{"id":75437,"date":"2022-11-27T15:34:48","date_gmt":"2022-11-27T15:34:48","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75437"},"modified":"2022-11-27T15:36:35","modified_gmt":"2022-11-27T15:36:35","slug":"40-anos-construindo-uma-organizacao-de-combate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/11\/27\/40-anos-construindo-uma-organizacao-de-combate\/","title":{"rendered":"40 anos construindo uma organiza\u00e7\u00e3o de combate"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A Liga Internacional dos Trabalhadores vem dedicando seus \u00faltimos anos a atualiza\u00e7\u00e3o do programa para a revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial. Mas quem pensa que este \u00e9 um trabalho de gabinetes est\u00e1 totalmente equivocado, o programa de uma organiza\u00e7\u00e3o revolucionaria se constr\u00f3i na interrela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica cotidiana com os principais acontecimentos da luta de classes, e a a\u00e7\u00e3o direta do proletariado. Foi assim que nossa corrente morenista atuou ao longo das d\u00e9cadas e esta foi a li\u00e7\u00e3o ensinada por nossos mestres, desde Marx, Lenin e Trotsky.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Americo Gomes<\/p>\n\n\n\n<p>Esta interrela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica implica nos revolucion\u00e1rios estarem presentes nas principais lutas e enfrentamentos da luta de classes, estando a\u00ed com um programa revolucion\u00e1rio e suas propostas pol\u00edticas. Isso \u00e9 fundamental, pois nos \u00faltimos anos, existiram muitas lutas no mundo, algumas heroicas, envolvendo muitos jovens e setores da classe operaria, mas sem um programa revolucion\u00e1rio. Por isso o conjunto destes processos desembocaram no apoio \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es reformistas e ilus\u00f5es na democracia burguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Trotsky na Hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o Russa descreveu a import\u00e2ncia da presen\u00e7a revolucionaria: \u201cEm cada f\u00e1brica, em cada corpora\u00e7\u00e3o, em cada companhia militar, em cada taberna, nos hospitais da tropa, a cada aquartelamento, e mesmo nos campos despovoados, progredia um trabalho molecular da ideia revolucion\u00e1ria\u201d. Mesmo na Revolu\u00e7\u00e3o de Fevereiro, enquanto os pol\u00edticos burgueses acreditavam que a massa se movia em um processo instintivo Trotsky contrap\u00f4s que quem dirigiu a Revolu\u00e7\u00e3o foram \u201cos oper\u00e1rios conscientes e endurecidos que, sobretudo, tinham sido formados na escola do partido de Lenin\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto com isso, a marca distintiva que identificou a corrente \u201cmorenista\u201d foi: o internacionalismo e a confian\u00e7a na classe trabalhadora. Com a firme decis\u00e3o de construir o partido na classe oper\u00e1ria, sendo parte de suas lutas. Levando um programa e uma orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas tamb\u00e9m com disposi\u00e7\u00e3o de aprender, a partir da defesa da mais absoluta democracia oper\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa corrente na Argentina foi fundada por meia d\u00fazia de jovens em 1943, com o Grupo Oper\u00e1rio Marxista (GOM), seu principal objetivo era participar das lutas oper\u00e1rias, por isso, em seu in\u00edcio, fundou ou assessorou sindicatos como o t\u00eaxtil e o dos frigor\u00edficos, onde dirigimos greves imensas, como a metal\u00fargica de 56. Junto com o trabalho na classe operaria, desenvolveu uma pratica internacionalista, e a interven\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o da IV Internacional \u00e0 qual se vinculou de forma org\u00e2nica a partir do Segundo Congresso Mundial de 1948. Onde realizou uma s\u00e9rie de batalhas te\u00f3ricas, program\u00e1ticas e pol\u00edticas, como nos debates sobre o papel dos trotskistas na Revolu\u00e7\u00e3o Boliviana de 1952.<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Estivemos com Hugo Blanco na revolu\u00e7\u00e3o agraria do Peru, nos anos 60; participamos da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos em Portugal; impulsionamos a Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar na revolu\u00e7\u00e3o nicaraguense.