{"id":76157,"date":"2023-03-01T12:26:57","date_gmt":"2023-03-01T12:26:57","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76157"},"modified":"2023-03-01T12:28:01","modified_gmt":"2023-03-01T12:28:01","slug":"o-mundo-cada-vez-mais-proximo-da-catastrofe-a-alternativa-revolucionaria-e-a-unica-salvacao-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/03\/01\/o-mundo-cada-vez-mais-proximo-da-catastrofe-a-alternativa-revolucionaria-e-a-unica-salvacao-possivel\/","title":{"rendered":"<strong>O mundo cada vez mais pr\u00f3ximo da cat\u00e1strofe. A alternativa revolucion\u00e1ria \u00e9 a \u00fanica salva\u00e7\u00e3o poss\u00edvel<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Nos \u00faltimos anos as contradi\u00e7\u00f5es desse sistema econ\u00f4mico, fundado sobre a busca desenfreada por lucro, est\u00e1 tornando evidente toda a sua for\u00e7a destrutiva.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alberto Madoglio<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um tri\u00eanio de pesadelo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica j\u00e1 \u00e9 uma realidade que ningu\u00e9m pode colocar em d\u00favida e os desastres causados por esta situa\u00e7\u00e3o se tornam cada vez mais frequentes, com custos econ\u00f4micos e enormes perdas de vidas humanas. Aumento das temperaturas, secas, chuvas repentinas e violentas, inc\u00eandios e inunda\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o mais eventos \u201cnaturais\u201d excepcionais, mas infelizmente, s\u00e3o a normalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um estudo da Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os refugiados, em 2020 foram mais de trinta milh\u00f5es de pessoas deslocadas, obrigadas a abandonar as suas casas por causa de eventos atmosf\u00e9ricos causados pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Cifra que seguramente dever\u00e1 ser atualizada para mais, se pensamos no que aconteceu no ano que acabou de terminar, 2022. Nos referimos, em particular, \u00e0s chuvas que atingiram o Paquist\u00e3o em agosto passado, e que afetou quase todo o territ\u00f3rio, cerca de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o, oitenta milh\u00f5es de habitantes.<br><br>Em mar\u00e7o de 2020 a pandemia da Covid19, que no in\u00edcio foi minimizada como uma gripe normal, causou, e ainda est\u00e1 causando, uma cat\u00e1strofe que fez muitos se lembrarem das pestes de s\u00e9culos passados. As centenas de milhares de infectados em n\u00edvel global, os milh\u00f5es de mortos, os que se recuperaram e levar\u00e3o as sequelas da doen\u00e7a por toda a vida, n\u00e3o foram vitimas de um agente pat\u00f3geno particularmente insidioso que era imposs\u00edvel prevenir. A destrui\u00e7\u00e3o do ecossistema natural permitiu que o v\u00edrus tivesse contato com os humanos e se difundisse rapidamente pelos quatro cantos do globo. Ao mesmo tempo o progressivo desmantelamento dos sistemas sanit\u00e1rios p\u00fablicos em todos os pa\u00edses, sejam os imperialistas ou os dependentes e explorados, causado por anos de austeridade antioper\u00e1ria, imposta por todos os governos para salvar os lucros das empresas, levaram a sa\u00fade \u00e0 beira do colapso. A car\u00eancia nos hospitais de leitos para terapia intensiva, a aus\u00eancia nas primeiras semanas dos dispositivos de prote\u00e7\u00e3o individuais, tiveram efeitos nefastos no come\u00e7o da pandemia. O resto foi consequ\u00eancia da demora com a qual cada governo imp\u00f4s limites aos contatos sociais (e, quando enfim decidiu-se, o fez de modo completamente insuficiente) para permitir \u00e0s empresas continuar produzindo, inclusive na fase mais aguda da crise sanit\u00e1ria, momento no qual al\u00e9m das car\u00eancias citadas n\u00e3o havia ainda uma vacina eficaz dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>E como se tudo isso n\u00e3o bastasse, em 24 de fevereiro de 2022 a guerra voltou a tocar as fronteiras da Europa de modo feroz. A brutal agress\u00e3o da R\u00fassia nos ataques \u00e0 Ucr\u00e2nia \u00e9 um outro fruto de um sistema em putrefa\u00e7\u00e3o. Quem no