{"id":67063,"date":"2022-06-06T14:47:14","date_gmt":"2022-06-06T17:47:14","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=67063"},"modified":"2022-06-06T14:47:14","modified_gmt":"2022-06-06T17:47:14","slug":"venezuela-os-trabalhadores-das-empresas-basicas-de-guayana-comecam-a-perder-o-medo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/06\/06\/venezuela-os-trabalhadores-das-empresas-basicas-de-guayana-comecam-a-perder-o-medo\/","title":{"rendered":"Venezuela| Os trabalhadores das empresas b\u00e1sicas de Guayana come\u00e7am a perder o medo"},"content":{"rendered":"<p><em>No dia 15 de abril passado, os trabalhadores da Sider\u00fargica do Orinoco (SIDOR) decidiram n\u00e3o aceitar mais abusos da patronal e come\u00e7aram uma greve de bra\u00e7os cruzados que se estendeu desde a \u00e1rea de lingotes at\u00e9 o resto das \u00e1reas operativas da planta.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por: Hip\u00f3lito Cede\u00f1o<\/strong><\/p>\n<p>As raz\u00f5es? A falta de congru\u00eancia entre o que estavam recebendo como sal\u00e1rio e o decretado pelo Governo de Nicol\u00e1s Maduro como aumento salarial. Entretanto, essa foi s\u00f3 a \u00faltima gota d\u2019\u00e1gua que entornou o copo, das muitas irregularidades que vem ocorrendo na empresa.<\/p>\n<p><strong>ANTECEDENTES<\/strong><\/p>\n<p>Na Venezuela, pa\u00eds que foi chamado nos anos 80 do s\u00e9culo passado de<em> \u201cVitrine de Am\u00e9rica Latina\u201d<\/em>, por ter uma das rendas per capita mais altas da regi\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o petroleira, que proporcionava mais de 90% das divisas que entravam no pa\u00eds, degenerou em uma crise econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social, provocada pelo saque da burguesia local e transnacional e um endividamento corrupto que provocaram uma insurrei\u00e7\u00e3o popular em 1989, duas tentativas de golpe de Estado em 1992, uma destitui\u00e7\u00e3o presidencial em 1993 e o triunfo eleitoral presidencial do autor da primeira tentativa dos golpes de Estado mencionados, Hugo Ch\u00e1vez, em 1998.<\/p>\n<p>Apesar de contar com um imenso apoio popular, que o restitu\u00edram ao poder, depois do golpe de Estado de abril de 2002, de ter promulgado uma nova Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica em 1999, de ter contado com todos os poderes \u2013 depois que a oposi\u00e7\u00e3o decidiu n\u00e3o participar nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de 2004 \u2013 e de contar com as maiores receitas de divisas por exporta\u00e7\u00f5es petroleiras que jamais outro governo teve. Em 17 anos, Ch\u00e1vez administrou receitas na ordem de 960 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, com m\u00e9dia de 56 bilh\u00f5es anuais, 4 vezes mais que seu predecessor, Rafael Caldera, mas a crise multisetorial se mant\u00e9m.<\/p>\n<p>Sob o governo de Nicol\u00e1s Maduro, continua\u00e7\u00e3o do anterior, hoje a crise econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica se manifesta de formas variadas. O governo, que se diz socialista, culpava, em seu in\u00edcio, a heran\u00e7a nefasta de governos anteriores por todos os males do pa\u00eds. Mas, depois que, entre dois presidentes, soma-se 23 anos governando o pa\u00eds, acabou a desculpa anterior e vem surgindo outros culpados: a guerra econ\u00f4mica (ou seja, a t\u00edpica concorr\u00eancia desleal, o af\u00e3 de lucro a qualquer custo, <em>normal no capitalismo<\/em>) e as san\u00e7\u00f5es e bloqueios impostos pelos Estados Unidos (apesar de que as aplicadas no pa\u00eds v\u00eam de 2017, enquanto a crise se abriu em 2013-2014).