{"id":76553,"date":"2023-04-15T16:31:09","date_gmt":"2023-04-15T16:31:09","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76553"},"modified":"2023-04-15T16:33:49","modified_gmt":"2023-04-15T16:33:49","slug":"dia-internacional-do-povo-cigano-um-reconhecimento-necessario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/04\/15\/dia-internacional-do-povo-cigano-um-reconhecimento-necessario\/","title":{"rendered":"Dia Internacional do Povo Cigano: um reconhecimento necess\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p><em>8 de abril \u00e9 o Dia Internacional do Povo Cigano, data em que se comemoram a aquelas e aqueles ciganas e ciganos que sempre lutaram pelo reconhecimento dos seus direitos. \u00c9 reconhecido em 8 de abril porque \u00e9 quando o Primeiro Congresso Mundial roman\u00ed\/cigano foi realizado em Londres em 1971, no qual a bandeira e o hino cigano foram fundados.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Corriente Roja<\/p>\n\n\n\n<p>Esta bandeira \u00e9 composta por duas cores; azul e verde, aludindo ao azul do c\u00e9u e ao verde do campo. Com uma roda vermelha no centro simbolizando a liberdade. O hino cigano (<em>Gelem, gelem<\/em>) recorda a estes, v\u00edtimas do nazismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O povo cigano tem origem na \u00cdndia e, apesar de ter se estabelecido na Europa h\u00e1 mais de quinhentos anos, continua a ser um povo reprimido e perseguido, tanto pelos Estados como pelos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria o povo cigano foi implacavelmente perseguido, mas h\u00e1 dois eventos hist\u00f3ricos em que verdadeiros massacres foram cometidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 La Gran Redada na Espanha. Aconteceu na noite de 30 para 31 de julho de 1749. Naquela noite, todos os ciganos foram presos, independentemente da idade. O n\u00famero de v\u00edtimas \u00e9 estimado entre dez e doze mil (dados retirados do livro <em>La Gran Redada de gitanos: <\/em><em>Espa\u00f1a, la prisi\u00f3n general de gitanos en 1749 de<\/em><em> Antonio G\u00f3<\/em>mez Alfaro, Madrid 1993). O objetivo deste ataque n\u00e3o era outro sen\u00e3o a extin\u00e7\u00e3o de todos os ciganos no Reino da Espanha. Separaram fam\u00edlias e for\u00e7aram as mulheres a casas de miseric\u00f3rdia e os homens a trabalhos for\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dos eventos foi durante o nazismo. O genoc\u00eddio do povo cigano foi chamado de <em>samudarip\u00e9n e porraym\u00f3s<\/em>. Todos n\u00f3s sabemos como o Terceiro Reich fez os judeus sofrerem, mas n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o ao massacre que ele perpetrou contra o Povo Cigano. Homens foram condenados a trabalhos for\u00e7ados nos campos de concentra\u00e7\u00e3o, enquanto mulheres e meninas foram esterilizadas tanto dentro dos campos de concentra\u00e7\u00e3o quanto em hospitais, muitas das quais morreram como resultado dessa pr\u00e1tica, com o \u00fanico objetivo de exterminar toda uma comunidade. Estima-se que o n\u00famero de v\u00edtimas foi de cerca de 100.000 pessoas, dados que certamente se multiplicar\u00e3o, devido aos poucos estudos hist\u00f3ricos que existem sobre o Povo Cigano.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado espanhol tamb\u00e9m tem um papel nesta persegui\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o contra o povo cigano. O franquismo perseguia quem n\u00e3o concordava com o regime, mas, al\u00e9m da repress\u00e3o pol\u00edtica, o povo cigano tamb\u00e9m sofria repress\u00e3o social. O regime franquista se encarregou de difundir a ideologia de que os ciganos eram portadores de doen\u00e7as infecciosas como o tifo, com o \u00fanico objetivo de faz\u00ea-los sentir-se uma categoria humana inferior \u00e0s demais. Assim, a m\u00eddia franquista e a Igreja de m\u00e3os dadas se encarregaram de apresent\u00e1-los como sujos, pregui\u00e7osos e prom\u00edscuos, em contraste com a castidade, o culto ao trabalho e a limpeza de que Franco se gabava. Inclusive a Lei estabelecia fiscalizar os integrantes dessa etnia. Ordem de 14 de maio de 1942, artigo 4 (que n\u00e3o seria revogada at\u00e9 1978):<\/p>\n\n\n\n<p><em>Artigo 4.