{"id":66417,"date":"2022-03-19T10:44:02","date_gmt":"2022-03-19T13:44:02","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=66417"},"modified":"2022-03-19T10:44:02","modified_gmt":"2022-03-19T13:44:02","slug":"trotsky-aprendam-a-pensar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/03\/19\/trotsky-aprendam-a-pensar\/","title":{"rendered":"Trotsky | Aprendam a pensar"},"content":{"rendered":"<p><em>Uma sugest\u00e3o amistosa para certos ultraesquerdistas [1]<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Leon Trotsky, 22 de maio de 1938<\/p>\n<p>Certos frase\u00f3logos ultraesquerdistas profissionais tentam a todo custo &#8220;corrigir&#8221; as teses do secretariado da Quarta Internacional sobre a guerra, de acordo com seus pr\u00f3prios preconceitos ossificados. Atacam especialmente a parte das teses que afirma que, em todos os pa\u00edses imperialistas, o partido revolucion\u00e1rio, permanecendo em oposi\u00e7\u00e3o irreconcili\u00e1vel com seu pr\u00f3prio governo em tempo de guerra, deve, no entanto, moldar sua pol\u00edtica pr\u00e1tica em cada pa\u00eds de acordo com a situa\u00e7\u00e3o interna e os agrupamentos internacionais, diferenciando claramente um Estado oper\u00e1rio de um burgu\u00eas, um pa\u00eds colonial de um imperialista.<\/p>\n<p>\u201cO proletariado de um pa\u00eds capitalista que est\u00e1 em alian\u00e7a com a URSS[2] [afirmam as teses] deve manter totalmente <em>sua hostilidade irreconcili\u00e1vel contra o governo de seu pr\u00f3prio pa\u00eds<\/em>. Nesse sentido, sua pol\u00edtica n\u00e3o difere da do proletariado de um pa\u00eds que luta contra a URSS. Mas na natureza das a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, diferen\u00e7as consider\u00e1veis \u200b\u200bpodem surgir dependendo da situa\u00e7\u00e3o concreta da guerra.&#8221; [<em>A Guerra e a Quarta Internacional<\/em>, em <em>Escritos<\/em> 1933-34]<\/p>\n<p>Os ultraesquerdistas consideram este postulado, cuja exatid\u00e3o foi confirmada por todo o desenrolar dos acontecimentos, como o ponto de partida&#8230; do social-patriotismo.[3] Como a atitude em rela\u00e7\u00e3o aos governos imperialistas deve ser &#8220;a mesma&#8221; em todos os pa\u00edses, esses estrategistas apagam qualquer distin\u00e7\u00e3o al\u00e9m das fronteiras de seu pr\u00f3prio pa\u00eds imperialista. Teoricamente, seu erro decorre de tentar construir, fundamentalmente, bases diferentes para pol\u00edticas em tempo de guerra e em tempo de paz.<\/p>\n<p>Suponhamos que amanh\u00e3 irrompa uma rebeli\u00e3o na col\u00f4nia francesa da Arg\u00e9lia sob a bandeira da independ\u00eancia nacional e que o governo italiano, motivado por seus pr\u00f3prios interesses imperialistas, se prepara para enviar armas aos rebeldes. Qual deve ser a atitude dos trabalhadores italianos neste caso? Tomei intencionalmente um exemplo de rebeli\u00e3o contra um imperialismo <em>democr\u00e1tico<\/em> com a interven\u00e7\u00e3o a favor dos rebeldes de um imperialismo <em>fascista<\/em>. Devem os trabalhadores italianos evitar enviar armas aos argelinos? Deixemos que os ultraesquerdistas ousem responder afirmativamente a esta pergunta. Qualquer revolucion\u00e1rio, junto com os trabalhadores italianos e os rebeldes argelinos, repudiaria tal resposta com indigna\u00e7\u00e3o. Mesmo que, ao mesmo tempo, explodisse uma greve geral mar\u00edtima na It\u00e1lia fascista, os grevistas teriam que abrir uma exce\u00e7\u00e3o para os navios que transportassem ajuda aos escravos coloniais em rebeli\u00e3o; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o passariam de vis sindicalistas, n\u00e3o revolucion\u00e1rios prolet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os trabalhadores mar\u00edtimos da Fran\u00e7a, mesmo que n\u00e3o enfrentem uma greve, estar\u00e3o obrigados a fazer todos os esfor\u00e7os para bloquear o carregamento de muni\u00e7\u00f5es destinadas a serem usadas contra os rebeldes. Somente tal pol\u00edtica, por parte dos trabalhadores italianos e franceses, constitui a