{"id":77284,"date":"2023-07-21T13:05:28","date_gmt":"2023-07-21T13:05:28","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=77284"},"modified":"2023-07-21T13:05:32","modified_gmt":"2023-07-21T13:05:32","slug":"angola-mpla-e-unita-sentem-o-baque-com-juventude-e-setores-populares-nas-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/07\/21\/angola-mpla-e-unita-sentem-o-baque-com-juventude-e-setores-populares-nas-ruas\/","title":{"rendered":"Angola: MPLA e UNITA sentem o baque com juventude e setores populares nas ruas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A crise econ\u00f4mica mundial, a pandemia e a guerra da Ucr\u00e2nia fragilizaram ainda mais a economia semicolonial angolana. Coube ao administrador colonial, Jo\u00e3o\u00a0Louren\u00e7o, emitir duras medidas econ\u00f4micas para salvar os bancos e grandes empresas estrangeiras. A UNITA, oposi\u00e7\u00e3o bem-comportada e consentida pela ditadura faz o jogo parlamentar e se nega a incentivar a luta do povo angolano. Os jovens, os rappers, os moradores dos bairros populares e as zungueiras (vendedoras ambulantes) come\u00e7aram a gritar basta. O primeiro grito foi no 17 de junho.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Cesar Neto<\/p>\n\n\n\n<p>A independ\u00eancia pol\u00edtica de Portugal foi uma grande vit\u00f3ria. Foi uma grande vit\u00f3ria pol\u00edtica, por\u00e9m n\u00e3o foi uma vit\u00f3ria que decretou a independ\u00eancia econ\u00f4mica, financeira e de tratados internacionais que os atava \u00e0s grandes pot\u00eancias capitalistas. Assim, as grandes empresas exploravam petr\u00f3leo, diamante e outros minerais, seguiram sugando as riquezas nacionais. Os bancos seguiram cobrando juros extorsivos por empr\u00e9stimos e a continuidade do endividamento do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esse motivo afirmamos que Angola \u00e9 uma semicol\u00f4nia e que \u00e9 preciso seguir a luta pela Segunda Independ\u00eancia. \u00c9 necess\u00e1rio a nacionaliza\u00e7\u00e3o das riquezas minerais, suspender o pagamento da d\u00edvida externa, romper com os tratados internacionais que s\u00f3 favorecem as grandes pot\u00eancias e imp\u00f5e a mis\u00e9ria ao povo pobre de uma na\u00e7\u00e3o rica. Ah&#8230; e nada disso \u00e9 poss\u00edvel sem dar uma basta nos governantes do pa\u00eds que s\u00e3o verdadeiros administradores coloniais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17 de junho, o primeiro grande grito de basta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os jovens, os professores, profissionais de sa\u00fade, as zungueiras, o povo dos bairros perif\u00e9ricos j\u00e1 vinha, cada um a seu modo, dizendo: basta! Dizia-se basta, mas n\u00e3o com a for\u00e7a necess\u00e1ria como se falou na semana de 12 a 17 de junho. Esses dias foram marcados por manifesta\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, de descontentamento e dos gritos: basta!<\/p>\n\n\n\n<p>O estopim foi o aumento do combust\u00edvel de 160 para 300 kwanzas. Aumentou a gasolina e imediatamente aumentaram os pre\u00e7os dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas dirigiam sua ira contra a ditadura do MPLA e estavam certas. E contaram com o apoio e simpatia dos trabalhadores e jovens de todos os pa\u00edses lus\u00f3fonos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A selvageria repressiva de Jo\u00e3o Louren\u00e7o, ditador e administrador colonial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O MPLA e seu ditador Jo\u00e3o Louren\u00e7o sentiram o impacto das mobiliza\u00e7\u00f5es e, desde a segunda-feira (12), autorizou a repress\u00e3o violenta contra os manifestantes. Foram 13 mortos, entre os assassinados est\u00e1 um menino de 12 anos. Uma selvageria.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas se perguntavam por que tamanha selvageria. Angolanos matando angolanos.