{"id":75610,"date":"2022-12-20T12:17:35","date_gmt":"2022-12-20T12:17:35","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75610"},"modified":"2022-12-20T12:17:38","modified_gmt":"2022-12-20T12:17:38","slug":"o-despertar-do-proletariado-chines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/12\/20\/o-despertar-do-proletariado-chines\/","title":{"rendered":"O despertar do proletariado chin\u00eas?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u00c0s v\u00e9speras do congresso do partido comunista, na manh\u00e3 do dia 13 de outubro, Peng Zaizhou, cujo nome real \u00e9 Peng Lifa, um trabalhador da \u00e1rea de tecnologia, estendeu duas faixas com reivindica\u00e7\u00f5es na ponte Sitong em Pequim, nas quais se lia:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cQueremos comida, n\u00e3o testes PCR! Queremos liberdade, n\u00e3o lockdowns! Queremos reforma, n\u00e3o uma revolu\u00e7\u00e3o cultural! Queremos voto, n\u00e3o um l\u00edder! Queremos ser cidad\u00e3os, n\u00e3o escravos! Boicotes estudantis e greves para derrubar o ditador traidor Xi Jinping! 16 de outubro &#8211; Dia de Protesto!\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: F\u00e1bio Bosco<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas horas antes deste protesto, ele postou um manifesto de 23 p\u00e1ginas num site acad\u00eamico defendendo que a China deveria ser livre e democr\u00e1tica e que os chineses deveriam impedir Xi Jinping de obter um terceiro mandato. Para isso seria necess\u00e1ria uma revolu\u00e7\u00e3o colorida pac\u00edfica e popular para impor a democracia dentro do partido comunista permitindo a elei\u00e7\u00e3o livre de seus dirigentes, o sufr\u00e1gio universal no pa\u00eds, limita\u00e7\u00e3o de poderes governamentais, liberdade de organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, transpar\u00eancia dos bens dos dirigentes e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 economia de mercado. Ou seja, uma combina\u00e7\u00e3o de ideais democr\u00e1ticos e liberais, mas com um interessante chamado \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular para conquist\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Como acontece com todo dissidente, Peng Zaizhou foi preso e seu paradeiro \u00e9 desconhecido. Mas seu programa democr\u00e1tico e seu chamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o de massas encontraram eco na classe trabalhadora chinesa, em particular na juventude, esgotada pela ditadura e sua pol\u00edtica de Covid Zero e desesperan\u00e7ados pela queda do crescimento econ\u00f4mico e pela falta de perspectiva de dias melhores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ganhou a alcunha de \u201chomem ponte\u201d e h\u00e1 uma campanha em curso por sua liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo antes da a\u00e7\u00e3o do \u201chomem ponte\u201d, a enorme insatisfa\u00e7\u00e3o contra a ditadura e a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica j\u00e1 havia se expressado na revolta contra a pol\u00edtica de Covid Zero em Haizhou, um distrito industrial nas cercanias de Cant\u00e3o, nas m\u00eddias sociais com casos de crian\u00e7as que morreram impedidas de chegar a um hospital pelos \u201clockdowns\u201d, e mesmo pela resist\u00eancia passiva da juventude contra as jornadas de trabalho extenuantes 996 (das 9h da manh\u00e3 \u00e0s 9h da noite, seis dias por semana). (I)<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do \u201chomem ponte\u201d, houve uma semana de protestos multifacetados em v\u00e1rias cidades entre 22 e 27 de novembro, considerados os maiores desde o massacre da pra\u00e7a da paz celestial (Tiananmen) em 1989, sendo que em alguns dos quais se gritou \u201cLiberdade ou Morte\u201d (palavra de ordem de Tiananmen) e na Universidade Tsinghua em Pequim foi cantada a Internacional. &nbsp;(II)<\/p>\n\n\n\n<p>A ditadura chinesa seguiu o modus operandi tradicional: concess\u00f5es para a massa atrav\u00e9s da flexibiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de Covid Zero (III) e repress\u00e3o\/pris\u00e3o da vanguarda. Esta pol\u00edtica desencadeou, na semana seguinte, v\u00e1rios protestos da di\u00e1spora chinesa que vive no exterior. O maior foi em frente ao consulado chin\u00eas de Nova Iorque onde mil pessoas fizeram uma vig\u00edlia. Tamb\u00e9m houve protestos em Londres, Toronto, T\u00f3quio, Hong Kong, Taipei, e v\u00e1rias universidade como Yale, Stanford e Oxford. (IV)<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 10 dezembro, houve novos protestos no exterior, desta vez chamados por setores de esquerda contr\u00e1rios \u00e0 ditadura chinesa. Eles organizaram atos em frente \u00e0s lojas da Apple em Nova Iorque, Seattle, Cupertino, Londres, Nottingham, Sydney e T\u00f3quio para protestar contra as condi\u00e7\u00f5es aviltantes de trabalho no complexo industrial da FoxConn em Zhenzhou na China e contra a ditadura chinesa. (V) Revolucion\u00e1rios brasileiros enviaram fotos em apoio aos protestos. (VI)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pol\u00edtica de Covid Zero<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a