{"id":66945,"date":"2022-05-21T11:46:02","date_gmt":"2022-05-21T14:46:02","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=66945"},"modified":"2022-05-21T11:46:02","modified_gmt":"2022-05-21T14:46:02","slug":"africa-do-sul-o-fim-das-ilusoes-e-luta-contra-o-legado-de-mandela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/05\/21\/africa-do-sul-o-fim-das-ilusoes-e-luta-contra-o-legado-de-mandela\/","title":{"rendered":"\u00c1frica do Sul| O fim das ilus\u00f5es e luta contra o legado de Mandela"},"content":{"rendered":"<p><em>A conjuntura pol\u00edtica sul-africana est\u00e1 marcada por v\u00e1rios fatos que aconteceram nos \u00faltimos meses. Entre esses fatos, podemos destacar: greve metal\u00fargica, saques, surgimento da extrema direita e a expuls\u00e3o do presidente Ramaphosa do ato do primeiro de maio.\u00a0<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Por: Cesar Neto<\/p>\n<p><strong>Mandela e a Revolu\u00e7\u00e3o do Arco Iris: <\/strong><\/p>\n<p>Como parte do acordo para o fim ao regime de apartheid e a cria\u00e7\u00e3o de um novo regime ao qual Mandela denominou de Revolu\u00e7\u00e3o do Arco-\u00edris, foi feita uma negocia\u00e7\u00e3o por cima, que buscava controlar, disciplinar a revolta contra o regime segregacionista do apartheid e manter o regime de explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>O plano econ\u00f4mico de Mandela consistiu na abertura ilimitada de importa\u00e7\u00e3o de bens e consumo, e a consequ\u00eancia imediata foi um violento processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o, fechamento de in\u00fameras empresas e o desemprego atingiu nos \u00faltimos anos 35% da popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso promoveu a total retirada de direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios. As escolas deixaram de ser gratuitas e o sal\u00e1rio dos professores \u00e9 pago parcialmente pelo Estado e a outra parte pelos alunos e seus pa\u00eds sem emprego.<\/p>\n<p><strong>Desemprego, fome e mis\u00e9ria igual ao apartheid<\/strong><\/p>\n<p>O desemprego antes da pandemia rondava os 35% da popula\u00e7\u00e3o. Hoje fala-se em mais de 45% e na juventude est\u00e1 na casa dos 70%. A fome golpeia duro os lares das fam\u00edlias de trabalhadores. Mais de 25% das crian\u00e7as em idade escolar padecem de nanismo. A mis\u00e9ria hoje, sem d\u00favidas, est\u00e1 no mesmo n\u00edvel do famigerado apartheid. Tudo isso em uma economia forte e poderosa ao n\u00edvel da economia da Argentina e Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><strong>Concilia\u00e7\u00e3o com a burguesia e a cria\u00e7\u00e3o de uma elite negra<\/strong><\/p>\n<p>Os bancos que financiaram o apartheid e as empresas que se valeram do apartheid para super-explorar os trabalhadores sa\u00edram sem nenhum arranh\u00e3o do regime de segrega\u00e7\u00e3o racial. Nenhum empres\u00e1rio foi condenado, afinal isso j\u00e1 havia sido negociado previamente com o Congresso Nacional Africano tendo \u00e0 sua frente Mandela e sua equipe. Quando o dirigente comunista Chris Hani, ferrenho opositor dos acordos que estavam sendo feito, foi assassinado, a multid\u00e3o ficou ensandecida. O governo j\u00e1 muito debilitado n\u00e3o teve for\u00e7as para enfrentar-se com a ira popular e foi o mesm\u00edssimo Mandela, ainda na oposi\u00e7\u00e3o, quem foi a Televis\u00e3o pedir calma e serenidade.<\/p>\n<p>A concilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria poss\u00edvel sem a incorpora\u00e7\u00e3o de uma pequena parcela de negros ao poder. Assim, foram feitos planos de \u201cempoderamento do povo negro\u201d que resultou em uma nova fra\u00e7\u00e3o burguesa e que agora \u00e9 quem governa para os brancos e se aplica planos econ\u00f4micos tal qual os brancos do apartheid.<\/p>\n<p><strong>Saques e greve metal\u00fargica: a classe trabalhadora nas ruas coloca o governo contra a parede<\/strong><\/p>\n<p>No m\u00eas de julho do ano passado ainda n\u00e3o tinha terminado a pandemia e os trabalhadores j\u00e1 sa\u00edram as ruas promovendo saques de grandes lojas e supermercados. Grupos armado oficiais e de para-policias mataram quase 400 pessoas em menos de uma semana. Em novembro, j\u00e1 animados pela onda de saques e empurrados pelos baixos sal\u00e1rios, os metal\u00fargicos foram \u00e0 greve. Foram tr\u00eas semanas de greve radicalizada, passeatas com mais de 20 mil pessoas e dois trabalhadores assassinados.