{"id":77486,"date":"2023-09-04T15:35:11","date_gmt":"2023-09-04T15:35:11","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=77486"},"modified":"2023-09-04T15:36:22","modified_gmt":"2023-09-04T15:36:22","slug":"70-anos-apos-o-fim-da-guerra-da-coreia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/09\/04\/70-anos-apos-o-fim-da-guerra-da-coreia\/","title":{"rendered":"70 anos ap\u00f3s o fim da guerra da Coreia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em julho passado, completaram-se 70 anos do final da guerra entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Este anivers\u00e1rio ocorre em um momento de aumento das tens\u00f5es entre ambos pa\u00edses<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn1\">[1]<\/a>. Por que existem duas Coreias? Qual proposta os revolucion\u00e1rios devem ter frente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n\n\n\n<p>A pen\u00ednsula coreana est\u00e1 localizada no sudeste asi\u00e1tico, no oceano Pac\u00edfico. Tem uma superf\u00edcie de pouco mais de 200.000 km<sup>2<\/sup>&nbsp;e, atualmente, conta com uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 75.000.000 de habitantes (23 milh\u00f5es na Coreia do Norte e 52 milh\u00f5es na Coreia do Sul).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de v\u00e1rios s\u00e9culos, nessa pen\u00ednsula foi se formando uma na\u00e7\u00e3o coreana, com uma cultura e uma l\u00edngua pr\u00f3prias. Com o desenvolvimento do capitalismo e do surgimento de pa\u00edses imperialistas, a Coreia passou a ser objeto de disputa entre a R\u00fassia e o Jap\u00e3o. Em 1905, depois da vit\u00f3ria do Jap\u00e3o na guerra russo-japonesa, a pen\u00ednsula passou a ser um protetorado japon\u00eas e, desde 1910, foi diretamente anexada como possess\u00e3o colonial. Pouco depois, come\u00e7ou uma resist\u00eancia coreana antijaponesa que foi duramente reprimida.<\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo japon\u00eas \u00e9 derrotado na Segunda Guerra Mundial (1945) e teve que abandonar a Coreia (junto com v\u00e1rios outros territ\u00f3rios asi\u00e1ticos e do \u00cdndico, que havia anexado). O Norte do pa\u00eds foi dominado por for\u00e7as militares da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica junto com for\u00e7as da resist\u00eancia coreana e ali foi instalado um governo liderado por Kim Il- sung. No Sul, foi estabelecido outro governo capitalista t\u00edtere, respaldado por tropas estadunidenses.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, na aplica\u00e7\u00e3o dos acordos das confer\u00eancias de Yalta e Potsdam entre a burocracia estalinista e as pot\u00eancias imperialistas do lado \u201caliado\u201d (1945), se estabeleceu um acordo para \u201ccongelar\u201d esse <em>status quo <\/em>com o paralelo 38 N como fronteira ou limite das \u201c\u00e1reas de influ\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, ambos pa\u00edses se declararam \u201cindependentes\u201d e seus governos reivindicavam, ent\u00e3o, o direito de governar toda a pen\u00ednsula. A Coreia do Norte se transformou em um Estado oper\u00e1rio burocratizado, ligado ao aparato estalinista internacional, enquanto a Coreia do Sul se ligava ferreamente ao imperialismo estadunidense.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, em 25 de junho de 1950 iniciou-se a \u201cGuerra da Coreia\u201d, <em>quando tropas do ex\u00e9rcito da Coreia do Norte cruzaram a linha fronteiri\u00e7a do paralelo 38 N e invadiram a Coreia do Sul<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn2\">[2]<\/a>. Esta guerra teve tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es muito diferentes. Na primeira, o ex\u00e9rcito da Coreia do Norte chegou a ocupar quase todo o territ\u00f3rio da Coreia do Sul (uma amostra de que o \u201cgoverno\u201d n\u00e3o conseguia se defender com seu pr\u00f3prio ex\u00e9rcito).<\/p>\n\n\n\n<p>Ante esta situa\u00e7\u00e3o, o imperialismo estadunidense entrou diretamente na guerra (apoiado pela Gr\u00e3 Bretanha e pela ONU). Chegou a ter 480.000 soldados (o maior contingente no exterior desde a 2\u00aa. Guerra Mundial) com armamento moderno. Come\u00e7ou uma contraofensiva que obrigou as for\u00e7as da Coreia do Norte a retirarem-se at\u00e9 muito mais atr\u00e1s da linha de fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse momento, entram na guerra tropas da China (ent\u00e3o tamb\u00e9m um Estado oper\u00e1rio burocratizado dirigido pelo mao\u00edsmo) em respaldo de seu aliado. A situa\u00e7\u00e3o b\u00e9lica se reequilibra e passa para uma dur\u00edssima \u201cguerra de posi\u00e7\u00f5es\u201d cujo custo foi muito alto para ambos lados: estima-se que houve quase 2.000.000 de mortos e 1.000.000 de \u201cdesaparecidos\u201d entre civis e militares.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa guerra terminou no que podemos qualificar como um \u201cempate\u201d, que se expressou no armist\u00edcio assinado em 25 de julho de 1953 que novamente marcou o paralelo 38 como fronteira divis\u00f3ria entre ambos os pa\u00edses. Esta data \u00e9 considerada como \u201co fim da Guerra da Coreia\u201d embora, na realidade, um acordo formal de paz nunca tenha sido assinado. Ou seja, tecnicamente, ambos os pa\u00edses ainda est\u00e3o em guerra, sua fronteira \u00e9 uma das mais militarizadas do mundo, e periodicamente, as tens\u00f5es entre ambos se agravam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coreia do Norte at\u00e9 hoje<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dissemos que este pa\u00eds se transformou em um Estado oper\u00e1rio burocratizado. Primeiro, como integrante do aparato estalinista centralizado a partir de Moscou. Desde a d\u00e9cada de 1960, quando o mao\u00edsmo e a China rompem com este aparato e passam a formar o seu pr\u00f3prio a n\u00edvel internacional, a Coreia do Norte se alinha com a China e seu governo estabelece fort\u00edssimos la\u00e7os econ\u00f4micos e pol\u00edticos com este pa\u00eds e com o mao\u00edsmo (quase uma reprodu\u00e7\u00e3o em pequena escala do &#8220;modelo chin\u00eas&#8221; de desenvolvimento econ\u00f4mico e de regime pol\u00edtico oper\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta base, o regime da Coreia do Norte teve o estranho \u201cm\u00e9rito\u201d de ter instalado a primeira \u201cdinastia estalinista\u201d do mundo.&nbsp; Kim Il-sung dirigiu autocraticamente o pa\u00eds desde 1948 at\u00e9 sua morte em 1994. Seu filho Kim Jong-il, falecido em 2011, o sucedeu. Nesse ano, seu pr\u00f3prio filho o sucedeu, Kim Jong-un, que havia sido designado como \u201cherdeiro\u201d um ano antes e que atualmente continua no poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa desse regime mon\u00e1rquico-estalinista, com toda sua apar\u00eancia de bandeiras vermelhas, desfiles militares e \u201cculto ao l\u00edder\u201d, a Coreia do Norte \u00e9 apresentada pela imprensa imperialista como um \u201canacronismo comunista\u201d e um \u201cinimigo a combater\u201d, como Cuba e, inclusive, como a China.<\/p>\n\n\n\n<p>Opinamos que isso \u00e9 uma grande falsifica\u00e7\u00e3o da imprensa imperialista. Tanto na China como em Cuba, as burocracias que dirigiam esses Estados oper\u00e1rios restauraram o capitalismo embora mantivessem um falso discurso \u201csocialista\u201d e tentaram encobrir essa realidade por tr\u00e1s das \u201cbandeiras vermelhas\u201d (na China, a partir de 1979 e, em Cuba, na d\u00e9cada de 1990).