{"id":71223,"date":"2020-10-31T16:55:33","date_gmt":"2020-10-31T19:55:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=62274"},"modified":"2020-10-31T16:55:33","modified_gmt":"2020-10-31T19:55:33","slug":"62274-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2020\/10\/31\/62274-2\/","title":{"rendered":"Pandemia, vacina e crise"},"content":{"rendered":"<p><em>No momento de escrever este artigo se contavam mais de 43 milh\u00f5es de contagiados e quase 1,2 milh\u00f5es de mortos pela pandemia de Covid-19 no mundo. Enquanto isso, a corrida para ter uma vacina eficaz continua. Para onde vai esta situa\u00e7\u00e3o? O que os trabalhadores devem fazer frente a ela?<\/em><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPor: Alejandro Iturbe<br \/>\nLonge de estar controlada e em retrocesso, a pandemia continua presente e muito ativa. A Europa vive uma segunda onda, ou seja, um novo surto do v\u00edrus que j\u00e1 est\u00e1 alcan\u00e7ando a gravidade da primeira onda de cont\u00e1gios e amea\u00e7a super\u00e1-la: a Rep\u00fablica Checa supera os 5.000 casos di\u00e1rios; a Alemanha os 4.000; a pequena Eslov\u00e1quia mais de 1.000 [1]; a Espanha alcan\u00e7ou um milh\u00e3o de casos acumulados e volta de fato ao ponto zero da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria [2]; na It\u00e1lia, os dados dispon\u00edveis h\u00e1 uma semana informavam um aumento di\u00e1rio de 10.874 casos positivos[3].<br \/>\nNa \u00c1sia, a \u00cdndia (o segundo pa\u00eds mais populoso do mundo) j\u00e1 chegou aos 8 milh\u00f5es de casos e este n\u00famero cresce a um ritmo de quase 100.000 cont\u00e1gios di\u00e1rios, sendo o maior registro di\u00e1rio do planeta [4]. Na \u00c1frica, teme-se uma segunda onda, com epicentro na \u00c1frica do Sul [5].<br \/>\nA Argentina, que no in\u00edcio do processo apresentava n\u00fameros relativamente baixos (e era mostrada como \u201cum exemplo de combate efetivo\u201d), atualmente tem uma curva ascendente alarmante: superou um milh\u00e3o de casos e se aproxima dos 30.000 mortos, n\u00fameros que a localizam nos postos mais altos da triste lista dos pa\u00edses mais afetados[6].<br \/>\nOs Estados Unidos, por seu lado, j\u00e1 acumulam quase 9 milh\u00f5es de pessoas contagiadas e cerca de 225.000 mortos. O n\u00famero de casos cresce a um ritmo de 80.000 di\u00e1rios e os especialistas temem que o n\u00famero de v\u00edtimas fatais se duplique [7].<br \/>\nOs governos de outros pa\u00edses buscam desesperadamente \u201cdados positivos\u201d e indica\u00e7\u00f5es de \u201cestagna\u00e7\u00e3o\u201d ou diminui\u00e7\u00f5es leves na curva de cont\u00e1gios. Lembremos que os especialistas j\u00e1 advertiram que os n\u00fameros reais de cont\u00e1gios e mortes s\u00e3o inferiores aos reais porque nisso incide a quantidade de testes e provas que s\u00e3o realizados em cada pa\u00eds [8].<br \/>\nCo<strong>mo chegamos a esta situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEm diversos artigos destacamos que s\u00e3o o capitalismo imperialista e as burguesias as respons\u00e1veis por esta cat\u00e1strofe que impacta majoritariamente, de diversas formas, os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o pobre [9].<br \/>\nO surto inicial da Covid-19 na China pode ser considerado como um \u201cfato natural\u201d, uma nova zoonose (doen\u00e7as que passam dos animais para os seres humanos) das que a humanidade j\u00e1 sofreu. Mas a velocidade de sua expans\u00e3o e a impossibilidade dos governos burgueses de derrotar a pandemia sim s\u00e3o consequ\u00eancia do sistema capitalista.