\u00ba Os ciganos ser\u00e3o escrupulosamente vigiados, tendo muito cuidado em reconhecer todos os documentos de que disponham, comparar as suas caracter\u00edsticas particulares, observar os seus trajes, averiguar o seu modo de vida e tudo o que permita formar uma ideia exata dos seus movimentos e ocupa\u00e7\u00f5es, indagando o ponto para onde v\u00e3o em suas viagens e o objeto delas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Seria injusto representar o povo cigano apenas como sujeito passivo, v\u00edtima de diferentes governos, estados e guerras. Por isso, consideramos fundamental reivindicar seu papel durante a Guerra Civil Espanhola, ainda que tenhamos t\u00e3o pouca documenta\u00e7\u00e3o e tenha claros matizes racistas. Nas palavras de Helios G\u00f3mez, um cigano sevilhano revolucion\u00e1rio e artista que se comprometeu com a causa socialista e a revolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Em Sevilha, os ciganos de La Cava, Pag\u00e9s del Corro e Puerto Cameronero passaram dez dias lutando desesperadamente contra Queipo de Llano. Em Barcelona, \u200b\u200bos ciganos de Sans (sic), o bairro com maior significado prolet\u00e1rio, foram os primeiros a se mobilizar e [&#8230;] bloquearam o caminho na Plaza de Espa\u00f1a para as for\u00e7as do quartel de Pedralbes. Depois vi os ciganos lutarem como her\u00f3is na frente de Arag\u00e3o, em Bujaraloz e em Pina. Os ciganos chegaram com a coluna de Bayo a Mallorca e desembarcaram em Puerto Cristo, e ali, em um s\u00e9culo do Partido Socialista Unificado da Catalunha, houve ciganos que lutaram como le\u00f5es em um parapeito chamado Morte. E agora mesmo, numa coluna de Cavalaria que est\u00e1 sendo formada, os primeiros inscritos s\u00e3o ciganos. Digo-vos que desta guerra civil que dar\u00e1 origem a tantas coisas magn\u00edficas, deve sair tamb\u00e9m na Espanha a reivindica\u00e7\u00e3o dos ciganos, a sua integra\u00e7\u00e3o total na vida civil.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O povo cigano um exemplo hist\u00f3rico de resist\u00eancia em todo o planeta, mas ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer na luta contra a estigmatiza\u00e7\u00e3o e o racismo. Esta luta est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 luta contra a precariedade e a pobreza, uma vez que os mais profundamente afetados s\u00e3o sempre os grupos mais vulner\u00e1veis \u200b\u200be perseguidos, como \u00e9 o caso do povo cigano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. Devemos romper com a ideologia anticigana que se enra\u00edza na ideologia dominante e se coloca a servi\u00e7o da ideologia do Estado espanhol como pris\u00e3o dos povos e que nos divide e separa de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s de classe. \u00c9 necess\u00e1ria uma virada antirracista nas institui\u00e7\u00f5es que saia de um movimento massivo, organizado e nas ruas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos solidarizamos com a luta do povo cigano e apoiamos suas reivindica\u00e7\u00f5es antirracistas, pela mem\u00f3ria hist\u00f3rica e pela luta contra o apagamento da cultura e da l\u00edngua cigana.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dia Internacional do Povo Cigano: um reconhecimento necess\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>8 de abril \u00e9 o Dia Internacional do Povo Cigano, data em que se comemoram a aquelas e aqueles ciganas e ciganos que sempre lutaram pelo reconhecimento dos seus direitos. \u00c9 reconhecido em 8 de abril porque \u00e9 quando o Primeiro Congresso Mundial roman\u00ed\/cigano foi realizado em Londres em 1971, no qual a bandeira e o hino cigano foram fundados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta bandeira \u00e9 composta por duas cores; azul e verde, aludindo ao azul do c\u00e9u e ao verde do campo. Com uma roda vermelha no centro simbolizando a liberdade. O hino cigano (<em>Gelem, gelem<\/em>) recorda a estes, v\u00edtimas do nazismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O povo cigano tem origem na \u00cdndia e, apesar de ter se estabelecido na Europa h\u00e1 mais de quinhentos anos, continua a ser um povo reprimido e perseguido, tanto pelos Estados como pelos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria o povo cigano foi implacavelmente perseguido, mas h\u00e1 dois eventos hist\u00f3ricos em que verdadeiros massacres foram cometidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 La Gran Redada na Espanha. Aconteceu na noite de 30 para 31 de julho de 1749. Naquela noite, todos os ciganos foram presos, independentemente da idade. O n\u00famero de v\u00edtimas \u00e9 estimado entre dez e doze mil (dados retirados do livro <em>La Gran Redada de gitanos: <\/em><em>Espa\u00f1a, la prisi\u00f3n general de gitanos en 1749 de<\/em><em> Antonio G\u00f3<\/em>mez Alfaro, Madrid 1993). 