<\/p>\n\n\n\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo na China significou um duro golpe para a Coreia do Norte porque significou o fim da ajuda que antes recebia para sobreviver como pequeno Estado oper\u00e1rio burocratizado. Ao ficar isolado, sua economia se debilitou ao extremo: a d\u00e9cada de 1990 foi muito dura e a fome matou entre 600.000 e 1.000.000 de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final desse per\u00edodo, a burocracia estalinista coreana definiu a restaura\u00e7\u00e3o capitalista. A via mais importante para isso foram as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com a China (agora transformada em uma din\u00e2mica pot\u00eancia capitalista) e o crescimento dos investimentos chineses na Coreia do Norte. E tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de \u201czonas francas industriais\u201d e a ampla liberdade que os diretores das empresas estatais j\u00e1 t\u00eam para realizar suas opera\u00e7\u00f5es, e a libera\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, estimava-se que 30% da economia da Coreia do Norte j\u00e1 estava em m\u00e3os privadas, e o regime promove o desenvolvimento do capitalismo. Em outras palavras, j\u00e1 deixou de ser um pequeno Estado oper\u00e1rio burocratizado e passou a ser um pa\u00eds capitalista com \u201ccaracter\u00edsticas at\u00edpicas\u201d. Assistimos ao desenvolvimento de um modelo de restaura\u00e7\u00e3o capitalista id\u00eantico ao chin\u00eas, s\u00f3 que em pequena escala e em \u201cc\u00e2mera lenta\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coreia do Sul at\u00e9 hoje<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos que a \u201cmarca de nascen\u00e7a\u201d da Coreia do Sul \u00e9 que surge como uma ferramenta pol\u00edtico-militar (quase uma \u201cinven\u00e7\u00e3o\u201d) do imperialismo estadunidense em sua pol\u00edtica de tentar conter a onda expansionista da revolu\u00e7\u00e3o chinesa na regi\u00e3o (como seria tamb\u00e9m o Vietn\u00e3 do Sul). Sem considerar esta marca de nascen\u00e7a \u00e9 imposs\u00edvel entender o desenvolvimento econ\u00f4mico, pol\u00edtico e militar que ocorreu posteriormente nem a atual situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1960, atrav\u00e9s de diferentes ondas, a Coreia do Sul viveu um grande desenvolvimento econ\u00f4mico capitalista. Atualmente, \u00e9 uma \u201cpot\u00eancia econ\u00f4mica\u201d que ocupa a 10<sup>o<\/sup>&nbsp;ou 11<sup>o<\/sup>&nbsp;posi\u00e7\u00e3o na lista dos maiores PIBs nominais do mundo. Na d\u00e9cada de 1980, se localizava como um dos \u201cTigres da \u00c1sia\u201d (junto com Singapura, Hong Kong e Taiwan). Depois, sua produ\u00e7\u00e3o industrial foi incorporando cada vez mais tecnologia e valor agregado. O \u201csegredo\u201d desse grande desenvolvimento capitalista s\u00e3o os alt\u00edssimos n\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o a que essa nova classe oper\u00e1ria \u00e9 submetida<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esta base, foram se formando os <em>chaebols<\/em>, os gigantescos conglomerados empresariais que controlam a maior parte da economia da Coreia do Sul. Estes <em>chaebols<\/em>&nbsp;j\u00e1 exportam capitais para outros pa\u00edses, como a China, Tail\u00e2ndia e Vietn\u00e3. Ao mesmo tempo, os mais importantes (Samsung, Hyundai, LG e Kia) s\u00e3o empresas de n\u00edvel internacional que competem nos mercados mundiais em ramos de alto valor agregado (autom\u00f3veis, constru\u00e7\u00e3o naval, semicondutores, celulares e eletr\u00f4nicos em geral).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser uma \u201cpot\u00eancia econ\u00f4mica\u201d, a Coreia do Sul continuou sendo uma semicol\u00f4nia do imperialismo estadunidense, pelos pactos pol\u00edticos e militares que a subordinam aos EUA (lembremos sua \u201cmarca de nascen\u00e7a\u201d)<strong>. Durante v\u00e1rias d\u00e9cadas foi uma ferramenta do \u201ccerco\u201d territorial e militar com a qual o imperialismo estadunidense tentava frear a expans\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o chinesa de 1949.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agora que a China teve um grande desenvolvimento capitalista que o imperialismo estadunidense considera uma amea\u00e7a, a Coreia do Sul \u00e9 uma pe\u00e7a do dispositivo militar que os EUA montam contra a China na hip\u00f3tese de um conflito b\u00e9lico entre ambos os pa\u00edses. <\/strong>O corpo central deste dispositivo \u00e9 a alian\u00e7a AUKUS (siglas em ingl\u00eas de Austr\u00e1lia, Reino Unido e EUA) cujo objetivo \u00e9 <em>\u201c\u2018<strong>defender os interesses partihados no Indopac\u00edfico<\/strong>\u2019 &nbsp;destas pot\u00eancias<\/em>&nbsp;para<em>&nbsp;\u2018<strong>contrapor os avan\u00e7os da China<\/strong>\u2019\u201d<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn5\">[5]<\/a>. \u00c9 muito poss\u00edvel que o Jap\u00e3o entre nesta alian\u00e7a<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na Coreia do Sul est\u00e1 <\/strong>Camp&nbsp;Humphreys<strong>, a maior base militar dos EUA no exterior <\/strong><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn7\">[7]<\/a><strong>. Suas For\u00e7as Armadas (FA) est\u00e3o estruturadas sobre esta base. Permanentemente, s\u00e3o realizados exerc\u00edcios conjuntos, aos que agora tamb\u00e9m se somaram as FA japonesas <\/strong><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn8\">[8]<\/a><strong>. Se o \u201cinimigo estrat\u00e9gico\u201d deste dispositivo militar na China, na Coreia do Sul, a \u201chip\u00f3tese de conflito\u201d com que se tenta justific\u00e1-lo \u00e9 a suposta&nbsp;<\/strong>\u201camea\u00e7a b\u00e9lica permanente\u201d que representariam a Coreia do Norte e o regime de Kim Jong-un.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A contradi\u00e7\u00e3o do regime dos Kim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde o fim da guerra, em 1953, as rela\u00e7\u00f5es entre ambos pa\u00edses sempre foram muito tensas: algo assim como um \u201cstatus quo armado\u201d. &nbsp;Inicialmente e durante d\u00e9cadas, a causa b\u00e1sica desta tens\u00e3o era o papel da Coreia do Sul no dispositivo militar do imperialismo estadunidense contra a revolu\u00e7\u00e3o chinesa e o Estado oper\u00e1rio burocr\u00e1tico chin\u00eas, no qual a Coreia do Norte era o \u201cinimigo comunista\u201d imediato. O regime dos Kim respondia a esta situa\u00e7\u00e3o refor\u00e7ando sua militariza\u00e7\u00e3o, com um sentido defensivo. Ao mesmo tempo, a utilizava para justificar seu car\u00e1ter ditatorial e a aus\u00eancia de liberdades democr\u00e1ticas para o povo norte-coreano.