{"id":76504,"date":"2023-04-09T16:42:57","date_gmt":"2023-04-09T16:42:57","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76504"},"modified":"2023-04-09T16:42:59","modified_gmt":"2023-04-09T16:42:59","slug":"brasil-o-stalinismo-e-os-sindicatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/04\/09\/brasil-o-stalinismo-e-os-sindicatos\/","title":{"rendered":"Brasil| O stalinismo e os sindicatos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>No \u00faltimo dia 23 de mar\u00e7o, os metrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo protagonizaram uma heroica greve . Alguns dias depois, o influencer Ian Neves, ligado \u00e0 Unidade Popular (UP), deu uma entrevista num podcast na qual discorreu sobre a atua\u00e7\u00e3o dos \u201ccomunistas\u201d no movimento. Primeiro, explicou que os sindicatos \u201cpelegos\u201d s\u00e3o \u201capaziguadores\u201d e agem segundo os interesses dos patr\u00f5es, e depois os contrap\u00f4s aos sindicatos \u201cclassistas\u201d. Diz ele: \u201cSindicatos classistas dizem \u2018n\u00e3o tem que ter nada melhor que o patr\u00e3o, o patr\u00e3o n\u00e3o deveria nem existir. Essa \u00e9 a luta dos movimentos sindicais, tanto da UP quanto do PCB, que t\u00eam muita inger\u00eancia no Sindicato dos Metrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, e tamb\u00e9m de BH.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Diego Cruz<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez voc\u00ea n\u00e3o saiba quem \u00e9 Ian Neves, mas ele \u00e9 um influencer com certa incid\u00eancia sobre um p\u00fablico de esquerda na Internet. Essa fala provocou pol\u00eamica, porque a UP n\u00e3o tem \u201cinger\u00eancia\u201d sobre o Sindicato dos Metrovi\u00e1rios, e o PCB praticamente inexiste na categoria. Mas esse caso \u00e9 interessante para discutir o seguinte: qual papel os stalinistas cumpriram e cumprem no movimento?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Stalinismo e concilia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do stalinismo no movimento nada tem a ver com independ\u00eancia de classe. E isso n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de ordem moral, mas o desdobramento de uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica que orientou essa corrente por d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde pelo menos a formula\u00e7\u00e3o da teoria do socialismo num s\u00f3 pa\u00eds, ainda em 1924, o stalinismo abandona a perspectiva do antagonismo entre as classes, tanto no \u00e2mbito interno quanto no plano internacional. Mas foi em 1935, no 7\u00ba Congresso da Internacional Comunista, que a concilia\u00e7\u00e3o se tornou oficialmente uma orienta\u00e7\u00e3o absoluta para o stalinismo em todos os pa\u00edses. A pol\u00edtica de \u201cfrentes populares\u201d, uma varia\u00e7\u00e3o da teoria dos campos progressistas, colocou a necessidade de unir todas as for\u00e7as democr\u00e1ticas e progressistas. Se nos anos anteriores a Internacional, de forma tr\u00e1gica e ultraesquerdista, negou-se a lutar juntamente com o reformismo para combater o nazifascismo, o que permitiu sua chegada ao poder, a partir de ent\u00e3o passou a defender uma alian\u00e7a permanente com os setores da burguesia \u201cdemocr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso vai se concretizar, no p\u00f3s-guerra, com a pol\u00edtica de coexist\u00eancia pac\u00edfica da URSS com o imperialismo, alian\u00e7a com setores burgueses nos pa\u00edses centrais e a burguesia supostamente nacional e anti-imperialista nos pa\u00edses perif\u00e9ricos. E aqui isso se combinou com a concep\u00e7\u00e3o etapista da revolu\u00e7\u00e3o, ou seja, a vis\u00e3o de que seria necess\u00e1ria uma revolu\u00e7\u00e3o burguesa que desenvolvesse plenamente o capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi uma pol\u00edtica que atrelou os PCs \u00e0 burguesia, por consequ\u00eancia, sepultou revolu\u00e7\u00f5es ao redor do mundo na segunda metade do s\u00e9culo 20. E resultou na plena adapta\u00e7\u00e3o dos partidos stalinistas \u00e0 democracia burguesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a concilia\u00e7\u00e3o se apresentou no movimento sindical<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a onda de greves oper\u00e1rias do final da d\u00e9cada de 1970 culminou num profundo processo de reorganiza\u00e7\u00e3o contra o sindicalismo oficial, os \u201cpelegos\u201d. A Confer\u00eancia Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em 1981, reuniu praticamente todas as correntes com atua\u00e7\u00e3o nos sindicatos, e foi o primeiro passo para o que viria a ser a CUT.