{"id":77837,"date":"2023-10-30T16:50:34","date_gmt":"2023-10-30T16:50:34","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=77837"},"modified":"2023-10-30T16:50:38","modified_gmt":"2023-10-30T16:50:38","slug":"nossos-acordos-e-diferencas-com-o-hamas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/10\/30\/nossos-acordos-e-diferencas-com-o-hamas\/","title":{"rendered":"Nossos acordos e diferen\u00e7as com o Hamas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A partir de sua a\u00e7\u00e3o militar de 7 de outubro passado contra centros militares israelenses, a organiza\u00e7\u00e3o palestina Hamas \u00e9 o centro de aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia internacional, muitas das quais o acusam (como o governo de Benjamin Netanyahu) de realizar um \u201cterrorismo cruel\u201d como justificativa para atac\u00e1-lo, assim como \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da Faixa de Gaza que esta organiza\u00e7\u00e3o governa. O que \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o Hamas? Por que a defendemos destes ataques? Quais s\u00e3o nossos acordos e diferen\u00e7as com ela?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alejandro Iturbe&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hamas significa \u201cfervor\u201d em \u00e1rabe e surge do acr\u00f4nimo de Movimento de Resist\u00eancia Isl\u00e2mica. Esta organiza\u00e7\u00e3o foi fundada em 1987 como uma cis\u00e3o da Irmandade Mu\u00e7ulmana do Egito para se construir no interior do povo palestino. Sua estrutura organizativa estava formada por um bra\u00e7o pol\u00edtico, um dedicado \u00e0 assist\u00eancia social e, desde 1992, um bra\u00e7o militar: Brigadas de al-Qassam<\/p>\n\n\n\n<p>Pertence ao setor sunita do islamismo e, em sua carta de princ\u00edpios (aprovada em 1988), reivindica o Cor\u00e3o como sua base ideol\u00f3gica e pol\u00edtica e a Jihad como \u201ccaminho\u201d (uma palavra que denomina o \u201cesfor\u00e7o\u201d para defender os preceitos do Cor\u00e3o e que, em determinados contextos, se utiliza no sentido de \u201cguerra\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma \u201ccarta\u201d coloca que seu objetivo pol\u00edtico \u00e9: <em>\u201cO estabelecimento de um Estado isl\u00e2mico palestino em todo o territ\u00f3rio do antigo Mandato Brit\u00e2nico da Palestina\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>. <\/em>Na medida em que o Estado de Israel se apropriou de mais de 70% desse territ\u00f3rio (expulsando os palestinos) e mant\u00e9m o resto sob ocupa\u00e7\u00e3o militar, este objetivo estrat\u00e9gico implica a destrui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel e o \u201ccaminho da Jihad\u201d toma o conte\u00fado de guerra contra ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A funda\u00e7\u00e3o do Hamas, e de organiza\u00e7\u00f5es similares em outros pa\u00edses \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos (como Hezbol\u00e1 no L\u00edbano, em 1982), deve ser entendida no contexto em que ocorreu. Em primeiro lugar, o processo da Revolu\u00e7\u00e3o Iraniana de 1979, que derrubou um regime t\u00edtere do imperialismo ianque, acabou consolidando o regime isl\u00e2mico dos ayatol\u00e1s<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn2\">[2]<\/a>. Em um contexto em que o imperialismo o atacava e este regime o enfrentava, foi se transformando em uma refer\u00eancia para muitos lutadores \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, em fins de 1987, nos territ\u00f3rios palestinos ocupados acontece a [Primeira] Intifada, a heroica rebeli\u00e3o da juventude palestina que enfrentou com pedras e estilingues os soldados israelenses fortemente armados, e gerou uma profunda crise no moral destes soldados. A funda\u00e7\u00e3o do O Hamas foi ent\u00e3o uma resposta pol\u00edtica ao clima de agita\u00e7\u00e3o que se vivia nos territ\u00f3rios ocupados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em terceiro lugar, no contexto do processo que levou \u00e0 Intifada, a Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (de car\u00e1ter laico, e que at\u00e9 aquele momento era a dire\u00e7\u00e3o indiscut\u00edvel do povo palestino) j\u00e1 havia iniciado o caminho de trai\u00e7\u00e3o que a levaria aos acordos de Oslo e \u00e0 sua transforma\u00e7\u00e3o em um agente colonial da ocupa\u00e7\u00e3o israelense em Gaza e Cisjord\u00e2nia<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn3\">[3]<\/a>. Um caminho de trai\u00e7\u00e3o que j\u00e1 havia sido percorrido por v\u00e1rios regimes e governos \u00e1rabes \u201claicos\u201d, como o do Egito que, em 1978, assinou os Acordos de Camp David com Israel e o imperialismo estadunidense, reconhecendo a \u201clegitimidade\u201d deste Estado e acordando a \u201cpaz\u201d com ele. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O crescimento da influ\u00eancia do Hamas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em abril de 1994,&nbsp;<\/strong>o Hamas realiza seu primeiro atentado suicida na cidade israelense de Hedera, seguido por outros. Al\u00e9m da persegui\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito e das for\u00e7as repressivas israelenses, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) condena as \u201copera\u00e7\u00f5es terroristas\u201d do Hamas e det\u00e9m aproximadamente 140 supostos membros desta organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que a ANP e Al Fatah (a principal organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da extinta OLP) haviam abandonado a luta pela recupera\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio palestino e agiam como agentes coloniais de Israel, O Hamas aparecia cada vez mais como uma organiza\u00e7\u00e3o que mantinha a luta por essa aspira\u00e7\u00e3o do povo palestino. Seu prest\u00edgio e influ\u00eancia foram crescendo entre os palestinos, em especial nos habitantes da Faixa de Gaza que viviam nas piores condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2000 ocorre a [Segunda] Intifada, uma nova rebeli\u00e3o da juventude palestina contra a ocupa\u00e7\u00e3o. Foi a consequ\u00eancia da comprova\u00e7\u00e3o de que a cria\u00e7\u00e3o da ANP n\u00e3o conduzia a um processo de soberania palestina nos territ\u00f3rios (na perspectiva da exist\u00eancia de \u201cdois Estados\u2019) como diziam a ANP e al-Fatah<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn5\">[5]<\/a>. S\u00f3 servia para a pol\u00edtica de Israel de expulsar os palestinos de seus bairros em Jerusal\u00e9m e de avan\u00e7ar na apropria\u00e7\u00e3o de terras agr\u00e1rias na Cisjord\u00e2nia para entreg\u00e1-las aos colonos judeus de origem russa. Em seu conte\u00fado profundo, esta rebeli\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 enfrentava Israel, mas tamb\u00e9m a pol\u00edtica e o papel da ANP-Fatah.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2004, o Hamas come\u00e7ou a deixar de lado a palavra \u201cisl\u00e2mico\u201d na formula\u00e7\u00e3o p\u00fablica de seu objetivo estrat\u00e9gico e o expressava como <em>\u201cO estabelecimento de um Estado palestino em todo o territ\u00f3rio do antigo&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mandato_Brit%C3%A2nico_da_Palestina\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Mandato Brit\u00e2nico da Palestina<\/em><\/a><em>\u201d.&nbsp;<\/em>Uma pol\u00edtica que afrontava nitidamente com a \u201crendi\u00e7\u00e3o\u201d de al-Fatah e da ANP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Hamas e o governo de Gaza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, n\u00e3o surpreende que, em 2006, em sua primeira participa\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es para o Conselho Legislativo Palestino (organismo da ANP com sede em Ramal\u00e1, Cisjord\u00e2nia), O Hamas obtivesse uma vit\u00f3ria esmagadora: ganha 76 cadeiras e al-Fatah 43 cadeiras, uma n\u00edtida maioria para formar o governo da ANP.<\/p>\n\n\n\n<p>Ante essa situa\u00e7\u00e3o, Mahmoud Abbas, membro de al-Fatah e presidente da ANP, ignora o resultado das elei\u00e7\u00f5es e a vit\u00f3ria do Hamas, se autoproclama a \u00fanica autoridade palestina e mant\u00e9m o controle das institui\u00e7\u00f5es centrais da ANP na Cisjord\u00e2nia. \u00c9 apoiado por Israel e pelas pot\u00eancias imperialistas, que o reconhecem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tentar tomar o controle de Gaza, ocorrem enfrentamentos entre as for\u00e7as do Hamas e as de Mahmoud Abbas que terminam com a vit\u00f3ria do Hamas, que se instala como governo leg\u00edtimo desse territ\u00f3rio. Nesse momento, a LIT-QI