{"id":77575,"date":"2023-09-19T00:10:13","date_gmt":"2023-09-19T00:10:13","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=77575"},"modified":"2023-09-19T00:10:16","modified_gmt":"2023-09-19T00:10:16","slug":"movimento-mulheres-em-luta-mml-completa-15-anos-e-lanca-revista-comemorativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/09\/19\/movimento-mulheres-em-luta-mml-completa-15-anos-e-lanca-revista-comemorativa\/","title":{"rendered":"Movimento Mulheres em Luta (MML) completa 15 anos e lan\u00e7a revista comemorativa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Revista foi lan\u00e7ada no Clube Guapira, em S\u00e3o Paulo, durante o 5\u00ba Congresso da CSP-Conlutas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: PSTU Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>O rel\u00f3gio marcava 19h, na noite do \u00faltimo s\u00e1bado (dia 9), quando o audit\u00f3rio nobre inferior do Clube Guapira, em S\u00e3o Paulo, come\u00e7ou a ser ocupado por ativistas que iriam acompanhar o lan\u00e7amento da revista comemorativa aos 15 anos do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mmlnacional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Movimento Mulheres em Luta (MML)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O espa\u00e7o era grande, mas em pouco tempo, foi tomado por uma plateia animada, que nem parecia que tinham passado o dia todo em debates e vota\u00e7\u00f5es no 5\u00ba Congresso Nacional da CSP-Conlutas. Mulheres de diversos lugares do Brasil entoavam palavras de ordem e demonstravam o orgulho e satisfa\u00e7\u00e3o em construir um movimento de mulheres trabalhadoras que enfrenta o machismo e a explora\u00e7\u00e3o capitalista com grande empenho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Rosa Minutti, uma das fundadoras do MML, relembrou que l\u00e1 em 2008 os marcos da constru\u00e7\u00e3o desse movimento foram justamente a independ\u00eancia de classe e a necessidade de responder aos ataques do governo do PT, que naquele momento tinha os movimentos de mulheres majorit\u00e1rios do pa\u00eds sob o seu comando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cImediatamente ap\u00f3s o encontro de funda\u00e7\u00e3o do MML, diversas categorias organizaram atividades em suas bases para apresentar aquele novo projeto, a exemplo da constru\u00e7\u00e3o civil de Bel\u00e9m, que reuniu as oper\u00e1rias para discutir a sua condi\u00e7\u00e3o de trabalho e de vida. Foi assim tamb\u00e9m com as trabalhadoras da confec\u00e7\u00e3o feminina do Cear\u00e1, que organizaram um encontro para propor a constru\u00e7\u00e3o desse processo de luta contra o machismo e a explora\u00e7\u00e3o na categoria\u201d, destacou Ana Rosa.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o tinha como ser diferente, j\u00e1 que o projeto do MML surge no seio da CSP-Conlutas, uma central diferenciada, que une trabalhadoras e trabalhadores organizados em sindicatos, aut\u00f4nomos, camponeses, povos origin\u00e1rios, quilombolas e ativistas dos movimentos de luta contra as opress\u00f5es. Quando o MML foi fundado, uma das metas do movimento era justamente criar e fortalecer as secretarias de mulheres nos sindicatos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Internacionalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi ressaltado a forte base internacionalista do movimento, que desde o seu in\u00edcio passou a compor espa\u00e7os internacionais que discutem a luta das mulheres trabalhadoras. O MML fortaleceu, como parte da CSP-Conlutas, a constru\u00e7\u00e3o da Rede Internacional Sindical de Solidariedade e Luta.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte dessa luta internacional, o evento contou com a sauda\u00e7\u00e3o de uma delega\u00e7\u00e3o internacional, que contou com a presen\u00e7a da enfermeira Oksana Slobodyana, da Ucr\u00e2nia. Tamb\u00e9m falaram e saudaram a atividade as equatorianas Jaqueline Artieda e Diana Noboa; as francesas Cybele e Murielle; e Soraya Misleh, ativista pela causa Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Evento contou com a presen\u00e7a de mulheres trabalhadoras de todas regi\u00f5es do Brasil e com ativistas de outros pa\u00edses<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enfrentar o machismo e a explora\u00e7\u00e3o capitalista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ativista Marcela Azevedo, da executiva nacional do MML, destacou o orgulho em construir uma ferramenta que h\u00e1 15 anos organiza as mulheres trabalhadoras para enfrentar o machismo e a explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuito tem se falado sobre a quest\u00e3o das mulheres. \u00c9 verdade, em v\u00e1rias rodas