principal pol\u00edtica do regime chin\u00eas de enfrentamento \u00e0 pandemia. Ela consiste em reiterada testagem em massa da popula\u00e7\u00e3o e, em caso de teste positivo, na imposi\u00e7\u00e3o de lockdown total, e no isolamento das pessoas contaminadas em centros de deten\u00e7\u00e3o sem acesso regular a alimentos e rem\u00e9dios. Em alguns complexos industriais, a pol\u00edtica de Covid Zero se expressou atrav\u00e9s do \u201cclosed-loop\u201d (circuito fechado em portugu\u00eas) na qual os trabalhadores passavam a viver no local de trabalho sem qualquer contato f\u00edsico com o exterior e, se algum trabalhador testar positivo, isolamento dele e de seus colegas em condi\u00e7\u00f5es aviltantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A julgar pelo n\u00famero de mortes em decorr\u00eancia da Covid, apenas 5 mil, a pol\u00edtica de Covid Zero \u00e9 um sucesso. Mas este sucesso esconde uma s\u00e9rie de fracassos. O primeiro deles tem a ver com a qualidade das vacinas chinesas cuja efic\u00e1cia \u00e9 inferior \u00e0s vacinas mais modernas produzidas no exterior. A \u00fanica vacina similar produzida na China \u00e9 totalmente destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o para a Indon\u00e9sia. O segundo \u00e9 a n\u00e3o obrigatoriedade de tomar vacina. A ades\u00e3o entre idosos \u00e9 particularmente baixa. O terceiro \u00e9 a baixa oferta de leitos em UTI, cerca de um ter\u00e7o do preconizado pela OMS (10 leitos em UTI para 100 mil habitantes). O quarto \u00e9 a baixa imunidade coletiva j\u00e1 que grande parte da popula\u00e7\u00e3o nunca teve contato com qualquer v\u00edrus Covid. Nesta situa\u00e7\u00e3o, o fim da pol\u00edtica de Covid Zero tem que ser precedida da produ\u00e7\u00e3o em massa de vacinas eficientes, campanhas de vacina\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria e triplica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de leitos em UTI, medidas que podem ser efetivadas em pouco espa\u00e7o de tempo se houver o investimento p\u00fablico necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 outros fatores por tr\u00e1s da pol\u00edtica de Covid Zero. Um deles \u00e9 que a pandemia possibilitou ao regime chin\u00eas implementar um sistema de vigil\u00e2ncia e controle social sobre toda a popula\u00e7\u00e3o, e o fim da pol\u00edtica de Covid Zero abrir\u00e1 espa\u00e7o para protestos contra a manuten\u00e7\u00e3o desse sistema de controle social. H\u00e1 tamb\u00e9m setores da burguesia comercial que t\u00eam lucrado muit\u00edssimo com o provimento de alimentos b\u00e1sicos para a popula\u00e7\u00e3o confinada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rumo a um novo Tiananmen?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os protestos da juventude em v\u00e1rias cidades e universidades chinesas, a movimenta\u00e7\u00e3o do proletariado industrial, e as manifesta\u00e7\u00f5es de nacionalidades oprimidas como os Uigures apontam para um despertar dos explorados e oprimidos chineses empurrados pela desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pelas pol\u00edticas ditatoriais do regime chin\u00eas, entre as quais se destaca a de Covid Zero. (VII)<\/p>\n\n\n\n<p>Esse despertar enfrenta um inimigo poderoso: o capitalismo e a ditadura chinesa que atuam para suprimir qualquer forma de dissid\u00eancia ou organiza\u00e7\u00e3o alternativa como j\u00e1 fizeram em Hong Kong.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Hong Kong houve um levante de \u201c<em>dois milh\u00f5es de pessoas pelo sufr\u00e1gio universal e pela defesa da autonomia de Hong Kong. A heroica luta do povo de Hong Kong, liderada pela juventude, foi derrotada. Pequim imp\u00f4s sua Lei de Seguran\u00e7a Nacional, enterrou a autonomia e n\u00e3o apenas acabou com a oposi\u00e7\u00e3o liberal, mas com todas as oposi\u00e7\u00f5es e muitos sindicatos anteriormente fortes, impondo uma agenda de censura e controle de pensamento. A fim de nos posicionarmos corretamente n\u00e3o apenas sobre Hong Kong ou Taiwan, mas tamb\u00e9m sobre a disputa entre Estados Unidos e China, precisamos discutir a natureza do Estado chin\u00eas: a China n\u00e3o adota apenas o capitalismo, mas tamb\u00e9m um capitalismo Orwelliano, ainda pior que o capitalismo liberal. Como socialistas, escolher o mal menor n\u00e3o \u00e9 nosso objetivo program\u00e1tico.<\/em>\u201d (Au Loong-Yu, marxista chin\u00eas no pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o brasileira de Hong Kong em revolta. A batalha nas ruas e o futuro da China).<\/p>\n\n\n\n<p>No levante democr\u00e1tico de Hong Kong (2019-2021) havia limita\u00e7\u00f5es objetivas &#8211; a principal delas reside na desigual correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre uma cidade sublevada e um Estado nacional &#8211; e subjetivas: a perspectiva pol\u00edtica dos setores &#8220;localistas&#8221; impediu a constru\u00e7\u00e3o de solidariedade com a classe oper\u00e1ria e a juventude da China continental, aliados necess\u00e1rios para romper com o isolamento de Hong Kong. Por outro lado, a hegemonia pol\u00edtica da oposi\u00e7\u00e3o liberal criou ilus\u00f5es no imperialismo (que fala em democracia, mas trabalha pela manuten\u00e7\u00e3o do status quo) e impediu uma pol\u00edtica socialista o que alienou setores da classe trabalhadora e dos pobres em HK e em toda a China.