{"id":74833,"date":"2022-09-28T20:16:10","date_gmt":"2022-09-28T20:16:10","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=74833"},"modified":"2022-10-04T00:32:43","modified_gmt":"2022-10-04T00:32:43","slug":"nada-excepcional-e-a-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/09\/28\/nada-excepcional-e-a-crise-climatica\/","title":{"rendered":"Nada excepcional: \u00e9 a crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>A previs\u00e3o de fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos extremos nos \u00faltimos anos se parece cada vez mais com a roleta russa. Movemos o dedo de um ponto a outro do mapa, pulando sem distin\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas geogr\u00e1ficas. Sem d\u00favida, os desastres provocados pelas trag\u00e9dias clim\u00e1ticas t\u00eam um impacto decididamente maior nos pa\u00edses dependentes, mas a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 se precipitando inclusive nos pa\u00edses menos vulner\u00e1veis que, embora teoricamente melhor preparados para enfrent\u00e1-los, gra\u00e7as a terem muito mais dinheiro e estruturas \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, est\u00e3o revelando todos os limites do sistema capitalista para evitar o sofrimento dos territ\u00f3rios e das popula\u00e7\u00f5es que os habitam. Quer ocorram na \u00c1frica, Am\u00e9rica ou Europa, o pre\u00e7o \u00e9 muito alto e \u00e9 medido principalmente na perda de vidas humanas. Milh\u00f5es. Homens, mulheres, crian\u00e7as, idosos do proletariado mundial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Giacomo Biancofiore<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Europa entre o calor abrasador e inunda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No ver\u00e3o passado, a Alemanha Ocidental em particular o Estado federado da Ren\u00e2nia do Norte-Westfalia e Ren\u00e2nia Palatinado, foi atingida pela tormenta Bernd, que provocou centenas de mortes. O mau tempo provocou inunda\u00e7\u00f5es que engoliram povoados inteiros e que ficaram v\u00e1rios dias sem eletricidade. No mesmo per\u00edodo, a B\u00e9lgica e o norte da Fran\u00e7a tamb\u00e9m foram atingidos pelas inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na It\u00e1lia, por sua vez, segundo an\u00e1lises estat\u00edsticas do CNR-ISAC, julho de 2021 foi o terceiro mais quente desde o s\u00e9culo XIX no sul, com 1,65 \u00b0C acima da m\u00e9dia. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, sobretudo quando as condi\u00e7\u00f5es fav\u00f4nicas locais (ventos das colinas) aqueceram o ar j\u00e1 muito quente presente na atmosfera livre, as temperaturas diurnas alcan\u00e7aram temperaturas de +40 \u00b0C + 42 \u00b0C, com picos de +44 \u00b0C + 45 \u00b0C nas zonas do interior da Sic\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>O ver\u00e3o que acaba de passar, registrou um calor recorde j\u00e1 nas primeiras semanas de junho, uma aut\u00eantica onda de calor que atingiu toda a Europa. Durante o ver\u00e3o, o anticiclone de calor africano registrou temperaturas completamente fora da m\u00e9dia para o per\u00edodo. Na It\u00e1lia, na plan\u00edcie de Padana (vale do P\u00f3), o rio Po alcan\u00e7ou um m\u00ednimo hist\u00f3rico. Al\u00e9m disso, 40% da terra agr\u00edcola esteve em seca extrema.<br>Tamb\u00e9m, segundo dados clim\u00e1ticos do Instituto de Ci\u00eancias da Atmosfera e do Clima (Isac) do CNR de Bolonha, o m\u00eas de maio de 2022 registrou temperaturas acima da m\u00e9dia sazonal, de +1,83 \u00b0C.&nbsp;Nunca antes foi registrado tal calor nos \u00faltimos trinta anos, exceto em 2003 (+1,87 \u00b0C).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De Marmolada a Marche, a It\u00e1lia dos \u00abfen\u00f4menos extremos\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 3 de julho, nos Alpes italianos, exatamente na geleira de Marmolada, ocorreu um deslizamento que provocou o desprendimento, empurr\u00e3o e posterior deslizamento de grande parte do gelo pelo vale, quase um ter\u00e7o de uma placa com \u00e1rea de 26.000 m2.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca havia acontecido que uma grande parte do glaciar desabasse como ocorreu naquele domingo calorento de julho no qual onze pessoas perderam a vida.<br>Com o aumento dos \u201cfen\u00f4menos extremos\u201d ligados \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, h\u00e1 geleiras nos Alpes que s\u00e3o monitorados constantemente porque se sabe que algumas de suas partes podem se desprender e desabar, mas o de Marmolada n\u00e3o era um deles.<br>Nos dois meses anteriores ao desastre, a temperatura m\u00e9dia foi 2 graus superior \u00e0 m\u00e9dia do per\u00edodo compreendido entre 2008 e 2021, e quanto as nevadas de inverno, o trimestre compreendido entre dezembro passado e fevereiro deste ano, foi um dos dez mais secos e quentes desde 1921. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Fabrizio De Blasi, pesquisador do ISP e um dos autores da reconstru\u00e7\u00e3o do colapso: \u201cA soma destes dois eventos negativos, as temperaturas particularmente altas no princ\u00edpio do ver\u00e3o, acompanhadas de um alto grau de \u201cdescobrimento\u201d do gelo, o que costuma acontecer em agosto, submeteu o glaciar a um enorme estresse e por isso o ritmo de derretimento do gelo foi muito elevado\u201d. O pesquisador chega a conclus\u00f5es de que, a esta altura, os desastres desta magnitude \u201cn\u00e3o podemos preveni-los\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de pouco mais de dois meses, ainda h\u00e1 onze v\u00edtimas humanas confirmadas de outro desastre, desta vez na regi\u00e3o de Marche entre as prov\u00edncias de Ancona e Pesaro. Na tarde de 15 de setembro, a enchente do rio Misa e do afluente Nevola, provocada por horas de chuva, devastou tudo, semeando morte, estragos e terror. Sessenta minutos de apocalipse e uma noite de apreens\u00e3o para Senigallia, a cidade atingida pela cheia do rio Misa, que transbordou, inundando grande parte do centro, atingindo os 9.560 residentes desalojados. No momento de escrever este artigo, ainda estamos buscando uma mulher de 56 anos e o pequeno Mattia de 8 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A<strong> correla\u00e7\u00e3o entre os desastres e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante anos, meteorologistas e cientistas consideraram o aquecimento do clima do planeta como um fen\u00f4meno natural, devido \u00e0 atividade solar, \u00e0s varia\u00e7\u00f5es na inclina\u00e7\u00e3o do eixo terrestre, e a fatores em parte desconhecidos. As ondas de calor, as chuvas torrenciais ou as tempestades de granizo, eram consideradas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas extremas, mas tamb\u00e9m fen\u00f4menos que sempre ocorreram.<br>Hoje, a ci\u00eancia, com o apoio de instrumentos e pesquisas cada vez mais meticulosos, j\u00e1 n\u00e3o pode negar a liga\u00e7\u00e3o entre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e os fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos extremos. Mas, sobretudo, o que j\u00e1 \u00e9 ineg\u00e1vel \u00e9 o peso decisivo da m\u00e3o do homem na perda do equil\u00edbrio clim\u00e1tico do planeta. Certamente, nem todos os habitantes do planeta, indistintamente, s\u00e3o culpados, mas a explora\u00e7\u00e3o secular por parte das multinacionais \u00e9, dados na m\u00e3o, a causa principal da trag\u00e9dia ambiental que estamos vivendo.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A quantidade de di\u00f3xido de carbono total liberado na atmosfera pelas atividades humanas \u00e9 igual a 27 bilh\u00f5es de toneladas por ano: 50.000 toneladas por minuto. Em mar\u00e7o de 2013, a concentra\u00e7\u00e3o medida de di\u00f3xido de carbono na atmosfera terrestre era em torno de 399ppm. A concentra\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de di\u00f3xido de carbono antes da revolu\u00e7\u00e3o industrial \u00e9 calculada em 280 ppm, e sendo assim, aumentou 35% desde a revolu\u00e7\u00e3o industrial e 20% desde 1958. O uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis (carv\u00e3o, petr\u00f3leo) seria a primeira causa deste aumento, com 64% de responsabilidade, enquanto que o desmatamento seria a segunda, com 34%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As responsabilidades do capitalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez estabelecido que o crescimento quantitativo e qualitativo dos \u201cfen\u00f4menos extremos\u201d n\u00e3o tem nada de excepcional, mas est\u00e1 estreitamente relacionado com a crise clim\u00e1tica, muitos ainda se perguntam por que aqueles que manejam o destino deste planeta n\u00e3o fazem nada para evitar ou limitar os danos, em poucas palavras, para resolver a pr\u00f3pria crise que eles mesmos criaram.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de produ\u00e7\u00e3o capitalista, por sua natureza e pela sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia, precisa produzir cada vez mais mercadorias, ao menor custo poss\u00edvel, com o m\u00e1ximo de lucro poss\u00edvel e em menor tempo poss\u00edvel. Para satisfazer estas necessidades, n\u00e3o pode ser muito sutil na explora\u00e7\u00e3o das pessoas e do meio ambiente.&nbsp; O que pode parecer um comportamento irrespons\u00e1vel e aparentemente insensato n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um caminho obrigat\u00f3rio, mas inclusive indispens\u00e1vel para ganhar a concorr\u00eancia entre capitalistas e, portanto, compensar a tend\u00eancia de queda da taxa de lucro.