{"id":75358,"date":"2022-11-19T17:50:06","date_gmt":"2022-11-19T17:50:06","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75358"},"modified":"2022-12-04T14:34:07","modified_gmt":"2022-12-04T14:34:07","slug":"a-lit-qi-e-a-iv-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/11\/19\/a-lit-qi-e-a-iv-internacional\/","title":{"rendered":"A LIT-QI e a IV Internacional"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Existem milhares de lutadores oper\u00e1rios e populares que simpatizam com as ideias revolucion\u00e1rias de Trotsky e o trotskismo, atrav\u00e9s de v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais que se reivindicam trotskistas. Ao mesmo tempo, veem que n\u00e3o existe uma organiza\u00e7\u00e3o internacional unificada (a IV Internacional) mas uma grande dispers\u00e3o em numerosas \u201cQuartas\u201d, que tende a se acentuar com novas divis\u00f5es nas organiza\u00e7\u00f5es existentes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, nos perguntam porque n\u00e3o se pode avan\u00e7ar em um reagrupamento das organiza\u00e7\u00f5es trotskistas, se n\u00e3o \u00e9 por sectarismo ou autoproclama\u00e7\u00e3o. Consideramos que esta situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 resultado do ocorrido na IV Internacional depois da morte de Trotsky e das profundas diferen\u00e7as existentes sobre a caracteriza\u00e7\u00e3o e o programa que uma organiza\u00e7\u00e3o trotskista deve ter frente aos processos centrais da realidade mundial, como a guerra na Ucr\u00e2nia ou os protestos populares em Cuba.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto de partida desta dispers\u00e3o foi a divis\u00e3o da IV, em 1953, entre a dire\u00e7\u00e3o exercida por Michel Pablo e Ernest Mandel, para um lado, e a maioria das for\u00e7as trotskistas, para o outro<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vamos abordar o debate com todas as correntes que foram surgindo no interior do trotskismo<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Concentraremos nas diferen\u00e7as com duas delas: O Bur\u00f4 Pol\u00edtico da IV Internacional (nome atual do ex Secretariado Unificado-SU, herdeira do mandelismo) e a Fra\u00e7\u00e3o Trotskista pela IV Internacional-FT (originada de uma ruptura do MAS argentino e a LIT-QI em 1988).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os herdeiros do mandelismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ernst Mandel (1923-1995) centralizou a dire\u00e7\u00e3o da IV junto com Pablo, e \u00e9 co-respons\u00e1vel pela ruptura de 1953. Depois de Pablo abandonar o trotskismo e, depois da reunifica\u00e7\u00e3o parcial de 1963 no SU, Mandel se transformou em um dos principais dirigentes trotskistas, com uma corrente que \u00e9 conhecida como mandelismo. As for\u00e7as lideradas pelo argentino Nahuel Moreno (anterior \u00e0 atual LIT-QI) entraram nessa reunifica\u00e7\u00e3o, mas de forma cr\u00edtica e em oposi\u00e7\u00e3o permanente ao mandelismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mandel manteve um elemento central do pablismo: suas an\u00e1lises e caracteriza\u00e7\u00f5es totalmente impressionistas e a elabora\u00e7\u00e3o de orienta\u00e7\u00f5es que se adaptavam \u00e0 \u201cmoda\u201d imperante na vanguarda de esquerda. A partir dali, capitulava a diversas dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e pequeno burguesas: foi \u201cguerrilheirista\u201d nos anos \u201960 e \u201cvanguardista\u201d nos \u201970. Moreno debateu duramente contra estes desvios.<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda metade da d\u00e9cada de 1970, como express\u00e3o do impacto que o chamado \u201ceurocomunismo\u201d tinha na esquerda europeia, Mandel assumiu posi\u00e7\u00f5es \u201cdemocratistas\u201d. Em seu texto \u201cDemocracia socialista e ditadura do proletariado\u201d (1979), mais tarde aprovado pelo congresso do SU, apresentava um modelo de ditadura do proletariado que era uma capitula\u00e7\u00e3o ao eurocomunismo e \u00e0 socialdemocracia.