{"id":70524,"date":"2022-04-08T12:20:22","date_gmt":"2022-04-08T15:20:22","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=66665"},"modified":"2022-04-08T12:20:22","modified_gmt":"2022-04-08T15:20:22","slug":"66665-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/04\/08\/66665-2\/","title":{"rendered":"O que as interven\u00e7\u00f5es russas na S\u00edria e na Ucr\u00e2nia nos dizem sobre a rela\u00e7\u00e3o entre Putin e o Ocidente"},"content":{"rendered":"<p><em>Desde que o ex\u00e9rcito russo cruzou a fronteira ucraniana em 24 de fevereiro \u2013 iniciando uma invas\u00e3o n\u00e3o provocada que a maioria dos analistas considerava altamente improv\u00e1vel \u2013 os ucranianos receberam simpatia de todo o mundo. Os atos de solidariedade s\u00e3o muitos: milhares de volunt\u00e1rios viajaram para a fronteira polaco-ucraniana para ajudar os refugiados que fogem da guerra, doa\u00e7\u00f5es continuam a ser feitas \u00e0s ONGs que prestam ajuda humanit\u00e1ria ao pa\u00eds devastado e at\u00e9 combatentes internacionais juntaram-se ao ex\u00e9rcito ucraniano na defesa das cidades sob ataque do ex\u00e9rcito russo.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Gabriel Huland<\/p>\n<p>Uma das demonstra\u00e7\u00f5es de solidariedade com o povo ucraniano mais comoventes veio da Defesa Civil S\u00edria (<em>Syrian Civil Defense<\/em>, em ingl\u00eas, tamb\u00e9m conhecida como Capacetes Brancos), a organiza\u00e7\u00e3o que desde 2014 trabalha incansavelmente para resgatar, evacuar e fornecer atendimento de emerg\u00eancia aos s\u00edrios atacados pelo regime de Assad e seus aliados russos durante a guerra civil s\u00edria. O grupo produziu v\u00eddeos explicando como resgatar sobreviventes de pr\u00e9dios danificados e o que esperar do ex\u00e9rcito russo ap\u00f3s um ataque a\u00e9reo. Os Capacetes Brancos tamb\u00e9m se ofereceram para enviar equipes de resgate \u00e0 Ucr\u00e2nia para ajudar as equipes locais de defesa civil.<\/p>\n<p>Os s\u00edrios sabem muito bem como \u00e9 ser atacado pela R\u00fassia. Desde setembro de 2015, quando o presidente Vladimir Putin ordenou que o ex\u00e9rcito russo interviesse no conflito s\u00edrio, a popula\u00e7\u00e3o civil que vive em \u00e1reas controladas pelos rebeldes foi submetida a milhares de ataques a\u00e9reos realizados por avi\u00f5es russos. A R\u00fassia executou mais de 4.000 ataques a\u00e9reos na S\u00edria, causando a morte e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas, a maioria civis.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Putin decidiu intervir na S\u00edria depois que seu amigo, o ditador s\u00edrio Bashar al-Assad, pediu ajuda em 2015. O regime s\u00edrio estava passando por reveses importantes e a moral de suas tropas estava baixa. As brigadas rebeldes, ao contr\u00e1rio, estavam se unificando em grupos maiores e ganhando territ\u00f3rio consider\u00e1vel. Em mar\u00e7o de 2015, uma coaliz\u00e3o de grupos que inclu\u00eda brigadas seculares e isl\u00e2micas moderadas, tomou a cidade de Idlib do controle do governo. Em maio, o ISIS (Estado Isl\u00e2mico no Iraque e na S\u00edria) tomou a cidade de Palmyra e, mais ou menos na mesma \u00e9poca, o Ex\u00e9rcito S\u00edrio Livre expulsou as for\u00e7as de Assad de posi\u00e7\u00f5es importantes no sul da S\u00edria.<\/p>\n<p>Como resultado dessas vit\u00f3rias militares dos rebeldes, v\u00e1rios analistas previram que a queda de Assad era iminente. N\u00e3o foi a primeira vez que o ditador s\u00edrio precisou de ajuda externa para se manter no poder e conter a insurrei\u00e7\u00e3o iniciada em seu pa\u00eds em mar\u00e7o de 2011: em 2013, o Hezbollah liban\u00eas enviou milhares de combatentes para lutar ao lado do ex\u00e9rcito s\u00edrio contra os rebeldes.