{"id":75071,"date":"2022-10-26T13:36:30","date_gmt":"2022-10-26T13:36:30","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=75071"},"modified":"2022-10-26T13:43:07","modified_gmt":"2022-10-26T13:43:07","slug":"chile-sobre-os-mineiros-e-a-explosao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/10\/26\/chile-sobre-os-mineiros-e-a-explosao-social\/","title":{"rendered":"Chile: sobre os mineiros e a \u00abexplos\u00e3o social\u00bb"},"content":{"rendered":"\n<p><em>3 anos depois da \u201cexplos\u00e3o social\u201d, uma pergunta que n\u00e3o quer calar na cabe\u00e7a do povo trabalhador no Chile: onde estavam os mineiros na explos\u00e3o social?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Olga Rojas<\/p>\n\n\n\n<p>A pergunta \u00e9 importante, porque embora seja no sentido de questionar a classe oper\u00e1ria mineira, salienta que o papel dos oper\u00e1rios da minera\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para o povo trabalhador no Chile. O povo n\u00e3o se questiona: onde estavam os advogados, onde estavam os publicit\u00e1rios, onde estavam os soci\u00f3logos (respeitando e admirando todos os empregos e profiss\u00f5es). Perguntam onde estavam os mineiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, por que \u00e9 importante tentar responder isso? Porque a classe oper\u00e1ria mineira no Chile, tem um papel fundamental na economia, especialmente se falarmos dos mineiros do cobre, j\u00e1 que a exporta\u00e7\u00e3o deste mineral corresponde a 50% das exporta\u00e7\u00f5es que realizamos. Hoje, o sal\u00e1rio do Chile continua sendo o cobre. Se os mineiros paralisam, p\u00f5em em xeque os interesses do grande empresariado das multinacionais e do magnata Luksic (dono da Antofagasta Minerals). Al\u00e9m disso, o maquin\u00e1rio com o qual trabalham na minera\u00e7\u00e3o, poderia ajudar muito nas tarefas de autodefesa contra a repress\u00e3o do Estado e gangues ultradireitistas. As For\u00e7as Armada dependem do dinheiro do cobre para funcionar e nas \u00faltimas d\u00e9cadas os oficiais ficaram milion\u00e1rios com esta riqueza.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o processo do 18 de outubro vivemos de forma mais espont\u00e2nea, n\u00e3o foram os sindicatos em sua maioria que organizaram a luta, as e os trabalhadores se organizaram em assembleias territoriais, em brigadas de primeira linha, em brigadas de sa\u00fade, etc. Os sindicatos estavam, mas n\u00e3o como protagonistas, e isto ocorreu tamb\u00e9m com a classe oper\u00e1ria mineira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mineiros estavam nas pra\u00e7as protestando quando n\u00e3o estavam no seu turno de trabalho, muitos fizeram parte das primeiras linhas, inclusive um <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mitchilelitci\/videos\/1011571969191216\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">v\u00eddeo<\/a> da Mina El Teniente mostra um grupo de mineiros ao som de \u201cj\u00e1 v\u00e3o avistar, as balas que nos atiraram v\u00e3o retornar\u201d. A press\u00e3o vinha t\u00e3o forte de baixo, que os sindicatos da minera\u00e7\u00e3o e a CUT junto com outras organiza\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s do Bloco Sindical da Mesa Unidade Social tiveram que canalizar a press\u00e3o chamando para uma Greve Geral para o dia 12 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que aconteceu em 12 de novembro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste dia o chamado \u00e0 Greve se concretizou, os batalh\u00f5es mais importantes da classe oper\u00e1ria que se incorporaram foram os Portu\u00e1rios e uma parte dos mineiros, com os oper\u00e1rios de La Escondida na lideran\u00e7a. No norte do pa\u00eds, a maioria das companhias mineradoras de cobre p\u00fablicas e privadas mantiveram suas opera\u00e7\u00f5es a meia velocidade. Em Calama e no interior da cidade de Antofagasta, pr\u00f3xima de algumas importantes jazidas de cobre, trabalhadores montaram barricadas, bloqueando vias e impedindo