{"id":75795,"date":"2023-01-17T15:26:01","date_gmt":"2023-01-17T15:26:01","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75795"},"modified":"2023-01-17T15:26:03","modified_gmt":"2023-01-17T15:26:03","slug":"repudiamos-as-execucoes-no-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2023\/01\/17\/repudiamos-as-execucoes-no-ira\/","title":{"rendered":"<strong><em>Repudiamos as execu\u00e7\u00f5es no Ir\u00e3<\/em><\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Na primeira semana de janeiro, o regime ditatorial iraniano executou o enforcamento Mohammad Mahdi Karami e Seyed Mohammad Hosseini, participantes dos protestos que explodiram no pa\u00eds desde setembro passado. O julgamento em que foram condenados foi qualificado como \u201cvergonhoso\u201d por organismos de direitos humanos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n\n\n\n<p>Estas execu\u00e7\u00f5es s\u00e3o a \u00faltima express\u00e3o da dur\u00edssima repress\u00e3o com que o regime ditatorial dos aiatol\u00e1s respondeu aos protestos e \u00e0s suas demandas. \u00c9 dif\u00edcil ter dados exatos das consequ\u00eancias dessa a\u00e7\u00e3o repressiva porque o governo nega informa\u00e7\u00e3o ver\u00eddica. De acordo com informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela organiza\u00e7\u00e3o Human Rights Activists\u2019s News Agency (HRANA), desde o in\u00edcio das manifesta\u00e7\u00f5es <em>\u201c19.262 pessoas foram presas\u201d<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>\u201cpelo menos&nbsp;516 manifestantes morreram desde ent\u00e3o, incluindo 70 crian\u00e7as\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo este mesmo artigo: <em>\u201cV\u00e1rios relat\u00f3rios indicam que muitos presos pelos protestos foram submetidos a&nbsp;desaparecimentos for\u00e7ados, deten\u00e7\u00f5es incomunic\u00e1veis, torturas e outros maus tratos\u201d.&nbsp;<\/em>Aqui \u00e9 necess\u00e1rio incluir o repugnante m\u00e9todo dos estupros em cativeiro de jovens detidas. Agora, como vimos, se somam as execu\u00e7\u00f5es de participantes detidos e condenados em julgamentos sum\u00e1rios e sem nenhuma garantia de defesa para os acusados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em diversos artigos e declara\u00e7\u00f5es da LIT-QI publicados nesta p\u00e1gina, manifestamos nosso apoio e solidariedade com a justa luta do povo iraniano contra a ditadura dos aiatol\u00e1s <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn2\">[2]<\/a>. Nesse marco, aderimos e impulsionamos a campanha internacional contra a execu\u00e7\u00e3o do jogador de futebol Amir Nazr-Azadani<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Frente \u00e0s recentes execu\u00e7\u00f5es reiteramos essa posi\u00e7\u00e3o e chamamos a todas as organiza\u00e7\u00f5es que se reivindicam democr\u00e1ticas, as organiza\u00e7\u00f5es defensoras de direitos humanos, em especial as organiza\u00e7\u00f5es das\/os trabalhadoras\/es e de massas, a redobrar a campanha internacional de rep\u00fadio \u00e0 repress\u00e3o e de apoio e solidariedade ao povo iraniano, exigindo a imediata suspens\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es e a liberta\u00e7\u00e3o dos milhares de presos pol\u00edticos. \u00c9 uma tarefa urgente que n\u00e3o pode ficar em meras palavras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A rebeli\u00e3o generalizada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A forte e generalizada rebeli\u00e3o no Ir\u00e3 teve uma grande repercuss\u00e3o internacional. Pela sua import\u00e2ncia, a partir da p\u00e1gina da LIT-QI seguimos com muita aten\u00e7\u00e3o este processo<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn4\">[4]<\/a>. Tentamos abordar a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o do Ir\u00e3 atual, a grande revolu\u00e7\u00e3o de 1979, a instala\u00e7\u00e3o do regime ditatorial dos aiatol\u00e1s e as profundas contradi\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas que este regime n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o resolvia, mas que, pelo contr\u00e1rio, oprimia e agravava.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, as mulheres, em especial as jovens, foram a vanguarda do processo com sua resposta \u00e0 dura opress\u00e3o e repress\u00e3o que sofrem por parte do regime clerical. \u00c9 importante lembrar que o que iniciou o processo de rebeli\u00f5es foi a indigna\u00e7\u00e3o pelo assassinato da jovem Mahsa Amini, detida pela Patrulha de Orienta\u00e7\u00e3o Religiosa (conhecida como Pol\u00edcia da Moral) por usar <em>\u201co hijab de forma incorreta\u201d<\/em>&nbsp;(o tradicional v\u00e9u que as mulheres mu\u00e7ulmanas devem usar). A esta rea\u00e7\u00e3o em massa se somaram tamb\u00e9m milhares de jovens (irm\u00e3os, amigos, colegas de estudo ou de trabalho)<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa base principal, se combinou com outras \u201ccontas pendentes\u201d que setores