<\/p>\n<p>Um aspecto das a\u00e7\u00f5es da R\u00fassia na S\u00edria, e que estamos vendo hoje na Ucr\u00e2nia, \u00e9 que o ex\u00e9rcito russo n\u00e3o diferencia combatentes armados de civis. Na S\u00edria, ataques a\u00e9reos russos atingiram indiscriminadamente mercados, pr\u00e9dios residenciais e hospitais. Apesar da ret\u00f3rica de Putin de que a interven\u00e7\u00e3o russa no pa\u00eds do Oriente M\u00e9dio visava conter o ISIS, a maioria dos relatos de jornalistas e ativistas s\u00edrios revelam uma hist\u00f3ria diferente. Bombas russas estavam atingindo civis em \u00e1reas controladas por fac\u00e7\u00f5es rebeldes diferentes, n\u00e3o o Estado isl\u00e2mico, j\u00e1 que esses grupos mais moderados representavam uma amea\u00e7a maior ao regime de Assad do que a organiza\u00e7\u00e3o salafista radical.<\/p>\n<p>As alega\u00e7\u00f5es de que a R\u00fassia atacou deliberadamente infraestruturas civis na S\u00edria s\u00e3o confirmadas por centenas de v\u00eddeos e relatos de diferentes fontes. Por exemplo, <em>Forensic Architecture<\/em>, um grupo de pesquisa multidisciplinar com sede em Goldsmiths, Universidade de Londres, mostrou como avi\u00f5es russos realizaram um ataque em fevereiro de 2016 em al-Hamidiyah, na S\u00edria, que destruiu um hospital e matou dezenas de pessoas.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> A R\u00fassia continua atacando \u00e1reas controladas pelos rebeldes hoje, especialmente na prov\u00edncia de Idlib, onde a maioria dos grupos rebeldes ainda ativos est\u00e3o agora concentrados. Um dos mais recentes ocorreu em janeiro de 2022, atingindo uma esta\u00e7\u00e3o de purifica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, entre outras instala\u00e7\u00f5es.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>O caso s\u00edrio oferece exemplos valiosos sobre como o Ocidente est\u00e1 respondendo \u00e0 agressiva pol\u00edtica externa russa. \u00c0 medida que a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia completa um m\u00eas e meio, o mundo assiste incr\u00e9dulo \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o das cidades ucranianas e \u00e0 fuga de refugiados desesperados para a Pol\u00f4nia e outros pa\u00edses. Poucos analistas acreditavam que o presidente russo ordenaria uma invas\u00e3o em grande escala. Embora seja extremamente dif\u00edcil entender a mente de um ditador, a maioria dos analistas achava que Putin estava blefando e jamais atacaria um pa\u00eds com tantos la\u00e7os culturais e hist\u00f3ricos com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Como aconteceu quando a R\u00fassia interveio na S\u00edria em 2015, os l\u00edderes ocidentais est\u00e3o respondendo com hesita\u00e7\u00e3o \u00e0 invas\u00e3o ucraniana. Em 2015, a resposta &#8220;ocidental&#8221; consistiu em algumas san\u00e7\u00f5es limitadas contra entidades e indiv\u00edduos russos. A forte ret\u00f3rica usada ent\u00e3o pelas autoridades americanas para condenar a R\u00fassia n\u00e3o se traduziu em medidas en\u00e9rgicas para obrigar Putin a desistir de intervir na S\u00edria. Essas medidas poderiam incluir um pacote abrangente de san\u00e7\u00f5es contra o setor de energia da R\u00fassia e a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas n\u00e3o apenas para reduzir a depend\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia do petr\u00f3leo e g\u00e1s russos, mas tamb\u00e9m (e mais importante) para acelerar a transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis. Tamb\u00e9m poderia incluir um aumento substancial no apoio militar aos rebeldes s\u00edrios.<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos do governo Obama eram simples: a S\u00edria n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds de interesse estrat\u00e9gico para os Estados Unidos. N\u00e3o \u00e9 um parceiro comercial relevante dos EUA nem um pa\u00eds rico em recursos naturais que s\u00e3o fundamentais para a economia dos EUA. Os Estados Unidos n\u00e3o estavam dispostos a pagar o pre\u00e7o de uma opera\u00e7\u00e3o militar em larga escala no Oriente M\u00e9dio no momento em que se retiravam da regi\u00e3o. O presidente Obama estava pronto para &#8220;permitir&#8221; que a R\u00fassia mantivesse a S\u00edria sob sua influ\u00eancia para que seu governo pudesse se concentrar em outras quest\u00f5es.