{"id":76023,"date":"2023-02-12T21:05:48","date_gmt":"2023-02-12T21:05:48","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76023"},"modified":"2023-02-12T22:15:55","modified_gmt":"2023-02-12T22:15:55","slug":"a-linha-estrategica-da-revolucao-proletaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/02\/12\/a-linha-estrategica-da-revolucao-proletaria\/","title":{"rendered":"A linha estrat\u00e9gica da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Autor: Bolcheviques-Leninistas (Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda na ex URSS), escrito em 1932.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Consulte a <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/02\/12\/algumas-notas-sobre-os-cadernos-da-ala-de-isolamento-de-verkhneuralsk\/\" data-type=\"post\" data-id=\"76019\">introdu\u00e7\u00e3o de Marcos Margarido <\/a>sobre a origem e conte\u00fado deste texto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A crise da Revolu\u00e7\u00e3o e as tarefas do proletariado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se\u00e7\u00e3o I<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LINHA ESTRAT\u00c9GICA DA REVOLU\u00c7\u00c3O PROLET\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conte\u00fado:<\/p>\n\n\n\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo I. A Teoria da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente e os Problemas de Constru\u00e7\u00e3o na URSS<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo II. O Socialismo Nacional e a Revolu\u00e7\u00e3o Prolet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo III. A atual crise da revolu\u00e7\u00e3o e as tarefas estrat\u00e9gicas do proletariado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na insurrei\u00e7\u00e3o de outubro, a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica estava diretamente entrela\u00e7ada com a primeira etapa da revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa do Partido Bolchevique elaborado por Lenin no 8\u00ba Congresso considera a insurrei\u00e7\u00e3o de outubro como a primeira etapa da revolu\u00e7\u00e3o mundial, da qual n\u00e3o pode ser separada. O princ\u00edpio b\u00e1sico da revolu\u00e7\u00e3o permanente encontra sua express\u00e3o nesta afirma\u00e7\u00e3o de nosso programa: \u201c<em>Esta \u00e9 a maior dificuldade da revolu\u00e7\u00e3o russa, seu maior problema hist\u00f3rico &#8211; a necessidade de resolver problemas internacionais, &#8230; efetuar a transi\u00e7\u00e3o de nossa revolu\u00e7\u00e3o estritamente nacional para a revolu\u00e7\u00e3o mundial<\/em>\u201d. A caracteriza\u00e7\u00e3o de Lenin das tarefas da revolu\u00e7\u00e3o nacional foi plenamente justificada em todas as etapas posteriores de seu desenvolvimento. Todas as principais dificuldades e contradi\u00e7\u00f5es da revolu\u00e7\u00e3o nacional foram baseadas nas contradi\u00e7\u00f5es entre o car\u00e1ter internacional da revolu\u00e7\u00e3o e o car\u00e1ter nacional da constru\u00e7\u00e3o socialista no pa\u00eds. Por isso, Lenin repetiu incansavelmente que \u201c<em>nossa salva\u00e7\u00e3o de todas essas dificuldades est\u00e1 na revolu\u00e7\u00e3o europeia\u201d e que \u201cestamos longe de ter completado at\u00e9 mesmo o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o do capitalismo para o socialismo. Nunca alimentamos a esperan\u00e7a de que poder\u00edamos termin\u00e1-lo sem a ajuda do proletariado internacional<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a> (Lenin). Estas declara\u00e7\u00f5es leninistas, que formam a base da teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente, determinam a linha estrat\u00e9gica do marxismo-bolchevismo. Ela \u00e9 oposta pela teoria do socialismo em um pa\u00eds, que aben\u00e7oa a revolu\u00e7\u00e3o nacional como algo perfeito, divorciando-a da revolu\u00e7\u00e3o internacional e \u00e9 a base estrat\u00e9gica do socialismo nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo I<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente e os problemas da constru\u00e7\u00e3o socialista na URSS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1) A premissa b\u00e1sica da teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente \u00e9 expressa nas palavras de Lenin: \u201c<em>Como a ind\u00fastria em grande escala existe em escala mundial, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que uma transi\u00e7\u00e3o direta para o socialismo \u00e9 poss\u00edvel &#8211; e ningu\u00e9m negar\u00e1 este fato&#8230;<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> (Vol.18, cap. 1 p. 435).<\/p>\n\n\n\n<p>Isto elimina a quest\u00e3o se os pa\u00edses s\u00e3o individualmente maduros ou imaturos para o socialismo. Para uma transi\u00e7\u00e3o vitoriosa para a revolu\u00e7\u00e3o socialista em qualquer pa\u00eds tecnicamente atrasado e campon\u00eas, \u00e9 apenas necess\u00e1rio que o proletariado desse pa\u00eds, de acordo com seu papel social-hist\u00f3rico, consiga liderar uma revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica nacional e derrubar a burguesia no poder. Entretanto, o que se segue deste ponto de partida \u00e9 que a revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria vitoriosa na R\u00fassia \u00e9 apenas um elo na cadeia internacional da economia mundial e da divis\u00e3o internacional do trabalho. Existimos na cadeia de Estados capitalistas como um elo da economia mundial e, consequentemente, \u201c<em>a avalia\u00e7\u00e3o correta da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel sob a perspectiva internacional<\/em>\u201d (Lenin).