{"id":67192,"date":"2022-06-22T14:24:38","date_gmt":"2022-06-22T17:24:38","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=67192"},"modified":"2022-08-08T18:07:44","modified_gmt":"2022-08-08T18:07:44","slug":"a-inflacao-ataca-os-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/06\/22\/a-inflacao-ataca-os-trabalhadores\/","title":{"rendered":"A infla\u00e7\u00e3o ataca os trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p><em>Atualmente, h\u00e1 uma onda inflacion\u00e1ria em todo o mundo gerada especialmente pelo aumento da energia e dos alimentos. Existe uma explica\u00e7\u00e3o marxista do por que esta situa\u00e7\u00e3o ocorre. As fam\u00edlias trabalhadoras sofrem duramente na pr\u00f3pria carne com a perda do poder de compra do sal\u00e1rio. Os setores mais baixos caem diretamente na pobreza extrema e na mis\u00e9ria. Como responder a este novo ataque do capitalismo?<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n<p>Vejamos alguns dados. Nos Estados Unidos, houve em maio uma infla\u00e7\u00e3o interanual (compara\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os com o mesmo m\u00eas do ano anterior) de 8,6%, a mais alta em 40 anos. O aumento dos alimentos supera 10% enquanto que a gasolina chegou ao seu recorde hist\u00f3rico de 5 d\u00f3lares o gal\u00e3o (3,785 litros), 60 % superior a um ano atr\u00e1s!, em um pa\u00eds em que parte importante da popula\u00e7\u00e3o (inclusive os trabalhadores) usa o autom\u00f3vel <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, segundo uma estimativa preliminar da Eurostat, o escrit\u00f3rio de estat\u00edstica da Uni\u00e3o Europeia, a infla\u00e7\u00e3o anual da zona do euro (os pa\u00edses do continente que usam esta moeda comum) alcan\u00e7ou 8,1% em maio de 2022.&nbsp; Em uma an\u00e1lise por setores, o aumento no item \u201cenergia\u201d chega a quase 40%. Em alguns pa\u00edses, supera amplamente 10% (Eslov\u00e1quia, Let\u00f4nia e Litu\u00e2nia), e na Est\u00f4nia chega a 20%<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Vejamos os pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o imperialistas, mas tem um desenvolvimento m\u00e9dio e peso regional. O Brasil, em abril passado, registrava uma infla\u00e7\u00e3o interanual de 12,13%, a mais alta dos \u00faltimos 20 anos<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn3\">[3]<\/a>. Na Argentina, essa compara\u00e7\u00e3o mostra um aumento de 60,7%<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn4\">[4]<\/a>, apenas superada pela Turquia, que registrou 69,67%<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn5\">[5]<\/a>. Embora os economistas burgueses n\u00e3o definam estes n\u00edveis como \u201chiperinfla\u00e7\u00e3o\u201d a verdade \u00e9 que ambos os pa\u00edses vivem um processo de \u201cliquefa\u00e7\u00e3o\u201d de suas moedas nacionais e encabe\u00e7am o \u201cranking mundial inflacion\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p><strong>A infla\u00e7\u00e3o \u00e9 produto do capitalismo<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 comum que diante de processos que atingem duramente os trabalhadores e as massas, como as crises econ\u00f4micas (com suas sequelas de planos de ajuste, desemprego e ataques \u00e0s conquistas trabalhistas) e a infla\u00e7\u00e3o, a m\u00eddia e os pol\u00edticos burgueses, e os capitalistas em geral, culpam as causas objetivas alheias a eles, como se se tratasse de consequ\u00eancias de \u201ccat\u00e1strofes naturais\u201d. Nos \u00faltimos anos, diziam que a crise econ\u00f4mica era causada pela pandemia da Covid-19; agora nos dizem que a culpa desta onda inflacion\u00e1ria \u00e9 da guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, tanto a pandemia como a guerra s\u00e3o fatos que impactam sobre a economia e tem consequ\u00eancias econ\u00f4micas, mas n\u00e3o s\u00e3o as que originaram a crise nem a infla\u00e7\u00e3o: o que fizeram foi agravar e acelerar tend\u00eancias e din\u00e2micas que j\u00e1 existiam. Vejamos a infla\u00e7\u00e3o, ou seja, o aumento generalizado dos pre\u00e7os das mercadorias e servi\u00e7os que \u00e9 gerada por processos profundos do funcionamento do sistema capitalista e s\u00e3o potencializados (como uma \u201conda expansiva\u201d) por diversos mecanismos que a retroalimentam.