a passagem de \u00f4nibus com pessoal e caminh\u00f5es de insumos para as tarefas. Entretanto, n\u00e3o foi uma paralisa\u00e7\u00e3o de 100%, pois muitos sindicatos nem baixaram a convoca\u00e7\u00e3o \u00e0s suas bases nem organizaram a manifesta\u00e7\u00e3o, foi uma sa\u00edda embrion\u00e1ria da classe oper\u00e1ria, mas que gerou um impacto importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m estiveram sindicatos de pescadores artesanais, e com certeza, a classe trabalhadora protestando em v\u00e1rias cidades do pa\u00eds. Esta combina\u00e7\u00e3o do protesto nos territ\u00f3rios com autodefesa combativa e a entrada de batalh\u00f5es da classe oper\u00e1ria, fizeram a grande burguesia tremer.<\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o ponto culminante da revolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 por isso que todos os partidos pol\u00edticos representantes do empresariado se reuniram com urg\u00eancia para fazer a desarticula\u00e7\u00e3o do processo revolucion\u00e1rio, e dessa forma cedem algo que durante d\u00e9cadas n\u00e3o queriam dar: um Processo Constituinte, mas amarrado at\u00e9 \u00e0 medula pelas regras do famoso Acordo pela Paz, assinado \u201c<em>entre a meia noite e o canto do galo<\/em>\u201d. Dessa forma a Conven\u00e7\u00e3o Constitucional teve um car\u00e1ter contradit\u00f3rio: foi uma conquista, mas s\u00f3 a tivemos gra\u00e7as \u00e0 luta, os de cima n\u00e3o queriam d\u00e1-la facilmente, por\u00e9m ao mesmo tempo que os partidos empresariais a entregaram, se encarregaram de que estivesse desenhada para n\u00e3o tocar nos seus interesses (N\u00e3o podia destituir Pi\u00f1era, n\u00e3o podia tocar nos TLCs (Tratados de Livre Com\u00e9rcio), imp\u00f4s \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o um alt\u00edssimo qu\u00f3rum de \u2154, etc.).<\/p>\n\n\n\n<p>O Partido Comunista, que naquele momento tinha boa parte da dire\u00e7\u00e3o da Mesa de Unidade Social que convocou a Greve de 12 de novembro, n\u00e3o assinou esse Acordo pela Paz, entretanto depois o validou, e na divis\u00e3o de tarefas, seu papel foi manter todo o movimento oper\u00e1rio e sindical passivo. Como parte dessa tarefa, tiraram a reivindica\u00e7\u00e3o \u201cRenuncia Pi\u00f1era\u201d da lista de demandas da Mesa de Unidade Social, ficando a Nova Constitui\u00e7\u00e3o como \u00fanica mudan\u00e7a relevante, algo que supostamente (j\u00e1 vimos que n\u00e3o) seria outorgado por esse Acordo pela Paz. Mas outra coisa que fizeram, foi que, depois da triunfante jornada de luta de 12 de novembro, n\u00e3o voltaram a convocar uma greve, deixando assim o movimento descender.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, tanto a Frente (FA) Ampla que assinou o Acordo pela Paz, como o Partido Comunista (PC) que n\u00e3o o fez, dividiram suas tarefas para salvar o governo de Pi\u00f1era. Hoje a FA e o PC s\u00e3o governo, e j\u00e1 vemos sua aproxima\u00e7\u00e3o com os partidos dos 30 anos. S\u00e3o mais do mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os portu\u00e1rios e as retiradas das AFPs<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora este texto seja sobre os mineiros, n\u00e3o \u00e9 demais lembrar o impacto que a classe oper\u00e1ria tem quando sai \u00e0 luta, n\u00e3o s\u00f3 como ocorreu em 12 de novembro, mas tamb\u00e9m quando se discutiu as retiradas das AFPs (Administradoras de Fundos de Pens\u00f5es\/Aposentadorias). Pi\u00f1era se negava a aceitar as retiradas, nos bairros pobres fizeram barricadas, mas foi tamb\u00e9m a for\u00e7a das paralisa\u00e7\u00f5es iniciais dos portu\u00e1rios e suas declara\u00e7\u00f5es, exigindo as retiradas de fundos de pens\u00f5es\/aposentadorias, que foram o motor para dobrar o governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os mineiros e a Conven\u00e7\u00e3o Constitucional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como a maioria da classe trabalhadora, v\u00e1rios mineiros tiveram expectativas na Conven\u00e7\u00e3o Constitucional quando estava iniciando, e assim \u201cdelegaram\u201d aos constituintes as mudan\u00e7as que o \u201cChile\u201d necessitava. Entretanto, houve um setor mais consciente da minera\u00e7\u00e3o, que junto com a Constituinte Mar\u00eda Rivera do MIT, impulsionaram duas propostas de normas centrais: a nacionaliza\u00e7\u00e3o da grande minera\u00e7\u00e3o do cobre e a negocia\u00e7\u00e3o por ramo de trabalho- direito \u00e0 greve.