caracterizou que a Faixa de Gaza havia se convertido no \u00fanico territ\u00f3rio palestino independente de Israel e o governo do Hamas era a express\u00e3o pol\u00edtica e militar disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta independ\u00eancia da Faixa de Gaza \u00e9 inaceit\u00e1vel para o Estado sionista, que precisa acabar com ela. Por isso, quer que sua popula\u00e7\u00e3o se renda, isolando-a, bloqueando sua economia e, permanentemente, com bombardeios que destroem sua infraestrutura sanit\u00e1ria e os suprimentos b\u00e1sicos de \u00e1gua e eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, quando Israel ataca o Hamas n\u00e3o o faz porque seja \u201cterrorista\u201d ou \u201cisl\u00e2mico\u201d (quest\u00f5es que abordaremos neste mesmo artigo) mas como parte do ataque ao car\u00e1ter independente da Faixa de Gaza e a busca de rendi\u00e7\u00e3o de seus habitantes. Porque o Hamas, apesar de suas fortes contradi\u00e7\u00f5es, com seu enfoque pol\u00edtico e suas a\u00e7\u00f5es, mant\u00e9m esse car\u00e1ter, diferente da ANP-al-Fatah na Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, n\u00e3o \u201ccondenamos\u201d as a\u00e7\u00f5es do Hamas contra Israel e defendemos esta organiza\u00e7\u00e3o dos ataques do estado sionista, do imperialismo e de seus muitos governos c\u00famplices no mundo. Estamos no mesmo \u201ccampo militar\u201d da luta contra Israel e, por isso, fazemos atos conjuntos em diversos pa\u00edses do mundo que expressam esta unidade de a\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 parte da defesa do povo palestino e de sua luta contra Israel, e imprescind\u00edvel na situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nossos debates com o Hamas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em todos estes anos em numerosos artigos, a LIT-QI expressou que, com a formula\u00e7\u00e3o do objetivo estrat\u00e9gico de sua Carta de Princ\u00edpios, por um lado, temos um acordo: a necessidade de destruir Israel para libertar o territ\u00f3rio palestino e construir nele um Estado palestino. Por outro, temos uma profunda diferen\u00e7a: enquanto o Hamas propunha construir um \u201cEstado palestino isl\u00e2mico\u201d, a proposta da LIT-QI foi, desde sua pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o, \u201cPor uma Palestina Livre, Laica e N\u00e3o Racista\u201d, que era o eixo central do programa fundacional da OLP (Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina) em 1964, e que a OLP come\u00e7ava a abandonar para \u201centerr\u00e1-la\u201d definitivamente com os acordos de Oslo em 1993 e com a forma\u00e7\u00e3o da ANP<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de uma \u201cdiscuss\u00e3o sobre religi\u00e3o\u201d: respeitamos as convic\u00e7\u00f5es religiosas de centenas de milh\u00f5es de pessoas que professam a religi\u00e3o mu\u00e7ulmana e orientam suas vidas de acordo com os preceitos do Cor\u00e3o. Certamente, muitos palestinos o fazem. O que dizemos \u00e9 que, naqueles casos em que foram constru\u00eddos \u201cEstados isl\u00e2micos\u201d (baseados em uma interpreta\u00e7\u00e3o \u201cfundamentalista\u201d do Cor\u00e3o), estes se transformaram em dur\u00edssimas ditaduras, sem nenhuma democracia para os trabalhadores e o povo, com uma opress\u00e3o extrema \u00e0s mulheres e uma dur\u00edssima repress\u00e3o \u00e0 homossexualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso do regime iraniano dos aiatol\u00e1s, contra o qual explodiram fortes rebeli\u00f5es <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn7\">[7]<\/a>. E tamb\u00e9m o do Talib\u00e3 no Afeganist\u00e3o. Vimos que o Hamas foi deixando de lado a formula\u00e7\u00e3o de \u201cEstado isl\u00e2mico\u201d e adotando uma forma mais neutra. Entretanto, se analisarmos o car\u00e1ter de seu governo na Faixa de Gaza, vemos que, ao mesmo tempo que o mant\u00e9m como um territ\u00f3rio independente de Israel, tamb\u00e9m tem um car\u00e1ter ditatorial, sem nenhuma democracia para os trabalhadores e o povo de Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, esta vis\u00e3o de um futuro Estado palestino laico faz parte da tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cultural do povo palestino. Soraya Misleh, em uma recente transmiss\u00e3o ao vivo da LIT-QI, relatou que seu