{"id":70504,"date":"2021-05-18T14:44:04","date_gmt":"2021-05-18T17:44:04","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=63928"},"modified":"2021-05-18T14:44:04","modified_gmt":"2021-05-18T17:44:04","slug":"63928-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/05\/18\/63928-2\/","title":{"rendered":"Chega de apartheid e limpeza \u00e9tnica! Por uma Palestina livre, laica e democr\u00e1tica do rio ao mar!"},"content":{"rendered":"<p><em>A popula\u00e7\u00e3o palestina se levanta mais uma vez contra as pol\u00edticas de apartheid e limpeza \u00e9tnica levadas a cabo pelo Estado racista de Israel na cont\u00ednua Nakba (a cat\u00e1strofe) com sua forma\u00e7\u00e3o em 1948. Iniciado na cidade de Al-Quds (Jerusal\u00e9m), o levante se expandiu e abarca toda a popula\u00e7\u00e3o palestina, seja na Palestina de 48, na Faixa de Gaza, na Cisjord\u00e2nia ou nos campos de refugiados, na di\u00e1spora palestina, fato in\u00e9dito desde a primeira e a segunda Intifadas.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI)<\/p>\n<p><strong>Al Quds<\/strong><\/p>\n<p>A exemplo da segunda Intifada (2000), o ponto de partida foram as lutas dentro da cidade de Al Quds (nome \u00e1rabe da cidade de Jerusal\u00e9m). No bairro palestino de Sheikh Jarrah, as fam\u00edlias palestinas resistem \u00e0 limpeza \u00e9tnica cont\u00ednua e agora se negaram a aceitar as ordens de despejo de tribunais israelenses para que suas casas sejam entregues a colonos israelenses.<\/p>\n<p>Na porta de Damasco, a principal entrada da cidade velha, local tradicional de encontro e confraterniza\u00e7\u00e3o da juventude palestina, a juventude se levantou contra as ordens policiais de proibir sua perman\u00eancia no local.<\/p>\n<p>Dentro da cidade velha, os palestinos mu\u00e7ulmanos lutam pelo seu direito de rezar livremente na Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Isl\u00e3, o que levou a enfrentamentos com a pol\u00edcia e ex\u00e9rcito israelenses na Esplanada das Mesquitas. Al\u00e9m da pol\u00edcia e do ex\u00e9rcito, o Estado de Israel utilizou bandos fascistas sionistas para atacar os palestinos, centenas dos quais foram feridos e\/ou presos.<\/p>\n<p><strong>Palestina de 48<\/strong><\/p>\n<p>De Al-Quds, o levante palestino se espalhou para a Palestina de 48 (como os palestinos denominam suas terras ocupadas em 1948, que a ONU reconhece como Estado de Israel).<\/p>\n<p>A juventude palestina foi \u00e0s ruas nas cidades e bairros palestinos como Lyd, Yaffa, Ramla, Nazar\u00e9, Haifa, Acre, Umm al-Fahm e no Nakab. Vale lembrar que o atual levante palestino foi precedido pelas recentes mobiliza\u00e7\u00f5es em Umm al-Fahm contra a colabora\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia israelense com gangues criminosas.<\/p>\n<p>Conforme relata a jornalista Linaa Al-Saafin, o ponto alto foi a cidade de Lyd, pr\u00f3xima \u00e0 Tel-Aviv e local do principal aeroporto israelense. Em 1948, a maioria dos 19 mil habitantes palestinos foi expulsa e 200 foram executados pelas mil\u00edcias sionistas que contavam entre seus integrantes com o futuro primeiro-ministro israelense Itzhak Rabin. Hoje cerca de 30% de seus habitantes s\u00e3o palestinos.<\/p>\n<p>No dia 10 de maio, os palestinos colocaram uma bandeira palestina num poste de luz em solidariedade aos palestinos de Al-Quds e, em retalia\u00e7\u00e3o, um colono israelense assassinou o palestino Moussa Hassouna na mesma noite. No dia seguinte, seu funeral tamb\u00e9m foi alvo de bandos fascistas sionistas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou estado de emerg\u00eancia na cidade (pela primeira vez desde 1966), enviou 16 unidades policiais \u00e0 cidade e declarou que \u201cO Estado judeu n\u00e3o tolerar\u00e1 pogroms contra nossos cidad\u00e3os\u201d. O ministro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Amir Ohana, pediu a liberta\u00e7\u00e3o do assassino de Moussa Hassouna e declarou: \u201cA pris\u00e3o do atirador em Lod e seus amigos, que aparentemente atuaram em autodefesa, \u00e9 terr\u00edvel. Cidad\u00e3os cumpridores da lei que portam armas s\u00e3o para as autoridades uma for\u00e7a multiplicadora para a imediata neutraliza\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as e perigos.