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"425\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Brigada-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-23216\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Brigada-2.jpeg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Brigada-2-300x183.jpeg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Brigada-2-150x92.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Lutamos contra todas as ditaduras na Am\u00e9rica Latina. No Brasil, na d\u00e9cada de 1980 entramos em v\u00e1rios sindicatos de trabalhadores, dirigimos greves oper\u00e1rias e v\u00e1rias ocupa\u00e7\u00f5es de f\u00e1brica. Atualmente atuamos, com os jovens, na primeira linha no Chile, Paraguai e Col\u00f4mbia, nas greves oper\u00e1rias na Europa e no comboio para Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo vamos recordar alguns destes momentos de luta em que nossa Internacional teve um papel importante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c0 frente da revolta camponesa no Peru<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1957, Hugo Blanco, foi ganho para nossa corrente, o estudante peruano que atuava no movimento estudantil retornou ao Peru, incorporou-se ao POR, logo foi perseguido pela pol\u00edcia e fugiu para sua terra natal, Cuzco, onde se ligou aos camponeses ind\u00edgenas que vinham protagonizando revoltas e inclusive uma incipiente luta armada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Neste processo revolucion\u00e1rio din\u00e2mico, as camadas oprimidas encontraram em Hugo Blanco uma figura verdadeiramente representativa. N\u00e3o exagero ao dizer que a unidade desse movimento agr\u00e1rio n\u00e3o tem limites, como um oceano imenso. Ele tem, sem d\u00favida, um nome que une o povo das montanhas, das est\u00e2ncias e da comunidade: Hugo Blanco&#8221;<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 92% da popula\u00e7\u00e3o camponesa era composta por membros da comunidade ind\u00edgena ou &#8220;ayllus&#8221;, que falavam qu\u00e9chua, sem qualquer direito e poder pol\u00edtico<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Violados desde a independ\u00eancia em 1822 e nas revoltas camponesas esmagadas ao longo de quase um s\u00e9culo e meio. Sofriam uma tripla opress\u00e3o: oprimidos como peruanos, pelo imperialismo dos EUA; como qu\u00e9chuas pelos brancos e mesti\u00e7os de l\u00edngua espanhola; e como trabalhadores, pelos capitalistas e latifundi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Hugo Blanco foi acusado pela burocracia do PC de ser um &#8220;provocador e agente da CIA&#8221;, mas acabou se tornando o grande dirigente das greves camponesas, das ocupa\u00e7\u00f5es de terras, das mobiliza\u00e7\u00f5es e da organiza\u00e7\u00e3o de dezenas de novos sindicatos. Quando chegou em Cuzco encontrou seis sindicatos (dirigidos pelo stalinismo) por sua orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica se formaram 146.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, v\u00e1rios quadros argentinos e todos os fundos do partido foram enviados ao Peru, Moreno orientava este trabalho e inclusive se reuniu com Che Guevara, no Uruguai, para pedir a ajuda de Cuba. Posteriormente, Moreno viajou para o Peru. O objetivo de toda essa ajuda era enfrentar as tarefas que a revolu\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria exigia; estender o movimento aos trabalhadores das cidades; ajudar no armamento das mil\u00edcias que estavam sendo formadas no campo; e avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o do partido.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo come\u00e7ou a repress\u00e3o, com centenas sendo presos, torturados e v\u00e1rios fuzilados, Hugo Blanco, juntamente com os dirigentes do levante, organizaram um destacamento guerrilheiro para se defender, mas acabaram derrotados. Com Blanco fugindo, e o ex\u00e9rcito e a pol\u00edcia perseguindo-o para mat\u00e1-lo. Foi preso, condenado \u00e0 morte, mas n\u00e3o puderam mat\u00e1-lo. O governo foi for\u00e7ado a comutar a senten\u00e7a de morte para 25 anos de pris\u00e3o, dada a campanha internacional, que a IV Internacional junto com Palabra Obrera, organizou em sua defesa. Foi levado para a terr\u00edvel pris\u00e3o de Front\u00f3n, no meio do mar, onde se viu obrigado a fazer 6 greves de fome em defesa das condi\u00e7\u00f5es dos presos.