pai, j\u00e1 falecido (que se reivindicava mu\u00e7ulmano e havia sido expulso de sua terra junto com sua fam\u00edlia, em 1948), sempre contava que, durante a \u00e9poca do Mandato Brit\u00e2nico, os palestinos coexistiam em paz e toler\u00e2ncia com as minorias judaicas e crist\u00e3s, e com aqueles que n\u00e3o professavam nenhuma religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O car\u00e1ter de classe do Hamas e seu programa&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O debate pol\u00edtico com o Hamas \u00e9 muito mais profundo. O Hamas \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o que se prop\u00f4s a liderar a luta pela liberta\u00e7\u00e3o do povo palestino contra Israel, ante Israel. Isso fez com que desempenhasse um papel progressivo nessa luta e inclusive que chegasse ao governo da Faixa de Gaza e o mantivesse como o \u00fanico territ\u00f3rio palestino n\u00e3o controlado por Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, ao mesmo tempo, dada sua origem e seu car\u00e1ter de classe, sua concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e seu programa, as aspira\u00e7\u00f5es da dire\u00e7\u00e3o do Hamas no Estado palestino que quer construir (o que seria uma vit\u00f3ria extraordin\u00e1ria se alcan\u00e7ado) n\u00e3o s\u00e3o as de avan\u00e7ar para a constru\u00e7\u00e3o do socialismo nem estender a luta revolucion\u00e1ria contra o capitalismo, o imperialismo e seus governos t\u00edteres para o conjunto dos pa\u00edses \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos (menos ainda para o mundo).<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como outros movimentos com caracter\u00edsticas, concep\u00e7\u00f5es e programas similares que lideraram lutas pela liberta\u00e7\u00e3o de seus povos, seu m\u00e1ximo objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar uma base territorial onde possa desenvolver-se como burguesia e ser aceita mundialmente como tal.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que aconteceu com a FLN-Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional- argelina (com uma linguagem muito mais laica e de \u201cesquerda\u201d) que, depois de expulsar os colonos franceses e alcan\u00e7ar a independ\u00eancia do pa\u00eds, \u201ccongelou\u201d o processo de luta, mantendo-o isolado, e construiu um Estado burgu\u00eas e uma economia capitalista. Grande parte da dire\u00e7\u00e3o e dos altos quadros da FLN conseguiram se converter em uma burguesia nacional argelina, mas o caminho escolhido levou, inevitavelmente, a que a Arg\u00e9lia voltasse a uma situa\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o ao imperialismo franc\u00eas.<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Algo semelhante est\u00e1 ocorrendo com o governo do Talib\u00e3 no Afeganist\u00e3o. Depois de ter liderado a vitoriosa guerra pela liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds contra a ocupa\u00e7\u00e3o do imperialismo estadunidense e seus aliados europeus, este governo \u201ccongelou\u201d o processo e promove um desenvolvimento capitalista apelando aos <em>\u201cinvestimentos estrangeiros\u201d<\/em>, em especial no setor da minera\u00e7\u00e3o, oferecendo-lhes grandes vantagens para isso<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn9\">[9]<\/a>. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Hamas abandona seu programa de destruir Israel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de alcan\u00e7ar o dom\u00ednio e o governo da Faixa de Gaza, este car\u00e1ter de classe do seu programa e dos seus objetivos colocou o Hamas em uma disjuntiva: colocar essa vit\u00f3ria a servi\u00e7o de destruir Israel e recuperar todo o territ\u00f3rio palestino ou entrar no caminho do reconhecimento de Israel e de sua usurpa\u00e7\u00e3o mediante uma pol\u00edtica de negocia\u00e7\u00f5es na estrat\u00e9gia dos \u201cdois Estados\u201d, que a OLP e Al Fatah<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn10\">[10]<\/a> j\u00e1 haviam percorrido at\u00e9 o final.