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, Lula era o principal representante dos chamados \u201caut\u00eanticos\u201d, vistos como combativos, em contraposi\u00e7\u00e3o aos pelegos. O pr\u00f3prio Lula vinha da estrutura oficial, mas o projeto de uma central independente e classista era extremamente progressivo naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as correntes stalinistas (PCdoB, PCB, MR8 etc.) colocaram-se frontalmente contra a independ\u00eancia de classe e o movimento pr\u00f3-CUT, unindo-se aos pelegos. A tal ponto de quase implodirem esse processo iniciado pela Conclat. Por fim, acabaram rompendo em 1983 e, meses ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o da CUT, organizaram o que viria a ser a CGT, juntamente com o maior representante dos pelegos \u00e0 \u00e9poca, Joaquinz\u00e3o. Ou seja, em nome de uma pol\u00edtica e uma estrat\u00e9gia de alian\u00e7as com a burguesia, uniram-se ao interventor da ditadura para sabotar o principal movimento classista da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Herdeiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A concilia\u00e7\u00e3o nos dias de hoje<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se a CUT, h\u00e1 40 anos, representava um avan\u00e7o para a luta da classe trabalhadora, hoje sabemos que n\u00e3o \u00e9 mais assim. H\u00e1 muito a central, seguindo a pol\u00edtica do PT, abandonou qualquer perspectiva de uma atua\u00e7\u00e3o independente da classe em defesa de seus interesses contra a burguesia e os governos. No atual governo Lula-Alckmin, isso aparece de forma ainda mais dram\u00e1tica, tornando-se, no movimento, uma correia de transmiss\u00e3o direta de um governo em alian\u00e7a com os patr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mant\u00e9m-se, mais do que nunca, a tarefa priorit\u00e1ria colocada por Trotsky nesta etapa do capitalismo, onde os sindicatos expressam, por v\u00e1rios meios, os interesses do imperialismo e n\u00e3o da classe. De acordo com ele, deve-se lutar \u201cpela independ\u00eancia total e incondicional dos sindicatos em rela\u00e7\u00e3o ao Estado capitalista\u201d (Sobre os Sindicatos, 1940). Hoje, a CSP-Conlutas \u00e9, apesar de minorit\u00e1ria, o mais avan\u00e7ado polo de independ\u00eancia de classe.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o \u00e9 por menos que a UP e o PCB atuam para enfraquecer esse projeto, a exemplo do que fizeram recentemente ao defender a desfilia\u00e7\u00e3o do Sindicato Nacional dos Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (Andes-SN) da CSP-Conlutas. Seguem o fio de uma pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o que atravessou o s\u00e9culo e que continua tentando se postar como um obst\u00e1culo ao surgimento e fortalecimento de uma alternativa realmente independente e classista.<\/p>\n\n\n\n<p>O stalinismo e os sindicatos<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia 23 de mar\u00e7o, os metrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo protagonizaram uma heroica greve . Alguns dias depois, o influencer Ian Neves, ligado \u00e0 Unidade Popular (UP), deu uma entrevista num podcast na qual discorreu sobre a atua\u00e7\u00e3o dos \u201ccomunistas\u201d no movimento. Primeiro, explicou que os sindicatos \u201cpelegos\u201d s\u00e3o \u201capaziguadores\u201d e agem segundo os interesses dos patr\u00f5es, e depois os contrap\u00f4s aos sindicatos \u201cclassistas\u201d. Diz ele: \u201cSindicatos classistas dizem \u2018n\u00e3o tem que ter nada melhor que o patr\u00e3o, o patr\u00e3o n\u00e3o deveria nem existir. Essa \u00e9 a luta dos movimentos sindicais, tanto da UP quanto do PCB, que t\u00eam muita inger\u00eancia no Sindicato dos Metrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, e tamb\u00e9m de BH.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez voc\u00ea n\u00e3o saiba quem \u00e9 Ian Neves, mas ele \u00e9 um influencer com certa incid\u00eancia sobre um p\u00fablico de esquerda na Internet. Essa fala provocou pol\u00eamica, porque a UP n\u00e3o tem \u201cinger\u00eancia\u201d sobre o Sindicato dos Metrovi\u00e1rios, e o PCB praticamente inexiste na categoria. Mas esse caso \u00e9 interessante para discutir o seguinte: qual papel os stalinistas cumpriram e cumprem no movimento?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Stalinismo e concilia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do stalinismo no movimento nada tem a ver com independ\u00eancia de classe. E isso n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de ordem moral, mas o desdobramento de uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica que orientou essa corrente por d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde pelo menos a formula\u00e7\u00e3o da teoria do socialismo num s\u00f3 pa\u00eds, ainda em 1924, o stalinismo abandona a perspectiva do antagonismo entre as classes, tanto no \u00e2mbito interno quanto no plano internacional. Mas foi em 1935, no 7\u00ba Congresso da Internacional Comunista, que a concilia\u00e7\u00e3o se tornou oficialmente uma orienta\u00e7\u00e3o absoluta para o stalinismo em todos os pa\u00edses. A pol\u00edtica de \u201cfrentes populares\u201d, uma varia\u00e7\u00e3o da teoria dos campos progressistas, colocou a necessidade de unir todas as for\u00e7as democr\u00e1ticas e progressistas. Se nos anos anteriores a Internacional, de forma tr\u00e1gica e ultraesquerdista, negou-se a lutar juntamente com o reformismo para combater o nazifascismo, o que permitiu sua chegada ao poder, a partir de ent\u00e3o passou a defender uma alian\u00e7a permanente com os setores da burguesia \u201cdemocr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso vai se