{"id":76533,"date":"2023-04-12T01:20:33","date_gmt":"2023-04-12T01:20:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76533"},"modified":"2023-04-12T01:20:36","modified_gmt":"2023-04-12T01:20:36","slug":"as-raizes-profundas-da-crise-bancaria-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/04\/12\/as-raizes-profundas-da-crise-bancaria-internacional\/","title":{"rendered":"As ra\u00edzes profundas da crise banc\u00e1ria internacional"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Para tentar entender os acontecimentos recentes que atingiram o setor banc\u00e1rio global, com a fal\u00eancia de dois bancos americanos de m\u00e9dio porte (SVB e Signature Bank), o resgate emergencial de um hist\u00f3rico banco su\u00ed\u00e7o, o Credit Suisse, adquirido de seu rival Swiss Union Banque Suisse, as tens\u00f5es que atingem o Deutch Bank, o banco mais importante daquela que \u00e9 conhecida como a locomotiva econ\u00f4mica da Europa, a Alemanha (locomotiva com motor ligeiramente preso), devemos tentar analisar o estado da economia mundial e quais s\u00e3o suas perspectivas a m\u00e9dio e longo prazo. Isso porque, se nos limit\u00e1ssemos a avaliar apenas o colapso e o crescimento das bolsas de valores, o fracasso desta ou daquela empresa capitalista, correr\u00edamos o risco de cairmos presas de entusiasmos f\u00e1ceis ou de vis\u00f5es catastr\u00f3ficas do fim do mundo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alberto Madoglio<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercados financeiros globais: uma estabilidade de fachada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Evidente que os movimentos do mercado acion\u00e1rio refletem a tend\u00eancia mais geral da economia deste ou daquele pa\u00eds, tal como \u00e9 verdade que as quedas das a\u00e7\u00f5es n\u00e3o provocam apenas preju\u00edzos te\u00f3ricos (basta pensar no caso em que as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o dadas como garantia para obter empr\u00e9stimos e as quedas bruscas de valor imp\u00f5em ao devedor taxas de juro mais elevadas ou garantias adicionais a subscrever, ou o caso em que os fundos de pens\u00f5es reduzem o valor a pagar aos trabalhadores com base nas tend\u00eancias do mercado). Mas especialmente em um curto per\u00edodo, esses &#8220;altos e baixos&#8221; podem ser enganosos. Por exemplo, se olharmos hoje para o \u00edndice europeu de t\u00edtulos banc\u00e1rios, o Euro Soxx Bank, veremos como ele est\u00e1 se recuperando dos m\u00ednimos p\u00f3s-fal\u00eancia do SVB. O mesmo acontece com o \u00edndice da Bolsa de Valores de Nova York que quase atingiu o n\u00edvel de 6 de mar\u00e7o, uma semana antes dos fatos que todos conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se apenas olharmos para esses dados, poder\u00edamos concluir falsamente que todos os problemas est\u00e3o resolvidos ou a caminho de serem resolvidos, e o que vimos no \u00faltimo m\u00eas foi apenas uma das turbul\u00eancias peri\u00f3dicas no mercado de a\u00e7\u00f5es e isso n\u00e3o indica que haja problemas na economia &#8220;real&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, como lembramos h\u00e1 muito tempo, a economia mundial est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o extremamente dif\u00edcil h\u00e1 muito tempo, e os eventos envolvendo o SVB, Credit Suisse e outros fazem soar alarmes para futuros e mais s\u00e9rios problemas &#8211; esses s\u00e3o os cl\u00e1ssicos can\u00e1rios usados \u200b\u200bem minas para advertir vazamentos de g\u00e1s que poderiam causar explos\u00f5es devastadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos entrar em muitos detalhes aqui, mas conforme relatado em uma postagem no blog de Michael Roberts (1), desde 1997, a taxa de mais-valia dos membros do G20 aumentou pouco em rela\u00e7\u00e3o ao aumento da composi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do capital. Isso significa que h\u00e1 cerca de 25 anos os fatores que podem contrapor a tend\u00eancia de queda da taxa de lucro n\u00e3o atuam nesse sentido. Isso tamb\u00e9m explica a aparente irracionalidade de algumas decis\u00f5es altamente impopulares, como a decis\u00e3o do governo Macron de aumentar a idade de aposentadoria e a recusa de fazer a menor concess\u00e3o, apesar