<\/p>\n\n\n\n<p>2) O equil\u00edbrio din\u00e2mico da economia sovi\u00e9tica n\u00e3o pode ser considerado como o de uma economia fechada e autossuficiente. A economia da URSS est\u00e1 se desenvolvendo sob a press\u00e3o da economia mundial; ela entrou no sistema da divis\u00e3o internacional do trabalho e \u00e9 uma parte muito peculiar, mas integral do mercado mundial \u201c<em>ao qual estamos subordinados e do qual n\u00e3o podemos romper<\/em>\u201d (Lenin). Internamente, o equil\u00edbrio econ\u00f4mico \u00e9 mantido atrav\u00e9s do processo de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o. Quanto mais a economia sovi\u00e9tica se envolve no sistema de divis\u00e3o internacional do trabalho, mais direta e imediatamente os elementos da economia sovi\u00e9tica, tais como pre\u00e7o e qualidade, tornam-se dependentes dos elementos correspondentes do mercado mundial. Ao mesmo tempo, a economia sovi\u00e9tica est\u00e1 em constante luta com o sistema capitalista mundial &#8230; As conex\u00f5es [ileg\u00edvel] com o mercado mundial agravam esta luta. Sob estas condi\u00e7\u00f5es, a for\u00e7a de nossa resist\u00eancia \u00e0 press\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtico-militar do capital mundial determina a dire\u00e7\u00e3o de nosso desenvolvimento econ\u00f4mico. Mas, n\u00e3o somos livres para escolher nosso ritmo. Ele \u00e9 determinado, por um lado, pelas condi\u00e7\u00f5es materiais do pr\u00f3prio [ileg\u00edvel] produtivo e, por outro, pela necessidade de alcan\u00e7ar e superar os pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados, como est\u00e1 escrito em nossa plataforma: \u201c<em>Na longa luta entre dois sistemas sociais irreconciliavelmente hostis &#8211; capitalismo e socialismo &#8211; o resultado ser\u00e1 determinado, em \u00faltima an\u00e1lise, pela produtividade relativa do trabalho sob cada sistema. E isto, em condi\u00e7\u00f5es de mercado, ser\u00e1 medido pela rela\u00e7\u00e3o entre nossos pre\u00e7os dom\u00e9sticos e os pre\u00e7os mundiais<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. A preserva\u00e7\u00e3o da proporcionalidade din\u00e2mica da economia e, simultaneamente, o aceleramento de seu pr\u00f3prio desenvolvimento, assegurando que os elementos socialistas prevale\u00e7am sobre os capitalistas, s\u00f3 podem ser alcan\u00e7ados se contarmos com as vantagens da economia planejada socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizaremos os recursos decorrentes da divis\u00e3o global do trabalho em nosso benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>3) Como &#8211; na presen\u00e7a de uma economia mundial interconectada e de uma divis\u00e3o mundial do trabalho &#8211; n\u00e3o haja um \u00fanico pa\u00eds (mesmo o mais avan\u00e7ado), que tenha uma grande ind\u00fastria universalmente desenvolvida, capaz de garantir a constru\u00e7\u00e3o do socialismo em um quadro nacional fechado (tal ind\u00fastria, que garanta a constru\u00e7\u00e3o do socialismo, existe apenas em escala mundial), ent\u00e3o o proletariado, no interesse do aumento da produtividade do trabalho, \u00e9 for\u00e7ado, simultaneamente com o fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio exterior, a permitir, dentro de certos limites, o desenvolvimento do capitalismo no pa\u00eds (concess\u00f5es, [ileg\u00edvel] &#8230; mistas, mercado interno). \u00c9 tamb\u00e9m daqui que vem a NEP, como forma de conex\u00e3o econ\u00f4mica entre a grande ind\u00fastria e as massas de pequenos produtores agr\u00edcolas dispersos, e que nos \u00e9 ditada pelo sistema da economia mundial moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, acontece que: \u201c<em>Nossa ordem social baseia-se n\u00e3o apenas na luta entre socialismo e capitalismo, mas, sob certos limites, tamb\u00e9m em sua coopera\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (Trotsky). Nestas condi\u00e7\u00f5es, a tarefa principal \u00e9: \u201c<em>direcionar o desenvolvimento inevit\u00e1vel do capitalismo (em determinado grau e per\u00edodo) para os canais do capitalismo de Estado &#8230; assegurar sua transforma\u00e7\u00e3o em socialismo num futuro pr\u00f3ximo &#8230; e fortalecer as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas reguladas pelo Estado contra a anarquia das rela\u00e7\u00f5es pequeno-burguesas<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a> (Lenin), ou seja: subordinar o elemento pequeno-burgu\u00eas \u00e0 responsabilidade e controle do Estado e preparar condi\u00e7\u00f5es para a industrializa\u00e7\u00e3o e coletiviza\u00e7\u00e3o, com base na eletrifica\u00e7\u00e3o, porque: \u201c<em>Se n\u00e3o houver eletrifica\u00e7\u00e3o, um retorno ao capitalismo \u00e9 inevit\u00e1vel em qualquer situa\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a> (Lenin).<\/p>\n\n\n\n<p>4) Todos os processos econ\u00f4micos b\u00e1sicos na URSS n\u00e3o est\u00e3o &#8230; [ileg\u00edvel] em conex\u00e3o com &#8230; [corte de margem de p\u00e1gina] \u201c<em>e est\u00e3o sujeitos, em um grau ou outro, \u00e0s leis que regem o desenvolvimento do capitalismo, incluindo a mudan\u00e7a de conjunturas<\/em>\u201d (Trotsky). Isto cria uma peculiar interliga\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o rec\u00edprocas de contradi\u00e7\u00f5es internas e externas. As contradi\u00e7\u00f5es internas est\u00e3o inextricavelmente ligadas \u00e0s externas por um n\u00f3. \u00c9 imposs\u00edvel superar as primeiras sem resolver as segundas. A impossibilidade de construir uma economia socialista autossuficiente reproduz, a cada nova etapa, as contradi\u00e7\u00f5es internas e externas da constru\u00e7\u00e3o socialista em volume e profundidade ainda maiores. Assim, as contradi\u00e7\u00f5es do desenvolvimento da URSS levam, em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e0s contradi\u00e7\u00f5es entre o estado oper\u00e1rio isolado e o mundo capitalista que o cerca. A supera\u00e7\u00e3o completa de todas essas contradi\u00e7\u00f5es s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel por meio da revolu\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>5) A constru\u00e7\u00e3o socialista da URSS \u00e9 baseada em uma luta de classes cont\u00ednua e agravada em escalas nacional e internacional. A revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria, ao contr\u00e1rio de todas as outras revolu\u00e7\u00f5es, procura n\u00e3o perpetuar o dom\u00ednio de qualquer classe, mas destruir todas as classes. Como um processo cont\u00ednuo, ela n\u00e3o pode deter-se em uma fase formal, impedindo a sociedade de encontrar seu equil\u00edbrio &#8211; ela est\u00e1 em fase de decl\u00ednio e deve, simultaneamente, preparar os elementos para uma futura ascens\u00e3o em uma base mais elevada do que aquela alcan\u00e7ada na ascens\u00e3o anterior. Todo o desenvolvimento ocorre em cont\u00ednuos confrontos entre os v\u00e1rios setores de classes em uma sociedade em reestrutura\u00e7\u00e3o, e em uma fase de luta sem fim, onde todas as rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o refeitas. \u201c<em>Enquanto existirem oper\u00e1rios e camponeses como classes, o socialismo permanece impratic\u00e1vel e, na pr\u00e1tica e a cada passo, ocorre uma luta irreconcili\u00e1vel<\/em>\u201d (Lenin). Entretanto, os m\u00e9todos e formas desta luta entre o proletariado e os camponeses devem diferir daqueles que o proletariado utilizou tanto contra os capitalistas quanto contra os