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios companheiros argentinos que foram enviados para o Peru para ajudar este trabalho foram presos, violentamente torturados e condenados a v\u00e1rios anos de pris\u00e3o. Moreno foi perseguido acusado de ser o principal respons\u00e1vel pelo \u00faltimo grande ataque, mas conseguiu fugir para a Bol\u00edvia, onde foi preso e s\u00f3 foi libertado por conta da grande campanha realizada pela central oper\u00e1ria, a COB. De volta \u00e0 Argentina, foi novamente preso, embora o governo argentino tenha se recusado a extradit\u00e1-lo para o Peru.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar foi um marco hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1979, a Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique (FB) da IV Internacional impulsionou, a partir da Col\u00f4mbia, a constitui\u00e7\u00e3o de uma brigada de combatentes para apoiar o povo nicaraguense em sua batalha para derrotar a ditadura de Anastasio Somoza.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns diriam que a Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar seria uma contradi\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica da Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique de combater a pol\u00edtica e a t\u00e1tica guerrilherista, elevada a estrat\u00e9gia pelo stalinismo, mao\u00edsmo, guevarismo e, por seguidismo, pela maioria das correntes trotskistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o havia nada de contradit\u00f3rio, pois estas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o levavam em conta a situa\u00e7\u00e3o das massas e suas lutas, priorizando a luta do aparato guerrilheiro, como uma estrat\u00e9gia fixa, esquem\u00e1tica e supra hist\u00f3rica, desconectada da realidade de cada pa\u00eds. Seu porta-voz mais conhecido era Che Guevara.<\/p>\n\n\n\n<p>A FB ao construir a Brigada Simon Bolivar, para apoiar a luta armada do povo da Nicar\u00e1gua, estava baseada na estrat\u00e9gia leninista de utilizar todas as formas, que s\u00e3o poss\u00edveis desenvolver na luta de classes, que elevem a consci\u00eancia da classe trabalhadora. Seja as elei\u00e7\u00f5es, luta armada, luta democr\u00e1tica ou luta sindical,<\/p>\n\n\n\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o da FB era que greves e insurrei\u00e7\u00f5es parciais estariam se combinando com as a\u00e7\u00f5es guerrilheiras, e essa combina\u00e7\u00e3o colocaria a Frente Sandinista como vanguarda da luta contra a ditadura. Quando explodiram v\u00e1rias insurrei\u00e7\u00f5es, e uma onda revolucion\u00e1ria abra\u00e7ou metade da popula\u00e7\u00e3o nicaraguense, desembocando no levante em 1979. \u201cTodo o processo de greves e mobiliza\u00e7\u00f5es est\u00e1 criando as condi\u00e7\u00f5es objetivas para a greve geral e para uma derrota definitiva da ditadura. Como consequ\u00eancia de nossa pol\u00edtica, devemos continuar o apoio \u00e0 luta da FSLN e levantar a bandeira \u201cPor um governo da FSLN e das organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 1979 foi feito o chamado para a forma\u00e7\u00e3o da Brigada, na Col\u00f4mbia, mais de 1.200 colombianos apresentaram-se, cerca de 320 foram selecionados, mas s\u00f3 53 conseguiriam viajar, dos quais sete eram nicaraguenses. No momento em que Somoza caiu, havia mais 200 brigadistas preparados para partir para a Nicar\u00e1gua. Eram volunt\u00e1rios da Argentina, Bol\u00edvia e Brasil, inclusive tr\u00eas norte-americanos. No grupo houve tr\u00eas mortos: Mario Cruz Morales e Pedro J. Ochoa, colombianos, e Max Leoncio Senqui, nicaraguense. Esta a\u00e7\u00e3o ficou tamb\u00e9m conhecida em todo o mundo, no sentido de encorajar grupos e indiv\u00edduos a formar brigadas ou incorporar-se diretamente \u00e0 luta contra Somoza.