{"id":74713,"date":"2022-09-14T12:56:29","date_gmt":"2022-09-14T12:56:29","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=74713"},"modified":"2022-09-16T13:43:31","modified_gmt":"2022-09-16T13:43:31","slug":"africa-do-sul-avanca-a-passos-largos-rumo-a-lutas-explosivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/09\/14\/africa-do-sul-avanca-a-passos-largos-rumo-a-lutas-explosivas\/","title":{"rendered":"\u00c1frica do Sul avan\u00e7a a passos largos rumo a lutas explosivas"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>A crise cr\u00f4nica da economia sul-africana como fruto da desindustrializa\u00e7\u00e3o promovida pelo governo de Nelson Mandela, ganhou novos ingredientes com a crise de 2019, e se aprofundou ainda mais com a pandemia. No primeiro semestre de 2020, a economia caiu 16,4%, 2,2 milh\u00f5es de empregos foram perdidos e essas perdas n\u00e3o se recuperaram.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Yves Mwana Mayas e Cesar Neto<\/p>\n\n\n\n<p>A crise foi agravada ainda mais pela enorme depend\u00eancia das exporta\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias-primas, principalmente para a China, que j\u00e1 foi a grande estrela da economia mundial com taxas de crescimento de 6 a 8% ao ano, entretanto atualmente a economia chinesa cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a \u00c1frica do Sul, essa crise chinesa \u00e9 catastr\u00f3fica na medida em que sua economia est\u00e1 vinculada ao acordo comercial conhecido como BRICS (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da China e dos BRICS, a economia sul-africana est\u00e1 voltada para exporta\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos: US$ 13,1 bilh\u00f5es (10,6% do total exportado); Alemanha: US$ 10,5 bilh\u00f5es (8,5%); Jap\u00e3o: US$ 8,3 bilh\u00f5es (6,7%) e Reino Unido: US$ 8,2 bilh\u00f5es (6,6%), ou seja, exporta mais de 50% de sua produ\u00e7\u00e3o para esses cinco pa\u00edses que apresentam graves sinais recessivos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns anos, os l\u00edderes mais l\u00facidos do CNA (Congresso Nacional Africano \u2013 partido no poder h\u00e1 28 anos) &nbsp;diziam que \u201cas rodas estavam se soltando<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u201d em alus\u00e3o \u00e0s consequ\u00eancias da desindustrializa\u00e7\u00e3o e do aumento do desemprego. Com o novo quadro recessivo global, o ex-presidente Thabo Mbeki disse, no final de julho, que um movimento do tipo \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d estava circulando e amea\u00e7ando a \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crise nas alturas e luta de classes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a enorme crise econ\u00f4mica mundial e seus reflexos na j\u00e1 enfraquecida economia sul-africana, uma outra crise de tipo pol\u00edtico se aprofundou, se consolidou e se expandiu \u00e0s alturas do governo e que h\u00e1 anos vinha se desenvolvendo. A crise nas alturas se expressa na densa divis\u00e3o no principal partido da ordem burguesa, o ANC. A divis\u00e3o \u00e9 revelada por meio de den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, afastamento do ex-presidente Zuma pelo pr\u00f3prio partido, transmiss\u00f5es televisivas de Tribunais anticorrup\u00e7\u00e3o, pris\u00f5es e at\u00e9 queima de arquivos. Coisas t\u00edpicas de g\u00e2ngster.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o movimento sindical est\u00e1 ligado ao ANC h\u00e1 d\u00e9cadas, a crise do partido tamb\u00e9m se expressa nas organiza\u00e7\u00f5es sindicais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Numsa (Sindicato Nacional dos Metal\u00fargicos), principal sindicato da oposi\u00e7\u00e3o ao governo, com cerca de 300.000 membros, controla um fundo de investimento que deveria servir para capitalizar a organiza\u00e7\u00e3o sindical. Essa participa\u00e7\u00e3o no fundo de investimento e a crise econ\u00f4mica provocaram uma enorme ruptura no Numsa<\/p>\n\n\n\n<p>O recente congresso do Numsa foi marcado por sucessivos esc\u00e2ndalos, com direito a processos judiciais, duas enormes equipes de seguran\u00e7a, cancelamento da maioria dos mandatos de administradores minorit\u00e1rios e n\u00e3o reconhecimento de delegados minorit\u00e1rios, etc. O assalto das finan\u00e7as no fundo de investimento e as den\u00fancias de m\u00e1 gest\u00e3o s\u00e3o as figuras mais vis\u00edveis desta crise nas alturas.<\/p>\n\n\n\n<p>Numsa \u00e9 o principal sindicato filiado \u00e0 SAFTU (Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos da \u00c1frica do Sul). No contexto desta crise, o SAFTU se afastou de seu sindicato principal e se aproximou da oficialista COSATU (Congress of South African Trade Unions).<\/p>\n\n\n\n<p>COSATU \u00e9 historicamente oficialista e apoia o governo. A SAFTU, diante da disputa interna do ANC, embora n\u00e3o fa\u00e7a parte do partido, tem suas simpatias por uma das alas. Precisamente a ala que est\u00e1 no poder.