{"id":75132,"date":"2022-11-02T01:39:38","date_gmt":"2022-11-02T01:39:38","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75132"},"modified":"2022-11-02T01:43:11","modified_gmt":"2022-11-02T01:43:11","slug":"75132","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/11\/02\/75132\/","title":{"rendered":"A origem da Corriente Roja"},"content":{"rendered":"\n<p>Para entender de onde vem a Corriente Roja devemos retomar ao ano de 1976, quando um setor de militantes da Liga Comunista (LC), s\u00e3o convencidos politicamente por membros do PST argentino, cujo principal dirigente era Nahuel Moreno. Depois de se agrupar inicialmente como <strong><em>Liga Socialista Revolucionaria<\/em><\/strong>, e mais tarde em torno da revista <strong><em>La Raz\u00f3n Socialista<\/em><\/strong>, junto com militantes em ruptura com o PSOE, o grupo decide sua incorpora\u00e7\u00e3o na <strong><em>Liga Comunista Revolucion\u00e1ria <\/em><\/strong>(LCR).<\/p>\n\n\n\n<p>Por: Corriente Roja<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O PST: Um partido ao servi\u00e7o das lutas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia, infelizmente, durou apenas uns meses j\u00e1 que se v\u00ea inacabada pela profunda divis\u00e3o com a dire\u00e7\u00e3o da LCR e da maioria do Secretariado Unificado da IV Internacional em torno a revolu\u00e7\u00e3o nicaraguense. Em outubro de 1979 finalmente se cria o PST.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75133\" width=\"619\" height=\"465\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O PST era produto do esfor\u00e7o militante de um n\u00facleo trotskista, que havia defendido as posi\u00e7\u00f5es do marxismo revolucion\u00e1rio que representava a fra\u00e7\u00e3o bolchevique da Quarta Internacional. Nasce para agrupar o melhor da juventude e da classe oper\u00e1ria, depois das trai\u00e7\u00f5es do PSOE (Partido Socialista Oper\u00e1rio Espanhol) e do PCE 9Partido Comunista Espanhol), que haviam amarrado o movimento oper\u00e1rio e os povos no bonde da pol\u00edtica burguesa e \u00e0 Monarquia.<\/p>\n\n\n\n<p>O PST disputou v\u00e1rias elei\u00e7\u00f5es gerais chegando a obter 103.000 votos em 1982, 77.000 votos em 86 e 81.000 em 89. Desde 1985 foi a cess\u00e3o espanhola da Liga Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (LIT-QI). Uma Internacional com um programa revolucion\u00e1rio e socialista, cujo projeto pol\u00edtico \u00e9 reconstruir a IV Internacional fundada por Trotsky em 1938. Nas elei\u00e7\u00f5es europeias de 1987, o PST alcan\u00e7ou mais de 77.000 votos, mas apesar de ser um dos partidos da esquerda revolucionaria espanhola com melhores resultados eleitorais, sua estrat\u00e9gia sempre esteve a servi\u00e7o das lutas oper\u00e1rias e de construir o partido revolucion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"764\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75134\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-2.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-2-300x224.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-2-768x573.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-2-150x112.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-2-696x519.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria do PST est\u00e1 marcada por uma das p\u00e1ginas mais obscuras da transi\u00e7\u00e3o: o brutal assassinato da l\u00edder estudantil e militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Yolanda Gonzales, sequestrada e assassinada em Madri em 1 de fevereiro de 1980 por membros da ultradireita. Seu assassino, Emilio Hell\u00edn Moro, militante da <em>Fuerza Nueva<\/em>, foi condenado a 43 anos de pris\u00e3o em 1983. Em 1987, aproveitando uma permiss\u00e3o de sa\u00edda, foge para o Paraguai onde foi protegido pelo ditador Stroessner, para quem trabalhou at\u00e9 que \u00e9 detido em 1990 pela Interpol e extraditado a Espanha. Seis anos depois, sai da pris\u00e3o e volta a trabalhar para a pol\u00edcia espanhola como assessor de espionagem e em t\u00e9cnicas de rastreio inform\u00e1tico at\u00e9 2011.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anos 90: Um esfor\u00e7o por preservar o legado do marxismo revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1993, a maioria do PST abandonou o trotskismo, e a minoria se fundiu com o Grupo pela Constru\u00e7\u00e3o de um Partido Oper\u00e1rio e Revolucion\u00e1rio (<strong>GPOR<\/strong>), com quem j\u00e1 haviam participado como coaliz\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es europeias, para criar em 1994, o Partido Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores (<strong>PRT<\/strong>), que seguiu sendo sess\u00e3o da LIT-QI. O PRT participava pela primeira vez nas elei\u00e7\u00f5es de 1996, conseguindo ser a candidatura da esquerda revolucion\u00e1ria mais votada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"666\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75135\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-3.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-3-300x195.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-3-768x500.