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa de recuperar o cobre para financiar os direitos sociais (como a segunda iniciativa), foi encabe\u00e7ada por um sindicato muito novo: o Sindicato Interempresa da Minera\u00e7\u00e3o-18 de Outubro (SIM-18 de Outubro). A iniciativa de recuperar o cobre teve mais de 24 mil assinaturas, inclusive na Conven\u00e7\u00e3o foi aprovada por maioria simples, no entanto, o Acordo pela Paz imp\u00f4s o qu\u00f3rum de \u2154 para mudan\u00e7as relevantes, e esta iniciativa n\u00e3o teve esses \u2154 na Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dirigentes do SIM-18 de Outubro fizeram parte dos 38% da popula\u00e7\u00e3o chilena que votou Aprovo, mas n\u00e3o porque confiaram na Nova Constitui\u00e7\u00e3o ou a defenderam, j\u00e1 que sua principal demanda foi rejeitada: recuperar o cobre. Mas aprovaram porque sabiam que reconhecia alguns m\u00ednimos direitos democr\u00e1ticos para a classe trabalhadora, as mulheres, LGBTI, mapuche, etc. E pela necessidade de dizer N\u00c3O MAIS \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de Pinochet. N\u00e3o \u00e9 demais dizer que em El Salvador, em um acampamento especificamente de mineiros, a op\u00e7\u00e3o aprovo ganhou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75076\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-300x169.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-768x432.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-1536x863.jpg 1536w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-150x84.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-696x391.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria-1068x600.jpg 1068w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Maria.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Nossa companheira Mar\u00eda Rivera junto aos dirigentes do Sindicato Interempresa da Mineradora de Chuquicamata.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entretanto, a maioria da classe trabalhadora, e portanto tamb\u00e9m boa parte dos mineiros, votaram recha\u00e7o, por uma an\u00e1lise que fizemos em <a href=\"https:\/\/www.vozdelostrabajadores.cl\/sobre-la-victoria-del-rechazo-y-los-proximos-pasos-de-nuestra-lucha\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">outro texto<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que o 12 de novembro n\u00e3o foi aprofundado? Havia outra alternativa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com tudo isso, em primeiro lugar, fica claro que os mineiros, estiveram, e t\u00eam estado na luta, s\u00f3 que n\u00e3o sa\u00edram organizados sindicalmente ou de forma concentrada, o que \u00e9 uma debilidade, e isto porque n\u00e3o existe uma organiza\u00e7\u00e3o sindical \u2013 nem pol\u00edtica \u2013 revolucion\u00e1ria que organize sua luta. Seus dirigentes continuam sendo, em sua maioria, dirigentes pr\u00f3 -empresa inclusive membros filo Partido Comunista.<\/p>\n\n\n\n<p>O 12 de novembro n\u00e3o se aprofundou devido a que a Frente Ampla, o PC e toda a burocracia sindical de \u201cesquerda\u201d e direita preferiram salvar o regime dos 30 anos, e com isso salvar Pi\u00f1era. \u00c9 por isso que n\u00e3o convocaram nenhuma outra Greve, apenas seguiram os passos do Acordo pela Paz.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade teria sido outra, se uma segunda Grande Greve Geral fosse convocada, incorporando todo o setor oper\u00e1rio mineiro (ou ao menos a maioria) e dos principais ramos da economia, para derrubar Pi\u00f1era e que todos os assassinos e repressores pagassem. E, al\u00e9m disso, exigir uma Nova Constitui\u00e7\u00e3o, mas sem as travas do Acordo pela Paz.