{"id":66698,"date":"2022-04-12T10:44:52","date_gmt":"2022-04-12T13:44:52","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=66698"},"modified":"2022-04-12T10:44:52","modified_gmt":"2022-04-12T13:44:52","slug":"bolivia-1952-duas-politicas-frente-a-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/04\/12\/bolivia-1952-duas-politicas-frente-a-revolucao\/","title":{"rendered":"Bol\u00edvia 1952: duas pol\u00edticas frente \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Neste 9 de abril completou-se 70 anos da grande revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria boliviana. Uma s\u00e9rie de elementos se combinaram para fazer com que ocorresse na Bol\u00edvia em 1952 uma revolu\u00e7\u00e3o muito semelhante \u00e0 russa de 1917. Embora, lamentavelmente, a partir da crise da dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, o resultado foi o oposto. Os trabalhadores n\u00e3o tomaram o poder e o dom\u00ednio burgu\u00eas foi restabelecido.<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alicia Sagra<\/p>\n<p>Foi assim, apesar dos trabalhadores mineiros liderarem uma insurrei\u00e7\u00e3o que derrotou e desarmou o ex\u00e9rcito, criarem sua pr\u00f3pria mil\u00edcia e um poder oper\u00e1rio alternativo, imporem a nacionaliza\u00e7\u00e3o das minas sob controle oper\u00e1rio, a reforma agr\u00e1ria, o sufr\u00e1gio universal. E o fizeram defendendo um programa revolucion\u00e1rio (As Teses de Pulacayo) que prop\u00f5e a tomada do poder pelos trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Bol\u00edvia: um exemplo vivo da Lei do Desenvolvimento Desigual e Combinado<\/strong><\/p>\n<p>Este pa\u00eds, centralmente agr\u00e1rio, entra no s\u00e9culo XX com rela\u00e7\u00f5es semifeudais no campo, onde sua popula\u00e7\u00e3o (majoritariamente quechua e aymara) estava desprovida de todo direito c\u00edvico, submetida a uma rela\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o aos donos das grandes fazendas, com um estado que proibia a educa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas e sua circula\u00e7\u00e3o nas grandes cidades (por fora das zonas dos mercados).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, uma extensiva explora\u00e7\u00e3o mineira tinha originado uma forte oligarquia mineira, (Los Pati\u00f1o, Hottschild e Aramayo, conhecidos como os \u201cbar\u00f5es do estanho\u201d), que estavam entre as maiores fortunas do mundo.<\/p>\n<p>Por outro lado, a intensiva ind\u00fastria miner\u00e1ria gerou um forte e combativo proletariado.<\/p>\n<p>Em meio a essas contradi\u00e7\u00f5es e de regimes liberais de sufr\u00e1gio restrito (os analfabetos n\u00e3o tinham direito ao voto), combinados com brutais ditaduras, o movimento oper\u00e1rio (tal como prop\u00f5e a Lei de Desenvolvimento Desigual e Combinado) vai pulando etapas. N\u00e3o passa pela Primeira nem pela Segunda Internacional. Consegue impor o projeto stalinista, a partir da participa\u00e7\u00e3o de um governo burgu\u00eas olig\u00e1rquico que lhe provoca um grande desprest\u00edgio.<\/p>\n<p>Por outro lado, a deplor\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, impossibilita o desenvolvimento de um movimento populista apoiado nos trabalhadores, semelhante ao de Per\u00f3n na Argentina.<\/p>\n<p>Tudo isso permite que o movimento mineiro avance em sua organiza\u00e7\u00e3o muito influenciado pelos trotskistas.<\/p>\n<p><strong>Os antecedentes da revolu\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>. O marco da revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 dado pelo importante ascenso colonial e semicolonial que ocorre depois da segunda guerra mundial, impulsionado pelo triunfo da revolu\u00e7\u00e3o chinesa de 1949.<\/p>\n<p>Alguns anos antes na Bol\u00edvia surgiram duas organiza\u00e7\u00f5es que tiveram um papel chave em 1952.<\/p>\n<p>Em 1940 \u00e9 fundado o Movimento Nacionalista Revolucion\u00e1rio (MNR) que, apesar de sua simpatia inicial com o nazismo, se define como nacionalista, anti-imperialista, antinorteamericano, e ganha um importante apoio entre os camponeses.