{"id":76219,"date":"2023-03-06T15:18:35","date_gmt":"2023-03-06T15:18:35","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76219"},"modified":"2023-03-06T15:18:38","modified_gmt":"2023-03-06T15:18:38","slug":"a-situacao-da-mulher-guineense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/03\/06\/a-situacao-da-mulher-guineense\/","title":{"rendered":"A situa\u00e7\u00e3o da mulher Guineense"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Hoje em dia, para falarmos da situa\u00e7\u00e3o em que se encontra as mulheres guineenses, \u00e9 imprescind\u00edvel darmos algumas olhadas na hist\u00f3ria e aprofundar sociologicamente a sua realidade concreta antes da invas\u00e3o colonialista, e at\u00e9 a data presente. A mulher Guineense que resiste numa sociedade machista, devido a constru\u00e7\u00e3o da sociedade tribal na sua verticalidade dentro dum mundo capitalista hierarquizado com foco na obten\u00e7\u00e3o de mais lucros, ela tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o de uma combina\u00e7\u00e3o violenta, <strong>opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade guineense est\u00e1 dominada por um sistema patriarcal, apesar de ser um pa\u00eds multi\u00e9tnico em que as mulheres ocupam pap\u00e9is diferentes em cada grupo \u00e9tnico que pertencem, mas a organiza\u00e7\u00e3o social das maiorias se assenta na base vertical, na qual a mulher ocupa o papel de reproduzir e est\u00e1 confinada em casa para os trabalhos dom\u00e9sticos. Entretanto, no per\u00edodo colonial, as mulheres guineenses sofreram dupla viol\u00eancias, tais s\u00e3o: <strong>A viol\u00eancia nas suas comunidades por homens guineenses e ao mesmo tempo, tamb\u00e9m a viol\u00eancia colonial instalada na sua generalidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como sendo as mais oprimidas decidiram estar ao lado dos homens para resistir \u00e0 domina\u00e7\u00e3o colonial ao mesmo tempo local para a sua liberta\u00e7\u00e3o total enquanto um ser humano mais subalternizado. Por isso, em 1961, antes do in\u00edcio da luta armada para independ\u00eancia criou-se a Uni\u00e3o Democr\u00e1tica das Mulheres (UDEMU), com objetivo de abrir um espa\u00e7o para pensar ideias e a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para a luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional e consequentemente emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesta luta de liberta\u00e7\u00e3o tiveram um papel hist\u00f3rico de igual para igual com os homens em todas as vertentes da luta que culminou com a independ\u00eancia em 1973. Este contributo foi renegado e esquecido por diferentes governos machistas que estiveram dirigindo o pa\u00eds. A mulher conseguiu se libertar da viol\u00eancia colonial, mas n\u00e3o da viol\u00eancia total, que ainda se encontra, por falta de emprego, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e com um dos sistemas de sa\u00fade mais d\u00e9beis do mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, com a nova era da ditadura na guin\u00e9, por um governo bonapartista da iniciativa presidencial, a situa\u00e7\u00e3o da mulher guineense tornou-se mais alarmante, sobretudo no que diz respeito \u00e1 viol\u00eancia econ\u00f4mica, por parte do governo, com pol\u00edticas inflacion\u00e1rias que as tornam sem poder de compras e nem abrindo seus pequenos neg\u00f3cios \u00e0 sobreviv\u00eancia da sua fam\u00edlia.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O poder pol\u00edtico ainda \u00e9 visto como uma &#8220;capa masculina&#8221; e, na maioria das vezes, \u00e0s mulheres e meninas n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o negados os seus direitos, mas tamb\u00e9m s\u00e3o usados pelos partidos como um instrumento pol\u00edtico para alcan\u00e7ar o poder, as vezes mantendo-as como simples figuras nos lugares de poder (fingindo cumprir com a lei de paridade).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia podemos constatar algumas leis criadas para criminalizar certos atos da viol\u00eancia contra as mulheres, mas n\u00e3o existe execu\u00e7\u00e3o destas leis. Por exemplo, um estudo realizado na Guin\u00e9 por FEC, aponta que 67% das mulheres j\u00e1 sofreram a viol\u00eancia por parte dos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 48% dos analfabetos na Guin\u00e9, a maioria s\u00e3o as mulheres, porque o casamento for\u00e7ado, falta e precariedade das escolas e sobretudo a sociedade machista incutiu nas cabe\u00e7as das mulheres um complexo de inferioridade de depend\u00eancia aos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade da mulher guineense como muitas mulheres em v\u00e1rias partes do mundo \u00e9 muito dura, e quando se trata de uma mulher de um continente que na divis\u00e3o internacional de trabalho serve s\u00f3 para manuten\u00e7\u00e3o do capitalismo e recebendo migalhas dos imperialistas, ainda se torna mais complicada do que outros continentes. Por isso que, as mulheres precisam de combater esse sistema, a n\u00edvel internacional, que sustenta o machismo, mas na base de uma luta combinada, isto quer dizer, a luta de classe, Ra\u00e7a e G\u00eanero, por uma alternativa revolucion\u00e1ria socialista e governada pela classe trabalhadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje em dia, para falarmos da situa\u00e7\u00e3o em que se encontra as mulheres guineenses, \u00e9 imprescind\u00edvel darmos algumas olhadas na hist\u00f3ria e aprofundar sociologicamente a sua realidade concreta antes da invas\u00e3o colonialista, e at\u00e9 a data presente. 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