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples. Jo\u00e3o Louren\u00e7o havia assumido com o capital financeiro que pagaria os juros da d\u00edvida e para isso deveria aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o economizando nos subs\u00eddios dos combust\u00edveis. Mesmo assim, o dinheiro era insuficiente, ent\u00e3o a ditadura optou por atrasar os sal\u00e1rios da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Fica evidente a op\u00e7\u00e3o do governo, primeiro os banqueiros e depois o povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o&nbsp;Louren\u00e7o, tamb\u00e9m tinha assumido com o capital estrangeiro que iria destruir ainda mais a Sonangol e autorizar a constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas novas refinarias nas quais o Estado praticamente perdia a soberania do pa\u00eds sobre a produ\u00e7\u00e3o de derivados de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>O administrador colonial ditador n\u00e3o poderia permitir que manifestantes impedissem que ele entregasse o pa\u00eds ao capital estrangeiro. Essa \u00e9 a raz\u00e3o da repress\u00e3o e assassinato de ativistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A oposi\u00e7\u00e3o parlamentar bem-comportada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto os manifestantes gritavam nas ruas as consignas contra a ditadura, a oposi\u00e7\u00e3o parlamentar e bem-comportada da plataforma eleitoral FPU (Frente Patri\u00f3tica Unida), composta pelo UNITA, BD e PRA-JA Servir Angola[1], \u201capelavam\u201d ao presidente que n\u00e3o permitisse a repress\u00e3o aos manifestantes e que o governo deveria \u201ctirar as devidas li\u00e7\u00f5es para melhorar a governa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apelar, em qualquer dicion\u00e1rio significa pedir, implorar. As massas estavam lutando contra Louren\u00e7o e a FPU apelando ao governo, reconhecendo sua autoridade. E para piorar acreditam que esse governo pode tirar li\u00e7\u00f5es de como melhor governar o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a pol\u00edcia acusou a UNITA de respons\u00e1vel pelas manifesta\u00e7\u00f5es do dia 17, ao inv\u00e9s de se sentirem orgulhosos de defender o povo angolano, se sentiram ofendidos e admitiram a possibilidade de \u201cmover um processo por cal\u00fania e difama\u00e7\u00e3o\u201d[2].<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a oposi\u00e7\u00e3o bem-comportada, encabe\u00e7ada pela UNITA n\u00e3o diz uma palavra sobre a suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida externa. N\u00e3o diz uma palavra em defesa do petr\u00f3leo 100% estatal e consequentemente n\u00e3o defendem a soberania nacional. A declara\u00e7\u00e3o se restringe aos aspectos superficiais e n\u00e3o leva o povo a ver o fundo da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, se Jo\u00e3o Louren\u00e7o \u00e9 um administrador colonial, a oposi\u00e7\u00e3o bem-comportada se candidata ao mesmo cargo. Para JLO, Angola e EEUU \u201cs\u00e3o parceiros em circunst\u00e2ncias iguais, com uma colabora\u00e7\u00e3o direta florescente a todos os n\u00edveis e em todos os dom\u00ednios\u201d[3]. Adalberto Costa Jr. em um recente v\u00eddeo declarou[4] que \u201cnos \u00faltimos tempos temos recebido uma solicita\u00e7\u00e3o bastante importante para n\u00f3s de partilhas por parte do Corpo Diplom\u00e1tico [dos EEUU]\u201d e que \u201cEEUU s\u00e3o um pa\u00eds leal!\u201d nesse sentido se mostra t\u00e3o aberto ao capital norte americano quanto JLO.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos chamar de leal um pa\u00eds que de 2008 a 2020 tentara&nbsp;pelo menos nove golpes de Estado (e foram bem-sucedidos em pelo menos oito deles) em cinco pa\u00edses da \u00c1frica Ocidental?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As lutas seguir\u00e3o na medida que a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica segue viv<\/strong>a<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, est\u00e3o colocadas tr\u00eas grandes tarefas:<\/p>\n\n\n\n<p>* Basta de 48 anos de governo do MPLA a servi\u00e7o do grande capital, dos banqueiros e contra a soberania nacional. Ditadura n\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>* Nenhuma confian\u00e7a na UNITA, pois s\u00e3o farinha do mesmo saco. Defendem o imperialismo, votam leis contra os trabalhadores e s\u00e3o parte do esc\u00e2ndalo dos 25 mil d\u00f3lares para os deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>* Nem MPLA e nem Frente Patri\u00f3tica Unida\/FPU (UNITA, BD e PRA-JA Servir Angola) por uma Assembleia Constituinte livre, democr\u00e1tica e soberana que seja o alicerce que poder\u00e1 come\u00e7ar a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;E por que uma Assembleia Constituinte?