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Nicar\u00e1gua, os membros da Brigada foram alistados na Frente Sul, dirigida pela tend\u00eancia insurrecional ou terceirista, comandada por Ed\u00e9n Pastora e entre seus dirigentes pol\u00edticos: Humberto e Daniel Ortega.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da queda da ditadura a Brigada foi expulsa pelo governo sandinista, pois, apesar de sua disciplina militar n\u00e3o fornecia apoio pol\u00edtico ao programa de reconstru\u00e7\u00e3o do Estado burgu\u00eas que os sandinistas implementavam. Seu programa defendia: o controle dos trabalhadores e a expropria\u00e7\u00e3o dos grandes meios de produ\u00e7\u00e3o, entre outras coisas. Justamente com o armamento geral das massas, atrav\u00e9s do fortalecimento dos Comit\u00eas de Defesa Sandinista (CDS), armados no transcurso do enfrentamento, que formaram os Comit\u00eas de Defesa Civil (CDC). O Governo de Reconstru\u00e7\u00e3o Nacional estava contra esta pol\u00edtica pois queria substituir os Comit\u00eas pelo ex\u00e9rcito regular e uma pol\u00edcia como em qualquer outro Estado burgu\u00eas. A Brigada tamb\u00e9m atuou nos bairros, na distribui\u00e7\u00e3o de v\u00edveres, medicamentos, armas e constru\u00e7\u00e3o de ref\u00fagios antia\u00e9reos e barricadas; impulsionaram a constru\u00e7\u00e3o de sindicatos e incentivaram a constitui\u00e7\u00e3o dos Comit\u00eas de F\u00e1brica, reivindicavam a expropria\u00e7\u00e3o sem indeniza\u00e7\u00e3o das empresas e sua estatiza\u00e7\u00e3o sob o controle dos trabalhadores. No campo, a Brigada estimulou organismos parecidos para expropriar a terra e distribu\u00ed-la gratuitamente aos camponeses, desenvolvendo a tarefa democr\u00e1tica da reforma agr\u00e1ria. Chamando os sandinistas a governar com as organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores e das massas, sem burgueses.<\/p>\n\n\n\n<p>A press\u00e3o do imperialismo, da burguesia latino-americana e do castrismo, para evitar que a Nicar\u00e1gua se convertesse em uma nova Cuba, levou o Governo de Reconstru\u00e7\u00e3o Nacional a expulsar a Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar \u201cpor ser extremista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram desarmados e enviados ao Panam\u00e1 num avi\u00e3o especialmente fretado. Ali entregues ao ex\u00e9rcito, que os torturou e os enviou de regresso \u00e0 Col\u00f4mbia, onde tiveram de suportar a persegui\u00e7\u00e3o do regime reacion\u00e1rio encabe\u00e7ado por J\u00falio C\u00e9sar Turbay.<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A luta contra as ditaduras na Argentina e no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nossa corrente esteve na linha de frente nos combates \u00e0s ditaduras na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Argentina, a organiza\u00e7\u00e3o morenista, PST, esteve na vanguarda do ascenso oper\u00e1rio e popular que tentou combater os ataques: da Triple A, do governo de Isabel Martinez de Per\u00f3n e a seguir da ditadura genocida. &nbsp;Fazendo parte de muitas das greves que ocorreram nos cord\u00f5es industriais, levando uma luta pol\u00edtica e program\u00e1tica. Se constituindo como uma organiza\u00e7\u00e3o de quadros reconhecida pela vanguarda.&nbsp; Isso lhe custou o assassinato de mais de uma centena de camaradas e impuseram condi\u00e7\u00f5es de clandestinidade e seguran\u00e7a restritas<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil a Converg\u00eancia Socialista, uma das organiza\u00e7\u00f5es que deram origem ao PSTU, teve seus militantes conhecidos no final da d\u00e9cada de 1970 e in\u00edcio de 1980, como lutadores aguerridos contra regime militar e por seu trabalho no movimento oper\u00e1rio. Seus militantes estiveram \u00e0 frente das lutas oper\u00e1rias quando as greves voltaram a cena pol\u00edtica contra a ditadura. De 1978 a 1988 foram mais 2.188 greves. &#8220;A for\u00e7a de uma nova e poderosa classe oper\u00e1ria em luta golpeia o regime militar, obriga-o a acelerar a abertura, conceder a anistia e, um pouco mais tarde, permitir a legaliza\u00e7\u00e3o dos partidos pol\u00edticos, principalmente o PT, que n\u00e3o estava em seus planos.