da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds t\u00eam com o regime, especialmente as nacionalidades oprimidas como os curdos ou os baluches (Masha Amini era kurda) e, de modo incipiente, a classe trabalhadora submetida a duras condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o e sem direitos de organiza\u00e7\u00e3o sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>Configurou-se assim, um quadro de rebeli\u00e3o generalizada e espalhada por todo o pa\u00eds que apontava para a derrubada do regime, objetivo que j\u00e1 come\u00e7ava a aparecer em diversas consignas e cartazes. Como vimos, o regime respondeu com uma dura repress\u00e3o e, ao mesmo tempo, se viu obrigado a dar um passo parcial para tr\u00e1s e dissolver a Pol\u00edcia da Moral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual?<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tratar sobre a an\u00e1lise e a aprecia\u00e7\u00e3o deste processo, fizemos um alerta metodol\u00f3gico: est\u00e1vamos <em>\u201ccientes da limita\u00e7\u00e3o que representa o fato de que a LIT-QI n\u00e3o tem uma organiza\u00e7\u00e3o nacional no Ir\u00e3 (embora mantenhamos contato com exiliados iranianos no exterior). Por isso, seremos muito cuidadosos na formula\u00e7\u00e3o de caracteriza\u00e7\u00f5es e propostas, porque podem conter erros de avalia\u00e7\u00e3o. Entretanto, ao mesmo tempo contamos com o conhecimento de experi\u00eancias hist\u00f3ricas em situa\u00e7\u00f5es similares e tamb\u00e9m com o capital te\u00f3rico que o marxismo nos supre para sua compreens\u00e3o\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn6\"><strong>[6]<\/strong><\/a><\/em>. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nossas fontes de informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o, por um lado, as comunica\u00e7\u00f5es que as organiza\u00e7\u00f5es e participantes individuais das mobiliza\u00e7\u00f5es enviam ao exterior e, por outro, as que as ag\u00eancias de imprensa internacionais fornecem. Esse alerta metodol\u00f3gico deve ser ainda maior agora porque o fluxo de informa\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 acontecendo no Ir\u00e3 diminuiu drasticamente devido a que o regime ditatorial estabeleceu um bloqueio da internet do pa\u00eds para o exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00fanicas mobiliza\u00e7\u00f5es que pudemos corroborar de modo fidedigno, s\u00e3o as ocorridas semanalmente em Zahedan, capital da prov\u00edncia de Sist\u00e3o-Baluchist\u00e3o, regi\u00e3o em que o povo oprimido dos baluches \u00e9 amplamente majorit\u00e1rio, muito castigados pela repress\u00e3o (em setembro, em um s\u00f3 dia foram assassinadas mais de 90 pessoas) <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn7\">[7]<\/a>. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ent\u00e3o, torna-se imposs\u00edvel avaliar se as mobiliza\u00e7\u00f5es continuam com a extens\u00e3o e a intensidade do ano passado e o bloqueio da internet impede que a informa\u00e7\u00e3o transcenda ou se, com a repress\u00e3o, o regime conseguiu um enfraquecimento do processo (ou um impasse), ainda que seja conjuntural.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive se fosse esta segunda situa\u00e7\u00e3o, e apesar da dura repress\u00e3o, n\u00e3o estar\u00edamos frente a uma derrota esmagadora do movimento e a perspectiva de v\u00e1rios anos de \u201ctranquilidade\u201d para o regime, mas apenas frente a um respiro conjuntural que explode novamente em um rebeli\u00e3o generalizada, como express\u00e3o das fortes contradi\u00e7\u00f5es acumuladas. Repetimos, s\u00f3 o tempo nos dir\u00e1 qual destas alternativas ocorrer\u00e3o na realidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As divis\u00f5es no regime<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios analistas internacionais consideram que o regime est\u00e1 resistindo a este embate das massas (tal como o fez frente a uma onda anterior em 2018\/2019) mas que, ao mesmo tempo, est\u00e1 se enfraquecendo, consciente que est\u00e1 sentado sobre um vulc\u00e3o que j\u00e1 entrou em erup\u00e7\u00e3o. Frente a essa realidade e como responder a ela, come\u00e7a a se dividir.<\/p>\n\n\n\n<p>Um artigo recente da ag\u00eancia internacional AFP analisa que <em>\u201cO regime iraniano mostra divis\u00f5es sobre a forma de acabar com o movimento de protesto provocado pela morte de uma jovem curda, vacilando entre a repress\u00e3o e as demonstra\u00e7\u00f5es de apaziguamento, estimam os analistas\u201d <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftn8\"><strong>[8]<\/strong><\/a><\/em>. Assim, o setor dos <em>falc\u00f5es <\/em>promove a continuidade dos julgamentos sum\u00e1rios e as execu\u00e7\u00f5es, como uma mensagem do poder para intimidar os manifestantes. Por seu lado, o setor das <em>pombas<\/em>&nbsp;impulsiona a dissolu\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia da Moral e, agora, a