{"id":77371,"date":"2023-08-09T21:35:17","date_gmt":"2023-08-09T21:35:17","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=77371"},"modified":"2023-08-09T21:35:21","modified_gmt":"2023-08-09T21:35:21","slug":"estado-espanhol-apos-23-j-fim-do-ciclo-e-caminho-para-a-restituicao-do-bipartidarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/08\/09\/estado-espanhol-apos-23-j-fim-do-ciclo-e-caminho-para-a-restituicao-do-bipartidarismo\/","title":{"rendered":"Estado espanhol ap\u00f3s 23-J: Fim do ciclo e caminho para a restitui\u00e7\u00e3o do bipartidarismo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por fim, o temor de que o Vox entrasse no governo, somado \u00e0s mentiras do bloco da direita ou \u00e0s inexplicadas rela\u00e7\u00f5es de Feijo\u00f3 com o traficante Marcial Dorado, serviram para evitar a vit\u00f3ria confort\u00e1vel do PP que todas as pesquisas eleitorais davam como certa. Se at\u00e9 meados da campanha ningu\u00e9m duvidava que Feijoo venceria as elei\u00e7\u00f5es, \u00e0 medida que avan\u00e7ava, parecia cada vez menos certo que o faria com a maioria de que necessitava.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Corriente Roja<\/p>\n\n\n\n<p>Seus pactos com o Vox na forma\u00e7\u00e3o dos governos municipais e regionais ap\u00f3s o 28M, t\u00eam sido decisivos para a mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda nessas elei\u00e7\u00f5es gerais de alguns setores indecisos e de outros que nem pensaram em ir votar nesta democracia para os ricos. Isso incentivou a participa\u00e7\u00e3o, que subiu quase 3 pontos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 geral de novembro de 2019, que ficou em 69,07%.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao Vox, que, a par do seu habitual discurso de \u00f3dio, apresentou um programa que inclu\u00eda medidas como a revoga\u00e7\u00e3o da lei do aborto ou a anula\u00e7\u00e3o das comunidades aut\u00f3nomas, sofreu uma quebra significativa face \u00e0s \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es gerais, passando de 52 para 33 deputados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vit\u00f3ria amarga do PP que n\u00e3o serve para governar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, neste 23J o PP (Partido Popular) venceu as elei\u00e7\u00f5es come\u00e7ando a recuperar o voto da direita estatal, devido ao desaparecimento de Ciudadanos e tirando votos do VOX. Mas resultou numa vit\u00f3ria insuficiente e muito amarga que, com 47 cadeiras a mais que em 2019 e 300 mil votos a mais que o PSOE, obteve um resultado longe do esperado. Um resultado que afasta quase qualquer possibilidade de governo, embora j\u00e1 tenha anunciado que quer ir \u00e0 investidura para tentar. Para isso, apelar\u00e1 ao facto de serem a lista mais votada, resultado das elei\u00e7\u00f5es municipais do 28M e de terem conseguido uma maioria absoluta e confort\u00e1vel no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PSOE e SUMAR<\/strong>, por sua vez, realizaram uma campanha na qual, exceto por alguns momentos e em medidas pontuais, Yolanda D\u00edaz e S\u00e1nchez mal se diferenciaram e fizeram um tandem em sua convoca\u00e7\u00e3o para um voto \u00fatil, com o objetivo de repetir um governo de coaliz\u00e3o <em>progressista<\/em> ainda mais moderado. Um bloco progressista que se concentrou em defender as medidas do governo anterior, al\u00e9m de fazer algumas promessas vagas para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora PSOE e Sumar tenham agora mais facilidade de governar do que o PP, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil, pois precisam do apoio dos s\u00f3cios da investidura de 2019, al\u00e9m da absten\u00e7\u00e3o dos Junts. Por isso n\u00e3o podemos descartar a possibilidade de uma repeti\u00e7\u00e3o eleitoral, como j\u00e1 aconteceu em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m das negocia\u00e7\u00f5es de ambas as partes para tentar formar um governo, os resultados eleitorais tamb\u00e9m mostram que o bipartidarismo foi reavivado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os partidos pr\u00f3-independ\u00eancia com resultados desiguais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto em Euskadi o EH-Bildu (<em>Reunir Pa\u00eds Basco)<\/em> luta