das massivas manifesta\u00e7\u00f5es de massa. \u00c9 a situa\u00e7\u00e3o objetiva em que se encontra o capitalismo em geral, e n\u00e3o tanto a insensibilidade de qualquer governante, inclusive presente no caso do primeiro-ministro franc\u00eas, como tamb\u00e9m do seu hom\u00f3logo brit\u00e2nico Sunak, que o empurra para uma atitude de absoluta intransig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma crise de uma d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar com a situa\u00e7\u00e3o na Europa. Segundo algumas estat\u00edsticas do Banco Mundial, os investimentos fixos brutos (isto \u00e9, em capital investido para repor o que se desvalorizou ao longo do tempo somado a novos investimentos, que Marx definia como a reprodu\u00e7\u00e3o ampliada do capital) no Velho Continente entre 2008, quando a crise vinculada \u00e0s hipotecas subprime estourou nos EUA, e 2021 manteve-se substancialmente est\u00e1vel (3,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares) em termos absolutos e em porcentagem do PIB no continente (14,26-14,56). Esses dados mostram que ap\u00f3s o que hoje \u00e9 conhecido como Longa Depress\u00e3o, n\u00e3o houve um ciclo de recupera\u00e7\u00e3o de investimentos suficientemente grande para garantir um crescimento robusto da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dados corroboram nossa conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a de trabalho empregada passou de 162 milh\u00f5es para 164 milh\u00f5es entre 2008 e 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento da produtividade oscilou de mais 1,2% na It\u00e1lia para mais 8,6% na Alemanha e na Fran\u00e7a, com uma m\u00e9dia continental de 7,8.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a este \u00faltimo item, o fato que melhor demonstra as dificuldades pelas quais passa o sistema capitalista mundial \u00e9 que entre 2013 e 2018, 60% das economias mundiais estavam abaixo do n\u00edvel hist\u00f3rico de crescimento da produtividade do trabalho do per\u00edodo 1981-2018. Para as economias avan\u00e7adas, o percentual sobe para 75% e de O crescimento de 2010 quase parou (2). Os dados cessam h\u00e1 cinco anos, mas tudo aponta para supor que entre a pandemia de Covid 19 e a guerra na Ucr\u00e2nia a tend\u00eancia n\u00e3o se inverteu, mas seguramente agravou-se.<\/p>\n\n\n\n<p>O que todo esse conjunto de dados nos mostra? Os capitalistas n\u00e3o investem, portanto, t\u00eam menos necessidade de prolet\u00e1rios para valorizarem o capital, e se os investimentos enfraquecem, a produtividade estagna porque, em geral, h\u00e1 menos inova\u00e7\u00f5es que permitem produzir mais no mesmo tempo. Vale explicar, de forma bem simples, o que vem acontecendo h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Se alargarmos o olhar para fora da Europa, e deixarmos por um momento de lado o que se passa nos Estados Unidos (3), notamos que outra pot\u00eancia imperialista de primeira linha, o Jap\u00e3o, se encontra numa situa\u00e7\u00e3o que parece n\u00e3o ter sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1990, o Sol Nascente atravessa uma fase de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para a qual n\u00e3o h\u00e1 fim \u00e0 vista. Entre 1998 e 2013, o pa\u00eds, apesar de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria bastante expansiva, viveu um per\u00edodo de defla\u00e7\u00e3o, ou seja, queda dos pre\u00e7os em termos absolutos. Apesar de entre 1989 e 2019 os lucros das grandes empresas triplicarem (no mesmo per\u00edodo os sal\u00e1rios diminu\u00edram 11%), sua percentagem sobre o total do capital diminuiu continuamente, confirmando mais uma vez a tend\u00eancia descendente da taxa de lucro que, segundo Marx, \u00e9 a principal lei da economia capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos mais recentes, o PIB continua sendo cerca de 3% abaixo do pico de 2021 e 20% abaixo da m\u00e9dia do G7 para o PIB per capita.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de desemprego \u00e9 particularmente baixa, cerca de 2%, mas os contratos de trabalho a tempo parcial abundam no pa\u00eds e, al\u00e9m disso, uma diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em cerca de 500 mil por ano permite, por um lado, manter a percentagem de desempregados, mas, por outro lado, se esse fen\u00f4meno n\u00e3o for revertido, o futuro da ilha parece mais sombrio do que o de muitos de seus concorrentes (4).