{"id":76289,"date":"2023-03-09T18:59:22","date_gmt":"2023-03-09T18:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76289"},"modified":"2023-03-09T18:59:25","modified_gmt":"2023-03-09T18:59:25","slug":"ira-tenta-aprofundar-lacos-economicos-com-china-e-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/03\/09\/ira-tenta-aprofundar-lacos-economicos-com-china-e-russia\/","title":{"rendered":"Ir\u00e3 tenta aprofundar la\u00e7os econ\u00f4micos com China e R\u00fassia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A pris\u00e3o e morte de Jhina Mahsa Amini, uma mulher curda-iraniana de 22 anos, por n\u00e3o usar o hijab &#8220;corretamente&#8221; desencadeou uma onda de protestos liderados por mulheres que est\u00e3o desafiando o regime iraniano de forma in\u00e9dita. Embora seja muito cedo para avaliar como os protestos afetar\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds, uma an\u00e1lise preliminar indica que eles levar\u00e3o o presidente Ebrahim Raisi a intensificar os esfor\u00e7os para aprofundar os la\u00e7os econ\u00f4micos com a China e a R\u00fassia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Gabriel Huland<\/p>\n\n\n\n<p>O Ir\u00e3 passa por uma grave crise econ\u00f4mica, talvez a pior desde os anos 1980, quando a Guerra Ir\u00e3-Iraque provocou uma contra\u00e7\u00e3o de mais de 50% do PIB per capita do pa\u00eds.<a href=\"#_edn1\" id=\"_ednref1\">[1]<\/a> Na perspectiva do regime, estreitar alian\u00e7as com a China e a R\u00fassia \u00e9 a forma mais vi\u00e1vel de criar a margem fiscal que permitiria ao governo iraniano aliviar a press\u00e3o social sobre a popula\u00e7\u00e3o mais atingida pelo atual cen\u00e1rio de baixo crescimento, alta infla\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o do rial iraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os protestos atuais s\u00e3o os maiores desde que o &#8220;Movimento Verde&#8221; desafiou a vit\u00f3ria fraudulenta de Mahmoud Ahmadinejad nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de junho de 2009. As manifesta\u00e7\u00f5es come\u00e7aram em Teer\u00e3 em 16 de setembro de 2022, quando Jhina foi declarada morta pelas autoridades iranianas, mas rapidamente se espalharam para diferentes partes do pa\u00eds, incluindo os importantes centros urbanos de Mashhad e Isfahan e as empobrecidas prov\u00edncias rurais do Curdist\u00e3o e Sist\u00e3o-Baluchist\u00e3o. Segundo a <em>Al Jazeera<\/em>, mais de 1.000 protestos em aproximadamente 150 cidades ocorreram desde ent\u00e3o. Os manifestantes pedem a queda do regime, incluindo o aiatol\u00e1 Ali Khamenei, l\u00edder supremo do Ir\u00e3 desde 1989, e Ebrahim Raisi, o rec\u00e9m-eleito chefe do governo. As manifesta\u00e7\u00f5es e ocupa\u00e7\u00f5es ocorrem em pra\u00e7as p\u00fablicas, universidades, escolas e locais de trabalho. Petroleiros, bombeiros e outros segmentos da classe trabalhadora aderiram aos protestos, algo que n\u00e3o acontecia desde a revolu\u00e7\u00e3o de 1979.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime iraniano respondeu aos protestos com extrema viol\u00eancia. A ONG <em>Human Rights Watch<\/em> informou que a pol\u00edcia iraniana e grupos paramilitares mataram mais de 500 pessoas e prenderam quase 20.000 desde o in\u00edcio das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es. Como outros regimes autorit\u00e1rios fizeram diante de rebeli\u00f5es populares, as autoridades iranianas se recusaram a reconhecer os protestos, chamando-os de tumultos incitados por pa\u00edses estrangeiros, como Estados Unidos e Israel. Em um discurso durante as comemora\u00e7\u00f5es