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o capitalismo foi restaurado na Coreia do Norte, na d\u00e9cada de 1990, este regime enfrentou uma forte contradi\u00e7\u00e3o. A restaura\u00e7\u00e3o levava, inevitavelmente, a um fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com a Coreia do Sul e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a uma din\u00e2mica de unifica\u00e7\u00e3o de ambas Coreias em um \u00fanico pa\u00eds capitalista. Nesta unifica\u00e7\u00e3o capitalista, a Coreia do Sul \u201cdevoraria\u201d a Coreia do Norte por possuir uma economia muito mais desenvolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na China, a burocracia mao\u00edsta pode negociar condi\u00e7\u00f5es muito melhores de \u201creinser\u00e7\u00e3o\u201d no capitalismo: conseguiu um desenvolvimento econ\u00f4mico muito importante do pa\u00eds e, nesse marco, se transformou na base da nova burguesia que surgia neste processo. Agora, no marco de um pa\u00eds capitalista, o regime ditatorial pr\u00e9-existente se manteve no poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o regime dos Kim \u00e9 muito mais fr\u00e1gil, porque \u00e9 fr\u00e1gil e pequeno o pa\u00eds que administra, mais ainda se o comparar com o desenvolvimento da Coreia do Sul. Sua capacidade de negociar sua sobreviv\u00eancia e, ao mesmo tempo, sua muta\u00e7\u00e3o em burguesia, num marco de desenvolvimento capitalista mais acelerado, \u00e9 muit\u00edssimo menor do que a da burocracia chinesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse marco, o regime dos Kim tenta melhores condi\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o que lhe assegurem sua sobreviv\u00eancia. Por um lado, mant\u00e9m o \u201cisolamento\u201d da Coreia do Norte. Por outro, refor\u00e7a seu armamento e, nesse marco, no s\u00e9culo XXI desenvolveu armas nucleares<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O que queremos destacar \u00e9 que este fortalecimento militar do regime norte-coreano n\u00e3o \u00e9 realmente uma prepara\u00e7\u00e3o para o \u201ccombate\u201d em \u201cdefesa do Estado oper\u00e1rio\u201d, mas uma tentativa de negociar melhor sua \u201creinser\u00e7\u00e3o\u201d no capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As amea\u00e7as dos EUA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta quest\u00e3o das armas nucleares tem sido usada pelo imperialismo estadunidense para manter e refor\u00e7ar sua campanha de \u201camea\u00e7a de agress\u00e3o comunista\u201d \u00e0 Coreia do Sul. A realidade \u00e9 que \u00e9 o imperialismo estadunidense que <em>\u201camea\u00e7a destruir a Coreia do Norte\u201d<\/em>, como fez Donald Trump, em 2017<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn10\">[10]<\/a>. Inclusive enviou uma poderosa frota naval para atacar esse pa\u00eds<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn11\">[11]<\/a>. Depois desistiu dessa pol\u00edtica (entre outras raz\u00f5es pela press\u00e3o de seus altos comandos militares para que n\u00e3o o atacasse) e foi o primeiro presidente estadunidense a visitar a Coreia do Norte para reunir-se com Kim Jong-un<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn12\">[12]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, para implementar sua sinistra e hip\u00f3crita pol\u00edtica do Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o de Armas Nucleares (TNP), assinado em 1968, e ao qual a maioria dos pa\u00edses do mundo adere hoje. O TNP define que cinco pa\u00edses (EUA, Inglaterra, Fran\u00e7a, R\u00fassia e China) t\u00eam o \u201cdireito\u201d de possuir \u201clegalmente\u201d o monop\u00f3lio do armamento nuclear, e sanciona o \u201cdireito\u201d imperialista de supervisionar qualquer desenvolvimento de tecnologia nuclear pelo \u201crisco\u201d de que levem a capacidade de armas nucleares. Um \u201cdireito\u201d que j\u00e1 foi aplicado contra o Ir\u00e3. Ao mesmo tempo, o TNP \u201cfechou os olhos\u201d ante o fato de que Israel, \u00cdndia e Paquist\u00e3o fabricaram armas nucleares e as possui em seu arsenal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a LIT-QI repudia as amea\u00e7as imperialistas e defende o direito de um pequeno pa\u00eds como a Coreia do Norte fabricar e possuir esse armamento frente \u00e0 hipocrisia do Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o Nuclear (TNP)<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn13\">[13]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As contradi\u00e7\u00f5es da Coreia do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos que este pa\u00eds \u00e9 uma pe\u00e7a importante do dispositivo militar do imperialismo estadunidense contra a China e, imediatamente, contra a \u201camea\u00e7a\u201d da Coreia do Norte. Todas as a\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-militares deste pa\u00eds (e a pol\u00edtica interna de seu regime pol\u00edtico) est\u00e1 determinado por essa localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esta localiza\u00e7\u00e3o gera cada vez maiores contradi\u00e7\u00f5es com sua popula\u00e7\u00e3o, em especial com a juventude. Como o jovem estudante Namnung Jing, que declarou:&nbsp;<em>\u00abN\u00e3o tenho sentimentos duros contra o Norte\u2026Nunca considerei a Coreia do Norte como um inimigo\u201d, <\/em>e <em>Hang Sang-kyu, que expressou: \u00abSempre considerei os norte-coreanos e os sul-coreanos como um s\u00f3 povo, espero que os dois pa\u00edses possam unir-se um dia\u00bb<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn14\">[14]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, grande parte da juventude sul-coreana est\u00e1 farta de viver em um pa\u00eds cuja vida pol\u00edtico-militar acaba sendo definida pelo capitalismo estadunidense, e se mobiliza contra isso, como aconteceu h\u00e1 alguns anos contra a constru\u00e7\u00e3o e a inaugura\u00e7\u00e3o da base de Camp Humphreys<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn15\">[15]<\/a>. Essa juventude quer a reunifica\u00e7\u00e3o pac\u00edfica da na\u00e7\u00e3o coreana em um s\u00f3 pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No marco do regime ditatorial dos Kim, fica muito dif\u00edcil conhecer o pensamento do povo norte-coreano. Entretanto, algumas not\u00edcias indicam que no Norte tamb\u00e9m predomina o sentimento de unidade. Em 20 de fevereiro de 2015, por um acordo entre ambos governos, 400 sul-coreanos (escolhidos entre milhares de candidatos pelo governo de Seul) puderam cruzar a fronteira e permanecer por um tempo na Coreia do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o do Monte Kumgang ocorreram <em>\u201creencontros emotivos entre norte coreanos e sul-coreanos. L\u00e1grimas e sorrisos se mesclam; homens e mulheres, frequentemente idosos, voltam a ver um irm\u00e3o, uma irm\u00e3, uma m\u00e3e, um pai, um filho ou uma filha, pela primeira vez desde a divis\u00e3o da Pen\u00ednsula em 1953\u201d<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn16\">[16]<\/a>.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A reunifica\u00e7\u00e3o do povo coreano em um s\u00f3 pa\u00eds (de forma justa para os dois setores em que est\u00e1 dividido) \u00e9 uma tarefa necess\u00e1ria e pode ser obtida. No entanto, \u00e9 quase imposs\u00edvel que se consiga nas atuais condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>A burguesia sul-coreana quer que essa unifica\u00e7\u00e3o seja feita de acordo com o \u201cmodelo alem\u00e3o\u201d quando a RFA (Alemanha Ocidental) \u201cabsorveu\u201d pol\u00edtica e economicamente a RDA (Alemanha Oriental). Mas isto ocorreu depois de a mobiliza\u00e7\u00e3o de massas derrubar o Muro de Berlim, \u201cferir de morte\u201d o regime pol\u00edtico da RDA e, por isso, se \u201crendeu\u201d ante a RFA. O resultado desta reunifica\u00e7\u00e3o foi que, d\u00e9cadas depois, a regi\u00e3o Leste do pa\u00eds \u00e9 a de menor desenvolvimento econ\u00f4mico, e seus habitantes mais pobres e discriminados<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn17\">[17]<\/a>. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto essa \u201csitua\u00e7\u00e3o alem\u00e3\u201d (ou seja, uma \u201crendi\u00e7\u00e3o\u201d do regime de Kim Jong-un) n\u00e3o ocorrer, a burguesia e o regime sul-coreano n\u00e3o dar\u00e3o nenhum passo real para uma reunifica\u00e7\u00e3o justa. Pelo contr\u00e1rio, aprofundam sua rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar com os EUA e sua amea\u00e7a militar \u00e0 Cor\u00e9ia do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu lado, o regime de Kim Jong-un (que j\u00e1 restaurou o capitalismo em seu pa\u00eds) n\u00e3o est\u00e1 preocupado com o bem estar de seu povo, mas sim em como negociar sua reinser\u00e7\u00e3o no pa\u00eds capitalista do Sul e, para isso, aumenta sua capacidade militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto significa que uma \u201creunifica\u00e7\u00e3o justa\u201d do povo coreano n\u00e3o poder\u00e1 vir da m\u00e3o destes dois regimes pol\u00edticos. Ela s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel a partir de uma mobiliza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria conjunta de sul coreanos (contra o regime dos <em>chaebols<\/em>) e norte-coreanos (contra o regime dos Kim). Em outras palavras, s\u00f3 um processo revolucion\u00e1rio combinado da classe oper\u00e1ria dos dois pa\u00edses, que derrube ambos os regimes, poder\u00e1 conseguir uma reunifica\u00e7\u00e3o justa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, s\u00f3 haver\u00e1 uma Cor\u00e9ia unida como resultado de uma revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e socialista, e a constru\u00e7\u00e3o de um Estado oper\u00e1rio coreano. Ao mesmo tempo, esse \u00e9 o \u00fanico caminho para acabar com a permanente amea\u00e7a de guerra entre ambos os pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=t16PdNXuCrg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=t16PdNXuCrg<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Para uma vis\u00e3o mais completa da guerra, recomendamos ler:&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-los-66-anos-del-inicio-de-la-guerra-de-corea\/\">A los 66 a\u00f1os del inicio de la Guerra de Corea \u2013 Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;http:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias\/2015\/04\/150421_corea_del_norte_apertura_economia_ao<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Para uma vis\u00e3o mais global do desenvolvimento econ\u00f4mico da Coreia do Sul, recomendamos ler: https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/06\/05\/coreia-do-sul-o-grande-triunfo-da-juventude-trabalhadora\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-58579238<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;https:\/\/meta-defense.fr\/pt\/2022\/11\/15\/o-jap%C3%A3o-est%C3%A1-cada-vez-mais-perto-da-alian%C3%A7a-aukus\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.hispantv.com\/noticias\/ee-uu-\/381247\/base-militar-corea-sur-dialogo-pyongyang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EEUU abre en Corea del Sur su mayor base militar en el extranjero | HISPANTV<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/america\/mundo\/2023\/04\/16\/eeuu-japon-y-corea-del-sur-realizaran-ejercicios-militares-tras-la-confirmacion-de-que-kim-jong-un-posee-un-nuevo-misil-intercontinental\/#:~:text=Estados%20Unidos%2C%20Corea%20del%20Sur%20y%20Jap%C3%B3n%20han,el%20Ministerio%20de%20Defensa%20de%20Corea%20del%20Sur.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EEUU, Jap\u00f3n y Corea del Sur realizar\u00e1n ejercicios militares tras la confirmaci\u00f3n de que Kim Jong-un posee un nuevo misil intercontinental \u2013 Infobae<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref9\">[9]<\/a>&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.defense.gov\/pubs\/ReporttoCongressonMilitaryandSecurityDevelopmentsInvolvingtheDPRK.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abMilitary and Security Developments Involving the Democratic People\u2019s Republic of Korea\u00bb<\/a>. U.S. Department of Defense, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref10\">[10]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-41325109\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Asamblea General de Naciones Unidas: Trump amenaza con \u00abdestruir totalmente\u00bb Corea del Norte y llama \u00abinaceptable\u00bb la \u00abdictadura socialista\u00bb de Venezuela \u2013 BBC News Mundo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref11\">[11]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/estamos-enviando-uma-armada-a-coreia-do-norte-diz-trump.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u2018Estamos enviando uma armada\u2019 \u00e0 Coreia do Norte, diz Trump | Mundo | G1 (globo.com)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref12\">[12]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-48817118\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Trump se re\u00fane com Kim Jong-un e se torna o primeiro presidente americano a entrar na Coreia do Norte \u2013 BBC News Brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref13\">[13]<\/a>&nbsp;Ver, por exemplo \u201cAnte la amenaza imperialista sobre Corea del Norte) en&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/artigo759\/\">https:\/\/litci.org\/es\/artigo759\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref14\">[14]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.swissinfo.ch\/spa\/afp\/los-j%C3%B3venes-surcoreanos-est%C3%A1n-hartos-del-servicio-militar\/44770374\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Los j\u00f3venes surcoreanos est\u00e1n hartos del servicio militar \u2013 SWI swissinfo.ch<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref15\">[15]<\/a>&nbsp;https:\/\/www.cooperativa.cl\/noticias\/mundo\/peninsula-de-corea\/corea-del-sur\/policias-y-manifestantes-se-enfrentaron-por-nueva-base-de-ee-uu-en\/2006-05-04\/065704.html<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref16\">[16]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/mondiplo.com\/tendra-lugar-la-reunificacion-de-corea\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00ab\u202f\u00bfTendr\u00e1 lugar la reunificaci\u00f3n de Corea?\u202f\u00bb \u2013 Le Monde diplomatique en espa\u00f1ol (mondiplo.com)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref17\">[17]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/economia\/eterna-desigualdad-economica-alemanias-oeste_1_1546311.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">La eterna desigualdad econ\u00f3mica entre las Alemanias del este y del oeste (eldiario.es)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>70 anos ap\u00f3s o fim da guerra da Coreia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em julho passado, completaram-se 70 anos do final da guerra entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Este anivers\u00e1rio ocorre em um momento de aumento das tens\u00f5es entre ambos pa\u00edses<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn1\">[1]<\/a><em>. Por que existem duas Coreias? Qual proposta os revolucion\u00e1rios devem ter frente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n\n\n\n<p>A pen\u00ednsula coreana est\u00e1 localizada no sudeste asi\u00e1tico, no oceano Pac\u00edfico. Tem uma superf\u00edcie de pouco mais de 200.000 km<sup>2<\/sup>&nbsp;e, atualmente, conta com uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 75.000.000 de habitantes (23 milh\u00f5es na Coreia do Norte e 52 milh\u00f5es na Coreia do Sul).