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-3-150x98.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-3-696x453.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1998 o PRT se incorpora \u00e0 <em>Esquerda Unida (IU)<\/em>, provocando que em seu Congresso de 1999 se enfrentassem duas posi\u00e7\u00f5es: uma oficial e outra que fundaria uma nova experi\u00eancia: Luta Internacionalista. No princ\u00edpio permaneceram na mesma Internacional. Mas a decis\u00e3o dos membros da primeira de concorrer separado nas elei\u00e7\u00f5es municipais do mesmo ano, conduziu \u00e0 sua expuls\u00e3o da LIT-QI. Em 2001 o PRT iniciou um processo de aproxima\u00e7\u00e3o com a <em>Esquerda Revolucionaria (IR), <\/em>que culminou com a fus\u00e3o de ambas organiza\u00e7\u00f5es no <strong>PRT-IR<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De corrente interna a organiza\u00e7\u00e3o nacional independente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Corriente Roja<\/strong>, surgiu em 2002 como corrente interna da IU, organizada em torno a militantes do PCE encabe\u00e7ados por \u00c1ngeles Maestro e como resposta \u00e0 direitiza\u00e7\u00e3o progressiva dessa organiza\u00e7\u00e3o, agrupando diversos setores entre os que se encontrava o Partido Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores-Esquerda Revolucion\u00e1rio (PRT-IR), que fizeram parte da Corriente Roja desde sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois anos mais tarde, Corriente Roja abandona a IU, sob a lideran\u00e7a de \u00c1ngeles Maestro, ante sua \u201cdegenera\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel, sua ren\u00fancia em ocupar o espa\u00e7o da esquerda de verdade e sua aspira\u00e7\u00e3o em dar estabilidade pol\u00edtica ao Governo do PSOE\u201d. Em 26 de junho de 2005, depois da celebra\u00e7\u00e3o do XVII Congresso do PCE, a maioria dos membros da Corriente Roja decidiram tamb\u00e9m abandonar o PCE, ao ver rejeitada a possibilidade de abrir um debate interno sobre a necessidade de o PCE sair da IU para abordar sua pr\u00f3pria refunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse momento, se constitui a Corriente Roja como organiza\u00e7\u00e3o nacional independente, rompendo com o eleitoralismo e a adapta\u00e7\u00e3o ao regime mon\u00e1rquico, com a inten\u00e7\u00e3o de se converter em um elemento impulsionador de um bloco anticapitalista do ativismo oper\u00e1rio e juvenil, para confrontar o enorme desafio da reconstru\u00e7\u00e3o da esquerda revolucionaria no Estado Espanhol. Ainda estando conformada por militantes que procediam de tradi\u00e7\u00f5es diferentes e com diferen\u00e7as pol\u00edticas importantes, fomos capazes de ir avan\u00e7ando, nos apoiando sempre na mais ampla discuss\u00e3o e em decis\u00f5es democr\u00e1ticas aplicando o m\u00e9todo da democracia oper\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pontos fortes em que a CR se apoiava eram: a independ\u00eancia de classe, a tarefa de organizar a oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao governo Zapatero, o compromisso de impulsionar e apoiar ativamente as mobiliza\u00e7\u00f5es que estavam em curso e a organiza\u00e7\u00e3o a partir da base, sem a reparti\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o entre c\u00fapulas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2007 se separou um pequeno setor chamado Comunistas 3. Nas elei\u00e7\u00f5es europeias de 2009 e junto a diversas organiza\u00e7\u00f5es independentistas e anticapitalistas, (incluindo o apoio externo da esquerda abertzale), se construiu a candidatura Iniciativa Internacionalista-A Solidariedade entre os Povos, encabe\u00e7ada pelo dramaturgo Alfonso Sastre, que obteve 178.121 votos. Foi a s\u00e9tima for\u00e7a mis votada, ainda que lamentavelmente n\u00e3o foi o suficiente para conseguir representa\u00e7\u00e3o por causa da farsante Lei Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es ao Parlamento de Catalunha de 2010, fez parte de \u201c<em>Des de Baix\u201d, <\/em>uma candidatura unit\u00e1ria formada pela Revolta Global, Corriente Roja, Luta Internacionalista e ex militantes cr\u00edticos de ICV-EUiA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O papel da CR no processo de reorganiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sindical e social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde seu nascimento <strong>Corriente Roja<\/strong>, primeiro como corrente interna da IU, depois como organiza\u00e7\u00e3o independente, tem sido parte das principais batalhas pol\u00edticas e sindicais. \u00c9 ineg\u00e1vel o papel ativo e de vanguarda que tem jogado no processo de reorganiza\u00e7\u00e3o sindical contra a burocracia, nas mobiliza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e estudantis, na luta pelos direitos das nacionalidades oprimidas, na batalha contra as interven\u00e7\u00f5es imperialistas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes anos, longe do sectarismo e a autoproclama\u00e7\u00e3o, Corriente Roja n\u00e3o desistiu de seu empenho de impulsionar o m\u00e1ximo a unidade de a\u00e7\u00e3o em todos os terrenos. Essas batalhas e essa jornada pol\u00edtica a fizeram amadurecer.