<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>&#8221; Tal atua\u00e7\u00e3o levou a uma s\u00e9rie de pris\u00f5es e a toda uma a\u00e7\u00e3o montada pelo Estado para a destrui\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, chamada \u201cOpera\u00e7\u00e3o L\u00f3tus\u201d. Dezenas de seus militantes foram presos e demitidos das fabricas, alguns chegaram a ser torturados pelos aparatos de repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Linha de frente no Chile, Paraguai, Col\u00f4mbia e no 18D da argentina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O aumento da mis\u00e9ria e da fome nos setores mais explorados da popula\u00e7\u00e3o fruto da crise econ\u00f4mica mundial, est\u00e1 levando a rea\u00e7\u00f5es violentas por parte dos trabalhadores e principalmente da juventude, que v\u00e3o as ruas, realizando manifesta\u00e7\u00f5es e greves, que se chocam com os aparatos de repress\u00e3o, que utilizam de cada vez mais trucul\u00eancia contra a classe trabalhadora. Mas a classe n\u00e3o recua e os enfrenta. Isso aconteceu no Chile, Paraguai e Col\u00f4mbia. Nestes momentos as organiza\u00e7\u00f5es da Liga Internacional dos Trabalhadores estiveram presentes, assim como recentemente no Equador e mesmo na \u00c1frica nas manifesta\u00e7\u00f5es na Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Argentina em 2018, nos protestos contra a reforma da previd\u00eancia do governo Mauricio Macri, tivemos dois presos perseguidos pol\u00edticos do PSTU-A, por ter feito parte da primeira linha que se defendeu, com o que tinha nas m\u00e3os, contra a brutal repress\u00e3o policial: Daniel Ruiz, esteve preso 13 meses, em um presidio de seguran\u00e7a m\u00e1xima, e Sebasti\u00e3o Romero, perseguido pol\u00edtico por 4 anos e 4 meses, dos quais quase dois anos encarcerado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61321\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1-300x168.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1-768x431.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1-150x84.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1-696x391.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1-1068x599.jpg 1068w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Gordo-Mortero-1536x862-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sebasti\u00e1n Romero fotografado por Nicol\u00e1s Stulberg durante a manifesta\u00e7\u00e3o contra a reforma da previd\u00eancia. Plaza de los dos Congresos, Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires. 18 de dezembro de 2017. Cortesia do autor.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Chile nossa companheira advogada Mar\u00eda Rivera ficou amplamente conhecida pela defesa dos presos pol\u00edticos, chamados de \u201cviolentos\u201d pela burguesia e pelas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, foi eleita deputada constituinte, depois de receber dezenas de amea\u00e7as de morte, e na Conven\u00e7\u00e3o Constituinte esteve na linha de frente da defesa da liberdade imediata dos presos pol\u00edticos do governo Pinera que agora s\u00e3o do governo Boric. No Chile, combinamos nossa presen\u00e7a na vanguarda na \u201cprimeira linha\u201d, da luta e a\u00e7\u00e3o direta, com a apresenta\u00e7\u00e3o de um programa, do qual constava a assembleia plurinacional, nacionaliza\u00e7\u00e3o do cobre e a planifica\u00e7\u00e3o da econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das centrais e sindicatos dos trabalhadores mais representativos estiveram ausentes nas lutas, produto de sua burocratiza\u00e7\u00e3o, trai\u00e7\u00e3o e coopta\u00e7\u00e3o de seus dirigentes por governos e por setores da patronal. Isso levou a que abandonassem a juventude nos enfrentamentos nas ruas e n\u00e3o dessem mostra de solidariedade aos presos pol\u00edticos que foram apreendidos nas confronta\u00e7\u00f5es e repress\u00e3o. J\u00e1 os sindicatos e centrais sindicais, que t\u00eam em suas dire\u00e7\u00f5es militantes da Liga Internacional dos Trabalhadores, estiveram ao lado destas lutas e na defesa dos presos pol\u00edticos. Como: a CCT de Paraguai; os sindicatos de Cartagena na Col\u00f4mbia; e a CSP-CONLUTAS no Brasil, que, inclusive, protagonizou o \u201cOcupa Bras\u00edlia\u201d em 2017. Demonstrando que n\u00e3o fazemos s\u00f3 discurso, tamb\u00e9m estamos na a\u00e7\u00e3o direta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75465\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731-300x200.