{"id":77867,"date":"2023-11-02T23:35:17","date_gmt":"2023-11-02T23:35:17","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=77867"},"modified":"2023-11-02T23:35:22","modified_gmt":"2023-11-02T23:35:22","slug":"declaracao-sobre-a-guerra-de-gaza-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/11\/02\/declaracao-sobre-a-guerra-de-gaza-2023\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o sobre a guerra de Gaza, 2023"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O 7 de outubro de 2023 vai entrar para a hist\u00f3ria como o dia em que o povo de Gaza arrebentou sua pris\u00e3o. Desafiando o bloqueio de Israel por terra, mar e ar, os palestinos destru\u00edram as cercas de fronteira com tratores, e pela primeira vez em 16 anos, os muros da pris\u00e3o a c\u00e9u aberto que \u00e9 Gaza ca\u00edram e os palestinos puderam entrar na terra de seus ancestrais livremente. Essa liberdade durou pouco, mas a guerra que ali come\u00e7ou continua.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Adhiraj Bose<\/p>\n\n\n\n<p>O Hamas, uma organiza\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica radical, bra\u00e7o armado da Irmandade Mu\u00e7ulmana em Gaza, foi o maestro dessa rebeli\u00e3o violenta. Um ataque surpresa foi lan\u00e7ado nas primeiras horas de 7 de outubro, quando centenas de foguetes foram disparados em cidades e assentamentos israelenses no sul. O ataque surpreendeu completamente as for\u00e7as armadas de Israel. O Hamas sobrepujou as vilas e fazendas cooperativas chamadas kibutzes facilmente e as ocupou. Ao fim do dia, tinham chegado a 6 quil\u00f4metros da fronteira com a Cisjord\u00e2nia. O ataque foi nomeado &#8220;Enchente de Al Aqsa&#8221;, o que indica qual era o objetivo final do Hamas: alcan\u00e7ar Jerusal\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse avan\u00e7o foi acompanhado por mortes violentas de colonos israelenses no Sul, civis inclusos. Embora seja dif\u00edcil estar certo das estimativas, Israel diz que \u201cpelo menos\u201d 1400 vidas foram perdidas e mais de 3000 foram feridos, com 292 dessas perdas sendo de militares.<\/p>\n\n\n\n<p>O ataque n\u00e3o tinha como durar perante a massacrante resposta militar de Israel, que empurrou o Hamas de volta para dentro de Gaza pelos pr\u00f3ximos 3 dias, matando, segundo Israel, ao menos 1500 combatentes do Hamas.<\/p>\n\n\n\n<p>O ataque chocou Israel, tanto em velocidade quanto em amplitude. N\u00e3o foi menos chocante do que a insurrei\u00e7\u00e3o dos sipaios indianos em 1857, que dentro de meses j\u00e1 tinham tomado controle de quase toda a plan\u00edcie do Ganges, e quebraram a coluna do maior e mais poderoso imp\u00e9rio da Terra, o Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico. As semelhan\u00e7as n\u00e3o param por aqui, j\u00e1 que seguiu-se a cobertura da imprensa de massas burguesa com o mesm\u00edssimo tom de s\u00e9culos atr\u00e1s, pintando uma imagem unilateral de viol\u00eancia cometida por &#8220;b\u00e1rbaros&#8221; contra pessoas &#8220;civilizadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por terr\u00edveis que tenham sido as a\u00e7\u00f5es do Hamas, o que se seguiu, por parte do lado israelense, foi nada menos que genocida. As for\u00e7as armadas de Israel atacaram com poder avassalador, com ataques a\u00e9reos concentrados na faixa de Gaza, e em uma semana Israel lan\u00e7ou mais bombas do que os EUA e seus aliados utilizaram em um ano de invas\u00e3o no Afeganist\u00e3o, em uma \u00e1rea que \u00e9 um ter\u00e7o do tamanho de Delhi, capital da \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<p>Israel