<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Moreno, al\u00e9m de analisar e defender a ess\u00eancia deste regime pol\u00edtico dos Estados oper\u00e1rios, faz um progn\u00f3stico: se Mandel e o mandelismo aprofundassem esse caminho, abandonariam o campo dos revolucion\u00e1rios e passariam ao do reformismo. Este progn\u00f3stico se cumpriria anos mais tarde. Este salto qualitativo regressivo ocorreu no XIV Congresso do SU (1995), expresso no informe de Daniel Bensaid e suas conclus\u00f5es program\u00e1ticas: a estrat\u00e9gia da tomada de poder da revolu\u00e7\u00e3o socialista<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a> &nbsp;j\u00e1 n\u00e3o estava proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase simultaneamente ao in\u00edcio do giro \u201cdemocratista\u201d, o mandelismo voltou a expressar sua pol\u00edtica de capitula\u00e7\u00e3o \u00e0s dire\u00e7\u00f5es pequeno burguesas e burocr\u00e1ticas que lideravam um processo revolucion\u00e1rio: apoiou o governo burgu\u00eas da FSLN nicaraguense que havia reprimido e expulsado do pa\u00eds a Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar, organizada pelo morenismo a partir da Col\u00f4mbia<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. A transgress\u00e3o deste limite intoler\u00e1vel levou \u00e0 ruptura da Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique morenista com o SU e \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da LIT-QI, junto com outras for\u00e7as, em 1982.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um novo tipo de partido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, o SU abandonou a tarefa de construir partidos revolucion\u00e1rios de acordo com o modelo leninista. Sua principal organiza\u00e7\u00e3o, a Liga Comunista Revolucion\u00e1ria (LCR) francesa, se autodissolveu em 2009, para fundar o Novo Partido Anticapitalista (NPA). Sua proposta geral passou a ser a constru\u00e7\u00e3o de \u201cpartidos amplos\u201d em comum entre \u201cos revolucion\u00e1rios e os reformistas honestos\u201d, o que implicava, logicamente, a aceita\u00e7\u00e3o do programa reformista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, fazem parte do Bloco de Esquerda, no Estado espanhol integram Podemos; e, na Gr\u00e9cia, apoiaram o governo do Syriza. No Brasil, isso foi expresso na constru\u00e7\u00e3o do PSOL. Esses partidos amplos, primeiro foram \u201canticapitalistas\u201d, depois \u201cantiausteridade\u201d e, finalmente, um apoio de esquerda a governos burgueses \u201cprogressistas\u201d (como dizem que ser\u00e1 o pr\u00f3ximo de Lula no Brasil), em uma din\u00e2mica program\u00e1tica cada vez mais rebaixada e para a direita. O ex SU j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o trotskista revolucion\u00e1ria. Portanto, n\u00e3o pode ser considerada como um poss\u00edvel participante de um processo de reconstru\u00e7\u00e3o de uma IV revolucion\u00e1ria, embora insista em apresentar-se como \u201ca continuidade\u201d da IV e usurpar seu nome.<\/p>\n\n\n\n<p>Atua como um polo de reagrupamento de outras organiza\u00e7\u00f5es internacionais e nacionais (algumas das quais ainda se reivindicam trotskistas), que se aproximam assim de suas posi\u00e7\u00f5es e propostas reformistas. Consideramos que aqueles que, dentro do SU ou de sua \u201cesfera de influ\u00eancia\u201d acreditam honestamente que assim se ajuda a \u201creconstruir a IV\u201d est\u00e3o enganados: uma verdadeira reconstru\u00e7\u00e3o da IV s\u00f3 pode vir de um combate contra as posi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, program\u00e1ticas e pol\u00edticas do Bur\u00f4 Pol\u00edtico da IV Internacional (SU).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre Cuba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estas diferen\u00e7as de concep\u00e7\u00e3o do mundo e proposta pol\u00edtica s\u00e3o expressas em debates sobre fatos centrais da realidade mundial. Por exemplo: o que \u00e9 Cuba hoje e qual posi\u00e7\u00e3o adotar sobre os protestos populares contra o governo de Miguel D\u00edaz-Canel do 11 de julho de 2021 (11J) e as mais recentes contra o apag\u00e3o generalizado que houve na Ilha<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, a LIT-QI afirmou que foi o pr\u00f3prio regime castrista quem restaurou o capitalismo em Cuba, durante o chamado \u201cper\u00edodo especial\u201d da d\u00e9cada de 1990, tal como havia feito