\u201d<\/p>\n<p>Essa declara\u00e7\u00e3o \u00e9 emblem\u00e1tica da natureza colonial do Estado de Israel, que estimula grupos fascistas de extrema-direita a seguirem com seus crimes, como o Lehava, a Juventude da Colina, as torcidas de futebol \u201cLa Familia\u201d e do Beitar Yerushalaim, que invadiram Lyd, queimaram carros dos palestinos, atacaram a mesquita, vandalizaram o cemit\u00e9rio gritando \u201cMorte aos \u00e1rabes\u201d. Em Bat Yam, o linchamento de um palestino foi televisionado simultaneamente \u00e0 invas\u00e3o de casas de palestinos em Haifa e Acre. No dia 10 de maio, autoridades policiais anunciaram que mil cidad\u00e3os foram presos, dos quais 850 s\u00e3o palestinos e 150 apoiadores.<\/p>\n<p><strong>Gaza<\/strong><\/p>\n<p>Sitiados pelo Estado de Israel e pelo regime eg\u00edpcio desde 2007 e submetidos a bombardeios sionistas frequentes, 2 milh\u00f5es de palestinos vivem uma crise humanit\u00e1ria dram\u00e1tica na Faixa de Gaza. Segundo o jornalista Ahmed Gabr, 80% das atividades industriais e oficinas fecharam devido ao bloqueio israelense e \u00e0 consequente falta de suprimentos. A pesca est\u00e1 limitada devido ao cerco da marinha israelense. Os bombardeios israelenses \u00e0s esta\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o de energia e tratamento de \u00e1gua tornam o provimento de energia el\u00e9trica limitado a 4h por dia em m\u00e9dia e 96% da \u00e1gua est\u00e1 contaminada, impr\u00f3pria para consumo. Sob novo massacre, os palestinos podem ficar sem qualquer energia em poucos dias. O poder de facto \u00e9 exercido pelo Hamas ap\u00f3s sua vit\u00f3ria nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares de 2006, o que n\u00e3o foi aceito pela pot\u00eancia ocupante israelense nem pelo imperialismo americano e europeu.<\/p>\n<p>Gaza tem historicamente um papel protagonista na luta palestina. Foi em Gaza que se iniciou a primeira Intifada em 1987 e onde ocorreram as marchas do retorno em 2018-2019, nas quais foram mortos 189 palestinos pelo ex\u00e9rcito da ocupa\u00e7\u00e3o israelense e mais de 20 mil ficaram feridos.<\/p>\n<p>Frente aos acontecimentos em Al-Quds, o Hamas, juntamente com sua aliada Jihad Isl\u00e2mica, lan\u00e7ou alguns foguetes ao Estado sionista como alerta de que estava unido \u00e0 resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Diferentemente do que propaga a propaganda sionista, resist\u00eancia \u00e9 leg\u00edtima sob ocupa\u00e7\u00e3o, por todos os meios: isso n\u00e3o \u00e9 terrorismo. Terrorista \u00e9 o Estado racista de Israel.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, Gaza enfrenta novo massacre, sendo brutalmente bombardeada pela for\u00e7a a\u00e9rea israelense, que lan\u00e7a m\u00edsseis com alto poder destrutivo. Segundo o relator da ONU, cerca de 300 edifica\u00e7\u00f5es foram afetadas pelos bombardeios, e at\u00e9 o momento 200 palestinos foram mortos e milhares, feridos.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma vis\u00edvel melhora tecnol\u00f3gica dos foguetes lan\u00e7ados a partir de Gaza tanto na capacidade de lan\u00e7amento em s\u00e9rie o que dificulta sua intercep\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m quanto \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de alcance &#8211; agora podem atingir alvos at\u00e9 250 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Em que pese a melhoria no alcance de seus foguetes, eles n\u00e3o fazem frente aos m\u00edsseis e avi\u00f5es de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o providos pelos Estados Unidos ao ex\u00e9rcito israelense. Por isso n\u00e3o podemos denominar a agress\u00e3o israelense de guerra, mas sim de massacre.