pela hegemonia com o PNV (Partido Nacionalista Vasco) e o PSOE, com uma participa\u00e7\u00e3o que sobe mais de um ponto, na Catalunha o PSC (Partido dos Socialistas da Catalunha) \u00e9 o claro vencedor nestas elei\u00e7\u00f5es, enquanto os partidos pr\u00f3-independ\u00eancia recuam \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, sendo punidos pelo retorno \u00e0 autonomia, pelo abandono dos retaliados e pela trai\u00e7\u00e3o da luta pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o. Junts, (<em><strong>Juntos<\/strong><\/em>&nbsp;pela Catalunha) apesar de ser chave para a investidura, perdeu 1 cadeira e mais de 100.000 votos. A ERC (Esquerda Republicana da Catalunha) deixa praticamente metade dos votos e a CUP (Candidatura de Unidade Popular) fica sem representa\u00e7\u00e3o no Congresso, perdendo quase dois ter\u00e7os dos votos, algo que deixa a esquerda pr\u00f3-independ\u00eancia numa crise bastante significativa face \u00e0s elei\u00e7\u00f5es da Generalitat. Na Galiza, a participa\u00e7\u00e3o sobe acima da m\u00e9dia do resto do Estado, mais de 17 pontos em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior e mant\u00e9m-se o BNG (Bloco Nacionalista Galego), com um ligeiro aumento de votos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se combate a extrema direita nas urnas, nem com pol\u00edticas a favor do capital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora entendamos o al\u00edvio de um setor da classe trabalhadora e da juventude pelo resultado eleitoral, \u00e9 preciso pontuar que as causas sociais e pol\u00edticas do fortalecimento do ide\u00e1rio de extrema-direita n\u00e3o v\u00e3o desaparecer na pr\u00f3xima legislatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Depositar um voto nas urnas de quatro em quatro anos no quadro de um sistema eleitoral tamb\u00e9m antidemocr\u00e1tico, porque n\u00e3o reconhece o princ\u00edpio elementar de &#8220;uma pessoa, um voto&#8221;, n\u00e3o \u00e9 suficiente para acabar com as condi\u00e7\u00f5es sociais que permitem o refor\u00e7o da direita e a extrema direita.<\/p>\n\n\n\n<p>A chamada esquerda progressista tem uma responsabilidade importante no avan\u00e7o da direita nestes anos. Um avan\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 prova de uma guinada espont\u00e2nea da maioria social para a direita, pelo contr\u00e1rio, o que o PSOE e seus parceiros chamam de &#8220;onda reacion\u00e1ria&#8221; nada mais \u00e9 do que uma express\u00e3o da polariza\u00e7\u00e3o social e do descontentamento com o governo, produto do aprofundamento da crise socioecon\u00f4mica e ambiental do capitalismo, para a qual as for\u00e7as &#8220;progressistas&#8221; s\u00e3o incapazes de dar respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos a estabiliza\u00e7\u00e3o do regime mon\u00e1rquico que come\u00e7ou a balan\u00e7ar com o 15-M e o movimento independentista catal\u00e3o e que culminou com a integra\u00e7\u00e3o do Podemos no governo e a canaliza\u00e7\u00e3o do movimento independentista para a autonomismo da ERC e d Junts.<\/p>\n\n\n\n<p>Corriente Roja n\u00e3o nos cansamos de denunciar nestes mais de tr\u00eas anos, o crescente abismo entre o relato progressista do PSOE e UP no governo e a dura realidade. Al\u00e9m de algumas migalhas e medidas cosm\u00e9ticas, este governo n\u00e3o acabou com a mis\u00e9ria e a desigualdade ou o desmantelamento do p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ou prometendo que revogaria a Reforma Trabalhista de Rajoy e acabou mantendo seus aspectos mais danosos. Sua Lei de Habita\u00e7\u00e3o n\u00e3o reconhece isso como um direito b\u00e1sico e n\u00e3o prop\u00f5e a expropria\u00e7\u00e3o de casas vazias nas m\u00e3os do Sareb e dos Bancos para a cria\u00e7\u00e3o de um parque p\u00fablico de habita\u00e7\u00e3o de aluguel social.