Deng Xiaping na China desde 1979, e Gorbachov na ex Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica desde 1986. Cuba deixou de ser um Estado oper\u00e1rio burocratizado e passou a ser um Estado capitalista em r\u00e1pido processo de semicoloniza\u00e7\u00e3o por parte de v\u00e1rias pot\u00eancias imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime castrista deixou de expressar a burocracia desse velho Estado oper\u00e1rio e passou a ser uma ditadura capitalista, defensora dos interesses de uma nova burguesia cubana que usufru\u00eda da restaura\u00e7\u00e3o, a partir de seu controle de empresas estatais centralizadas no GAESA (Grupo de Administra\u00e7\u00e3o Empresarial das For\u00e7as Armadas). Um regime que, por um lado vai eliminando as conquistas da revolu\u00e7\u00e3o cubana e atacando com duros ajustes as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores e do povo cubano at\u00e9 limites intoler\u00e1veis e, por outro, lhes nega qualquer liberdade democr\u00e1tica. Por isso, consideramos que estes protestos s\u00e3o muito justos, os apoiamos e os impulsionamos. Localizamos esse apoio na considera\u00e7\u00e3o de que essas lutas devem ser consideradas passos na tarefa imprescind\u00edvel de derrubar a ditadura castrista<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, expressamos que o bloqueio estabelecido pelo imperialismo estadunidense h\u00e1 d\u00e9cadas, por press\u00e3o da burguesia cubana que fugiu para Miami (os \u2018gusanos\u2019), efetivamente existe e incide negativamente na situa\u00e7\u00e3o de Cuba. Mas, no atual contexto cubano, \u00e9 s\u00f3 um fator complementar e n\u00e3o a causa principal pela qual o povo cubano sofre.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o SU, como para grande parte das organiza\u00e7\u00f5es que se dizem trotskistas, Cuba continua sendo um Estado oper\u00e1rio burocratizado no qual h\u00e1 um plano restauracionista do regime castrista, que deve ser combatido, mas que ainda n\u00e3o deu o salto qualitativo para o capitalismo. Ao mesmo tempo, h\u00e1 um \u201cperigo restauracionista\u201d equivalente que prov\u00e9m do imperialismo estadunidense e da burguesia \u201cgusana\u201d. Por isso, mantemos profundas diferen\u00e7as de caracteriza\u00e7\u00e3o sobre o car\u00e1ter de Cuba e, portanto, da estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria para esse pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a Ucr\u00e2nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra da Ucr\u00e2nia, a LIT-QI tem com o ex SU um acordo muito importante: ambas organiza\u00e7\u00f5es caracterizam que esta guerra foi iniciada pela agress\u00e3o de um pa\u00eds mais forte militarmente (R\u00fassia) sobre outro mais fraco (Ucr\u00e2nia). Por isso, ambas as organiza\u00e7\u00f5es apoiam a luta da resist\u00eancia ucraniana contra a agress\u00e3o e somos pela derrota de Putin. N\u00e3o \u00e9 um acordo menor j\u00e1 que, com diferentes argumentos, toda uma parte da esquerda mundial apoia a invas\u00e3o russa, enquanto outra parte se localiza em uma posi\u00e7\u00e3o \u201cneutra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No marco deste acordo, surge uma diferen\u00e7a profunda sobre uma quest\u00e3o chave em uma guerra: o armamento. Os trabalhadores e as massas ucranianas tem demonstrado de sobra o hero\u00edsmo com o qual defendem seu pa\u00eds. Mas sem as armas necess\u00e1rias (em quantidade e qualidade) este hero\u00edsmo pode n\u00e3o ser suficiente para derrotar o inimigo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Por isso, a LIT-QI, seguindo a tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de Trotsky e do trotskismo, reivindica o direito da resist\u00eancia ucraniana de exigir dos governos de outros pa\u00edses (inclusive os pa\u00edses imperialistas membros da OTAN) que, sem nenhuma condi\u00e7\u00e3o, entreguem essas armas \u00e0 resist\u00eancia. O SU, ao contr\u00e1rio, evita se pronunciar sobre este<\/em> problema.<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. <em>&nbsp;<\/em>Ao mesmo tempo, uma de suas principais refer\u00eancias na pol\u00edtica internacional (Gilbert Achcar) nega explicitamente esse direito \u00e0 resist\u00eancia ucraniana.