in\u00edcio dos anos noventa, depois da queda do Muro de Berlim e da dissolu\u00e7\u00e3o da URSS, teria previsto que o nascimento de uma \u00e9poca fundada sobre a paz e a prosperidade, seria desmentido pelos fatos. A guerra iniciada por Putin \u00e9 a tentativa de Moscou de reafirmar e refor\u00e7ar o seu papel de pot\u00eancia global que nas \u00faltimas d\u00e9cadas havia sido enormemente redimensionado. E de sair de uma profunda crise econ\u00f4mica que castiga o imenso pa\u00eds h\u00e1 bastante tempo. A primeira rea\u00e7\u00e3o das chamadas pot\u00eancias democr\u00e1ticas ocidentais foi a de aceitar o fato consumado, convencidos, como Putin, de que Kiev cairia num prazo de poucos dias, sen\u00e3o horas. O deslocamento das embaixadas a Leopoli, cidade pr\u00f3xima da fronteira ocidental, e a oferta de organizar a fuga e o ex\u00edlio de Zelensky s\u00e3o as provas disso. Apenas a heroica resist\u00eancia do povo ucraniano as constrangeu a mudarem de posi\u00e7\u00e3o, ainda que suas reais inten\u00e7\u00f5es, nem ao menos ocultas, sejam a de chegar a um compromisso com o d\u00e9spota do Kremlin, reconhecendo a seu favor algumas conquistas territoriais e o papel de garantia dos interesses do imperialismo, papel que havia majestosamente desenvolvido na repress\u00e3o das revoltas na Bielorr\u00fassia e no Cazaquist\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O c\u00edrculo vicioso da recess\u00e3o e da austeridade anti-oper\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o fruto, reiteramos, de eventos naturais ou da loucura repentina de um ditador que sofre de um del\u00edrio de onipot\u00eancia. S\u00e3o o produto inevit\u00e1vel de um sistema econ\u00f4mico que, especialmente a partir da crise econ\u00f4mica de 2007\/2008, n\u00e3o foi capaz de encontrar um modo \u201cpac\u00edfico\u201d e \u201cordenado\u201d para superar aquela que muitos j\u00e1 chamam de Longa Depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos, de fato, na presen\u00e7a de um verdadeiro c\u00edrculo vicioso do qual n\u00e3o se consegue ver o fim. A crise econ\u00f4mica produz cat\u00e1strofes do tipo que procuramos rapidamente delinear. Estes, por sua vez, contribuem para aprofundar a crise e a criar as condi\u00e7\u00f5es para novos desastres.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma confirma\u00e7\u00e3o de tudo isso se encontra na leitura das previs\u00f5es sobre a conjuntura econ\u00f4mica internacional para 2023. De acordo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, no ano que acabou de come\u00e7ar, um ter\u00e7o das economias do planeta, a metade da Uni\u00e3o Europeia, enfrentar\u00e3o uma nova, en\u00e9sima, recess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas maiores economias, EUA e China, talvez consigam evitar um cen\u00e1rio similar, mas no melhor dos casos, se beneficiar\u00e3o de um crescimento econ\u00f4mico limitado, n\u00e3o em um grau para permitir que durmam um sono tranquilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso j\u00e1 est\u00e1 provocando uma piora das condi\u00e7\u00f5es de vida de centenas de milhares de fam\u00edlias prolet\u00e1rias em n\u00edvel mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento exponencial da taxa de infla\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 alcan\u00e7ando n\u00edveis que n\u00e3o se via h\u00e1 quase quarenta anos, est\u00e1 rapidamente erodindo o poder de compra dos sal\u00e1rios e rendimentos. As respostas colocadas em pr\u00e1tica pelas autoridades financeiras internacionais, longe de resolver o problema, arriscam de torn\u00e1-lo ainda mais explosivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento das taxas de juros determinadas pelos maiores bancos centrais, FED, BCE, Bank of England, levar\u00e1 \u00e0 bancarrota um n\u00famero enorme de empresas nos pa\u00edses imperialistas. Para as economias dos pa\u00edses dependentes, o aumento das taxas significa a impossibilidade de pagar a d\u00edvida externa, causando a insolv\u00eancia das finan\u00e7as p\u00fablicas. Isso provocar\u00e1 demiss\u00f5es, corte dos servi\u00e7os p\u00fablicos estatais (ou do pouco que sobrou), imposi\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas de austeridade anti-oper\u00e1ria. Patr\u00f5es e governos se preparam novamente para fazer os trabalhadores pagarem o custo da crise causada por eles.