latifundi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m adquirem a forma de um acordo \u201cequilibrado\u201d entre estas classes com base na hegemonia do proletariado. Este acordo \u00e9 alcan\u00e7ado atrav\u00e9s de certas concess\u00f5es ao campesinato \u201c<em>na determina\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos para realizar a transforma\u00e7\u00e3o socialista<\/em>\u201d (programa do Partido Comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica) nos limites do curso da aboli\u00e7\u00e3o das classes e para fortalecer o poder do proletariado. A maneira de superar o campesinato como \u201ca \u00faltima classe capitalista\u201d n\u00e3o \u00e9 por meio de sua &#8230; [ileg\u00edvel] administrativa por m\u00e9todos de apropria\u00e7\u00e3o, mas por meio da influ\u00eancia [ileg\u00edvel] da grande ind\u00fastria sobre o setor agr\u00edcola. O acordo com o campesinato deve ser uma das medidas destinadas \u00e0 aboli\u00e7\u00e3o das classes, ou seja, como um meio para a restaura\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento mais poderoso da grande ind\u00fastria e para a remodela\u00e7\u00e3o social do pr\u00f3prio campesinato. \u201c<em>Mas, esta tarefa (a elimina\u00e7\u00e3o completa da contradi\u00e7\u00e3o entre cidade e a aldeia) &#8211; uma das tarefas b\u00e1sicas do socialismo &#8211; exigiria, por sua vez, a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos da economia mundial [em uma medida at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\"><strong>[6]<\/strong><\/a>]<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a> (Trotsky, Problemas do Desenvolvimento da URSS). Esta tarefa s\u00f3 pode ser total e completamente resolvida no \u00e2mbito da ind\u00fastria mundial, ou seja, ap\u00f3s a vit\u00f3ria dos oper\u00e1rios dos pa\u00edses avan\u00e7ados. Antes desta vit\u00f3ria, \u201c<em>a quest\u00e3o principal para n\u00f3s continua sendo o estabelecimento correto da rela\u00e7\u00e3o entre o proletariado e o campesinato, correto do ponto de vista da aboli\u00e7\u00e3o das classes<\/em>\u201d (Lenin).<\/p>\n\n\n\n<p>6) Como o sistema capitalista domina a arena mundial, milhares de fios conectam o capitalismo mundial com a pequena produ\u00e7\u00e3o de mercadorias, que gera continuamente o capitalismo em grande escala. Portanto, o desenvolvimento da luta de classes no pa\u00eds est\u00e1 intimamente ligado e condicionado pelo curso geral da luta de classes internacional. A quest\u00e3o \u201cquem \u00e9 quem\u201d, mesmo que apenas da perspectiva das rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas internas, n\u00e3o pode ser resolvida pela rela\u00e7\u00e3o num\u00e9rica da economia privada com a economia estatal na URSS. Ela est\u00e1 sendo resolvida pela rela\u00e7\u00e3o entre capitalismo e socialismo na arena mundial. Se o sistema capitalista se mostrasse capaz de se manter por toda uma era, ent\u00e3o as tend\u00eancias da agricultura capitalista inevitavelmente, sob estas condi\u00e7\u00f5es, atrairiam o campon\u00eas m\u00e9dio para seu lado, paralisando a influ\u00eancia do proletariado sobre a aldeia e criando um obst\u00e1culo pol\u00edtico \u00e0 constru\u00e7\u00e3o socialista. Tudo isso levaria \u00e0 ruptura das rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas entre o proletariado e o campesinato e tornaria inevit\u00e1vel a morte da ditadura do proletariado. Portanto, seguindo o camarada Trotsky, n\u00f3s afirmamos que: \u201c<em>a revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria pode manter-se em seu quadro nacional apenas por um certo per\u00edodo &#8230; Em um pa\u00eds isolado, paralelamente a seus sucessos, as contradi\u00e7\u00f5es geradas dentro e fora de seu territ\u00f3rio crescem inevitavelmente. Se este isolamento continuar, o estado prolet\u00e1rio cair\u00e1 v\u00edtima das contradi\u00e7\u00f5es que o engolfam<\/em>\u201d. Sua salva\u00e7\u00e3o est\u00e1 unicamente na vit\u00f3ria do proletariado dos pa\u00edses avan\u00e7ados. Mas, do ponto de vista da correla\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de classe na arena mundial, n\u00e3o temos raz\u00f5es para considerar a vit\u00f3ria do proletariado em outros pa\u00edses como um assunto para um futuro distante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>A derrubada da burguesia mundial em uma luta revolucion\u00e1ria \u00e9 uma tarefa muito mais real e imediata do que alcan\u00e7ar e ultrapassar a economia mundial sem cruzar as fronteiras da URSS<\/em>\u201d (Trotsky). Somente aqueles que consideram o fim da ditadura do proletariado inevit\u00e1vel, ou mesmo prov\u00e1vel nesta fase da hist\u00f3ria, podem \u201c<em>acreditar na firmeza do capitalismo mundial ou em sua longevidade. A oposi\u00e7\u00e3o de esquerda n\u00e3o tem nada em comum com tal otimismo capitalista<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a> (Trotsky). Portanto, a oposi\u00e7\u00e3o leninista n\u00e3o considera uma ruptura com o campesinato objetivamente inevit\u00e1vel nesta fase hist\u00f3rica. Tal ruptura &#8211; e, consequentemente, o fim da ditadura do proletariado nesta fase hist\u00f3rica &#8211; s\u00f3 pode resultar de uma pol\u00edtica errada da dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>7) Consciente de que uma ditadura do proletariado s\u00f3 pode ser mantida na estrutura nacional por algum tempo e que, portanto, a tarefa principal \u00e9 transformar a ditadura do proletariado de nacional para internacional, a oposi\u00e7\u00e3o leninista nunca ignorou a necessidade de estabelecer um acordo com os camponeses m\u00e9dios, nunca enfraquecendo por um momento a luta contra os <em>kulaks<\/em> e apoiando-se apenas nos camponeses pobres: \u201c<em>A tarefa interna do pa\u00eds<\/em><em> \u00e9, ao nos fortalecermos com uma pol\u00edtica de classe adequada e atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es adequadas da classe oper\u00e1ria com os camponeses, avan\u00e7ar o m\u00e1ximo poss\u00edvel no caminho da constru\u00e7\u00e3o socialista. Os recursos internos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica s\u00e3o enormes e tornam isto inteiramente poss\u00edvel. Ao utilizar nestas condi\u00e7\u00f5es o mercado capitalista mundial [para este mesmo prop\u00f3sito], n\u00f3s atamos nossos c\u00e1lculos hist\u00f3ricos fundamentais ao desenvolvimento [ileg\u00edvel no texto original] posterior da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria mundial<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, diz a Plataforma de 1927.