<\/p>\n<p>Desde 2018, depois da terceira e pen\u00faltima convers\u00e3o cambial, vem implementando uma pol\u00edtica de cortes de gastos sociais, direitos trabalhistas e sociais, ignorando contratos coletivos, congelando a discuss\u00e3o dos mesmos, al\u00e9m de criar obst\u00e1culos \u00e0s elei\u00e7\u00f5es sindicais, no marco da implementa\u00e7\u00e3o n\u00e3o declarada de uma pol\u00edtica neoliberal, com isen\u00e7\u00e3o de impostos e subs\u00eddios \u00e0s empresas. Implementou uma \u201cLei Antibloqueio\u201d inconstitucional, com a qual pretende passar por cima da Constitui\u00e7\u00e3o Nacional e das Leis Org\u00e2nicas, para implementar seu plano neoliberal. E recentemente, anunciou a venda de a\u00e7\u00f5es das empresas do Estado na Bolsa de Valores, continuando assim sua privatiza\u00e7\u00e3o paulatina, j\u00e1 concretizada em algumas empresas menores como Abastos Bicentenario e hot\u00e9is Venetur, entre outras.<\/p>\n<p><strong>A EMPRESA PARALISADA\u00a0 (E AS \u00daLTIMAS GOTAS D\u2019\u00c1GUA)<\/strong><\/p>\n<p>SIDOR \u00e9 uma das empresas b\u00e1sicas de Guayana, regi\u00e3o amaz\u00f4nica situada ao sul do pa\u00eds, onde se concentra a produ\u00e7\u00e3o mineradora e transformadora de min\u00e9rios de ferro e alum\u00ednio, principalmente. Fundada em 1962 pelo Estado com uma capacidade instalada de 5.100.000 toneladas m\u00e9tricas (TM), foi privatizada em 1997 e voltou a ser nacionalizada em 2009.<\/p>\n<p>A SIDOR j\u00e1 trabalhava em condi\u00e7\u00f5es incertas. Com uma baixa substancial nos investimentos necess\u00e1rios para sua manuten\u00e7\u00e3o, a SIDOR passou de produzir 20% de sua capacidade instalada em agosto de 2021, para produzir somente 3% no fechamento do mesmo ano. Pela mesma causa, nesse mesmo ano ocorreram tr\u00eas acidentes conhecidos, felizmente sem v\u00edtimas fatais, nos quais as panelas de lingotamentos (\u00e1rea de lingotes) se romperam ou se deslocaram, causando derramamento do lingotamento de a\u00e7o l\u00edquido. A \u00faltima, que ocorreu em 22\/12\/21, derramou 150 TM de a\u00e7o l\u00edquido. Nesse contexto, a SIDOR deixou de fornecer aos seus trabalhadores Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual (botas de seguran\u00e7a, \u00f3culos, luvas, capacetes e roupa ign\u00edfuga) e os acidentes de trabalho n\u00e3o s\u00e3o notificados h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>Como em outras empresas do Estado, os trabalhadores da SIDOR foram submetidos a aposentadorias for\u00e7adas (fora da lei, principalmente sindicalistas), contando-se 100 casos at\u00e9 julho de 2021. Da mesma forma, foram submetidos a um processo de achatamento do tabulador salarial, onde a diferen\u00e7a entre o menor sal\u00e1rio e o maior n\u00e3o difere muito, independentemente dos anos de servi\u00e7o, n\u00edvel de estudo ou grau de responsabilidade. Para fechar o panorama, h\u00e1 dois anos os trabalhadores n\u00e3o recebem folha de pagamento, onde est\u00e3o refletidos os conceitos pagos e descontados, de modo que os trabalhadores n\u00e3o sabem o que est\u00e3o recebendo.