<\/p>\n<p>E, em 1936, \u00e9 fundado no ex\u00edlio, o Partido Oper\u00e1rio Revolucion\u00e1rio (POR) que se converteu na se\u00e7\u00e3o boliviana da Quarta Internacional.<\/p>\n<p>Em julho de 1946, setores de trabalhadores e de camponeses (com exce\u00e7\u00e3o dos mineiros), derrubam o governo de Gualberto Villarroel que \u00e9 enforcado em um poste da Plaza Murillo (em frente \u00e0 Casa do Governo). Essa insurrei\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea \u00e9 aproveitada pela oligarquia mineira que, a partir desse momento, controla o governo conhecido como \u201cgoverno da rosca\u201d durante seis anos. O antecessor do PC, o PIR, participa com ministros desse governo com o argumento de que era \u201cantifascista\u201d.<\/p>\n<p>Em 1944, \u00e9 fundada a Federa\u00e7\u00e3o de Mineiros, que em 1946 aprova as Teses de Pulacayo, uma adapta\u00e7\u00e3o para a Bol\u00edvia do Programa de Transi\u00e7\u00e3o, redigidas por Guillermo Lora, dirigente do POR. Meses depois \u00e9 feito um acordo eleitoral entre a Federa\u00e7\u00e3o de Mineiros e os trotskistas, que t\u00eam uma grande vota\u00e7\u00e3o nos distritos mineiros, elegendo 5 deputados e 2 senadores, entre eles Juan Lech\u00edn (principal dirigente mineiro e simpatizando do MNR) e Guillermo Lora (dirigente do POR).<\/p>\n<p>Esse Bloco Mineiro Parlamentar deu um grande exemplo de como usar o parlamento a servi\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o. Realizaram uma grande campanha a favor das lutas oper\u00e1rias, pela destrui\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito, pela forma\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias oper\u00e1rias. A burguesia reagiu, conseguindo a destitui\u00e7\u00e3o, a pris\u00e3o e depois, o desterro dos parlamentares oper\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em maio de 1951, o MNR que tem como candidato a presidente V\u00edctor Paz Estenssoro, ganha as elei\u00e7\u00f5es com o apoio do voto dos trabalhadores. Mas o presidente em exerc\u00edcio, d\u00e1 um auto golpe, anula as elei\u00e7\u00f5es e entrega o poder a uma Junta militar.<\/p>\n<p><strong>Explode a revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em 9 de abril de 1952, a pol\u00edcia e um setor do ex\u00e9rcito, em acordo com o MNR, tentam um contragolpe que \u00e9 derrotado e seus chefes se asilam nas embaixadas.<\/p>\n<p>Mas isso funciona como um detonante de uma impressionante revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia entregou algumas armas aos oper\u00e1rios de La Paz. Os mineiros da mina de Milluni, pr\u00f3xima a La Paz, assaltam um trem militar que transportava armamento, os mineiros de Oruro e Potos\u00ed tomaram os regimentos de suas regi\u00f5es e come\u00e7aram a marchar para La Paz. Em La Paz os trabalhadores derrotam sete regimentos e tiram todas suas armas.<\/p>\n<p>Assim cai o governo e os trabalhadores entregam o poder ao MNR. Paz Estenssoro volta do ex\u00edlio para assumir a presid\u00eancia, com o apoio dos oper\u00e1rios que gritavam: Nacionaliza\u00e7\u00e3o das minas! Reforma agr\u00e1ria!<\/p>\n<p>Em 12 de abril, os militares que continuavam resistindo, se rendem ante as mil\u00edcias. Os prisioneiros desfilam de cuecas por La Paz sob cust\u00f3dia das mil\u00edcias mineiras.<\/p>\n<p><strong>Surge o duplo poder oper\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Em 16 de abril \u00e9 fundada a COB (Central Oper\u00e1ria Bol\u00edvia), apoiando-se nas organiza\u00e7\u00f5es sindicais, assumindo a dire\u00e7\u00e3o das mil\u00edcias e defendendo as Teses Socialistas de Pulacayo. Juan Lech\u00edn \u00e9 seu principal dirigente, enquanto que os trotskistas do POR tem um importante peso.