<\/p>\n\n\n\n<p>As etapas do desenvolvimento da revolu\u00e7\u00e3o na URSS s\u00e3o determinadas em \u00faltima inst\u00e2ncia pelas voltas e reviravoltas da revolu\u00e7\u00e3o mundial, que a oposi\u00e7\u00e3o leninista sempre considerou como um processo \u00fanico, \u201c<em>subordinando os interesses da luta prolet\u00e1ria em um pa\u00eds aos interesses desta luta em escala mundial<\/em>\u201d &#8211; este \u00e9 o principal slogan leninista, que define as tarefas estrat\u00e9gicas do proletariado socialista na URSS e \u00e9 ao mesmo tempo um dos pontos principais da teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo II<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O socialismo nacional e a revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1) A ascens\u00e3o de um novo tipo de socialismo nacional na R\u00fassia tem suas ra\u00edzes ideol\u00f3gicas no bolchevismo de direita do per\u00edodo 1905-17. Embora discordando dos mencheviques sobre a quest\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o do papel da burguesia na revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, o bolchevismo de direita tamb\u00e9m op\u00f4s-se resolutamente \u00e0 tomada do poder prolet\u00e1rio em 1905, e confinou nossa revolu\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es democr\u00e1tico-burguesas. Em 1917, durante o per\u00edodo de fevereiro a mar\u00e7o, e ap\u00f3s a chegada de Lenin, todos os citados em seguida, sem exce\u00e7\u00e3o &#8211; Kamenev, Rykov, depois Zinoviev e outros bolcheviques de direita &#8211; travaram uma luta implac\u00e1vel contra Lenin, finalmente deslizando para a posi\u00e7\u00e3o de ala esquerda da democracia radical pequeno-burguesa, o que fez Lenin at\u00e9 mesmo colocar a quest\u00e3o: \u201c<em>H\u00e1 lugar para o bolchevismo de direita em nosso Partido?<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a> (Lenin, Obras, V. 11).<\/p>\n\n\n\n<p>2) O sucessor ideol\u00f3gico do bolchevismo de direita, junto \u00e0 direita atual, \u00e9 o centrismo stalinista. Na China, \u00cdndia, Espanha e em todos os pa\u00edses coloniais e atrasados, e ultimamente tamb\u00e9m no Jap\u00e3o, o centrismo luta contra a linha estrat\u00e9gica da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria e da ditadura do proletariado como m\u00e9todo fundamental de resolu\u00e7\u00e3o das tarefas da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, prega o slogan agora tornado reacion\u00e1rio da ditadura democr\u00e1tica do proletariado e do campesinato, complementado pela teoria e pr\u00e1tica do partido de \u201cdupla composi\u00e7\u00e3o\u201d; separa a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica nas col\u00f4nias da crescente revolu\u00e7\u00e3o internacional e a v\u00ea como uma revolu\u00e7\u00e3o nacional, enquanto na realidade ela \u00e9 um elo da cadeia internacional e n\u00e3o constitui um fim em si. Desta forma, o centrismo stalinista dissolve o proletariado na pequena burguesia e subordina-o \u00e0 burguesia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>3) A teoria do socialismo em um pa\u00eds, proclamada pelos centristas em 1924, e constru\u00edda sobre a incapacidade de compreender a contradi\u00e7\u00e3o entre o car\u00e1ter internacional da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria e o car\u00e1ter nacional da constru\u00e7\u00e3o socialista na URSS, \u00e9 a linha estrat\u00e9gica do socialismo nacional. Esta teoria baseia-se na vis\u00e3o do campesinato como &#8230; [ileg\u00edvel] possuindo &#8230; [ileg\u00edvel] qualidades socialistas, ou seja, o desejo de \u201ccrescer no socialismo\u201d. Assim, independentemente do destino do proletariado em outros pa\u00edses, a supera\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es internas no pa\u00eds da ditadura prolet\u00e1ria e a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista nacional, conforme a teoria socialista nacional, \u00e9 proporcionada pelo pr\u00f3prio fato de um acordo com o campesinato. O \u00fanico obst\u00e1culo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo nacional, do ponto de vista desta teoria, s\u00f3 pode ser a interven\u00e7\u00e3o [estrangeira, nota do tradutor].<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, enquanto a direita bolchevique n\u00e3o concebeu a tomada do poder pelo proletariado na R\u00fassia antes da Europa Ocidental em 1905, ela promoveu a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica na R\u00fassia como um fim em e para si mesma em 1917, e rejeitou a ideia de uma ditadura prolet\u00e1ria, seus sucessores ideol\u00f3gicos, a ala de centro-direita contempor\u00e2nea, desde 1924, v\u00ea a conquista do poder no \u00e2mbito nacional, n\u00e3o como um ato inicial, mas como o ato final da revolu\u00e7\u00e3o, e proclama que \u00e9 inteiramente poss\u00edvel construir uma sociedade socialista isolada na URSS como um fim em e para si mesma. A revolu\u00e7\u00e3o internacional deixou de ser uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a vit\u00f3ria para eles, pois aos seus olhos tornou-se uma mera circunst\u00e2ncia favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>4) As principais caracter\u00edsticas do socialismo nacional atual s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>a) A restri\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o a um quadro nacional. Isto \u00e9 uma ruptura com o internacionalismo prolet\u00e1rio, que exige \u201c<em>a subordina\u00e7\u00e3o dos interesses da luta em um pa\u00eds aos interesses desta luta em escala mundial<\/em>\u201d (Lenin);<\/p>\n\n\n\n<p>b) A separa\u00e7\u00e3o entre as contradi\u00e7\u00f5es internas e as contradi\u00e7\u00f5es da economia mundial, e o fracasso em perceber que os sucessos da constru\u00e7\u00e3o socialista crescem com suas contradi\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>c) A nega\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o de Lenin de que \u201c<em>existimos na cadeia dos Estados capitalistas como um elo da economia mundial<\/em>\u201d e, em conex\u00e3o com isto, d) um rumo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 autonomia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia mundial e a cria\u00e7\u00e3o de uma economia nacional autocontida.