{"id":71226,"date":"2020-11-06T17:05:17","date_gmt":"2020-11-06T20:05:17","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62334"},"modified":"2020-11-06T17:05:17","modified_gmt":"2020-11-06T20:05:17","slug":"bolivia-licoes-da-resistencia-contra-o-golpe-e-as-perspectivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/11\/06\/bolivia-licoes-da-resistencia-contra-o-golpe-e-as-perspectivas\/","title":{"rendered":"Bol\u00edvia: li\u00e7\u00f5es da resist\u00eancia contra o golpe e as perspectivas"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>A resist\u00eancia ao golpe, continuidade de uma poderosa acumula\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de luta.<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Durante onze meses, entre novembro de 2019 e outubro de 2020, as massas trabalhadoras bolivianas n\u00e3o deixaram de lutar contra o governo de transi\u00e7\u00e3o de Jeanine A\u00f1ez, surgido do golpe de novembro.<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Lucha Socialista &#8211; Bol\u00edvia<br \/>\nSua luta sacrificada, passando por massacres, iniciou-se na pr\u00f3pria noite em que o golpe foi consumado. Enquanto Evo Morales e os altos dirigentes do MAS fugiam para o ex\u00edlio, as bases mobilizadas faziam estremecer a direita golpista a ponto de colocar em quest\u00e3o a entrada do governo de fato, se n\u00e3o fosse pela aus\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o e pela facilita\u00e7\u00e3o do MAS devido \u00e0 sua cadeia de ren\u00fancias na Assembleia Legislativa que acabou na habilita\u00e7\u00e3o da senadora Jeanine A\u00f1ez, dando assim o verniz de legalidade ao golpe.<br \/>\nEm seguida \u00e0 heroica resist\u00eancia de Sacaba e Senkata, em novembro, vieram as permanentes lutas mais localizadas, contra as demiss\u00f5es em v\u00e1rias f\u00e1bricas durante a pandemia da COVID 19 e os bloqueios protagonizados por bairros populares como Kara Kara em Cochabamba, exigindo melhores condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, durante a pandemia, para os setores empobrecidos.<br \/>\nTodas estas manifesta\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia durante o primeiro semestre de 2020, se acumularam e conflu\u00edram na greve e bloqueio de estradas de agosto que chegou a concretizar mais de 170 piquetes de bloqueios nas estradas mais importantes do pa\u00eds, recha\u00e7ando as inten\u00e7\u00f5es de adiar indefinidamente as elei\u00e7\u00f5es com o pretexto da pandemia, e exigindo a renuncia imediata de A\u00f1ez e seu governo.<br \/>\nOs resultados das elei\u00e7\u00f5es de 18 de outubro n\u00e3o podem ser entendidos isolados da luta e resist\u00eancia contra o golpe nestes onze meses. E esta permanente resist\u00eancia contra o golpe n\u00e3o pode ser compreendida sem se considerar o ac\u00famulo de experi\u00eancia hist\u00f3rica de luta revolucion\u00e1ria que a classe trabalhadora boliviana carrega de tr\u00eas momentos hist\u00f3ricos, 1952, 1984 e 2003-2005, nos quais sua luta derrubou governos e colocou na ordem do dia a tomada do poder pela classe trabalhadora.<br \/>\nIsto nos permite duas conclus\u00f5es, a primeira que o golpe n\u00e3o foi derrotado s\u00f3 pelo voto nas urnas, como muitos dirigentes do MAS querem que acreditemos, foi derrotado com a luta constante das bases mobilizadas. Por ser o voto, express\u00e3o e continuidade da luta contra o golpe, n\u00e3o \u00e9 um voto a favor do MAS e seus candidatos, \u00e9 um voto contra os ajustes que a direita golpista pretendia impor, por isso mesmo n\u00e3o \u00e9 um voto dando cheque branco ao MAS.<br \/>\n<strong>Quatorze anos de governo de Evo Morales.<\/strong><br \/>\nO MAS e Evo Morales chegaram ao governo em janeiro de 2006, como uma forma de neutralizar o poderoso ascenso revolucion\u00e1rio aberto em outubro de 2003, que derrubou os governos, primeiro de S\u00e1nchez de Lozada e depois de Carlos Mesa. Ambos fi\u00e9is aplicadores das receitas de ajuste do FMI e do imperialismo.