pol\u00edtica do internacionalismo revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>No entanto, isso n\u00e3o significa que os trabalhadores italianos est\u00e3o moderando sua luta, neste caso, contra o regime fascista? De jeito nenhum. O fascismo presta &#8220;ajuda&#8221; aos argelinos apenas para enfraquecer seu inimigo, a Fran\u00e7a, e estender sua m\u00e3o voraz sobre suas col\u00f4nias. Os trabalhadores revolucion\u00e1rios italianos n\u00e3o se esquecem disso em momento algum. Fazem um chamado aos argelinos para que n\u00e3o confiem em seu \u201caliado\u201d trai\u00e7oeiro e, ao mesmo tempo, continuam sua pr\u00f3pria luta irreconcili\u00e1vel contra o fascismo, \u201co principal inimigo em seu pr\u00f3prio pa\u00eds\u201d. S\u00f3 assim eles podem ganhar a confian\u00e7a dos rebeldes, ajudar a rebeli\u00e3o e fortalecer sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Se o anterior est\u00e1 correto em tempos de paz, por que deveria ser falso em tempos de guerra? Todos conhecem o postulado do famoso te\u00f3rico militar alem\u00e3o Clausewitz, de que a guerra \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica por outros meios. Esse pensamento profundo leva naturalmente \u00e0 conclus\u00e3o de que a luta contra a guerra n\u00e3o \u00e9 outra coisa que a continua\u00e7\u00e3o da luta geral do proletariado em tempos de paz. Em tempos de paz o proletariado rejeita e sabota <em>todos<\/em> os atos e medidas do governo burgu\u00eas? Mesmo durante uma greve que cubra toda uma cidade, os trabalhadores tomam medidas para garantir que a comida seja entregue em seus pr\u00f3prios distritos, garantem que tenham \u00e1gua, que os hospitais n\u00e3o sofram e assim por diante. Tais medidas n\u00e3o s\u00e3o ditadas pelo oportunismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 burguesia, mas dizem respeito aos interesses da pr\u00f3pria greve, \u00e0 simpatia das massas submersas da cidade, etc. Estas regras elementares da estrat\u00e9gia prolet\u00e1ria em tempos de paz mant\u00eam tamb\u00e9m todo o seu rigor em tempos de guerra.<\/p>\n<p>Uma atitude irreconcili\u00e1vel contra o militarismo burgu\u00eas n\u00e3o significa nunca que o proletariado em todos os casos entre em luta contra seu pr\u00f3prio ex\u00e9rcito &#8220;nacional&#8221;. Pelo menos os trabalhadores n\u00e3o iriam interferir nos soldados que estivessem combatendo um inc\u00eandio ou resgatando pessoas afogadas durante uma inunda\u00e7\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, ajudariam ombro a ombro os soldados e confraternizariam com eles. E o problema n\u00e3o \u00e9 exclusivo para casos de calamidades naturais. Se os fascistas franceses tentassem hoje um golpe de Estado e o governo de Daladier se visse for\u00e7ado a mobilizar suas tropas contra os fascistas, os trabalhadores revolucion\u00e1rios, mantendo sua completa independ\u00eancia pol\u00edtica, lutariam contra os fascistas ao lado dessas tropas. Assim, em muitos casos, os trabalhadores se v\u00eam for\u00e7ados n\u00e3o apenas a permitir e tolerar, mas tamb\u00e9m a apoiar ativamente as medidas pr\u00e1ticas do governo burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Em noventa por cento dos casos, os trabalhadores realmente colocam um sinal de menos onde a burguesia coloca um sinal de mais. No entanto, nos dez por cento, eles s\u00e3o obrigados a colocar o mesmo sinal que a burguesia, mas com sua pr\u00f3pria marca, expressando assim sua desconfian\u00e7a nela. A pol\u00edtica do proletariado de modo algum deriva automaticamente da pol\u00edtica da burguesia, colocando apenas o sinal contr\u00e1rio (isso faria de cada sect\u00e1rio um mestre estrategista). N\u00e3o, o partido revolucion\u00e1rio deve, a cada vez, orientar-se <em>independentemente<\/em> tanto na situa\u00e7\u00e3o interna quanto na externa, chegando \u00e0s conclus\u00f5es que melhor correspondam aos interesses do proletariado. Esta regra se aplica tanto ao per\u00edodo de guerra quanto ao per\u00edodo de paz.