<br \/>\nHouve governos \u201cnegacionistas\u201d que agiram de modo criminoso, como o de Donald Trump nos Estados Unidos, e o de Jair Bolsonaro no Brasil, que agravaram qualitativamente o quadro e isso significou que seus pa\u00edses encabe\u00e7assem a lista mundial de impacto.<br \/>\nMas os governos burgueses que tiveram uma pol\u00edtica mais ativa de combate a Covid-19 tamb\u00e9m fizeram \u201ccom as m\u00e3os atadas\u201d e absolutamente condicionados pelo seu car\u00e1ter de classe e dos interesses que defendem.<br \/>\nEm primeiro lugar, o fizeram com sistemas de sa\u00fade p\u00fablica cada vez mais deteriorados e desfinanciados, depois de d\u00e9cadas de ataques e de uma pol\u00edtica de considerar a sa\u00fade como um campo de neg\u00f3cios de empresas privadas. Na ess\u00eancia, esta realidade n\u00e3o mudou com a pandemia.<br \/>\nEm segundo lugar, apesar das medidas de restri\u00e7\u00e3o, nunca chegaram a um verdadeiro isolamento de emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, necess\u00e1rio para frear a expans\u00e3o. Inclusive nos momentos mais dif\u00edceis das restri\u00e7\u00f5es, milh\u00f5es de trabalhadores foram obrigados a comparecer em seus trabalhos (em ramos essenciais e em outros que n\u00e3o o eram) e, neles, nunca houve controles s\u00e9rios sobre a prote\u00e7\u00e3o que as empresas deviam oferecer. Numerosas lutas e greves ocorreram no mundo por este motivo, por exemplo, na It\u00e1lia, Estados Unidos, Argentina, Brasil e outros pa\u00edses.<br \/>\n\u00c0 medida que estas restri\u00e7\u00f5es parciais potencializavam a crise econ\u00f4mica que j\u00e1 vinha desde o ano anterior, come\u00e7aram a mostrar a cara e a mostrar sem m\u00e1scaras seu car\u00e1ter de defensores dos lucros capitalistas: sem ter derrotado a pandemia, come\u00e7aram uma abertura cada vez maior das atividades econ\u00f4micas (com o sinistro slogan da \u201cnova normalidade\u201d), multiplicando assim as possibilidades de cont\u00e1gio.<br \/>\nInclusive, come\u00e7a a se manifestar uma mudan\u00e7a do perfil et\u00e1rio nos novos cont\u00e1gios que, cada vez mais afetam pessoas jovens e crian\u00e7as. Por um lado, isto \u00e9 o resultado da expans\u00e3o da doen\u00e7a nos jovens trabalhadores e crian\u00e7as que est\u00e3o sendo obrigados a voltar \u00e0s aulas presenciais em v\u00e1rios pa\u00edses. Por outro, ao ser, em muitos casos, assintom\u00e1ticos ou ter sintomas mais leves, a identifica\u00e7\u00e3o do cont\u00e1gio demora e aumentam as fontes de expans\u00e3o[10].<br \/>\nA realidade mostra que a burguesia promoveu a reabertura completa da economia e de outras atividades, como as escolas, e agora, quando o resultado dessa pol\u00edtica criminosa explode nas suas m\u00e3os, n\u00e3o sabe o que fazer e convulsivamente reintroduz algumas medidas restritivas que, isoladas de uma pol\u00edtica global de combate s\u00e9rio da pandemia, acabar\u00e3o sendo est\u00e9reis.<br \/>\nNesta pol\u00edtica de impor a \u201cnova normalidade\u201d de explora\u00e7\u00e3o a qualquer custo, os governos burgueses negacionistas, como os de Trump e Bolsonaro, n\u00e3o se diferenciam daqueles \u201cpreocupados\u201d e supostamente \u201cprogressistas\u201d como o de Alberto Fern\u00e1ndez e Cristina Kirchner na Argentina. Em conclus\u00e3o estes \u00faltimos s\u00f3 s\u00e3o mais hip\u00f3critas. Esta \u00e9 a raz\u00e3o de fundo da persist\u00eancia da pandemia: a avidez de lucro da burguesia, ainda que seja \u00e0 custa da vida de milh\u00f5es de trabalhadores.