socialistas em ambas as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;Com sede administrativa e militar na regi\u00e3o de Tumeremo, cont\u00edgua ao Esequibo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Idem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;Petr\u00f3leos de Venezuela S.A., estatal petroleira principal ind\u00fastria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Corpora\u00e7\u00e3o Venezuelana da Guiana, agrupa as empresas b\u00e1sicas de Guayana, do setor sider\u00fargico, metal\u00fargico e da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.france24.com\/es\/minuto-a-minuto\/20231213-presidente-guyan%C3%A9s-niega-que-abordar%C3%A1-controversia-territoral-en-reuni%C3%B3n-con-maduro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.france24.com\/es\/minuto-a-minuto\/20231213-presidente-guyan%C3%A9s-niega-que-abordar%C3%A1-controversia-territoral-en-reuni%C3%B3n-con-maduro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/revistadiplomatica.com\/2023\/12\/director-de-chevron-asegura-que-no-habra-guerra-entre-venezuela-y-guyana-por-el-esequibo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/revistadiplomatica.com\/2023\/12\/director-de-chevron-asegura-que-no-habra-guerra-entre-venezuela-y-guyana-por-el-esequibo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/efectococuyo.com\/politica\/venezuela-tiene-en-marcha-su-plan-de-licencias-petroleras-en-el-esequibo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/efectococuyo.com\/politica\/venezuela-tiene-en-marcha-su-plan-de-licencias-petroleras-en-el-esequibo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/referendum-consultivo-un-duro-reves-para-el-gobierno\/#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;For\u00e7as Armadas Guianesas<\/p>\n\n\n\n<p><strong>13\/12\/2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de uma semana da realiza\u00e7\u00e3o do Referendo consultivo, convocado para o passado 03\/12\/2023, pelo governo de Nicol\u00e1s Maduro, em torno \u00e0 quest\u00e3o do lit\u00edgio territorial sobre a regi\u00e3o do Esequibo com a Rep\u00fablica da Guiana a disputa continua aberta. 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