<\/p>\n<p>A partir desses dois grandes eventos, a classe trabalhadora sentiu-se fortalecida e come\u00e7ou uma onda de greves como a emblem\u00e1tica greve dos trabalhadores da Latic\u00ednios Glover, uma empresa cujo patr\u00e3o \u00e9 sionista e que mostrou a for\u00e7a da campanha internacional de solidariedade.<\/p>\n<p>A mina de ouro da Sibanye Stillwater j\u00e1 tem dois meses e meio em greve e os trabalhadores n\u00e3o se mostram cansados<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, ao contr\u00e1rio tem energias suficiente para seguir a luta e incidir sobre outros setores mineiros. Os patr\u00f5es da minera\u00e7\u00e3o j\u00e1 entenderam o recado dos trabalhadores: vir\u00e3o mais greves! As empresas est\u00e3o assustadas e dizem que: \u201ca produ\u00e7\u00e3o de platina da \u00c1frica do Sul cair\u00e1 abaixo dos n\u00edveis pr\u00e9-Covid-19 em 2022, \u00e0 medida que o risco de greves se aproxima\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p><strong>Ramaphosa, o presidente carniceiro Marikhana \u00e9 expulso do primeiro de maio<\/strong><\/p>\n<p>A Ramaphosa \u00e9 um experiente dirigente. Come\u00e7ou como l\u00edder estudantil, passou a l\u00edder dos mineiros, papagaio de pirata nas fotos com Mandela, e hoje \u00e9 o presidente do pa\u00eds. A sua biografia ficou manchada para sempre quando j\u00e1 n\u00e3o era dirigente sindical mineiro, mas dirigente de uma empresa de minera\u00e7\u00e3o inglesa Lonmin, autorizou a repress\u00e3o aos trabalhadores em greve. O resultado foi o assassinato de 34 pessoas e desde ent\u00e3o Ramaphosa \u00e9 conhecido com o Carniceiro de Marikhana.<\/p>\n<p>Desta vez, Ramaphosa errou feio. Foi ao primeiro de maio convocada pela Cosatu (a central sindical ultra governista) e l\u00e1 se deparou com os trabalhadores em greve da mina de ouro da Sibanye Stillwater. Em greve h\u00e1 dez semanas, os trabalhadores radicalizados n\u00e3o permitiram que ele falasse. Todos gritavam fora e avan\u00e7aram sobre o palanque<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Ramaphosa, deixou o palanque, junto com o l\u00edder do Partido Comunista da \u00c1frica Sul, Blade Nzimande e a l\u00edder da Cosatu, Zingiswa Losi, escoltados pela pol\u00edcia. Eles entraram em um carro da pol\u00edcia e deixaram o est\u00e1dio.<\/p>\n<p><strong>A classe trabalhadora debilitada sindical e politicamente<\/strong><\/p>\n<p>As centrais sindicais pressionadas pela crise econ\u00f4mica j\u00e1 n\u00e3o arrecadam como antes. A central sindical SAFTU e o sindicato NUMSA ambos ditos de oposi\u00e7\u00e3o est\u00e3o mergulhados em d\u00edvidas e crises internas e os dirigentes trocam acusa\u00e7\u00f5es sobre corrup\u00e7\u00e3o e mordomias. A central sindical oficialista COSATU est\u00e1 dividida entre os apoiadores de Ramaphosa e os apoiadores do ex presidente Zuma, cassado por corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Partido Comunista \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Faz parte da coaliz\u00e3o de governo de Ramaphosa, tem ministros e deputados e mesmo assim h\u00e1 6 meses n\u00e3o paga o sal\u00e1rio de seus funcion\u00e1rios. E como se fosse pouco quando da onda de saques, quando j\u00e1 tinha 72 mortos prop\u00f4s mais interven\u00e7\u00e3o do Estado, mais repress\u00e3o.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> O resultado final de \u201cmais interven\u00e7\u00e3o do Estado\u201d foi o assassinato de quase 400 pessoas.<\/p>\n<p>A maioria da correntes marxistas foram pouco a pouco abandonando o programa da III e da IV Internacional e acabaram como ap\u00eandice das burocracias de esquerda. N\u00e3o tiveram a paci\u00eancia leninista de construir um partido de quadros e agora quando a classe volta a lutar, eles n\u00e3o t\u00eam os militantes necess\u00e1rios para fazer o debate program\u00e1tico, a disputa com o reformismo e a for\u00e7a para impor um programa dos trabalhadores e anti capitalista.