<\/p>\n<p>No ano de 2020, por conta da pandemia, 13.600 trabalhadores foram separados em 5.600 \u201crequeridos\u201d para a continuidade operacional e 8.000 \u201cn\u00e3o requeridos\u201d ou em condi\u00e7\u00f5es de aposentadoria. Destes \u00faltimos, os que foram aposentados recebem 25% do sal\u00e1rio e b\u00f4nus de um \u201crequerido\u201d, sem os benef\u00edcios da bolsa alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O GATILHO<\/strong><\/p>\n<p>Em 3 de mar\u00e7o deste ano, Maduro anunciou um aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo para 29$ (estava em 2.2$), sem especificar quando entraria em vigor. Isso, al\u00e9m de n\u00e3o ser nada suficiente (o custo da cesta b\u00e1sica ronda os 460$), gerou expectativas de eleva\u00e7\u00e3o das tabelas de sal\u00e1rios. Em 15 de abril, por fim, os trabalhadores receberam um aumento de suas rendas, mas muito longe do que esperavam, calculando a propor\u00e7\u00e3o do aumento anunciado.<\/p>\n<p>O descontentamento acumulado n\u00e3o aguentou mais e o turno diurno (das 7h \u00e0s 15 h) da Planta de Lingotes decide parar, seguido pelo de Pelotas, Barra, L\u00e2minas e Placas. Foram transmitidos v\u00eddeos que viralizaram nas redes sociais, j\u00e1 que poucos meios de comunica\u00e7\u00e3o ecoaram a noticia. A paralisa\u00e7\u00e3o contagiou outros turnos. O turno noturno (23h \u2013 7 h) ao sair nota um movimento estranho de \u00f4nibus e de milicianos (trabalhadores assimilados para a mil\u00edcia de \u201cdefesa nacional\u201d) pouco usual e decidem retornar. Evitam assim que um grupo de milicianos e fura greves provenientes de outras plantas iniciassem as opera\u00e7\u00f5es do forno 6 de Placas. Apesar da forte presen\u00e7a da Guarda Nacional, do SEBIN (Servi\u00e7o Bolivariano de Intelig\u00eancia Nacional) e da DGCIM (Divis\u00e3o Geral de Contraintelig\u00eancia Militar), que pressionam para que n\u00e3o parem as opera\u00e7\u00f5es, ainda em condi\u00e7\u00f5es inseguras, os trabalhadores n\u00e3o se intimidam e conseguem impedir o arranque.<\/p>\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o formal do movimento foi: Aumento salarial conforme o refletido no sal\u00e1rio m\u00ednimo, distribui\u00e7\u00e3o das listas de pagamento onde est\u00e1 refletido o pagamento e o desconto e reativa\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es para os trabalhadores que est\u00e3o fora (n\u00e3o requeridos).<\/p>\n<p>O movimento se estendeu para \u00e1reas auxiliares, como a Planta de Oxig\u00eanio, de \u00c1gua e Docas, entre outros, conseguindo manter-se firme por uma semana, apesar de promessas vagas das autoridades. Entretanto, diante da promessa de um aumento salarial menor ao aspirado, um pequeno setor aceitou reincorporar-se ao trabalho, furando a greve. At\u00e9 o momento, se desconhece os termos exatos do acordo, o qual \u00e9 muito fr\u00e1gil, pois foi verbal, sem ata assinada que o respalde.<\/p>\n<p><strong>TWITTA\u00c7O<\/strong><\/p>\n<p>Com a hashtag<em><strong>#TodoElApoyoALosSidoristas<\/strong><\/em>, diversas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sindicais, entre elas nossa organiza\u00e7\u00e3o irm\u00e3 na Venezuela, a Unidade Socialista dos Trabalhadores, convocaram um twitta\u00e7o unit\u00e1rio no domingo 24\/04\/2022.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o foi difundir o justo e importante conflito oper\u00e1rio do pa\u00eds, sobre o qual o governo tentou impor um sil\u00eancio midi\u00e1tico a fim de ocultar a n\u00edvel nacional e internacional a crua realidade na qual os trabalhadores venezuelanos vivem, em seu af\u00e3 de vender a ideia de que o pa\u00eds vive uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que \u00e9 traduzida em bem estar para os trabalhadores e setores populares e, sobretudo, em paz trabalhista e social, necess\u00e1ria para atrair o investimento estrangeiro.<\/p>\n<p>A visibilidade deste conflito mostra a falsidade destas afirma\u00e7\u00f5es oficiais, especialmente para aqueles trabalhadores, setores populares e agrupa\u00e7\u00f5es que ainda t\u00eam ilus\u00f5es no governo e acreditam em seu discurso oficial, tanto nacional quanto internacionalmente.