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de v\u00e1rios s\u00e9culos, nessa pen\u00ednsula foi se formando uma na\u00e7\u00e3o coreana, com uma cultura e uma l\u00edngua pr\u00f3prias. Com o desenvolvimento do capitalismo e do surgimento de pa\u00edses imperialistas, a Coreia passou a ser objeto de disputa entre a R\u00fassia e o Jap\u00e3o. Em 1905, depois da vit\u00f3ria do Jap\u00e3o na guerra russo-japonesa, a pen\u00ednsula passou a ser um protetorado japon\u00eas e, desde 1910, foi diretamente anexada como possess\u00e3o colonial. Pouco depois, come\u00e7ou uma resist\u00eancia coreana antijaponesa que foi duramente reprimida.<\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo japon\u00eas \u00e9 derrotado na Segunda Guerra Mundial (1945) e teve que abandonar a Coreia (junto com v\u00e1rios outros territ\u00f3rios asi\u00e1ticos e do \u00cdndico, que havia anexado). O Norte do pa\u00eds foi dominado por for\u00e7as militares da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica junto com for\u00e7as da resist\u00eancia coreana e ali foi instalado um governo liderado por Kim Il- sung. No Sul, foi estabelecido outro governo capitalista t\u00edtere, respaldado por tropas estadunidenses.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, na aplica\u00e7\u00e3o dos acordos das confer\u00eancias de Yalta e Potsdam entre a burocracia estalinista e as pot\u00eancias imperialistas do lado \u201caliado\u201d (1945), se estabeleceu um acordo para \u201ccongelar\u201d esse <em>status quo <\/em>com o paralelo 38 N como fronteira ou limite das \u201c\u00e1reas de influ\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, ambos pa\u00edses se declararam \u201cindependentes\u201d e seus governos reivindicavam, ent\u00e3o, o direito de governar toda a pen\u00ednsula. A Coreia do Norte se transformou em um Estado oper\u00e1rio burocratizado, ligado ao aparato estalinista internacional, enquanto a Coreia do Sul se ligava ferreamente ao imperialismo estadunidense.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, em 25 de junho de 1950 iniciou-se a \u201cGuerra da Coreia\u201d, <em>quando tropas do ex\u00e9rcito da Coreia do Norte cruzaram a linha fronteiri\u00e7a do paralelo 38 N e invadiram a Coreia do Sul<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn2\">[2]<\/a>. Esta guerra teve tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es muito diferentes. Na primeira, o ex\u00e9rcito da Coreia do Norte chegou a ocupar quase todo o territ\u00f3rio da Coreia do Sul (uma amostra de que o \u201cgoverno\u201d n\u00e3o conseguia se defender com seu pr\u00f3prio ex\u00e9rcito).<\/p>\n\n\n\n<p>Ante esta situa\u00e7\u00e3o, o imperialismo estadunidense entrou diretamente na guerra (apoiado pela Gr\u00e3 Bretanha e pela ONU). Chegou a ter 480.000 soldados (o maior contingente no exterior desde a 2\u00aa. Guerra Mundial) com armamento moderno. Come\u00e7ou uma contraofensiva que obrigou as for\u00e7as da Coreia do Norte a retirarem-se at\u00e9 muito mais atr\u00e1s da linha de fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse momento, entram na guerra tropas da China (ent\u00e3o tamb\u00e9m um Estado oper\u00e1rio burocratizado dirigido pelo mao\u00edsmo) em respaldo de seu aliado. A situa\u00e7\u00e3o b\u00e9lica se reequilibra e passa para uma dur\u00edssima \u201cguerra de posi\u00e7\u00f5es\u201d cujo custo foi muito alto para ambos lados: estima-se que houve quase 2.000.000 de mortos e 1.000.000 de \u201cdesaparecidos\u201d entre civis e militares.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa guerra terminou no que podemos qualificar como um \u201cempate\u201d, que se expressou no armist\u00edcio assinado em 25 de julho de 1953 que novamente marcou o paralelo 38 como fronteira divis\u00f3ria entre ambos os pa\u00edses. Esta data \u00e9 considerada como \u201co fim da Guerra da Coreia\u201d embora, na realidade, um acordo formal de paz nunca tenha sido assinado. Ou seja, tecnicamente, ambos os pa\u00edses ainda est\u00e3o em guerra, sua fronteira \u00e9 uma das mais militarizadas do mundo, e periodicamente, as tens\u00f5es entre ambos se agravam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coreia do Norte at\u00e9 hoje<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dissemos que este pa\u00eds se transformou em um Estado oper\u00e1rio burocratizado. Primeiro, como integrante do aparato estalinista centralizado a partir de Moscou. Desde a d\u00e9cada de 1960, quando o mao\u00edsmo e a China rompem com este aparato e passam a formar o seu pr\u00f3prio a n\u00edvel internacional, a Coreia do Norte se alinha com a China e seu governo estabelece fort\u00edssimos la\u00e7os econ\u00f4micos e pol\u00edticos com este pa\u00eds e com o mao\u00edsmo (quase uma reprodu\u00e7\u00e3o em pequena escala do &#8220;modelo chin\u00eas&#8221; de desenvolvimento econ\u00f4mico e de regime pol\u00edtico oper\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta base, o regime da Coreia do Norte teve o estranho \u201cm\u00e9rito\u201d de ter instalado a primeira \u201cdinastia estalinista\u201d do mundo.&nbsp; Kim Il-sung dirigiu autocraticamente o pa\u00eds desde 1948 at\u00e9 sua morte em 1994. Seu filho Kim Jong-il, falecido em 2011, o sucedeu. Nesse ano, seu pr\u00f3prio filho o sucedeu, Kim Jong-un, que havia sido designado como \u201cherdeiro\u201d um ano antes e que atualmente continua no poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa desse regime mon\u00e1rquico-estalinista, com toda sua apar\u00eancia de bandeiras vermelhas, desfiles militares e \u201cculto ao l\u00edder\u201d, a Coreia do Norte \u00e9 apresentada pela imprensa imperialista como um \u201canacronismo comunista\u201d e um \u201cinimigo a combater\u201d, como Cuba e, inclusive, como a China.<\/p>\n\n\n\n<p>Opinamos que isso \u00e9 uma grande falsifica\u00e7\u00e3o da imprensa imperialista. Tanto na China como em Cuba, as burocracias que dirigiam esses Estados oper\u00e1rios restauraram o capitalismo embora mantivessem um falso discurso \u201csocialista\u201d e tentaram encobrir essa realidade por tr\u00e1s das \u201cbandeiras vermelhas\u201d (na China, a partir de 1979 e, em Cuba, na d\u00e9cada de 1990).