{"id":76019,"date":"2023-02-12T21:06:32","date_gmt":"2023-02-12T21:06:32","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=76019"},"modified":"2023-02-12T21:06:34","modified_gmt":"2023-02-12T21:06:34","slug":"algumas-notas-sobre-os-cadernos-da-ala-de-isolamento-de-verkhneuralsk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/02\/12\/algumas-notas-sobre-os-cadernos-da-ala-de-isolamento-de-verkhneuralsk\/","title":{"rendered":"Algumas notas sobre os \u201cCadernos da Ala de Isolamento de Verkhneuralsk\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante as obras de reforma na cadeia de Verkhneuralsk<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>, ainda em funcionamento, no in\u00edcio de 2018 na R\u00fassia, foi feita uma descoberta sensacional. A Diretoria Principal do Servi\u00e7o Penitenci\u00e1rio Federal da R\u00fassia para a regi\u00e3o de Chelyabinsk informou que foi encontrado um esconderijo sob as t\u00e1buas do piso da cela n\u00ba 312, que continha documentos datados de 1932-1933. Eram manuscritos abrangendo mais de 400 p\u00e1ginas e contendo t\u00edtulos como \u201c<em>A trai\u00e7\u00e3o decisiva da clique de Stalin: Sobre os recentes acontecimentos na Alemanha<\/em>\u201d, ou \u201c<em>Projeto de resolu\u00e7\u00e3o sobre os fundamentos te\u00f3ricos da oposi\u00e7\u00e3o leninista e sobre o socialismo nacional stalinista<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Marcos Margarido<\/p>\n\n\n\n<p>Estes documentos, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de armazenamento, estavam bastante danificados, n\u00e3o sendo poss\u00edvel determinar o n\u00famero exato de textos, mas estima-se a exist\u00eancia de 30 a 35 documentos separados, ou \u201ccadernos\u201d, dos quais 27 est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de serem transcritos e interpretados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que uma descoberta sensacional? Porque se trata de textos escritos por membros da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda na R\u00fassia, a organiza\u00e7\u00e3o internacional criada por Trotsky para combater a burocratiza\u00e7\u00e3o do Estado sovi\u00e9tico sob o comando de Stalin e retomar o caminho revolucion\u00e1rio do pa\u00eds, iniciado em outubro de 1917. Sabia-se que os trotskistas presos produziam um jornal <em>samizdat<\/em>, isto \u00e9, escrito \u00e0 m\u00e3o, o <em>Bolchevique-Leninista<\/em>, em Verkhneuralsk, mas ningu\u00e9m o tinha visto antes que os cadernos fossem encontrados. O texto <em>O golpe fascista na Alemanha<\/em>, por exemplo, \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o do <em>Bolchevique-Leninista<\/em> n\u00ba 2 (12), de 1933.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-770x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-76021\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-770x1024.jpg 770w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-226x300.jpg 226w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-768x1022.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-1155x1536.jpg 1155w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-150x200.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-300x399.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-696x926.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1-1068x1421.jpg 1068w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/jornal-B-L-1.jpg 1308w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jornal dos Bolcheviques Leninistas <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a presen\u00e7a de membros da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda nas pris\u00f5es pol\u00edticas da era stalinista era confirmada apenas por relatos indiretos, como nas mem\u00f3rias do oposicionista de esquerda iugoslavo Ante Ciliga, <em>The Russian Enigma<\/em>, ou no romance de Victor Serge, <em>Meia-Noite no S\u00e9culo<\/em>, e analisada pelo historiador franc\u00eas Pierre Brou\u00e9 em seu livro, <em>Comunistas contra Stalin<\/em>, lan\u00e7ado em portugu\u00eas pela Ed. Sundermann.