<\/p>\n<p>O que s\u00e3o os pre\u00e7os? Aqui \u00e9 necess\u00e1rio retomar conceitos b\u00e1sicos elaborados por Karl Marx, em sua <strong>teoria do valor-trabalho<\/strong>: o valor contido ou expresso em uma mercadoria \u00e9 o tempo de for\u00e7a de trabalho socialmente necess\u00e1rio para produzi-la. Essa \u00e9 a base sobre a qual estas mercadorias ser\u00e3o trocadas no mercado. Neste processo de circula\u00e7\u00e3o e troca, aparece outro elemento: o dinheiro, que atua como intermedi\u00e1rio das opera\u00e7\u00f5es. As diferentes mercadorias s\u00e3o trocadas em uma propor\u00e7\u00e3o que acaba sendo definida pelo seu pre\u00e7o.<\/p>\n<p>O dinheiro \u00e9 a express\u00e3o gen\u00e9rica do valor, de determinada quantidade de trabalho social abstrato. \u00c9 o <em>equivalente geral<\/em>, a mercadoria onde o resto das mercadorias expressam seu valor, refletem sua <u><a href=\"http:\/\/www.monografias.com\/trabajos\/discriminacion\/discriminacion.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">igualdad<\/a>e <\/u>e sua proporcionalidade quantitativa. Segundo palavras de Marx: <em>\u201cO dinheiro \u00e9 a forma mais acabada de valor\u201d<\/em>. A aceita\u00e7\u00e3o universal deste papel do dinheiro permite sua utiliza\u00e7\u00e3o como <em>meio de pagamento.<\/em><\/p>\n<p>Se <em>\u201cO dinheiro \u00e9 a forma mais acabada de valor\u201d<\/em> isso significa que a massa total de dinheiro \u00e9 equivalente \u00e0 massa total do valor, expressa em uma quantidade determinada de produto material. Por isso, se essa massa de dinheiro cresce nominalmente a um ritmo superior ao do novo valor produzido, podemos dizer que \u201csobra dinheiro\u201d e isto deriva em uma deprecia\u00e7\u00e3o de cada unidade de moeda como \u201cmeio de pagamento\u201d.<\/p>\n<p>A realidade nos mostra que essa massa de dinheiro vem aumentando no mundo constantemente desde h\u00e1 d\u00e9cadas pela emiss\u00e3o crescente tanto de c\u00e9dulas como de t\u00edtulos p\u00fablicos. Um processo que se acentuou com os grandes \u201cpacotes de ajuda\u201d aos bancos e empresas por parte dos bancos centrais dos EUA e Europa (como em outros pa\u00edses), chamados eufemisticamente de \u201cinje\u00e7\u00f5es de liquidez\u201d e, mais recentemente, pelo pacote econ\u00f4mico lan\u00e7ado pelo presidente Joe Biden. Tudo isto acaba se expressando em uma infla\u00e7\u00e3o que se converte, crescentemente, em estrutural, na economia capitalista, inclusive em fases de estagna\u00e7\u00e3o ou descenso (a estagfla\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Sobre esta base estrutural come\u00e7am a operar os mecanismos de \u201conda expansiva\u201d da infla\u00e7\u00e3o que, por sua vez, a retroalimentam. Em primeiro lugar, os pre\u00e7os das <em>commodities<\/em>&nbsp;s\u00e3o mundiais. Isto significa que, se o pre\u00e7o de alguma delas sobe nos mercados europeus pela guerra na Ucr\u00e2nia, subir\u00e1 em todo o mundo, inclusive nos mercados de regi\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o afetadas diretamente pelo conflito.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, se os pre\u00e7os das <em>commodities<\/em> aumentam, como a energia ou os cereais, todos os demais pre\u00e7os tendem a aumentar. Por um lado, por parte dos capitalistas que utilizam esses insumos e assim transferem esse maior custo. Por outro, pelo que se chama \u201co lance pelos pre\u00e7os relativos\u201d, um mecanismo de disputa interburguesa nos mercados da mais valia extra\u00edda. Tudo conflui em um aumento generalizado de pre\u00e7os (a infla\u00e7\u00e3o) que acaba atacando o poder aquisitivo do consumidor, especialmente dos trabalhadores cujo \u201cpre\u00e7o\u201d (o sal\u00e1rio) sempre perde nesse \u201clance\u201d.