<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a><em>.<\/em><a><em> <\/em><\/a><em>Achcar e o ex SU apoiam a resist\u00eancia, mas, por diversas considera\u00e7\u00f5es, s\u00e3o contra fazer a exig\u00eancia de armas aos governos dos pa\u00edses que podem fornec\u00ea-las, abandonando a tradi\u00e7\u00e3o e os crit\u00e9rios hist\u00f3ricos do trotskismo frente a guerras deste tipo<\/em><a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>A FT\/PTS<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Fra\u00e7\u00e3o Trotskista da IV Internacional (FT) nasceu a partir da ruptura de um setor de militantes com o MAS da Argentina e da LIT-QI, em 1988. Primeiro constru\u00edram o Partido dos Trabalhadores Socialistas- PTS nesse pa\u00eds e depois a FT, com se\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Latina e alguns grupos na <em>Europa<\/em><a href=\"#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Desde ent\u00e3o at\u00e9 agora, a FT\/PTS tem criticado permanentemente elabora\u00e7\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es de Nahuel Moreno e da LIT-QI por consider\u00e1-las \u201coportunistas\u201d ou \u201cetapistas\u201d (contr\u00e1rias \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o permanente).<\/p>\n\n\n\n<p>Temos respondido a essas cr\u00edticas e n\u00e3o vamos reiterar aqui esses debates<a href=\"#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. O que \u00e9 necess\u00e1rio destacar \u00e9 que, durante muitos anos, a FT criticava a LIT-QI pela \u201cesquerda\u201d e a \u201cultraortodoxia trotskista\u201d. Entretanto, nos \u00faltimos anos, continua a nos criticar t\u00e3o duramente como antes, mas agora vemos que se localizaram \u00e0 nossa \u201cdireita\u201d e usa argumentos antes impens\u00e1veis nela.<\/p>\n\n\n\n<p>Adotou a \u201ccaracteriza\u00e7\u00e3o\u201d de que no mundo existe uma \u201conda reacion\u00e1ria\u201d e dado que a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as com o inimigo \u00e9 muito desfavor\u00e1vel, se imp\u00f5em essencialmente t\u00e1ticas defensivas e unit\u00e1rias. Por isso, as se\u00e7\u00f5es mais importantes da FT t\u00eam girado o centro de sua atividade para o eixo eleitoral- parlamentar. Assim acontece, por exemplo, com o PTS argentino, e o MRT brasileiro<a href=\"#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Argentina, o PTS \u00e9 a principal for\u00e7a da FIT-U (Frente de Esquerda dos Trabalhadores \u2013 Unidade). A se\u00e7\u00e3o argentina da LIT-QI (o PSTU) integra as listas desta frente com candidatos durante os per\u00edodos eleitorais. O debate n\u00e3o \u00e9 sobre essa t\u00e1tica em si mesma, mas sobre o fato de que o PTS tem centrado o eixo de sua constru\u00e7\u00e3o na atividade eleitoral e parlamentar: o perfil atual deste partido coloca a refer\u00eancia nas figuras de seus legisladores. Nesse contexto, os processos de luta t\u00eam passado a ser subsidi\u00e1rios e complementares dessa atividade. O MRT avan\u00e7ou mais ainda: desde sua funda\u00e7\u00e3o (h\u00e1 quase 10 anos) at\u00e9 h\u00e1 pouco, o eixo de constru\u00e7\u00e3o do MRT foi a campanha para entrar no PSOL (um partido-frente eleitoral de programa reformista). No marco dessa pol\u00edtica, criticavam o PSTU brasileiro por se centrar nas lutas oper\u00e1rias e nos sindicatos, e o caracterizavam como <em>\u201cuma seita sindicalista grande\u201d<\/em><a href=\"#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>As diferen\u00e7as te\u00f3rico-pol\u00edticas que temos com a FT s\u00e3o profundas, mas al\u00e9m disso, a organiza\u00e7\u00e3o tem um m\u00e9todo de relacionamento desleal, como a realiza\u00e7\u00e3o da t\u00e1tica de \u201centrismo secreto\u201d em outras organiza\u00e7\u00f5es trotskistas. Assim o fizeram com o PSTU brasileiro na d\u00e9cada de 1990 para conseguir a ruptura de alguns militantes que fundaram a LER (sua primeira organiza\u00e7\u00e3o no Brasil). Isso torna hoje imposs\u00edvel qualquer aproxima\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica a partir de bases s\u00e9rias e honestas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cuba e Ucr\u00e2nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sobre Cuba, a FT