{"id":70471,"date":"2021-03-22T15:44:53","date_gmt":"2021-03-22T18:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=63380"},"modified":"2021-03-22T15:44:53","modified_gmt":"2021-03-22T18:44:53","slug":"em-memoria-da-comuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/03\/22\/em-memoria-da-comuna\/","title":{"rendered":"Em mem\u00f3ria da Comuna"},"content":{"rendered":"<p><em>Passaram-se 40 anos desde que se proclamou a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna de Paris<\/a>. Seguindo o costume, o proletariado franc\u00eas honrou com com\u00edcios e manifesta\u00e7\u00f5es a mem\u00f3ria dos homens da revolu\u00e7\u00e3o de 18 de mar\u00e7o de 1871. No final de maio voltar\u00e1 a levar coroas de flores \u00e0s tumbas dos communards fuzilados durante a terr\u00edvel \u201csemana de maio\u201d e a jurar diante daquelas tumbas que lutar\u00e1 com firmeza at\u00e9 lograr o triunfo completo de suas ideias, at\u00e9 dar por cumprida a obra por eles legada.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: V. I. Lenin em 28\/04\/1911<\/p>\n<p>Por que, pois, n\u00e3o s\u00f3 o proletariado franc\u00eas, sen\u00e3o o de todo o mundo rende homenagem aos homens da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0como a seus precursores? Qual \u00e9 a heran\u00e7a da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>?<\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0surgiu de maneira espont\u00e2nea, ningu\u00e9m a preparou de modo consciente e sistem\u00e1tico. A funesta guerra com a Alemanha, os sofrimentos do ass\u00e9dio, o desemprego oper\u00e1rio e a ru\u00edna da pequena burguesia; a indigna\u00e7\u00e3o das massas contra as classes superiores e as autoridades que haviam demonstrado uma incapacidade absoluta; a surda efervesc\u00eancia no seio da classe oper\u00e1ria, descontente de sua situa\u00e7\u00e3o e ansiosa por um novo regime social; a composi\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria da Assembleia Nacional, que fazia temer os destinos da rep\u00fablica foram as causas que concorreram com outras muitas para impulsionar a popula\u00e7\u00e3o parisiense para a revolu\u00e7\u00e3o do 18 de mar\u00e7o, que p\u00f4s de improviso o poder nas m\u00e3os da Guarda Nacional, em m\u00e3os da classe oper\u00e1ria e da pequena burguesia, que havia aderido aos oper\u00e1rios.<\/p>\n<p>Foi um acontecimento hist\u00f3rico sem precedentes. At\u00e9 ent\u00e3o, o poder estivera, em geral, nas m\u00e3os dos latifundi\u00e1rios e dos capitalistas, quer dizer, de seus mandat\u00e1rios, que constitu\u00edam o chamado governo. Depois da revolu\u00e7\u00e3o de 18 de mar\u00e7o, quando o governo do senhor\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/t\/thiers.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Thiers<\/a>\u00a0fugiu de Paris com suas tropas, sua pol\u00edcia e seus funcion\u00e1rios, o povo ficou dono da situa\u00e7\u00e3o e o poder passou para as m\u00e3os do proletariado. Por\u00e9m, na sociedade moderna, o proletariado, avassalado no econ\u00f4mico pelo capital, n\u00e3o pode dominar na pol\u00edtica se n\u00e3o rompe as cadeias que o atam ao capital. Da\u00ed que o movimento da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0deveria adquirir inevitavelmente um matiz socialista, quer dizer, deveria tender ao aniquilamento do dom\u00ednio da burguesia, da domina\u00e7\u00e3o do capital, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias bases do regime social contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Em seu in\u00edcio tratou-se de um movimento heterog\u00eaneo e confuso ao extremo.<\/p>\n<p>A ele somaram-se tamb\u00e9m os patriotas com a esperan\u00e7a de que a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0renovasse a guerra contra os alem\u00e3es e levasse a um desenlace venturoso. Apoiaram-no tamb\u00e9m os pequenos lojistas, em perigo de arruinamento se n\u00e3o se adiasse o pagamento das letras vencidas e dos alugu\u00e9is (adiamento que lhes era negado pelo governo, mas que a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0lhes concedeu). Por \u00faltimo, no come\u00e7o, tamb\u00e9m simpatizaram em certo grau com ele os republicanos burgueses, temerosos de que a reacion\u00e1ria Assembleia Nacional (a vilanagem, os violentos latifundi\u00e1rios) restabelecesse a monarquia. Por\u00e9m, o papel fundamental nesse movimento foi desempenhado, naturalmente, pelos oper\u00e1rios (sobretudo os artes\u00e3os parisienses), entre os quais se havia espalhado, nos \u00faltimos anos do Segundo Imp\u00e9rio da Fran\u00e7a, uma intensa propaganda socialista, estando muitos deles inclusive filiados \u00e0 I Internacional (Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores).<\/p>\n<p>Unicamente os oper\u00e1rios guardaram fidelidade \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0at\u00e9 o fim. Os republicanos burgueses e a pequena burguesia n\u00e3o tardaram em afastar-se dela: uns assustaram- se com o car\u00e1ter revolucion\u00e1rio socialista do movimento, com seu car\u00e1ter prolet\u00e1rio; outros se afastaram dela quando viram que estava condenada a uma derrota inevit\u00e1vel. Unicamente os prolet\u00e1rios franceses apoiaram a seu governo sem temor nem desmaio, s\u00f3 eles lutaram e morreram por ele, quer dizer, pela emancipa\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria, por um futuro melhor para todos os trabalhadores.<\/p>\n<p>Abandonada por seus aliados de ontem e sem contar com nenhum apoio, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0tinha de ser derrotada inevitavelmente. Toda a burguesia francesa, todos os latifundi\u00e1rios, especuladores da bolsa e fabricantes, todos os grandes e pequenos ladr\u00f5es, todos os exploradores uniram-se contra ela. Com a ajuda de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/b\/bismarck-oe.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bismarck<\/a>\u00a0(que p\u00f4s em liberdade 100 mil soldados franceses, prisioneiros dos alem\u00e3es, para esmagar a Paris revolucion\u00e1ria), essa coaliz\u00e3o burguesa logrou confrontar com o proletariado parisiense os camponeses atrasados e a pequena burguesia de prov\u00edncias e cercar meia Paris com um anel de ferro (a outra metade havia sido cercada pelo ex\u00e9rcito alem\u00e3o). Em algumas cidades importantes da Fran\u00e7a (Marselha, Lyon, Saint- Etienne, Dijon e outras), os oper\u00e1rios tamb\u00e9m tentaram tomar o poder, proclamar a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0e acudir a Paris, por\u00e9m tais intentos logo fracassaram. E Paris, que havia sido o primeiro local a desfraldar a bandeira da insurrei\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria, ficou abandonada as suas pr\u00f3prias for\u00e7as e condenada a uma morte certa.<\/p>\n<p>Para que uma revolu\u00e7\u00e3o social triunfe s\u00e3o necess\u00e1rias, pelo menos, duas condi\u00e7\u00f5es: um alto desenvolvimento das for\u00e7as produtivas e um proletariado preparado para ela. Contudo, em 1871, n\u00e3o se deu nenhuma dessas condi\u00e7\u00f5es. O capitalismo franc\u00eas encontrava-se ainda pouco desenvolvido, a Fran\u00e7a era, ent\u00e3o, fundamentalmente um pa\u00eds de pequena burguesia (artes\u00e3os, camponeses, lojistas, etc.). Por outra parte, n\u00e3o existia um partido oper\u00e1rio, a classe oper\u00e1ria n\u00e3o tinha prepara\u00e7\u00e3o nem havia passado por um largo treinamento e, em sua massa, sequer havia no\u00e7\u00e3o totalmente clara de quais eram seus objetivos nem como se poderia alcan\u00e7\u00e1-los. N\u00e3o havia uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica s\u00e9ria do proletariado nem grandes sindicatos e cooperativas&#8230;<\/p>\n<p>Entretanto, o que faltou principalmente \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0foi tempo, desafogo para perceber bem como iam as coisas e empreender a realiza\u00e7\u00e3o de seu programa. Apenas ela p\u00f4s m\u00e3o \u00e0 obra, o governo, entrincheirado em Versalhes e apoiado por toda a burguesia, desencadeou as hostilidades contra Paris. A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0teve de pensar, antes de tudo, em sua pr\u00f3pria defesa. E at\u00e9 o final mesmo, que ocorreu na semana de 21 a 28 de maio, n\u00e3o houve tempo para pensar seriamente em outra coisa.<\/p>\n<p>Por certo, em que pese a essas condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o desfavor\u00e1veis e \u00e0 brevidade de sua exist\u00eancia, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0teve tempo de aplicar algumas medidas que caracterizam bastante seus verdadeiros sentido e objetivo. Substituiu o ex\u00e9rcito permanente, instrumento cego em m\u00e3os das classes dominantes, pelo armamento de todo o povo; proclamou a separa\u00e7\u00e3o da Igreja do Estado; suprimiu a subven\u00e7\u00e3o ao culto (quer dizer, o soldo que o Estado pagava aos padres) e deu um car\u00e1ter estritamente laico \u00e0 instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica, com o que assestou um rude golpe aos soldados de batina. Pouco foi o tempo para se fazer algo no terreno puramente social, por\u00e9m esse pouco mostra com suficiente clareza seu car\u00e1ter de governo popular, de governo oper\u00e1rio: foi suprimido o trabalho noturno nas tarefas; foi abolido o sistema das multas, consagrado pela lei, com que se vitimavam os oper\u00e1rios; finalmente, foi promulgado o famoso decreto de entrega de todas as f\u00e1bricas e oficinas abandonadas ou paralisadas por seus donos \u00e0s cooperativas oper\u00e1rias com o fim de retomar a produ\u00e7\u00e3o. E para sublinhar, como se diss\u00e9ssemos, seu car\u00e1ter de governo autenticamente democr\u00e1tico, prolet\u00e1rio, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0disp\u00f4s que a remunera\u00e7\u00e3o de todos os funcion\u00e1rios administrativos e do governo n\u00e3o fosse superior ao sal\u00e1rio normal de um oper\u00e1rio, nem passasse em nenhum caso dos 6.000 francos anuais (menos de 200 rublos ao m\u00eas).