{"id":78086,"date":"2023-11-28T14:55:01","date_gmt":"2023-11-28T14:55:01","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78086"},"modified":"2023-11-28T14:55:04","modified_gmt":"2023-11-28T14:55:04","slug":"caos-climatico-e-irracionalidade-do-capitalismo-neoliberal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/11\/28\/caos-climatico-e-irracionalidade-do-capitalismo-neoliberal\/","title":{"rendered":"Caos clim\u00e1tico e irracionalidade do capitalismo neoliberal"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Na \u00faltima semana, quase todo o Brasil sofreu com a onda de calor. Por dias consecutivos, os term\u00f4metros chegaram a marcar temperaturas entre 35 e 44\u00b0. No Rio de Janeiro, a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica chegou a 60\u00b0. Devido ao calor, uma jovem de 23 anos morreu e outras mil pessoas passaram mal durante um show da cantora Taylor Swift. Essa situa\u00e7\u00e3o absurda foi criada porque a produ\u00e7\u00e3o do show pro\u00edbe as pessoas entrarem com \u00e1gua, para as obrigarem a comprar copos d\u2019\u00e1gua a R$ 8 no pr\u00f3prio evento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Jeferson Choma<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a temperatura superou os 40\u00b0C e, por conta de alta exposi\u00e7\u00e3o ao calor, o estado teve uma disparada de 102,5% nos atendimentos em hospitais e interna\u00e7\u00f5es, em rela\u00e7\u00e3o a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o calor foi mais intenso nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No Pantanal, castigado pela seca, um inc\u00eandio incontrol\u00e1vel j\u00e1 consumiu mais de 1 milh\u00e3o de hectares, o que equivale a um milh\u00e3o de campos oficiais de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudas de soja, rec\u00e9m-plantadas, secaram devido ao calor e \u00e0 falta de \u00e1gua. Uma prova da total irracionalidade do agroneg\u00f3cio, que avan\u00e7a destruindo a Amaz\u00f4nia, resultando em menos chuvas e que, no final das contas, acaba se voltando contra o pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio e seus monocultivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dias piores vir\u00e3o\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pa\u00eds afora, onda de calor tamb\u00e9m vai resultar na quebra de safras de muitos outros cultivos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na Amaz\u00f4nia, a seca continua intensa, deixando os rios secos e as florestas vulner\u00e1veis \u00e0s queimadas. No dia 8, uma tempestade de poeira engoliu Manaus, a capital do Amazonas. Manaus tamb\u00e9m est\u00e1 sob fuma\u00e7a de queimadas que s\u00e3o as piores j\u00e1 registradas. A seca tamb\u00e9m produz a saliniza\u00e7\u00e3o da foz do rio Amazonas, deixando milhares sem \u00e1gua pot\u00e1vel, no Amap\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>No Sul do pa\u00eds, novas enchentes inundam cidades e castigam a popula\u00e7\u00e3o, sobretudo a mais pobre.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses fen\u00f4menos clim\u00e1ticos extremos est\u00e3o relacionados ao El Ni\u00f1o, fen\u00f4meno clim\u00e1tico que aquece as \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o El Ni\u00f1o ainda nem chegou no seu auge, que dever\u00e1 ser em dezembro-janeiro, para quando os meteorologistas preveem mais ondas de calor no pa\u00eds, mais chuvas intensas e enchentes no Sul do pa\u00eds, deslizamentos em \u00e1reas de encostas e mais secas no Norte e, tamb\u00e9m, no Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"726\" height=\"544\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-78087\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-1.png 726w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-1-300x225.png 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-1-150x112.png 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-1-696x522.png 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 726px) 100vw, 726px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Aquecimento global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2023 deve terminar como o mais quente em 125 mil anos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O aquecimento global, provocado pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis (petr\u00f3leo, carv\u00e3o mineral e g\u00e1s natural), intensifica e torna mais frequentes os fen\u00f4menos clim\u00e1ticos como o El Ni\u00f1o. De acordo com cientistas do Observat\u00f3rio Copernicus, da Uni\u00e3o Europeia, o ano de 2023 deve terminar como o mais quente em 125 mil anos. Os dados do observat\u00f3rio mostram, ainda, que o \u00faltimo m\u00eas de outubro foi o mais quente do mundo nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mesmo antes do El Ni\u00f1o, entre 2011 e 2021, o Brasil j\u00e1 havia registrado 52 dias por ano com ondas de calor intenso. O \u00edndice representa quase oito vezes o total verificado nos trinta anos entre 1961 e 1990, quando n\u00e3o ultrapassava de sete dias por ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O planeta rodando num c\u00edrculo desastroso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Queiram ou n\u00e3o os negacionistas, o aquecimento global \u00e9 uma realidade e at\u00e9 os relat\u00f3rios do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas da ONU (IPCC, na sigla em ingl\u00eas) j\u00e1 apostam que, em breve, vamos cruzar o perigoso limite de 1.5\u00b0C a mais do que as temperaturas registradas desde 1850.