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>Como esses animais que matam seus pr\u00f3prios filhotes para sobreviver, o capitalismo n\u00e3o pode evitar introduzir taxas cada vez mais intensas de CO<sub>2<\/sub>&nbsp;em excesso na atmosfera, aumentando assim o efeito estufa. Com o mesmo prop\u00f3sito e as mesmas consequ\u00eancias se realiza a atividade criminosa posterior: o desmatamento dos pulm\u00f5es verdes do planeta, sacrificados no altar da produ\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o incompat\u00edvel com o capitalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aos desastres nas geleiras como o de Marmolada, \u00e0s inunda\u00e7\u00f5es como a de Marche nos \u00faltimos dias, \u00e0 inunda\u00e7\u00e3o da Sic\u00edlia no ano passado ou de Liguria e Piamonte h\u00e1 dois anos, tem que acrescentar uma forte crise h\u00eddrica que est\u00e1 colocando \u00e0 prova a agricultura nas zonas mais importantes do pa\u00eds. Na It\u00e1lia, como em qualquer outro pa\u00eds da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>O Po, art\u00e9ria fluvial mais importante do norte da It\u00e1lia, por exemplo, est\u00e1 seco como nunca nos \u00faltimos setenta anos. Como nunca havia ocorrido na hist\u00f3ria as \u00e1guas do maior rio italiano baixaram a tal n\u00edvel que a \u00e1gua salgada do mar Adri\u00e1tico penetra por 30 quil\u00f4metros do delta para o interior arrasando cultivos e colocando em perigo a vida de numerosas esp\u00e9cies e, portanto, afetando inexoravelmente a biodiversidade deste habitat.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como diz\u00edamos antes, embora a exposi\u00e7\u00e3o a estes desastres esteja crescendo rapidamente na It\u00e1lia e na Europa, haveria condi\u00e7\u00f5es para prevenir e enfrentar os desastres naturais da melhor maneira poss\u00edvel em compara\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses dependentes. Entretanto, a voracidade do sistema capitalista, com suas multinacionais e seus governos, n\u00e3o s\u00f3 provoca desastres em pa\u00edses que, por sua maior vulnerabilidade, sofrem um impacto ainda mais dram\u00e1tico, como tamb\u00e9m n\u00e3o se preocupa em limitar a destrui\u00e7\u00e3o onde existem recursos para poder faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os problemas estruturais da rede h\u00eddrica nacional, segundo um recente relat\u00f3rio do Istat sobre a \u00e1gua, crescem ano a ano, provocando desperd\u00edcio de \u00e1gua devido \u00e0 defici\u00eancia dos sistemas de \u00e1gua, no m\u00ednimo alarmante. Os riscos de inunda\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o levados em conta em absoluto, n\u00e3o h\u00e1 mapeamento, e as infraestruturas n\u00e3o s\u00e3o adequadas para os n\u00edveis de chuva desta magnitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um documento de 2016 se afirmava claramente a necessidade de realizar obras de seguran\u00e7a, que n\u00e3o foram realizadas e nem sequer come\u00e7aram, justamente na regi\u00e3o de Marche, no vale baixo do Misa, lugar onde ocorreu a \u00faltima dram\u00e1tica inunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parar o capitalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O planeta n\u00e3o pode ser deixado nas m\u00e3os de um punhado de bilion\u00e1rios irrespons\u00e1veis que est\u00e3o depredando o futuro da humanidade. Se os capitalistas, pela pr\u00f3pria natureza de seu modelo econ\u00f4mico, n\u00e3o t\u00eam outro caminho que o da explora\u00e7\u00e3o indiscriminada, o proletariado tamb\u00e9m n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o: parar o capitalismo!<\/p>\n\n\n\n<p>E, a \u00fanica forma de deter o capitalismo \u00e9 derrot\u00e1-lo, para que finalmente possam ser implementadas medidas que, atrav\u00e9s da planifica\u00e7\u00e3o da economia, por meio da sociedade socialista, coloque no centro a sustentabilidade ambiental e a justi\u00e7a social no lugar do lucro privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.partitodialternativacomunista.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.partitodialternativacomunista.org<\/a>, 20\/9\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o do italiano ao espanhol: Natalia Estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o do espanhol ao portugu\u00eas: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o de fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos extremos nos \u00faltimos anos se parece cada vez mais com a roleta russa. Movemos o dedo de um ponto a outro do mapa, pulando sem distin\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas geogr\u00e1ficas. Sem d\u00favida, os desastres provocados pelas trag\u00e9dias clim\u00e1ticas t\u00eam um impacto decididamente maior nos pa\u00edses dependentes, mas a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":74877,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3498,3840,31,218],"tags":[882,8368,8369],"class_list":["post-74833","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-crise-climatica-e-ambiental","category-defesa-da-amazonia","category-ecologia","category-italia","tag-giacomo-biancofiore","tag-inundacoes-italia","tag-ondas-de-calor"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Italia-1-1.jpg","categories_names":["Crise clim\u00e1tica e ambiental","Defesa da amaz\u00f4nia","Ecolog\u00eda","It\u00e1lia"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74833"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74833\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74878,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74833\/revisions\/74878"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74877"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}