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, agora ficou mais simples, pelo menos assim pensamos, entender os acontecimentos das \u00faltimas semanas e tentar fazer previs\u00f5es para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar contrariar a tend\u00eancia de queda dos lucros, o capitalismo ampliou o recurso da especula\u00e7\u00e3o, de qualquer tipo (5), e uma vez que surgem problemas no setor especulativo e eclodem crises, estas por sua vez t\u00eam um impacto violento sobre um setor produtivo em grandes dificuldades, que em consequ\u00eancia destas situa\u00e7\u00f5es se agrava ainda mais, e que volta a ter um impacto negativo no ramo especulativo da economia, dando vida a um verdadeiro c\u00edrculo vicioso que parece n\u00e3o ter fim.<\/p>\n\n\n\n<p>As pr\u00f3prias decis\u00f5es tomadas pelas autoridades financeiras nas \u00faltimas semanas conseguiram, em parte, evitar males maiores, mas na realidade apenas adiaram o acerto de contas ao longo do tempo, que quando aconte\u00e7a ter\u00e1 sem d\u00favida uma expans\u00e3o muito maior do que podemos imaginar.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o das autoridades norte-americanas de tamb\u00e9m garantir tamb\u00e9m os dep\u00f3sitos banc\u00e1rios superiores a $250.000 de correntistas do SVB, com a desculpa de que o banco era grande demais para que seus clientes estivessem sujeitos \u00e0s regras normais de liquida\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, evitou de imediato os piores problemas, mas, ao menos ao mesmo tempo, desencadeou uma sa\u00edda de dep\u00f3sitos de pequenos e m\u00e9dios bancos regionais para os gigantes do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, se um desses gigantes se encontrasse na situa\u00e7\u00e3o do SVB, at\u00e9 mesmo os cofres da maior pot\u00eancia econ\u00f4mica do planeta teriam dificuldade em replicar o comportamento ocorrido em rela\u00e7\u00e3o ao SVB.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, isso poderia levar os clientes dos bancos, cujos pa\u00edses n\u00e3o podem usufruir das mesmas garantias que os estadunidenses, a transferirem seu pr\u00f3prio capital para o exterior. Este poderia ser o caso da It\u00e1lia, onde, diante de mais de 700 bilh\u00f5es em dep\u00f3sitos formalmente garantidos, o fundo nacional de prote\u00e7\u00e3o tem apenas 3 bilh\u00f5es, e o governo de Roma n\u00e3o conseguiria replicar as decis\u00f5es tomadas em Washington.<\/p>\n\n\n\n<p>O salvamento do Credit Suisse protegeu parcialmente os acionistas, mas penalizando uma particular classe de obriga\u00e7\u00f5es, congelou, para eles, o mercado, acima de 200 bilh\u00f5es, e insinua a d\u00favida de que mesmo no futuro, n\u00e3o apenas na Su\u00ed\u00e7a, se possa privilegiar antes aos acionistas do que a outros credores, violando os regulamentos banc\u00e1rios internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de que o banco central do Jap\u00e3o tamb\u00e9m siga seus hom\u00f3logos dos EUA, Europa, e Gr\u00e3 Bretanha aumentando as taxas de juros, poderia empurrar aos bancos do pa\u00eds a se desfazer de obriga\u00e7\u00f5es estrangeiras que t\u00eam estado entre os maiores compradores no passado. Isso poderia gerar mais tens\u00f5es no mercado internacional de t\u00edtulos emitidos por empresas privadas (como empresas, bancos, seguradoras, etc.) (6).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00f3 uma vit\u00f3ria do proletariado pode representar esperan\u00e7a para o futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um vazamento se fecha em um ponto do casco do sistema capitalista, e imediatamente outros se abrem em lugares diferentes e maiores. Que as nuvens est\u00e3o se acumulando no futuro do planeta \u00e9 confirmado por uma institui\u00e7\u00e3o que certamente n\u00e3o pode ser suspeita de abrigar simpatias revolucion\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu relat\u00f3rio intitulado \u201cFalling Long \u2013 Term Growth Prospects: trends, expectations and policy\u201d, o Banco Mundial prev\u00ea que at\u00e9 2030 o crescimento global estar\u00e1 em seu n\u00edvel mais baixo das tr\u00eas d\u00e9cadas anteriores, com um aumento m\u00e9dio do PIB de 2,2 %. anual (a menos que apare\u00e7am acontecimentos que, como a pandemia e a guerra na Ucr\u00e2nia, possam piorar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o). Afirma que, sem corre\u00e7\u00f5es, o que estamos vivendo ser\u00e1 uma d\u00e9cada perdida.