trabalha com a mesma caracteriza\u00e7\u00e3o do SU, entretanto, a diferen\u00e7a \u00e9 que oscila em suas posi\u00e7\u00f5es frente aos protestos, a FT permanece sempre dentro do \u201cbeco sem sa\u00edda\u201d pol\u00edtico que sua caracteriza\u00e7\u00e3o os leva. &nbsp;A FT \u201csai pela tangente\u201d e formula uma pol\u00edtica abstencionista: n\u00e3o fixa posi\u00e7\u00e3o sobre as mobiliza\u00e7\u00f5es e formula uma pol\u00edtica ultrapropagandista de luta por um \u201cprograma pela revolu\u00e7\u00e3o e pelo socialismo\u201d. Assim o fizeram frente ao 11J, uma pol\u00edtica que acaba servindo ao regime castrista. A FT chegou ao extremo de n\u00e3o se somar \u00e0 campanha pela liberdade dos presos pol\u00edticos do 11J<\/em><a href=\"#_ftn16\" id=\"_ftnref16\">[16]<\/a><em>. Frente aos \u00faltimos protestos, publicou um artigo que reitera essa posi\u00e7\u00e3o \u201csocialista\u201d<\/em><a href=\"#_ftn17\" id=\"_ftnref17\">[17]<\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sobre a guerra na Ucr\u00e2nia, a FT volta a se meter no \u201cbeco sem sa\u00edda\u201d do racioc\u00ednio dos dois \u201cinimigos contrarrevolucion\u00e1rios equivalentes\u201d: a R\u00fassia de Putin e as pot\u00eancias imperialistas da OTAN. Por isso, considera que h\u00e1 uma luta que possui um componente \u201cjusto\u201d (a resist\u00eancia \u00e0 agress\u00e3o russa) mas que acaba (ou tem o risco de acabar) sendo uma ferramenta do polo imperialista da OTAN. Nesse marco, apresenta uma posi\u00e7\u00e3o de \u201cn\u00e3o temos lado\u201d e formula uma pol\u00edtica \u201cpacifista\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Essa pol\u00edtica acaba favorecendo a agress\u00e3o russa. Entretanto, o central \u00e9 que a FT abandona os crit\u00e9rios de L\u00eanin que, no contexto da Primeira Guerra Mundial interimperialista, analisou que havia \u201cguerras justas\u201d de liberta\u00e7\u00e3o nacional de na\u00e7\u00f5es mais fracas contra a pot\u00eancia que as oprimia. Nesse caso, afirmava que \u201cn\u00f3s socialistas temos p\u00e1tria\u201d e devemos apoiar sem duvidar a luta dessa na\u00e7\u00e3o oprimida<\/em><a href=\"#_ftn18\" id=\"_ftnref18\">[18]<\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A LIT-QI \u00e9 totalmente consciente de que existe um projeto de colonizar a Ucr\u00e2nia por parte dos imperialismos estadunidense e europeus, que o governo de Zelensky \u00e9 seu agente, e que tentam usar a guerra para avan\u00e7ar nesse projeto. Assim temos denunciado e chamamos os trabalhadores e as massas ucranianas a combat\u00ea-lo<\/em><a href=\"#_ftn19\" id=\"_ftnref19\">[19]<\/a><em>. Ao mesmo tempo, mantemos a caracteriza\u00e7\u00e3o de que a guerra continua sendo uma guerra justa por parte da Ucr\u00e2nia e, seguindo os crit\u00e9rios de L\u00eanin, \u201ctemos p\u00e1tria\u201d, a FT abandonou estes crit\u00e9rios.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A estrat\u00e9gia da LIT-QI \u00e9 reconstruir a IV<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Somos conscientes da confus\u00e3o que a exist\u00eancia de tantas \u201cQuartas\u201d gera. Tamb\u00e9m da necessidade de reconstruir uma grande IV Internacional que possa atrair os melhores lutadores que surgem da classe oper\u00e1ria e das massas para poder disputar com \u00eaxito a dire\u00e7\u00e3o dos processos revolucion\u00e1rios que ocorrem no mundo, contra as dire\u00e7\u00f5es que os esterilizam ou os levam \u00e0 derrota. Essa \u00e9 a \u201cm\u00e3e de todas as tarefas\u201d, a tarefa priorit\u00e1ria que propomos aos revolucion\u00e1rios do mundo.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por isso, desde sua pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o e seus estatutos, a LIT-QI nunca se autoproclamou \u201ca IV\u201d, mas sempre colocou sua pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o da tarefa estrat\u00e9gica de reconstruir a IV Internacional.