<\/p>\n\n\n\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo na China significou um duro golpe para a Coreia do Norte porque significou o fim da ajuda que antes recebia para sobreviver como pequeno Estado oper\u00e1rio burocratizado. Ao ficar isolado, sua economia se debilitou ao extremo: a d\u00e9cada de 1990 foi muito dura e a fome matou entre 600.000 e 1.000.000 de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final desse per\u00edodo, a burocracia estalinista coreana definiu a restaura\u00e7\u00e3o capitalista. A via mais importante para isso foram as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com a China (agora transformada em uma din\u00e2mica pot\u00eancia capitalista) e o crescimento dos investimentos chineses na Coreia do Norte. E tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de \u201czonas francas industriais\u201d e a ampla liberdade que os diretores das empresas estatais j\u00e1 t\u00eam para realizar suas opera\u00e7\u00f5es, e a libera\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, estimava-se que 30% da economia da Coreia do Norte j\u00e1 estava em m\u00e3os privadas, e o regime promove o desenvolvimento do capitalismo. Em outras palavras, j\u00e1 deixou de ser um pequeno Estado oper\u00e1rio burocratizado e passou a ser um pa\u00eds capitalista com \u201ccaracter\u00edsticas at\u00edpicas\u201d. Assistimos ao desenvolvimento de um modelo de restaura\u00e7\u00e3o capitalista id\u00eantico ao chin\u00eas, s\u00f3 que em pequena escala e em \u201cc\u00e2mera lenta\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coreia do Sul at\u00e9 hoje<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos que a \u201cmarca de nascen\u00e7a\u201d da Coreia do Sul \u00e9 que surge como uma ferramenta pol\u00edtico-militar (quase uma \u201cinven\u00e7\u00e3o\u201d) do imperialismo estadunidense em sua pol\u00edtica de tentar conter a onda expansionista da revolu\u00e7\u00e3o chinesa na regi\u00e3o (como seria tamb\u00e9m o Vietn\u00e3 do Sul). Sem considerar esta marca de nascen\u00e7a \u00e9 imposs\u00edvel entender o desenvolvimento econ\u00f4mico, pol\u00edtico e militar que ocorreu posteriormente nem a atual situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1960, atrav\u00e9s de diferentes ondas, a Coreia do Sul viveu um grande desenvolvimento econ\u00f4mico capitalista. Atualmente, \u00e9 uma \u201cpot\u00eancia econ\u00f4mica\u201d que ocupa a 10<sup>o<\/sup>&nbsp;ou 11<sup>o<\/sup>&nbsp;posi\u00e7\u00e3o na lista dos maiores PIBs nominais do mundo. Na d\u00e9cada de 1980, se localizava como um dos \u201cTigres da \u00c1sia\u201d (junto com Singapura, Hong Kong e Taiwan). Depois, sua produ\u00e7\u00e3o industrial foi incorporando cada vez mais tecnologia e valor agregado. O \u201csegredo\u201d desse grande desenvolvimento capitalista s\u00e3o os alt\u00edssimos n\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o a que essa nova classe oper\u00e1ria \u00e9 submetida<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esta base, foram se formando os <em>chaebols<\/em>, os gigantescos conglomerados empresariais que controlam a maior parte da economia da Coreia do Sul. Estes <em>chaebols<\/em>&nbsp;j\u00e1 exportam capitais para outros pa\u00edses, como a China, Tail\u00e2ndia e Vietn\u00e3. Ao mesmo tempo, os mais importantes (Samsung, Hyundai, LG e Kia) s\u00e3o empresas de n\u00edvel internacional que competem nos mercados mundiais em ramos de alto valor agregado (autom\u00f3veis, constru\u00e7\u00e3o naval, semicondutores, celulares e eletr\u00f4nicos em geral).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser uma \u201cpot\u00eancia econ\u00f4mica\u201d, a Coreia do Sul continuou sendo uma semicol\u00f4nia do imperialismo estadunidense, pelos pactos pol\u00edticos e militares que a subordinam aos EUA (lembremos sua \u201cmarca de nascen\u00e7a\u201d)<strong>. Durante v\u00e1rias d\u00e9cadas foi uma ferramenta do \u201ccerco\u201d territorial e militar com a qual o imperialismo estadunidense tentava frear a expans\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o chinesa de 1949.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agora que a China teve um grande desenvolvimento capitalista que o imperialismo estadunidense considera uma amea\u00e7a, a Coreia do Sul \u00e9 uma pe\u00e7a do dispositivo militar que os EUA montam contra a China na hip\u00f3tese de um conflito b\u00e9lico entre ambos os pa\u00edses. <\/strong>O corpo central deste dispositivo \u00e9 a alian\u00e7a AUKUS (siglas em ingl\u00eas de Austr\u00e1lia, Reino Unido e EUA) cujo objetivo \u00e9 <em>\u201c\u2018<strong>defender os interesses partihados no Indopac\u00edfico<\/strong>\u2019 &nbsp;destas pot\u00eancias<\/em>&nbsp;para<em>&nbsp;\u2018<strong>contrapor os avan\u00e7os da China<\/strong>\u2019\u201d<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn5\">[5]<\/a>. \u00c9 muito poss\u00edvel que o Jap\u00e3o entre nesta alian\u00e7a<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na Coreia do Sul est\u00e1 <\/strong>Camp&nbsp;Humphreys<strong>, a maior base militar dos EUA no exterior <\/strong><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn7\">[7]<\/a><strong>. Suas For\u00e7as Armadas (FA) est\u00e3o estruturadas sobre esta base. Permanentemente, s\u00e3o realizados exerc\u00edcios conjuntos, aos que agora tamb\u00e9m se somaram as FA japonesas <\/strong><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn8\">[8]<\/a><strong>. Se o \u201cinimigo estrat\u00e9gico\u201d deste dispositivo militar na China, na Coreia do Sul, a \u201chip\u00f3tese de conflito\u201d com que se tenta justific\u00e1-lo \u00e9 a suposta&nbsp;<\/strong>\u201camea\u00e7a b\u00e9lica permanente\u201d que representariam a Coreia do Norte e o regime de Kim Jong-un.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A contradi\u00e7\u00e3o do regime dos Kim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde o fim da guerra, em 1953, as rela\u00e7\u00f5es entre ambos pa\u00edses sempre foram muito tensas: algo assim como um \u201cstatus quo armado\u201d. &nbsp;Inicialmente e durante d\u00e9cadas, a causa b\u00e1sica desta tens\u00e3o era o papel da Coreia do Sul no dispositivo militar do imperialismo estadunidense contra a revolu\u00e7\u00e3o chinesa e o Estado oper\u00e1rio burocr\u00e1tico chin\u00eas, no qual a Coreia do Norte era o \u201cinimigo comunista\u201d imediato. O regime dos Kim respondia a esta situa\u00e7\u00e3o refor\u00e7ando sua militariza\u00e7\u00e3o, com um sentido defensivo. Ao mesmo tempo, a utilizava para justificar seu car\u00e1ter ditatorial e a aus\u00eancia de liberdades democr\u00e1ticas para o povo norte-coreano.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o capitalismo foi restaurado na Coreia do Norte, na d\u00e9cada de 1990, este regime enfrentou uma forte contradi\u00e7\u00e3o. A restaura\u00e7\u00e3o levava, inevitavelmente, a um fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com a Coreia do Sul e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a uma din\u00e2mica de unifica\u00e7\u00e3o de ambas Coreias em um \u00fanico pa\u00eds capitalista. Nesta unifica\u00e7\u00e3o capitalista, a Coreia do Sul \u201cdevoraria\u201d a Coreia do Norte por possuir uma economia muito mais desenvolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na China, a burocracia mao\u00edsta pode negociar condi\u00e7\u00f5es muito melhores de \u201creinser\u00e7\u00e3o\u201d no capitalismo: conseguiu um desenvolvimento econ\u00f4mico muito importante do pa\u00eds e, nesse marco, se transformou na base da nova burguesia que surgia neste processo. Agora, no marco de um pa\u00eds capitalista, o regime ditatorial pr\u00e9-existente se manteve no poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o regime dos Kim \u00e9 muito mais fr\u00e1gil, porque \u00e9 fr\u00e1gil e pequeno o pa\u00eds que administra, mais ainda se o comparar com o desenvolvimento da