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u201cCadernos da Ala de Isolamento de Verkhneuralsk\u201d, uma esp\u00e9cie de pris\u00e3o pol\u00edtica, que passaram a ser identificados e transcritos pelo historiador russo Aleksandr Fokin e sua equipe, s\u00e3o a confirma\u00e7\u00e3o documental dessa presen\u00e7a. Verkhneuralsk era uma pris\u00e3o pol\u00edtica operada pela NKVD no in\u00edcio dos anos 30, e tinha mais de 100 oposicionistas de esquerda, incluindo Ante Ciliga, Viktor El&#8217;tsin, Man Nevel&#8217;son, e Fedor Dingel&#8217;shtedt. Os manuscritos encontrados na pris\u00e3o, mais de 80 anos ap\u00f3s serem escritos, finalmente fornecem provas materiais da vibrante troca clandestina de ideias e opini\u00f5es da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda na pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme observado por outro historiador russo, Aleksey Gusev, a ala de isolamento de Verkhneuralsk, mais as pris\u00f5es de Yaroslavl e Suzdal, foram os centros da vida ideol\u00f3gica da oposi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s sua derrota pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Imediatamente ap\u00f3s a not\u00edcia da descoberta, os historiadores russos tentaram ter acesso aos documentos. J\u00e1 em mar\u00e7o de 2018, o historiador Aleksandr Fokin (Universidade P\u00fablica de Chelyabinsk) conseguiu publicar uma primeira an\u00e1lise dos manuscritos, bem como a transcri\u00e7\u00e3o de um deles, <em>O golpe fascista na Alemanha<\/em> (1933), na revista de hist\u00f3ria <em>Ab Imp\u00e9rio<\/em><a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Outro texto foi publicado posteriormente, a se\u00e7\u00e3o <em>A linha estrat\u00e9gica da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria<\/em>,que \u00e9 partedo documento <em>A crise da revolu\u00e7\u00e3o e as tarefas do proletariado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Este tem as seguintes se\u00e7\u00f5es: I. A linha estrat\u00e9gica da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria; III. A situa\u00e7\u00e3o mundial e a Comintern; IV. A economia estatal e perspectivas para seu desenvolvimento; V. A condi\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria; VI. Agricultura; VII. A evolu\u00e7\u00e3o do Estado Sovi\u00e9tico e o perigo do bonapartismo; IX. As t\u00e1ticas e tarefas da oposi\u00e7\u00e3o leninista; X. Programa e sugest\u00f5es pr\u00e1ticas; XI. Conclus\u00e3o. Contra o oportunismo! Pela teoria e pr\u00e1tica revolucion\u00e1ria de Marx e Lenin!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As condi\u00e7\u00f5es das pris\u00f5es pol\u00edticas no in\u00edcio dos anos 1930<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dado interessante da descoberta \u00e9 que eram utilizadas capas de edi\u00e7\u00f5es de revistas publicadas pelo Estado sovi\u00e9tico como capas dos cadernos, provavelmente para esconder seu conte\u00fado. Assim, segundo A. Fokin, para o caderno <em>A crise da revolu\u00e7\u00e3o e as tarefas do proletariado<\/em> foi utilizada a capa da revista <em>A Internacional Comunista<\/em>. Isto indica que os prisioneiros tinham acesso a publica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds e estrangeiras (por exemplo, livros de Trotsky publicados no exterior).<\/p>\n\n\n\n<p>Isto leva \u00e0 quest\u00e3o do grau de liberdade que havia nas pris\u00f5es pol\u00edticas. Segundo Aleksei Gusev:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>At\u00e9 meados dos 30, os presos pol\u00edticos na URSS tinham um status especial, e n\u00e3o estavam mesclados com os delinquentes comuns nem com os que enviavam para construir canais, etc. Assim, eram mantidos nestas pris\u00f5es pol\u00edticas especiais em condi\u00e7\u00f5es relativamente livres. Relativamente, \u00e9 claro, porque \u00e0s vezes os golpeavam, invadiam suas acomoda\u00e7\u00f5es, etc. Mas, podiam escrever, podiam produzir revistas manuscritas, programas, podiam discutir, encontrar-se nos p\u00e1tios da pris\u00e3o durante suas caminhadas. Duas vezes por dia podiam sair para caminhar e discutir.