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>As lutas que inflamam o globo indicam qual \u00e9 a sa\u00edda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste quadro as tens\u00f5es entre os Estados ao inv\u00e9s de diminu\u00edrem se tornar\u00e3o ainda mais graves. J\u00e1 se fala de um novo conflito que poder\u00e1 ter como protagonistas a S\u00e9rvia e o Kosovo, que colocaria ainda mais em risco os equil\u00edbrios no Velho Continente.<\/p>\n\n\n\n<p>Taiwan poder\u00e1 se tornar, mais do que se possa imaginar, o terreno sobre o qual os EUA e a China poder\u00e3o medir-se diretamente, os primeiros para reafirmar o seu dom\u00ednio global, o segundo para confront\u00e1-los e tir\u00e1-los do trono de Super Pot\u00eancia. Se isso se confirmar, os massacres na Ucr\u00e2nia v\u00e3o parecer escaramu\u00e7as entre crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, existe a possibilidade de um outro cen\u00e1rio. Milh\u00f5es de trabalhadores em todo o mundo, jovens, mulheres, desempregados, n\u00e3o serem espectadores silenciosos, pior, v\u00edtimas da situa\u00e7\u00e3o criada por um sistema baseado na explora\u00e7\u00e3o da maioria da popula\u00e7\u00e3o em benef\u00edcio de algumas dezenas de super bilion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Gr\u00e3 Bretanha, depois de d\u00e9cadas de cortes no Welfare State imposto pelo governo, independentemente de quem estivesse na dire\u00e7\u00e3o, Tories (Conservadores) ou Labours (Trabalhistas), os trabalhadores come\u00e7aram a se mobilizar no ver\u00e3o passado com uma for\u00e7a, uma capilaridade e uma intensidade que n\u00e3o se via h\u00e1 d\u00e9cadas. O proletariado realmente est\u00e1 impondo um bloqueio geral do pa\u00eds e as amea\u00e7as do governo conservador de Sunak n\u00e3o est\u00e1 conseguindo parar.<\/p>\n\n\n\n<p>No ver\u00e3o passado em uma pequena ilha do Oceano Indiano, o Sri Lanka, assistimos a uma verdadeira insurrei\u00e7\u00e3o contra a corrup\u00e7\u00e3o da classe pol\u00edtica local que se enriquece de maneira despudorada enquanto a maior parte da popula\u00e7\u00e3o vive em condi\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No Ir\u00e3 h\u00e1 mais de tr\u00eas meses a popula\u00e7\u00e3o vai cotidianamente \u00e0s ruas para exigir o fim do regime reacion\u00e1rio dos Aiatol\u00e1s. Os protestos, iniciados depois do brutal homic\u00eddio perpetrado pela pol\u00edcia da moral contra uma jovem, Masha Amini, culpada apenas de n\u00e3o ter coberto de maneira adequada os cabelos, se transformaram em uma mobiliza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria atr\u00e1s apenas daquela que derrotou o regime pr\u00f3-imperialista do X\u00e1 no final dos anos setenta. Como lembrado em diversos artigos publicados no site da LIT-Quarta Internacional (<a href=\"http:\/\/www.litci.org\">www.litci.org<\/a>), o proletariado iraniano tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o de lutas que periodicamente recuperam o vigor e que a repress\u00e3o governamental, seja aquela do X\u00e1 ou do clero xiita, tem dificuldade de conter.<\/p>\n\n\n\n<p>A China, onde reside a maior classe oper\u00e1ria do mundo, o regime ditatorial do Partido Comunista, que para al\u00e9m do nome levou o pa\u00eds novamente ao sistema capitalista h\u00e1 d\u00e9cadas e que permite \u00e0s multinacionais e \u00e0 burguesia nativa explorar os trabalhadores do modo mais brutal, teve que enfrentar protestos de massa como n\u00e3o ocorriam desde os eventos da Pra\u00e7a Tiananmen em junho de 1989. As concess\u00f5es que o regime foi obrigado a dar aos manifestantes mostrou-lhes as suas profundas debilidades e n\u00e3o \u00e9 de se excluir que, ao inv\u00e9s de levar \u00e0 calma, possam dar um impulso a novos protestos. E, atualmente, com as mobiliza\u00e7\u00f5es no Peru, voltam as barricadas tamb\u00e9m na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Ucr\u00e2nia os trabalhadores, al\u00e9m de terem que se defender da agress\u00e3o e das viol\u00eancias do ex\u00e9rcito russo, devem proteger-se tamb\u00e9m das manobras do governo Zelensky, o qual, enquanto faz apelos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o para defender a p\u00e1tria, aprova leis antioper\u00e1rias \u00e0 favor dos oligarcas e dos futuros investimentos do capital internacional para permitir-lhes, uma vez terminado o conflito, saquear o pa\u00eds.