<\/p>\n\n\n\n<p>Falta no relat\u00f3rio, como n\u00e3o poderia deixar de ser, um fato que pode fazer a diferen\u00e7a: a luta de classes entre capital e trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 o que vem acontecendo h\u00e1 meses e ultimamente perturba o cora\u00e7\u00e3o do imperialismo mundial: Gr\u00e3-Bretanha, Alemanha e, acima de tudo, Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o jornal La Repubblica, propriedade da fam\u00edlia Elkann, grupo Stellantis, teve que admitir. \u201cParis, Berlim, Lisboa. A Europa redescobre a vontade de sair \u00e0 rua\u201d, \u00e9 o t\u00edtulo da p\u00e1gina 17 desta segunda-feira, 3 de abril. Fala-se da &#8220;primavera europeia&#8221; ecoando as revoltas \u00e1rabes de 2011. Admite-se que aqueles que queriam substituir a luta entre gera\u00e7\u00f5es pela luta de classes s\u00e3o desmentidos pelo que est\u00e1 acontecendo na Fran\u00e7a, onde jovens e adultos est\u00e3o lado a lado para protestar n\u00e3o s\u00f3 pelas aposentadorias\/pens\u00f5es, mas contra um sistema que n\u00e3o d\u00e1 esperan\u00e7a a jovens e menos jovens. Os protestos assumem reivindica\u00e7\u00f5es anticapitalistas e marcam o que o autor chama de fim do \u201cconfinamento do desencanto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Evidente que o jornal de uma das maiores fam\u00edlias da burguesia italiana olha com alguma simpatia para os acontecimentos do outro lado dos Alpes porque a situa\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia hoje, infelizmente, \u00e9 menos efervescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 o curso dos eventos em Londres, Paris, Berlim e, esperan\u00e7osamente, em breve em Roma, que determinar\u00e1 se os anos 20 do s\u00e9culo XXI ser\u00e3o uma d\u00e9cada perdida.<\/p>\n\n\n\n<p>De nossa parte, esperamos que assim seja para a burguesia de todos os pa\u00edses, e que o triunfo das lutas oper\u00e1rias, presentes e futuras, abra um tempo de nova esperan\u00e7a para os oprimidos e explorados do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) M. Roberts, \u201dMore on a world rate of&nbsp;profit\u201d,&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2020\/09\/20\/more-on-a-world-rate-of-profit\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2020\/09\/20\/more-on-a-world-rate-of-profit\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(2) \u201cGlobal Productivity: Trends, Drivers, and Policies\u201d, dispon\u00edvel em &nbsp;<a href=\"https:\/\/www.worldbank.org\/en\/research\/publication\/global-productivity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.worldbank.org\/en\/research\/publication\/global-productivity<\/a>-productivity<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Para aqueles que desejam refrescar a mem\u00f3ria sobre o estado da economia Stars and Stripes, sugerimos a leitura do recente artigo https:\/\/www.partitodialternativacomunista.org\/politica\/internazionale\/silicon-valley-bank-l-irrazionalita-di-un-sistema-basato-sul-profitto<\/p>\n\n\n\n<p>(4) M. Roberts, \u201cJapan: the \u2018new capitalism\u2019&nbsp;updated\u201d,&nbsp;<a href=\"https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2022\/07\/06\/japan-the-new-capitalism-updated\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2022\/07\/06\/japan-the-new-capitalism-updated\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o italiano\/espanhol: Nat\u00e1lia Estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o espanhol\/portugu\u00eas: Lena Souza<\/p>\n\n\n\n<p>As ra\u00edzes profundas da crise banc\u00e1ria internacional<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar entender os acontecimentos recentes que atingiram o setor banc\u00e1rio global, com a fal\u00eancia de dois bancos americanos de m\u00e9dio porte (SVB e Signature Bank), o resgate emergencial de um hist\u00f3rico banco su\u00ed\u00e7o, o Credit Suisse, adquirido de seu rival Swiss Union