<\/p>\n<p><strong>As massas as cegas e sem dire\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A classe trabalhadora vem fazendo seu papel. Greves longas, violentas e onde os trabalhadores p\u00f5e seus mortos. Na greve metal\u00fargica, por exemplo, o valor acordado com a patronal, pelo tamanho da greve e pela sua radicalidade, foi um fiasco. Tr\u00eas semanas de greve para conseguir apenas 6%, isto \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o anual acumulada at\u00e9 outubro, ou entre 0,6 a 1,4% acima do inicialmente oferecido pela patronal.<\/p>\n<p>Uma exce\u00e7\u00e3o tem sido a luta dos trabalhadores do Latic\u00ednios Glover e seu sindicato Giwusa (General Industries Workers Union of South \u00c1frica). Uma dura luta contra o patr\u00e3o sionista e a dire\u00e7\u00e3o sindical soube procurar apoio entre os palestinos e os trabalhadores de diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra imigrantes e contra os l\u00edderes das ocupa\u00e7\u00f5es de terra at\u00e9 agora n\u00e3o mereceram o apoio decidido e mobilizador por parte dos sindicatos e da maioria da chamada esquerda marxista.<\/p>\n<p><strong>O surgimento da extrema direita<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 28 anos quando terminou o regime de apartheid ningu\u00e9m imaginaria que menos de tr\u00eas d\u00e9cadas depois o pa\u00eds voltaria a mesma pobreza, a mesma viol\u00eancia social e pol\u00edtica. E mais, ningu\u00e9m acreditaria que surgiria um novo ciclo de viol\u00eancia e que essa viol\u00eancia seria exercida por negros que ascenderam socialmente com a pol\u00edtica de Mandela e Cia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, hoje a realidade \u00e9 que na medida em que a crise econ\u00f4mica avan\u00e7a, o desemprego aumenta, a classe m\u00e9dia e a pequena burguesia perdem seus privil\u00e9gios, cresce o sentimento pela busca da solu\u00e7\u00e3o aos seus problemas. A classe m\u00e9dia e a pequena burguesia est\u00e3o querendo se desvencilhar do governo da ANC-COSATU-PC e ao n\u00e3o ver alternativas \u00e0 esquerda se mudam de malas e bagagens para as ideias mais retrogradas e reacion\u00e1rias e v\u00e3o se juntando aos partidos de extrema direita como ActionSA e Patriotic Alliance.<\/p>\n<p>E \u00e9 esse sentimento de mudan\u00e7a que gera o caldo de cultivo para o crescimento de fortalecimento de tr\u00eas formas de viol\u00eancia contra os trabalhadores e o povo pobre. S\u00e3o elas:<\/p>\n<p>O Estado burgu\u00eas sul africano governado pelo ANC-COSATU-PC, faz sucessivas leis que impedem os trabalhadores migrantes de trabalharem e mais permite todo tipo de viol\u00eancia praticado pela extrema direita contra os trabalhadores migrantes. Os trabalhadores nacionais que fazem greves s\u00e3o violentamente reprimidos pela pol\u00edcia e h\u00e1 contabilizada diversas espancamentos e mortes;<\/p>\n<p>Os sem teto, especialmente os vinculados a organiza\u00e7\u00e3o Abahlali baseMjondolo, v\u00eam sendo alvo de sucessivos assassinatos de seus militantes e nenhum criminoso foi preso por tais crimes. Todos s\u00e3o sabem de onde v\u00eam as balas menos o Estado capitalista.<\/p>\n<p>Os migrantes vivem escondidos em suas casas, sem poder trabalhar e buscar seu sustento. Mesmo assim membros da Opera\u00e7\u00e3o Dudula, seguem impondo o terror como no caso do Elvis Nyathi, migrante do Zimb\u00e1bue, que foi retirado de sua casa, espancado, morto e seu corpo incendiado. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas um caso de xenofobia \u00e9 tamb\u00e9m um caso de terrorismo ao qual o Estado se omite.<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Dudula \u00e9 um movimento de extrema direita dirigida por negros que enriqueceram e ao perder seus privil\u00e9gios na crise econ\u00f4mica acusa os migrantes africanos de serem respons\u00e1veis pela crise. O l\u00edder dessa organiza\u00e7\u00e3o que prega e pratica viol\u00eancia, Nhlanhla Lux Dlamini, d\u00e1 entrevista na tv, nos jornais, \u00e9 ativo nas redes sociais onde prega sem nenhum pudor a viol\u00eancia contra imigrantes.