do 44\u00ba anivers\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o iraniana, o presidente Raisi se referiu aos protestos como atividades ilegais contr\u00e1rias aos valores da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica. Apesar da viol\u00eancia empregada para reprimir as manifesta\u00e7\u00f5es, alguns ativistas afirmam que o governo relaxou algumas regras que regulam o uso do hijab no Ir\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres iranianas enfrentam a opress\u00e3o de um dos regimes mais autorit\u00e1rios do mundo. Elas sofrem com a imposi\u00e7\u00e3o de um c\u00f3digo de vestimenta abusivo e muitas restri\u00e7\u00f5es em quest\u00f5es como div\u00f3rcio, cust\u00f3dia dos filhos, casamento e direitos de heran\u00e7a. As mulheres encontram muito mais barreiras do que os homens para participar do mercado de trabalho e da vida p\u00fablica em geral. Como afirma Tawseef Ahmed Mir, &#8220;as mulheres [iranianas] est\u00e3o em uma posi\u00e7\u00e3o desvantajosa devido \u00e0 sua relativa falta de acesso adequado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, poder econ\u00f4mico e voz na tomada de decis\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas. Enquanto as mulheres carregam o peso maior de garantir o bem-estar de suas fam\u00edlias, elas tamb\u00e9m s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis economicamente. As mulheres t\u00eam mais dificuldade em encontrar empregos, est\u00e3o entre as primeiras a serem demitidas e t\u00eam menos direitos trabalhistas. Como s\u00e3o as respons\u00e1veis prim\u00e1rias por realizar as tarefas dom\u00e9sticas, sofrem com o stress de tentar alimentar suas fam\u00edlias, obter medicamentos e comprar produtos b\u00e1sicos em meio a n\u00edveis vertiginosos de infla\u00e7\u00e3o&#8221;.<a href=\"#_edn2\" id=\"_ednref2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres e outros grupos discriminados, como os curdos e os bal\u00fachis, est\u00e3o desempenhando um papel de destaque nos protestos porque s\u00e3o os que mais sofrem com as crescentes dificuldades econ\u00f4micas que o povo iraniano vem enfrentando nos \u00faltimos anos. Os protestos n\u00e3o s\u00e3o apenas sobre o c\u00f3digo de vestimenta abusivo, mas tamb\u00e9m o resultado de uma situa\u00e7\u00e3o considerada insustent\u00e1vel por um n\u00famero crescente de pessoas no pa\u00eds. De acordo com o <em>Iran International<\/em>, um site de not\u00edcias privado com sede no Reino Unido, mais de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o iraniana vive em extrema pobreza, um n\u00famero que dobrou em 2022. Para estar acima da linha da pobreza, uma fam\u00edlia de quatro pessoas deve ter uma renda mensal de pelo menos US$500 (aproximadamente R$2.600). As taxas de infla\u00e7\u00e3o no ano fiscal de 2022 ultrapassaram 50% e o rial desvalorizou cerca de 50% no mesmo per\u00edodo. Atualmente, a taxa de desemprego gira em torno de 10% entre a popula\u00e7\u00e3o em geral, mas sobe para 15% entre os jovens. Enquanto quase 70% da popula\u00e7\u00e3o masculina \u00e9 economicamente ativa, apenas 13% das mulheres est\u00e3o empregadas ou procurando emprego. O sal\u00e1rio m\u00ednimo no pa\u00eds \u00e9 de aproximadamente US$150 (aproximadamente R$780).