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua Reforma da Previd\u00eancia aumenta o n\u00famero de anos de contribui\u00e7\u00e3o para poder ter direito a 100% da aposentadoria enquanto, em 2022, seis em cada dez aposentadorias eram inferiores a 1.000\u20ac. O governo de coliga\u00e7\u00e3o nunca questionou a Lei 15\/97, que abriu as portas \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o e ao desmantelamento da Sa\u00fade P\u00fablica. Em 2022, os lucros das empresas cresceram 7 vezes mais que os sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o serviu para alcan\u00e7ar maiores liberdades democr\u00e1ticas. N\u00e3o revogou a Lei da Morda\u00e7a, continuou com os regressos for\u00e7ados e com a repress\u00e3o brutal de qualquer tentativa de conseguir o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o das nacionalidades oprimidas nesta pris\u00e3o de povos que \u00e9 o Estado espanhol, preservando assim um regime que mant\u00e9m a parte essencial das estruturas judiciais e militares franquistas. Dessa forma a esquerda parlamentar combate a rea\u00e7\u00e3o em palavras, mas em atos, com sua permanente trai\u00e7\u00e3o aos interesses dos trabalhadores do Estado espanhol, acabou estendendo o tapete vermelho para as institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sumar ou o capitalismo \u201ccom cores\u201d em que vive Yolanda D\u00edaz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a SUMAR, que se classifica como a quarta for\u00e7a mais votada e perde sete cadeiras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s obtidas pelo Podemos-IU, M\u00e1s Pa\u00eds e Comprom\u00eds juntos nas elei\u00e7\u00f5es gerais de 2019, a maioria das medidas de seu programa n\u00e3o v\u00e3o para al\u00e9m de serem propostas, sugest\u00f5es ou desejos (\u201cvamos promover\u201d, \u201cvamos impulsionar\u201d\u2026) sem qualquer especificidade ou compromisso expl\u00edcito por parte de quem os assina. J\u00e1 vimos como os partidos neste espa\u00e7o pol\u00edtico quebraram suas promessas legislatura ap\u00f3s legislatura quando governaram ou co-governaram.<\/p>\n\n\n\n<p>As poucas medidas redistributivas de seu programa, como melhorar o SMI (Sal\u00e1rio M\u00ednimo Interprofissional), <em>aprovar um b\u00f4nus de emerg\u00eancia para casas hipotecadas a taxa vari\u00e1vel ou uma cesta b\u00e1sica a pre\u00e7os acess\u00edveis<\/em>, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o social existente; \u00e9 como tratar uma doen\u00e7a grave com aspirina. Nada mudar\u00e3o nas bases materiais sobre as quais se sustentam a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o sofridas pela maioria social neste sistema econ\u00f4mico injusto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao inv\u00e9s de pol\u00edticas para tirar os servi\u00e7os p\u00fablicos das garras do mercado, que se move sob a l\u00f3gica do benef\u00edcio privado e n\u00e3o da garantia de direitos, e medidas para garantir o acesso universal dos jovens \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade ou moradia p\u00fablica e digna, Sumar prop\u00f5e uma <em>&#8220;heran\u00e7a universal de 20.000 euros<\/em>&#8221; seguindo a mesma l\u00f3gica do PSOE de colocar dinheiro p\u00fablico em m\u00e3os privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo pode ser dito de suas propostas de colabora\u00e7\u00e3o entre o p\u00fablico e o privado em vista da implementa\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica dentro de um capitalismo verde que est\u00e1 se revelando uma verdadeira fraude. Uma transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica que n\u00e3o \u00e9 assim e que n\u00e3o tem outro objetivo sen\u00e3o regar os oligop\u00f3lios com o dinheiro dos fundos europeus, que depois ter\u00e1 de ser devolvido. Algumas das medidas da SUMAR para <em>uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa,<\/em> embora sejam progressivas, sem contemplar a expropria\u00e7\u00e3o das multinacionais energ\u00e9ticas, tornam-se pura quimera.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 vimos nestes anos do governo mais progressista da hist\u00f3ria onde nos leva condicionar a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, a distribui\u00e7\u00e3o de tarefas de cuidado (que continuam a recair principalmente sobre as mulheres) ou o aumento salarial ao banal di\u00e1logo social que Yolanda D\u00edaz ostenta. Falar em <em>&#8220;democratizar as empresas e introduzir mecanismos para maior participa\u00e7\u00e3o das pessoas que nelas trabalham&#8221;<\/em> levando a ignorar o conflito capital-trabalho \u00e9 simplesmente uma piada.