{"id":75515,"date":"2022-12-06T11:52:37","date_gmt":"2022-12-06T11:52:37","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75515"},"modified":"2022-12-06T11:52:39","modified_gmt":"2022-12-06T11:52:39","slug":"declaracao-da-lit-qi-em-apoio-aos-protestos-no-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/12\/06\/declaracao-da-lit-qi-em-apoio-aos-protestos-no-ira\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o da LIT-QI em apoio aos protestos no Ir\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p>Este \u00e9 o terceiro m\u00eas de protestos e mobiliza\u00e7\u00f5es massivas generalizadas no Ir\u00e3. Esta onda de lutas, que mobilizou massivamente as tr\u00eas grandes for\u00e7as sociais (as mulheres, a juventude e as nacionalidade oprimidas), colocou em crise o regime capitalista isl\u00e2mico. A profundidade da mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 maior que as ocorridas nos \u00faltimos 5 anos, assim como o grau de repress\u00e3o contra esta. O regime ditatorial de Khomeini completa 40 anos e hoje uma nova gera\u00e7\u00e3o se levanta contra ele, reclamando seu direito a ter um futuro, onde as liberdades democr\u00e1ticas, o bem estar social e os direitos econ\u00f4micos sejam garantidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A LIT-QI apoia ativamente o direito do povo iraniano de derrotar seu governo; a tomar seu destino em suas pr\u00f3prias m\u00e3os, livre de qualquer interven\u00e7\u00e3o governamental estrangeira; e de dirigir sua revolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final para assegurar a base material e social de sua liberdade. Por isso, apoiamos e nos solidarizamos com a luta em curso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Frente ao aumento da repress\u00e3o do governo, os manifestantes mudam de t\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios informes de organiza\u00e7\u00f5es internacionais sobre o alcance da repress\u00e3o do regime contra os manifestantes. Nas zonas curdas, ao menos 80 manifestantes foram assassinados no oeste do Ir\u00e3, e a Ag\u00eancia de Not\u00edcias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), que tem sua sede fora do Ir\u00e3, contabiliza um total de 419 mortes.<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> V\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o informam que foram detidos 15.000 manifestantes, que as torturas ocorrem nas pris\u00f5es, e que o regime j\u00e1 proclamou 3 condena\u00e7\u00f5es \u00e0 morte de ativistas sob a acusa\u00e7\u00e3o de &#8220;moharebeh&#8221; (fazer guerra contra Deus). Al\u00e9m disso, <em>The Economist <\/em>reporta que colunas de ve\u00edculos blindados do Corpo da Guarda Revolucion\u00e1ria Isl\u00e2mica &#8220;<em>[entraram] em cidades como Mahabad e Javanroud, no noroeste curdo do Ir\u00e3, disparando com metralhadoras contra os manifestantes&#8221; <\/em>e que <em>&#8220;os helic\u00f3pteros [voaram] por cima&#8230; os drones em c\u00edrculos emitindo can\u00e7\u00f5es marciais. <\/em>&#8220;<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> A repress\u00e3o mais severa est\u00e1 ocorrendo nas zonas curdas com disparos contra as massas com muni\u00e7\u00e3o real, mas outras nacionalidades oprimidas, como os baluchis do sudeste e os \u00e1rabes (a maioria sunitas) do sul, tamb\u00e9m est\u00e3o sofrendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 repress\u00e3o, os manifestantes est\u00e3o mudando de t\u00e1tica, passando das concentra\u00e7\u00f5es massivas, nas quais o Corpo da Guarda Revolucion\u00e1ria Isl\u00e2mica dispara na multid\u00e3o, para protestos espont\u00e2neos tipo \u201cflash mob\u201d. Os manifestantes est\u00e3o incediando s\u00edmbolos do Estado iraniano, como delegacias de pol\u00edcia, e inclusive a casa ancestral de Khomeini, que hoje \u00e9 um museu estatal. Muitos v\u00eddeos nas redes sociais mostram centenas de protestos di\u00e1rios com c\u00e2nticos contra o regime e a favor dos direitos das mulheres, como \u201co pervertido \u00e9 voc\u00ea, a mulher livre sou eu\u201d nas esta\u00e7\u00f5es do metr\u00f4 de Teer\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Der Spiegel <\/em>cita uma ativista que explica: &#8220;<em>Estamos gritando das janelas, embora as for\u00e7as de seguran\u00e7a abram fogo com mais frequ\u00eancia. Boicotamos as empresas que s\u00e3o anunciadas na televis\u00e3o estatal. Usamos dinheiro vivo no lugar de cart\u00f5es de cr\u00e9dito, recolhendo dinheiro para o povo nas zonas curdas. \u00c9 dif\u00edcil fazer chegar ajuda a eles, mas algumas pessoas tentam. Quando cruzamos as ruas, fazemos o sinal de V da vit\u00f3ria. Choramos at\u00e9 dormir e despertamos com novas esperan\u00e7as. <\/em>&#8220;<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nas zonas curdas come\u00e7aram a circular manuais de luta nas ruas entre os ativistas para garantir a autodefesa frente \u00e0 repress\u00e3o estatal, e ao menos 60 soldados e policiais iranianos morreram nas m\u00e3os dos manifestantes. <em>The Economist <\/em>tamb\u00e9m informa que &#8220;<em>os partid\u00e1rios do Partido da Vida Livre do Curdist\u00e3o (pjak), com sede no vizinho Iraque, dizem que est\u00e3o contrabandeando armas e equipamentos de prote\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das montanhas para o Ir\u00e3<\/em>.