<\/p>\n<p><strong>Cisjord\u00e2nia<\/strong><\/p>\n<p>Na Cisjord\u00e2nia, a resist\u00eancia palestina enfrenta um regime de apartheid com muros e checkpoints impostos pela ocupa\u00e7\u00e3o israelense como tamb\u00e9m a pol\u00edcia e o servi\u00e7o de intelig\u00eancia da Autoridade Palestina que mantem um vergonhoso acordo de coopera\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a com o Estado de Israel.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, em todas as cidades e aldeias palestinas na Cisjord\u00e2nia, tais como Ramallah, Bel\u00e9m, Al-Khalil (Hebron), a juventude palestina se manifesta e enfrenta forte repress\u00e3o das for\u00e7as militares da ocupa\u00e7\u00e3o, o que obrigou a Autoridade Palestina a se posicionar contra os bombardeios israelenses \u00e0 Gaza e pela retomada das negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Refugiados e di\u00e1spora<\/strong><\/p>\n<p>O quadro da luta palestina se completa com a forte mobiliza\u00e7\u00e3o dos palestinos que vivem fora das terras palestinas, mais da metade da popula\u00e7\u00e3o de cerca de 13 milh\u00f5es, e para as quais n\u00e3o \u00e9 permitido retornar pela pot\u00eancia ocupante israelense.<\/p>\n<p>H\u00e1 intensa agita\u00e7\u00e3o entre a juventude nos campos de refugiados palestinos na Jord\u00e2nia e no L\u00edbano, pa\u00edses nos quais os palestinos, unidos aos \u00e1rabes locais, organizaram manifesta\u00e7\u00f5es na fronteira com a Palestina ocupada onde foram reprimidos por for\u00e7as israelenses, jordanianas e libanesas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Jord\u00e2nia e do L\u00edbano, houve mobiliza\u00e7\u00f5es em solidariedade em muitas cidades em todo o mundo (Londres, Paris, Berlim, Nova Iorque, Istambul, Cidade do Cabo, S\u00e3o Paulo e um longo etc\u00e9tera) com grande presen\u00e7a palestina e \u00e1rabe em geral.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses \u00e1rabes tamb\u00e9m houve manifesta\u00e7\u00f5es na Tun\u00edsia, na L\u00edbia, no Marrocos e em Idlib (prov\u00edncia s\u00edria sitiada pelas for\u00e7as do regime s\u00edrio).<\/p>\n<p><strong>A posi\u00e7\u00e3o do imperialismo<\/strong><\/p>\n<p>Em meio a v\u00e1rias declara\u00e7\u00f5es chamando o Estado de Israel e o Hamas ao cessar-fogo, a posi\u00e7\u00e3o exemplar \u00e9 a da administra\u00e7\u00e3o democrata dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O presidente Biden e seu secret\u00e1rio de Estado, Anthony Blinken, defenderam o direito do Estado racista de Israel de se defender das \u201cagress\u00f5es\u201d dos palestinos. Al\u00e9m disso, se recusam a rever a venda de US$735 milh\u00f5es em armas de alta tecnologia para o Estado de Israel que as utiliza para promover o massacre em Gaza. Vale lembrar que os Estados Unidos doam US$3,8 bilh\u00f5es por ano em armamentos para o Estado de Israel. E tamb\u00e9m vetam qualquer resolu\u00e7\u00e3o no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU em que n\u00e3o haja a concord\u00e2ncia israelense.<\/p>\n<p>Por fim, a ONU faz as declara\u00e7\u00f5es costumeiras pela redu\u00e7\u00e3o dos ataques tanto pelos palestinos como pelos israelenses e pela retomada das negocia\u00e7\u00f5es, visando a implementa\u00e7\u00e3o da \u201csolu\u00e7\u00e3o de dois estados\u201d, injusta desde sempre e j\u00e1 inviabilizada pelo avan\u00e7o da coloniza\u00e7\u00e3o das terras palestinas por colonos israelenses.