<\/p>\n<p><strong>A queda do poder aquisitivo<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 muito poss\u00edvel que para muitos trabalhadores seja dif\u00edcil entender estes mecanismos econ\u00f4micos. Mas sofrem e compreendem as consequ\u00eancias da infla\u00e7\u00e3o, porque seu sal\u00e1rio pode comprar cada vez menos mercadorias e servi\u00e7os, inclusive se conseguem aumentos nominais. Em outras palavras, seu sal\u00e1rio cada vez vale menos. A burguesia usa a infla\u00e7\u00e3o para diminuir o valor do sal\u00e1rio, aumentar o n\u00edvel de explora\u00e7\u00e3o e a quantidade de mais valia extra\u00edda. \u00c9 o que os economistas burgueses chamam de \u201cperda ou queda do poder aquisitivo\u201d.<\/p>\n<p>Vejamos alguns dados recentes em diferentes pa\u00edses do mundo. Nos EUA, em 2021, o sal\u00e1rio aumentou 4,7% enquanto que a infla\u00e7\u00e3o foi de 6,6%<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn6\">[6]<\/a>; na Espanha, calcula-se que em fins de 2022 os trabalhadores ter\u00e3o perdido poder de compra equivalente a um m\u00eas de seu sal\u00e1rio (mais de 8%)<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn7\">[7]<\/a>; no M\u00e9xico, uma manchete de um importante jornal: \u201cO poder aquisitivo dos mexicanos em queda livre pela infla\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn8\">[8]<\/a>; no Brasil, um informe da CNC (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo) disse que \u201ca infla\u00e7\u00e3o derruba o poder de compra de 90% das profiss\u00f5es\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn9\">[9]<\/a>. Na Argentina, um estudo do IARAF (Instituto Argentino de An\u00e1lise Fiscal) informa que, nos \u00faltimos 30 meses, os sal\u00e1rios e as aposentadorias perderam, em m\u00e9dia, um ter\u00e7o de seu poder de compra<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn10\">[10]<\/a>. Outra not\u00edcia deste pa\u00eds indica que em maio de 2022 o consumo varejista caiu 6,7%<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Os dados falam por si mesmos. Entretanto, \u00e9 necess\u00e1rio assinalar que a realidade \u00e9 ainda pior, por v\u00e1rias raz\u00f5es. Em primeiro lugar, esta queda do poder de compra do sal\u00e1rio vem desde muito antes dos per\u00edodos tomados por esses estudos e informes. Em segundo lugar, eles consideram uma infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia enquanto que, como vimos, os maiores aumentos ocorrem na energia e alimentos, setores de forte impacto em um or\u00e7amento familiar; ou seja, a queda real \u00e9 superior ao mero c\u00e1lculo de \u201cinfla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia \u2013 aumento salarial\u201d. Em terceiro lugar, como vimos, este processo inflacion\u00e1rio se mant\u00e9m e se aprofunda, aumentando seu impacto.<\/p>\n<p>O que para um setor de fam\u00edlias trabalhadoras significa comprar menos produtos e servi\u00e7os ou baixar sua qualidade, para as faixas mais baixas representa diretamente entrar em uma situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema e mis\u00e9ria, ou seja, que v\u00e3o passar fome. Um estudo da ONG Oxfam informa que em 2022 <em>\u201cmais de 263 milh\u00f5es de pessoas podem cair na pobreza extrema\u201d<\/em>, chegando assim a um total de <em>\u201c860 milh\u00f5es de pessoas vivendo na mis\u00e9ria\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn12\"><strong>[12]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n<p>Uma realidade que n\u00e3o pode ser ocultada nem sequer pelos organismos econ\u00f4micos internacionais do imperialismo. Um informe recente do Banco Mundial expressa: <em>\u201cDurante quase 25 anos, o n\u00famero de pessoas que vivem na pobreza extrema\u2026diminuiu constantemente. Entretanto, a tend\u00eancia foi interrompida em 2020,quando a pobreza come\u00e7ou a aumentar\u2026A infla\u00e7\u00e3o induzida pelo pre\u00e7o dos alimentos pode ter um impacto particularmente devastador nas fam\u00edlias pobres: uma pessoa t\u00edpica de um pa\u00eds de baixa renda gasta em torno de dois ter\u00e7os de seus recursos em alimentos\u2026\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn13\"><strong>[13]<\/strong><\/a><\/em><em>.