{"id":76523,"date":"2023-04-11T14:19:36","date_gmt":"2023-04-11T14:19:36","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76523"},"modified":"2023-04-11T14:19:38","modified_gmt":"2023-04-11T14:19:38","slug":"xi-jinping-no-centro-das-negociacoes-da-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/04\/11\/xi-jinping-no-centro-das-negociacoes-da-guerra\/","title":{"rendered":"Xi Jinping no centro das negocia\u00e7\u00f5es da guerra\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>As negocia\u00e7\u00f5es secretas realizadas no encontro de Xi Jinping com Putin em Moscou, colocou o \u201cplano de paz\u201d chin\u00eas no centro das aten\u00e7\u00f5es da guerra de agress\u00e3o nacional russa contra Ucr\u00e2nia em um momento de fortalecimento da pol\u00edtica exterior chinesa, pelo apadrinhamento do acordo que reata as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre Arabia Saudita e Ir\u00e3. Agora Xi est\u00e1 no centro das negocia\u00e7\u00f5es da guerra Russa, mas n\u00e3o tem outro objetivo que preservar o regime de Putin e seus interesses na \u00c1sia, tal qual os EUA e a UE. A ambos pouco importam a soberania ucraniana.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Ricardo Ayala<\/p>\n\n\n\n<p>Um verdadeiro desfile de primeiros ministros e chefes de Estado ocorre em Pequim continuando as negocia\u00e7\u00f5es, obviamente secretas, ap\u00f3s o encontro de Xi com Putin. Depois da robusta delega\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios alem\u00e3es que acompanhou Olaf Scholz, o primeiro ministro do Estado Espanhol Pedro S\u00e1nchez, fez sua visitinha. Agora ser\u00e1 a vez da presidenta da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, acompanhada pelo carrasco das aposentadorias dos franceses, Emmanuel Macron que ser\u00e3o sucedidos pelo presidente brasileiro Lula.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos acordos comerciais e investimentos anunciados, as reuni\u00f5es mantiveram o padr\u00e3o da diplomacia secreta que circundou o encontro Xi-Putin no Kremlin. Mas, o prato principal foi como acabar com a guerra, preservando os interesses estrat\u00e9gicos das pot\u00eancias envolvidas no conflito, ao mesmo tempo em que todos est\u00e3o de acordo em impedir uma vit\u00f3ria da resist\u00eancia ucraniana. O decreto de Zelensky que desarma a popula\u00e7\u00e3o ucraniana, \u00e9 uma das express\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A imprensa burguesa, os governos e os sindicatos amarelos com suas campanhas pela \u201cpaz\u201d colocam a discuss\u00e3o sobre o fim do conflito nos seguintes termos: quem defende a soberania ucraniana? De nossa parte, insistimos que a nenhuma das pot\u00eancias envolvidas no conflito, os europeus ou Biden e Xi, lhes interessam a soberania ucraniana, muito menos ante a possibilidade de que esta seja conquistada por uma vit\u00f3ria militar das massas que heroicamente resistem, apesar de Zelensky.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pressa dos governos europeus e de Biden <\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Passados mais de um ano de guerra, agora com a crise no sistema banc\u00e1rio norte-americano e europeu, nunca foi t\u00e3o correto dizer que \u201ctempo \u00e9 dinheiro\u201d e, portanto, \u00e9 a principal quest\u00e3o que deve preocupar as pot\u00eancias de ambos os lados do Atl\u00e2ntico. Acrescenta-se a isso que os governos europeus est\u00e3o acossados por greves e a rebeli\u00e3o das massas francesas contra a reforma da previd\u00eancia de Macron, e os monop\u00f3lios petroleiros continuam subindo artificialmente o pre\u00e7o da energia, mantendo a press\u00e3o inflacion\u00e1ria na Europa. Nos Estados Unidos. a declara\u00e7\u00e3o da nova estrela republicana, De Santis, de que \u201cos EUA n\u00e3o t\u00eam interesse estrat\u00e9gico na Ucr\u00e2nia\u201d joga lenha na fogueira da disputa interna com o Partido Democrata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s utilizar a invas\u00e3o russa \u00e0 Ucr\u00e2nia para avan\u00e7ar em seus objetivos, conseguindo vit\u00f3rias parciais importantes, urge para Biden uma \u201cpax americana\u201d, antes que as contradi\u00e7\u00f5es geradas por tais louros produzam o efeito inverso: entre estas vit\u00f3rias politicas parciais est\u00e1 a explos\u00e3o do pacto