perdeu cerca de 1400 vidas para o Hamas, e sua retribui\u00e7\u00e3o matou mais de 3500 civis palestinos e uma quantidade desconhecida de militares. O desequil\u00edbrio entre colonizador e colonizado n\u00e3o poderia ser mais claro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SEM FALSAS EQUIVAL\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo levando em considera\u00e7\u00e3o a lideran\u00e7a reacion\u00e1ria do Hamas na guerra pela independ\u00eancia da Palestina, n\u00e3o se pode colocar falsos sinais de igual entre a for\u00e7a colonizadora que \u00e9 Israel e o povo colonizado que s\u00e3o os palestinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde seu in\u00edcio, o projeto sionista era um projeto colonial formulado por um grupo de judeus da Europa. Foi projetado como um meio de salva\u00e7\u00e3o para os judeus, um povo que sofreu historicamente de persegui\u00e7\u00e3o na Europa. No entanto, o \u00fanico meio de concretizar o projeto sionista \u00e9 a expuls\u00e3o for\u00e7ada e vitimiza\u00e7\u00e3o dos \u00e1rabes palestinos, que residiam na regi\u00e3o por centenas de anos at\u00e9 a funda\u00e7\u00e3o de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia da Israel de hoje foi garantida pela ocupa\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica na regi\u00e3o, que se utilizou de uma pol\u00edtica de dividir para conquistar, aprendendo com o sucesso que teve ao fazer a mesma coisa na \u00cdndia ao dividir a regi\u00e3o de Bengala, e depois com a Parti\u00e7\u00e3o da \u00cdndia inteira. O plano de parti\u00e7\u00e3o por parte de Israel foi deliberadamente engendrado pela Inglaterra para inflamar as tens\u00f5es entre as popula\u00e7\u00f5es \u00e1rabe e judia, essa \u00faltima fortalecida pela imigra\u00e7\u00e3o vinda da Europa, composta por judeus que haviam sido v\u00edtimas do Holocausto e perderam seus meios de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>As pot\u00eancias mundiais ficaram todas ao lado de Israel, incluindo a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica dirigida por St\u00e1lin. As na\u00e7\u00f5es \u00e1rabes da regi\u00e3o, que tinham elas mesmas sido colonizadas pelo Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico ou estavam sob a hegemonia imperialista brit\u00e2nica, agora viam uma parte fundamental de sua regi\u00e3o entregue ao projeto colonial sionista. Com armas vindas de todo o mundo, inclusive da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, os sionistas ganharam a guerra contra uma coaliz\u00e3o de na\u00e7\u00f5es \u00e1rabes rec\u00e9m independentes, que tinham for\u00e7as armadas fracas e estavam empobrecidas por anos de coloniza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o imperialista. O que se seguiu \u00e9 conhecido pelos \u00e1rabes como a &#8220;Nakba&#8221;, traduzida como cat\u00e1strofe.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado sionista aplicou uma brutal campanha de limpeza \u00e9tnica que assassinou milhares de palestinos com m\u00e9todos terroristas e expulsou 750.000 palestinos das terras conquistadas por Israel. Com apenas 7 anos de exist\u00eancia de Israel, o segundo aspecto do estado sionista foi revelado quando, ao lado da Fran\u00e7a e da Gr\u00e3-Bretanha, invadiu o Egito em 1956 para impedir os eg\u00edpcios de nacionalizar o canal de Suez.