<\/em><\/p>\n<p><strong>Crescem as lutas oper\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>Nesse marco, os trabalhadores e as massas protagonizaram numerosas lutas contra esta realidade de empobrecimento. Em 2019, uma onda de rebeli\u00f5es e revolu\u00e7\u00f5es se estendeu por diversas regi\u00f5es do mundo. Na Am\u00e9rica Latina, teve seu epicentro no processo revolucion\u00e1rio do Chile. Foram processos explosivos, com mobiliza\u00e7\u00f5es que enfrentaram duras repress\u00f5es, e com a juventude precarizada e sem futuro na vanguarda destes enfrentamentos. Em geral, a classe trabalhadora n\u00e3o interveio nos processos a partir de suas estruturas e organiza\u00e7\u00f5es nem com seus m\u00e9todos, mas dissolvida dentro das massas em luta.<\/p>\n<p>Em 2020, o impacto da pandemia provocou um impasse em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o do movimento de massas mas, inclusive nesse marco, as rebeli\u00f5es antirracistas explodiram e se espalharam nos EUA. No final daquele ano, houve uma importante greve geral na \u00cdndia que, pelo n\u00famero de participantes, \u00e9 considerada a maior da hist\u00f3ria mundial. Em 2021, os trabalhadores e as massas come\u00e7aram a retomar a din\u00e2mica de 2019: em mar\u00e7o, ocorreu uma eclos\u00e3o social no Paraguai contra o governo do Partido Colorado e, em junho, na Col\u00f4mbia, iniciou-se uma onda de mobiliza\u00e7\u00f5es contra o governo de Iv\u00e1n Duque, \u00e0 qual o regime respondeu com uma feroz repress\u00e3o. Salvo o caso da greve geral na \u00cdndia, estes processos mantiveram as caracter\u00edsticas que analisamos naqueles de 2019 e nas rebeli\u00f5es antirracistas dos EUA.<\/p>\n<p>Entretanto, em 2021 se manifestou o in\u00edcio de uma mudan\u00e7a importante: a presen\u00e7a da classe trabalhadora a partir de suas estruturas, com sua organiza\u00e7\u00e3o e seus m\u00e9todos. Ao longo do ano uma onda de greves se desenvolveu nos EUA (minorit\u00e1ria mas importante) que, dos setores da educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os, predominantes nas lutas anteriores, se estendeu com for\u00e7a aos trabalhadores industriais, que h\u00e1 muitos anos estavam ausentes de cena<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn14\">[14]<\/a>. Na \u00c1frica do Sul, os trabalhadores metal\u00fargicos (agrupados no poderoso sindicato NUMSA) realizaram uma forte greve por aumento de sal\u00e1rios.<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn15\">[15]<\/a>&nbsp; Na B\u00e9lgica, no in\u00edcio de dezembro, milhares de manifestantes marcharam pelas ruas de Bruxelas, convocados por todas as centrais sindicais, contra a infla\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m contra os ataques aos dirigentes sindicais<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>Em 2022, a resposta ao impacto negativo da infla\u00e7\u00e3o e a perda do valor do sal\u00e1rio parece confirmar esta tend\u00eancia de entrada na luta dos trabalhadores organizados a partir de suas estruturas. Se percorrermos a m\u00eddia e p\u00e1ginas do mundo, algumas delas especializadas no mundo sindical e do trabalho, vemos que, um tanto ocultas pelos meios de imprensa da burguesia, lutas oper\u00e1rias est\u00e3o acontecendo em muitos pa\u00edses e regi\u00f5es. Entre eles, em uma lista muito incompleta:<\/p>\n<ul>\n<li>Os trabalhadores de carga, descarga e log\u00edstica da Coreia do Sul realizam uma greve que afeta as f\u00e1bricas de autom\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos, constru\u00e7\u00e3o de barcos etc.<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn17\">[17]<\/a><\/li>\n<li>. O sindicato metal\u00fargico IG Metall anunciou novas greves em nove cidades alem\u00e3s por aumentos salariais na ind\u00fastria sider\u00fargica<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn18\">[18]<\/a>.<\/li>\n<li>Na Turquia, se desenvolve o que \u00e9 descrito como <em>\u201cuma onda de greves que percorre o pa\u00eds\u201d<\/em>contra&nbsp;<em>\u201ca infla\u00e7\u00e3o desenfreada\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn19\"><strong>[19]<\/strong><\/a>.