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731-768x512.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731-150x100.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731-696x464.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_7731.jpg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ocupa Bras\u00edlia, 2017<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em pa\u00edses como a Col\u00f4mbia e o Chile, muitos destes dirigentes sindicais e movimentos sociais, n\u00e3o s\u00f3 abandonaram os presos sem solidariedade como tamb\u00e9m os pr\u00f3prios conflitos oper\u00e1rios, na expectativa de serem funcion\u00e1rios dos novos governos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na ucr\u00e2nia como na B\u00f3snia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na guerra da Ucr\u00e2nia somos a vanguarda da campanha que exige \u201cARMAS PARA A RESIST\u00caNCIA UCRANIANA, PELA DERROTA MILITAR DE PUTIN\u201d, em todos os pa\u00edses onde h\u00e1 se\u00e7\u00f5es da LIT, desde os primeiros dias da invas\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Denunciamos a a\u00e7\u00e3o dos imperialismos, norte-americano e europeu, que a pesar da demagogia de propagandearem que enviam armas, e de utilizar esta propaganda para aumentar seu pr\u00f3prio poderio b\u00e9lico, enviam armas insuficientes e de pior qualidade, pois, de fato, temem que uma vit\u00f3ria da resist\u00eancia ucr\u00e2nia, nesta guerra de liberta\u00e7\u00e3o nacional, desencadeie for\u00e7as do proletariado em todo mundo. Denunciamos tamb\u00e9m o governo Zelensky, por ser cumplice de um projeto estrat\u00e9gico do imperialismo de paz r\u00e1pida, mesmo \u00e0s custas da integridade territorial ucraniana, e em seu projeto de transformar seu pa\u00eds em uma semicol\u00f4nia imperialista, por isso seu governo ataca constantemente os direitos da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Participamos e impulsionamos os dois Comboios organizados pela Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Luta que levou apoio pol\u00edtico e material aos trabalhadores ucranianos. O segundo comboio inclusive foi at\u00e9 a cidade industrial mineira de Kryvyi Rih, no centro da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Construindo a autodefesa da classe trabalhadora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A profunda crise do capitalismo, afeta as democracias burguesas e seu projeto preferencial de rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica para conter a revolu\u00e7\u00e3o. Esta decomposi\u00e7\u00e3o social fortalece as tend\u00eancias a regimes autorit\u00e1rios, bonapartistas. Para garantir seus lucros, o grande capital imperialista necessita atacar o n\u00edvel de vida do proletariado e a pequena burguesia e avan\u00e7ar na destrui\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas em todo o mundo. Para isso precisa de guerras e m\u00e9todos que garantam a espolia\u00e7\u00e3o, pilhagem, opress\u00e3o e barb\u00e1rie.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a crise aberta em 2008, esse processo deu um salto, com crescimento do desemprego e ondas massivas de imigra\u00e7\u00e3o. Neste momento a crise econ\u00f4mica mundial \u00e9 agravada pelos reflexos da pandemia, que ainda n\u00e3o passaram, e a guerra da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos em v\u00e1rios pa\u00edses a tendencia a que os governos fiquem mais autorit\u00e1rios e repressivos, mesmo quando se apresentam como progressista. Aumentam a repress\u00e3o sobre a classe trabalhadora, como demonstram os presos pol\u00edticos no Chile, Argentina e Col\u00f4mbia, mesmo em pa\u00edses imperialistas como Espanha e Fran\u00e7a, onde h\u00e1 repress\u00e3o aos trabalhadores. Nem falar de El Salvador, Honduras e Haiti, ou as ditaduras castro-chavistas da Nicar\u00e1gua, Venezuela e Cuba. Nos continentes africano e asi\u00e1tico esta realidade certamente se apresenta de maneira mais truculenta, como nos golpes de Estado do Sud\u00e3o, Mali, Chade, Guin\u00e9 e Myanmar e o crescimento da repress\u00e3o em regimes que tentam se apresentar como democr\u00e1ticos como na Tun\u00edsia, Angola, \u00c1frica do Sul e Guine Bissau.