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a realidade mostrou nesses anos foi, por um lado, que se concretizaram acordos de unidade e a\u00e7\u00e3o com outras organiza\u00e7\u00f5es e coletivos, por outro, um fortalecimento de um perfil pol\u00edtico e program\u00e1tico, pr\u00f3prio da Corriente Roja.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2011 se produziu um dos fen\u00f4menos mais importantes no Estado espanhol, como express\u00e3o do mal-estar social produzido pela explos\u00e3o da crise de 2008 e os anos posteriores: o 15M. Lamentavelmente, as diferen\u00e7as e choques dentro da Corriente Roja vinham aumentando e a cada passo que se dava a brecha era cada vez maior. As posturas e diferen\u00e7as cada vez mais enfrentadas sobre os regimes de Cuba, Venezuela ou S\u00edria, acabaram sendo intranspon\u00edveis. A interven\u00e7\u00e3o militar na L\u00edbia foi a gota d\u2019\u00e1gua e onde as ditas diferen\u00e7as se expressaram de maneira mais intensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manifesta\u00e7\u00e3o convocada em 26 de mar\u00e7o de 2011, duas faixas foram assinadas pela Corriente Roja e expressavam duas mensagens conflitantes: em uma se podia ler \u201c<em>Parar a interven\u00e7\u00e3o imperialista. Em apoio aos povos \u00e1rabes. Fora tropas espanholas da L\u00edbia\u201d, <\/em>enquanto mais atr\u00e1s, Nines Maestro e um pequeno grupo tamb\u00e9m da Corriente Roja se manifestavam a favor do governo de Muamar Gadaffi que estava h\u00e1 quatro d\u00e9cadas no poder. Em 2011 com a dissolu\u00e7\u00e3o do PRT-IR dentro da Corriente Roja, se produziu a sa\u00edda do setor encabe\u00e7ado por Nines Maestro que funda a Red Roja.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Construir o Partido mundial para superar a crise de dire\u00e7\u00e3o revolucionaria: Uma tarefa imprescind\u00edvel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora desde sua origem, Corriente Roja foi uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, avan\u00e7ar no processo de constru\u00e7\u00e3o exigiu assumir conscientemente a vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 tarefa inevit\u00e1vel de todos os revolucion\u00e1rios e revolucionarias de construir um partido mundial para a revolu\u00e7\u00e3o socialista. \u00c9 embasado nessas considera\u00e7\u00f5es que o VI Encontro Nacional da Corriente Roja em 2012, resolveu solicitar sua entrada na Liga Internacional dos Trabalhadores, Quarta Internacional (LIT-QI), passando a ser sua sess\u00e3o no Estado espanhol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"462\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75136\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-4.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-4-300x199.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CR-4-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A entrada na LIT-QI nos obrigou a modificar as estruturas militantes e os organismos de dire\u00e7\u00e3o, a organizar as finan\u00e7as, a dar respostas politicas aos acontecimentos, a ter um jornal, a avan\u00e7ar no desenvolvimento do programa, etc&#8230; a este desafio, por si s\u00f3 descomunal, adicionamos outro enorme e totalmente novo para n\u00f3s: envolver -nos ativamente na constru\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o sindical como Co.Bas (sindicato surgido de uma ruptura antiburocratica com CC.OO \u2013 Confedera\u00e7\u00e3o Sindical de Comiss\u00f5es Oper\u00e1rias), uma tarefa que era infinitamente mais dif\u00edcil e exigente que participar como oposi\u00e7\u00e3o em um sindicato j\u00e1 existente. Como contrapartida isso nos deu a oportunidade de vincularmos mais estreitamente ao processo de reorganiza\u00e7\u00e3o sindical em curso e, a partir disso, dar um salto em nossa inser\u00e7\u00e3o, aprendizagem e constru\u00e7\u00e3o na classe oper\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Comemoramos agora 10 anos da Corriente Roja (CR) como partido revolucion\u00e1rio. Hoje quando assistimos no mundo a evolu\u00e7\u00e3o continua de guerras e explos\u00f5es sociais, onde os trabalhadores e trabalhadoras respondem (ainda que com muitas desigualdades) aos ataques que os governos levam a cabo para jogar a crise em suas costas, quando fica mais n\u00edtido que nunca o vergonhoso papel que a burocracia sindical vem desempenhando h\u00e1 anos, se faz mais imprescind\u00edvel que nunca, o fortalecimento de uma organiza\u00e7\u00e3o revolucionaria que trabalhe resolutamente para ajudar a superar a crise de dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que sacode o planeta e que deixa infelizmente desamparados e sem perspectiva revolucion\u00e1ria todos esses enormes esfor\u00e7os de luta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: T\u00falio Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para entender de onde vem a Corriente Roja devemos retomar ao ano de 1976, quando um setor de militantes da Liga Comunista (LC), s\u00e3o convencidos politicamente por membros do PST argentino, cujo principal dirigente era Nahuel Moreno. 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