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed pra frente, o clima poder\u00e1 se tornar incontrol\u00e1vel e, com um aquecimento superior a 2\u00b0C, muitos pontos de ruptura da Terra poder\u00e3o ser acionados, tal como o degelo do \u201cpermafrost\u201d (camada do subsolo da crosta terrestre que est\u00e1 permanentemente congelada); o derretimento das geleiras da Ant\u00e1rtida e do \u00c1rtico; a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos; a transforma\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia em uma savana degradada, entre outros fen\u00f4menos que podem retroalimentar o aquecimento do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>O caos clim\u00e1tico ter\u00e1 consequ\u00eancias devastadoras para todo o pa\u00eds. Vai resultar em quebras de safras; redu\u00e7\u00e3o de chuvas, especialmente no Nordeste e no Brasil Central; degrada\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia; possibilidade de novas pandemias; escassez de \u00e1gua nos grandes centros urbanos; e amea\u00e7as \u00e0s cidades costeiras, devido a eleva\u00e7\u00e3o dos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clima e capitalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caos clim\u00e1tico e privatiza\u00e7\u00f5es preparam o capitalismo do desastre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as do clima produzidas pelo capitalismo, com o uso voraz de combust\u00edveis f\u00f3sseis, s\u00e3o o elemento deflagrador de trag\u00e9dias. Mas elas est\u00e3o sintonizadas com outra: a trag\u00e9dia social que produz a imensa desigualdade no pa\u00eds, ampliada nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas pelo neoliberalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Face ao caos clim\u00e1tico, a resposta dos governos tem sido mais privatiza\u00e7\u00f5es, mais cortes em investimentos nas \u00e1reas sociais, e sequer existe uma pol\u00edtica para construir a infraestrutura necess\u00e1ria para se preparar para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Privatiza\u00e7\u00e3o e a apag\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O apag\u00e3o do dia 3 de novembro, em S\u00e3o Paulo, que deixou mais de 2 milh\u00f5es de pessoas sem luz por cinco dias, nos oferece uma p\u00e1lida ideia do que est\u00e1 por vir. O apag\u00e3o foi o resultado tr\u00e1gico da privatiza\u00e7\u00e3o da antiga Eletropaulo, que levou a demiss\u00f5es em massa, terceiriza\u00e7\u00f5es, cortes de investimentos, aumento nas tarifas e, claro, apag\u00f5es. Privatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 isso. Um neg\u00f3cio excelente para os capitalistas \u2013 os lucros da Enel saltaram de R$ 777 milh\u00f5es para R$ 1,4 bilh\u00e3o, de 2019 a 2022 \u2013, enquanto o povo pobre fica no escuro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercantiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se a privatiza\u00e7\u00e3o do setor el\u00e9trico resulta em apag\u00e3o de cinco dias para o povo pobre, \u00e9 f\u00e1cil imaginar o que acontecer\u00e1 com a privatiza\u00e7\u00e3o do abastecimento de \u00e1gua e do saneamento, em um cen\u00e1rio de caos clim\u00e1tico, e a diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade de \u00e1gua nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o vai ser particularmente nefasta para aqueles e aquelas que enfrentam maior vulnerabilidade social. At\u00e9 hoje, quase a metade do pa\u00eds n\u00e3o tem saneamento b\u00e1sico. Segundo o Instituto Trata Brasil, em todo o pa\u00eds, cerca de 35 milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua tratada e apenas 50% do esgoto \u00e9 tratado.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram as empresas estatais que realizaram as obras de saneamento existentes hoje. Mas, elas est\u00e3o na mira dos governos estaduais, como a Sabesp, em S\u00e3o Paulo, cuja privatiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo levada a cabo pelo governador bolsonarista Tarc\u00edsio (Republicanos) e em Minas Gerais, onde o governador Romeu Zema (Novo) investe na privatiza\u00e7\u00e3o da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).