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, o Hamas modificou sua carta de princ\u00edpios e neste novo documento program\u00e1tico aceitou a ideia de um <em>\u201cestado palestino dentro das fronteiras de 1967\u201d<\/em>. Ou seja, aceitou os \u201cdois estados\u201d e a coexist\u00eancia com Israel que antes rejeitava, embora o posicione como uma <em>\u201ctransi\u00e7\u00e3o para a liberta\u00e7\u00e3o de toda Palestina\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn11\"><strong>[11]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia desta profunda mudan\u00e7a, nesse mesmo ano, <em>\u201cO Hamas anuncia que&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2017\/09\/17\/middleeast\/mideast-hamas-gaza-west-bank\/index\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>dissolver\u00e1 o Comit\u00ea Administrativo de Gaza<\/em><\/a><em>, o que permitir\u00e1 que um governo de unidade palestino trabalhe em seu lugar e avance para as elei\u00e7\u00f5es gerais\u201d.&nbsp;<\/em>Neste marco, <em>\u201cassinou um acordo de unidade com Fatah atrav\u00e9s do qual o Hamas devolve&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2017\/11\/01\/middleeast\/hamas-gaza-border-controls\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>o controle das passagens fronteiri\u00e7as de Gaza<\/em><\/a><em>, com Israel e Egito, ao Governo Aut\u00f4nomo Palestino\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn12\"><strong>[12]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, em fun\u00e7\u00e3o de ser aceito em uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o com Israel e o imperialismo pelos \u201cdois Estados\u201d, O Hamas abandonava sua proposta program\u00e1tica de destruir Israel e sua disputa pela dire\u00e7\u00e3o do povo palestino contra a ANP-Fatah, aos quais entregava a condu\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande obst\u00e1culo que o Hamas enfrentou nesse giro \u00e9 que Israel e o imperialismo n\u00e3o aceitaram que se sentasse \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es, nem sequer com essa mudan\u00e7a. A desculpa \u00e9 que \u00e9 uma \u201corganiza\u00e7\u00e3o terrorista\u201d. Em v\u00e1rios artigos, debatemos contra esta falsa acusa\u00e7\u00e3o<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftn13\">[13]<\/a>. Nossas cr\u00edticas e debates com o Hamas n\u00e3o s\u00e3o pelas suas a\u00e7\u00f5es militares, que consideramos um m\u00e9todo v\u00e1lido e inclusive necess\u00e1rio na luta pela liberta\u00e7\u00e3o do povo palestino contra Israel, mais ainda nas condi\u00e7\u00f5es de desigualdade de for\u00e7as existente.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que Israel e o imperialismo querem fazer o Hamas (e a popula\u00e7\u00e3o da Faixa de Gaza em seu conjunto) \u201cpagar caro\u201d pela \u201cousadia\u201d de ter-se mantido como o \u00fanico territ\u00f3rio palestino n\u00e3o submetido a Israel. Por isso o cercou, buscou sufocar qualquer possibilidade de atividade econ\u00f4mica, e a bombardeou permanentemente para destruir sua infraestrutura sanit\u00e1ria. Agora, inclusive, quer expulsar a metade da popula\u00e7\u00e3o palestina do territ\u00f3rio. Sobre o Hamas, especificamente, ao sionismo e ao imperialismo n\u00e3o \u00e9 suficiente faz\u00ea-lo capitular, querem destruir esta organiza\u00e7\u00e3o pela \u201cousadia\u201d de continuar, mesmo que parcialmente, a luta contra Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nestas condi\u00e7\u00f5es, o Hamas deteve o caminho da capitula\u00e7\u00e3o que havia iniciado e, para defender-se, teve que continuar e inclusive aprofundar suas a\u00e7\u00f5es militares. Ao que Israel responde com uma pol\u00edtica ainda mais agressiva e de \u201climpeza \u00e9tnica\u201d contra o povo palestino e a Faixa de Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algumas considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dissemos que n\u00e3o \u201ccondenamos\u201d as a\u00e7\u00f5es do Hamas e que defendemos esta organiza\u00e7\u00e3o dos ataques de Israel e do imperialismo, como parte do apoio incondicional \u00e0 luta do povo palestino contra o sionismo opressor. Por isso, fazemos unidade de a\u00e7\u00e3o com esta organiza\u00e7\u00e3o sobre esses pontos. Essa \u00e9 hoje a tarefa principal que a LIT-QI impulsiona em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse marco, debatemos e criticamos a concep\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de sua funda\u00e7\u00e3o e seus objetivos pol\u00edticos. N\u00e3o por sectarismo nem \u201crigidez dogm\u00e1tica