Banque Suisse, as tens\u00f5es que atingem o Deutch Bank, o banco mais importante daquela que \u00e9 conhecida como a locomotiva econ\u00f4mica da Europa, a Alemanha (locomotiva com motor ligeiramente preso), devemos tentar analisar o estado da economia mundial e quais s\u00e3o suas perspectivas a m\u00e9dio e longo prazo. Isso porque, se nos limit\u00e1ssemos a avaliar apenas o colapso e o crescimento das bolsas de valores, o fracasso desta ou daquela empresa capitalista, correr\u00edamos o risco de cairmos presas de entusiasmos f\u00e1ceis ou de vis\u00f5es catastr\u00f3ficas do fim do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alberto Madoglio<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercados financeiros globais: uma estabilidade de fachada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Evidente que os movimentos do mercado acion\u00e1rio refletem a tend\u00eancia mais geral da economia deste ou daquele pa\u00eds, tal como \u00e9 verdade que as quedas das a\u00e7\u00f5es n\u00e3o provocam apenas preju\u00edzos te\u00f3ricos (basta pensar no caso em que as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o dadas como garantia para obter empr\u00e9stimos e as quedas bruscas de valor imp\u00f5em ao devedor taxas de juro mais elevadas ou garantias adicionais a subscrever, ou o caso em que os fundos de pens\u00f5es reduzem o valor a pagar aos trabalhadores com base nas tend\u00eancias do mercado). Mas especialmente em um curto per\u00edodo, esses &#8220;altos e baixos&#8221; podem ser enganosos. Por exemplo, se olharmos hoje para o \u00edndice europeu de t\u00edtulos banc\u00e1rios, o Euro Soxx Bank, veremos como ele est\u00e1 se recuperando dos m\u00ednimos p\u00f3s-fal\u00eancia do SVB. O mesmo acontece com o \u00edndice da Bolsa de Valores de Nova York que quase atingiu o n\u00edvel de 6 de mar\u00e7o, uma semana antes dos fatos que todos conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se apenas olharmos para esses dados, poder\u00edamos concluir falsamente que todos os problemas est\u00e3o resolvidos ou a caminho de serem resolvidos, e o que vimos no \u00faltimo m\u00eas foi apenas uma das turbul\u00eancias peri\u00f3dicas no mercado de a\u00e7\u00f5es e isso n\u00e3o indica que haja problemas na economia &#8220;real&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, como lembramos h\u00e1 muito tempo, a economia mundial est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o extremamente dif\u00edcil h\u00e1 muito tempo, e os eventos envolvendo o SVB, Credit Suisse e outros fazem soar alarmes para futuros e mais s\u00e9rios problemas &#8211; esses s\u00e3o os cl\u00e1ssicos can\u00e1rios usados \u200b\u200bem minas para advertir vazamentos de g\u00e1s que poderiam causar explos\u00f5es devastadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos entrar em muitos detalhes aqui, mas conforme relatado em uma postagem no blog de Michael Roberts (1), desde 1997, a taxa de mais-valia dos membros do G20 aumentou pouco em rela\u00e7\u00e3o ao aumento da composi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do capital. Isso significa que h\u00e1 cerca de 25 anos os fatores que podem contrapor a tend\u00eancia de queda da taxa de lucro n\u00e3o atuam nesse sentido. Isso tamb\u00e9m explica a aparente irracionalidade de algumas decis\u00f5es altamente impopulares, como a decis\u00e3o do governo Macron de aumentar a idade de aposentadoria e a recusa de fazer a menor concess\u00e3o, apesar das massivas manifesta\u00e7\u00f5es de massa. \u00c9 a situa\u00e7\u00e3o objetiva em que se encontra o capitalismo em geral, e n\u00e3o tanto a insensibilidade de qualquer governante, inclusive presente no caso do primeiro-ministro franc\u00eas, como tamb\u00e9m do seu hom\u00f3logo brit\u00e2nico Sunak, que o empurra para uma atitude de absoluta intransig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma crise de uma d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar com a situa\u00e7\u00e3o na Europa. Segundo algumas estat\u00edsticas do Banco Mundial, os investimentos fixos brutos (isto \u00e9, em capital investido para repor o que se desvalorizou ao longo do tempo somado a novos investimentos, que Marx definia como a reprodu\u00e7\u00e3o ampliada do capital) no Velho Continente