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Desde a nossa funda\u00e7\u00e3o, temos tentado diversas aproxima\u00e7\u00f5es com outras organiza\u00e7\u00f5es internacionais e nacionais para explorar a possibilidade de unifica\u00e7\u00f5es. Algumas deram resultado, outras fracassaram. Abordamos estas tentativas com crit\u00e9rios muito n\u00edtidos, e assim continuaremos fazendo no futuro:<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, verificar se temos uma compreens\u00e3o comum da realidade mundial e uma estrat\u00e9gia comum frente a ela, o que deve ser expresso em um <strong>programa comum<\/strong><a href=\"#_ftn20\" id=\"_ftnref20\">[20]<\/a>. Em segundo lugar, ver se concordamos nas posi\u00e7\u00f5es sobre os principais fatos da luta de classes, especialmente nos processos revolucion\u00e1rios, para poder desenvolver uma a\u00e7\u00e3o militante comum sobre eles. Um terceiro crit\u00e9rio imprescind\u00edvel \u00e9 que as rela\u00e7\u00f5es entre as organiza\u00e7\u00f5es devem ser honestas e sem manobras desleais.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, como um aspecto t\u00e3o importante como os anteriores <em>\u201cDefendemos a moral oper\u00e1ria e revolucion\u00e1ria\u201d <\/em><em>por<\/em>que <em>\u201cA profunda degenera\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es trotskistas, produto da longa crise, das press\u00f5es do estalinismo no passado, e do \u2018vendaval oportunista\u2019 nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, produziu tamb\u00e9m uma degenera\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e moral\u201d<\/em><a href=\"#_ftn21\" id=\"_ftnref21\"><em><strong>[21]<\/strong><\/em><\/a>. Falamos de lutas pelo aparato; roubo de sedes partid\u00e1rias e sindicais; mandatos parlamentares e dinheiro; acusa\u00e7\u00f5es sem provas e cal\u00fanias, etc&#8230; Nos posicionamos categoricamente contra estes m\u00e9todos que caracterizam uma profunda degrada\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo seu funcionamento centralista-democr\u00e1tico, pelo seu programa e pela manuten\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da ditadura do proletariado, pela sua pol\u00edtica frente aos processos e pela sua defesa da moral revolucion\u00e1ria, a LIT-QI \u00e9 hoje, com todas suas debilidades, a \u00fanica organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria trotskista internacional que merece tal nome. Talvez no futuro, a luta de classes permita uma aproxima\u00e7\u00e3o com algumas das organiza\u00e7\u00f5es que analisamos, ou com outras. Quando essa possibilidade ocorrer realmente, atuaremos como j\u00e1 dissemos no passado: com seriedade, honestidade e lealdade, para tentar concretiz\u00e1-la. Por isso, consideramos que uma verdadeira reconstru\u00e7\u00e3o da IV Internacional passa hoje pela constru\u00e7\u00e3o da LIT-QI. <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Para quem tiver interesse em aprofundar esta quest\u00e3o, remetemos aos v\u00e1rios artigos publicados nessa s\u00e9rie. Recomendamos em especial: <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/09\/08\/pela-reconstrucao-da-iv-internacional\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/09\/08\/pela-reconstrucao-da-iv-internacional\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ver refer\u00eancia anterior.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Este debate foi desenvolvido principalmente no trabalho \u201cO Partido e a Revolu\u00e7\u00e3o\u201d (\u201cEl Morenazo\u201d de 1973)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Contra este material, Nahuel Moreno escreveu <em>Ditadura Revolucion\u00e1ria do Proletariado<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> A cr\u00edtica a estas posi\u00e7\u00f5es \u00e9 desenvolvida no artigo de Alicia Sagra \u201cNecessidade e possibilidade da revolu\u00e7\u00e3o socialista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/colombia-el-pst-y-la-brigada-simon-bolivar\/\">Colombia: El PST y la Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar &#8211; Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/10\/19\/sobre-os-protestos-contra-o-apagao-em-cuba\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> Ver refer\u00eancia anterior.