<br \/>\nA imprensa internacional oculta em grande medida o fato de que um dos pa\u00edses que teve maior \u00eaxito no combate contra a Covid-19 foi Cuba. Este resultado se deve a que o pa\u00eds, apesar do governo castrista ter restaurado o capitalismo h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, herdou da revolu\u00e7\u00e3o de 1959 a conquista de um sistema de sa\u00fade p\u00fablica dos mais eficientes do mundo e uma ind\u00fastria farmac\u00eautica de alto n\u00edvel, com grande independ\u00eancia dos monop\u00f3lios internacionais [11].<br \/>\nLamentavelmente, o car\u00e1ter burgu\u00eas do governo cubano e a press\u00e3o das grandes cadeias de hot\u00e9is (como a espanhola Meli\u00e1) podem mudar este quadro: j\u00e1 foi anunciada a reabertura de varias praias e instala\u00e7\u00f5es \u201cao turismo estrangeiro\u201d [12].<br \/>\n<strong>A corrida pela vacina<\/strong><br \/>\nNo marco de uma pandemia que persiste, por um lado, e a necessidade de avan\u00e7ar na \u201cnova normalidade\u201d para recuperar seus n\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o e lucro, por outro, as burguesias precisam desesperadamente de uma vacina que possa ser de aplica\u00e7\u00e3o massiva.<br \/>\nNeste caso, tamb\u00e9m vale a figura das m\u00e3os atadas. Porque inclusive nesta situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia continuam sendo mesquinhas na hora de investir no cuidado da sa\u00fade dos trabalhadores e do povo.<br \/>\nEm um artigo recente, destacamos: \u201cSegundo os especialistas, o custo do desenvolvimento de uma vacina realmente eficaz para sua utiliza\u00e7\u00e3o frente a uma pandemia como a do coronav\u00edrus demanda um investimento de cerca de 25 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em suas tr\u00eas fases de desenvolvimento. O governo dos EUA est\u00e1 investindo em torno de 6 bilh\u00f5es e a Uni\u00e3o Europeia 2,7 bilh\u00f5es. Se somarmos os poss\u00edveis custos das vacinas desenvolvidas na China e na R\u00fassia, e outras iniciativas menores, falamos de um investimento ao redor de 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Isto \u00e9, apenas 40% do investimento calculado pelos especialistas. Ao mesmo tempo, \u00e9 apenas a cent\u00e9sima parte de cada um dos planos de ajuda \u00e0s empresas e bancos que anunciaram o governo dos Estados Unidos e da Uni\u00e3o Europeia\u201d [13].<br \/>\nA urg\u00eancia da burguesia para apresentar uma vacina, combinada com a mesquinhez de seus investimentos, determina o car\u00e1ter sumamente irrespons\u00e1vel que os desenvolvimentos e experimenta\u00e7\u00f5es das diferentes vacinas est\u00e3o tendo nesta \u201ccorrida\u201d. Os especialistas consideram que o desenvolvimento normal de uma vacina eficaz demande em torno de 10 anos, entre suas diferentes fases: pr\u00e9 cl\u00ednica (investiga\u00e7\u00e3o e inven\u00e7\u00e3o), testes humanos em pequena escala ; testes expandidos; e testes em grande escala.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio dizer que uma vacina contra a Covid-19, desenvolvida com todo o rigor cient\u00edfico, j\u00e1 poderia existir porque houve um surto do coronav\u00edrus do SARS em 2002. Mas n\u00e3o foi feita porque nesse momento afetou somente uma parte da popula\u00e7\u00e3o da \u00c1sia e isso n\u00e3o dava lucros suficientes para os grandes laborat\u00f3rios.<br \/>\nAo mesmo tempo, os diferentes desenvolvimentos e experimenta\u00e7\u00f5es atuais n\u00e3o s\u00e3o feitos de modo combinado e cooperativo, \u00fanica forma de encontrar rapidamente uma vacina eficaz, e sim atrav\u00e9s de uma feroz concorr\u00eancia de empresas (e de governos) para chegarem primeiro na \u201ccorrida\u201d para lucrar com esse \u201ctriunfo\u201d.<br \/>\nNestas condi\u00e7\u00f5es, as vacinas ser\u00e3o lan\u00e7adas para sua aplica\u00e7\u00e3o massiva sem ter sido verificado com seriedade sua efic\u00e1cia (porcentagem de imuniza\u00e7\u00e3o dos que a tomam) nem os efeitos colaterais negativos que possam produzir.