concretizar, no p\u00f3s-guerra, com a pol\u00edtica de coexist\u00eancia pac\u00edfica da URSS com o imperialismo, alian\u00e7a com setores burgueses nos pa\u00edses centrais e a burguesia supostamente nacional e anti-imperialista nos pa\u00edses perif\u00e9ricos. E aqui isso se combinou com a concep\u00e7\u00e3o etapista da revolu\u00e7\u00e3o, ou seja, a vis\u00e3o de que seria necess\u00e1ria uma revolu\u00e7\u00e3o burguesa que desenvolvesse plenamente o capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi uma pol\u00edtica que atrelou os PCs \u00e0 burguesia, por consequ\u00eancia, sepultou revolu\u00e7\u00f5es ao redor do mundo na segunda metade do s\u00e9culo 20. E resultou na plena adapta\u00e7\u00e3o dos partidos stalinistas \u00e0 democracia burguesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a concilia\u00e7\u00e3o se apresentou no movimento sindical<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a onda de greves oper\u00e1rias do final da d\u00e9cada de 1970 culminou num profundo processo de reorganiza\u00e7\u00e3o contra o sindicalismo oficial, os \u201cpelegos\u201d. A Confer\u00eancia Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em 1981, reuniu praticamente todas as correntes com atua\u00e7\u00e3o nos sindicatos, e foi o primeiro passo para o que viria a ser a CUT.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, Lula era o principal representante dos chamados \u201caut\u00eanticos\u201d, vistos como combativos, em contraposi\u00e7\u00e3o aos pelegos. O pr\u00f3prio Lula vinha da estrutura oficial, mas o projeto de uma central independente e classista era extremamente progressivo naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as correntes stalinistas (PCdoB, PCB, MR8 etc.) colocaram-se frontalmente contra a independ\u00eancia de classe e o movimento pr\u00f3-CUT, unindo-se aos pelegos. A tal ponto de quase implodirem esse processo iniciado pela Conclat. Por fim, acabaram rompendo em 1983 e, meses ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o da CUT, organizaram o que viria a ser a CGT, juntamente com o maior representante dos pelegos \u00e0 \u00e9poca, Joaquinz\u00e3o. Ou seja, em nome de uma pol\u00edtica e uma estrat\u00e9gia de alian\u00e7as com a burguesia, uniram-se ao interventor da ditadura para sabotar o principal movimento classista da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"716\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-03-29-at-23.08.47.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-76505\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-03-29-at-23.08.47.jpeg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-03-29-at-23.08.47-300x210.jpeg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-03-29-at-23.08.47-768x537.jpeg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-03-29-at-23.08.47-150x105.jpeg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-03-29-at-23.08.47-696x487.jpeg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Herdeiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A concilia\u00e7\u00e3o nos dias de hoje<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se a CUT, h\u00e1 40 anos, representava um avan\u00e7o para a luta da classe trabalhadora, hoje sabemos que n\u00e3o \u00e9 mais assim. H\u00e1 muito a central, seguindo a pol\u00edtica do PT, abandonou qualquer perspectiva de uma atua\u00e7\u00e3o independente da classe em defesa de seus interesses contra a burguesia e os governos. No atual governo Lula-Alckmin, isso aparece de forma ainda mais dram\u00e1tica, tornando-se, no movimento, uma correia de transmiss\u00e3o direta de um governo em alian\u00e7a com os patr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mant\u00e9m-se, mais do que nunca, a tarefa priorit\u00e1ria colocada por Trotsky nesta etapa do capitalismo, onde os sindicatos expressam, por v\u00e1rios meios, os interesses do imperialismo e n\u00e3o da classe. De acordo com ele, deve-se lutar \u201cpela independ\u00eancia total e incondicional dos sindicatos em rela\u00e7\u00e3o ao Estado capitalista\u201d (Sobre os Sindicatos, 1940). Hoje, a CSP-Conlutas \u00e9, apesar de minorit\u00e1ria, o mais avan\u00e7ado polo de independ\u00eancia de classe.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o \u00e9 por menos que a UP e o PCB atuam para enfraquecer esse projeto, a exemplo do que fizeram recentemente ao defender a desfilia\u00e7\u00e3o do Sindicato Nacional dos Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (Andes-SN) da CSP-Conlutas. Seguem o fio de uma pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o que atravessou o s\u00e9culo e que continua tentando se postar como um obst\u00e1culo ao surgimento e fortalecimento de uma alternativa realmente independente e classista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 23 de mar\u00e7o, os metrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo protagonizaram uma heroica greve . Alguns dias depois, o influencer Ian Neves, ligado \u00e0 Unidade Popular (UP), deu uma entrevista num podcast na qual discorreu sobre a atua\u00e7\u00e3o dos \u201ccomunistas\u201d no movimento. 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