<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A agita\u00e7\u00e3o no trabalho continua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As greves continuam em todo o pa\u00eds e est\u00e3o aumentando, com a cont\u00ednua mobiliza\u00e7\u00e3o sindical combinada com a resist\u00eancia, agora armada, dos curdos e os protestos generalizados das mulheres e dos jovens. Os pequenos comerciantes est\u00e3o em greve regularmente desde o in\u00edcio do movimento.<sup> <a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>No final de novembro, os caminhoneiros se uniram aos protestos e hoje s\u00e3o a vanguarda da resist\u00eancia trabalhista ao regime. Fizeram greve em v\u00e1rias cidades como Isfah\u00e1n, Bandar Abbas, Qazvin e Kermanshah em apoio a outras greves de oper\u00e1rios industriais.<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Esta \u00faltima greve come\u00e7ou em 26 de novembro, quando os caminhoneiros convocaram uma paralisa\u00e7\u00e3o de 10 dias, desferindo um importante golpe no regime. Al\u00e9m disso, <em>Iran International<\/em>, um dos meios de comunica\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o no Ir\u00e3, informa que &#8220;<em>numerosos trabalhadores de<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>f\u00e1bricas de a\u00e7o e de autom\u00f3veis<\/em>&#8221; (como Esfahan Steel Company, Alvand SarmaAfarin Incorporation, Morattab Car Manufacturing, Safe Khodro Car Manufacturing Company, Qazvin&#8217;s Pars Appliances Company) est\u00e3o em greve. Tamb\u00e9m destaca que nas \u00faltimas semanas <em>\u201cos trabalhadores de dezenas de unidades industriais, como a fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos, as ind\u00fastrias pesadas, a petroqu\u00edmica, o petr\u00f3leo, o g\u00e1s e a cana de a\u00e7\u00facar\u201d <\/em>protagonizaram greves locais e ocorreram protestos e repress\u00e3o governamental em mais de 140 universidades.<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A crise do regime se agrava<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O CGRI funciona como uma casta econ\u00f4mica que controla setores chave da economia, de forma muito semelhante \u00e0 dos militares no Egito. <em>Der Spiegel <\/em>explica que &#8220;<em>tem o controle de enormes faixas da economia: aeroportos, terminais petrol\u00edferos, hospitais e universidades<\/em>&#8220;.<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Esta elite nacional corrupta \u00e9 hoje universalmente detestada pelos trabalhadores do Ir\u00e3, especialmente no atual contexto de infla\u00e7\u00e3o galopante. O governo iraniano serve aos interesses de um sistema capitalista de explora\u00e7\u00e3o no Ir\u00e3. As classes dominantes est\u00e3o ansiosas para obter, mas n\u00e3o conseguem, investimentos imperialistas suficientes para desenvolver mais a economia nacional. Seu projeto est\u00e1 debilitado pelas san\u00e7\u00f5es dos EUA e da UE, raz\u00e3o pela qual est\u00e3o desesperados para manter uma m\u00e3o de ferro sobre o trabalho, assim como sobre os pobres e as nacionalidades oprimidas atrav\u00e9s de ideologias reacion\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O agravamento da crise do regime ficou patente no Mundial do Qatar, para o qual o regime orquestrou uma forte campanha de comunica\u00e7\u00e3o. Em primeiro lugar, apesar de terem sido fotografados sorridentes com os m\u00e1ximos dirigentes do regime, os jogadores da equipe do Ir\u00e3o se negaram a assinar o hino nacional. Isto foi o resultado de uma enorme press\u00e3o popular contra sua manifesta\u00e7\u00e3o de qualquer forma de apoio p\u00fablico ao regime assassino. Al\u00e9m disso, muitos seguidores do futebol iraniano boicotaram a partida para oporem-se ao regime, e muitos tinham a inten\u00e7\u00e3o de levar bandeiras e e faixas em apoio aos protestos, mas a pol\u00edtica do Qatar os proibiu. Quando, nas partidas posteriores, a equipe do Ir\u00e3 cantou o hino, ficou evidente para todos que era porque o regime havia amea\u00e7ado a vida de suas fam\u00edlias.