<\/em><\/li>\n<li>Os metal\u00fargicos do Pa\u00eds Basco implementam um plano de luta, por diversas reivindica\u00e7\u00f5es, que inclui tr\u00eas dias de greve<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn20\">[20]<\/a>.<\/li>\n<li>No setor do transporte a\u00e9reo, em maio, diversos sindicatos de v\u00e1rios pa\u00edses europeus anunciaram que paralisariam se a empresa Ryan Air n\u00e3o melhorasse as condi\u00e7\u00f5es salariais e trabalhistas <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn21\">[21]<\/a>. Na Fran\u00e7a, os trabalhadores do aeroporto Charles De Gaulle em Paris, realizam uma luta por um aumento salarial de 300 euros e pela recupera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho perdidos durante a pandemia<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn22\">[22]<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outros setores sociais tamb\u00e9m est\u00e3o em luta contra o impacto empobrecedor da infla\u00e7\u00e3o.&nbsp; No Equador, a organiza\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas e camponeses CONAIE lidera uma luta contra o governo de Guillermo Lasso e o primeiro ponto de suas reivindica\u00e7\u00f5es \u00e9 <em>\u201cRedu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o mais aumento do pre\u00e7o dos&nbsp;combust\u00edveis<\/em>\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftn23\">[23]<\/a>.<\/p>\n<p>A grande maioria das burocracias sindicais trabalha para que estas lutas n\u00e3o ocorram e tentam convencer os trabalhadores para que aceitem as perdas salariais e conquistas trabalhistas ou a redu\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho. E, quando n\u00e3o podem impedi-las, tentam evitar que essas lutas se estendam, se aprofundem e se unifiquem.<\/p>\n<p>Mas, inclusive, nestas dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es, cresce o n\u00famero de greves. Se esta tend\u00eancia se mantiver, significar\u00e1 um elemento de grande import\u00e2ncia para a din\u00e2mica da luta de classes no mundo. Nesse marco, seria tamb\u00e9m um processo central para a LIT-QI, porque nos reivindicamos como uma organiza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria e \u00e9 a\u00ed onde desenvolvemos nossa principal interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Algumas considera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Esta s\u00e9rie de greves ocorre por objetivos econ\u00f4micos, por\u00e9m tem uma profunda significa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, porque aponta contra o cora\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica central das burguesias: descarregar sobre as costas da classe trabalhadora o custo da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e consolidar um n\u00edvel salarial muito mais baixo, e com isso, um n\u00edvel mais alto de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No marco de nossa solidariedade, apoio e interven\u00e7\u00e3o nesse processo, apresentamos as seguintes propostas imediatas: Por um aumento geral de sal\u00e1rios! Por um sal\u00e1rio b\u00e1sico que cubra o custo de uma cesta b\u00e1sica familiar! Por reajustes salariais autom\u00e1ticos que cubram a infla\u00e7\u00e3o! Ao mesmo tempo, \u00e9 necess\u00e1rio romper o isolamento dessas lutas. Por isso, temos que impulsionar sua unifica\u00e7\u00e3o e sua coordena\u00e7\u00e3o na perspectiva de uma greve geral pelos pontos que assinalamos anteriormente.<\/p>\n<p>Nos referimos ao nefasto papel das burocracias sindicais. Por isso, as greves colocam, desde o in\u00edcio e no calor de seu desenvolvimento, a necessidade do surgimento de novos dirigentes oper\u00e1rios, na perspectiva da constru\u00e7\u00e3o de uma nova dire\u00e7\u00e3o, para lutar de forma organizada e coordenada.