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Este relato de liberdade relativa est\u00e1 baseado no livro de mem\u00f3rias de Ante Ciliga, que p\u00f4de ler os trabalhos publicados na pris\u00e3o, provavelmente, entre eles, alguns dos cadernos descobertos, pois ele tamb\u00e9m foi preso em Verkhneuralsk. Segundo ele:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Que diversidade de opini\u00e3o havia, que liberdade em cada artigo! Que paix\u00e3o e que sinceridade, n\u00e3o s\u00f3 na abordagem das quest\u00f5es te\u00f3ricas e abstratas, mas at\u00e9 mesmo em quest\u00f5es da maior atualidade. Ainda era poss\u00edvel reformar o sistema por meios pac\u00edficos, ou seria necess\u00e1rio um levante armado, uma nova revolu\u00e7\u00e3o? Stalin era um traidor consciente ou meramente inconsciente? Sua pol\u00edtica era de rea\u00e7\u00e3o ou de contrarrevolu\u00e7\u00e3o? Ele poderia ser eliminado pela simples remo\u00e7\u00e3o dos dirigentes, ou era necess\u00e1ria uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o? Todos os artigos foram escritos com a maior liberdade, sem qualquer retic\u00eancia, pontilhando i&#8217;s e cruzando t&#8217;s e, supremo horror:- cada artigo era assinado com o nome completo do escritor.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>E completava, sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida na pris\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Nossa liberdade n\u00e3o estava limitada a isso. Durante as caminhadas, que reuniam v\u00e1rias alas, os prisioneiros tinham o h\u00e1bito de realizar reuni\u00f5es regulares em um local do p\u00e1tio, com presidente, secret\u00e1rio e oradores falando em ordem adequada&#8230; Nessas reuni\u00f5es, os assuntos mais perigosos e proibidos eram discutidos sem a menor restri\u00e7\u00e3o e sem nenhum medo&#8230; Nessas reuni\u00f5es, Stalin sa\u00eda-se muito mal, sendo chamado de todo tipo de nomes. Eu tinha visto muitas coisas na URSS, mas nenhuma t\u00e3o desconcertante como esta ilha de liberdade, perdida em um oceano de escravid\u00e3o &#8211; ou era apenas um manic\u00f4mio? T\u00e3o grande era o contraste entre o pa\u00eds humilhado e aterrorizado e a liberdade de esp\u00edrito que reinava nesta pris\u00e3o que eu me inclinava primeiro pela teoria do manic\u00f4mio. Como admitir que, na imensid\u00e3o de sil\u00eancio da R\u00fassia, duas ou tr\u00eas pequenas ilhas de liberdade, onde os homens ainda tinham o direito de falar livremente, eram\u2026 as pris\u00f5es?<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, havia outra opini\u00e3o, talvez por se tratar de outra pris\u00e3o. A. Tarov, membro da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda preso na ala de isolamento de Verkhne-Uralsky, faz o seguinte relato:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>No s\u00e9timo m\u00eas a partir da data de nossa pris\u00e3o, fomos transferidos para a ala de isolamento de Verkhne-Uralsky. Justamente naquele momento, os prisioneiros bolcheviques-leninistas, em n\u00famero de 450 pessoas, entraram em greve geral de fome em protesto contra o regime prisional e a arbitrariedade da administra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao bolchevique-leninista Kame. Antes desta primeira greve geral de fome, em 1930, a administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria, liderada pelo chefe da pris\u00e3o Bizyukov, ordenou jogar \u00e1gua fria sobre os bolcheviques-leninistas (no inverno, na Sib\u00e9ria!). A ordem foi executada. Num momento de tumulto, quando nossos camaradas tentaram bloquear as passagens para n\u00e3o deixar entrar \u00e1gua nas c\u00e2maras, os guardas dirigiram as mangueiras diretamente nos olhos dos camaradas, cegando o camarada Poghosyan. E, em 1931, no m\u00eas de abril, um sentinela disparou atrav\u00e9s das barras no peito do camarada Yesayan.