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Inclusive a Lei estabelecia fiscalizar os integrantes dessa etnia. Ordem de 14 de maio de 1942, artigo 4 (que n\u00e3o seria revogada at\u00e9 1978):<\/p>\n\n\n\n<p><em>Artigo 4.\u00ba Os ciganos ser\u00e3o escrupulosamente vigiados, tendo muito cuidado em reconhecer todos os documentos de que disponham, comparar as suas caracter\u00edsticas particulares, observar os seus trajes, averiguar o seu modo de vida e tudo o que permita formar uma ideia exata dos seus movimentos e ocupa\u00e7\u00f5es, indagando o ponto para onde v\u00e3o em suas viagens e o objeto delas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Seria injusto representar o povo cigano apenas como sujeito passivo, v\u00edtima de diferentes governos, estados e guerras. Por isso, consideramos fundamental reivindicar seu papel durante a Guerra Civil Espanhola, ainda que tenhamos t\u00e3o pouca documenta\u00e7\u00e3o e tenha claros matizes racistas. Nas palavras de Helios G\u00f3mez, um cigano sevilhano revolucion\u00e1rio e artista que se comprometeu com a causa socialista e a revolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Em Sevilha, os ciganos de La Cava, Pag\u00e9s del Corro e Puerto Cameronero passaram dez dias lutando desesperadamente contra Queipo de Llano. Em Barcelona, \u200b\u200bos ciganos de Sans (sic), o bairro com maior significado prolet\u00e1rio, foram os primeiros a se mobilizar e [&#8230;] bloquearam o caminho na Plaza de Espa\u00f1a para as for\u00e7as do quartel de Pedralbes. Depois vi os ciganos lutarem como her\u00f3is na frente de Arag\u00e3o, em Bujaraloz e em Pina. Os ciganos chegaram com a coluna de Bayo a Mallorca e desembarcaram em Puerto Cristo, e ali, em um s\u00e9culo do Partido Socialista Unificado da Catalunha, houve ciganos que lutaram como le\u00f5es em um parapeito chamado Morte. E agora mesmo, numa coluna de Cavalaria que est\u00e1 sendo formada, os primeiros inscritos s\u00e3o ciganos. Digo-vos que desta guerra civil que dar\u00e1 origem a tantas coisas magn\u00edficas, deve sair tamb\u00e9m na Espanha a reivindica\u00e7\u00e3o dos ciganos, a sua integra\u00e7\u00e3o total na vida civil.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O povo cigano um exemplo hist\u00f3rico de resist\u00eancia em todo o planeta, mas ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer na luta contra a estigmatiza\u00e7\u00e3o e o racismo. Esta luta est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 luta contra a precariedade e a pobreza, uma vez que os mais profundamente afetados s\u00e3o sempre os grupos mais vulner\u00e1veis \u200b\u200be perseguidos, como \u00e9 o caso do povo cigano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. Devemos romper com a ideologia anticigana que se enra\u00edza na ideologia dominante e se coloca a servi\u00e7o da ideologia do Estado espanhol como pris\u00e3o dos povos e que nos divide e separa de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s de classe. \u00c9 necess\u00e1ria uma virada antirracista nas institui\u00e7\u00f5es que saia de um movimento massivo, organizado e nas ruas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos solidarizamos com a luta do povo cigano e apoiamos suas reivindica\u00e7\u00f5es antirracistas, pela mem\u00f3ria hist\u00f3rica e pela luta contra o apagamento da cultura e da l\u00edngua cigana.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>8 de abril \u00e9 o Dia Internacional do Povo Cigano, data em que se comemoram a aquelas e aqueles ciganas e ciganos que sempre lutaram pelo reconhecimento dos seus direitos. \u00c9 reconhecido em 8 de abril porque \u00e9 quando o Primeiro Congresso Mundial roman\u00ed\/cigano foi realizado em Londres em 1971, no qual a bandeira e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":76554,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3512,8587],"tags":[],"class_list":["post-76553","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estado-espanhol","category-xenofobia"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/8Abril-1068x601-1.png","categories_names":["Estado Espanhol","Xenofobia"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76553"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76553\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76556,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76553\/revisions\/76556"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76554"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}