germano-russo energ\u00e9tico cujo \u00f3leo\/g\u00e1s azeitava a m\u00e1quina exportadora alem\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, n\u00e3o apenas a incorpora\u00e7\u00e3o da Finl\u00e2ndia \u00e0 OTAN, \u00e9 o recibo do fracasso estrat\u00e9gico de Putin ao reativar o papel norte-americano de gendarme europeu, tamb\u00e9m demonstra a falsidade de seu argumento para ocupar Ucr\u00e2nia. A nova OTAN, poder\u00e1 agir fora do espa\u00e7o europeu, algo que buscou Bush, o pai, na primeira ocupa\u00e7\u00e3o do Iraque em 1990 e tamb\u00e9m o filho em 2003, sem resultado. Em sua nova vers\u00e3o, a OTAN tem como observadores os pa\u00edses \u201caliados\u201d do pac\u00edfico, quer dizer, Biden utiliza a guerra na Europa para fortalecer sua estrat\u00e9gia no pac\u00edfico. E diferente dos europeus, o tempo relativo de Biden \u00e9 mais el\u00e1stico, seu objetivo principal de conter a China, necessita de uma vit\u00f3ria no front ucraniano para fortalecer a rela\u00e7\u00e3o com os aliados asi\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, as contradi\u00e7\u00f5es embutidas podem gerar o efeito contr\u00e1rio, a rea\u00e7\u00e3o alem\u00e3-francesa com o rearmamento europeu concretizado no aumento do or\u00e7amento militar franc\u00eas, o qual \u00e9 explorado por Xi que, segundo a ag\u00eancia de not\u00edcias Reuters, aplaudiu o desejo franc\u00eas e europeu de \u201cautonomia estrat\u00e9gica\u201d porque isso evita \u201csubmeter-se \u00e0 vontade dos outros\u201d (alus\u00e3o impl\u00edcita ao aliado americano)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s ultrapassar o momento mais cr\u00edtico da crise energ\u00e9tica, o inverno, n\u00e3o sem contradi\u00e7\u00f5es, as greves que se multiplicam devido ao aumento da infla\u00e7\u00e3o, e o aumento da depend\u00eancia dos oligop\u00f3lios petroleiros norte-americanos, Macron y Von der Leyen se dirigem a Pequim, para \u201ctrazer a R\u00fassia de volta \u00e0 raz\u00e3o e todos \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es\u201d, como disse Macron em seu discurso na quinta-feira passada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A guerra de agress\u00e3o russa e a corrida pelas alian\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A guerra de Putin para manter-se no centro de Eur\u00e1sia, e a pol\u00edtica de Biden e dos europeus para isol\u00e1-lo ficou absorvida, n\u00e3o somente pelo incremento das rela\u00e7\u00f5es comerciais com a China \u2013 cujas exporta\u00e7\u00f5es a R\u00fassia saltam de cerca de US$45 bilh\u00f5es em 2019, para quase US$80 bilh\u00f5es em 2022 \u2013 e \u00cdndia, mas fundamentalmente porque os pa\u00edses semicoloniais n\u00e3o engoliram o \u201caltru\u00edsmo\u201d norte-americano, tampouco dos ex-imp\u00e9rios coloniais europeus, de que estariam lutando pela em defesa da \u201csoberania e dos direitos humanos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a conclus\u00e3o do insuspeito <em>The Economist, <\/em>em sua edi\u00e7\u00e3o de 25\/03 ao referir-se \u00e0 invas\u00e3o do Iraque em 2003. O seman\u00e1rio explica que o problema n\u00e3o foi a ruptura das regras internacionais, mas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O problema foi como isso foi feito \u2014 a maneira como os EUA e o Reino Unido ignoraram a lei internacional \u2014 e a viol\u00eancia que tomou conta do Iraque depois que o governo Bush fracassou em preencher o v\u00e1cuo de poder criado pela mudan\u00e7a de regime. Os \u00faltimos 20 anos desde a invas\u00e3o, somados \u00e0 ditadura de Saddam, totalizam quase meio s\u00e9culo de tortura para o povo iraquiano, centenas de milhares de pessoas foram mortas\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, as leis internacionais n\u00e3o tocam nos interesses das pot\u00eancias. Se em 90 diziam atuar para defender o Kuwait, em 2003 ap\u00f3s bombardear o mundo com a propaganda das \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o massiva\u201d, n\u00e3o encontradas, e destruir todo um pa\u00eds, os restos do regime de Saddam e a decomposi\u00e7\u00e3o social, originou nada menos que o Estado Isl\u00e2mico, n\u00e3o se pode dizer menos do que a barb\u00e1rie\u2026 a mesma que a R\u00fassia est\u00e1 impondo \u00e0 Ucr\u00e2nia. E conclui o seman\u00e1rio definindo o eixo da propaganda