<\/p>\n\n\n\n<p>Israel foi fundado baseando-se em uma mentira, de que se tornaria um para\u00edso e um abrigo seguro para os judeus, mas tudo que foi prometido na verdade \u00e9 dor, viol\u00eancia e guerra, consequ\u00eancias inevit\u00e1veis do projeto colonial sionista. Foi constru\u00eddo com sangue de um povo colonizado e alimentado por pot\u00eancias imperialistas, primeiro o Reino Unido e agora os Estados Unidos, para oprimir e destruir os povos \u00e1rabes no Levante e no Oriente M\u00e9dio e garantir a hegemonia imperialista na regi\u00e3o. Israel, com seu militarismo e apartheid, ajuda os EUA e a Inglaterra a garantir sua hegemonia sobre o Oriente M\u00e9dio mais amplamente, e especialmente sobre o Egito; foi crucial para derrotar o nacionalismo \u00e1rabe secular nesse pa\u00eds, suas aspira\u00e7\u00f5es anti-imperialistas, assim como no Levante. E continua a cumprir esse papel hoje ao bombardear o L\u00edbano e a S\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o povo palestino, primeiro sob a lideran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, e agora sob a dire\u00e7\u00e3o do Hamas, luta apenas por sua terra, injustamente dada por uma pot\u00eancia colonial (a Gr\u00e3-Bretanha) para o empreendimento colonial que \u00e9 o Sionismo. Foi o fracasso da OLP, culminando na assinatura dos acordos de Oslo, que permitiu que Israel e os EUA dominassem todo o Oriente M\u00e9dio e o leste do Mediterr\u00e2neo, alimentando o surgimento do Hamas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje se sabe que a ala direita da pol\u00edtica israelense, os sionistas mais violentos e virulentos do pa\u00eds, odiaram o processo de paz e desprezavam a OLP. Para eles, uma organiza\u00e7\u00e3o islamista reacion\u00e1ria como o Hamas era muito \u00fatil politicamente. Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro de Israel, e seu partido, o Likud, ajudaram na ascens\u00e3o do Hamas e no enfraquecimento da Autoridade Palestina dirigida pela OLP e pelo Fatah. A exist\u00eancia de uma for\u00e7a islamista reacion\u00e1ria dirigindo Gaza enquanto a Autoridade Palestina controlava parte da Cisjord\u00e2nia servia perfeitamente ao estado sionista. Isso mantinha o povo palestino dividido, e o Hamas era uma desculpa perfeita para empreender uma pol\u00edtica agressiva e sistem\u00e1tica de expuls\u00f5es e assentamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Israel sabotou e aterrorizou os palestinos da Cisjord\u00e2nia, um territ\u00f3rio mantido sob ocupa\u00e7\u00e3o desde a guerra de seis dias em 1967, e mant\u00e9m Gaza (que j\u00e1 tinha sido militarmente ocupada entre 1967 e 1982, e sob sua administra\u00e7\u00e3o at\u00e9 2005) sob estado de s\u00edtio desde 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>Gaza \u00e9 cercada ao norte e leste por Israel, ao oeste pelo Mar Mediterr\u00e2neo, e ao sul pelo Egito, que ajuda Israel a manter Gaza sob bloqueio. Israel controla as \u00e1guas no entorno de Gaza, controla os movimentos das pessoas, o suprimento de \u00e1gua e os recursos para suas usinas de energia el\u00e9trica, e seu espa\u00e7o a\u00e9reo. N\u00e3o \u00e9 sem motivo que Gaza \u00e9 comparada com uma pris\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Por 16 anos os palestinos em Gaza foram mantidos sob s\u00edtio, presos atr\u00e1s de uma muralha enorme e mal tendo o suficiente para se alimentar. Ao mesmo tempo, colonos sionistas ocuparam terras na Cisjord\u00e2nia expulsando milhares de palestinos, os aterrorizando regularmente. Foi nesse contexto que o Hamas, uma organiza\u00e7\u00e3o islamista reacion\u00e1ria, lan\u00e7ou seu ataque a Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses ataques tiveram toda a f\u00faria de um povo colonizado que se revolta contra a opress\u00e3o sist\u00eamica, e foram sangrentos. Os indianos entendemos disso