{"id":75261,"date":"2022-11-17T22:12:44","date_gmt":"2022-11-17T22:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75261"},"modified":"2022-11-19T16:59:36","modified_gmt":"2022-11-19T16:59:36","slug":"a-lit-e-a-luta-contra-as-opressoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/11\/17\/a-lit-e-a-luta-contra-as-opressoes\/","title":{"rendered":"A LIT e a luta contra as opress\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O capitalismo, sistema decadente e destrutivo, joga todas as suas crises e horrores sobre os trabalhadores e a maioria da popula\u00e7\u00e3o do planeta. Desemprego, fome, viol\u00eancia, guerras, encarceramento em massa e genoc\u00eddio da juventude negra e pobre das periferias, feminic\u00eddios e crimes LGBTIf\u00f3bicos, persegui\u00e7\u00e3o aos imigrantes, expropria\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios&#8230; \u00c9 isso o que capitalismo tem a oferecer ao conjunto dos explorados e oprimidos, enquanto um punhado de super ricos acumula ainda mais capital e desfilam nas listas de bilion\u00e1rios da revista Forbes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: \u00c9rika Andreassy<\/p>\n\n\n\n<p>A desigualdade e as consequ\u00eancias da crise econ\u00f4mica, social, sanit\u00e1ria e ambiental recaem com mais peso sobre os setores mais explorados e oprimidos da classe trabalhadora. O aumento da explora\u00e7\u00e3o e da opress\u00e3o, por sua vez faz crescer tamb\u00e9m a consci\u00eancia e as lutas contra elas. A classe trabalhadora h\u00e1 tempos vem resistindo, protagonizando greves, revoltas e revolu\u00e7\u00f5es, derrubando governos, mostrando que n\u00e3o est\u00e3o dispostos a pagar o pre\u00e7o da crise capitalista. Os oprimidos: jovens, imigrantes, mulheres, negros, LGBTIs, ind\u00edgenas e outros t\u00eam sido parte da vanguarda destes processos e em muitos casos, a resist\u00eancia e o \u00f3dio \u00e0s opress\u00f5es s\u00e3o o pr\u00f3prio estopim de lutas e rebeli\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O levante contra o racismo nos Estados Unidos no contexto do assassinato de George Floyd, a resist\u00eancia do povo ucraniano contra a guerra de Putin, a revolta das mulheres iranianas por liberdade, a luta pelo aborto e o ascenso ind\u00edgena na Am\u00e9rica Latina, s\u00e3o apenas alguns exemplos dessas lutas massivas e generalizadas contra as opress\u00f5es que s\u00e3o fomentadas e reproduzidas pelo sistema capitalista-imperialista mundial em crise e decad\u00eancia, o qual necessita cada vez mais das opress\u00f5es para superexplorar, pilhar e dividir o proletariado e domin\u00e1-lo. Tamb\u00e9m mostram a enorme import\u00e2ncia desse tema para a classe trabalhadora e para os revolucion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Capitalismo: um sistema de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No capitalismo, a opress\u00e3o desempenha v\u00e1rios pap\u00e9is: permite ampliar os lucros dos capitalistas com a super explora\u00e7\u00e3o de setores da classe; manter um ex\u00e9rcito de reserva permanente que exerce press\u00e3o sobre os sal\u00e1rios, pressionando e rebaixando o padr\u00e3o de vida de toda a classe; garantir a reprodu\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado com o trabalho n\u00e3o pago realizado pelas mulheres na esfera familiar; e garantir a domina\u00e7\u00e3o burguesa, incentivando ideologias reacion\u00e1rias e comportamentos que degradam, subordinam e mant\u00e9m parte da classe em situa\u00e7\u00e3o de inferioridade e desvantagem, fornecendo assim um amparo para esse sistema hier\u00e1rquico e intrinsecamente opressivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O capitalismo \u00e9 incapaz de solucionar definitivamente os problemas de opress\u00e3o, pois elas s\u00e3o parte de sua pr\u00f3pria natureza. \u00c9 verdade que pode conceder direitos aos oprimidos aqui para logo em seguida retir\u00e1-los ali, mas n\u00e3o pode garantir a plena igualdade, sendo que nenhum desses direitos, uma vez conquistado, est\u00e1 irrevogavelmente assegurado. Basta ver o retrocesso na legisla\u00e7\u00e3o do aborto nos