<\/p>\n\n\n\n<p>As experi\u00eancias internacionais negativas comprovam que privatiza\u00e7\u00e3o do saneamento significa caos para a popula\u00e7\u00e3o e lucros enormes para as empresas privadas. De acordo com o Instituto Transnacional (TNI), entre 2000 a 2019, 312 cidades em 36 pa\u00edses foram obrigadas reestatizar seus servi\u00e7os de tratamento de \u00e1gua e esgoto. Entre elas, Paris (Fran\u00e7a), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina) e La Paz (Bol\u00edvia).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trag\u00e9dias impulsiona lucros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Privatiza\u00e7\u00e3o do saneamento \u00e9 transformar a \u00e1gua em uma mercadoria. Garante lucros aos capitalistas e desastre para os trabalhadores pobres, que ter\u00e3o negado um direito essencial \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de impedir a universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento b\u00e1sico em todo o pa\u00eds, a privatiza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua vai agravar os efeitos da crise clim\u00e1tica. Milh\u00f5es n\u00e3o ter\u00e3o acesso a um bem essencial para que um punhado de capitalista ganhe dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o mortal de neoliberalismo e mudan\u00e7as do clima foi chamada de \u201cCapitalismo do Desastre\u201d pela jornalista estadunidense Naomi Klein. De acordo com a escritora, o capitalismo produz desastres e se aproveita deles para fazer a rapina e ganhar mais dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"866\" height=\"487\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-78088\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-2.png 866w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-2-300x169.png 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-2-768x432.png 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-2-150x84.png 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Clima-2-696x391.png 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 866px) 100vw, 866px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Deter a cat\u00e1strofe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O capitalismo destr\u00f3i! Construamos o socialismo!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a burguesia responde \u00e0 cat\u00e1strofe clim\u00e1tica com aprofundamento do neoliberalismo, privatiza\u00e7\u00f5es e as famigeradas Parcerias P\u00fablicas Privadas (PPPs). Em suma, \u00e0 beira do abismo, o Estado capitalista e seus governos est\u00e3o abrindo novas fronteiras de acumula\u00e7\u00e3o de capital para que a burguesia possa lucrar com a trag\u00e9dia e a morte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que a luta pelo meio ambiente precisa ser abra\u00e7ada pela classe trabalhadora, que deve levar essa pauta para os sindicatos, movimentos sociais e organizar as suas bases para enfrentar o caos clim\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista de exig\u00eancias \u00e9 imensa. Come\u00e7a por lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho face \u00e0s ondas de calor; maior investimento p\u00fablico em obras de mitiga\u00e7\u00e3o (al\u00edvio) dos efeitos do aquecimento; obras de saneamento, moradia digna e segura e sistemas de alertas eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, tamb\u00e9m, \u00e9 preciso lutar contra as privatiza\u00e7\u00f5es e por servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade; exigir a reestatiza\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 foi privatizado; defender a recupera\u00e7\u00e3o de ecossistemas e de bacias hidrogr\u00e1ficas e, finalmente, exigir a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica (com a substitui\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis), a partir da nacionaliza\u00e7\u00e3o dos recursos energ\u00e9ticos do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A pauta ambiental deve ser combinada com a luta por soberania nacional, com as lutas econ\u00f4mica e por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho para a classe trabalhadora, contra o racismo ambiental e toda forma de opress\u00e3o. Ao mesmo tempo, \u00e9 preciso superar o capitalismo que leva os seres humanos ao desastre. \u00c9 preciso construir uma sociedade socialista, fundada na propriedade social dos meios naturais de produ\u00e7\u00e3o, para que uma nova racionalidade ecol\u00f3gica flores\u00e7a e harmonize as for\u00e7as produtivas com a natureza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima semana, quase todo o Brasil sofreu com a onda de calor. Por dias consecutivos, os term\u00f4metros chegaram a marcar temperaturas entre 35 e 44\u00b0. No Rio de Janeiro, a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica chegou a 60\u00b0. 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