<\/p>\n<p>A hashtag se posicionou em s\u00e9timo lugar, o que \u00e9 uma conquista modesta, mas importante em um pa\u00eds onde expressar uma posi\u00e7\u00e3o diferente \u00e0 do governo, pode provocar desde suspens\u00e3o de programas sociais e benef\u00edcios, ass\u00e9dio no trabalho, at\u00e9 deten\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>O DESCONTENTAMENTO AUMENTA E SE ESTENDE<\/strong><\/p>\n<p>Ainda assim, este movimento captou a aten\u00e7\u00e3o dos trabalhadores a n\u00edvel nacional, especialmente os da regi\u00e3o, como os da Ferrominera, que decidiram paralisar a\u00e7\u00f5es desde a sexta-feira 13\/05\/2022 pelas mesmas raz\u00f5es que os trabalhadores da SIDOR, que estavam fazendo sua \u00faltima fundi\u00e7\u00e3o antes de paralisar de novo, por n\u00e3o cumprimento dos acordos.<\/p>\n<p>No momento de fechar esta edi\u00e7\u00e3o, carecemos de mais elementos para informar sobre o movimento, devido ao hermetismo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 podemos dizer que h\u00e1 um movimento de paralisa\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas, embora espor\u00e1dicas em outras empresas b\u00e1sicas, como Bauxilum e Venalum (alum\u00ednio). Entretanto, uma coisa \u00e9 certa, os trabalhadores est\u00e3o perdendo o medo e percebem que a renda do pa\u00eds est\u00e1 aumentando, por isso n\u00e3o querem que a corrup\u00e7\u00e3o a leve outra vez, deixando os verdadeiros criadores da riqueza nacional de fora. No ano passado, os trabalhadores da cadeia de farm\u00e1cias privadas Farmatodo, paralisaram a n\u00edvel nacional exigindo sal\u00e1rios justos e melhores condi\u00e7\u00f5es trabalhistas. A a\u00e7\u00e3o n\u00e3o transcendeu porque foi inesperada, fugaz e porque n\u00e3o tinha como objetivo de se juntar com outras lutas. Mas demonstra que falta apenas uma fa\u00edsca para incendiar o pasto.<\/p>\n<p><strong>Um triunfo dos trabalhadores de Guayana representaria um atrativo e uma b\u00fassola para o resto dos trabalhadores do pa\u00eds, proporcionando o combust\u00edvel necess\u00e1rio para uma mudan\u00e7a de situa\u00e7\u00e3o, mais favor\u00e1vel para as lutas dos trabalhadores.<\/strong>\u00a0 \u00c9 necess\u00e1rio unificar as lutas. Para os trabalhadores das diferentes empresas e institui\u00e7\u00f5es do Estado, trata-se de uma mesma patronal, com a mesma pol\u00edtica antioper\u00e1ria. Para o resto dos trabalhadores venezuelanos, trata-se do principal respons\u00e1vel pelos males que os acometem: o Governo implementador das pol\u00edticas neoliberais.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 15 de abril passado, os trabalhadores da Sider\u00fargica do Orinoco (SIDOR) decidiram n\u00e3o aceitar mais abusos da patronal e come\u00e7aram uma greve de bra\u00e7os cruzados que se estendeu desde a \u00e1rea de lingotes at\u00e9 o resto das \u00e1reas operativas da planta.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":70449,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[167],"tags":[2308,4647],"class_list":["post-67063","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-venezuela","tag-hipolito-cedeno","tag-siderurgica-do-orinoco-sidor"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Sidor.jpg","categories_names":["Venezuela"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67063"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67063\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}