Coreia do Sul. Sua capacidade de negociar sua sobreviv\u00eancia e, ao mesmo tempo, sua muta\u00e7\u00e3o em burguesia, num marco de desenvolvimento capitalista mais acelerado, \u00e9 muit\u00edssimo menor do que a da burocracia chinesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse marco, o regime dos Kim tenta melhores condi\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o que lhe assegurem sua sobreviv\u00eancia. Por um lado, mant\u00e9m o \u201cisolamento\u201d da Coreia do Norte. Por outro, refor\u00e7a seu armamento e, nesse marco, no s\u00e9culo XXI desenvolveu armas nucleares<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O que queremos destacar \u00e9 que este fortalecimento militar do regime norte-coreano n\u00e3o \u00e9 realmente uma prepara\u00e7\u00e3o para o \u201ccombate\u201d em \u201cdefesa do Estado oper\u00e1rio\u201d, mas uma tentativa de negociar melhor sua \u201creinser\u00e7\u00e3o\u201d no capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As amea\u00e7as dos EUA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta quest\u00e3o das armas nucleares tem sido usada pelo imperialismo estadunidense para manter e refor\u00e7ar sua campanha de \u201camea\u00e7a de agress\u00e3o comunista\u201d \u00e0 Coreia do Sul. A realidade \u00e9 que \u00e9 o imperialismo estadunidense que <em>\u201camea\u00e7a destruir a Coreia do Norte\u201d<\/em>, como fez Donald Trump, em 2017<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn10\">[10]<\/a>. Inclusive enviou uma poderosa frota naval para atacar esse pa\u00eds<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn11\">[11]<\/a>. Depois desistiu dessa pol\u00edtica (entre outras raz\u00f5es pela press\u00e3o de seus altos comandos militares para que n\u00e3o o atacasse) e foi o primeiro presidente estadunidense a visitar a Coreia do Norte para reunir-se com Kim Jong-un<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn12\">[12]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, para implementar sua sinistra e hip\u00f3crita pol\u00edtica do Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o de Armas Nucleares (TNP), assinado em 1968, e ao qual a maioria dos pa\u00edses do mundo adere hoje. O TNP define que cinco pa\u00edses (EUA, Inglaterra, Fran\u00e7a, R\u00fassia e China) t\u00eam o \u201cdireito\u201d de possuir \u201clegalmente\u201d o monop\u00f3lio do armamento nuclear, e sanciona o \u201cdireito\u201d imperialista de supervisionar qualquer desenvolvimento de tecnologia nuclear pelo \u201crisco\u201d de que levem a capacidade de armas nucleares. Um \u201cdireito\u201d que j\u00e1 foi aplicado contra o Ir\u00e3. Ao mesmo tempo, o TNP \u201cfechou os olhos\u201d ante o fato de que Israel, \u00cdndia e Paquist\u00e3o fabricaram armas nucleares e as possui em seu arsenal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a LIT-QI repudia as amea\u00e7as imperialistas e defende o direito de um pequeno pa\u00eds como a Coreia do Norte fabricar e possuir esse armamento frente \u00e0 hipocrisia do Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o Nuclear (TNP)<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn13\">[13]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As contradi\u00e7\u00f5es da Coreia do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos que este pa\u00eds \u00e9 uma pe\u00e7a importante do dispositivo militar do imperialismo estadunidense contra a China e, imediatamente, contra a \u201camea\u00e7a\u201d da Coreia do Norte. Todas as a\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-militares deste pa\u00eds (e a pol\u00edtica interna de seu regime pol\u00edtico) est\u00e1 determinado por essa localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esta localiza\u00e7\u00e3o gera cada vez maiores contradi\u00e7\u00f5es com sua popula\u00e7\u00e3o, em especial com a juventude. Como o jovem estudante Namnung Jing, que declarou:&nbsp;<em>\u00abN\u00e3o tenho sentimentos duros contra o Norte\u2026Nunca considerei a Coreia do Norte como um inimigo\u201d, <\/em>e <em>Hang Sang-kyu, que expressou: \u00abSempre considerei os norte-coreanos e os sul-coreanos como um s\u00f3 povo, espero que os dois pa\u00edses possam unir-se um dia\u00bb<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn14\">[14]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, grande parte da juventude sul-coreana est\u00e1 farta de viver em um pa\u00eds cuja vida pol\u00edtico-militar acaba sendo definida pelo capitalismo estadunidense, e se mobiliza contra isso, como aconteceu h\u00e1 alguns anos contra a constru\u00e7\u00e3o e a inaugura\u00e7\u00e3o da base de Camp Humphreys<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn15\">[15]<\/a>. Essa juventude quer a reunifica\u00e7\u00e3o pac\u00edfica da na\u00e7\u00e3o coreana em um s\u00f3 pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No marco do regime ditatorial dos Kim, fica muito dif\u00edcil conhecer o pensamento do povo norte-coreano. Entretanto, algumas not\u00edcias indicam que no Norte tamb\u00e9m predomina o sentimento de unidade. Em 20 de fevereiro de 2015, por um acordo entre ambos governos, 400 sul-coreanos (escolhidos entre milhares de candidatos pelo governo de Seul) puderam cruzar a fronteira e permanecer por um tempo na Coreia do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o do Monte Kumgang ocorreram <em>\u201creencontros emotivos entre norte coreanos e sul-coreanos. L\u00e1grimas e sorrisos se mesclam; homens e mulheres, frequentemente idosos, voltam a ver um irm\u00e3o, uma irm\u00e3, uma m\u00e3e, um pai, um filho ou uma filha, pela primeira vez desde a divis\u00e3o da Pen\u00ednsula em 1953\u201d<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn16\">[16]<\/a>.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A reunifica\u00e7\u00e3o do povo coreano em um s\u00f3 pa\u00eds (de forma justa para os dois setores em que est\u00e1 dividido) \u00e9 uma tarefa necess\u00e1ria e pode ser obtida. No entanto, \u00e9 quase imposs\u00edvel que se consiga nas atuais condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>A burguesia sul-coreana quer que essa unifica\u00e7\u00e3o seja feita de acordo com o \u201cmodelo alem\u00e3o\u201d quando a RFA (Alemanha Ocidental) \u201cabsorveu\u201d pol\u00edtica e economicamente a RDA (Alemanha Oriental). Mas isto ocorreu depois de a mobiliza\u00e7\u00e3o de massas derrubar o Muro de Berlim, \u201cferir de morte\u201d o regime pol\u00edtico da RDA e, por isso, se \u201crendeu\u201d ante a RFA. O resultado desta reunifica\u00e7\u00e3o foi que, d\u00e9cadas depois, a regi\u00e3o Leste do pa\u00eds \u00e9 a de menor desenvolvimento econ\u00f4mico, e seus habitantes mais pobres e discriminados<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftn17\">[17]<\/a>. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto essa \u201csitua\u00e7\u00e3o alem\u00e3\u201d (ou seja, uma \u201crendi\u00e7\u00e3o\u201d do regime de Kim Jong-un) n\u00e3o ocorrer, a burguesia e o regime sul-coreano n\u00e3o dar\u00e3o nenhum passo real para uma reunifica\u00e7\u00e3o justa. Pelo contr\u00e1rio, aprofundam sua rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar com os EUA e sua amea\u00e7a militar \u00e0 Cor\u00e9ia do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu lado, o regime de Kim Jong-un (que j\u00e1 restaurou o capitalismo em seu pa\u00eds) n\u00e3o est\u00e1 preocupado com o bem estar de seu povo, mas sim em como negociar sua reinser\u00e7\u00e3o no pa\u00eds capitalista do Sul e, para isso, aumenta sua capacidade militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto significa que uma \u201creunifica\u00e7\u00e3o justa\u201d do povo coreano n\u00e3o poder\u00e1 vir da m\u00e3o destes dois regimes pol\u00edticos. Ela s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel a partir de uma mobiliza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria conjunta de sul coreanos (contra o regime dos <em>chaebols<\/em>) e norte-coreanos (contra o regime dos Kim). Em outras palavras, s\u00f3 um processo revolucion\u00e1rio combinado da classe oper\u00e1ria dos dois pa\u00edses, que derrube ambos os regimes, poder\u00e1 conseguir uma reunifica\u00e7\u00e3o justa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, s\u00f3 haver\u00e1 uma Cor\u00e9ia unida como resultado de uma revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e socialista, e a constru\u00e7\u00e3o de um Estado oper\u00e1rio coreano. Ao mesmo tempo, esse \u00e9 o \u00fanico caminho para acabar com a permanente amea\u00e7a de guerra entre ambos os pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=t16PdNXuCrg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=t16PdNXuCrg<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Para uma vis\u00e3o mais completa da guerra, recomendamos ler:&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-los-66-anos-del-inicio-de-la-guerra-de-corea\/\">A los 66 a\u00f1os del inicio de la Guerra de Corea \u2013 Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;http:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias\/2015\/04\/150421_corea_del_norte_apertura_economia_ao<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Para uma vis\u00e3o mais global do desenvolvimento econ\u00f4mico da Coreia do Sul, recomendamos ler: https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/06\/05\/coreia-do-sul-o-grande-triunfo-da-juventude-trabalhadora\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-58579238<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;https:\/\/meta-defense.fr\/pt\/2022\/11\/15\/o-jap%C3%A3o-est%C3%A1-cada-vez-mais-perto-da-alian%C3%A7a-aukus\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.hispantv.com\/noticias\/ee-uu-\/381247\/base-militar-corea-sur-dialogo-pyongyang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EEUU abre en Corea del Sur su mayor base militar en el extranjero | HISPANTV<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/america\/mundo\/2023\/04\/16\/eeuu-japon-y-corea-del-sur-realizaran-ejercicios-militares-tras-la-confirmacion-de-que-kim-jong-un-posee-un-nuevo-misil-intercontinental\/#:~:text=Estados%20Unidos%2C%20Corea%20del%20Sur%20y%20Jap%C3%B3n%20han,el%20Ministerio%20de%20Defensa%20de%20Corea%20del%20Sur.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EEUU, Jap\u00f3n y Corea del Sur realizar\u00e1n ejercicios militares tras la confirmaci\u00f3n de que Kim Jong-un posee un nuevo misil intercontinental \u2013 Infobae<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref9\">[9]<\/a>&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.defense.gov\/pubs\/ReporttoCongressonMilitaryandSecurityDevelopmentsInvolvingtheDPRK.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abMilitary and Security Developments Involving the Democratic People\u2019s Republic of Korea\u00bb<\/a>. U.S. Department of Defense, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref10\">[10]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-41325109\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Asamblea General de Naciones Unidas: Trump amenaza con \u00abdestruir totalmente\u00bb Corea del Norte y llama \u00abinaceptable\u00bb la \u00abdictadura socialista\u00bb de Venezuela \u2013 BBC News Mundo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref11\">[11]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/estamos-enviando-uma-armada-a-coreia-do-norte-diz-trump.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u2018Estamos enviando uma armada\u2019 \u00e0 Coreia do Norte, diz Trump | Mundo | G1 (globo.com)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref12\">[12]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-48817118\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Trump se re\u00fane com Kim Jong-un e se torna o primeiro presidente americano a entrar na Coreia do Norte \u2013 BBC News Brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref13\">[13]<\/a>&nbsp;Ver, por exemplo \u201cAnte la amenaza imperialista sobre Corea del Norte) en&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/artigo759\/\">https:\/\/litci.org\/es\/artigo759\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref14\">[14]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.swissinfo.ch\/spa\/afp\/los-j%C3%B3venes-surcoreanos-est%C3%A1n-hartos-del-servicio-militar\/44770374\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Los j\u00f3venes surcoreanos est\u00e1n hartos del servicio militar \u2013 SWI swissinfo.ch<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref15\">[15]<\/a>&nbsp;https:\/\/www.cooperativa.cl\/noticias\/mundo\/peninsula-de-corea\/corea-del-sur\/policias-y-manifestantes-se-enfrentaron-por-nueva-base-de-ee-uu-en\/2006-05-04\/065704.html<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref16\">[16]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/mondiplo.com\/tendra-lugar-la-reunificacion-de-corea\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00ab\u202f\u00bfTendr\u00e1 lugar la reunificaci\u00f3n de Corea?\u202f\u00bb \u2013 Le Monde diplomatique en espa\u00f1ol (mondiplo.com)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/a-70-anos-del-fin-de-la-guerra-de-corea\/#_ftnref17\">[17]<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/economia\/eterna-desigualdad-economica-alemanias-oeste_1_1546311.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">La eterna desigualdad econ\u00f3mica entre las Alemanias del este y del oeste (eldiario.es)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em julho passado, completaram-se 70 anos do final da guerra entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Este anivers\u00e1rio ocorre em um momento de aumento das tens\u00f5es entre ambos pa\u00edses[1]. Por que existem duas Coreias? Qual proposta os revolucion\u00e1rios devem ter frente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual? Por: Alejandro Iturbe A pen\u00ednsula coreana est\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":77487,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8,6133,8072],"tags":[1551,6134,8644],"class_list":["post-77486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","category-coreia-do-norte","category-coreia-do-sul","tag-alejandro-iturbe","tag-coreia-do-norte","tag-coreia-do-sul"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Guerra-Coreia.jpg","categories_names":["Coreia do Norte","Coreia do Sul","Hist\u00f3ria"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77488,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77486\/revisions\/77488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}