entre 2008, quando a crise vinculada \u00e0s hipotecas subprime estourou nos EUA, e 2021 manteve-se substancialmente est\u00e1vel (3,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares) em termos absolutos e em porcentagem do PIB no continente (14,26-14,56). Esses dados mostram que ap\u00f3s o que hoje \u00e9 conhecido como Longa Depress\u00e3o, n\u00e3o houve um ciclo de recupera\u00e7\u00e3o de investimentos suficientemente grande para garantir um crescimento robusto da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dados corroboram nossa conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a de trabalho empregada passou de 162 milh\u00f5es para 164 milh\u00f5es entre 2008 e 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento da produtividade oscilou de mais 1,2% na It\u00e1lia para mais 8,6% na Alemanha e na Fran\u00e7a, com uma m\u00e9dia continental de 7,8.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a este \u00faltimo item, o fato que melhor demonstra as dificuldades pelas quais passa o sistema capitalista mundial \u00e9 que entre 2013 e 2018, 60% das economias mundiais estavam abaixo do n\u00edvel hist\u00f3rico de crescimento da produtividade do trabalho do per\u00edodo 1981-2018. Para as economias avan\u00e7adas, o percentual sobe para 75% e de O crescimento de 2010 quase parou (2). Os dados cessam h\u00e1 cinco anos, mas tudo aponta para supor que entre a pandemia de Covid 19 e a guerra na Ucr\u00e2nia a tend\u00eancia n\u00e3o se inverteu, mas seguramente agravou-se.<\/p>\n\n\n\n<p>O que todo esse conjunto de dados nos mostra? Os capitalistas n\u00e3o investem, portanto, t\u00eam menos necessidade de prolet\u00e1rios para valorizarem o capital, e se os investimentos enfraquecem, a produtividade estagna porque, em geral, h\u00e1 menos inova\u00e7\u00f5es que permitem produzir mais no mesmo tempo. Vale explicar, de forma bem simples, o que vem acontecendo h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Se alargarmos o olhar para fora da Europa, e deixarmos por um momento de lado o que se passa nos Estados Unidos (3), notamos que outra pot\u00eancia imperialista de primeira linha, o Jap\u00e3o, se encontra numa situa\u00e7\u00e3o que parece n\u00e3o ter sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1990, o Sol Nascente atravessa uma fase de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para a qual n\u00e3o h\u00e1 fim \u00e0 vista. Entre 1998 e 2013, o pa\u00eds, apesar de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria bastante expansiva, viveu um per\u00edodo de defla\u00e7\u00e3o, ou seja, queda dos pre\u00e7os em termos absolutos. Apesar de entre 1989 e 2019 os lucros das grandes empresas triplicarem (no mesmo per\u00edodo os sal\u00e1rios diminu\u00edram 11%), sua percentagem sobre o total do capital diminuiu continuamente, confirmando mais uma vez a tend\u00eancia descendente da taxa de lucro que, segundo Marx, \u00e9 a principal lei da economia capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos mais recentes, o PIB continua sendo cerca de 3% abaixo do pico de 2021 e 20% abaixo da m\u00e9dia do G7 para o PIB per capita.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de desemprego \u00e9 particularmente baixa, cerca de 2%, mas os contratos de trabalho a tempo parcial abundam no pa\u00eds e, al\u00e9m disso, uma diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em cerca de 500 mil por ano permite, por um lado, manter a percentagem de desempregados, mas, por outro lado, se esse fen\u00f4meno n\u00e3o for revertido, o futuro da ilha parece mais sombrio do que o de muitos de seus concorrentes (4).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, agora ficou mais simples, pelo menos assim pensamos, entender os acontecimentos das \u00faltimas semanas e tentar fazer previs\u00f5es para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar contrariar a tend\u00eancia de queda dos lucros, o capitalismo ampliou o recurso da especula\u00e7\u00e3o, de qualquer tipo (5), e uma vez que surgem problemas no setor especulativo e eclodem crises, estas por sua vez t\u00eam um impacto violento sobre um setor produtivo em grandes dificuldades, que em consequ\u00eancia destas situa\u00e7\u00f5es se agrava ainda mais, e que volta a ter um impacto negativo no ramo especulativo da economia, dando vida a um verdadeiro c\u00edrculo vicioso que parece n\u00e3o ter fim.