<\/p>\n\n\n\n<p>A crise econ\u00f4mica \u00e9 resultado de v\u00e1rios fatores. Primeiro, os Estados Unidos e outros pa\u00edses v\u00eam impondo san\u00e7\u00f5es ao Ir\u00e3 por mais de quatro d\u00e9cadas. Um regime de san\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3 est\u00e1 em vigor desde que a revolu\u00e7\u00e3o de 1979 derrubou o regime pr\u00f3-imperialista de Mohammad Reza Pahlavi. As san\u00e7\u00f5es incluem bilh\u00f5es de d\u00f3lares em ativos iranianos que s\u00e3o mantidos ilegalmente congelados em bancos norte-americanos e a proibi\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de bens e tecnologia com o pa\u00eds, especialmente petr\u00f3leo e produtos petroqu\u00edmicos. O governo Obama suspendeu algumas dessas san\u00e7\u00f5es como parte do acordo nuclear de 2015 entre os Estados Unidos, a Uni\u00e3o Europeia e o Ir\u00e3, que previa a regulamenta\u00e7\u00e3o do programa nuclear iraniano. O acordo foi celebrado como um grande avan\u00e7o diplom\u00e1tico do governo Obama. No entanto, o per\u00edodo de distens\u00e3o entre os Estados Unidos e o Ir\u00e3 durou pouco. Com a chegada de Donald Trump \u00e0 presid\u00eancia dos EUA em 2017, as san\u00e7\u00f5es foram reimpostas, levando o pa\u00eds a uma recess\u00e3o de dois anos. Em 2018-2020, o governo Trump imp\u00f4s mais de 960 san\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3 ou autoridades iranianas. O fato de o governo dos EUA ter se recusado a suspender o embargo ao sistema de sa\u00fade do Ir\u00e3 durante a pandemia da COVID-19, quando o pa\u00eds enfrentava um alto n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es, hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes, simboliza a natureza brutal do regime de san\u00e7\u00f5es imposto ao Ir\u00e3 pelos Estados Unidos e seus aliados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os atuais problemas econ\u00f4micos do Ir\u00e3 tamb\u00e9m s\u00e3o resultado das reformas econ\u00f4micas que sucessivos governos realizaram desde o fim da Guerra Ir\u00e3-Iraque (1980-88). O primeiro pacote de reformas, introduzido durante as duas presid\u00eancias do presidente Akbar Hashemi Rafsanjani (1989-1997), incluiu um programa limitado de privatiza\u00e7\u00f5es e a liberaliza\u00e7\u00e3o parcial do com\u00e9rcio e pequenas mudan\u00e7as na gest\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio. As reformas visavam reconstruir a economia, expandindo o setor privado e atraindo investimentos estrangeiros. Diferentes analistas afirmam que esse programa de liberaliza\u00e7\u00e3o foi deficiente e ineficaz porque a privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estatais beneficiou sobretudo funda\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos ligados ao governo. Por exemplo, metade das a\u00e7\u00f5es das 331 empresas que foram, total ou parcialmente, &#8220;privatizadas&#8221; durante 1989-1994 se transformaram em propriedade de organiza\u00e7\u00f5es paraestatais.<a href=\"#_edn3\" id=\"_ednref3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de sua natureza tendenciosa e corrupta, as reformas mudaram irreversivelmente a economia do pa\u00eds. \u00c0 semelhan\u00e7a do que ocorreu em outros pa\u00edses da regi\u00e3o, como Egito e S\u00edria, embora em ritmo mais lento, as reformas criaram uma nova classe capitalista que surgiu de dentro das estruturas do regime, tornando-se relativamente aut\u00f4noma em rela\u00e7\u00e3o ao Estado, mas ainda fortemente dependente dele. Esta nova classe est\u00e1 ligada ao Corpo da Guarda Revolucion\u00e1ria Iraniana (IRGC, sigla em ingl\u00eas), especialmente aos membros da mil\u00edcia Basij. Em 2009, Roozbeh Safshekan e Farzan Sabet escreveram que &#8220;entre 1979 e 2009 podemos ver a transforma\u00e7\u00e3o da Guarda Revolucion\u00e1ria de uma mil\u00edcia pr\u00f3-Khomeini em um vasto complexo social, pol\u00edtico, econ\u00f4mico e de seguran\u00e7a que hoje permeia todos os aspectos da sociedade iraniana&#8221;.