<\/p>\n<p>Diante das respostas dos governos e burgueses de que \u201cn\u00e3o podem fazer outra coisa\u201d, abre-se o espa\u00e7o para propostas mais avan\u00e7adas, como \u201cabertura dos livros de contabilidade\u201d e \u201ccontrole oper\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o\u201d. Ao mesmo tempo, as lutas nos apresentam a possibilidade (e a necessidade) de explicar pacientemente como esta realidade dos ataques (queda do poder de compra do sal\u00e1rio pela infla\u00e7\u00e3o, perda de postos de trabalho e de conquistas trabalhistas, etc) \u00e9 resultado do sistema capitalista e que, se n\u00e3o acabarmos com ele, continuar\u00e3o piorando cada vez mais.<\/p>\n<p>Nossa classe est\u00e1 come\u00e7ando a lutar das suas estruturas, com sua organiza\u00e7\u00e3o e seus m\u00e9todos. \u00c9 uma tarefa central nos vincular e intervir nesse processo para impulsionar seu avan\u00e7o e seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Notas:<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.clarin.com\/mundo\/inflacion-unidos-precio-nafta-llego-5-dolares-galon-record-jamas-alcanzado_0_f7LvLWS9Qk.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.clarin.com\/mundo\/inflacion-unidos-precio-nafta-llego-5-dolares-galon-record-jamas-alcanzado_0_f7LvLWS9Qk.html<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/economia\/inflacion-dispara-eurozona-8-1-marca-nuevo-record_1_9038844.html#:~:text=Nuevo%20r%C3%A9cord.,estad%C3%ADstica%20de%20la%20Uni%C3%B3n%20Europea\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.eldiario.es\/economia\/inflacion-dispara-eurozona-8-1-marca-nuevo-record_1_9038844.html#:~:text=Nuevo%20r%C3%A9cord.,estad%C3%ADstica%20de%20la%20Uni%C3%B3n%20Europea<\/a>.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn3\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2022\/05\/11\/ipca-inflacao-fica-em-106percent-em-abril.ghtml<\/p>\n<p><a name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;https:\/\/datosmacro.expansion.com\/ipc-paises\/argentina#:~:text=La%20variaci%C3%B3n%20mensual%20del%20IPC,es%20del%2023%2C1%25<\/p>\n<p><a name=\"_ftn5\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;https:\/\/eleconomista.com.ar\/internacional\/inflacion-anual-record-turquia-n52944<\/p>\n<p><a name=\"_ftn6\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/mises.org\/es\/wire\/los-salarios-reales-se-desploman-mientras-la-inflacion-golpea-la-recuperacion-de-eeuu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/mises.org\/es\/wire\/los-salarios-reales-se-desploman-mientras-la-inflacion-golpea-la-recuperacion-de-eeuu<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn7\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.elindependiente.com\/economia\/2022\/05\/31\/los-trabajadores-perderan-de-media-1-100-euros-por-la-inflacion-en-2022\/#:~:text=As%C3%AD%2C%20cuando%202022%20finalice%20los,de%20media%2C%20para%20ser%20exactos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.elindependiente.com\/economia\/2022\/05\/31\/los-trabajadores-perderan-de-media-1-100-euros-por-la-inflacion-en-2022\/#:~:text=As%C3%AD%2C%20cuando%202022%20finalice%20los,de%20media%2C%20para%20ser%20exactos<\/a>.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn8\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/elpais.com\/mexico\/economia\/2022-03-14\/el-poder-adquisitivo-de-los-mexicanos-en-caida-libre-por-la-inflacion.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/elpais.com\/mexico\/economia\/2022-03-14\/el-poder-adquisitivo-de-los-mexicanos-en-caida-libre-por-la-inflacion.html<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn9\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref9\">[9]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/business\/inflacao-derruba-poder-de-compra-de-90-das-profissoes-aponta-cnc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Infla\u00e7\u00e3o derruba poder de compra de 90% das profiss\u00f5es, aponta CNC | CNN Brasil<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn10\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref10\">[10]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/economia\/2022\/04\/05\/cuanto-poder-adquisitivo-perdieron-los-salarios-y-las-jubilaciones-en-los-ultimos-4-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.infobae.com\/economia\/2022\/04\/05\/cuanto-poder-adquisitivo-perdieron-los-salarios-y-las-jubilaciones-en-los-ultimos-4-anos\/<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn11\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref11\">[11]<\/a>&nbsp;https:\/\/www.perfil.com\/noticias\/economia\/el-impacto-de-la-inflacion-en-el-consumo-lo-lleva-a-caer-67-en-mayo.phtml<\/p>\n<p><a