{"id":67400,"date":"2022-07-29T08:59:56","date_gmt":"2022-07-29T11:59:56","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=67400"},"modified":"2022-08-08T14:17:04","modified_gmt":"2022-08-08T14:17:04","slug":"o-elefante-na-sala-israel-assassinou-shireen-abu-akleh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/07\/29\/o-elefante-na-sala-israel-assassinou-shireen-abu-akleh\/","title":{"rendered":"O elefante na sala: Israel assassinou Shireen Abu Akleh"},"content":{"rendered":"<p><em>Na primeira hora da manh\u00e3 de 11 de maio, na cidade palestina de Jenin, a jornalista palestino-estadunidense Shireen Abu Akleh foi assassinada por francoatiradores israelenses. Os fatos b\u00e1sicos do caso foram confirmados por muitas investiga\u00e7\u00f5es independentes para cont\u00e1-las naquele momento. Segundo os principais meios de comunica\u00e7\u00e3o[1], Shireen caminhava pela rodovia em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade com um grupo de outros jornalistas, e n\u00e3o havia mais pessoas presentes al\u00e9m de um grupo de atiradores de elite israelenses que lhe &nbsp;dispararam na cabe\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: James Markin<\/p>\n<p>Embora o governo israelense tentasse inicialmente culpar os palestinos, o peso esmagador das provas os obrigou inclusive a recuar e a aceitar mais ou menos os fatos apresentados pelas investiga\u00e7\u00f5es da m\u00eddia. Entretanto, apesar de admitir essencialmente que atiraram e mataram Shireen Abu Akleh, as FDI foram muito claros ao afirmar que n\u00e3o acreditam que tenha sido cometido algum crime[2].<\/p>\n<p>Isto coincide com a pol\u00edtica b\u00e1sica das FDI. Segundo dados da ONU, desde 2008 as for\u00e7as israelenses <a href=\"https:\/\/www.ochaopt.org\/data\/casualties\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&nbsp;mataram 5.396 palestinos<\/a>.&nbsp;Entretanto, apesar disso, a Anistia Internacional n\u00e3o encontrou nenhum caso no qual \u201cum soldado do ex\u00e9rcito israelense ou um membro de outra for\u00e7a de seguran\u00e7a tenha sido condenado por causar deliberadamente a morte de um palestino nos TOP (Territ\u00f3rios Ocupados na Palestina) desde 1987\u2033[3].<\/p>\n<p>Apenas com estes n\u00fameros, fica evidente que as FDI matam impunemente. Isto \u00e9 devido ao fato de que, para as FDI, matar os palestinos, por assim dizer, n\u00e3o \u00e9 na realidade um desvio criminoso de sua fun\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o. Israel \u00e9 uma col\u00f4nia de substitui\u00e7\u00e3o; trata-se de um tipo especial de col\u00f4nia na qual o regime colonial pretende substituir uma popula\u00e7\u00e3o nativa existente por uma nova popula\u00e7\u00e3o colonial. Desde sua cria\u00e7\u00e3o, o movimento sionista pretendia expulsar a popula\u00e7\u00e3o palestina pela for\u00e7a. Ao expulsar os palestinos e apoderar-se de suas terras, o Estado israelense tamb\u00e9m se enriquece \u00e0 custa do povo palestino, um processo que Marx denominou de acumula\u00e7\u00e3o primitiva.<\/p>\n<p>Obviamente, por\u00e9m, o povo palestino resistiu a este processo de deslocamento. Esta \u00e9 a raz\u00e3o da exist\u00eancia das FDI, como escreveu o l\u00edder sionista de extrema direita Ze\u2019ev Jabotinsky: \u201cA coloniza\u00e7\u00e3o sionista deve deter-se, ou ent\u00e3o, avan\u00e7ar sem ter em conta a popula\u00e7\u00e3o nativa. O que significa que s\u00f3 pode avan\u00e7ar e desenvolver-se sob a prote\u00e7\u00e3o de um poder independente da popula\u00e7\u00e3o nativa, detr\u00e1s de um muro de ferro, que a popula\u00e7\u00e3o nativa n\u00e3o pode romper\u201d. Este \u00e9 o papel das FDI, reprimir a popula\u00e7\u00e3o palestina pela for\u00e7a para que a coloniza\u00e7\u00e3o sionista possa continuar. Para as FDI qualquer palestino que morra no processo \u00e9 simplesmente uma vantagem. Enquanto continuar o processo de coloniza\u00e7\u00e3o sionista da Palestina por parte de Israel, nenhum palestino pode esperar realmente que se fa\u00e7a justi\u00e7a no tratamento que recebe das FDI.