Estados Unidos, 50 anos ap\u00f3s sua conquista pelo ascenso das lutas feministas na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n\n\n\n<p>O capitalismo s\u00f3 pode resolver essas quest\u00f5es de maneira excepcional, provis\u00f3ria, parcial e incompleta. Jamais de forma generalizada, ou seja, em todas as partes do planeta e em sua ess\u00eancia coletiva, quer dizer, para todos os oprimidos do mundo, nem na sua dimens\u00e3o econ\u00f4mico-social, e sequer na sua dimens\u00e3o pol\u00edtica (jur\u00eddica, perante a lei). Por isso, s\u00f3 com a derrota do capitalismo e o fim da sociedade de classes que as alimentam e mant\u00e9m podemos acabar definitivamente com as opress\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A import\u00e2ncia das conquistas democr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa que \u00e9 indiferente para a classe trabalhadora as conquistas pol\u00edticas e avan\u00e7os e\/ou retrocessos nos direitos democr\u00e1ticos dos oprimidos, como por exemplo, legisla\u00e7\u00f5es que garantam igualdade de oportunidade e direitos iguais, que combatam a discrimina\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia, que legalizem o aborto, o casamento gay, criminalizem o LGBTfobia, punam o racismo, permitam maior representatividade nos espa\u00e7os de poder, etc. Tampouco que podemos negligenciar a import\u00e2ncia do combate as opress\u00f5es e as ideologias que as sustentam, denunciando os abusos, os ass\u00e9dios, a viol\u00eancia dom\u00e9stica, o genoc\u00eddio negro e ind\u00edgena, os crimes contra as LGBTIs e os feminic\u00eddios, exigindo do Estado, a cada momento medidas que possam p\u00f4r fim \u00e0s opress\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio, n\u00e3o s\u00f3 isso \u00e9 essencial, como \u00e9 preciso lutar por cada conquista que se possa arrancar desse sistema e exigir das organiza\u00e7\u00f5es da classe, sindicatos e movimento sociais, que assumam essas bandeiras como parte de seu programa e suas lutas, pois, na medida em que esse sistema faz dos oprimidos da classe trabalhadora suas principais v\u00edtimas, \u00e9 evidente tamb\u00e9m que esse setor \u00e9 o que mais sente a falta desses direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A posse de direitos democr\u00e1ticos n\u00e3o encerra a quest\u00e3o para o conjunto dos problemas da classe, mas sua conquista ajuda a desvelar a verdadeira causa das mazelas que vivemos no interior do sistema capitalista: a divis\u00e3o da sociedade em classes que permite que uma parcela min\u00fascula da sociedade, a burguesia, se aproprie da imensa riqueza \u00e9 produzida pela maioria, os trabalhadores. Essa condi\u00e7\u00e3o social, que permite a explora\u00e7\u00e3o de uma classe pela outra, apoia-se especialmente nas ideologias reacion\u00e1rias (machismo, racismo, xenofobia, LGBTfobia, etc.), que jogam os trabalhadores uns contra os outros e encobrem o r\u00edgido mecanismo de funcionamento da sociedade capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Combater as opress\u00f5es para unir a classe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s defendemos uma sociedade diferente, uma sociedade socialista, que permita o desenvolvimento de todas as potencialidades humanas. Entendemos que a luta pela revolu\u00e7\u00e3o e pelo socialismo \u00e9 uma luta de toda a classe trabalhadora para p\u00f4r fim \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 opress\u00e3o capitalista, mas a classe \u00e9 formada tamb\u00e9m (e em alguns casos inclusive majoritariamente) por negros, mulheres, imigrantes, LGBTIs. Rejeitamos qualquer luta pelo socialismo que, em nome de uma suposta totalidade da classe, negue as especificidades dos setores que a comp\u00f5em. N\u00e3o acreditamos que se possa construir o socialismo e seguir reproduzindo as opress\u00f5es. Da mesma forma, n\u00e3o se pode prescindir dos setores oprimidos da classe para levar a cabo a revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o exemplo da Revolu\u00e7\u00e3o Russa evidenciou por um lado, o potencial do socialismo para a liberta\u00e7\u00e3o dos oprimidos, a contrarrevolu\u00e7\u00e3o estalinista, por outro, mostrou que o caminho para a restaura\u00e7\u00e3o capitalista passou antes e tamb\u00e9m pela supress\u00e3o das conquistas das mulheres, pela criminaliza\u00e7\u00e3o das LGBTIs, pela opress\u00e3o nacional, entre outros.