<br \/>\nO MAS e Evo Morales, durante quatorze anos, expressaram a concretiza\u00e7\u00e3o de um governo de Frente Popular, isto \u00e9 um governo que goza da confian\u00e7a e presen\u00e7a de setores camponeses, da classe trabalhadora e setores populares empobrecidos, mas se prop\u00f5e a governar respeitando e favorecendo a burguesia e as transnacionais. Esse prop\u00f3sito ficou demonstrado no discurso de posse do primeiro governo de Evo, quando se referindo \u00e0s transnacionais disse: \u201cN\u00e3o se preocupem, n\u00f3s queremos ser s\u00f3cios\u201d.<br \/>\nEste car\u00e1ter do governo do MAS, tamb\u00e9m foi reconhecido e reivindicado pelo atual presidente eleito Luis Arce, ex ministro da economia durante os quatorze anos, que durante sua campanha disse: \u201cOs empres\u00e1rios e os bancos ganharam mais nos quatorze anos do MAS do que com qualquer outro governo anterior\u201d.<br \/>\nAs poucas medidas progressivas que ocorreram, como a mencionada nacionaliza\u00e7\u00e3o dos Hidrocarbonetos, que na realidade foi uma renegocia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria das transnacionais, foram aplicadas mais pela press\u00e3o das massas que esperavam o cumprimento da \u201cAgenda de Outubro\u201d [1] do que pela vontade pol\u00edtica do MAS. A vontade pol\u00edtica do MAS contra a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos recursos estrat\u00e9gicos, ficou n\u00edtida nas lutas pela estatiza\u00e7\u00e3o das empresas mineiras de Huanuni e Colquiri, impostas ao governo por uma luta sacrificada dos trabalhadores com mortos.<br \/>\nDa mesma forma, no l\u00edtio, do qual a Bol\u00edvia possui uma das maiores reservas mundiais. A \u201cAgenda de Outubro\u201d e o pedido do povo de Potos\u00ed \u00e9 o desenvolvimento de seu aproveitamento a partir de uma iniciativa 100% estatal, para evitar seu saque pelas transnacionais. Entretanto, ao longo destes anos, o governo do MAS teve v\u00e1rias negocia\u00e7\u00f5es com transnacionais francesas, coreanas, japonesas, chinesas e de outros pa\u00edses imperialistas, oferecendo a explora\u00e7\u00e3o do l\u00edtio com uma participa\u00e7\u00e3o de 49% para as transnacionais, que n\u00e3o avan\u00e7aram pela resist\u00eancia das bases mobilizadas. De fato, uma das causas para que o povo trabalhador de Potos\u00ed se posicionasse abertamente contra o governo do MAS durante o processo do golpe, foi o contrato com uma transnacional alem\u00e3 para quem se entregava o l\u00edtio, contrato que foi rompido em uma tentativa desesperada de aplacar a mobiliza\u00e7\u00e3o dos potosinos.<br \/>\nNo terreno democr\u00e1tico, a \u201cAgenda de Outubro\u201d reivindicou a constru\u00e7\u00e3o de um Estado Plurinacional, no qual estivessem representadas e inclu\u00eddas as nacionalidades origin\u00e1rias, um passo importante para desterrar a estrutura racista e colonial com a qual foi fundada a Rep\u00fablica que privilegiava os setores brancos nas estruturas mais altas do Estado.<br \/>\nEsta reivindica\u00e7\u00e3o foi concretizada na constitui\u00e7\u00e3o de 2009 que reconhece as 36 nacionalidades ind\u00edgenas origin\u00e1rias camponesas. Entretanto, o avan\u00e7o se deteve e come\u00e7ou a retroceder, devido aos compromissos do governo de Evo com as transnacionais, a viola\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas para favorecer projetos de explora\u00e7\u00e3o de minerais, de hidrocarbonetos ou a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola a favor das transnacionais e do agroneg\u00f3cio. Foi uma constante de seu governo.