<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Entretanto, a manifesta\u00e7\u00e3o mais incr\u00edvel da crise, foi o espet\u00e1culo dos iranianos apoiando publicamente a derrota de sua pr\u00f3pria sele\u00e7\u00e3o, como uma forma indireta de humilhar o regime. Em 29 de novembro, quando o Ir\u00e3 perdeu para os Estados Unidos (uma equipe profundamente odiada no Ir\u00e3 devido \u00e0s desastrosas san\u00e7\u00f5es que Washington imp\u00f4s ao pa\u00eds, san\u00e7\u00f5es que prejudicam o povo trabalhador), o pa\u00eds explodiu em grandes aplausos e celebra\u00e7\u00f5es nas ruas. Nesse contexto, celebrando a derrota de sua equipe nacional que Mehra Samak, um iraniano de 27 anos, foi fuzilado pelo regime. <a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o regime, liderado pelo presidente Ebrahim Raisi, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um monolito. Fendas est\u00e3o sendo abertas e podem se ampliar. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o oficiais do Ir\u00e3 citam agora publicamente vozes dissidentes que propuseram um referendo sobre o futuro tipo de governo. Tamb\u00e9m citam vozes que sugerem a realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es para desviar as mobiliza\u00e7\u00f5es populares. Alguns analistas especulam abertamente a possibilidade de que &#8220;<em>a IRGC renuncie a alguns requisitos isl\u00e2micos, como o das mulheres terem que usar o v\u00e9u, como pre\u00e7o para manterem-se no poder&#8221;. <\/em>&#8220;<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> H\u00e1 informes que indicam que as Patrulhas de Guia (pol\u00edcia do hijab) poderiam ser dissolvidas, o que suporia uma enorme vit\u00f3ria para o movimento. De fato, numerosos informes afirmam que cada vez mais h\u00e1 mulheres que n\u00e3o usam v\u00e9u na rua. Isto inclui mulheres de muitas gera\u00e7\u00f5es diferentes, tanto em zonas urbanas como rurais, e em todas as partes geogr\u00e1ficas do pa\u00eds. As mulheres est\u00e3o fazendo valer seus direitos na a\u00e7\u00e3o, coletivamente, protegendo-se umas \u00e0s outras na rua e sinalizando mutuamente seu compromisso com a liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O caminho a seguir<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atualmente, os manifestantes do Ir\u00e3 n\u00e3o se limitam a expressar suas reivindica\u00e7\u00f5es em torno dos direitos das mulheres ou das demandas econ\u00f4micas. Os protestos se unificaram em torno \u00e0 exig\u00eancia do fim do regime. Para que ocorra uma verdadeira mudan\u00e7a social, o regime isl\u00e2mico deve ser derrotado pelo povo do Ir\u00e3, e somente por ele. O \u00eaxito da atual explos\u00e3o revolucion\u00e1ria depende da capacidade de coordena\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia a n\u00edvel nacional, do desenvolvimento dos m\u00e9todos de autodefesa da classe oper\u00e1ria e do surgimento de uma dire\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria independente. A chave deste processo \u00e9 o papel que o proletariado industrial pode desempenhar, organizando uma greve geral que poderia paralisar completamente o pa\u00eds e cortar os benef\u00edcios que alimentam a distribui\u00e7\u00e3o da IRGC. Portanto, todas as greves em curso devem ser unificadas a n\u00edvel nacional para derrubar o regime.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;O regime iraniano \u00e9 hoje um aliado de Putin e est\u00e1 fornecendo armas (em particular drones e m\u00edsseis) para esmagar a resist\u00eancia ucraniana. Uma vit\u00f3ria do povo iraniano contra Raisi e Khomeini, com uma rotunda afirma\u00e7\u00e3o dos direitos democr\u00e1ticos, especialmente os direitos das mulheres e das nacionalidades oprimidas, isolaria ainda mais Putin e galvanazaria a resist\u00eancia ucraniana.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como socialistas, nos opomos \u00e0s narrativas transmitidas pelas correntes neoestalinistas que se alinham com o regime iraniano e caracterizam estes protestos como instigados por \u201cagentes estrangeiros\u201d para desacredit\u00e1-los. Estas narrativas s\u00f3 fortalecem os regimes assassinos de Raisi, Assad e Putin que camuflam seus interesses capitalistas e justificam a sangrenta repress\u00e3o do povo trabalhador sob a falsa e vazia ret\u00f3rica \u201canti-imperialista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acreditamos que o atual regime do Ir\u00e3 deve ser substitu\u00eddo por um governo da classe trabalhadora. S\u00f3 um governo feito e dirigido pelos trabalhadores, os agricultores e as nacionalidades oprimidas poder\u00e3o colocar o controle da economia nas m\u00e3os do povo trabalhador para construir uma sociedade livre de explora\u00e7\u00e3o, com sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o gratuitas, e garantir todos os direitos democr\u00e1ticos, inclusive o direito de sucess\u00e3o \u00e0s minorias oprimidas, e a plena igualdade para as mulheres e as comunidades LGTBQ.