<a href=\"#_edn4\" id=\"_ednref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, Ali Alfoneh afirma que a IRGC \u00e9 uma pot\u00eancia econ\u00f4mica. Em suas palavras, &#8220;Por mais importante que seja sua influ\u00eancia pol\u00edtica, a Guarda Revolucion\u00e1ria tamb\u00e9m tem influ\u00eancia econ\u00f4mica. Dentro da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica, e cada vez mais no com\u00e9rcio externo do Ir\u00e3, a IRGC \u00e9 uma pot\u00eancia econ\u00f4mica. De suas modestas atividades de reconstru\u00e7\u00e3o durante a p\u00f3s-guerra, reconfigurou-se como ator dominante em grandes projetos de infraestrutura. Procurou aprofundar sua participa\u00e7\u00e3o nas ind\u00fastrias de defesa para entrar no lucrativo setor de bens de consumo, mesmo \u00e0s custas de empresas privadas. Seu envolvimento no mercado ilegal frustra os empres\u00e1rios iranianos.&#8221;<a href=\"#_edn5\" id=\"_ednref5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As grandes reservas de petr\u00f3leo do Ir\u00e3 impediram o colapso do pa\u00eds, apesar de mais de 40 anos de isolamento internacional e pol\u00edticas de liberaliza\u00e7\u00e3o que criaram uma nova classe capitalista. As vendas de petr\u00f3leo ainda representam quase 80% das exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, sendo a China seu principal comprador. De acordo com uma empresa de intelig\u00eancia de dados citada pela <em>Reuters<\/em>, \u201cas importa\u00e7\u00f5es chinesas de petr\u00f3leo iraniano em dezembro [de 2022] atingiram um novo recorde de 1,2 milh\u00e3o de barris por dia, um aumento de 130% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior\u201d.<a href=\"#_edn6\" id=\"_ednref6\">[6]<\/a> O Ir\u00e3 tamb\u00e9m vende petr\u00f3leo bruto e produtos derivados do petr\u00f3leo para a Venezuela e a S\u00edria. O Presidente Raisi concluiu recentemente uma visita oficial a Pequim, na qual foi assegurado pelo l\u00edder chin\u00eas Xi Jinping que a parceria entre os dois pa\u00edses continuar\u00e1 a crescer. Mas o governo chin\u00eas enfrenta limita\u00e7\u00f5es para expandir a parceria com o Ir\u00e3, principalmente porque tamb\u00e9m mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es estreitas com a Ar\u00e1bia Saudita, o maior rival do Ir\u00e3 no Oriente M\u00e9dio. Outro parceiro importante do Ir\u00e3 \u00e9 a R\u00fassia, especialmente nas ind\u00fastrias de armas e defesa. Como tem sido amplamente divulgado, o Ir\u00e3 est\u00e1 vendendo drones e m\u00edsseis que a R\u00fassia est\u00e1 usando na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>A improbabilidade de um renascimento do acordo nuclear tamb\u00e9m empurra o regime iraniano a estabelecer parcerias estrat\u00e9gicas com a China e a R\u00fassia. As recentes tentativas de retomar as negocia\u00e7\u00f5es do acordo, empreendidas principalmente pela Uni\u00e3o Europeia, fracassaram. O governo Biden anunciou recentemente que n\u00e3o tentaria reviver o acordo e, em vez disso, procuraria &#8220;op\u00e7\u00f5es alternativas para garantir que a Rep\u00fablica Isl\u00e2mica n\u00e3o conseguisse desenvolver armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa&#8221;.