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas Tarefas urgentes: autodefesa, fora Ramaphosa e construir organiza\u00e7\u00f5es independentes dos trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p>Frente a viol\u00eancia da extrema direita e a cumplicidade do Estado e do governo Ramaphosa resta a classe trabalhadora negra organizar-se e preparar os organismos de autodefesa. Frente ao que Trotsky dizia: \u201ctodos os vapores p\u00fatridos da desintegra\u00e7\u00e3o burguesa sociedade\u201d, n\u00e3o resta a classe trabalhadora outra alternativa que n\u00e3o seja se organizar e lutar para poder defender-se da viol\u00eancia da ainda nascente extrema direita.<\/p>\n<p>Fora Ramaphosa: O c\u00e2ntico que foi entoado pelos trabalhadores da minera\u00e7\u00e3o e os funcion\u00e1rios p\u00fablicos no ato de primeiro de maio em Royal Bafokeng Stadium, deve ser levado a todos os trabalhadores, a juventude e aos moradores das townships. Fora Ramaphosa.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es sindicais dos trabalhadores, burocratizadas e corrompidas por suas falcatruas econ\u00f4micas j\u00e1 n\u00e3o podem cumprir o papel de organizador consequente das lutas dos trabalhadores. S\u00f3 mobilizam para negociar em melhores condi\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso reorganizar a classe trabalhadora e coloca-la no centro da luta pol\u00edtica e para isso \u00e9 preciso reconstruir as organiza\u00e7\u00f5es e expulsar a p\u00fatrida burocracia e administrar os sindicatos com democracia oper\u00e1ria. Fora burocratas sindicais.<\/p>\n<p><strong>Por um governo dos trabalhadores e do povo pobre:<\/strong><\/p>\n<p>Depois de 28 anos de concilia\u00e7\u00e3o com a burguesia branca nacional e imperialista, o modelo criado por Mandela est\u00e1 sendo globalmente questionado. Mas o problema central n\u00e3o \u00e9 Mandela, o problema central \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o de Mandela baseado na concilia\u00e7\u00e3o entre as classes e o desenvolvimento de uma nova burguesia negra ligada ao aparato do Estado.<\/p>\n<p>Entre os dias 25 e 26 de junho ser\u00e1 realizado o Working Class Summit (Cupula da Classe Trabalhadora) no qual a discuss\u00e3o central tem que ser a constru\u00e7\u00e3o de um programa anti capitalista e anti imperialista rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista sem patr\u00f5es e dirigida pelas organiza\u00e7\u00f5es de base dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Em 2018 foi realizado o I Working Class Summit e entre suas resolu\u00e7\u00f5es constava a constru\u00e7\u00e3o de um partido dos trabalhadores. Por disputas inter burocr\u00e1ticas acabou sendo criado um partido a servi\u00e7o de um setor da burocracia sindical. Agora temos a possibilidade de rediscutir e de fato come\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o de um partido da classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>Pela constru\u00e7\u00e3o de organismos de auto defesa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Fora Ramaphosa, o ANC e seus sat\u00e9lites.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Todos ao Working Class Summit<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por um governo dos trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> ww.miningmx.com\/top-story\/49533-sibanye-stillwater-could-offer-unions-a-back-door-to-end-10-week-gold-strike-says-ceo\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> https:\/\/www.miningmx.com\/top-story\/49529-sa-platinum-production-to-fall-below-pre-covid-19-levels-in-2022-as-risk-of-strikes-looms\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-NlK5xKC6ZE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-NlK5xKC6ZE<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0\u00a0 Ramaphosa leaves May Day event<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> www.sacp.org.za\/content\/sacp-expresses-its-message-heartfelt-condolences-families-lost-their-loved-ones-because<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conjuntura pol\u00edtica sul-africana est\u00e1 marcada por v\u00e1rios fatos que aconteceram nos \u00faltimos meses. 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