{"id":78139,"date":"2023-12-06T12:58:22","date_gmt":"2023-12-06T12:58:22","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78139"},"modified":"2023-12-06T12:58:27","modified_gmt":"2023-12-06T12:58:27","slug":"mulheres-palestinas-sua-luta-nao-nos-e-indiferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/12\/06\/mulheres-palestinas-sua-luta-nao-nos-e-indiferente\/","title":{"rendered":"Mulheres palestinas, sua luta n\u00e3o nos \u00e9 indiferente"},"content":{"rendered":"\n<p><em>No \u00faltimo dia 25 de novembro, foi realizada uma a\u00e7\u00e3o feminista global em defesa da Palestina. Atendendo ao apelo das mulheres palestinas \u201cAcabar com o genoc\u00eddio em Gaza \u00e9 uma quest\u00e3o feminista!\u201d, atos e iniciativas de solidariedade foram organizados por movimentos de mulheres de v\u00e1rios pa\u00edses. Achamos a iniciativa muito importante. N\u00e3o por acaso, a data \u00e9 tamb\u00e9m o dia internacional pela elimina\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia \u00e0s mulheres. Como mulheres, sabemos muito bem o que \u00e9 ser v\u00edtima da opress\u00e3o. Como trabalhadoras e duplamente oprimidas e exploradas, n\u00e3o devemos e n\u00e3o podemos ficar indiferentes frente ao massacre que o Estado sionista e genocida de Israel est\u00e1 cometendo contra o povo palestino e, em especial, contra as mulheres palestinas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: \u00c9rika Andreassy<\/p>\n\n\n\n<p><strong>75 anos de opress\u00e3o e viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 75 anos, as mulheres palestinas s\u00e3o v\u00edtimas da opress\u00e3o colonial israelense. Em todos esses anos de ocupa\u00e7\u00e3o sionista, com o apoio e a cumplicidade dos pa\u00edses imperialistas, os estupros e a viol\u00eancia machista foram usados como arma de guerra para humilh\u00e1-las e for\u00e7\u00e1-las a sair de suas terras; sofrem com ataques violentos de colonos israelenses e vivem sob a constante amea\u00e7a de terem suas casas destru\u00eddas e serem deslocadas; s\u00e3o afligidas pelo temor de que seus pais, maridos e filhos sejam presos, feridos ou mortos e, quando n\u00e3o, pelo pr\u00f3prio luto pela perda de seus entes queridos pelas for\u00e7as de repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O confisco de bens e terras e os bloqueios econ\u00f4micos aos territ\u00f3rios onde a maior parte dos palestinos foram confinados (Gaza e Cisjord\u00e2nia) elevam a pobreza feminina e a falta de acesso a recursos b\u00e1sicos para a sobreviv\u00eancia a n\u00edveis dram\u00e1ticos, o que \u00e9 agravado pela impossibilidade de acessar o mercado de trabalho, devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es ao movimento entre cidades. \u00c0 sobrecarga pelas tarefas dom\u00e9sticas e de cuidados n\u00e3o remunerados que enfrentam as mulheres pobres da classe trabalhadoras, se combina a dificuldade de manter suas fam\u00edlias em condi\u00e7\u00f5es extremamente hostis, pois mesmo com o acesso ao trabalho restringido, s\u00e3o obrigadas a sustentar suas fam\u00edlias sozinhas quando seus maridos s\u00e3o encarcerados, feridos ou mortos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado de Israel viola impunimente as mais m\u00ednimas normas internacionais,&nbsp;sujeitando as prisioneiras pol\u00edticas palestinas a condi\u00e7\u00f5es desumanas&nbsp;e degradantes.&nbsp; As mulheres detidas muitas vezes passam semanas ou meses na pris\u00e3o, sem direito a defesa e s\u00e3o submetidas \u00e0s piores formas de humilha\u00e7\u00e3o, como revistas invasivas, viol\u00eancia sexual, tortura psicol\u00f3gica, espancamentos e confinamento solit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para justificar seu atual ataque a Gaza, o governo israelense vem usando a desculpa (pouco convincente) de eliminar o Hamas, mas sabemos que n\u00e3o \u00e9 verdade. O que est\u00e1 ocorrendo ali \u00e9 apenas mais um cap\u00edtulo da pol\u00edtica de expuls\u00e3o dos territ\u00f3rios ocupados e de limpeza \u00e9tnica, que h\u00e1 d\u00e9cadas o Estado opressor de Israel imp\u00f5es ao povo e \u00e0s mulheres palestinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Bombardear hospitais, mesquitas e centros de refugiados ou deixar civis