imperialista:<\/p>\n\n\n\n<p>Para muitos, a invas\u00e3o do Iraque em 2003 exp\u00f4s o duplo padr\u00e3o do Ocidente em rela\u00e7\u00e3o ao direito internacional e aos direitos humanos, um ponto que a m\u00eddia estatal da China est\u00e1 ocupada em insistir\u2026 O objetivo de longo prazo \u00e9 refutar a acusa\u00e7\u00e3o de que as regras globais servem apenas aos interesses ocidentais e expor o ponto de vista pobre do mundo que a China e a R\u00fassia est\u00e3o promovendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que este \u201cponto de vista pobre\u201d pode significar para as classes dominantes dos pa\u00edses semicoloniais, neg\u00f3cios, onde a regi\u00e3o asi\u00e1tica est\u00e1 na mira chinesa com a Iniciativa do Cintur\u00e3o e Rota (Belt and Road Inciative \u2013 BRI e enquanto isso Zelensky, para al\u00e9m dos misseis de Putin, est\u00e1 \u00e0s voltas com uma dura investida do FMI. Como afirmamos anteriormente, a submiss\u00e3o ucraniana, seja ao capital financeiro ocidental ou as armas russas, implicar\u00e1 mais sofrimento para o seu povo. A \u00fanica for\u00e7a motriz que pode e que tem interesse em lutar pela soberania da Ucr\u00e2nia s\u00e3o os seus trabalhadores, e por isso Zelensky busca desarm\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>China: navegando entre duas \u00e1guas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A intensidade das negocia\u00e7\u00f5es secretas destes dias, n\u00e3o tem como distanciar-se muito da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as sobre o terreno militar, diante do recuo das tropas russas, e a anunciada ofensiva de primavera de Putin, todos os caminhos das potencias europeias levam a Pequim. Como afirma Reuters \u201csegundo fontes diplom\u00e1ticas, Macron pediu expressamente a Xi que China n\u00e3o forne\u00e7a armas \u00e0 R\u00fassia. A resposta do presidente chin\u00eas de que a guerra da Ucr\u00e2nia n\u00e3o era \u201csua guerra\u201d talvez indique a resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Xi, tenta deter a escalada de Putin, mas ao mesmo tempo tem que lutar para preservar o governo Putin, uma pot\u00eancia nuclear e um aliado para o controle de \u00c1sia e na resist\u00eancia as investidas dos EUA. N\u00e3o por uma fidelidade canina, mas porque uma poss\u00edvel queda do regime russo, e a incerteza de quem o substituiria, questiona os objetivos chineses, no m\u00ednimo na \u00c1sia. O aumento da depend\u00eancia econ\u00f4mica russa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, principal comprador do petr\u00f3leo e g\u00e1s russo, antes destinada a Alemanha, inclina a balan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o a favor de Xi. A for\u00e7a pol\u00edtica desta depend\u00eancia ser\u00e1 testada nestes dias, sob a f\u00f3rmula da sa\u00edda pol\u00edtica defendida por Xi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo em que os neg\u00f3cios chineses com a Europa, o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es &#8211; um fluxo comercial que alcan\u00e7a quase 700 bilh\u00f5es de euros \u2013 e as consequ\u00eancias econ\u00f4micas da guerra no continente, obriga Xi a mover-se com cautela com os governos europeus, pois tamb\u00e9m n\u00e3o lhe interessa uma recess\u00e3o na Europa, montada em um trip\u00e9 de crise banc\u00e1ria e greves&#8230;e guerra.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o do regime de Putin \u00e9 vital para a expans\u00e3o chinesa, que de eixo econ\u00f4mico asi\u00e1tico vai se convertendo no eixo pol\u00edtico da Eur\u00e1sia. Depois do acordo Teer\u00e3-Riad, que abre as portas para a volta do Ir\u00e3 ao mercado mundial de petr\u00f3leo, rompendo as san\u00e7\u00f5es norte-americanas, ato seguido \u201co gabinete saudita em uma sess\u00e3o presidida pelo rei Salman bin Abdulaziz, aprova a entrada do pa\u00eds na condi\u00e7\u00e3o de observador na Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai (OCX), alian\u00e7a militar liderada pela China, al\u00e9m da R\u00fassia, \u00cdndia, Paquist\u00e3o, Ir\u00e3 e mais quatro Estados da \u00c1sia Central. Em outras palavras: o controle do petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a f\u00f3rmula de Xi baseada em uma solu\u00e7\u00e3o \u201cpol\u00edtica\u201d passa por reconhecer que tamb\u00e9m a soberania russa foi violada pela expans\u00e3o da OTAN no espa\u00e7o historicamente conquistado pelo Czarismo. Conclui que a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica passa pelo \u201crespeito \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a de todos os pa\u00edses na solu\u00e7\u00e3o da crise\u201d. Isto \u00e9: o reconhecimento expl\u00edcito de que cabe a Putin a forma e o controle dos Estados do antigo imp\u00e9rio dos czares.