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel regular ou controlar a a\u00e7\u00e3o do mercado, muito menos mudar o atual modelo produtivo e econ\u00f4mico, reformando o atual capitalismo monopolista em crise e decomposi\u00e7\u00e3o, que no programa SUMAR \u00e9 tingido de rosa e idealizado. A eterna promessa do reformismo de chegar a partir das institui\u00e7\u00f5es a um capitalismo justo e com rosto mais humano n\u00e3o passa de uma utopia reacion\u00e1ria. Ao mesmo tempo, n\u00e3o encontramos no referido programa uma \u00fanica palavra de cr\u00edtica ao aumento dos gastos militares, o que n\u00e3o \u00e9 questionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o se questiona este regime corrupto e antidemocr\u00e1tico e as suas institui\u00e7\u00f5es herdadas do franquismo. E assim se renuncia ao direito de autodetermina\u00e7\u00e3o nacional dos povos e ao referendo entre a Rep\u00fablica ou a Monarquia. Sua solu\u00e7\u00e3o para o fim do conflito catal\u00e3o, proposta pelo PSOE, nos remete ao impasse do di\u00e1logo no marco constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, apelar para mudar as regras do jogo na UE como proposto no programa s\u00f3 serve para confundir e enganar sobre a natureza da UE como uma m\u00e1quina de guerra do capital contra a classe trabalhadora e os povos. De fato, a UE vem anunciando o retorno \u00e0s regras fiscais com as quais tanto S\u00e1nchez quanto Yolanda D\u00edaz j\u00e1 se comprometeram, o que s\u00f3 pode significar novos cortes nos gastos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por um programa de independ\u00eancia de classe e ruptura com o regime<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por nossa parte, neste 23J chamamos ao voto nulo como forma de protesto e den\u00fancia contra o Regime de 78 e todos os que continuam a tentar perpetu\u00e1-lo a todo o custo, at\u00e9 embelezando-o. Temos feito isso colocando o foco na organiza\u00e7\u00e3o, luta e mobiliza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora como \u00fanica forma de acabar com a pobreza, a precariedade e a viol\u00eancia neste sistema econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00fanica forma de enfrentar o avan\u00e7o do discurso reacion\u00e1rio da direita e da ultradireita em nossos bairros, locais de trabalho e estudos, e tamb\u00e9m como \u00fanica forma de erradicar todos os governos capitalistas, chamem como chamem, os direitos democr\u00e1ticos que esse regime corrupto e herdeiro do franquismo nos nega.<\/p>\n\n\n\n<p>Aconte\u00e7a o que acontecer nas negocia\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o do governo e ap\u00f3s a ressaca da embriaguez eleitoral, convocamos a classe trabalhadora, a juventude e os setores oprimidos a n\u00e3o baixarem a guarda. Governe quem governar, o pr\u00f3ximo governo ter\u00e1 como primeira tarefa cumprir o mandato da UE de ajustar-se ao d\u00e9ficit de 3% e pagar a d\u00edvida p\u00fablica \u00e0 custa da despesa social. Algo que S\u00e1nchez e Yolanda D\u00edaz j\u00e1 se comprometeram.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso organizar e mobilizar desde hoje para lutar por um verdadeiro programa de mudan\u00e7a social e democr\u00e1tico, rumo \u00e0 supera\u00e7\u00e3o do regime capitalista de 1978. Um programa que mude tamb\u00e9m os fundamentos econ\u00f4micos desse sistema econ\u00f4mico injusto que amea\u00e7a a exist\u00eancia humana. e a vida no planeta. Um programa de verdadeira mudan\u00e7a e ruptura que abra caminho para um governo dos e das trabalhadores\/as. O \u00fanico que pode mudar as bases deste sistema que nos esmaga e nos conduzir a um futuro socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para defender tal programa, precisamos criar um partido revolucion\u00e1rio que n\u00e3o aspire administrar o sistema capitalista a partir das institui\u00e7\u00f5es, mas sim derrub\u00e1-lo de fora. Venha se organizar conosco!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por fim, o temor de que o Vox entrasse no governo, somado \u00e0s mentiras do bloco da direita ou \u00e0s inexplicadas rela\u00e7\u00f5es de Feijo\u00f3 com o traficante Marcial Dorado, serviram para evitar a vit\u00f3ria confort\u00e1vel do PP que todas as pesquisas eleitorais davam como certa. 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