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, sob a realidade do Chile atual, \u00e9 dif\u00edcil que tivesse existido essa outra op\u00e7\u00e3o, pois ainda n\u00e3o h\u00e1 uma alternativa de dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, constru\u00edda no seio da classe oper\u00e1ria, em particular entre os mineiros, e que fa\u00e7a contrapeso ao PC, FA e aos partidos dos 30 anos. N\u00e3o h\u00e1 sequer um sindicato mineiro ou oper\u00e1rio em geral que fa\u00e7a esse contrapeso na luta. O espontane\u00edsmo que no in\u00edcio foi progressivo, vai mostrando os limites do processo revolucion\u00e1rio. Mas frente a esta dif\u00edcil realidade, n\u00e3o podemos ficar de bra\u00e7os cruzados, fica uma grande tarefa pela frente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A classe oper\u00e1ria mineira continua viva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A classe oper\u00e1ria mineira, como toda a classe trabalhadora, sofreu um golpe brutal com a ditadura, sua organiza\u00e7\u00e3o foi destru\u00edda. E depois sob os governos \u00abdemocr\u00e1ticos\u00bb destes 32 anos, os partidos, governos e a burocracia sindical continuam asfixiando o papel da classe oper\u00e1ria. Dizem que esta j\u00e1 n\u00e3o existe como nos anos 60 ou no per\u00edodo da Unidade Popular, e que s\u00f3 existem cidad\u00e3os ou \u201cpovo\u201d. A ultraesquerda filo anarquista tem em seu centro a refer\u00eancia ao \u201cpovo pobre\u201d, o que \u00e9 importante, mas nega o papel estrat\u00e9gico da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da desorganiza\u00e7\u00e3o e dos golpes, a classe oper\u00e1ria est\u00e1 longe de estar morta. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/chile-una-necesidad-estrategica-la-unidad-entre-la-clase-obrera-y-los-sectores-populares\/\">Segundo estudos<\/a>, no Chile em 1965 t\u00ednhamos 509.000 oper\u00e1rios e em 2020 t\u00ednhamos cerca de 2 milh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo, em particular os trabalhadores da minera\u00e7\u00e3o aumentaram de 43 mil para mais de 200 mil. Pode ser que a n\u00edvel percentual representem mais ou menos em rela\u00e7\u00e3o ao conjunto da classe trabalhadora se o compararmos com os anos 60, mas o que \u00e9 evidente \u00e9 que a classe oper\u00e1ria est\u00e1 longe de estar morta ou desaparecida. H\u00e1 uma pol\u00edtica totalmente consciente, do empresariado e dos partidos reformistas para colocar a classe oper\u00e1ria como morta! Mas a realidade mostra a eles que a classe oper\u00e1ria continua mais viva do que nunca!<\/p>\n\n\n\n<p>Por tudo isso dizemos que \u00e9 imprescind\u00edvel reconstruir as organiza\u00e7\u00f5es da classe oper\u00e1ria, recuperar os sindicatos sob um programa de luta pelas demandas dos trabalhadores (sal\u00e1rios, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, acordo coletivo, direitos sociais como moradia, sa\u00fade, aposentadorias, educa\u00e7\u00e3o, etc) e tamb\u00e9m por demandas hist\u00f3ricas, como a renacionaliza\u00e7\u00e3o do cobre com controle da classe trabalhadora e o fim do capitalismo, um sistema de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a classe trabalhadora tivesse encabe\u00e7ado as mobiliza\u00e7\u00f5es de 12 de novembro de 2019, tudo poderia ter sido diferente. Por isso, o MIT prop\u00f5e construir uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no seio da classe oper\u00e1ria, que em uma pr\u00f3xima explos\u00e3o revolucion\u00e1ria possa conduzir o conjunto do povo para solucionar de uma vez os problemas sociais e ambientais que existem no Chile e no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>3 anos depois da \u201cexplos\u00e3o social\u201d, uma pergunta que n\u00e3o quer calar na cabe\u00e7a do povo trabalhador no Chile: onde estavam os mineiros na explos\u00e3o social? 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