<\/p>\n\n\n\n<p>O Numsa por sua vez est\u00e1 na \u201coposi\u00e7\u00e3o\u201d e, embora tenham lan\u00e7ado um partido em 2019, o Partido Socialista Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores (SRWP), seu programa e seus m\u00e9todos stalinistas os levaram a se situar na periferia do \u201coponente\u201d Zuma, usando uma ret\u00f3rica radical, aproximou-se da ala Transforma\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica Radical (RET &#8211; Radical Economic Transformation) que se autodenominam \u201cTalib\u00e3\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Terry Bell, jornalista e ex-militante trotskista, diz que: \u201cEsses talib\u00e3s e o RET, enquanto jogam em grande parte com o nacionalismo \u00e9tnico, s\u00e3o um dos grupos que lutam pelo que alguns comentaristas ainda chamam ironicamente de \u201calma\u201d do ANC. Mas para eles, esta \u00e9 uma alma que aparentemente precisa estar sob a orienta\u00e7\u00e3o de Jacob Zuma.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Uma crise semelhante \u00e9 vista na Cosatu. A disputa aparentemente \u00e9 pelos cargos. Mas o que vemos s\u00e3o divis\u00f5es profundas, especialmente no setor p\u00fablico. O atual presidente Zingiswa Losi e o secret\u00e1rio-geral Bheki Ntshalintshali enfrentam forte oposi\u00e7\u00e3o interna. Caso Bheki seja destitu\u00eddo, ele ser\u00e1 o primeiro conselheiro a perder o cargo no exerc\u00edcio de seu primeiro mandato desde 1985. O segundo vice-presidente da Cosatu, Louis Thipe, no \u00e2mbito do pr\u00e9 congresso teria indicado que renunciar\u00e1 ao cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa teia de intrigas e lutas pelo poder, \u00e9 importante ver o papel desempenhado pelos Estados Unidos e pela China no controle pol\u00edtico e econ\u00f4mico da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Numsa recebe assist\u00eancia econ\u00f4mica substancial do magnata das comunica\u00e7\u00f5es dos EUA Neville \u201cRoy\u201d Singham<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, que mant\u00e9m v\u00e1rios jornais digitais que expressam informalmente as opini\u00f5es e pensamentos da burocracia estatal chinesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse intrincado sistema de crise da superestrutura nos leva a algumas evid\u00eancias. Primeiro, que existem dois blocos, o de Ramaphosa e o de Zuma, onde os movimentos sindicais s\u00e3o aliados e que ambos os blocos contam com diferentes centros econ\u00f4micos. Ramaphosa com os norte-americanos e Zuma com os chineses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Xenofobia como ferramenta de diferencia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os ataques xenof\u00f3bicos organizados pelo grupo de extrema-direita conhecido como Opera\u00e7\u00e3o Dudula, adquiriram uma certa legalidade na medida em que o pr\u00f3prio governo Ramaphosa, e anteriormente Zuma, criou leis para impedir a presen\u00e7a de migrantes no pa\u00eds e atualmente n\u00e3o toma nenhuma medida concreta contra as a\u00e7\u00f5es xen\u00f3fobas de extrema-direita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes nos perguntamos por que o sil\u00eancio das organiza\u00e7\u00f5es sindicais diante desse crime contra a humanidade chamado xenofobia? A resposta \u00e9 simples, a falta de independ\u00eancia do movimento sindical, seja Cosatu, Saftu ou Numsa dos governos, os impede de criticar ou se posicionar contra as decis\u00f5es de Zuma e Ramaphosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Como ainda n\u00e3o h\u00e1 muito espa\u00e7o para oposi\u00e7\u00e3o eleitoral ao ANC, resta aos grupos de oposi\u00e7\u00e3o se apegar ao nacionalismo mais vulgar, em sua forma xen\u00f3foba. Como resultado, a viol\u00eancia contra os migrantes que s\u00e3o culpados pelo desemprego alimenta a oposi\u00e7\u00e3o burguesa por seus discursos xen\u00f3fobos. A viol\u00eancia vai desde impedir atendimento m\u00e9dico nos servi\u00e7os de sa\u00fade, assaltos, extors\u00f5es, assassinatos e at\u00e9 matar e queimar os corpos de migrantes no meio da rua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A rea\u00e7\u00e3o das massas frente a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde a onda de saques em junho-julho de 2021, um importante ciclo de lutas se abriu no pa\u00eds. Algumas greves extremamente longas com a da mineradora Sibanye-Stillwater e a f\u00e1brica de latic\u00ednios Clover.<\/p>\n\n\n\n<p>A greve dos 25.000 trabalhadores da mineradora Sibanye-Stillwater durou tr\u00eas meses. Esta greve foi para reparar os sal\u00e1rios consumidos pela infla\u00e7\u00e3o do ano anterior. Neste ano em que a infla\u00e7\u00e3o de alimentos e combust\u00edveis disparou, podemos prever que no pr\u00f3ximo ano, se n\u00e3o houver negocia\u00e7\u00e3o, teremos uma nova e longa greve.