porque n\u00f3s tivemos essa experi\u00eancia quando os sipaios se revoltaram em 1857, ainda que liderados por uma camarilha reacion\u00e1ria de monarcas depostos, como o enfraquecido imperador mogol Babadura Sacha Afar II ou a rainha guerra Laxmi Bai que lutava para restaurar seu trono. Apesar dessa dire\u00e7\u00e3o, Marx corretamente identificou a rebeli\u00e3o dos sipaios como uma guerra de independ\u00eancia, apesar de seus objetivos divergiram dos das lideran\u00e7as reacion\u00e1rias. A rebeli\u00e3o, assim como a atual revolta palestina, foi acompanhada por massacres brutais de civis brit\u00e2nicos, particularmente os familiares de oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Como antes, tamb\u00e9m agora a imprensa burguesa do mundo imperialista, especialmente os notici\u00e1rios estadunidenses e brit\u00e2nicos, n\u00e3o se cansam de exagerar os &#8220;crimes&#8221; dos oprimidos e de acobertar ou diminuir os crimes dos agressores. A not\u00edcia falsa dos beb\u00eas decapitados, espalhada sem nenhuma evid\u00eancia m\u00ednima, alimentou a opini\u00e3o p\u00fablica para desumanizar os palestinos e clamar por vingan\u00e7a contra eles, dando cobertura moral para os crimes de Israel, que incluem o bombardeio indiscriminado de Gaza e um cerco completo que cortou inclusive \u00e1gua, eletricidade e comida. A popula\u00e7\u00e3o de Gaza est\u00e1 pagando pelas a\u00e7\u00f5es do Hamas, assim como os inocentes mortos aos milhares em Delhi, Lucknow e Kanpur pelos brit\u00e2nicos pagaram pelas a\u00e7\u00f5es dos sipaios.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois milh\u00f5es de habitantes de Gaza est\u00e3o aprisionados por Israel. Sofrem com a fome, a dor, e bombardeios terroristas semelhantes \u00e0 blitz a\u00e9rea da Alemanha nazista contra a Inglaterra. Esse \u00e9 o equivalente em nosso s\u00e9culo das campanhas terroristas durante a revolta dos sipaios, quando eles bombardearam vilas inteiras at\u00e9 sua destrui\u00e7\u00e3o. Naqueles dias, Marx se colocou do lado correto da hist\u00f3ria, o lado dos indianos. Precisamos estar ao lado dos palestinos, incondicionalmente!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o pode haver falsa equival\u00eancia entre a Israel colonizadora e a Palestina colonizada nessa guerra de independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A SOLIDARIEDADE \u00c9 A CHAVE!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ataque do Hamas e a sanguin\u00e1ria retribui\u00e7\u00e3o de Israel est\u00e3o galvanizando os povos \u00e1rabes e o mundo mu\u00e7ulmano mais amplamente. A Palestina e seus combatentes armados n\u00e3o tem nenhuma esperan\u00e7a de lutar de igual para igual contra Israel, e n\u00e3o tem como enfrentar o arsenal e recursos israelenses financiados pelos EUA, ainda mais com as marinhas estadunidense e brit\u00e2nica que foram apressadas para o leste do Mediterr\u00e2neo agir como for\u00e7a de \u201cdissuas\u00e3o\u201d. A melhor arma que o povo da Palestina tem, hoje, \u00e9 a solidariedade dos trabalhadores do mundo, especialmente dos trabalhadores dos pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje h\u00e1 milhares de pessoas nas ruas de Bagd\u00e1, do Cairo, de Beirute, de Am\u00e3, de Manama, e de todas as grandes cidades do Oriente M\u00e9dio. H\u00e1 marchas na Turquia, em todo o norte da \u00c1frica e o sul da \u00c1sia. Londres teve um dos maiores atos da sua hist\u00f3ria em solidariedade \u00e0 Palestina, h\u00e1 protestos em Washington chegando aos port\u00f5es da Casa Branca. Se Israel tem dificuldades com sua ofensiva por terra