<br \/>\nO conjunto de retrocessos nas reivindica\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora, somado \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o de dirigentes que se opunham ao governo e \u00e0 coopta\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es, come\u00e7ou a manifestar-se em rupturas e recha\u00e7o ao MAS e Evo Morales, devido \u00e0 sua fiel aplica\u00e7\u00e3o dos planos capitalistas, contra o interesse das maiorias.<br \/>\nO desgaste se expressou primeiro na derrota do MAS no plebiscito de 21 de fevereiro de 2016, quando se pretendia modificar a constitui\u00e7\u00e3o para possibilitar uma reelei\u00e7\u00e3o indefinida Evo. Depois na queda da vota\u00e7\u00e3o em outubro de 2019 com ind\u00edcios de fraude para evitar um segundo turno. O descontentamento foi aproveitado pela direita e setores mais reacion\u00e1rios para orquestrar o golpe, em novembro desse ano.<br \/>\n<strong>O que esperar do novo governo do MAS de Arce Choquehuanca?<\/strong><br \/>\nA entrada do novo governo, com uma vota\u00e7\u00e3o de 55%, \u00e9 vista com muita esperan\u00e7a pelos setores oper\u00e1rios, camponeses, juventude e popula\u00e7\u00e3o empobrecida, para resolver a aguda crise econ\u00f4mica, a desprote\u00e7\u00e3o e o colapso do sistema de sa\u00fade diante da pandemia da COVID 19. E recuperar as liberdades democr\u00e1ticas de organiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEntretanto, Arce j\u00e1 anunciou que sair da crise levar\u00e1 pelo menos dois anos e meio, que ser\u00e1 necess\u00e1rio reduzir o Estado, que far\u00e1 o poss\u00edvel para n\u00e3o desvalorizar a moeda, mas n\u00e3o descartou essa medida. E que agora \u00e9 trabalhar e n\u00e3o se mobilizar.<br \/>\nO governo do MAS de Arce Choquehuanca, est\u00e1 obrigado a continuar a aplica\u00e7\u00e3o do ajuste contra os trabalhadores e povos ind\u00edgenas, continuar\u00e1 dentro das caracter\u00edsticas de um governo de Frente Popular, respaldado pelas organiza\u00e7\u00f5es sociais, mas aplicando um plano de acordo com os interesses das transnacionais e da agroind\u00fastria.<br \/>\nUsar\u00e1 seu amplo respaldo social, para favorecer os planos capitalistas, chamando a n\u00e3o se mobilizar, a nos sacrificar para sair da crise, mas protegendo os interesses dos grandes empres\u00e1rios. Nesse sentido, os trabalhadores, os camponeses, a juventude e os setores empobrecidos n\u00e3o t\u00eam muito que esperar e pelo contrario se livrar das ilus\u00f5es e ter claro que este n\u00e3o \u00e9 seu governo.<br \/>\n<strong>A ultradireita oferece ao novo governo o salva-vidas de uma amea\u00e7a de golpe<\/strong><br \/>\nA burguesia boliviana est\u00e1 dividida, os empres\u00e1rios, setores da agroind\u00fastria e os bancos, saudaram com entusiasmo o triunfo do MAS e pediram planos para reativar a economia. Os setores mais reacion\u00e1rios da burguesia e direita boliviana recha\u00e7am o triunfo e voltam a agitar as inten\u00e7\u00f5es de golpe de maneira aberta. Nas apitais Santa Cruz, Cochabamba, Sucre e La Paz, foram realizadas tentativas de conselhos com grande presen\u00e7a, mas n\u00e3o massiva. Salvo em Santa Cruz, dirigidos pelas agrupa\u00e7\u00f5es semifascistas da Uni\u00e3o Juvenil Cruce\u00f1ista, a Uni\u00e3o Juvenil Kochala, recha\u00e7ando os resultados e convocando o ex\u00e9rcito e a pol\u00edcia, para formar um governo c\u00edvico-militar.<br \/>\nEmbora no momento as express\u00f5es da ultradireita n\u00e3o tenham a for\u00e7a para concretizar a anula\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es e impor um governo c\u00edvico-militar como prop\u00f5em, sua mobiliza\u00e7\u00e3o convocando uma paralisa\u00e7\u00e3o em Santa Cruz, durante os dias de posse do novo governo, parece ser orientada para evitar que o novo governo fa\u00e7a concess\u00f5es ao movimento oper\u00e1rio e popular e se mantenha na linha de aplicar o ajuste. Nesse sentido, favorecem o novo governo presenteando-lhe com o fantasma de um novo golpe, para frear as lutas sociais.