<\/p>\n\n\n\n<p>As pr\u00f3prias decis\u00f5es tomadas pelas autoridades financeiras nas \u00faltimas semanas conseguiram, em parte, evitar males maiores, mas na realidade apenas adiaram o acerto de contas ao longo do tempo, que quando aconte\u00e7a ter\u00e1 sem d\u00favida uma expans\u00e3o muito maior do que podemos imaginar.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o das autoridades norte-americanas de tamb\u00e9m garantir tamb\u00e9m os dep\u00f3sitos banc\u00e1rios superiores a $250.000 de correntistas do SVB, com a desculpa de que o banco era grande demais para que seus clientes estivessem sujeitos \u00e0s regras normais de liquida\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, evitou de imediato os piores problemas, mas, ao menos ao mesmo tempo, desencadeou uma sa\u00edda de dep\u00f3sitos de pequenos e m\u00e9dios bancos regionais para os gigantes do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, se um desses gigantes se encontrasse na situa\u00e7\u00e3o do SVB, at\u00e9 mesmo os cofres da maior pot\u00eancia econ\u00f4mica do planeta teriam dificuldade em replicar o comportamento ocorrido em rela\u00e7\u00e3o ao SVB.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, isso poderia levar os clientes dos bancos, cujos pa\u00edses n\u00e3o podem usufruir das mesmas garantias que os estadunidenses, a transferirem seu pr\u00f3prio capital para o exterior. Este poderia ser o caso da It\u00e1lia, onde, diante de mais de 700 bilh\u00f5es em dep\u00f3sitos formalmente garantidos, o fundo nacional de prote\u00e7\u00e3o tem apenas 3 bilh\u00f5es, e o governo de Roma n\u00e3o conseguiria replicar as decis\u00f5es tomadas em Washington.<\/p>\n\n\n\n<p>O salvamento do Credit Suisse protegeu parcialmente os acionistas, mas penalizando uma particular classe de obriga\u00e7\u00f5es, congelou, para eles, o mercado, acima de 200 bilh\u00f5es, e insinua a d\u00favida de que mesmo no futuro, n\u00e3o apenas na Su\u00ed\u00e7a, se possa privilegiar antes aos acionistas do que a outros credores, violando os regulamentos banc\u00e1rios internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de que o banco central do Jap\u00e3o tamb\u00e9m siga seus hom\u00f3logos dos EUA, Europa, e Reino Unido aumentando as taxas de juros, poderia empurrar aos bancos do pa\u00eds a se desfazer de obriga\u00e7\u00f5es estrangeiras que t\u00eam estado entre os maiores compradores no passado. Isso poderia gerar mais tens\u00f5es no mercado internacional de t\u00edtulos emitidos por empresas privadas (como empresas, bancos, seguradoras, etc.) (6).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00f3 uma vit\u00f3ria do proletariado pode representar esperan\u00e7a para o futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um vazamento se fecha em um ponto do casco do sistema capitalista, e imediatamente outros se abrem em lugares diferentes e maiores. Que as nuvens est\u00e3o se acumulando no futuro do planeta \u00e9 confirmado por uma institui\u00e7\u00e3o que certamente n\u00e3o pode ser suspeita de abrigar simpatias revolucion\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu relat\u00f3rio intitulado \u201cFalling Long \u2013 Term Growth Prospects: trends, expectations and policy\u201d, o Banco Mundial prev\u00ea que at\u00e9 2030 o crescimento global estar\u00e1 em seu n\u00edvel mais baixo das tr\u00eas d\u00e9cadas anteriores, com um aumento m\u00e9dio do PIB de 2,2 %. anual (a menos que apare\u00e7am acontecimentos que, como a pandemia e a guerra na Ucr\u00e2nia, possam piorar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o). Afirma que, sem corre\u00e7\u00f5es, o que estamos vivendo ser\u00e1 uma d\u00e9cada perdida.