<\/p>\n\n\n\n<p>A ruptura com Lenin sobre essas quest\u00f5es marginais levou o socialismo a uma completa convers\u00e3o, tanto na avalia\u00e7\u00e3o das for\u00e7as motrizes da revolu\u00e7\u00e3o nacional, que eles deixaram de considerar como um elo na revolu\u00e7\u00e3o internacional, quanto na avalia\u00e7\u00e3o do campesinato m\u00e9dio, que, ao contr\u00e1rio de Lenin, deixaram de consider\u00e1-lo \u201c<em>a \u00faltima classe capitalista do pa\u00eds<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>5) O socialismo nacional, em plena conformidade com a teoria do socialismo em um pa\u00eds, considera a NEP como uma etapa hist\u00f3rica que cria diretamente, atrav\u00e9s da coopera\u00e7\u00e3o com o campesinato, as condi\u00e7\u00f5es para a plena constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista em um pa\u00eds, independentemente do destino do proletariado em outros pa\u00edses. Inicialmente, a coopera\u00e7\u00e3o nas fun\u00e7\u00f5es de abastecimento em base \u00e0 pequena produ\u00e7\u00e3o camponesa, e agora uma total coletiviza\u00e7\u00e3o das cooperativas em base \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o dos implementos dos camponeses s\u00e3o consideradas suficientes para superar as contradi\u00e7\u00f5es internas e ajudar o campesinato a crescer no socialismo. As t\u00e1ticas socialistas nacionais da NEP est\u00e3o em flagrante contradi\u00e7\u00e3o com a linha estrat\u00e9gica da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria e est\u00e3o inteiramente subordinadas \u00e0 linha estrat\u00e9gica do socialismo nacional &#8211; a teoria do socialismo em um pa\u00eds. Para Lenin, a NEP sempre foi apenas uma etapa no caminho da revolu\u00e7\u00e3o internacional, apenas uma adapta\u00e7\u00e3o ao ritmo de seu desenvolvimento. A t\u00e1tica leninista da NEP era preparar &#8211; atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es lentas e cautelosas &#8211; o cerco, e depois lan\u00e7ar uma ofensiva dentro do pa\u00eds, tendo em mente que \u201c<em>a fortaleza do Port Arthur internacional ser\u00e1 atingida, pois as for\u00e7as que a esmagar\u00e3o est\u00e3o amadurecendo em todos os pa\u00edses<\/em>\u201d (Lenin).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a passagem \u00e0 ofensiva n\u00e3o suprime a NEP e seus m\u00e9todos, mas apenas modifica a forma da rela\u00e7\u00e3o com o campesinato, j\u00e1 que significa intensificar a luta contra a burguesia camponesa, introduzindo a coletiviza\u00e7\u00e3o e as fazendas estatais, cuja taxa de crescimento \u00e9 determinada pelo peso ideal da grande ind\u00fastria, pelo n\u00edvel de tecnologia e pela extens\u00e3o de nossos v\u00ednculos com a economia mundial. \u00c0 medida que os processos econ\u00f4micos internos geram um complexo reflexo pol\u00edtico, todos os problemas econ\u00f4micos b\u00e1sicos da NEP s\u00e3o, antes de tudo, problemas pol\u00edticos muito complexos de cuja solu\u00e7\u00e3o depende o destino do Estado oper\u00e1rio. Os socialistas nacionais ignoram este conte\u00fado pol\u00edtico dos problemas do NEP.<\/p>\n\n\n\n<p>6) O socialismo nacional na R\u00fassia, que se tornou um instrumento de rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica-social contra as tend\u00eancias socialistas de outubro, passou por dois per\u00edodos de desenvolvimento. Em condi\u00e7\u00f5es de relativo equil\u00edbrio, na economia e na pol\u00edtica do pa\u00eds, quando as principais contradi\u00e7\u00f5es da revolu\u00e7\u00e3o ainda estavam: \u201c\u2026 pensando\u201d, em termos do chamado \u201cper\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, o curso do socialismo nacional encontrou sua express\u00e3o t\u00e1tica na pol\u00edtica de compromisso com os <em>kulaks<\/em> e de adapta\u00e7\u00e3o do desenvolvimento da economia estatal \u00e0s necessidades e exig\u00eancias da burguesia camponesa. A coopera\u00e7\u00e3o, como mera forma de organiza\u00e7\u00e3o, foi declarada como o caminho para o socialismo. A luta contra a teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente e o \u201ctrotskismo\u201d foi a bandeira ideol\u00f3gica sob a qual os elementos pequenos burgueses foram mobilizados e foi preparada a investida sobre as conquistas socialistas da revolu\u00e7\u00e3o de outubro. Ao tomar a \u201cideia do campon\u00eas m\u00e9dio\u201d como o crit\u00e9rio mais alto da pol\u00edtica socialista nacional contra a Oposi\u00e7\u00e3o [de Esquerda], n\u00e3o s\u00f3 se afastou da posi\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria, mas de fato minou a alian\u00e7a prolet\u00e1ria com o campon\u00eas m\u00e9dio. A pol\u00edtica do socialismo nacional resumiu-se ao fato de que, no interesse de uma alian\u00e7a com o \u201ccampon\u00eas m\u00e9dio\u201d (que, na verdade, para o socialista nacional acabou sendo sin\u00f4nimo de <em>kulak<\/em>), minou objetivamente a hegemonia do proletariado, enquanto a oposi\u00e7\u00e3o leninista enfatiza incansavelmente que a alian\u00e7a com o campon\u00eas m\u00e9dio est\u00e1 sujeita \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de manter e fortalecer a hegemonia do proletariado.<\/p>\n\n\n\n<p>7) O segundo per\u00edodo de desenvolvimento do socialismo nacional come\u00e7ou quando o pa\u00eds saiu deste equil\u00edbrio relativo e todas as for\u00e7as latentes que haviam amadurecido no per\u00edodo anterior sob a prote\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de direita sa\u00edram \u00e0 superf\u00edcie e expuseram as principais contradi\u00e7\u00f5es da revolu\u00e7\u00e3o nacional, revelando a fal\u00eancia total do curso de centro-direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Incapaz de mudar para a linha estrat\u00e9gica do proletariado e apoiar-se diretamente na vanguarda prolet\u00e1ria e, atrav\u00e9s dela, nos amplos setores dos oper\u00e1rios e dos camponeses pobres, n\u00e3o ousando, ao mesmo tempo, dar uma guinada brusca \u00e0 direita por medo da resist\u00eancia prolet\u00e1ria que come\u00e7ou a surgir em 1928, a ala centrista do socialismo nacional tentou \u201c<em>adaptar-se ao proletariado, mas sem abandonar a base de princ\u00edpios de sua pol\u00edtica ou, o que \u00e9 mais importante, sua onipot\u00eancia<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a> (Trotsky). Isto encontrou express\u00e3o na tentativa de resolver todas as contradi\u00e7\u00f5es com um golpe r\u00e1pido no limite nacional, mas nos rastros de uma aventura ultraesquerdista.<\/p>\n\n\n\n<p>A ess\u00eancia desta aventura foi a pol\u00edtica de ritmos aventureiros de industrializa\u00e7\u00e3o, a aboli\u00e7\u00e3o da NEP, a elimina\u00e7\u00e3o administrativa das classes na aldeia e a coletiviza\u00e7\u00e3o total da agricultura como m\u00e9todos para construir uma sociedade socialista nacional em 4 anos. Isto colocou toda a pol\u00edtica econ\u00f4mica acima dos recursos reais e das rela\u00e7\u00f5es reais de classes.