sem luz, sem \u00e1gua pot\u00e1vel e sem comida, impedindo inclusive que possam atravessar a fronteira para evitar a morte, n\u00e3o tem nada a ver com eliminar \u201cterroristas\u201d. \u00c9 um genoc\u00eddio deliberado e est\u00e1 longe de ser um caso isolado. Esse massacre, cometido deliberadamente pelas For\u00e7as de Defesa de Israel e cujo componente machista se expressa no fato de que s\u00e3o as mulheres palestinas (e seus filhos) os alvos principais, \u00e9 parte do projeto sionista de expuls\u00e3o dos palestinos de suas terras e precisa ser veementemente repudiado por n\u00f3s mulheres trabalhadoras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pilares da resist\u00eancia palestina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas as mulheres palestinas n\u00e3o s\u00e3o apenas v\u00edtimas do conflito. Parte integrante da luta pela liberta\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o do povo palestino e parceiras dos homens na resist\u00eancia e luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o, historicamente elas t\u00eam sido protagonistas muito ativas na luta de libera\u00e7\u00e3o nacional. A hist\u00f3ria da resist\u00eancia palestina est\u00e1 repleta de nomes de mulheres que ousaram enfrentar o ex\u00e9rcito invasor enquanto seu territ\u00f3rio era colonizado. O papel que cumpriram e seguem cumprindo como combatentes, organizadoras e l\u00edderes da resist\u00eancia, demonstra tanto o potencial revolucion\u00e1rio das mulheres, como deve servir de exemplo para as\/os lutadores do mundo todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no final do s\u00e9culo XIX, lideraram os protestos contra as ondas inaugurais de imigra\u00e7\u00e3o sionista com fins coloniais. Em 1903, fundaram a primeira associa\u00e7\u00e3o de mulheres palestinas. Nos anos 1920, formaram v\u00e1rios comit\u00eas populares para articular protestos e demais a\u00e7\u00f5es de desobedi\u00eancia civil e garantir aux\u00edlio aos feridos nas manifesta\u00e7\u00f5es. Em 1921, formaram a primeira Uni\u00e3o de Mulheres \u00c1rabes-Palestinas, que organizou protestos contra o mandato brit\u00e2nico e a Declara\u00e7\u00e3o Balfour \u2013 em que a Inglaterra, com anu\u00eancia da Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Estados Unidos, expressava sua inten\u00e7\u00e3o de facilitar a constitui\u00e7\u00e3o de um lar nacional judeu em terras palestinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1936, foram essenciais na greve nacional contra o colonialismo brit\u00e2nico que favoreceu a migra\u00e7\u00e3o dos judeus para o territ\u00f3rio palestino. Al\u00e9m de promoverem protestos e recolher fundos para assist\u00eancia \u00e0s fam\u00edlias dos mortos e prisioneiros, fizeram parte das opera\u00e7\u00f5es para transporte de insumos b\u00e1sicos e armas aos integrantes da resist\u00eancia organizada. Em especial as mulheres camponesas e da classe trabalhadora palestina desempenharam um papel fundamental nesses processos, escondendo armas em suas roupas ou nos campos e percorrendo terrenos, compartilhando informa\u00e7\u00f5es importantes com os guerrilheiros, como a localiza\u00e7\u00e3o das tropas brit\u00e2nicas e rotas de suprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 perante a consolida\u00e7\u00e3o do projeto sionista, em 1965, surgiu a Uni\u00e3o Geral das Mulheres Palestinas, ligada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP). Nesse per\u00edodo, diversas mulheres partiram para a a\u00e7\u00e3o direta, diante da omiss\u00e3o internacional \u00e0 viola\u00e7\u00e3o cotidiana de direitos humanos e a expans\u00e3o israelense.<\/p>\n\n\n\n<p>As intifadas (levantes) tamb\u00e9m ficaram muito conhecidas pelo envolvimento central das mulheres na sua a\u00e7\u00e3o (para se ter uma ideia, na primeira intifada entre 1987-1993, um ter\u00e7o das baixas foram de mulheres). E todos os anos, as mulheres se juntam aos protestos no anivers\u00e1rio da Nakba, exigindo o direito de retorno da popula\u00e7\u00e3o refugiada.