<br \/>\nSer\u00e3o necess\u00e1rios v\u00e1rios meses e mais testes se para ter um m\u00ednimo de seguran\u00e7a. Mas, ao mesmo tempo, ser\u00e1 necess\u00e1rio um operativo de produ\u00e7\u00e3o e vacina\u00e7\u00e3o massiva in\u00e9dito na hist\u00f3ria da humanidade. Se todos os esfor\u00e7os dos governos e empresas se voltarem para esse objetivo, talvez seja poss\u00edvel que para finais de 2021 tenham se realizado. Mas claro, o eixo deste operativo deveria ser a preocupa\u00e7\u00e3o profunda pela sa\u00fade da humanidade e n\u00e3o o lucro das empresas ou o \u201cprest\u00edgio dos governos\u201d.<br \/>\n<strong>O que fazer frente \u00e0 vacina?<\/strong><br \/>\nDissemos que as burguesias precisam dispor de uma vacina para avan\u00e7ar na \u201cnova normalidade\u201d de explora\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de lucros. Seu interesse n\u00e3o \u00e9 \u201chumanit\u00e1rio\u201d e sim mesquinho.<br \/>\nMas a verdade \u00e9 que os trabalhadores tamb\u00e9m esperam com ansiedade a vacina para n\u00e3o correrem riscos em sua obriga\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de trabalhar e tamb\u00e9m para poderem retornar sem restri\u00e7\u00f5es \u00e0s poucas atividades de lazer que tem em suas duras vidas de explora\u00e7\u00e3o cotidiana.<br \/>\nDissemos que as vacinas ser\u00e3o lan\u00e7adas sem terem sido testadas plenamente. Entretanto, neste contexto de persist\u00eancia da pandemia, inclusive uma vacina de efic\u00e1cia parcial \u00e9 melhor do que nenhuma. Neste sentido, \u00e9 totalmente repudi\u00e1vel a atitude do governo brasileiro de Jair Bolsonaro que anunciou que n\u00e3o utilizar\u00e1 a vacina produzida pelo conglomerado estatal chin\u00eas Sinovac por \u201csua origem comunista\u201d (sic). [14].<br \/>\nAcreditamos ent\u00e3o que as vacinas contra a Covid-19 devam ser de aplica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria e absolutamente gratuita, com seu custo a cargo dos governos e empresas; que deve haver um acompanhamento sanit\u00e1rio tamb\u00e9m gratuito de quem a recebeu e, finalmente, que devem ser os governos e as empresas produtoras as que se encarreguem, da aten\u00e7\u00e3o dos efeitos secund\u00e1rios que possam ter. Pelo contrario, muitas destas empresas est\u00e3o pedindo \u201cimunidade\u201d no caso de \u201cfalhas de seguran\u00e7a\u201d na aplica\u00e7\u00e3o destas vacinas, e muitos governos est\u00e3o aceitando essas condi\u00e7\u00f5es[15].<br \/>\n<strong>Um debate sobre como lutar contra a pandemia<br \/>\n<\/strong>Isto nos leva a um debate que est\u00e1 ocorrendo na esquerda mundial sobre esta situa\u00e7\u00e3o. Alguns setores se limitam a dizer pouco mais que \u201cfique em casa\u201d. De fato, responsabilizam pelo quadro atual os setores m\u00e9dios negacionistas e os pr\u00f3prios trabalhadores. Desta forma, ajudam minimizar a responsabilidade burguesa neste desastre.<br \/>\nOutras organiza\u00e7\u00f5es, pelo contrario, minimizam a gravidade do quadro com compara\u00e7\u00f5es est\u00e9reis sobre o impacto de outras doen\u00e7as como a gripe ou as consequ\u00eancias da fome. Em uma posi\u00e7\u00e3o aparentemente muito cr\u00edtica ao capitalismo, denunciam que as burguesias utilizam o fantasma da pandemia para avan\u00e7ar em um controle repressivo da popula\u00e7\u00e3o, com a justifica\u00e7\u00e3o da necessidade de isolamento, e o grande neg\u00f3cio existente por tr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o de vacinas. Portanto, n\u00e3o tem que cair na armadilha burguesa de colocar a luta contra a pandemia no centro das demandas dos trabalhadores.