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, estamos tratando de uma pol\u00edtica baseada na mesma velha teoria do socialismo em um pa\u00eds, mas em marcha acelerada; um curso para a aboli\u00e7\u00e3o de classes em uma economia nacional fechada e autossuficiente, levando todas as contradi\u00e7\u00f5es da aldeia moderna para a fazenda coletiva (kolkhoz), onde elas s\u00e3o reproduzidas sobre uma nova base; negando a diferencia\u00e7\u00e3o nas fazendas coletivas; e declarando as fazendas coletivas <em>a priori<\/em> como empreendimentos socialistas. O centrismo stalinista encobre as tend\u00eancias agr\u00edcolas capitalistas nas fazendas coletivas e relega os camponeses pobres e os trabalhadores agr\u00edcolas ao sacrif\u00edcio e explora\u00e7\u00e3o por parte do agricultor abastado das fazendas coletivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo perdido o apoio dos <em>kulaks<\/em>, e n\u00e3o o encontrando na classe trabalhadora, o centrismo stalinista tenta ganhar o apoio do campon\u00eas m\u00e9dio da fazenda coletiva, que, de acordo com as decis\u00f5es do 16\u00ba Congresso, deveria tornar-se \u201c<em>o apoio do poder sovi\u00e9tico na aldeia<\/em>\u201d e crescer no socialismo na base econ\u00f4mica da economia pequeno-burguesa, unificada administrativamente pela socializa\u00e7\u00e3o dos implementos do campesinato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>A press\u00e3o burocr\u00e1tica for\u00e7ando os tempos de industrializa\u00e7\u00e3o e coletiviza\u00e7\u00e3o, baseada em uma posi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica falsa [e n\u00e3o verificada pelo pensamento coletivo do partido], significa um ac\u00famulo implac\u00e1vel de despropor\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es, principalmente considerando-se as rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas com a economia mundial<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a> (Trotsky), por um lado, e considerando-se a rela\u00e7\u00e3o entre a cidade e o campo, por outro. Como resultado da pol\u00edtica do centrismo, testemunhamos um agravamento das rela\u00e7\u00f5es entre o Estado e o proletariado, entre o proletariado e o campesinato, com uma eleva\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da burocracia sobre as classes e um aumento do descontentamento geral.<\/p>\n\n\n\n<p>8) A linha estrat\u00e9gica do socialismo nacional, testada pela experi\u00eancia dos acontecimentos, provou ser totalmente infundada. Ela coloca o pa\u00eds da ditadura prolet\u00e1ria sob o risco de ser destru\u00eddo e \u00e9, ao mesmo tempo, um freio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses atrasados e coloniais, arru\u00edna e desorganiza a Comintern e paralisa o movimento comunista em todo o mundo: \u201c<em>A Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda Internacional rejeita e condena categoricamente a teoria do socialismo em um pa\u00eds, criada&#8230; [ileg\u00edvel no original] em 1924 pelos [ep\u00edgonos, ileg\u00edvel no original], como a pior rea\u00e7\u00e3o contra o marxismo, como o principal produto da ideologia termidoriana. O combate irreconcili\u00e1vel ao stalinismo (ou socialismo nacional), que encontrou sua express\u00e3o no programa da Internacional Comunista [IC no original], \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para uma estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria correta, tanto nas quest\u00f5es da luta de classes internacional quanto na esfera das tarefas econ\u00f4micas da URSS<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a> (Trotsky).<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo III<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A atual crise da revolu\u00e7\u00e3o e as tarefas estrat\u00e9gicas do proletariado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1) No centro de todas as convuls\u00f5es do sistema sovi\u00e9tico est\u00e3o entrela\u00e7adas as seguintes contradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas cruciais: \u201c<em>(a) a heran\u00e7a das contradi\u00e7\u00f5es capitalistas e pr\u00e9-capitalistas da velha R\u00fassia czarista-burguesa, principalmente a contradi\u00e7\u00e3o entre a cidade e a aldeia; (b) a contradi\u00e7\u00e3o entre o atraso econ\u00f4mico cultural geral da R\u00fassia e as tarefas de transforma\u00e7\u00e3o socialista que dialeticamente crescem a partir deste atraso; (c) a contradi\u00e7\u00e3o entre o Estado oper\u00e1rio e a circunvizinhan\u00e7a capitalista, particularmente entre o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio exterior e o mercado mundial<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a> (Trotsky). Todas essas contradi\u00e7\u00f5es, longe de serem de curta dura\u00e7\u00e3o ou de natureza epis\u00f3dica, desdobraram-se nos \u00faltimos nove anos nas condi\u00e7\u00f5es criadas pelas pol\u00edticas erradas da dire\u00e7\u00e3o e pelas derrotas do proletariado mundial desde 1923.<\/p>\n\n\n\n<p>O atraso cultural do pa\u00eds e a predomin\u00e2ncia da pequena produ\u00e7\u00e3o na agricultura criaram uma profunda contradi\u00e7\u00e3o entre os fundamentos materiais da ditadura prolet\u00e1ria e sua superestrutura pol\u00edtica-social. O burocratismo, erguido sobre esta base, fortaleceu-se e revelou-se como uma \u201c<em>superestrutura constru\u00edda sobre a situa\u00e7\u00e3o de isolamento e opress\u00e3o do pequeno produtor<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a> (Lenin) e sobre a falta de cultura das amplas massas oper\u00e1rias, por um lado, e, por outro, como instrumento de luta contra o proletariado e as tend\u00eancias socialistas da revolu\u00e7\u00e3o nacional por parte da antiga camada de funcion\u00e1rios estatais pequenos burgueses, que representam fragmentos das classes dirigentes desenvolvidas anteriormente. J\u00e1 os elementos do topo da burocracia do VKP(b)<a href=\"#_ftn16\" id=\"_ftnref16\">[16]<\/a>, que ca\u00edram, em um grau ou outro, sob a influ\u00eancia dos elementos burgueses do aparato estatal. Eles desenvolveram-se na onda de rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social da dire\u00e7\u00e3o do partido e do pa\u00eds. Ao mesmo tempo, \u201c<em>a burocracia sovi\u00e9tica, que representa uma &#8230; [am\u00e1lgama, ileg\u00edvel no original] do estrato superior do proletariado vitorioso com amplos estratos das classes derrubadas, inclui em si uma&#8230; [poderosa, ileg\u00edvel no original] ag\u00eancia do capitalismo mundial<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn17\" id=\"_ftnref17\">[17]<\/a> (Trotsky).