<\/p>\n\n\n\n<p>Falta no relat\u00f3rio, como n\u00e3o poderia deixar de ser, um fato que pode fazer a diferen\u00e7a: a luta de classes entre capital e trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 o que vem acontecendo h\u00e1 meses e ultimamente perturba o cora\u00e7\u00e3o do imperialismo mundial: Gr\u00e3-Bretanha, Alemanha e, acima de tudo, Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o jornal La Repubblica, propriedade da fam\u00edlia Elkann, grupo Stellantis, teve que admitir. \u201cParis, Berlim, Lisboa. A Europa redescobre a vontade de sair \u00e0 rua\u201d, \u00e9 o t\u00edtulo da p\u00e1gina 17 desta segunda-feira, 3 de abril. Fala-se da &#8220;primavera europeia&#8221; ecoando as revoltas \u00e1rabes de 2011. Admite-se que aqueles que queriam substituir a luta entre gera\u00e7\u00f5es pela luta de classes s\u00e3o desmentidos pelo que est\u00e1 acontecendo na Fran\u00e7a, onde jovens e adultos est\u00e3o lado a lado para protestar n\u00e3o s\u00f3 pelas aposentadorias\/pens\u00f5es, mas contra um sistema que n\u00e3o d\u00e1 esperan\u00e7a a jovens e menos jovens. Os protestos assumem reivindica\u00e7\u00f5es anticapitalistas e marcam o que o autor chama de fim do \u201cconfinamento do desencanto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Evidente que o jornal de uma das maiores fam\u00edlias da burguesia italiana olha com alguma simpatia para os acontecimentos do outro lado dos Alpes porque a situa\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia hoje, infelizmente, \u00e9 menos efervescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 o curso dos eventos em Londres, Paris, Berlim e, esperan\u00e7osamente, em breve em Roma, que determinar\u00e1 se os anos 20 do s\u00e9culo XXI ser\u00e3o uma d\u00e9cada perdida.<\/p>\n\n\n\n<p>De nossa parte, esperamos que assim seja para a burguesia de todos os pa\u00edses, e que o triunfo das lutas oper\u00e1rias, presentes e futuras, abra um tempo de nova esperan\u00e7a para os oprimidos e explorados do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) M. Roberts, \u201dMore on a world rate of&nbsp;profit\u201d,&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2020\/09\/20\/more-on-a-world-rate-of-profit\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2020\/09\/20\/more-on-a-world-rate-of-profit\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(2) \u201cGlobal Productivity: Trends, Drivers, and Policies\u201d, dispon\u00edvel em &nbsp;<a href=\"https:\/\/www.worldbank.org\/en\/research\/publication\/global-productivity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.worldbank.org\/en\/research\/publication\/global-productivity<\/a>-productivity<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Para aqueles que desejam refrescar a mem\u00f3ria sobre o estado da economia Stars and Stripes, sugerimos a leitura do recente artigo https:\/\/www.partitodialternativacomunista.org\/politica\/internazionale\/silicon-valley-bank-l-irrazionalita-di-un-sistema-basato-sul-profitto<\/p>\n\n\n\n<p>(4) M. Roberts, \u201cJapan: the \u2018new capitalism\u2019&nbsp;updated\u201d,&nbsp;<a href=\"https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2022\/07\/06\/japan-the-new-capitalism-updated\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/thenextrecession.wordpress.com\/2022\/07\/06\/japan-the-new-capitalism-updated\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o italiano\/espanhol: Nat\u00e1lia Estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o espanhol\/portugu\u00eas: Lena Souza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para tentar entender os acontecimentos recentes que atingiram o setor banc\u00e1rio global, com a fal\u00eancia de dois bancos americanos de m\u00e9dio porte (SVB e Signature Bank), o resgate emergencial de um hist\u00f3rico banco su\u00ed\u00e7o, o Credit Suisse, adquirido de seu rival Swiss Union Banque Suisse, as tens\u00f5es que atingem o Deutch Bank, o banco mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":76534,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[32,218],"tags":[614,8582,5086,8581],"class_list":["post-76533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","category-italia","tag-alberto-madoglio","tag-credit-suisse","tag-crise-economica","tag-economia"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/proxima-crisis-economica-mundo-2023-analistas-1.jpg","categories_names":["Economia","It\u00e1lia"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76533"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76533\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76535,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76533\/revisions\/76535"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}