<br>Se no momento, estas lutas n\u00e3o levaram a uma vit\u00f3ria revolucion\u00e1ria, se em nenhum destes casos a burguesia foi expropriada, \u00e9 pela aus\u00eancia de uma dire\u00e7\u00e3o coerentemente revolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto est\u00e3o lutando, os trabalhadores, os jovens, as mulheres, n\u00e3o devem proteger-se apenas do advers\u00e1rio de classe, dos inimigos \u00f3bvios. Devem proteger suas costas dos falsos aliados, daquele que trabalha para a sua derrota. Entre estes se destacam todas as dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas pol\u00edticas e sindicais das organiza\u00e7\u00f5es tradicionais do movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mais gritante \u00e9 o do Reino Unido, que hoje representa uma das pontas mais avan\u00e7adas da luta de classes em n\u00edvel internacional, onde os dirigentes sindicais tramam para evitar que a luta de milh\u00f5es de trabalhadores possa se estender e radicalizar-se posteriormente. Ao mesmo tempo os dirigentes do Partido Trabalhista imp\u00f5em aos seus membros participarem e apoiarem as greves.<\/p>\n\n\n\n<p>Um comportamento que n\u00f3s na It\u00e1lia conhecemos desde tempos imemoriais, com a a\u00e7\u00e3o dos burocratas da CGIL, que desde a FCA de Pomigliano \u00e0 GKN e \u00e0 ex-Alitalia, tiveram um papel central, de primeira linha, na derrota dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O PdAC e a LIT-Quarta Internacional, ao contr\u00e1rio, interv\u00e9m nas lutas e nas mobiliza\u00e7\u00f5es avan\u00e7ando num programa revolucion\u00e1rio e classista. Procurando explicar que cada reivindica\u00e7\u00e3o imediata como, por exemplo, a escala m\u00f3vel de sal\u00e1rios para combater a infla\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de trabalho para combater o desemprego, um congelamento dos pre\u00e7os da energia e sobre os bens de primeira necessidade, n\u00e3o podem encontrar satisfa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja na destrui\u00e7\u00e3o do Estado Capitalista e dos seus organismos pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma economia planificada, uma democracia fundada nos conselhos (os \u201csovietes\u201d), \u00e9 a \u00fanica, concreta, solu\u00e7\u00e3o, aos desastres causados pelo capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o : N\u00edvia Le\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos as contradi\u00e7\u00f5es desse sistema econ\u00f4mico, fundado sobre a busca desenfreada por lucro, est\u00e1 tornando evidente toda a sua for\u00e7a destrutiva. Por: Alberto Madoglio Um tri\u00eanio de pesadelo A mudan\u00e7a clim\u00e1tica j\u00e1 \u00e9 uma realidade que ningu\u00e9m pode colocar em d\u00favida e os desastres causados por esta situa\u00e7\u00e3o se tornam cada vez mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":76158,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3523,218],"tags":[614,3764,8089,4543,516],"class_list":["post-76157","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","category-italia","tag-alberto-madoglio","tag-crise-climatica-e-ambiental","tag-crise-mundial","tag-guerra-ucrania","tag-pdac-italia"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/paquistao-g-reuters-20100731b.jpg","categories_names":["It\u00e1lia","Opini\u00e3o"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76157"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76157\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76159,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76157\/revisions\/76159"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}