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o quer dizer que o fato de que Shireen Abu Akleh fosse jornalista n\u00e3o tenha nenhuma rela\u00e7\u00e3o com sua morte. Na verdade, as FDI tem um padr\u00e3o de assassinatos de jornalistas. Em 2018, durante a \u201cgrande marcha de retorno\u201d em Gaza, franco-atiradores das FDI atiraram e mataram dois jornalistas palestinos, Yasser Murtaja e Ahmed Abu Hussein, que usavam coletes que os identificavam como imprensa. Uma investiga\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o da ONU encontrou \u201cmotivos razo\u00e1veis para acreditar que os franco-atiradores israelenses atiraram nos jornalistas intencionalmente, apesar de verem que estavam claramente identificados como tais\u201d. Os franco-atiradores n\u00e3o apenas sabiam nitidamente que Yasser Murtaja e Ahmed Abu Hussein eram jornalistas pelos seus coletes de imprensa, mas apontaram intencionalmente sob a parte inferior dos coletes para matarem seus objetivos[4].<\/p>\n<p>Durante a guerra do ano passado em Gaza, os avi\u00f5es de guerra israelenses apontaram e bombardearam o edif\u00edcio da Al Jazeera\/Associated Press, assim como outra torre que abrigava a maior parte da imprensa internacional da cidade de Gaza[5]. Embora Israel afirmasse que o grupo militante Ham\u00e1s usava o edif\u00edcio, esta afirma\u00e7\u00e3o foi recebida com ceticismo pela m\u00eddia internacional e foi recha\u00e7ada categoricamente pela Ag\u00eancia de Obras P\u00fablicas e Socorro das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNRWA), que qualificou a afirma\u00e7\u00e3o de \u201cdesinforma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, embora a morte de Shireen Abu Akleh &nbsp;tenha provocado a indigna\u00e7\u00e3o internacional devido \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de figura querida no mundo da m\u00eddia de l\u00edngua \u00e1rabe, n\u00e3o foi a \u00fanica jornalista que as FDI assassinaram este ano. Menos de um m\u00eas depois da morte de Abu Akleh, Ghufran Harun Warasneh foi abatida pelas FDI em Hebron quando se dirigia ao seu trabalho em um canal de not\u00edcias de televis\u00e3o [6]. A raz\u00e3o das FDI para atacar e matar os jornalistas \u00e9 evidente: os jornalistas mortos n\u00e3o podem denunciar os crimes das FDI. Ao matar Yasser Murtaja, Ahmed Abu Hussein, Ghufran Harun Warasneh, Shireen Abu Akleh e tantos outros, as FDI tentam intimidar os palestinos e impedir a cobertura medi\u00e1tica da sua coloniza\u00e7\u00e3o atual da Palestina.<\/p>\n<p>Algumas pessoas poderiam esperar que o presidente Biden desaprovasse o comportamento de Israel, dado que se autoproclamou campe\u00e3o da imprensa livre. Por exemplo, no in\u00edcio deste ano, Biden emitiu uma declara\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa na qual criticava as medidas repressivas da R\u00fassia contra a imprensa livre e afirmava que \u201cos jornalistas cobrem a guerra, denunciam a corrup\u00e7\u00e3o, documentam os danos ambientais, erguem os marginalizados, defendem nossas comunidades e pedem contas aos poderosos. E por isso, com muita frequ\u00eancia, s\u00e3o assassinados, presos, violados, amea\u00e7ados e acossados. As mulheres jornalistas, h\u00e1 muito tempo minorit\u00e1rias nas reda\u00e7\u00f5es, s\u00e3o um objetivo desproporcional destes ataques, tanto dentro como fora da rede\u201d [7] Continuou prometendo que \u201cpodemos e devemos fazer mais para proteger e apoiar a m\u00eddia independente, e para prestar contas a aqueles que tentam silenciar as vozes essenciais para uma governan\u00e7a transparente, digna de confian\u00e7a e receptiva\u201d. Isto \u00e9 coerente com a postura geral dos Estados Unidos de defender retoricamente os ideais liberais na pol\u00edtica externa.<\/p>\n<p>Entretanto, os supostos valores liberais dos EUA est\u00e3o completamente subordinados aos seus interesses como pot\u00eancia imperialista global. No caso da morte de Shireen Abu Akleh, Joe Biden quer manter a rela\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos com Israel, que \u00e9 um s\u00f3cio menor fundamental para os Estados Unidos no Oriente M\u00e9dio. O forte compromisso militar e ideol\u00f3gico de Israel para opor-se ao nacionalismo \u00e1rabe e ao comunismo faz com que este se encaixe perfeitamente com os EUA. Desde 1968, os EUA e Israel t\u00eam colaborado para desmantelar e opor-se a essas for\u00e7as pol\u00edticas que poderiam ter desafiado o acesso dos EUA \u00e0 riqueza econ\u00f4mica do Oriente M\u00e9dio, inclu\u00edda a riqueza petroleira da regi\u00e3o. De fato, em 1986, Biden explicou ao Senado estadunidense: \u201cSe n\u00e3o existisse Israel, os Estados Unidos de Am\u00e9rica teriam que inventar um Israel para proteger seus interesses na regi\u00e3o\u201d. Reiteradas vezes, os Estados Unidos optaram por defender s\u00f3cios menores como Israel ao inv\u00e9s de defender seus supostos valores liberais.