{"id":77356,"date":"2023-08-03T18:52:29","date_gmt":"2023-08-03T18:52:29","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=77356"},"modified":"2023-08-03T18:52:50","modified_gmt":"2023-08-03T18:52:50","slug":"quenia-tres-semanas-de-mobilizacoes-contra-o-governo-recem-eleito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/08\/03\/quenia-tres-semanas-de-mobilizacoes-contra-o-governo-recem-eleito\/","title":{"rendered":"QU\u00caNIA: Tr\u00eas semanas de mobiliza\u00e7\u00f5es contra o governo rec\u00e9m-eleito"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A posse do presidente do Qu\u00eania William Ruto completou apenas dez meses e seu governo j\u00e1 est\u00e1 encarando o segundo ciclo de manifesta\u00e7\u00f5es provocado pela ira das massas. Os efeitos da crise econ\u00f4mica mundial e da guerra na Ucr\u00e2nia t\u00eam sido devastadores para o pa\u00eds. As primeiras manifesta\u00e7\u00f5es come\u00e7aram em mar\u00e7o<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>, e neste m\u00eas de julho se intensificaram.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Cesar Neto<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o Qu\u00eania entra na rota das fortes mobiliza\u00e7\u00f5es que est\u00e3o acontecendo na \u00c1frica neste primeiro semestre de 2023. Mo\u00e7ambique, Senegal, Angola e \u00c1frica do Sul s\u00e3o alguns exemplos de pa\u00edses onde ocorrem essas fortes mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As raz\u00f5es imediatas das lutas na \u00c1frica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As massas nesses e em outros pa\u00edses africanos est\u00e3o pagando um duro pre\u00e7o pela queda dos pre\u00e7os das commodities, aumento dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e transporte e, finalmente, dos pre\u00e7os dos alimentos, sendo que em alguns pa\u00edses esses pre\u00e7os dobraram nos \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es explodem sem pr\u00e9vio aviso<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es explodem a partir de quest\u00f5es das mais variadas. Em Mo\u00e7ambique, por exemplo, o enterro de Azagaia<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, um cantor muito reivindicado pela juventude, alterou a pax imposta pela FRELIMO. Aparentemente, a FRELIMO conseguiu, \u00e0 custa de muita repress\u00e3o, controlar as manifesta\u00e7\u00f5es que vieram \u00e0 tona ap\u00f3s a morte do cantor, autor da famosa m\u00fasica africana \u201cPovo no Poder\u201d. Por\u00e9m, os m\u00e9dicos e funcion\u00e1rios p\u00fablicos do pa\u00eds j\u00e1 est\u00e3o anunciando mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No Senegal<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, a explos\u00e3o se deu a partir da tentativa de pris\u00e3o de Ousmane Sonko, um candidato populista \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2024. Na verdade, o grande problema no pa\u00eds \u00e9 o desemprego, a infla\u00e7\u00e3o e a falta de perspectiva para a juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Angola, ap\u00f3s o aumento dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, e dos pre\u00e7os dos alimentos dobrarem em apenas uma semana, os taxistas e mototaxistas come\u00e7aram uma pequena mobiliza\u00e7\u00e3o pela obten\u00e7\u00e3o de prometidos b\u00f4nus para a gasolina, e essa movimenta\u00e7\u00e3o imediatamente se espalhou, se transformando em uma semana de mobiliza\u00e7\u00f5es por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No Qu\u00eania, depois das manifesta\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o, neste m\u00eas de julho o povo sai \u00e0s ruas pela terceira semana seguida. O candidato derrotado nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, Raila Odinga, chamou a popula\u00e7\u00e3o a uma manifesta\u00e7\u00e3o e, antes que a cancelasse, o povo j\u00e1 tinha tomado as ruas. Vamos tentar explicar melhor os motivos das mobiliza\u00e7\u00f5es no Qu\u00eania.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qu\u00eania: Exporta commodities n\u00e3o processadas e importa produtos industrializados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Qu\u00eania \u00e9 um pa\u00eds historicamente sufocado pelo imperialismo ingl\u00eas. Inclusive, a mesma For\u00e7a A\u00e9rea que lutou na II Guerra Mundial foi utilizada no in\u00edcio dos anos 1950 para sufocar a luta dos camponeses quenianos. Esses camponeses lutavam pela preserva\u00e7\u00e3o de suas terras, usurpadas por colonos ingleses a servi\u00e7o do grupo Lever \u2013 terras utilizadas para a produ\u00e7\u00e3o de ch\u00e1. H\u00e1 setenta anos, o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o \u00e9 o ch\u00e1, que hoje \u00e9 distribu\u00eddo mundialmente pela Unilever.<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es quenianas s\u00e3o fundamentalmente de produtos n\u00e3o industrializados, destacando-se: ch\u00e1 (US$ 1,2 bilh\u00e3o), flores (US$ 766 milh\u00f5es), caf\u00e9 (US$ 262 milh\u00f5es), petr\u00f3leo refinado (US$ 247 milh\u00f5es) e min\u00e9rio de tit\u00e2nio (US$ 194 milh\u00f5es). Essas poucas exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o garantem uma balan\u00e7a comercial minimamente equilibrada. As importa\u00e7\u00f5es desequilibram a balan\u00e7a comercial na aquisi\u00e7\u00e3o de: petr\u00f3leo refinado (US$ 3,53 bilh\u00f5es), \u00f3leo de palma (US$ 1,26 bilh\u00e3o), medicamentos embalados (US$ 554 milh\u00f5es), carros (US$ 549 milh\u00f5es) e ferro laminado a quente (US$ 508 milh\u00f5es). Dessas exporta\u00e7\u00f5es, 30% v\u00e3o para pa\u00edses africanos que tamb\u00e9m est\u00e3o em crise. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, 70% v\u00eam da China e da \u00cdndia, o que explica parte do endividamento com esses pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse desequil\u00edbrio comercial determinou que, em 2021, o Qu\u00eania fosse a 59\u00aa economia do mundo em termos de PIB, a 109\u00aa em exporta\u00e7\u00f5es totais, a 81\u00aa em importa\u00e7\u00f5es totais, a 142\u00aa economia em termos de PIB per capita. O IDH do pa\u00eds, medido pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), \u00e9 classificado como baixo, ocupando o 152\u00ba\u00b0 lugar entre 191 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qu\u00eania: um pa\u00eds sufocado pela d\u00edvida p\u00fablica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, durante a pandemia, sua d\u00edvida externa estava em US$ 71 bilh\u00f5es; oito anos antes estava em US$ 16 bilh\u00f5es. 30% de sua receita \u00e9 destinada ao pagamento do servi\u00e7o da d\u00edvida, isto \u00e9, somente aos juros. 69,1% do PIB corresponde \u00e0 d\u00edvida. Entre as 50 economias com maior risco de incapacidade de pagar as d\u00edvidas, o Qu\u00eania est\u00e1 em 6\u00ba lugar, segundo a ag\u00eancia de investimento Bloomberg.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os efeitos da guerra na Ucr\u00e2nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos da guerra na Ucr\u00e2nia foram imediatamente sentidos pelos trabalhadores quenianos. A infla\u00e7\u00e3o atual no pa\u00eds est\u00e1 na casa dos 10%, por\u00e9m esse percentual n\u00e3o expressam exatamente o aumento dos pre\u00e7os na mesa das fam\u00edlias quenianas. O pre\u00e7o dos alimentos disparou. O a\u00e7\u00facar, por exemplo, aumentou 58% em um ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A tempestade perfeita que assola a economia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos problemas estruturais t\u00edpicos de uma economia semicolonial, o pa\u00eds tem que enfrentar sucessivos anos de d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial, recess\u00e3o e aumento das taxas de juros, que fazem crescer em disparada a d\u00edvida externa. N\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda para esse pa\u00eds caso n\u00e3o suspenda o pagamento da d\u00edvida, nacionalize a terra e tenha um forte plano de obras p\u00fablicas para gerar emprego. Nesse caso, nem Wiliam Rutto, atual presidente, nem o candidato derrotado nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, Raila Odinga, est\u00e3o dispostos a encarar o FMI, o Banco Mundial e as transnacionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ira come\u00e7ou em mar\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o deste ano, com apenas seis meses de governo de William Rutto, come\u00e7aram as mobiliza\u00e7\u00f5es. Raila Odinga, o candidato derrotado no \u00faltimo pleito, tentou capitalizar o descontentamento popular, chamou a mobiliza\u00e7\u00e3o e perdeu o controle sobre ela.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro dia de manifesta\u00e7\u00f5es, uma imensid\u00e3o de pessoas saiu \u00e0s ruas protestando contra o governo. As manifesta\u00e7\u00f5es foram gigantescas, para o que \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds mergulhado em um regime bonapartista h\u00e1 quase 50 anos. Milhares de pessoas marcharam na mobiliza\u00e7\u00e3o nacional contra os pre\u00e7os dos alimentos e custo de vida. Para o governo, \u201cas manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o inconstitucionais e atrapalham a paz e os neg\u00f3cios no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, balas de borracha e armas letais, as manifesta\u00e7\u00f5es foram momentaneamente controladas. Foi poss\u00edvel controlar as manifesta\u00e7\u00f5es gra\u00e7as aos acordos militares de contrainsurg\u00eancia assinados entre EUA e Israel e a pol\u00edcia e as For\u00e7as Armadas quenianas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As mobiliza\u00e7\u00f5es de julho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma jornada de tr\u00eas dias de protestos come\u00e7ou na segunda feira (17\/07). Rapidamente, ganhou extens\u00e3o nacional e as principais cidades do pa\u00eds estiveram envolvidas. Rios de pessoas tomavam as ruas. Nos bairros mais afetados pela repress\u00e3o, os moradores sa\u00edam de suas casas para distribuir \u00e1gua para que os manifestantes lavassem o rosto e amenizassem os efeitos do g\u00e1s lacrimog\u00eaneo.