&nbsp; Suposto \u201csocialismo\u201d com machismo, com LGBTIfobia, com racismo, como praticado na URSS no per\u00edodo estalinista e nos demais estados oper\u00e1rios burocratizados, como Cuba e China, n\u00e3o \u00e9 socialismo, \u00e9 estalinismo.<\/p>\n\n\n\n<p>As opress\u00f5es no interior da classe, divide e enfraquece a luta contra o capitalismo. O combate \u00e0s opress\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio para unir a classe e parte essencial do nosso programa marxista revolucion\u00e1rio antes, durante e depois da tomada do poder pelos trabalhadores. Defendemos que as bandeiras dos oprimidos por igualdade, contra a viol\u00eancia e por direitos deve ser parte do programa geral da classe, n\u00e3o s\u00f3 porque a conquista de direitos democr\u00e1ticos permite aos oprimidos da nossa classe serem parte ativa da luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista, mas tamb\u00e9m porque essa luta comum fortalece os la\u00e7os de solidariedade entre os explorados e oprimidos e permite a unidade de classe necess\u00e1ria para que nos insurjamos como classe contra a submiss\u00e3o que o capitalismo nos imp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p>Como marxistas sustentamos que o luta de classes \u00e9 a for\u00e7a motriz da hist\u00f3ria. Mas n\u00e3o negamos que no quadro das rela\u00e7\u00f5es sociais existentes, um setor da nossa classe \u201cse beneficia\u201d da opress\u00e3o, inclusive em termos materiais. Contudo, os benef\u00edcios que esses setores obt\u00eam com a desigualdade, seja das mulheres, dos negros, da LGBTIs, dos imigrantes, etc., s\u00e3o pequenos, vazios e transit\u00f3rios frente aos custos substanciais que os acompanham. Os homens trabalhadores quando oprimem as mulheres ou os trabalhadores brancos quando oprimem os negros, n\u00e3o est\u00e3o apenas reproduzindo ideologias burguesas, mas agindo em favor da manuten\u00e7\u00e3o do sistema de explora\u00e7\u00e3o capitalista, fazendo o jogo da burguesia em todos os sentidos e atuando contra seus pr\u00f3prios interesses de classe. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma perspectiva socialista e revolucion\u00e1ria para a luta contra as opress\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um fato que opress\u00e3o afeta indiv\u00edduos de todas as classes e n\u00e3o apenas os que s\u00e3o pobres ou trabalhadores, mas o n\u00edvel de opress\u00e3o e suas consequ\u00eancias s\u00e3o qualitativamente diferentes para membros de classes sociais distintas. Nenhuma das opress\u00f5es atinge de maneira igual explorados e exploradores e mesmo o proletariado e a pequena burguesia. Os privil\u00e9gios e benef\u00edcios materiais desfrutados, por exemplo, pelas mulheres da classe dominante fazem com que tenham um forte interesse em preservar a ordem social vigente. Sua exist\u00eancia privilegiada \u00e9 paga pela superexplora\u00e7\u00e3o das suas \u201cirm\u00e3s\u201d trabalhadoras, especialmente de pa\u00edses coloniais e semicoloniais. A \u00fanica forma pela qual unidade das mulheres pode ser constru\u00edda cruzando linhas de classe \u00e9 subordinando os interesses das mulheres pobres, negras e da classe trabalhadora aos das mulheres burguesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por se tratar de algo que perpassa todos os setores sociais, a luta contra as opress\u00f5es pode \u2013 e quase sempre \u00e9 \u2013 utilizada pela burguesia para desviar o foco de luta de classe e manter os trabalhadores divididos, sob o discurso, reproduzido exaustivamente por seus amigos reformistas, de que a contradi\u00e7\u00e3o principal da sociedade \u00e9 a divis\u00e3o de g\u00eanero, de ra\u00e7a, de orienta\u00e7\u00e3o sexual e que, portanto, a batalha central dos oprimidos deve ser contra o patriarcado, os privil\u00e9gios dos brancos, a heteronormatividade. Unidos em movimentos sem distin\u00e7\u00e3o de classe. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 falamos da necessidade de superarmos o capitalismo e construirmos o socialismo para p\u00f4r fim definitivamente \u00e0s opress\u00f5es, da import\u00e2ncia da classe de conjunto e suas organiza\u00e7\u00f5es tomarem as bandeiras dos oprimidos como parte de seu programa e de suas lutas para unir a classe e fortalecer a luta comum contra o sistema, que como parte disso, os setores opressores da classe devem romper com suas pr\u00f3prias atitudes opressoras e se colocarem como aliados na luta contra a opress\u00e3o. A quest\u00e3o \u00e9 que tipo de alian\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria aos setores oprimidos da classe trabalhadora na luta por sua liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Que o proletariado esteja confrontado estrategicamente com a burguesia faz com que tamb\u00e9m nas lutas democr\u00e1ticas os interesses que separam explorados e exploradores tenham impactos diferentes para os oprimidos de classes sociais diferentes. Na luta contra as opress\u00f5es, o proletariado, pode (e muitas vezes inclusive precisa) fazer unidade de a\u00e7\u00e3o epis\u00f3dicas e pontuais com setores oprimidos da burguesia em torno a certas reivindica\u00e7\u00f5es, mas mesmo quando isso ocorre, deve sempre manter a independ\u00eancia de classes. Pois somente tomadas desde uma perspectiva revolucion\u00e1ria e socialista e articulada com a luta pelo poder do proletariado e ao socialismo, ou seja, combinada e articulada num programa de transi\u00e7\u00e3o que aponte no caminho da revolu\u00e7\u00e3o socialista nacional e internacional \u00e9 que essas lutas podem levar a emancipa\u00e7\u00e3o total do proletariado e seus setores oprimidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"638\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-13-at-18.40.27-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75280\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-13-at-18.40.27-2.jpeg 960w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-13-at-18.40.27-2-300x199.jpeg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-13-at-18.40.27-2-768x510.jpeg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-13-at-18.40.27-2-150x100.jpeg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-13-at-18.40.27-2-696x463.jpeg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Encontro do MML, Brasil, 2013<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Toda sa\u00edda burguesa, reformista ou p\u00f3s-moderna que aponte que \u00e9 poss\u00edvel acabar com as opress\u00f5es no marco do sistema capitalista e\/ou de maneira individual n\u00e3o passa de uma utopia reacion\u00e1ria. Ideologias como empoderamento, empreendedorismo, representatividade, em que pese parecerem muito atrativas, servem para desviar a luta dos oprimidos e canaliz\u00e1-las para estrat\u00e9gias meramente eleitorais e por dentro do regime burgu\u00eas capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 errada a vis\u00e3o de certos setores que, mesmo colocando-se no campo da revolu\u00e7\u00e3o socialista em palavras, afirmam que o proletariado deixou de ser o sujeito social da revolu\u00e7\u00e3o, sendo substitu\u00eddo por novos sujeitos. Essa \u00e9 uma das controv\u00e9rsias mais importantes nos movimentos de luta contra as opress\u00f5es: sobre quem \u00e9 o sujeito social da emancipa\u00e7\u00e3o dos oprimidos. As mulheres, as LGBTIs, os negros de conjunto formam um grupo policlassista. J\u00e1 a classe trabalhadora \u00e9 formada por homens, mulheres, negros, n\u00e3o negros, LGBTIs. A liberta\u00e7\u00e3o completa dos oprimidos n\u00e3o pode acontecer sem a revolu\u00e7\u00e3o socialista, e o sujeito social da revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 o proletariado, com todos os setores que a comp\u00f5em.