marxista\u201d, mas porque, tal como aconteceu, essa concep\u00e7\u00e3o o levaria a entrar em um caminho de capitula\u00e7\u00e3o. Inclusive quando esse caminho foi freado e o Hamas voltou a lutar, esses objetivos o levam a ter uma pol\u00edtica internacional que n\u00e3o ajuda a avan\u00e7ar na perspectiva estrat\u00e9gica de destruir Israel e recuperar todo o territ\u00f3rio palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel e a recupera\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio palestino para seu povo s\u00f3 podem ser alcan\u00e7adas atrav\u00e9s de uma guerra levada at\u00e9 o final. Nesta guerra, se for considerar isoladamente a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no territ\u00f3rio do velho Mandato Palestino, temos plena consci\u00eancia de que a superioridade militar israelense sobre a resist\u00eancia palestina \u00e9 imensa. Vista nesse marco limitado, a possibilidade de uma vit\u00f3ria militar para o povo palestino parece imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Para derrotar militarmente Israel e destru\u00ed-lo, \u00e9 necess\u00e1rio que seja atacado de fora \u201cpor todos os lados\u201d. Ou seja, da fronteira dos pa\u00edses \u00e1rabes lim\u00edtrofes (Egito, L\u00edbano, S\u00edria e Jord\u00e2nia) com o apoio do conjunto dos povos \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos. A resist\u00eancia militar palestina deve ser uma \u201cfa\u00edsca\u201d que acenda a luta revolucion\u00e1ria e militar dos povos \u00e1rabes contra Israel <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref14\">[14]<\/a>. Para desenvolver esta luta revolucion\u00e1ria regional, \u00e9 necess\u00e1rio avan\u00e7ar tamb\u00e9m numa luta contra os regimes e governos que, como os do Egito e da Jord\u00e2nia, reconheceram Israel e assinaram a \u201cpaz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica internacional do Hamas n\u00e3o tem esse objetivo. Sua principal rela\u00e7\u00e3o e apoio internacional \u00e9 com o regime iraniano dos aiatol\u00e1s que joga seu \u201cpr\u00f3prio jogo\u201d para alcan\u00e7ar um lugar \u00e0 mesa da ordem mundial. Mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es estreitas e solid\u00e1rias com Hezbol\u00e1 que, depois de derrotar a invas\u00e3o israelense no L\u00edbano, em 2006, mant\u00e9m uma situa\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o militar permanente na fronteira. Mas o eixo central de sua pol\u00edtica tem sido ser o principal apoio do regime burgu\u00eas liban\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito dos regimes da Jord\u00e2nia e especialmente do Egito, a pol\u00edtica do Hamas tem sido de \u201ccoexist\u00eancia pac\u00edfica\u201d. Temos consci\u00eancia de que, nas dur\u00edssimas condi\u00e7\u00f5es em que o conjunto do povo palestino vive, isto pode ter sido imposto como uma necessidade: na Jord\u00e2nia vivem 3 milh\u00f5es de refugiados palestinos, e a fronteira sul da Faixa de Gaza com o Egito, no marco de seu bloqueio por parte de Israel, \u00e9 a \u00fanica porta pela qual pode entrar ajuda de suprimentos e alimentos. Nesse momento, seria a \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel para o milh\u00e3o de palestinos que Israel quer expulsar da Faixa de Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas uma coisa \u00e9 entender esta necessidade e outra \u201cfazer dela uma virtude\u201d e abandonar a estrat\u00e9gia de \u201cincendiar\u201d a regi\u00e3o com um processo revolucion\u00e1rio, a \u00fanica pol\u00edtica que pode chegar a derrotar Israel e destruir este Estado.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.mideastweb.org\/hamas.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abO hamas Charter\u00bb<\/a>. MidEastWeb. 18 de Agosto de 1988<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/02\/26\/revolucao-iraniana-a-luta-pelo-poder-apos-a-revolucao\/&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/09\/17\/oslo-a-paz-dos-cemiterios-para-a-continua-nakba\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;https:\/\/www.dw.com\/es\/los-acuerdos-de-camp-david-cumplen-40-a%C3%B1os-c%C3%B3mo-israel-y-egipto-firmaron-la-paz\/a-45514394<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/07\/10\/palestina-sobre-a-falsa-solucao-dos-dois-estados\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;Ver, por exemplo,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/moreno\/pi1105.