<\/p>\n<p>As mil\u00edcias organizadas pelos sindicatos e dirigidas pela COB s\u00e3o a \u00fanica organiza\u00e7\u00e3o armada do pa\u00eds, reunindo entre 50 e 100 mil homens. Apenas tr\u00eas meses depois o governo emite um decreto para reorganizar o ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>A nacionaliza\u00e7\u00e3o das minas era a principal bandeira da revolu\u00e7\u00e3o, mas Paz Estenssoro, com o apoio de Lech\u00edn, convence os oper\u00e1rios a n\u00e3o tomar as minas e esperar o decreto de nacionaliza\u00e7\u00e3o. Entretanto, a for\u00e7a da revolu\u00e7\u00e3o imp\u00f5e que a nacionaliza\u00e7\u00e3o seja sem indeniza\u00e7\u00e3o e sob controle oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>A reforma agr\u00e1ria foi imposta pela mobiliza\u00e7\u00e3o das massas camponesas que ocuparam as fazendas, expressando seu \u00f3dio ante as humilha\u00e7\u00f5es sofridas, com o linchamento da maioria de seus donos.<\/p>\n<p><strong>Duas pol\u00edticas frente \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria foi t\u00e3o forte que, atrav\u00e9s da COB, exerceu um duplo poder, imp\u00f4s a nacionaliza\u00e7\u00e3o das minas com controle oper\u00e1rio, a reforma agr\u00e1ria, o sufr\u00e1gio e a educa\u00e7\u00e3o universal\u2026Mas n\u00e3o p\u00f4de avan\u00e7ar mais, porque a dire\u00e7\u00e3o lechinista da COB impediu que se\u00a0 rompesse com o governo burgu\u00eas e se lutasse pelo poder oper\u00e1rio. Juan Lech\u00edn Oquendo foi o grande traidor da revolu\u00e7\u00e3o boliviana.<\/p>\n<p>O POR integrava a dire\u00e7\u00e3o da COB, embora n\u00e3o tivesse a for\u00e7a para liderar a luta pelo poder nesse momento. Mas foi igualmente c\u00famplice dessa trai\u00e7\u00e3o ao dar o apoio \u201ccr\u00edtico\u201d ao governo burgu\u00eas. O POR boliviano n\u00e3o aplicou a pol\u00edtica defendida por L\u00eanin em abril de 1917, quando ocorria uma situa\u00e7\u00e3o muito parecida \u00e0 do abril boliviano. O POR n\u00e3o realizou uma sistem\u00e1tica e paciente explica\u00e7\u00e3o de que, como dizia L\u00eanin, a \u00fanica sa\u00edda para obter as reivindica\u00e7\u00f5es da revolu\u00e7\u00e3o de forma duradoura, era com o poder oper\u00e1rio, ou seja, com o poder da COB. Pelo contr\u00e1rio, continuando com a orienta\u00e7\u00e3o pablista da IV Internacional<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftn1\">[1]<\/a> prop\u00f4s o \u201capoio cr\u00edtico\u201d ao governo burgu\u00eas, <em>\u201cNa medida em que cumpre o programa prometido, o POR ap\u00f3ia o governo que surgiu da insurrei\u00e7\u00e3o popular de 9 de abril\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Somente em 1956, quando as for\u00e7as da revolu\u00e7\u00e3o estavam desgastadas, o POR prop\u00f4s \u201ctodo o poder \u00e0 COB\u201d. J\u00e1 era tarde.<\/p>\n<p>Mas essa n\u00e3o foi a \u00fanica pol\u00edtica dentro da IV Internacional. Da Argentina, Nahuel Moreno e seu partido foram detalhando seu conhecimento da realidade boliviana, e desenvolvendo um forte debate no interior da Internacional. Em maio de 1952, o partido argentino se opunha ao \u201capoio cr\u00edtico\u201d ao governo burgu\u00eas e propunha que <em>\u201ca vanguarda boliviana deve estar consciente de que sua luta est\u00e1 apenas come\u00e7ando \u00a0e que se encontra em um momento crucial para determinar pelo seu pr\u00f3prio e decisivo peso se ganha avan\u00e7ando pelo caminho revolucion\u00e1rio para o poder autenticamente oper\u00e1rio ou se perde pelo caminho da concilia\u00e7\u00e3o e da esperan\u00e7a passiva nos quadros dirigentes do MNR\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftn3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>.<\/em>\u00a0J\u00e1 em 1953, est\u00e1 colocada abertamente a den\u00fancia de Lech\u00edn como\u00a0<em>\u201cagente\u00a0 da \u2018rosca\u2019\u201d<\/em>\u00a0e a exig\u00eancia de\u00a0<em>\u201cTodo o Poder \u00e0 \u00a0COB\u201d.