{"id":76852,"date":"2023-05-29T17:30:44","date_gmt":"2023-05-29T17:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76852"},"modified":"2023-05-29T17:30:46","modified_gmt":"2023-05-29T17:30:46","slug":"argentina-213-anos-da-revolucao-de-maio-e-preciso-outra-revolucao-e-outra-independencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/05\/29\/argentina-213-anos-da-revolucao-de-maio-e-preciso-outra-revolucao-e-outra-independencia\/","title":{"rendered":"Argentina| 213 anos da Revolu\u00e7\u00e3o de Maio: \u00e9 preciso outra revolu\u00e7\u00e3o e outra independ\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Comemora-se mais um anivers\u00e1rio de 25 de maio de 1810, e nos encontramos com os pol\u00edticos patronais competindo para ver quem \u00e9 o mais vende p\u00e1tria: de Javier Milei com sua dolariza\u00e7\u00e3o, ao ministro Sergio Massa permanentemente de joelhos diante do FMI. Todos eles demonstram a vontade das classes dominantes de entregar o pa\u00eds ao capital estrangeiro -do qual sempre foram s\u00f3cios minorit\u00e1rios-, e aprofundar o saque brutal, levando-nos novamente a ser uma col\u00f4nia. Diante de tal situa\u00e7\u00e3o, os trabalhadores e o povo devem assumir o controle do pa\u00eds para mudar esse destino.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Neto-PSTU Argentina<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1810, os setores que sofreram por s\u00e9culos com a opress\u00e3o espanhola aproveitaram os conflitos europeus para se livrar do jugo colonial. Que ga\u00fachos, nativos ou mulheres tenham sido protagonistas dos quatorze anos de guerra de liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 por acaso: Juana Azurduy ou Mar\u00eda Remedios del Valle n\u00e3o foram simples exce\u00e7\u00f5es, mas a demonstra\u00e7\u00e3o de que a revolu\u00e7\u00e3o que conquistou a independ\u00eancia, assim como a que nos resta fazer n\u00e3o pode ser feito sem as mulheres, povos origin\u00e1rios e afrodescendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal sacrif\u00edcio foi feito pelos setores populares, os intelectuais e profissionais, como Moreno, Belgrano ou o pr\u00f3prio San Mart\u00edn -que viam como o atraso das institui\u00e7\u00f5es do imp\u00e9rio e da nobreza os impedia de desenvolver suas carreiras- colocaram seu bravo brilhantismo. No entanto, foram os setores mais ricos que acabaram ocupando o lugar deixado pelo poder colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Desses setores, ap\u00f3s d\u00e9cadas de guerras civis, surgiu a j\u00e1 unificada classe dominante que criou uma Argentina produtora de agricultura e receptora de bens e investimentos, subordinando o desenvolvimento do pa\u00eds \u00e0s necessidades do capital estrangeiro, primeiro ingl\u00eas e depois ianque, ao qual se ligou perpetuamente. Dessa forma, nada mais fez do que reproduzir as condi\u00e7\u00f5es que se viviam sob o dom\u00ednio espanhol, condenando nosso pa\u00eds ao atraso e os setores populares a viverem amea\u00e7ados pela fome e pela mis\u00e9ria. Mas os patr\u00f5es fazendeiros e a oligarquia agr\u00edcola n\u00e3o puderam aproveitar muito sua vit\u00f3ria, porque o desenvolvimento econ\u00f4mico fez com que seus neg\u00f3cios precisassem de trabalhadores livres para faz\u00ea-los funcionar, o que deu origem a um novo ator social: a classe oper\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os trabalhadores devem retomar a tarefa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que o capital estrangeiro ganhava for\u00e7a no pa\u00eds, as classes dominantes se tornavam seus ap\u00eandices, fiadores de seu dom\u00ednio, enquanto a classe oper\u00e1ria ganhava for\u00e7a e coes\u00e3o, derrotando repetidamente os ataques dos patr\u00f5es e do imperialismo. E embora a explora\u00e7\u00e3o e o saque permanente do capital estrangeiro s\u00f3 tenham se aprofundado, avan\u00e7ando sobre nossos direitos, a for\u00e7a pol\u00edtica e social da classe oper\u00e1ria e suas lutas faz com que atualmente os pol\u00edticos patronais n\u00e3o possam governar o pa\u00eds sem construir acordos com seus dirigentes e organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamente, se o capital nacional e estrangeiro que nos domina continua de p\u00e9, \u00e9 gra\u00e7as \u00e0 trai\u00e7\u00e3o permanente daqueles dirigentes, que fizeram do monop\u00f3lio dos seus cargos uma profiss\u00e3o, um modo de vida. Assim, fica evidente como os setores que vivem de cargos nas institui\u00e7\u00f5es (sejam sindicais, pol\u00edticos ou legislativos) se transformaram no oposto do que eram em 1810: de setor revolucion\u00e1rio a setor conservador.<\/p>\n\n\n\n<p>A classe trabalhadora tem o dever hist\u00f3rico de retomar a luta para libertar nosso pa\u00eds e nosso continente do dom\u00ednio do capital estrangeiro, acabando com o capitalismo e a ordem patronal, da qual s\u00f3 podemos esperar a subjuga\u00e7\u00e3o nacional e a mis\u00e9ria para os trabalhadores\/as e o povo. Para isso \u00e9 preciso recuperar nossas organiza\u00e7\u00f5es como ferramentas de luta, varrendo os setores alheios \u00e0 classe que ao viver de seus cargos necessitam sustentar o capitalismo colonial que nos subjuga, e impondo a democracia oper\u00e1ria para que os dirigentes sejam controlados pelas bases. &nbsp;E, sobretudo, forjando com seus melhores lutadores uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica cujo programa responda a essas tarefas hist\u00f3ricas. O PSTU se dedica \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dessa organiza\u00e7\u00e3o, e convida aqueles que querem acabar com o dom\u00ednio do capital nacional e estrangeiro sobre nosso pa\u00eds e nossa classe para se juntarem \u00e0 tarefa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comemora-se mais um anivers\u00e1rio de 25 de maio de 1810, e nos encontramos com os pol\u00edticos patronais competindo para ver quem \u00e9 o mais vende p\u00e1tria: de Javier Milei com sua dolariza\u00e7\u00e3o, ao ministro Sergio Massa permanentemente de joelhos diante do FMI. 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