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma trajet\u00f3ria de luta e de atua\u00e7\u00e3o principista no combate \u00e0s opress\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde sua funda\u00e7\u00e3o, a LIT sempre teve uma atua\u00e7\u00e3o principista no combate \u00e0s opress\u00f5es. Ou seja, para n\u00f3s, a luta contra toda forma de opress\u00e3o \u2013 machismo, racismo, LGBTIfobia, xenofobia etc. \u2013 \u00e9 mais do que uma pol\u00edtica ou um ponto program\u00e1tico: \u00e9 um princ\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"641\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/MIT.jpg\" alt=\"Lutar contra a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o, uma tarefa central do partido revolucion\u00e1rio\" class=\"wp-image-31739\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/MIT.jpg 960w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/MIT-300x200.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/MIT-768x513.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/MIT-150x100.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/MIT-696x465.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lutar contra a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o, uma tarefa central do partido revolucion\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Como revolucion\u00e1rios atuamos para derrubar esse sistema assentado na explora\u00e7\u00e3o e acabar com todas suas mazelas e toda a opress\u00e3o. Por\u00e9m estamos inseridos nessa sociedade, cujas ideologias de opress\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o arraigadas, impregnadas de tal forma, que a opress\u00e3o \u00e9 exercida, vivida e percebia como se fosse natural. Na verdade, ela \u00e9 constru\u00edda historicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias refletem a sociedade em que vivem, mas o marxismo tem um programa revolucion\u00e1rio de mudan\u00e7a dessa sociedade, de luta contra ela. Os indiv\u00edduos quando ingressam numa organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria n\u00e3o se transformam automaticamente em n\u00e3o opressores, meramente por ingressarem nessa organiza\u00e7\u00e3o. Em contradi\u00e7\u00e3o com o programa revolucion\u00e1rio, muitas vezes reproduzem a opress\u00e3o. Parte disso tem a ver com que essas ideologias est\u00e3o t\u00e3o profundamente enraizadas dentro de cada um que as veem como se fosse natural, e n\u00e3o cultural e adquirida, como realmente \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa contradi\u00e7\u00e3o precisa ser resolvida em favor do nosso programa, a partir de um combate interno e de medidas que fa\u00e7am com que os socialistas realmente revolucion\u00e1rios, sejam diferentes das pessoas comuns e da sociedade machista, racista, xen\u00f3foba etc. e sejam defensores e aliados de todos os oprimidos na luta contra a opress\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apoiada na tradi\u00e7\u00e3o marxista revolucion\u00e1ria, nossa corrente construiu um arsenal te\u00f3rico relevante sobre a quest\u00e3o das opress\u00f5es, que demonstra que a luta pela liberta\u00e7\u00e3o dos oprimidos est\u00e1 ligada \u00e0 luta contra o capitalismo porque, em \u00faltima an\u00e1lise, as opress\u00f5es servem aos&nbsp;interesses materiais&nbsp;da classe dominante. Temos orgulho de nossa hist\u00f3ria e nossa trajet\u00f3ria de combate \u00e0s opress\u00f5es no interior da classe e do partido. Evidentemente essa trajet\u00f3ria teve percal\u00e7os, houve momentos em que baixamos a guarda e as ideologias de opress\u00f5es penetraram em nosso interior, outros que descuidamos de organizar os oprimidos da classe como exige o programa revolucion\u00e1rio. Mas isso em nada diminui nossos m\u00e9ritos. N\u00e3o foi negando a exist\u00eancia das opress\u00f5es ou jogando os problemas internos para baixo do tapete que conseguimos chegar at\u00e9 aqui, mas justamente o contr\u00e1rio, foi pela nossa capacidade de mesmo nesses momentos, percebermos nossas fragilidades e agir para buscar super\u00e1-las, nos apoiando na teoria marxista e na tradi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O capitalismo, sistema decadente e destrutivo, joga todas as suas crises e horrores sobre os trabalhadores e a maioria da popula\u00e7\u00e3o do planeta. 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