<\/p>\n<p>Imaginemos que na pr\u00f3xima guerra europeia o proletariado belga tome o poder antes do proletariado franc\u00eas. Hitler, sem d\u00favida, tentar\u00e1 esmagar o proletariado belga. Para cobrir seu pr\u00f3prio flanco, o governo burgu\u00eas da Fran\u00e7a pode ser for\u00e7ado a ajudar com armas o governo oper\u00e1rio belga. \u00c9 claro que os sovi\u00e9ticos belgas pegar\u00e3o essas armas com as duas m\u00e3os. Mas, agindo com base no princ\u00edpio do derrotismo, deveriam os trabalhadores franceses bloquear o envio de armas de seu pr\u00f3prio governo ao proletariado belga? Apenas traidores descarados ou idiotas completos podem raciocinar assim.<\/p>\n<p>A burguesia francesa enviaria armas ao proletariado belga apenas por medo de um maior perigo militar e esperando esmagar mais tarde a revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria com suas pr\u00f3prias armas. Para os trabalhadores franceses, ao contr\u00e1rio, o proletariado belga \u00e9 o maior apoio na luta contra sua pr\u00f3pria burguesia. O resultado da luta decidir\u00e1, em \u00faltima an\u00e1lise, a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as dentro da qual as pol\u00edticas corretas entram como um fator muito importante. A primeira tarefa do partido revolucion\u00e1rio \u00e9 utilizar a contradi\u00e7\u00e3o entre dois pa\u00edses imperialistas, Fran\u00e7a e Alemanha, para salvar o proletariado belga.<\/p>\n<p>Os escol\u00e1sticos ultraesquerdistas n\u00e3o pensam em termos concretos, mas em abstra\u00e7\u00f5es vazias. Transformaram a ideia do derrotismo em um vazio semelhante. N\u00e3o podem ver claramente nem o processo de guerra nem o processo da revolu\u00e7\u00e3o. Procuram uma f\u00f3rmula hermeticamente selada que exclua o ar fresco. Mas tal f\u00f3rmula desse tipo n\u00e3o pode oferecer nenhuma orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 vanguarda do proletariado.<\/p>\n<p>Levar a luta de classes \u00e0 sua forma mais elevada &#8211; a guerra civil &#8211; \u00e9 tarefa do derrotismo. Mas essa tarefa s\u00f3 pode ser resolvida por meio da mobiliza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria das massas, isto \u00e9, ampliando, aprofundando e agu\u00e7ando aqueles m\u00e9todos revolucion\u00e1rios que constituem o conte\u00fado da luta de classes em &#8220;tempo de paz&#8221;. O partido do proletariado n\u00e3o recorre a m\u00e9todos artificiais como incendiar armaz\u00e9ns, plantar bombas, destruir comboios, etc., com o objetivo de conseguir a derrota de seu pr\u00f3prio governo. Mesmo que tivesse \u00eaxito nesse caminho, a derrota militar de modo algum levaria ao sucesso revolucion\u00e1rio, \u00eaxito que s\u00f3 pode ser garantido pelo movimento independente do proletariado. O derrotismo revolucion\u00e1rio significa apenas que na luta de classes o partido prolet\u00e1rio n\u00e3o se det\u00e9m diante de nenhuma considera\u00e7\u00e3o &#8220;patri\u00f3tica&#8221;, porque a derrota de seu pr\u00f3prio governo imperialista, provocada ou acelerada pelo movimento revolucion\u00e1rio de massas, \u00e9 um <em>mal<\/em> incomparavelmente <em>menor<\/em> do que a vit\u00f3ria alcan\u00e7ada com o pre\u00e7o da unidade nacional, isto \u00e9, pela prostra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do proletariado. Nisso reside o pleno significado do derrotismo, e esse significado \u00e9 totalmente suficiente.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que os m\u00e9todos de luta mudam quando a luta entra abertamente na fase revolucion\u00e1ria. A guerra civil \u00e9 uma guerra e neste aspecto tem suas leis particulares. Em uma guerra civil, bombardear armaz\u00e9ns, destruir comboios e todas as formas de &#8220;sabotagem&#8221; militar s\u00e3o inevit\u00e1veis. Sua conveni\u00eancia \u00e9 decidida exclusivamente por considera\u00e7\u00f5es militares; a guerra civil continua a pol\u00edtica revolucion\u00e1ria, mas por outros meios, precisamente os militares.