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> <a href=\"https:\/\/fourth.international\/es\/566\/europa\/447\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guerra en Ucrania: solidaridad con la resistencia ucraniana, contra todos los imperialismos | Cuarta Internacional (fourth.international)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> ACHCAR, Gilbert, \u201cA diferen\u00e7a entre ajudar a&nbsp;Ucr\u00e2nia&nbsp;a se defender e praticar uma pol\u00edtica belicista\u201d. Extra\u00eddo da vers\u00e3o em espanhol publicada por Viento Sur em&nbsp;<a href=\"https:\/\/vientosur.info\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/vientosur.info\/<\/a>&nbsp;(16\/05\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> Ver o conjunto do debate com o SU sobre a guerra da Ucr\u00e2nia em: https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/06\/12\/67103-2\/&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a> Ver https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/06\/04\/fracao-trotskista-pts-do-sectarismo-propagandistico-ao-oportunismo-eleitoralista-parte-i\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a> Ver, por exemplo: <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/en-defensa-de-la-revolucion-permanente\/\">En defensa de la Revoluci\u00f3n Permanente &#8211; Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a> Ver https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/06\/08\/fracao-trotskista-pts-do-sectarismo-propagandistico-ao-oportunismo-eleitoralista-parte-ii\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\" id=\"_ftn15\">[15]<\/a> Ver https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/05\/30\/67004-2\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\" id=\"_ftn16\">[16]<\/a> Sobre este debate, ver: https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/08\/16\/que-politica-o-trotskismo-deve-ter-frente-ao-atual-processo-cubano\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\" id=\"_ftn17\">[17]<\/a> Ver: <a href=\"https:\/\/www.laizquierdadiario.com\/Nuevas-protestas-en-Cuba-tras-apagon-general\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Crisis social.&nbsp;Nuevas protestas en Cuba tras apag\u00f3n general (laizquierdadiario.com)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\" id=\"_ftn18\">[18]<\/a> Ver: https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/03\/15\/polemica-sobre-a-consigna-nao-a-guerra-na-ucrania\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\" id=\"_ftn19\">[19]<\/a> Ver: https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/09\/26\/a-guerra-da-ucrania-e-o-imperialismo-estadunidense\/ e https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/10\/07\/a-estrategia-imperialista-de-colonizar-a-ucrania\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\" id=\"_ftn20\">[20]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/teoria\/el-proyecto-estrategico-de-la-lit-ci-es-reconstruir-la-iv-internacional\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/teoria\/el-proyecto-estrategico-de-la-lit-ci-es-reconstruir-la-iv-internacional\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn21\" href=\"#_ftnref21\"><\/a>&nbsp;Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem milhares de lutadores oper\u00e1rios e populares que simpatizam com as ideias revolucion\u00e1rias de Trotsky e o trotskismo, atrav\u00e9s de v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais que se reivindicam trotskistas. Ao mesmo tempo, veem que n\u00e3o existe uma organiza\u00e7\u00e3o internacional unificada (a IV Internacional) mas uma grande dispers\u00e3o em numerosas \u201cQuartas\u201d, que tende a se acentuar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":75361,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8430,3588],"tags":[1551,8438],"class_list":["post-75358","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-40-anos-da-lit-qi-especiais","category-lit-qi-e-partidos","tag-alejandro-iturbe","tag-especial-40-anos-da-lit"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/litci-cuarta.webp","categories_names":["40 anos da LIT-QI","Lit-QI e Partidos"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75358"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75358\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75513,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75358\/revisions\/75513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}