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a esta altura da guerra, com o retrocesso das tropas russas, nenhum governo europeu pode apoiar explicitamente a reparti\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia, e ainda por cima tendo Xi como pacificador. Mas os Estados europeus est\u00e3o dispostos a usar as rela\u00e7\u00f5es comerciais como principal arma para que Xi utilize a depend\u00eancia russa e force um \u201cacordo\u201d. Mas em qualquer caso, Von der Leyen, a presidenta da Comiss\u00e3o Europeia, viaja para a China com um mandato alem\u00e3o, se demarcando da pol\u00edtica de Biden:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAcredito que n\u00e3o seja vi\u00e1vel, nem mesmo no interesse da Europa, dissociar-se da China. Nossas rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o preto no branco, e nossa resposta tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser&#8230; \u00e9 por isso que precisamos nos concentrar em reduzir o risco, n\u00e3o nos desvincular.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es secretas realizadas em Moscou e Pequim coloca para Xi a dif\u00edcil tarefa de encontrar um ponto na fronteira para um poss\u00edvel acordo, que preserve a localiza\u00e7\u00e3o de Putin na Eur\u00e1sia, ante o avan\u00e7o, de um lado das pot\u00eancias ocidentais, e da China do lado oposto. Talvez, somente ap\u00f3s o resultado da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as militares sobre o terreno com o fim do inverno, se defina as condi\u00e7\u00f5es para uma poss\u00edvel negocia\u00e7\u00e3o. Porque o que est\u00e1 em jogo \u00e9 na verdade a partilha da \u00c1sia. Para seguir avan\u00e7ando \u00e9 imprescind\u00edvel para Xi contar com a R\u00fassia para manter o equil\u00edbrio pol\u00edtico regional, ao mesmo tempo em que a debilidade do capital financeiro russo ao impedir qualquer papel solit\u00e1rio russo, necessita da China para manter sua \u00e1rea de influ\u00eancia regional, ainda que seja pela for\u00e7a das armas.<\/p>\n\n\n\n<p>A amea\u00e7a de utilizar armas nucleares, a partir do territ\u00f3rio da Belarus, em resposta a entrada da Finl\u00e2ndia na OTAN, somente alguns dias depois da visita de Xi, escala um degrau a mais no enfrentamento. Mas, a quest\u00e3o atual se mant\u00e9m no papel da resist\u00eancia ucraniana, que se colocou no centro da partilha asi\u00e1tica, ao condicionar, seja os limites, ou at\u00e9 mesmo a continuidade do regime de Putin. Estamos presenciando uma fren\u00e9tica tentativa de acordo antes do in\u00edcio da primavera, a qual transferir\u00e1 o centro das aten\u00e7\u00f5es ao terreno militar ditando os termos, a din\u00e2mica e a rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre os Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pouco tempo saberemos em que n\u00edvel Xi se comprometeu com a ofensiva da primavera russa, qual seja, os acordos secretos que t\u00eam continuidade com a visita de Macron-Von der Leyen. Mas antes de qualquer coisa, reafirmamos que ambos os bandos necessitam derrotar e enfraquecer a resist\u00eancia para garantir seus interesses, porque as guerras n\u00e3o eliminam a luta entre as classes, ao contr\u00e1rio as recrudescem. Neste momento, cercar a resist\u00eancia de todo apoio continua sendo a principal tarefa do proletariado mundial, em particular o europeu.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As negocia\u00e7\u00f5es secretas realizadas no encontro de Xi Jinping com Putin em Moscou, colocou o \u201cplano de paz\u201d chin\u00eas no centro das aten\u00e7\u00f5es da guerra de agress\u00e3o nacional russa contra Ucr\u00e2nia em um momento de fortalecimento da pol\u00edtica exterior chinesa, pelo apadrinhamento do acordo que reata as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre Arabia Saudita e Ir\u00e3. 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