<\/p>\n<p>O caso de Shireen Abu Akleh o torna mais evidente que nunca, j\u00e1 que a ret\u00f3rica de Biden sobre a prote\u00e7\u00e3o das jornalistas da viol\u00eancia se choca com as a\u00e7\u00f5es de sua administra\u00e7\u00e3o em resposta \u00e0 sua morte. Ap\u00f3s a morte de Shireen Abu Akleh, o governo estadunidense levou a cabo sua pr\u00f3pria investiga\u00e7\u00e3o, nos bastidores, sobre sua morte. As conclus\u00f5es, de apenas alguns par\u00e1grafos, foram publicadas no site do Departamento de Estado. O relat\u00f3rio conclu\u00eda que \u201cos disparos a partir de posi\u00e7\u00f5es das FDI foram provavelmente respons\u00e1veis pela morte de de Shireen Abu Akleh\u201d. Entretanto, o Departamento de Estado esclareceu que a investiga\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o encontrou nenhuma raz\u00e3o para acreditar que foi intencional, mas o resultado de circunst\u00e2ncias tr\u00e1gicas durante uma opera\u00e7\u00e3o militar dirigida pelas FDI contra fac\u00e7\u00f5es da Jihad Isl\u00e2mica Palestina em 11 de maio de 2022, em Jenin, que se seguiu a uma s\u00e9rie de atentados terroristas em Israel\u201d.<\/p>\n<p>Trata-se, com certeza, de uma declara\u00e7\u00e3o absurda, dado que todas as investiga\u00e7\u00f5es concordam que n\u00e3o havia mais ningu\u00e9m presente quando Shireen foi assassinada, salvo seus companheiros jornalistas. O Departamento de Estado parece esperar que o mundo acredite que uma unidade de elite de atiradores das FDI disparou por acidente contra uma mulher que usava um colete de imprensa muito evidente, sem que houvesse combatentes presentes. Biden continuou repetindo esta linha durante sua visita ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, aquele m\u00eas, dizendo-lhe que \u201cos Estados Unidos continuar\u00e3o defendendo a liberdade de imprensa em todo o mundo\u201d[8] A realidade desta declara\u00e7\u00e3o, certamente, \u00e9 que Biden n\u00e3o fez nada para pressionar Israel para que castigue ou mesmo identifique o assassino de Akleh.<\/p>\n<p>Israel n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds cujos crimes Biden est\u00e1 disposto a ignorar por ser s\u00f3cio menor do imperialismo estadunidense. No in\u00edcio deste ano, quando o corpo do economista dissidente eg\u00edpcio Ayman Hadhoud foi devolvido \u00e0 sua esposa com marcas que sugeriam que tinha sido torturado at\u00e9 \u00e0 morte pelo ex\u00e9rcito eg\u00edpcio, o Departamento de Estado n\u00e3o condenou o governo eg\u00edpcio por este evidente e brutal assassinato. Em vez disso, o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, qualificou o caso de \u201cprofundamente preocupante&#8221; e fez um chamado aos eg\u00edpcios para que conduzissem uma \u201cinvestiga\u00e7\u00e3o exaustiva, transparente e confi\u00e1vel\u201d sem demora\u201d[9] Como no caso de Shireen Abu Akleh, o Departamento de Estado sabia muito bem quem tinha matado Ayman Hadhoud, e n\u00e3o se importou. Sua morte n\u00e3o provocou nenhuma mudan\u00e7a na antiga pol\u00edtica dos Estados Unidos de vender armas ao regime militar eg\u00edpcio pelo valor de bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Como Israel, o Egito desempenha um papel fundamental para assegurar o dom\u00ednio militar estadunidense no Oriente M\u00e9dio e, portanto, como Israel, os Estados Unidos se contenta em ignorar os brutais crimes cometidos contra pessoas comuns para continuar sua rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, Shireen Abu Akleh continua sendo o elefante na sala cada vez que Biden ou seu Departamento de Estado falam de direitos civis ou de liberdade de imprensa. As provas da culpabilidade de Israel s\u00e3o n\u00edtidas como \u00e1gua e, no entanto, os Estados Unidos continuam mantendo sua estreita rela\u00e7\u00e3o militar e pol\u00edtica com Israel sem nenhuma mudan\u00e7a. Biden podem afirmar que apoia a liberdade de imprensa, mas suas a\u00e7\u00f5es falam mais que as palavras.<\/p>\n<p>Os trabalhadores estadunidenses tem que demonstrar que estamos do lado do povo palestino e que recha\u00e7amos o governo imperialista de Washington. Por isso, temos que pedir aos nossos sindicatos e institui\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias que respaldem o movimento BDS e continuem construindo a solidariedade e o apoio \u00e0 luta palestina.