name=\"_ftn12\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref12\">[12]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.oxfam.org.br\/noticias\/mais-263-milhoes-de-pessoas-podem-cair-na-extrema-pobreza-em-2022-alerta-novo-relatorio-oxfam\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.oxfam.org.br\/noticias\/mais-263-milhoes-de-pessoas-podem-cair-na-extrema-pobreza-em-2022-alerta-novo-relatorio-oxfam\/<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn13\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref13\">[13]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bancomundial.org\/es\/topic\/poverty\/overview\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pobreza: Panorama general (bancomundial.org)<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn14\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref14\">[14]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/67597-2\/\">Gran oleada de huelgas en Estados Unidos \u2013 LIT-CI (litci.org)<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn15\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref15\">[15]<\/a>&nbsp;https:\/\/litci.org\/pt\/65270-2\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn16\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref16\">[16]<\/a>&nbsp;https:\/\/es.euronews.com\/2021\/12\/06\/todo-sube-menos-nuestros-salarios-belgica-protesta-contra-la-inflacion<\/p>\n<p><a name=\"_ftn17\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref17\">[17]<\/a>&nbsp;https:\/\/www.thecommunists.net\/worldwide\/asia\/south-korea-statement-on-mass-strike-of-cargo-workers<\/p>\n<p><a name=\"_ftn18\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref18\">[18]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.dw.com\/es\/sindicato-metal%C3%BArgico-alem%C3%A1n-anuncia-nuevas-huelgas\/a-62104505\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sindicato metal\u00fargico alem\u00e1n anuncia nuevas huelgas | Europa al d\u00eda | DW | 12.06.2022<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn19\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref19\">[19]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.elperiodico.com\/es\/internacional\/20220221\/oleada-huelgas-recorre-turquia-13223704\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Una oleada de huelgas recorre Turqu\u00eda (elperiodico.com)<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn20\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref20\">[20]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.eitb.eus\/es\/noticias\/economia\/detalle\/8871011\/huelga-en-metal-de-bizkaia-dias-23-y-30-de-junio-y-1-de-julio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Huelga en el metal de Bizkaia los d\u00edas 23 y 30 de junio y 1 de julio (eitb.eus)<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn21\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref21\">[21]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.elmundo.es\/economia\/empresas\/2022\/05\/25\/628df44dfc6c83c3218b45c2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.elmundo.es\/economia\/empresas\/2022\/05\/25\/628df44dfc6c83c3218b45c2.html<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn22\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-inflacion-golpea-a-los-trabajadores\/#_ftnref22\">[22]<\/a>&nbsp;https:\/\/es.euronews.com\/2022\/06\/09\/huelga-de-los-trabajadores-aeroportuarios-y-cancelaciones-de-vuelos-en-francia<\/p>\n<p><a name=\"_ftn23\"><\/a><u>[23]<\/u><u> https:\/\/litci.org\/pt\/equador-as-massas-voltam-as-ruas-agora-contra-o-banqueiro-lasso\/<\/u><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, h\u00e1 uma onda inflacion\u00e1ria em todo o mundo gerada especialmente pelo aumento da energia e dos alimentos. 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