<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria do socialismo em um pa\u00eds atende \u00e0s necessidades sociais de uma burocracia sovi\u00e9tica cada vez mais conservadora em suas aspira\u00e7\u00f5es por um regime nacional, e que exige a santifica\u00e7\u00e3o final da revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 acabada (que garantiu \u00e0 burocracia uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada) como supostamente suficiente para a constru\u00e7\u00e3o pac\u00edfica do socialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe um antagonismo profundo entre as for\u00e7as criativas da revolu\u00e7\u00e3o e a burocracia. A pol\u00edtica errada da burocracia centrista, que est\u00e1 em desacordo com os interesses hist\u00f3ricos da classe oper\u00e1ria, \u00e9, h\u00e1 muito tempo, uma das principais fontes do crescimento do burocratismo. A burocracia centrista aproveitou a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as desfavor\u00e1vel ao proletariado, derrotou o partido leninista &#8230; [ileg\u00edvel], liquidou-o como uma organiza\u00e7\u00e3o independente da vanguarda prolet\u00e1ria, estabeleceu a opress\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica sobre o proletariado, liquidou os sindicatos como \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o dos interesses dos oper\u00e1rios e como uma escola de comunismo, estabeleceu um regime plebiscit\u00e1rio e bonapartista no partido, nos sindicatos e nos sovietes. A lideran\u00e7a centrista, refor\u00e7ando assim os elementos do duplo poder e inclinando sua pol\u00edtica ora ao oportunismo e ora ao aventureirismo, levou o pa\u00eds a uma crise socioecon\u00f4mica aguda e a uma profunda convuls\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>2) S\u00f3 pode haver duas formas de sair da crise da revolu\u00e7\u00e3o criada por 9 anos de dom\u00ednio da burocracia partid\u00e1ria e sovi\u00e9tica nas condi\u00e7\u00f5es de rea\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica: 1) ou uma restaura\u00e7\u00e3o burguesa atrav\u00e9s de um violento golpe contrarrevolucion\u00e1rio aberto, ou a restaura\u00e7\u00e3o de uma ditadura prolet\u00e1ria plena atrav\u00e9s de uma profunda reforma do partido, dos sindicatos e dos sovietes. A luta por esta segunda via constitui o n\u00facleo pol\u00edtico de toda a luta da oposi\u00e7\u00e3o leninista como legi\u00e3o russa da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>3) A principal tarefa do proletariado no campo econ\u00f4mico \u00e9 realizar um recuo planejado da pol\u00edtica aventureira na ind\u00fastria e na agricultura. Este recuo deve perseguir as seguintes tarefas: 1) Estabelecer planos econ\u00f4micos realistas que permitam o crescimento constante da economia com base em um equil\u00edbrio din\u00e2mico; 2) Restabelecer a confian\u00e7a do campesinato no proletariado e no Estado (alian\u00e7a); 3) Reagrupar for\u00e7as na cidade e no campo de tal forma que sejam criadas condi\u00e7\u00f5es para uma futura ofensiva. Somente com o cumprimento destas tarefas o proletariado pode consolidar sua ditadura e manter o caminho do socialismo at\u00e9 a vit\u00f3ria do proletariado em outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>4) Um recuo planejado de uma pol\u00edtica aventureira tamb\u00e9m implica um recuo na esfera das rela\u00e7\u00f5es cidade-aldeia, com m\u00e9todos de mercado, limitados pela influ\u00eancia r\u00edgida e crescente da regulamenta\u00e7\u00e3o planejada. Mas, este recuo para os m\u00e9todos do mercado n\u00e3o resolve o problema de como lidar com o campon\u00eas m\u00e9dio na esfera pol\u00edtica. Gra\u00e7as \u00e0 pol\u00edtica ruinosa da dire\u00e7\u00e3o, a confian\u00e7a dos camponeses no resultado do trabalho socialista do proletariado foi minada. \u00c9 imposs\u00edvel prever se o campon\u00eas m\u00e9dio, depois do que a dire\u00e7\u00e3o centrista lhe fez nos \u00faltimos anos, concordar\u00e1 em concluir um acordo com a classe oper\u00e1ria com base na NEP &#8211; ou se n\u00e3o ficar\u00e1 satisfeito com o \u201cretorno da NEP\u201d e exigir\u00e1 uma \u201cNEP da NEP\u201d e garantias pol\u00edticas. A pr\u00e1tica e a pr\u00f3pria experi\u00eancia do recuo mostrar\u00e3o que isto depender\u00e1 em primeiro lugar da for\u00e7a da classe oper\u00e1ria na luta contra a contrarrevolu\u00e7\u00e3o Bonapartista, que procurar\u00e1 arrancar as massas camponesas m\u00e9dia e pobre de sua influ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tomar a iniciativa de um recuo da pol\u00edtica aventureira, a oposi\u00e7\u00e3o leninista repete mais uma vez, seguindo Lenin, suas palavras, que deveriam ser a base de nossas rela\u00e7\u00f5es com os camponeses: \u201c<em>Declaramos aberta e honestamente, sem nenhuma tentativa de enganar os camponeses: para manter o caminho do socialismo, n\u00f3s, camaradas camponeses, faremos uma s\u00e9rie de concess\u00f5es a voc\u00eas, mas somente naqueles limites e extens\u00e3o que, \u00e9 claro, julgaremos por n\u00f3s mesmos qual \u00e9 essa extens\u00e3o e quais s\u00e3o seus limites. \u00c9 assim que se coloca a rela\u00e7\u00e3o entre o proletariado e o campesinato, ou seja, ou o campesinato chega a um acordo conosco e n\u00f3s faremos concess\u00f5es econ\u00f4micas a eles, ou n\u00f3s lutamos<\/em>\u201d (Lenin).<a href=\"#_ftn18\" id=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>5) Sob a press\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es e dificuldades exacerbadas por sua pol\u00edtica atual, a dire\u00e7\u00e3o centrista ser\u00e1 for\u00e7ada a lan\u00e7ar um recuo espont\u00e2neo das posi\u00e7\u00f5es aventureiras. Entretanto, se o centrismo prevalecer, este recuo inevitavelmente deslocar\u00e1 toda a pol\u00edtica na dire\u00e7\u00e3o de uma NEP <em>pol\u00edtica<\/em>, ou seja, colocar\u00e1 a iniciativa nas m\u00e3os dos elementos bonapartistas termidorianos do VKP(b), que j\u00e1 est\u00e3o elaborando um plano para um acordo bonapartista com o campesinato e o capitalismo mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar o caminho de recuar a uma &#8220;NEP pol\u00edtica&#8221;, a oposi\u00e7\u00e3o leninista est\u00e1 travando uma luta intransigente contra a fac\u00e7\u00e3o centrista governante e est\u00e1 propondo um programa de reivindica\u00e7\u00f5es e slogans