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, apesar destas diferen\u00e7as, uma coisa \u00e9 certa. Conforme Aleksei Gusev:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Mas, <\/em><em>depois do assassinato de K\u00edrov, \u00e9 claro que toda essa liberdade relativa se acabou e os presos pol\u00edticos da oposi\u00e7\u00e3o comunista primeiro foram enviados ao Gulag, e depois quase todos foram assassinados, fuzilados&#8230; Stalin ordenou uma \u201csolu\u00e7\u00e3o final\u201d: todo mundo devia ser assassinado. E mataram-nos com metralhadoras, entre 200 e 300 por dia, em Kolym\u00e1 e Vorkut\u00e1.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perspectivas em rela\u00e7\u00e3o aos Cadernos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este breve texto visa introduzir os leitores aos dois Cadernos, in\u00e9ditos em portugu\u00eas, que ser\u00e3o publicados no site da LIT-QI:<a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/02\/12\/a-linha-estrategica-da-revolucao-proletaria\/\" data-type=\"post\" data-id=\"76023\"> <em>A linha estrat\u00e9gica da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria<\/em><\/a> e, em breve, <em>O golpe fascista na Alemanha.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Podemos esperar a publica\u00e7\u00e3o de outros textos? Certamente. Segundo A. Fokin:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Alguns cadernos s\u00e3o um \u00edndice e um cat\u00e1logo contendo informa\u00e7\u00f5es sobre documentos que n\u00e3o foram encontrados na cela n\u00ba 312 (de acordo com oficiais da GUFSIN, h\u00e1 v\u00e1rias outras celas em Verkhneuralsk onde os presos pol\u00edticos foram mantidos e onde ainda n\u00e3o houve reforma, portanto \u00e9 poss\u00edvel que um conjunto de novas fontes seja fornecido no futuro).<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o historiador russo informou em comunica\u00e7\u00e3o pessoal que est\u00e1 sendo preparado um livro com as transcri\u00e7\u00f5es dos cadernos j\u00e1 encontrados, com publica\u00e7\u00e3o prevista para breve. Estamos ansiosos para conhec\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verkhneuralsk: cidade na prov\u00edncia de Cheliabinsk, perto dos Montes Urais, no sul da R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aleksandr Fokin, <em>Tetradi Verkhneural\u2019skogo politicheskogo izoliatora. Predstavlenie istochnika i razmyshleniia o ego znachenii <\/em>[Os cadernos da pris\u00e3o pol\u00edtica de Verkhneuralsk. Apresenta\u00e7\u00e3o das fontes e reflex\u00f5es sobre seu significado], revista Ab Imperio, no. 4 (2017): 177\u201394, <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1353\/imp.2017.0080\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1353\/imp.2017.0080<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/Aleksei-Gusev-Na-URSS-a-burocracia-atacava-Trotski-como-aliado-da-contrarrevolucao-na-Russia-atual<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ante Ciliga, <em>The Russian Enigma<\/em>, p. 199<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ibid., p. 200<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u0410. Tarov. <em>Letter on Escape<\/em> \/\/ Opposition Bulletin. 1935. December. \u2116 46. <a href=\"http:\/\/www.1917.com\/Marxism\/Trotsky\/BO\/BO_No_46\/BO-0441.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.1917.com\/Marxism\/Trotsky\/BO\/BO_No_46\/BO-0441.html<\/a>. Citado por A. Fokin, Tetradi Verkhneural&#8217;skogo politicheskogo izolyatora: predstavleniye istochnika i razmyshleniya o yego znachenii (Cadernos da ala de isolamento pol\u00edtico Verkhneuralsky: apresenta\u00e7\u00e3o de suas fontes e reflex\u00f5es sobre seu significado). Revista <em>Ab Imperio, <\/em>4\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A. Gusev, Idem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A. Fokin, Idem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante as obras de reforma na cadeia de Verkhneuralsk[1], ainda em funcionamento, no in\u00edcio de 2018 na R\u00fassia, foi feita uma descoberta sensacional. 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