de conversa surge o tema do papel e do lugar das mulheres na sociedade. Por\u00e9m, grande parte dos movimentos de mulheres que existem hoje apontam o caminho da concilia\u00e7\u00e3o de classe que vai levar as mulheres trabalhadoras e inevitavelmente a uma derrota, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 verdade que mulheres ricas e mulheres trabalhadoras vivem a opress\u00e3o da mesma forma\u201d, afirmou Marcela Azevedo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que unifica as mulheres que est\u00e3o no MML \u00e9 o fato de serem trabalhadores. Dentro dessa unidade, o movimento busca reconhecer, respeitar e impulsionar o protagonismo da diversidade de mulheres como as mulheres negras, as mulheres ind\u00edgenas, as mulheres LBTI\u2019s, j\u00e1 que cada uma dessas vive a opress\u00e3o de uma maneira distinta\u201d, completou Marcela.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta e o protagonismo das mulheres negras foram ressaltadas na fala de Maristela Farias, representante do Movimento Nacional Quilombo Ra\u00e7a e Classe, tamb\u00e9m filiado \u00e0 CSP-Conlutas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A revista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A revista foi produzida a muitas m\u00e3os e traz a hist\u00f3ria de 15 anos do MML. \u201cPautamos na publica\u00e7\u00e3o a nossa hist\u00f3ria, os desafios e obst\u00e1culos em construir um movimento nacional de mulheres, de forma independente, sem amarras com governos e patr\u00f5es. Nadando contra o fluxo da mar\u00e9, j\u00e1 que a maioria dos movimentos foram cooptados por governos\u201d, explicou Marcela Azevedo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas tamb\u00e9m compartilhamos muitas alegrias ao percebermos a for\u00e7a que as mulheres trabalhadoras t\u00eam ao se auto organizarem e ao impulsionarem a luta do conjunto da classe trabalhadora\u201d, pontuou a integrante da dire\u00e7\u00e3o nacional do MML.<\/p>\n\n\n\n<p>A revista saiu com 2.000 exemplares na primeira tiragem. At\u00e9 o momento da plen\u00e1ria, j\u00e1 tinham sido reservados 1.700 exemplares para diversas cidades, de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 muito importante que a revista chegue em cada local de trabalho, de estudo e moradia para que as mulheres n\u00e3o s\u00f3 conhe\u00e7am a hist\u00f3ria do MML, como se sintam representadas nela e sintam que h\u00e1 sim um movimento que pode abarcar suas demandas e fortalecer a sua luta\u201d, finalizou Marcela Azevedo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos deixar de ressaltar que a atividade contou com a presen\u00e7a de v\u00e1rios homens da classe trabalhadora. As ativistas do MML ficaram feliz, pois para elas \u00e9 necess\u00e1ria a unidade da classe trabalhadora contra o machismo, para que de conjunto, enquanto classe, possamos golpear o capitalismo, nosso maior inimigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da plen\u00e1ria foram aprovados alguns encaminhamentos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Participa\u00e7\u00e3o nas lutas deste semestre, como o 28 de setembro \u2013 Dia de Luta pela Legaliza\u00e7\u00e3o do Aborto, e o 25 de novembro, Dia de Emerg\u00eancia Nacional contra a Viol\u00eancia \u00e0s Mulheres;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Lan\u00e7amento da revista do MML nos Estados, para fazer chegar \u00e0s m\u00e3os mulheres da classe trabalhadora, do campo e da cidade, dos povos origin\u00e1rios e tradicionais, e das imigrantes, essa importante ferramenta de luta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista foi lan\u00e7ada no Clube Guapira, em S\u00e3o Paulo, durante o 5\u00ba Congresso da CSP-Conlutas Por: PSTU Brasil O rel\u00f3gio marcava 19h, na noite do \u00faltimo s\u00e1bado (dia 9), quando o audit\u00f3rio nobre inferior do Clube Guapira, em S\u00e3o Paulo, come\u00e7ou a ser ocupado por ativistas que iriam acompanhar o lan\u00e7amento da revista comemorativa aos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":77576,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3493,121,3923],"tags":[149,8730,190],"class_list":["post-77575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulheres","category-brasil","category-opressao","tag-csp-conlutas","tag-movimento-mulheres-em-lura-mml","tag-pstu-brasil"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/MML.jpg","categories_names":["Brasil","Mulheres","Opress\u00e3o"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77575"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77577,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77575\/revisions\/77577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}