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fazer frente \u00e0 ditadura capitalista chinesa, \u00e9 necess\u00e1ria a mobiliza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria e dos setores oprimidos dentro de uma perspectiva socialista e internacionalista. Para sustentar essa mobiliza\u00e7\u00e3o de forma coordenada, s\u00e3o necess\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es nacionais e uma plataforma que una a luta contra a ditadura, por liberdades democr\u00e1ticas, com a luta contra o capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o despertar do proletariado chin\u00eas prosseguir, existe o potencial de levantes com grande participa\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria em n\u00edvel nacional, mais semelhantes \u00e0 segunda revolu\u00e7\u00e3o chinesa (1925-1927) que \u00e0 Tiananmen. Um levante dessa qualidade social com uma pol\u00edtica socialista e internacionalista pode se constituir em uma quarta revolu\u00e7\u00e3o chinesa, com impacto em todo o globo. Para isso \u00e9 necess\u00e1ria a forma\u00e7\u00e3o de um partido revolucion\u00e1rio, marxista e internacionalista em toda a China.<\/p>\n\n\n\n<p>Notas:<\/p>\n\n\n\n<p>(I) A rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 competi\u00e7\u00e3o desmedida, ao trabalho extenuante e \u00e0 imobilidade social levou \u00e0 filosofia de vida Tang Ping (\u201cLie flat\u201d em ingl\u00eas que significa ater-se ao b\u00e1sico) e<\/p>\n\n\n\n<p>Bai Lan (\u201cLet it rot\u201d ou deixar declinar) adotada por uma minoria crescente de jovens nas universidades e empresas. <a href=\"https:\/\/www.channelnewsasia.com\/cna-insider\/996-bai-lan-china-youths-workers-rot-work-slacker-2917476\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.channelnewsasia.com\/cna-insider\/996-bai-lan-china-youths-workers-rot-work-slacker-2917476<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(II) <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/11\/28\/protestos-operarios-e-populares-desafiam-a-ditadura-na-china\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/11\/28\/protestos-operarios-e-populares-desafiam-a-ditadura-na-china\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(III) <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/12\/12\/ditadura-chinesa-retrocede-em-sua-politica-de-combate-a-covid-19\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/12\/12\/ditadura-chinesa-retrocede-em-sua-politica-de-combate-a-covid-19\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(IV) <a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/2022\/11\/28\/china-protests-global-solidarity-vigils\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/2022\/11\/28\/china-protests-global-solidarity-vigils\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(V) <a href=\"https:\/\/m.facebook.com\/story.php?story_fbid=pfbid02SRwsZWQ7z2wr4mdNc4Eta8A77sjgAKu2CTcjVoXbrqYcVwrH5SUwQXvowq3f7xv6l&amp;id=100063999131725\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/m.facebook.com\/story.php?story_fbid=pfbid02SRwsZWQ7z2wr4mdNc4Eta8A77sjgAKu2CTcjVoXbrqYcVwrH5SUwQXvowq3f7xv6l&amp;id=100063999131725<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(VI) <a href=\"https:\/\/m.facebook.com\/story.php?story_fbid=pfbid0zobYijBFCAvKHQRhYP9rajC51jZ11knwPcvGLNdv81z2Mkuf2dv2rVBq417HDvTzl&amp;id=100063999131725\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/m.facebook.com\/story.php?story_fbid=pfbid0zobYijBFCAvKHQRhYP9rajC51jZ11knwPcvGLNdv81z2Mkuf2dv2rVBq417HDvTzl&amp;id=100063999131725<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(VII) \u00bfAd\u00f3nde va China? &#8211; Alejandro Iturbe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s v\u00e9speras do congresso do partido comunista, na manh\u00e3 do dia 13 de outubro, Peng Zaizhou, cujo nome real \u00e9 Peng Lifa, um trabalhador da \u00e1rea de tecnologia, estendeu duas faixas com reivindica\u00e7\u00f5es na ponte Sitong em Pequim, nas quais se lia: \u201cQueremos comida, n\u00e3o testes PCR! Queremos liberdade, n\u00e3o lockdowns! Queremos reforma, n\u00e3o uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":75611,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[365,3541],"tags":[366,8357,8477],"class_list":["post-75610","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-china","category-movimento-operario","tag-china-2","tag-fabio-bosco-2","tag-peng-zaizhou"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/China-1.jpg","categories_names":["China","Movimento Oper\u00e1rio"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75610","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75610"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75610\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75612,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75610\/revisions\/75612"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}