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em todo o mundo devemos exigir a liberta\u00e7\u00e3o imediata dos mais de 15.000 presos pol\u00edticos e o fim das san\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos e da UE que rebaixam o n\u00edvel de vida dos iranianos. Devemos nos unir aos protestos e manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade. Os trabalhadores de todo o mundo devem proporcionar solidariedade material aos que lutam no Ir\u00e3, amplificar as vozes dos trabalhadores que dirigem as lutas e apoiar sua luta contra o regime sangrento, mobilizando seus sindicatos, organiza\u00e7\u00f5es estudantis e comunit\u00e1rias para que se unam \u00e0s a\u00e7\u00f5es e campanhas de solidariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Secretariado Internacional da LIT-QI, 4 de dezembro de 2022<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-middle-east-63703239\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-middle-east-63703239<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.economist.com\/middle-east-and-africa\/2022\/11\/24\/while-irans-turmoil-persists-jitters-spread-through-the-region\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www.economist.com\/middle-east-and-africa\/2022\/11\/24\/while-irans-turmoil-persists-jitters-spread-through-the-region<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.spiegel.de\/international\/world\/the-regime-s-legitimacy-is-eroding-iran-protests-continue-despite-brutal-repression-a-e17fc90d-7ddd-4e55-8df7-35bbc526bd00?sara_ecid=soci_upd_KsBF0AFjflf0DZCxpPYDCQgO1dEMph\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www.spiegel.de\/international\/world\/the-regime-s-legitimacy-is-eroding-iran-protests-continue-despite-brutal-repression-a-e17fc90d-7ddd-4e55-8df7-35bbc526bd00?sara_ecid=soci_upd_KsBF0AFjflf0DZCxpPYDCQgO1dEMph<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.economist.com\/middle-east-and-africa\/2022\/11\/24\/while-irans-turmoil-persists-jitters-spread-through-the-region\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www.economist.com\/middle-east-and-africa\/2022\/11\/24\/while-irans-turmoil-persists-jitters-spread-through-the-region<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.wsj.com\/articles\/iran-hands-out-more-death-sentences-to-protesters-11668611590?mod=Searchresults_pos1&amp;page=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www.wsj.com\/articles\/iran-hands-out-more-death-sentences-to-protesters-11668611590?mod=Searchresults_pos1&amp;page=1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> https:\/\/www.iranintl.com\/en\/202211273755<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> https:\/\/www.iranintl.com\/en\/202211273755<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.spiegel.de\/international\/world\/the-regime-s-legitimacy-is-eroding-iran-protests-continue-despite-brutal-repression-a-e17fc90d-7ddd-4e55-8df7-35bbc526bd00?sara_ecid=soci_upd_KsBF0AFjflf0DZCxpPYDCQgO1dEMph\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www.spiegel.de\/international\/world\/the-regime-s-legitimacy-is-eroding-iran-protests-continue-despite-brutal-repression-a-e17fc90d-7ddd-4e55-8df7-35bbc526bd00?sara_ecid=soci_upd_KsBF0AFjflf0DZCxpPYDCQgO1dEMph<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> https:\/\/www.cnn.com\/2022\/11\/28\/football\/iran-soccer-family-threats-intl-spt\/index.html<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> https:\/\/www.publico.pt\/2022\/11\/30\/mundo\/noticia\/mehra-samak-27-anos-morto-carro-apitou-celebrar-derrota-irao-2029824<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.economist.com\/middle-east-and-africa\/2022\/11\/24\/while-irans-turmoil-persists-jitters-spread-through-the-region\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> https:\/\/www.economist.com\/middle-east-and-africa\/2022\/11\/24\/while-irans-turmoil-persists-jitters-spread-through-the-region<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o terceiro m\u00eas de protestos e mobiliza\u00e7\u00f5es massivas generalizadas no Ir\u00e3. Esta onda de lutas, que mobilizou massivamente as tr\u00eas grandes for\u00e7as sociais (as mulheres, a juventude e as nacionalidade oprimidas), colocou em crise o regime capitalista isl\u00e2mico. 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