contra Gaza e est\u00e1 sendo for\u00e7ado a agir de forma mais controlada \u00e9 por causa dessa solidariedade. Nenhum dos l\u00edderes burgueses corruptos dos pa\u00edses \u00e1rabes, fantoches do imperialismo que s\u00e3o, duraria por cinco minutos se n\u00e3o fossem solid\u00e1rios \u00e0 Palestina hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>O clero do Ir\u00e3 que governa o pa\u00eds sabe bem o custo de falhar nesse teste das lutas anti-imperialistas. Eles viram seu povo mobilizado para a luta e sabem bem o que acontece se fracassarem. Teer\u00e3 estaria em chamas e seriam os trabalhadores do Ir\u00e3 que expulsariam essa camarilha governante reacion\u00e1ria do poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o palestina \u00e9 uma das lutas democr\u00e1ticas chaves do Oriente M\u00e9dio. Pelos \u00faltimos 80 anos, a burguesia \u00e1rabe demonstrou sua impot\u00eancia hist\u00f3rica ao falhar em conquistar sua independ\u00eancia do imperialismo, e esse fracasso se demonstrou nas derrotas que sofreu contra Israel, primeiro na guerra de 1948, depois na Guerra dos Seis Dias em 1967, e ainda na Guerra do Yom Kippur em 1973. Ela demonstrou a teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente pela negativa, provando que a burguesia \u00e9 incapaz de cumprir as tarefas democr\u00e1ticas m\u00ednimas postas. Essa tarefa agora recai sobre os ombros dos trabalhadores do Oriente M\u00e9dio e do norte da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta guerra em Gaza energizou as massas da regi\u00e3o depois das derrotas e desapontamentos que tiveram com os fracassos das revolu\u00e7\u00f5es no Oriente M\u00e9dio e no norte da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTAMOS COM OS PALESTINOS, POR UM ESTADO PALESTINO \u00daNICO!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Precisa ser dito claramente que, quando nos colocamos contra Israel, n\u00e3o estamos defendendo antissemitismo ou fundamentalismo isl\u00e2mico. Estamos opostos a Israel como estamos opostos \u00e0s monarquias reacion\u00e1rias brutais do Golfo P\u00e9rsico, ou ao pesadelo teocr\u00e1tico que \u00e9 o Ir\u00e3. Estamos com a classe trabalhadora, e a classe trabalhadora da Palestina est\u00e1 sendo atormentada por Israel e seu projeto colonial sionista.<\/p>\n\n\n\n<p>A brutalidade da guerra de Gaza, e a Nakba antes dela, mostra que o projeto central de Israel n\u00e3o \u00e9 &#8220;autodefesa&#8221; ou mera sobreviv\u00eancia, mas a erradica\u00e7\u00e3o do povo palestino. O maior obst\u00e1culo em seu caminho \u00e9 a solidariedade da classe trabalhadora com a luta palestina. N\u00f3s apoiamos seu direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, n\u00f3s apoiamos seu direito a existir.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma Palestina \u00fanica, secular, socialista \u00e9 o que defendemos, como parte de uma federa\u00e7\u00e3o unida de estados socialistas \u00e1rabes. O primeiro passo nesse sentido \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o do Estado sionista de Israel. E para isso, precisamos unificar nossa luta ao redor do mundo e marchar em solidariedade ao povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>APOIO INCONDICIONAL \u00c0 LUTA PALESTINA!<\/p>\n\n\n\n<p>EM DEFESA DE GAZA!<\/p>\n\n\n\n<p>CHEGA DE CRIMES DE GUERRA!<\/p>\n\n\n\n<p>ABAIXO ISRAEL!<\/p>\n\n\n\n<p>VIVA A SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 7 de outubro de 2023 vai entrar para a hist\u00f3ria como o dia em que o povo de Gaza arrebentou sua pris\u00e3o. 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