<\/p>\n<p>Todas essas medidas mostravam com farta eloqu\u00eancia que a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0constitu\u00eda uma amea\u00e7a de morte ao velho mundo, baseado no avassalamento e na explora\u00e7\u00e3o. Essa era a causa de a sociedade burguesa n\u00e3o poder dormir tranquila enquanto o Ajuntamento de Paris ostentasse a bandeira vermelha do proletariado. E quando a for\u00e7a organizada do governo p\u00f4de, afinal, dominar a for\u00e7a mal organizada da revolu\u00e7\u00e3o, os generais bonapartistas, esses generais batidos pelos alem\u00e3es e garbosos frente a seus compatriotas vencidos, os Rennen-kampf e M\u00e9ller-Zakomelski franceses fizeram uma matan\u00e7a como jamais se havia visto em Paris. Cerca de 30 mil parisienses foram mortos pela soldadesca enfurecida; uns 45 mil foram detidos, executados logo muitos e desterrados ou enviados a trabalhos for\u00e7ados milhares deles. No total, Paris perdeu 100 mil filhos, entre os quais se encontravam os melhores oper\u00e1rios de todos os of\u00edcios. A burguesia estava satisfeita. \u201cAgora, acabou-se com o socialismo, por muito tempo!\u201d, dizia seu sanguin\u00e1rio chefe, o diminuto Thiers, quando ele e seus generais afogaram em sangue a subleva\u00e7\u00e3o do proletariado de Paris. Mas de nada serviram os grunhidos desses corvos burgueses. N\u00e3o passariam ainda seis anos da derrocada da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>, ainda se achavam muitos de seus lutadores em pres\u00eddio ou no ex\u00edlio, quando na Fran\u00e7a iniciou-se um novo movimento oper\u00e1rio. A nova gera\u00e7\u00e3o socialista, enriquecida com a experi\u00eancia de seus predecessores e em absoluto desencorajada pela derrota que sofreram, recolheu a bandeira ca\u00edda das m\u00e3os dos combatentes da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0e levou-a adiante com firmeza e valentia ao grito de \u201cViva a revolu\u00e7\u00e3o social! Viva a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>!\u201d. E tr\u00eas ou quatro anos mais tarde, um novo partido oper\u00e1rio e a agita\u00e7\u00e3o levantada por este no pa\u00eds obrigaram as classes dominantes a p\u00f4r em liberdade os communards que o governo ainda mantinha presos.<\/p>\n<p>Honram a mem\u00f3ria dos combatentes da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0n\u00e3o s\u00f3 os oper\u00e1rios franceses, sen\u00e3o tamb\u00e9m o proletariado de todo o mundo, pois ela n\u00e3o lutou apenas por um objetivo local ou nacional estreito, mas pela emancipa\u00e7\u00e3o de toda a humanidade trabalhadora, de todos os humilhados e ofendidos. Como combatente de vanguarda da revolu\u00e7\u00e3o social, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0granjeou a simpatia onde quer que sofra e lute o proletariado. O quadro de sua vida e de sua morte, o exemplo de um governo oper\u00e1rio que conquistou e reteve em suas m\u00e3os durante mais de dois meses a capital do mundo e o espet\u00e1culo da heroica luta do proletariado e seus padecimentos depois da derrota t\u00eam levantado a moral de milh\u00f5es de oper\u00e1rios, t\u00eam alentado suas esperan\u00e7as e t\u00eam ganho suas simpatias para o socialismo. O troar dos canh\u00f5es de Paris despertou de seu profundo sono \u00e0s camadas mais atrasadas do proletariado e deu em todas as partes um impulso \u00e0 propaganda socialista revolucion\u00e1ria. Por isso n\u00e3o morreu a causa da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>, por isso segue vivendo at\u00e9 hoje em dia em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A causa da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/dicionario\/verbetes\/c\/comuna_paris.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comuna<\/a>\u00a0\u00e9 a causa da revolu\u00e7\u00e3o social, \u00e9 a causa da completa emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica dos trabalhadores, \u00e9 a causa do proletariado mundial. E neste sentido \u00e9 imortal.<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1911\/04\/28.htm<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passaram-se 40 anos desde que se proclamou a\u00a0Comuna de Paris. 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