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">N. Moreno (1982): Polemica sobre Medio Oriente. (marxists.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/01\/08\/os-protestos-iranianos-continuarao-em-2023\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-independencia-de-argelia\/\">La Independencia de Argelia \u2013 Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref9\">[9]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/apnews.com\/world-news\/general-news-738228470e1d7df0336b402b258ea437\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">El Talib\u00e1n dice que ha firmado contratos mineros por valor de $6.500 millones en Afganist\u00e1n | AP News<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref10\">[10]<\/a>&nbsp;Neste sentido, ver o artigo de 2006:&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/hamas-en-la-disyuntiva\/\">O hamas en la disyuntiva \u2013 Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref11\">[11]<\/a>&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.aljazeera.com\/news\/2017\/05\/hamas-accepts-palestinian-state-1967-borders-170501114309725.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abO hamas accepts Palestinian state with 1967 borders\u00bb<\/a>. Al-Jazeera. 2 May 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref12\">[12]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/cnnespanol.cnn.com\/2023\/10\/11\/que-es-hamas-israel-gaza-movimiento-politico-islamista-trax\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/cnnespanol.cnn.com\/2023\/10\/11\/que-es-o hamas-israel-gaza-movimiento-politico-islamista-trax\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref13\">[13]<\/a>&nbsp;Ver, por exemplo:&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/10\/14\/nao-e-terrorismo-e-resistencia-contra-uma-guerra-diaria-promovida-por-israel\/<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-liga-internacional-dos-trabalhadores wp-block-embed-liga-internacional-dos-trabalhadores\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"uotsk6ku6A\"><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/10\/13\/sobre-os-atentados-do-hamas-contra-civis-israelenses-nesta-guerra-temos-lado\/\">Sobre os atentados do Hamas contra civis israelenses: Nesta guerra, \u201ctemos lado\u201d<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Sobre os atentados do Hamas contra civis israelenses: Nesta guerra, \u201ctemos lado\u201d&#8221; &#8212; Liga Internacional dos Trabalhadores\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/10\/13\/sobre-os-atentados-do-hamas-contra-civis-israelenses-nesta-guerra-temos-lado\/embed\/#?secret=ILaB8HwNOy#?secret=uotsk6ku6A\" data-secret=\"uotsk6ku6A\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nuestros-acuerdos-y-diferencias-con-hamas\/#_ftnref14\">[14]<\/a>\u00a0https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/12\/08\/a-lit-qi-a-questao-palestina-e-as-revolucoes-arabes\/<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de sua a\u00e7\u00e3o militar de 7 de outubro passado contra centros militares israelenses, a organiza\u00e7\u00e3o palestina Hamas \u00e9 o centro de aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia internacional, muitas das quais o acusam (como o governo de Benjamin Netanyahu) de realizar um \u201cterrorismo cruel\u201d como justificativa para atac\u00e1-lo, assim como \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da Faixa de Gaza [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":77839,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[228,8068,203],"tags":[1551,2517,1159,205],"class_list":["post-77837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-palestina","category-especial-palestina","category-israel","tag-alejandro-iturbe","tag-hamas","tag-israel-2","tag-palestina-2"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Hamas-3.jpeg","categories_names":["Especial Palestina","Israel","Palestina"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77837"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77840,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77837\/revisions\/77840"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}