<\/p>\n<p><em>Fotos: Palestinos pintam um mural em mem\u00f3ria de Shireen Abu Akleh na cidade de Gaza, em 12 de maio. (Ashraf Amra \/ APA Images. (Abaixo) Protesto em Bel\u00e9m, 12 de miyo. <\/em><em>(Hazen Baer \/ AFP \/ Getty Images)<\/em><\/p>\n<p>NOTAS:<\/p>\n<p>[1]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.haaretz.com\/israel-news\/.premium-palestinian-gunman-in-idf-video-unlikely-to-have-killed-al-jazeera-1.10795122\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.haaretz.com\/israel-news\/.premium-palestinian-gunman-in-idf-video-unlikely-to-have-killed-al-jazeera-1.10795122<\/a>, AP:&nbsp;<a href=\"https:\/\/apnews.com\/article\/politics-west-bank-middle-east-israel-8df6c999627efcef2fe0ca2b401e7a2c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/apnews.com\/article\/politics-west-bank-middle-east-israel-8df6c999627efcef2fe0ca2b401e7a2c<\/a>, CNN:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2022\/05\/24\/middleeast\/shireen-abu-akleh-jenin-killing-investigation-cmd-intl\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.cnn.com\/2022\/05\/24\/middleeast\/shireen-abu-akleh-jenin-killing-investigation-cmd-intl\/index.html<\/a>, e The New York Times:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2022\/06\/20\/world\/middleeast\/palestian-journalist-killing-shireen.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.nytimes.com\/2022\/06\/20\/world\/middleeast\/palestian-journalist-killing-shireen.html<\/a>, entre outros.<\/p>\n<p>[2]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2022\/may\/19\/israel-will-not-hold-criminal-inquiry-into-killing-of-journalist-shireen-abu-aqleh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2022\/may\/19\/israel-will-not-hold-criminal-inquiry-into-killing-of-journalist-shireen-abu-aqleh<\/a>)<\/p>\n<p>[3]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.amnesty.org\/en\/documents\/mde15\/5141\/2022\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.amnesty.org\/en\/documents\/mde15\/5141\/2022\/en\/<\/a>)<\/p>\n<p>[4]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/sites\/default\/files\/Documents\/HRBodies\/HRCouncil\/CoIOPT\/A_HRC_40_74.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.ohchr.org\/sites\/default\/files\/Documents\/HRBodies\/HRCouncil\/CoIOPT\/A_HRC_40_74.pdf<\/a><\/p>\n<p>[5]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.vox.com\/2021\/5\/15\/22437688\/ap-al-jazeera-gaza-news-bureau-destroyed-live-israel-airstrike\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.vox.com\/2021\/5\/15\/22437688\/ap-al-jazeera-gaza-news-bureau-destroyed-live-israel-airstrike<\/a><\/p>\n<p>[6]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.womeninjournalism.org\/threats-all\/israel-ghufran-harun-warasneh-second-palestinian-woman-journalist-killed-in-west-bank-in-a-month\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.womeninjournalism.org\/threats-all\/israel-ghufran-harun-warasneh-second-palestinian-woman-journalist-killed-in-west-bank-in-a-month<\/a><\/p>\n<p>[7]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.whitehouse.gov\/briefing-room\/statements-releases\/2022\/05\/03\/statement-by-president-joe-biden-on-the-occasion-of-world-press-freedom-day-2022\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.whitehouse.gov\/briefing-room\/statements-releases\/2022\/05\/03\/statement-by-president-joe-biden-on-the-occasion-of-world-press-freedom-day-2022\/<\/a><\/p>\n<p>[8]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aljazeera.com\/news\/2022\/7\/15\/palestinians-expect-little-as-biden-travels-to-occupied-west-bank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.aljazeera.com\/news\/2022\/7\/15\/palestinians-expect-little-as-biden-travels-to-occupied-west-bank<\/a>)<\/p>\n<p>[9]&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/us-state-dept-says-death-egyptian-research-requires-investigation-2022-05-02\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/us-state-dept-says-death-egyptian-research-requires-investigation-2022-05-02\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na primeira hora da manh\u00e3 de 11 de maio, na cidade palestina de Jenin, a jornalista palestino-estadunidense Shireen Abu Akleh foi assassinada por francoatiradores israelenses. 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