<a href=\"#_edn7\" id=\"_ednref7\">[7]<\/a> &#8220;Op\u00e7\u00f5es alternativas&#8221; \u00e9 provavelmente um eufemismo para continuar a pol\u00edtica de &#8220;press\u00e3o m\u00e1xima&#8221; do governo Trump de usar san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas para enfraquecer o governo iraniano. Mas os Estados Unidos n\u00e3o t\u00eam tantas op\u00e7\u00f5es para enfrentar o Ir\u00e3, j\u00e1 que agora se encontram bastante ocupados com quest\u00f5es internas, assim como com a guerra na Ucr\u00e2nia e a competi\u00e7\u00e3o com a China. O \u00faltimo prego no caix\u00e3o do acordo nuclear foi a resposta brutal do regime iraniano aos protestos, que acrescentou tens\u00e3o \u00e0 j\u00e1 fr\u00e1gil rela\u00e7\u00e3o entre os Estados Unidos, a Uni\u00e3o Europeia e o Ir\u00e3. Al\u00e9m disso, a pol\u00edtica externa regional do Ir\u00e3 de buscar mais influ\u00eancia e interferir na pol\u00edtica de pa\u00edses como Iraque, L\u00edbano (via Hezbollah), S\u00edria e I\u00eamen reduz a perspectiva de um entendimento com os pa\u00edses ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p>A atual onda de protestos no Ir\u00e3 est\u00e1 representando um dos desafios mais graves que o regime iraniano enfrentou em muito tempo. O governo de Raisi se encontra &#8220;espremido&#8221; entre uma poderosa onda de protestos que exige a queda do regime dos aiatol\u00e1s e uma ordem internacional marcada por polariza\u00e7\u00e3o, conflitos e crise econ\u00f4mica. Mesmo que os protestos diminuam por agora, uma nova onda de manifesta\u00e7\u00f5es no futuro pr\u00f3ximo n\u00e3o pode ser descartada. Esta situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 levando o regime a redobrar seus esfor\u00e7os para aprofundar os la\u00e7os com a China e a R\u00fassia, como forma de aliviar as press\u00f5es sociais sobre a popula\u00e7\u00e3o causadas pela crise econ\u00f4mica. No entanto, ainda n\u00e3o se sabe at\u00e9 que ponto esses esfor\u00e7os ser\u00e3o bem-sucedidos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref1\" id=\"_edn1\">[1]<\/a> Melani Cammett, Ishac Diwan, Alan Richards and John Waterbury. <em>A Political Economy of the Middle East<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref2\" id=\"_edn2\">[2]<\/a> Tawseef Ahmad Mir. &#8220;Living under Sanctions: The Perils of Being a Woman in Iran.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref3\" id=\"_edn3\">[3]<\/a> Kevin Harris. \u201cVectors of Iranian Capitalism: Privatization Politics in the Islamic Republic,\u201d 221.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref4\" id=\"_edn4\">[4]<\/a> Roozbeh Safshekan and Farzan Sabet. &#8220;The Ayatollah&#8217;s Praetorians: The Islamic Revolutionary Guard Corps and the 2009 Election Crisis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref5\" id=\"_edn5\">[5]<\/a> Ali Alfoneh. &#8220;How Intertwined Are the Revolutionary Guards in Iran\u2019s Economy?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref6\" id=\"_edn6\">[6]<\/a> Alex Lawler. &#8220;Bozorgmehr Sharafedin and Chen Aizhu. Iranian oil exports end 2022 at a high, despite no nuclear deal.&#8221; <em>Reuters<\/em>. January 15, 2023. https:\/\/www.reuters.com\/business\/energy\/iranian-oil-exports-end-2022-high-despite-no-nuclear-deal-2023-01-15\/.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref7\" id=\"_edn7\">[7]<\/a> Tom O&#8217;Connor. &#8220;With No Nuclear Deal, US Eyes &#8216;Other Options,&#8217; Iran Says JCPOA &#8216;Only&#8217; Way.&#8221; <em>Newsweek<\/em>. January, 27, 2023. https:\/\/www.newsweek.com\/no-nuclear-deal-us-eyes-other-options-iran-says-jcpoa-only-way-1777205.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pris\u00e3o e morte de Jhina Mahsa Amini, uma mulher curda-iraniana de 22 anos, por n\u00e3o usar o hijab &#8220;corretamente&#8221; desencadeou uma onda de protestos liderados por mulheres que est\u00e3o desafiando o regime iraniano de forma in\u00e9dita. 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