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 diferente. Em maio de 2014, foi assinado o Acordo de Associa\u00e7\u00e3o UE-Ucr\u00e2nia; desde ent\u00e3o, a Uni\u00e3o Europeia tornou-se o maior parceiro comercial da Ucr\u00e2nia. O acordo, que surgiu ap\u00f3s a queda do presidente pr\u00f3-R\u00fassia Viktor Yanukovych, marcou a reorienta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da Ucr\u00e2nia para a UE e seu gradual afastamento da R\u00fassia. No entanto, mesmo que a escala das san\u00e7\u00f5es aplicadas contra a R\u00fassia seja maior agora, nem os Estados Unidos nem a Uni\u00e3o Europeia est\u00e3o dispostos a ir at\u00e9 o fim para sancionar a R\u00fassia ou fornecer apoio militar significativo \u00e0 resist\u00eancia ucraniana. O medo de ter de entrar em guerra com a R\u00fassia, por um lado, e a depend\u00eancia da UE da energia russa, por outro, explicam em grande medida esta decis\u00e3o.<\/p>\n<p>A atual estrat\u00e9gia russa na Ucr\u00e2nia n\u00e3o \u00e9 clara, assim como se o governo russo mudou ou n\u00e3o seus objetivos desde o in\u00edcio da invas\u00e3o. O certo \u00e9 que a invas\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 indo como planejado. Na S\u00edria, o objetivo era evidente: manter um governo subserviente no poder. A R\u00fassia precisava ajudar o regime de Assad a derrotar uma insurrei\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou como uma revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e evoluiu para uma guerra civil brutal, principalmente como resultado da viol\u00eancia empregada pelo regime s\u00edrio contra manifestantes pac\u00edficos.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia, o plano inicial de Putin era estabelecer um governo fantoche. As declara\u00e7\u00f5es do presidente russo de que o &#8220;reconhecimento&#8221; da Ucr\u00e2nia como na\u00e7\u00e3o soberana foi um erro e que o atual governo ucraniano \u00e9 fascista testemunham a ideia de que ele planejava mudar o governo em Kiev. Agora, \u00e9 imposs\u00edvel prever se Putin atingir\u00e1 ou n\u00e3o esse objetivo. No entanto, o presidente russo provavelmente avan\u00e7ar\u00e1 com a anexa\u00e7\u00e3o de Donetsk e Luhansk, seja como novas prov\u00edncias russas ou como rep\u00fablicas &#8220;aut\u00f4nomas&#8221; subservientes. O governo russo tamb\u00e9m pode optar por infligir o m\u00e1ximo de dano poss\u00edvel \u00e0s infraestruturas econ\u00f4micas e militares ucranianas para for\u00e7ar o presidente ucraniano a assinar um &#8220;acordo de paz&#8221; no qual a Ucr\u00e2nia renuncia a qualquer autonomia real em um futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>O argumento de Putin de que a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN) representa uma amea\u00e7a existencial \u00e0 seguran\u00e7a da R\u00fassia tamb\u00e9m \u00e9 question\u00e1vel. Embora a Ucr\u00e2nia tenha estabelecido uma parceria com a OTAN no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, a integra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds na alian\u00e7a militar do Atl\u00e2ntico Norte n\u00e3o est\u00e1 na pauta da OTAN. O soci\u00f3logo ucraniano Volodimir Artiukh afirmou em uma entrevista \u00e0 Folha de S\u00e3o Paulo, &#8220;A maior parte da expans\u00e3o da Otan ocorreu depois dos anos 2000, j\u00e1 durante o mandato de Putin. E os primeiros movimentos dessa expans\u00e3o n\u00e3o ensejaram nenhuma resposta violenta da R\u00fassia. Nos anos recentes, n\u00e3o houve expans\u00e3o significativa da Otan. E a Ucr\u00e2nia n\u00e3o estava, sob nenhum ponto de vista, perto de se tornar um Estado-membro. Todas as lideran\u00e7as pol\u00edticas expressam claramente: a Ucr\u00e2nia n\u00e3o ser\u00e1 admitida na OTAN num futuro pr\u00f3ximo. Ent\u00e3o, \u00e9 claro que essa expans\u00e3o contribuiu para aumentar a tens\u00e3o na regi\u00e3o, mas n\u00e3o foi uma causa imediata para a deflagra\u00e7\u00e3o do conflito.