<\/p>\n\n\n\n<p>As reivindica\u00e7\u00f5es estavam relacionadas ao aumento dos combust\u00edveis, ao imposto de 3% sobre os sal\u00e1rios para um suposto fundo para construir casas populares, e, acima de tudo, \u00e0 infla\u00e7\u00e3o que atingia o pre\u00e7o dos alimentos. Um cartaz dizia: \u201cRutto deve reduzir o custo do unga [farinha de milho] ou deve simplesmente desistir\u201d. A farinha de milho \u00e9 fundamental para a alimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o queniana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRuto, acabe com a infla\u00e7\u00e3o ou seguiremos nas ruas!\u201d Esse \u00e9 o grito de guerra nas mobiliza\u00e7\u00f5es, ou seja: ou resolve a quest\u00e3o dos pre\u00e7os dos alimentos ou v\u00e1 embora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da repress\u00e3o, foram tr\u00eas dias de mobiliza\u00e7\u00f5es, mesmo com a oposi\u00e7\u00e3o tentando marcar dist\u00e2ncia das ruas. O l\u00edder opositor, Odinga, n\u00e3o foi visto em nenhum local p\u00fablico, e segundo seus seguidores estava em local \u201cmuito seguro.&#8221; Atrav\u00e9s das redes sociais, afirmou: \u201cEste \u00e9 um movimento popular e n\u00e3o requer que algu\u00e9m os lidere\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O tra\u00e7o comum das mobiliza\u00e7\u00f5es africanas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As principais mobiliza\u00e7\u00f5es africanas dos \u00faltimos meses t\u00eam como tra\u00e7o comum o modelo repressivo de extrema viol\u00eancia utilizado pelos governos. Antes, os governos e seus aparatos repressivos j\u00e1 atuavam com muita viol\u00eancia, com o emprego de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, balas de borracha e em alguns casos com ve\u00edculos especiais. Por\u00e9m, nas \u00faltimas mobiliza\u00e7\u00f5es tem sido reportado o uso de armas letais contra os manifestantes. Isso \u00e9 o que explica que em Angola tenham ocorrido 13 mortes at\u00e9 o momento, entre elas a de um menino de 12 anos; no Senegal foram 23 mortos e mais de 500 feridos; no Qu\u00eania s\u00e3o mais de 30 mortes, somadas as manifesta\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o e julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a ira e radicaliza\u00e7\u00e3o das massas t\u00eam levado a que se incendeiem ve\u00edculos policiais, delegacias de pol\u00edcia e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Em Angola, at\u00e9 mesmo a sede do partido do governo foi incendiada. Essas a\u00e7\u00f5es, embora isoladas, mostram o grau de explosividade do movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A barb\u00e1rie da fome e da mis\u00e9ria se soma \u00e0 barb\u00e1rie repressiva, e tudo isso sem que os trabalhadores tenham desenvolvido mecanismos de autodefesa e, para piorar, sem que haja organiza\u00e7\u00f5es que defendam a cria\u00e7\u00e3o desses mecanismos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ira das massas e a crise de dire\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As massas prolet\u00e1rias t\u00eam feito sua parte e, al\u00e9m disso, t\u00eam arrastado setores m\u00e9dios para os enfrentamentos. H\u00e1 muita radicalidade e hero\u00edsmo nessas mobiliza\u00e7\u00f5es, mas falta a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica independente dos trabalhadores. Essa \u00e9 a maior trag\u00e9dia de todas. Em Angola, a cara vis\u00edvel da oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a UNITA, um partido que \u00e9 parte do regime; no Senegal, a oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 liderada por um pequeno-burgu\u00eas populista, Ousmane Sonko, que tem um projeto pol\u00edtico que \u00e9 apoiado pelos EUA; no Qu\u00eania, as mobiliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o chamadas por Raila Odinga, candidato derrotado nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es por pequena margem de votos (50,49 x 48,85%) e que, junto ao candidato vencedor, William Ruto, fez parte dos \u00faltimos dois governos.<\/p>\n\n\n\n<p>A tarefa central hoje para a vanguarda queniana \u00e9 construir um programa anti-imperialista, anticapitalista, independente dos patr\u00f5es e assentado nas organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, dos jovens e do povo pobre. N\u00f3s, da Liga Internacional dos Trabalhadores, apoiamos incondicionalmente esse esfor\u00e7o pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Qu\u00eania: As massas superam o medo do regime bonapartista e se levantam \u2013 &lt;https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/03\/27\/quenia-as-massas-superam-o-medo-do-regime-bonapartista-e-se-levantam\/&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Mo\u00e7ambique: A morte do rapper Azagaia e a ditadura do FRELIMO https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/03\/21\/mocambique-a-morte-do-rapper-azagaia-e-a-ditadura-do-frelimo\/&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Senegal: Uma nova onda de mobiliza\u00e7\u00f5es contra o governo bonapartista de Macky Sall \u2013 &lt;https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/06\/23\/senegal-uma-nova-onda-de-mobilizacoes-contra-o-governo-bonapartista-de-macky-sall\/&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A posse do presidente do Qu\u00eania William Ruto completou apenas dez meses e seu governo j\u00e1 est\u00e1 encarando o segundo ciclo de manifesta\u00e7\u00f5es provocado pela ira das massas. 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