<\/p>\n<p><strong>Algumas conclus\u00f5es iniciais<\/strong><\/p>\n<p>O atual levante palestino acontece de forma espont\u00e2nea e superou a fragmenta\u00e7\u00e3o imposta pela coloniza\u00e7\u00e3o israelense e se tornou um levante de toda a popula\u00e7\u00e3o dentro e fora da Palestina ocupada. Este fato de primeira magnitude recoloca a <strong>perspectiva da unidade palestina que fora abandonada pela OLP ap\u00f3s os acordos de Oslo (1993<\/strong>). Al\u00e9m disso, recoloca na pr\u00e1tica a luta por uma Palestina livre, laica e democr\u00e1tica, do rio ao mar, bandeira original da OLP que fora abandonada e substitu\u00edda pela \u201csolu\u00e7\u00e3o de dois estados\u201d.<\/p>\n<p>O atual levante palestino, que une a sociedade fragmentada, como sempre, enfrenta inimigos poderosos: o Estado de Israel e suas for\u00e7as militares, policiais e paramilitares; o apoio decisivo do imperialismo americano e europeu, al\u00e9m da complac\u00eancia da ONU e da \u201ccomunidade internacional\u201d; os regimes \u00e1rabes, v\u00e1rios dos quais em processo de normaliza\u00e7\u00e3o com o Estado de Israel; e a burguesia palestina representada pela Autoridade Nacional Palestina que \u00e9 benefici\u00e1ria dos neg\u00f3cios da ocupa\u00e7\u00e3o e colabora na repress\u00e3o com a pot\u00eancia ocupante israelense.<\/p>\n<p>Para que o levante palestino se consolide como uma terceira Intifada, \u00e9 necess\u00e1rio sua coordena\u00e7\u00e3o local e uma coordena\u00e7\u00e3o internacional que represente os palestinos de 48, de Al-Quds, da Cisjord\u00e2nia, de Gaza e da di\u00e1spora como a OLP o fizera desde o final dos anos 1960 at\u00e9 os acordos de Oslo. E que coordene as diferentes express\u00f5es da resist\u00eancia palestina sob o horizonte pol\u00edtico do desmantelamento do Estado de Israel, por uma Palestina livre, laica e democr\u00e1tica, do rio ao mar. Um exemplo \u00e9 o movimento de mulheres palestinas Tal\u00b4at, que afirma que n\u00e3o h\u00e1 uma na\u00e7\u00e3o livre sem mulheres livres e que se recusa a cooperar com as organiza\u00e7\u00f5es feministas sionistas, unindo a luta contra o machismo com a luta por liberta\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>A unidade com as revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes \u00e9 outro ponto fundamental da estrat\u00e9gia pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina. Enquanto as ditaduras \u00e1rabes colaboram direta ou indiretamente com o Estado de Israel, as massas \u00e1rabes apoiam os palestinos. A entrada em movimento das massas \u00e1rabes se constitui na principal base de apoio para as massas palestinas e da\u00ed a necessidade de construir la\u00e7os de solidariedade.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a ampla unidade de a\u00e7\u00e3o em apoio \u00e0 resist\u00eancia e para fortalecer a solidariedade internacional e campanhas como o BDS (boicote, desinvestimento e san\u00e7\u00f5es) tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para desmascarar o apartheid e a limpeza \u00e9tnica a qual est\u00e3o submetidos os palestinos, e para pressionar os governos em cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para levar essa luta at\u00e9 o final, \u00e9 necess\u00e1rio uma nova dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, revolucion\u00e1ria, para a luta pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina. As atuais organiza\u00e7\u00f5es, sejam nacionalistas, de esquerda ou de orienta\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica, n\u00e3o possuem um programa pol\u00edtico que aponte nessa dire\u00e7\u00e3o. A principal organiza\u00e7\u00e3o nacionalista \u00e9 o Fatah, liderado por Mahmoud Abbas, que dirige a Autoridade Palestina, a qual coopera diretamente com a ocupa\u00e7\u00e3o israelense. As principais organiza\u00e7\u00f5es da esquerda palestina (FPLP, FDLP e PP), \u00e0 sombra da Autoridade Palestina, viraram as costas \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es no mundo \u00e1rabe ao apoiar ditadores como Bashar el-Assad (veja artigo do jornalista Tamer Khorma &#8211; https:\/\/litci.org\/pt\/63807-2\/). J\u00e1 as organiza\u00e7\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica (Hamas, Jihad Isl\u00e2mica, Ra\u2019am na Palestina de 48) defendem uma Palestina isl\u00e2mica, o que divide as massas palestinas. Al\u00e9m disso, as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas entre a Jihad Isl\u00e2mica e a ditadura capitalista iraniana a colocam na contram\u00e3o das lutas democr\u00e1ticas da classe trabalhadora iraniana, s\u00edria e libanesa (veja artigo de F\u00e1bio Bosco sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a resist\u00eancia palestina e as revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes &#8211; https:\/\/litci.org\/pt\/maher-al-akhras-e-os-caminhos-para-a-libertacao-da-palestina\/).<\/p>\n<p>\u00c9 claro que essa nova dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica estar\u00e1 baseada na classe trabalhadora palestina, nos camponeses e nos jovens trabalhadores que constituem as classes sociais com o interesse estrat\u00e9gico de derrotar o Estado de Israel, desmantel\u00e1-lo e construir uma Palestina livre, laica e democr\u00e1tica do rio ao mar.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Pelo fim do massacre israelense a Gaza! <\/strong><\/li>\n<li><strong>Apoio incondicional \u00e0 resist\u00eancia palestina e solidariedade internacional efetiva!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Unidade militar com o Hamas e todas as organiza\u00e7\u00f5es palestinas contra a agress\u00e3o israelense e pelo fim do bloqueio a Gaza! Repara\u00e7\u00e3o por todos os danos causados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Gaza!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Pelo fim dos despejos de fam\u00edlias palestinas e a demoli\u00e7\u00e3o de suas casas na cont\u00ednua limpeza \u00e9tnica!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Proibi\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de for\u00e7as militares, policiais ou paramilitares israelenses na cidade velha de Al Quds, principalmente na Esplanada das Mesquitas!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Retirada imediata de todas as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o israelense da Cisjord\u00e2nia, Al Quds e de todas as cidades e bairros palestinos! Pela dissolu\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito e da pol\u00edcia israelenses!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Pela anula\u00e7\u00e3o de todas as leis racistas contra os palestinos!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Liberdade para todos os presos pol\u00edticos palestinos!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Pelo direito de retorno dos refugiados palestinos!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Unifica\u00e7\u00e3o das lutas palestinas e constru\u00e7\u00e3o de conselhos oper\u00e1rios e populares para centralizar a resist\u00eancia palestina!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Por uma nova dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica revolucion\u00e1ria para a liberta\u00e7\u00e3o da Palestina!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Pelo fim do Estado racista de Israel e suas pol\u00edticas de apartheid e limpeza \u00e9tnica!<\/strong><\/li>\n<li><strong>Por uma Palestina livre, laica e democr\u00e1tica, do rio ao mar!<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o palestina se levanta mais uma vez contra as pol\u00edticas de apartheid e limpeza \u00e9tnica levadas a cabo pelo Estado racista de Israel na cont\u00ednua Nakba (a cat\u00e1strofe) com sua forma\u00e7\u00e3o em 1948. 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