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar por que todas as leis foram feitas ao longo dos 48 anos da ditadura do MPLA. Assim que, a Constitui\u00e7\u00e3o, a maior de todas as leis respondem aos interesses dessa ditadura e do capital estrangeiro que eles representam.<\/p>\n\n\n\n<p>* A constituinte tem que ser livre, democr\u00e1tica e soberana. Livre quer dizer que tenha total liberdade partid\u00e1ria e a possibilidade de candidatos independentes dos partidos; democr\u00e1tica pois quem deve financiar a campanha eleitoral ser\u00e3o os pr\u00f3prios candidatos. Financiamento por parte de bancos e empresas estrangeira \u00e9 crime contra a soberania nacional; e deve ser soberana pois suas decis\u00f5es n\u00e3o podem ser revogadas por nenhum outro poder.<\/p>\n\n\n\n<p>* Nenhuma crian\u00e7a fora da escola. Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e gratuita para todos. Merenda e material escolar financiado com o lucro da explora\u00e7\u00e3o minera e petroleira.<\/p>\n\n\n\n<p>* Nenhum trabalhador sem casa. Nenhum campon\u00eas sem-terra.<\/p>\n\n\n\n<p>* Direito irrestrito de organiza\u00e7\u00e3o e greve para todos os trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>* Contra a opress\u00e3o \u00e0s mulheres. Machismo \u00e9 crime.<\/p>\n\n\n\n<p>* Todas as terras s\u00e3o do povo. O Estado n\u00e3o pode intervir e reprimir nas disputas entre pequenos propriet\u00e1rios e as empresas de minera\u00e7\u00e3o, petroleiras ou de loteamentos. Basta de repress\u00e3o aos pobres e defesa dos ricos;<\/p>\n\n\n\n<p>* O petr\u00f3leo, o diamante e os recursos naturais s\u00e3o nossos. Fora as transnacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>* Reativar a Sonangol controlada pelos seus trabalhadores. Fora os ladr\u00f5es e corruptos da principal empresa nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>* Suspens\u00e3o imediata do pagamento da d\u00edvida externa. Auditoria independente da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>* Na Assembleia Constituinte todos os membros eleitos poder\u00e3o ter seus mandatos revogados a qualquer momento se for a vontade dos eleitores. Nenhum parlamentar constituinte poder\u00e1 ganhar mais que um trabalhador especializado.<\/p>\n\n\n\n<p>* Por uma Assembleia Constituinte que rumo a II Independ\u00eancia. N\u00e3o queremos seguir sendo col\u00f4nia disfar\u00e7ada de pa\u00eds independente.<\/p>\n\n\n\n<p>* Por uma Assembleia Constituinte que abra caminho para um governo de trabalhadores e do povo pobre. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[1] Posicionamento dos L\u00edderes Da FPU \u2013 UNITA \u2013 BD \u2013 Pra_Ja Servir Angola sobre as Manifesta\u00e7\u00f5es de 17 de Junho &#8211; http:\/\/www.unitaangola.com\/PT\/affiartinouv4.awp?pArticle=15838<\/p>\n\n\n\n<p>[2] UNITA diz que acusa\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia angolana sobre manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o politicamente motivadas &#8211; https:\/\/www.asemana.publ.cv\/?UNITA-diz-que-acusacoes-da-policia-angolana-sobre-manifestacoes-sao&amp;ak=1<\/p>\n\n\n\n<p>[3] Presidente da Rep\u00fablica assinala, em mensagem, trig\u00e9simo anivers\u00e1rio do estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com EUA &#8211; https:\/\/angola.org\/presidente-da-republica-assinala-em-mensagem-trigesimo-aniversario-do-estabelecimento-de-relacoes-diplomaticas-com-eua\/<\/p>\n\n\n\n<p>[4] Adalberto Costa J\u00fanior e o embaixador dos Estados Unidos da Am\u00e9rica em Angola, Tulinabo Mushingi\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jylwP4TCnhY<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica mundial, a pandemia e a guerra da Ucr\u00e2nia fragilizaram ainda mais a economia semicolonial angolana. 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