&#8221;<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, algumas das miss\u00f5es recentes da OTAN, como a interven\u00e7\u00e3o na L\u00edbia em 2011 e a opera\u00e7\u00e3o <em>Ocean Field<\/em> \u2013 criada em 2009 para combater piratas na costa da Som\u00e1lia \u2013 indicam que a Alian\u00e7a atua preferencialmente em pa\u00edses perif\u00e9ricos do capitalismo que vivem conflitos que representam uma amea\u00e7a \u00e0 estabilidade da ordem neoliberal. Por exemplo, a costa da Som\u00e1lia, localizada em uma importante rota mar\u00edtima, tem import\u00e2ncia estrat\u00e9gica para o com\u00e9rcio global. Os pa\u00edses ocidentais n\u00e3o v\u00e3o tolerar a interrup\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio que passa pelo Canal de Suez. Na L\u00edbia, a guerra civil foi vista como uma potencial amea\u00e7a ao fornecimento de petr\u00f3leo e g\u00e1s para a Europa. Al\u00e9m disso, o papel da L\u00edbia na conten\u00e7\u00e3o do fluxo de migrantes para os pa\u00edses europeus preocupou os l\u00edderes da UE, que pressionaram por uma interven\u00e7\u00e3o contra Gaddafi. Apesar da narrativa antiocidental de Putin e dos ataques cibern\u00e9ticos da R\u00fassia contra os Estados Unidos, o governo russo n\u00e3o era visto como uma amea\u00e7a existencial \u00e0 estabilidade mundial at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o humana e material causada pela invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia ser\u00e1 incalcul\u00e1vel. O n\u00famero de mortos j\u00e1 est\u00e1 na casa das dezenas de milhares, e alguns economistas estimam que a economia ucraniana cair\u00e1 mais de 50% em 2022. A destrui\u00e7\u00e3o na S\u00edria tamb\u00e9m \u00e9 irrevers\u00edvel. Levar\u00e1 d\u00e9cadas para a S\u00edria se recuperar de um conflito que persiste h\u00e1 mais de 11 anos. Com quase um milh\u00e3o de mortos, milh\u00f5es de cidad\u00e3os deslocados interna e externamente e centenas de milhares de pessoas desaparecidas, a S\u00edria \u00e9 agora uma caricatura do pa\u00eds que um dia foi. Centenas de milhares de crian\u00e7as s\u00edrias perderam a inf\u00e2ncia, as fam\u00edlias e a educa\u00e7\u00e3o e agora est\u00e3o traumatizadas por uma terr\u00edvel guerra.<\/p>\n<p>O destino da Ucr\u00e2nia ser\u00e1 semelhante, embora haja uma diferen\u00e7a entre como os Estados Unidos, a Uni\u00e3o Europeia e a maioria das organiza\u00e7\u00f5es internacionais lidam com uma guerra travada no Oriente M\u00e9dio em um pa\u00eds de maioria mu\u00e7ulmana e uma travada na Europa. Apesar dessas diferen\u00e7as, que podem ser vistas na quantidade de cobertura midi\u00e1tica recebida pelo conflito ucraniano e na mobiliza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da OTAN para proteger suas fronteiras, a chamada comunidade internacional novamente falhou em evitar uma guerra. Como \u00e9 o caso da S\u00edria, o futuro da Ucr\u00e2nia depende em grande medida da resili\u00eancia de seu povo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/airwars.org\/news-and-investigations\/after-six-years-of-russian-airstrikes-in-syria-still-no-accountability-for-civilian-deaths\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/airwars.org\/news-and-investigations\/after-six-years-of-russian-airstrikes-in-syria-still-no-accountability-for-civilian-deaths\/<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/forensic-architecture.org\/investigation\/airstrikes-on-al-hamidiah-hospital\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/forensic-architecture.org\/investigation\/airstrikes-on-al-hamidiah-hospital<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/russian-jets-bomb-rebel-held-idlib-syria-witnesses-say-2022-01-02\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/russian-jets-bomb-rebel-held-idlib-syria-witnesses-say-2022-01-02\/<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2022\/03\/putin-quer-aumentar-area-de-influencia-nao-impedir-avanco-da-otan-diz-analista-ucraniano.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2022\/03\/putin-quer-aumentar-area-de-influencia-nao-impedir-avanco-da-otan-diz-analista-ucraniano.shtml<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que o ex\u00e9rcito russo cruzou a fronteira ucraniana em 24 de fevereiro \u2013 iniciando uma invas\u00e3o n\u00e3o provocada que a maioria dos analistas considerava altamente improv\u00e1vel \u2013 os ucranianos receberam simpatia de todo o mundo. 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