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos s\u00edmbolos atuais da resist\u00eancia palestina \u00e9 Ahed Tamimi. A jovem ganhou repercuss\u00e3o em 2012, quando, aos 11 anos, foi filmada resistindo \u00e0 pris\u00e3o de sua m\u00e3e. Pouco depois, uma foto na qual ela aparece mordendo um soldado das&nbsp;For\u00e7as de Israel, que cumpria mandado de pris\u00e3o contra o seu irm\u00e3o mais velho, viralizou e ela se tornou mundialmente conhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de&nbsp;2017, Tamimi participou de manifesta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 decis\u00e3o do governo Trump&nbsp;(EUA) de reconhecer&nbsp;Jerusal\u00e9m&nbsp;como capital de&nbsp;Israel. O protesto no vilarejo&nbsp;palestino&nbsp;de&nbsp;Nabi Salih, na&nbsp;Cisjord\u00e2nia, se tornou violento quando cerca de 200 ativistas palestinos come\u00e7aram a jogar pedras contra soldados israelenses. Seu primo, Mohamed, de 15 anos, foi atingido na cabe\u00e7a por uma&nbsp;bala de borracha&nbsp;disparada por um soldado israelense. Em resposta, Ahed e Nour Tamimi, (outro primo), revidaram, desferindo tapas nos militares israelenses. Por este crime (!), Tamimi foi condenada a oito meses de pris\u00e3o.&nbsp;Com o acirramento dos conflitos contra as For\u00e7as de Defesa na Cisjord\u00e2nia, p\u00f3s ataque de Israel a Gaza, ela voltou a ser presa e permanece encarcerada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tamimi \u00e9 presa por for\u00e7as do Estado de Israel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"955\" height=\"827\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Palestina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-78140\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Palestina.jpg 955w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Palestina-300x260.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Palestina-768x665.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Palestina-150x130.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Palestina-696x603.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 955px) 100vw, 955px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tamimi \u00e9 presa por for\u00e7as do Estado de Israel\n\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos muitos nomes que est\u00e3o registrados na hist\u00f3ria palestina, milhares e milhares de mulheres, dentro e fora da Palestina, na di\u00e1spora, lideram e sustentam a resist\u00eancia de seu povo \u00e0 opress\u00e3o de Israel. S\u00e3o ativistas e lutadoras cujos nomes desconhecemos, que lutam pelo simples fato de que suas vidas e de seus filhos dependem disso, ou para exigir o direito dos refugiados de retornar \u00e0 Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a maternidade tem um enorme significado de luta. Para muitas mulheres, ser m\u00e3e palestina significa n\u00e3o apenas constituir fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m manter o povo palestino vivo. Enquanto continuarem nascendo palestinos, a luta contra o Estado de Israel ir\u00e1 se manter e o territ\u00f3rio n\u00e3o ser\u00e1 homogeneamente judeu. Para elas, isso \u00e9 uma forma de resistir, de n\u00e3o deixar seu povo se extinguir. N\u00e3o surpreende, portanto, que nos conflitos envolvendo For\u00e7as israelenses e palestinos (como no atual ataque a Gaza) os alvos preferenciais sejam mulheres e crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exposto pelo jornal Haaretz sobre as t-shirts (camisetas que tem a forma de um T) utilizadas por soldados israelenses, que denotam a viol\u00eancia \u00e0s mulheres palestinas. Dentre as t-shirts mais utilizadas e procuradas pelos soldados da unidade de atiradores, encontra-se a da mulher palestina gr\u00e1vida, com v\u00e9u, no centro do alvo de um atirador com o famoso slogan: \u201c1 tiro, 2 mortos\u201d. Essa atitude, demonstra como a pol\u00edtica de g\u00eanero molda as a\u00e7\u00f5es do Estado de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por liberdade, igualdade e direitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa que na luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional, as mulheres palestinas renunciem \u00e0 luta por seus pr\u00f3prios direitos como mulheres, pois elas sabem que a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e a viol\u00eancia machista as colocam em piores condi\u00e7\u00f5es para lutar contra o projeto sionista. Como explicou Khitam