<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftn4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Em 1954, ante o giro \u00e0 direita o POR boliviano e a dire\u00e7\u00e3o pablista prop\u00f5em: \u201celei\u00e7\u00f5es gerais, voto universal, assembleia constituinte\u201d. Nahuel\u00a0 Moreno, seguindo a t\u00e1tica leninista de 1917, responde: <em>\u201cA linha seria perfeita com um agregado: para garantir tudo isso (elei\u00e7\u00f5es, assembleia constituinte, etc) \u00e9 necess\u00e1rio que a COB tome o poder\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Isto mostra com nitidez que houve duas pol\u00edticas dentro do trotskismo. Lamentavelmente, a corrente de Moreno n\u00e3o tinha o peso necess\u00e1rio para mudar a pol\u00edtica na Bol\u00edvia. A consequ\u00eancia foi que a pol\u00edtica lechinista triunfou, com a capitula\u00e7\u00e3o do trotskismo boliviano, e a burguesia consolidou seu poder.<\/p>\n<p>Perdeu-se uma oportunidade hist\u00f3rica. O POR nunca se autocriticou pela sua pol\u00edtica, apesar de que Guillermo Lora, como historiador afirmou que: <em>\u201cA COB era o senhor do pa\u00eds, e na realidade durante um certo per\u00edodo foi o \u00fanico centro de poder (\u2026)Para a maioria das massas, a COB era seu \u00fanico l\u00edder e seu \u00fanico governo\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftn5\"><strong>[5]<\/strong><\/a><\/em>\u00a0. E teve que reconhecer que: <em>\u201cO lema de \u2018todo o poder \u00e0 COB\u2019 poderia ter conduzido \u00e0 vit\u00f3ria dos trabalhadores em duas ocasi\u00f5es excepcionalmente favor\u00e1veis. A primeira foi quando a agita\u00e7\u00e3o em torno da agita\u00e7\u00e3o da nacionaliza\u00e7\u00e3o imediata das minas sem compensa\u00e7\u00e3o e sob controle oper\u00e1rio alcan\u00e7ou seu ponto mais alto (primeira metade de 1952). A segunda surgiu com a derrota do golpe de estado de 6 de janeiro de 1953. N\u00e3o tirar a devida vantagem destas oportunidades e adaptar-se a marchar atr\u00e1s dos gritos da esquerda do MNR, foram os maiores erros do POR\u201d<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftn6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>Tal como Lora reconhece, a tomada do poder pela COB poderia ter se concretizado. De qualquer maneira, n\u00e3o podemos ter certeza de que esse poder pudesse ser mantido. O que temos certeza \u00e9 que, se o POR tivesse adotado a pol\u00edtica defendida por Moreno de lutar pelo poder oper\u00e1rio em vez de apoiar o governo burgu\u00eas, mesmo que no pior dos casos, teria sido outro o destino do trotskismo boliviano e latino-americano e se estaria em condi\u00e7\u00f5es muito melhores para responder \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cubana que ocorreu poucos anos depois. Mais uma vez, a crise da dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria foi decisiva.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0 Nesse momento, a dire\u00e7\u00e3o da Quarta de Pablo e Mandel defendiam o entrismo nos partidos comunistas (e nos movimentos nacionalistas burgueses nos pa\u00edses semicoloniais) com o argumento de que a proximidade de uma terceira guerra mundial poderia fazer essas dire\u00e7\u00f5es avan\u00e7arem para posi\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0Lucha Obrera (peri\u00f3dico del POR boliviano, del 18-04-1952.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn3\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0Frente Proletario, (peri\u00f3dico del partido argentino) N 73, 29 de mayo de 1952<\/p>\n<p><a name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0Frente Proletario, N 107, 15 de enero 1953.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn5\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftnref5\">[5]<\/a>\u00a0Guillermo Lora, Historia del Movimiento\u00a0 Obrero Boliviano.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn6\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/bolivia-de-1952-dos-politicas-frente-a-la-revolucion\/#_ftnref6\">[6]<\/a>[6] Guillermo Lora, La revoluci\u00f3n Bolivia: an\u00e1lisis cr\u00edtico, La Paz, 1963.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste 9 de abril completou-se 70 anos da grande revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria boliviana. 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