que garanta uma sa\u00edda para a atual crise da revolu\u00e7\u00e3o sobre bases prolet\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>6) Hoje, como na \u00e9poca da Plataforma, \u201c<em>existem neste pa\u00eds duas posi\u00e7\u00f5es fundamentais que se excluem mutuamente. Uma, a posi\u00e7\u00e3o do proletariado construindo o socialismo, a outra, a posi\u00e7\u00e3o da burguesia aspirando a mudar nosso desenvolvimento para linhas capitalistas<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn19\" id=\"_ftnref19\">[19]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A fac\u00e7\u00e3o dirigente do centrismo stalinista, oscilando entre estas duas posi\u00e7\u00f5es &#8230; [ileg\u00edvel] em bloco com os Besedowskys<a href=\"#_ftn20\" id=\"_ftnref20\">[20]<\/a>, \u201cem duas frentes\u201d, mas na realidade principalmente com a oposi\u00e7\u00e3o leninista. Isto leva a uma situa\u00e7\u00e3o em que o equil\u00edbrio de for\u00e7as est\u00e1 cada vez mais na dire\u00e7\u00e3o das for\u00e7as bonapartistas termidorianas.<\/p>\n\n\n\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o leninista, por outro lado, \u00e9 a \u00fanica representante da posi\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria. Sob condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, ela continua insistindo na linha estrat\u00e9gica do marxismo-bolchevismo contra o socialismo nacional e v\u00ea cada passo de nossa revolu\u00e7\u00e3o do ponto de vista do desenvolvimento da revolu\u00e7\u00e3o internacional, ligando seu principal c\u00e1lculo hist\u00f3rico com ela e somente com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Ivan Ivanov<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1918\/jan\/10.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1921\/dec\/27.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Platform of the Joint Opposition. https:\/\/www.marxists.org\/archive\/trotsky\/1927\/opposition\/ch04.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1921\/apr\/21.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1921\/apr\/x01.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os trechos entre colchetes nesta e demais cita\u00e7\u00f5es encontram-se nas refer\u00eancias das notas de rodap\u00e9, mas n\u00e3o no texto original, ou est\u00e3o ileg\u00edves no texto original.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/sites.google.com\/site\/sozialistischeklassiker2punkt0\/leon-trotsky\/1931\/leon-trotsky-problems-of-the-development-of-the-ussr<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ibid.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.marxists.org\/archive\/trotsky\/1927\/opposition\/ch04.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; No texto publicado em ingl\u00eas em <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1917\/dec\/27.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1917\/dec\/27.htm<\/a> l\u00ea-se: \u201c\u2018Bolchevismo de direita\u2019; h\u00e1 lugar para ele em nosso Partido?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/sites.google.com\/site\/sozialistischeklassiker2punkt0\/leon-trotsky\/1931\/leon-trotsky-problems-of-the-development-of-the-ussr<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ibid.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ibid.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ibid.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\" id=\"_ftn15\">[15]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1921\/apr\/21.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\" id=\"_ftn16\">[16]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sigla em russo para Partido Comunista da R\u00fassia (bolchevique).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\" id=\"_ftn17\">[17]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/sites.google.com\/site\/sozialistischeklassiker2punkt0\/leon-trotsky\/1931\/leon-trotsky-problems-of-the-development-of-the-ussr<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\" id=\"_ftn18\">[18]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta cita\u00e7\u00e3o pode ter sido retirada de um discurso de Lenin no Terceiro Congresso da IC, que diz \u201cDizemos abertamente aos camponeses que eles devem escolher entre o dom\u00ednio da burguesia e o dom\u00ednio dos bolcheviques &#8211; nesse caso, faremos todas as concess\u00f5es poss\u00edveis nos limites da reten\u00e7\u00e3o do poder e depois os conduziremos ao socialismo. Tudo o mais \u00e9 engano e pura demagogia. Uma guerra implac\u00e1vel deve ser declarada contra este engano e demagogia\u201d, https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1921\/jun\/12.htm.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\" id=\"_ftn19\">[19]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.marxists.org\/archive\/trotsky\/1927\/opposition\/ch01.htm<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\" id=\"_ftn20\">[20]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Grigory Besedovsky (1896-1963): diplomata sovi\u00e9tico que desertou para a Fran\u00e7a em 3 de outubro de 1929.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Bolcheviques-Leninistas (Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda na ex URSS), escrito em 1932. Consulte a introdu\u00e7\u00e3o de Marcos Margarido sobre a origem e conte\u00fado deste texto A crise da Revolu\u00e7\u00e3o e as tarefas do proletariado Se\u00e7\u00e3o I LINHA ESTRAT\u00c9GICA DA REVOLU\u00c7\u00c3O PROLET\u00c1RIA Conte\u00fado: Introdu\u00e7\u00e3o Cap\u00edtulo I. A Teoria da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente e os Problemas de Constru\u00e7\u00e3o na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":65631,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[8523,4269,8521],"class_list":["post-76023","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-teoria","tag-a-crise-da-revolucao-e-as-tarefas-do-proletariado","tag-oposicao-de-esquerda","tag-trotski"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/trotsky-color.jpg","categories_names":["TEORIA"],"author_info":{"name":"Kely","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/19003bf6219614b90207b39bd4a2733ce9cf96693efdfd639b15a829beed53d1?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76023"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76023\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76030,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76023\/revisions\/76030"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}