Saafin, presidente da Uni\u00e3o dos Comit\u00eas de Mulheres Palestinas: a ocupa\u00e7\u00e3o \u201cprejudica todo mundo, mas as mulheres carregam o fardo duplamente porque n\u00e3o t\u00eam poder suficiente para enfrentar as mortes, pris\u00f5es e confisco de terras (\u2026). A liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 um passo, mas o outro \u00e9 a igualdade social e a democracia interna na sociedade palestina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo da luta das mulheres palestinas contra sua pr\u00f3pria opress\u00e3o foi a revolta pelo feminic\u00eddio da jovem Israa Gharave, em 2019, que levou milhares de mulheres \u00e0s ruas exigindo justi\u00e7a \u2013 resultando na acusa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas membros da fam\u00edlia de Israa pelo crime \u2013, bem como melhorias na prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia machista e a reforma do C\u00f3digo Penal de 1960, herdado da administra\u00e7\u00e3o jordaniana, em que a \u201cdefesa da honra\u201d \u00e9 considerada atenuante em caso de homic\u00eddio. Tal a\u00e7\u00e3o gerou o movimento de mulheres Tal\u2019at, que em \u00e1rabe significa sair, cujas bandeiras de luta s\u00e3o principalmente o combate ao feminic\u00eddio, \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica, ao sexismo e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o assim como a emancipa\u00e7\u00e3o dos palestinos e palestinas submetidas a opress\u00e3o colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Se bem o maior inimigo que enfrentam e a maior causa de sua opress\u00e3o atualmente \u00e9 regime sionista, ambas as lutas (contra as opress\u00f5es colonial e de g\u00eanero) n\u00e3o est\u00e3o dissociadas ou em contradi\u00e7\u00e3o uma com outra, mas caminham juntas. Como disse Soraya Misleh, jornalista palestina-brasileira, coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino no Brasil e militante do PSTU: \u201cN\u00e3o haver\u00e1 paz, nem mulheres livres na Palestina, sem o fim da ocupa\u00e7\u00e3o israelense ao territ\u00f3rio palestino e a destrui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, mas como integrantes da resist\u00eancia e parte fundamental da luta pela libera\u00e7\u00e3o de seus povo, as mulheres palestinas precisam ter seus direitos democr\u00e1ticos assegurados e poderem lutar nas mesmas condi\u00e7\u00f5es que seus companheiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, ambas as lutas, tampouco est\u00e3o dissociadas da luta de classes em n\u00edvel mundial e para serem vitoriosas precisam se travadas de maneira independente e sob uma perspectiva socialista e revolucion\u00e1ria, que tenha como estrat\u00e9gia a destrui\u00e7\u00e3o do sistema capitalista, que, em \u00faltima inst\u00e2ncia \u00e9 o quem sustenta e reproduz todas as opress\u00f5es. Isso nos leva a uma quest\u00e3o fundamental que trataremos em outro artigo, sobre quem \u00e9 o sujeito social da luta pela liberta\u00e7\u00e3o dos oprimidos, sejam os palestinos e\/ou as mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 25 de novembro, foi realizada uma a\u00e7\u00e3o feminista global em defesa da Palestina. Atendendo ao apelo das mulheres palestinas \u201cAcabar com o genoc\u00eddio em Gaza \u00e9 uma quest\u00e3o feminista!\u201d, atos e iniciativas de solidariedade foram organizados por movimentos de mulheres de v\u00e1rios pa\u00edses. Achamos a iniciativa muito importante. N\u00e3o por acaso, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":78141,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8068,203,3493,3923],"tags":[8433,8774,205],"class_list":["post-78139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especial-palestina","category-israel","category-mulheres","category-opressao","tag-erika-andreassy-2","tag-mulheres-palestinas","tag-palestina-2"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/mulher-palestina.png","categories_names":["Especial Palestina","Israel","Mulheres","Opress\u00e3o"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78139"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78142,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78139\/revisions\/78142"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}