<br \/>\nEm meio a estas manifesta\u00e7\u00f5es da ultradireita, ocorreram agress\u00f5es a dirigentes do MAS, com a tr\u00e1gica morte de Orlando Gutierrez, secretario Executivo da Federa\u00e7\u00e3o Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bol\u00edvia, que segundo denuncias foi atacado por pessoas afins destes grupos. At\u00e9 o momento n\u00e3o houve uma resposta clara por parte do MAS e dos governantes eleitos, para identificar e castigar os respons\u00e1veis por seu assassinato. E mais, apoiados nas amea\u00e7as dos grupos de ultradireita, desistiram de prosseguir na aprova\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do julgamento de responsabilidades do governo de A\u00f1ez e seus ministros pelas mortes de Senkata, deixando essa tarefa para a pr\u00f3xima Assembleia Legislativa, que n\u00e3o ter\u00e1 os dois ter\u00e7os que agora teria o MAS, para aprovar o in\u00edcio do julgamento.<br \/>\n<strong>Retomar o caminho da independ\u00eancia de classe e a luta como \u00fanica garantia.<\/strong><br \/>\nFrente a este cen\u00e1rio, os trabalhadores, a juventude, os camponeses e povos ind\u00edgenas, devemos recuperar nossas organiza\u00e7\u00f5es das m\u00e3os do MAS, para evitar repetir a mesma hist\u00f3ria de estarmos com as m\u00e3os atadas e n\u00e3o podermos enfrentar as pol\u00edticas contra nossos interesses que Arce y Choquehuanca aplicaram. Pior ainda n\u00e3o podermos enfrentar com \u00eaxito as tentativas de golpe a partir da direita.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio discutir e impor com a luta, um plano de emerg\u00eancia frente \u00e0 crise econ\u00f4mica e de sa\u00fade. Diante da demiss\u00e3o e fechamento de empresas, ativar a ocupa\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas e o controle oper\u00e1rio, a estatiza\u00e7\u00e3o das grandes empresas de minera\u00e7\u00e3o, aprofundar a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos hidrocarbonetos, a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos hospitais privados para colocar a servi\u00e7o dos trabalhadores.<br \/>\nPara isso \u00e9 necess\u00e1rio construir uma alternativa, para a tomada de poder por nossa classe, a caminho do socialismo.<br \/>\nViva a luta triunfante contra o golpe<br \/>\nNenhuma confian\u00e7a no novo governo do MAS<br \/>\nEnfrentar os golpistas com a luta organizada<br \/>\nNota:<br \/>\n<a name=\"_edn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-lecciones-de-la-resistencia-contra-el-golpe-y-las-perspectivas\/#_ednref1\">[1]<\/a>\u00a0 A Agenda de Outubro \u00e9 o nome que recebe a pauta de reivindica\u00e7\u00f5es das mobiliza\u00e7\u00f5es de outubro de 2003, que levou \u00e0 queda do Governo de S\u00e1nchez de Lozada, cujo ponto principal \u00e9 a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos hidrocarbonetos e do g\u00e1s.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resist\u00eancia ao golpe, continuidade de uma poderosa acumula\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de luta. Durante onze meses, entre novembro de 2019 e outubro de 2020, as massas trabalhadoras bolivianas n\u00e3o deixaram de lutar contra o governo de transi\u00e7\u00e3o de Jeanine A\u00f1ez, surgido do golpe de novembro.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":70898,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[477],"tags":[5027,5894,5028,5948],"class_list":["post-71226","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bolivia","tag-eleicoes-bolivia","tag-golpe-bolivia","tag-lucha-socialista","tag-perspectivas-bolivia"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Bolivia-1.jpg","categories_names":["Bol\u00edvia"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71226","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71226"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71226\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70898"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}