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra greve longa, dura e emblem\u00e1tica foi a do latic\u00ednio Clover<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Come\u00e7ou em novembro do ano passado, passou pelas festas de fim de ano e durou at\u00e9 fevereiro. Foi uma guerra de desgaste, onde a patronal contava com o cansa\u00e7o dos trabalhadores, e muitos trabalhadores acabaram aceitando demiss\u00f5es ou cortes salariais. Os patr\u00f5es sionistas, engarrafadores de Coca Cola em Gaza, est\u00e3o acostumados a reprimir, matar e roubar terras palestinas. Esses patr\u00f5es sionistas n\u00e3o esperavam a rea\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e a solidariedade dos trabalhadores sul-africanos e at\u00e9 do exterior. A\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias foram realizadas nas embaixadas e consulados sul-africanos e israelenses, e na sede e f\u00e1bricas da Coca Cola, na \u00c1ustria, Brasil, B\u00e9lgica, Inglaterra, Israel, Nig\u00e9ria, Su\u00e9cia, EUA e Canad\u00e1. A CSP CONLUTAS, do Brasil, tamb\u00e9m se juntou a essas a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas as greves impactaram a vanguarda e deixaram v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es para o ativismo. A greve Sibanye-Stillwater foi dirigida e controlada por uma burocracia que n\u00e3o tinha a pol\u00edtica de estender o conflito a outros setores, os trabalhadores resistiram tr\u00eas meses sem sal\u00e1rios e seus l\u00edderes que instigaram a greve continuaram recebendo seus sal\u00e1rios. A greve Clover, embora liderada por um sindicato mais fr\u00e1gil, foi conduzida de forma diferente, com muitos elementos democr\u00e1ticos e buscando a solidariedade nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o primeiro semestre deste ano, ocorreram in\u00fameras greves de transportistas particulares (propriet\u00e1rios de vans que fazem a maior parte do transporte urbano de passageiros), uma greve de dois dias dos aplicativos UBER e BOLT, al\u00e9m de v\u00e1rias greves de servidores p\u00fablicos municipais, estaduais e federais. Agora, est\u00e1 sendo planejada a greve de 500.000 seguran\u00e7as privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob press\u00e3o de suas bases, COSATU e SAFTU foram for\u00e7ados a convocar inicialmente uma greve geral nacional para o dia 24 de agosto. Dado o grau de burocratiza\u00e7\u00e3o e o distanciamento das bases, a dire\u00e7\u00e3o sindical teve dificuldades de mobilizar e transformou a greve geral em um dia nacional de protesto que, apesar dos limites impostos pela lideran\u00e7a burocr\u00e1tica, foi muito importante para a crescente reanima\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio sul-africano.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, as crises internas e o surgimento de greves duras e prolongadas reafirmam a posi\u00e7\u00e3o do ex-presidente Thabo Mbeki de que um movimento do tipo \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d amea\u00e7a a \u00c1frica do Sul. Obviamente, em rela\u00e7\u00e3o ao ex-presidente Thabo, nossas opini\u00f5es comuns s\u00e3o somente neste ponto. Ele, como bom representante do capital, buscar\u00e1 uma nova forma de governo que mantenha a explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores precisam construir outro caminho. O caminho da independ\u00eancia de classe, com a democracia mais ampla entre os lutadores e na perspectiva da luta pelo socialismo. O movimento oper\u00e1rio internacional precisa voltar seus olhos para a \u00c1frica do Sul, como fez nos tempos do apartheid, e ajudar a reconstruir o movimento oper\u00e1rio. N\u00f3s, da Liga Internacional dos Trabalhadores, modestamente oferecemos nosso programa, militantes e todos os nossos esfor\u00e7os nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/09\/20\/africa-do-sul-as-rodas-estao-se-soltando\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Neville Roy Singham, em sua juventude em Detroit, foi um militante proletarizado da Liga Revolucion\u00e1ria dos Trabalhadores Negros, um grupo nacionalista mao\u00edsta, trabalhou na Chrysler em 1972 e mais tarde ingressou na Universidade de Harvard. Ele \u00e9 o fundador e ex-presidente da ThoughtWorks, uma empresa de consultoria de TI que fornece software personalizado, ferramentas de software e servi\u00e7os de consultoria. Mais tarde vendeu a empresa e dedicou-se a empresas noticiosas (Newsclick, New Frame, entre outras) de marcado anti imperialismo americano, sendo atualmente acionista de v\u00e1rias empresas chinesas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/01\/25\/na-africa-do-sul-trabalhadores-em-greve-contra-patrao-sionista-mostram-forca-das-campanhas-por-boicote\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise cr\u00f4nica da economia sul-africana como fruto da desindustrializa\u00e7\u00e3o promovida pelo governo de Nelson Mandela, ganhou novos ingredientes com a crise de 2019, e se aprofundou ainda mais com a pandemia. No primeiro semestre de 2020, a economia caiu 16,4%, 2,2 milh\u00f5es de empregos foram perdidos e essas perdas n\u00e3o se recuperaram. 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