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desta tendencia a bonapartiza\u00e7\u00e3o, o acirramento da luta de classes est\u00e1 levando a um crescimento das organiza\u00e7\u00f5es de ultra direita, com sua maior organiza\u00e7\u00e3o para combater as organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora. Estas organiza\u00e7\u00f5es de ultradireita defendem o liberalismo econ\u00f4mico, e apresentam uma pauta xenof\u00f3bica e preconceituosa. A\u00e7\u00f5es como a invas\u00e3o do capit\u00f3lio, nos Estados Unidos, e as tomadas de rodovias, no Brasil, nos per\u00edodos p\u00f3s eleitorais, n\u00e3o s\u00e3o simplesmente coincid\u00eancia. Ocorrem no momento que h\u00e1 o crescimento de suas figuras pol\u00edticas como Kast no Chile e Milei na Argentina. Ou a chegada ao poder, na It\u00e1lia, da ex-membro de organiza\u00e7\u00e3o fascista, Meloni, e os resultados eleitorais da ultradireita na Fran\u00e7a, Espanha e Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta realidade tem que se concretizar em nosso programa e nossa orienta\u00e7\u00e3o para a interven\u00e7\u00e3o na luta de classes, que aponte no sentido da autodefesa e auto-organiza\u00e7\u00e3o de nossa classe. Neste sentido, \u00e9 importante combater a subestima\u00e7\u00e3o da ultradireita por parte de setores de nossa classe, assim como qualquer pol\u00edtica que afirme que a melhor forma de combater as organiza\u00e7\u00f5es de ultradireita \u00e9 a concilia\u00e7\u00e3o de classes com um setor da burguesia e acreditar nas institui\u00e7\u00f5es do Estado burgu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Liga Internacional dos Trabalhadores, como demonstra a hist\u00f3ria de nossa corrente, estar\u00e1 \u00e0 frente do desafio e deste combate necess\u00e1rio que deve ser feito por nossa classe. Rompendo com qualquer ilus\u00e3o nos regimes democr\u00e1ticos burgueses, no marco da luta contra o Estado burgu\u00eas e da constitui\u00e7\u00e3o da Ditadura do Proletariado.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ernesto Gonzales (coordinador) El trotskismo obrero e internacionalista en la Argentina, Tomo I<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Hugo Neira, &#8220;Terra de Cuzco e morte&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ernesto Gonz\u00e1lez, &#8220;El Trotskismo Obrero e Internacionalista en la Argentina&#8221;, Tomo 3, Volumen 1, Editorial Ant\u00eddoto, p. 210<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> A Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar, Fernando Graco, Marxismo Vivo, 21, 2009&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ernesto Gonz\u00e1lez, &#8220;El Trotskismo Obrero e Internacionalista en la Argentina&#8221;, Tomo 1, Editorial Ant\u00eddoto, p. 16<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> Artigo de Bernardo Cerdeira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Liga Internacional dos Trabalhadores vem dedicando seus \u00faltimos anos a atualiza\u00e7\u00e3o do programa para a revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial. Mas quem pensa que este \u00e9 um trabalho de gabinetes est\u00e1 totalmente equivocado, o programa de uma organiza\u00e7\u00e3o revolucionaria se constr\u00f3i na interrela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica cotidiana com os principais acontecimentos da luta de classes, e a a\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":75463,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8430],"tags":[8431,620],"class_list":["post-75437","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-40-anos-da-lit-qi-especiais","tag-40-anos-da-lit-qi","tag-americo-gomes"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/IMG_8717.jpg","categories_names":["40 anos da LIT-QI"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75437"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75437\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75468,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75437\/revisions\/75468"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}