<br \/>\nAmbos os fatos (repress\u00e3o e neg\u00f3cios) s\u00e3o verdadeiros e devemos promover a luta contra eles. Mas esta vis\u00e3o omite duas quest\u00f5es centrais. A primeira \u00e9 que pol\u00edtica atual das burguesias \u00e9 avan\u00e7ar o mais rapidamente poss\u00edvel para a \u201cnova normalidade\u201d. A segunda \u00e9 que os trabalhadores e o povo s\u00e3o os que mais sofrem com a pandemia, de modo direto e indireto. \u00c9 necessidade absoluta negar esta realidade.<br \/>\nA pandemia da Covid-19 \u00e9 outro dos males a que o capitalismo condena a humanidade e os trabalhadores. Combina-se e potencializa-se com flagelos como a pobreza, a mis\u00e9ria e a fome; a persist\u00eancia de doen\u00e7as end\u00eamicas (ou outras que se considerava extintas e reapareceram); o desemprego, etc. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio dar uma resposta espec\u00edfica a essa realidade atual (inegavelmente sofrida pelos trabalhadores) que se combine com uma resposta global ao sistema capitalista e ao abismo ao qual nos est\u00e1 levando.<br \/>\nPor isso, para enfrentar estes graves problemas dos trabalhadores e das massas (a pandemia, o aumento cada vez maior da explora\u00e7\u00e3o capitalista, o aumento das doen\u00e7as e da fome), a LIT-QI elaborou e publicou um \u201cPrograma de Emerg\u00eancia contra a Pandemia e a Crise Econ\u00f4mica\u201d com propostas de luta para avan\u00e7ar neste caminho[16].<br \/>\nNotas:<br \/>\n[1] https:\/\/www.dw.com\/es\/europa-vive-de-lleno-la-segunda-ola-de-la-pandemia\/a-55199405<br \/>\n[2] Boletines electr\u00f3nicos de La Vanguardia del 22 y del 26\/10\/2020.<br \/>\n[3] https:\/\/litci.org\/pt\/62177-2\/<br \/>\n[4] https:\/\/noticias.uol.com.br\/internacional\/ultimas-noticias\/2020\/09\/11\/india-tem-965-mil-novos-casos-diarios-de-covid-19-e-bate-recorde-mundial.htm<br \/>\n[5] https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/efe\/2020\/10\/15\/africa-teme-2-onda-da-pandemia-com-aumento-de-casos-e-mortes-por-covid-19.htm<br \/>\n[6] https:\/\/www.argentina.gob.ar\/salud\/coronavirus-COVID-19?utm_source=search&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=coronavirus&amp;utm_term=grants&amp;utm_content=nacional&amp;gclid=Cj0KCQjw59n8BRD2ARIsAAmgPmK49fXGPRDMMnnvYjNOisquVn-87R7iObgcK_0uC0VrxzS6WKaYzT0aArGsEALw_wcB<br \/>\n[7] https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/estados-unidos-t%C3%AAm-recorde-de-casos-di%C3%A1rios-de-coronav%C3%ADrus\/a-55383692<br \/>\n[8] https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-53969199<br \/>\n[9] Ver, por ejemplo: https:\/\/litci.org\/pt\/as-mortes-por-covid-19-tem-o-rosto-de-pobres-negros-mulheres-oprimidos\/<br \/>\n[10] https:\/\/news.un.org\/es\/story\/2020\/10\/1482002<br \/>\n[11] https:\/\/litci.org\/pt\/por-que-cuba-consegue-frear-a-expansao-do-coronavirus\/<br \/>\n[12] http:\/\/www.cubadebate.cu\/noticias\/2020\/07\/01\/cuba-reabre-sus-fronteras-para-el-turismo-internacional\/#.X5cFD1hKjIU<br \/>\n[13] https:\/\/litci.org\/pt\/a-corrida-pela-vacina-contra-a-covid-19\/<br \/>\n[14] https:\/\/noticias.uol.com.br\/politica\/ultimas-noticias\/2020\/10\/21\/bolsonaro-responde-a-criticas-sobre-vacina-chinesa-nao-sera-comprada.htm<br \/>\n[15] https:\/\/www.larazon.es\/salud\/20200724\/m5vmxejjurgjjjh3ooufnjqlzm.html<br \/>\n[16] https:\/\/litci.org\/pt\/programa-de-emergencia-contra-a-pandemia-e-a-crise-economica\/<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No momento de escrever este artigo se contavam mais de 43 milh\u00f5es de contagiados e quase 1,2 milh\u00f5es de mortos pela pandemia de Covid-19 no mundo. 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