liberta\u00e7\u00e3o de algumas das figuras mais conhecidas dos protestos, como Majid Tavakoli e Hossein Ronaghi, como outra tentativa de acalmar os \u00e2nimos. O artigo cita Anoush Ehteshami, diretor do Instituto de Estudos Isl\u00e2micos e do Oriente M\u00e9dio da Universidade de Durham (Gr\u00e3 Bretanha): <em>\u00abNo interior do pr\u00f3prio regime, h\u00e1 divis\u00f5es sobre a forma de administrar a situa\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando-se o regime em seu conjunto, trata-se de quest\u00f5es menores e muito pontuais. Entretanto, por tr\u00e1s desta divis\u00e3o sobre o \u201cgerenciamento\u201d imediato da situa\u00e7\u00e3o parece haver um debate mais profundo sobre o que fazer mais adiante, mais em profundidade. Ou seja, se fechar cada vez mais seu car\u00e1ter repressivo ou iniciar alguma abertura cosm\u00e9tica para aliviar um pouco a press\u00e3o acumulada nas massas e assim manter o conjunto do regime. No marco dessa disjuntiva (e desta incipiente divis\u00e3o) o professor universit\u00e1rio Afshin Shahi considera que&nbsp;<em>\u201co regime n\u00e3o parece ter uma estrat\u00e9gia n\u00edtida\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O que fica evidente \u00e9 que esta incipiente divis\u00e3o no regime \u00e9 o resultado desta onda de rebeli\u00f5es e, ao mesmo tempo, o tornam mais fraco. \u00c9 verdade que em seus 44 anos de exist\u00eancia, mostrou capacidade de adequa\u00e7\u00f5es e de avan\u00e7ar frente \u00e0s rebeli\u00f5es populares. Mas esta onda recente \u00e9 mais extensa e forte que as anteriores e, nesse sentido, deixa-lhe menor margem de manobra. A realidade nos dir\u00e1 se esta situa\u00e7\u00e3o do regime ajuda a manter e fortalecer a rebeli\u00e3o do povo iraniano na perspectiva de sua derrubada revolucion\u00e1ria pela via da a\u00e7\u00e3o do movimento se massas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ponto, s\u00f3 nos cabe, por um lado, reiterar algumas propostas ao povo iraniano que, de modo muito cuidadoso, fizemos nos \u00faltimos meses, como unificar as diversas reivindica\u00e7\u00f5es em torno do eixo central: Abaixo a ditadura dos aiatol\u00e1s! E pela sua derrubada, e a necessidade, para avan\u00e7ar neste objetivo, tal como mostra a experi\u00eancia hist\u00f3rica, dos trabalhadores e as massas constru\u00edrem n\u00facleos de organiza\u00e7\u00e3o e de luta nas f\u00e1bricas, bairros, escolas e universidades, e que esses n\u00facleos sejam coordenados em comandos regionais e em um nacional, com representa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel internacional, reiteramos a proposta e o chamado de manter e desenvolver uma grande campanha de apoio e solidariedade com esta grande luta do povo iraniano, e nosso compromisso de impulsion\u00e1-la com todas nossas for\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-64198079\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ir\u00e3 enforca mais dois manifestantes dos protestos por Mahsa Amini \u2013 BBC News Mundo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Ver por exemplo: https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/12\/06\/declaracao-da-lit-qi-em-apoio-aos-protestos-no-ira\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/12\/17\/nao-a-execucao-de-amir-nasr-azadani\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Ver os numerosos artigos publicados desde setembro passado em:&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/category\/ira\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;Sobre esta quest\u00e3o, recomendamos ver um interessante v\u00eddeo realizado pela BBC https:\/\/www.google.com\/search?q=iran+women+rising&amp;oq=iran+women+rising&amp;aqs=chrome..69i57.7212j0j4&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:b5294399,vid:1cWAOWxCr54<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/11\/12\/ira-sobre-a-rebeliao-contra-o-regime-dos-aiatolas\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;Ver as imagens divulgadas pelo grupo Iran Human Rights e reproduzidas pelas ag\u00eancias internacionais em&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/av\/world-middle-east-64199086\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/news\/av\/world-middle-east-64199086<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/repudiamos-los-fusilamientos-en-iran\/#_ftnref8\">[8]<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lanacion.com.ar\/agencias\/divisiones-en-el-regimen-irani-frente-a-las-protestas-nid08012023\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Divis\u00f5es no regime iraniano frente aos protestos \u2013 LA NACION<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na primeira semana de janeiro, o regime ditatorial iraniano executou o enforcamento Mohammad Mahdi Karami e Seyed Mohammad Hosseini, participantes dos protestos que explodiram no pa\u00eds desde setembro passado. 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