<\/p>\n<p>No entanto, durante uma guerra imperialista, pode haver casos em que o partido revolucion\u00e1rio seja for\u00e7ado a recorrer a m\u00e9todos t\u00e9cnico-militares, mesmo que ainda n\u00e3o sejam uma continua\u00e7\u00e3o direta do movimento revolucion\u00e1rio em seu<em> pr\u00f3prio pa\u00eds<\/em>. Quando se trata de enviar armas ou tropas contra um governo oper\u00e1rio ou uma rebeli\u00e3o colonial, n\u00e3o apenas os m\u00e9todos do boicote e a greve, mas a sabotagem militar direta pode se tornar pr\u00e1tica e obrigat\u00f3ria. Recorrer ou n\u00e3o a tais medidas depender\u00e1 das possibilidades pr\u00e1ticas. Se os trabalhadores belgas, ao tomarem o poder em tempos de guerra, tiverem seus pr\u00f3prios agentes militares em solo alem\u00e3o, ser\u00e1 dever destes agentes n\u00e3o hesitar diante de qualquer meio t\u00e9cnico para deter as tropas de Hitler. \u00c9 absolutamente claro que tamb\u00e9m os trabalhadores revolucion\u00e1rios alem\u00e3es s\u00e3o obrigados (se puderem) a realizar tarefas para a revolu\u00e7\u00e3o belga, independentemente do curso geral do movimento revolucion\u00e1rio na pr\u00f3pria Alemanha.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica derrotista, isto \u00e9, a pol\u00edtica de luta irreconcili\u00e1vel de classes em tempos de guerra, n\u00e3o pode, portanto, ser a mesma em todos os pa\u00edses, assim como a pol\u00edtica do proletariado n\u00e3o pode ser a mesma em tempos de paz. Somente a Comintern dos ep\u00edgonos estabeleceu um regime em que os partidos de todos os pa\u00edses iniciam a marcha simultaneamente com o p\u00e9 esquerdo. Na luta contra esse cretinismo burocr\u00e1tico tentei provar mais de uma vez que os princ\u00edpios e tarefas gerais devem ser realizados em cada pa\u00eds de acordo com as condi\u00e7\u00f5es internas e externas. Este princ\u00edpio conserva tamb\u00e9m toda a sua for\u00e7a em tempos de guerra.<\/p>\n<p>Aqueles ultraesquerdistas que n\u00e3o querem pensar como marxistas &#8211; \u00e9 disso que se trata \u2013 ser\u00e3o surpreendidos pela guerra. Sua pol\u00edtica em tempos de guerra ser\u00e1 a fatal consuma\u00e7\u00e3o de sua pol\u00edtica em tempos de paz. O primeiro tiro de artilharia enviar\u00e1 os ultraesquerdistas para a inexist\u00eancia pol\u00edtica ou para o campo do social-patriotismo, exatamente como os anarquistas espanh\u00f3is, aqueles absolutos &#8220;negadores&#8221; do Estado, que pelas mesmas raz\u00f5es se tornaram ministros burgueses quando chegou a guerra. Para realizar uma pol\u00edtica correta em tempos de guerra, devemos aprender a pensar corretamente em tempos de paz.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>[1] Aprendam a pensar. Nova Internacional, julho de 1938.<\/p>\n<p>[2] Podemos deixar de lado aqui a quest\u00e3o do car\u00e1ter de classe da URSS. Interessa-nos a quest\u00e3o de uma pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o aos estados oper\u00e1rios em geral ou a um pa\u00eds colonial que luta pela sua independ\u00eancia. No que diz respeito \u00e0 natureza de classe da URSS, recomendamos incidentalmente aos ultraesquerdistas que se olhem no espelho do livro de A. Ciliga, <em>In the Country of the Big Lie<\/em>. [No pa\u00eds da grande mentira.] O autor ultraesquerdista, sem a menor escola marxista, desenvolve sua ideia at\u00e9 o fim, ou seja, at\u00e9 a abstra\u00e7\u00e3o anarco-liberal [Nota de Leon Trotsky].<\/p>\n<p>[3] A Sra. Simone Weil escreve inclusive que nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma de Plekhanov em 1914-1918. Claro, Simone Weil tem o direito de n\u00e3o entender nada. Embora n\u00e3o seja necess\u00e1rio que abuse desse direito. [Nota de Leon Trotsky] <em>Simone Weil<\/em> (1909-1943): intelectual radical francesa que se converteu ao misticismo e ao catolicismo antes de morrer de fome voluntariamente durante a Segunda Guerra Mundial na Inglaterra. <em>Georgi Plekhanov<\/em> (1856-1918): fundador do marxismo russo, foi dirigente da fac\u00e7\u00e3o menchevique em 1903. Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial em 1914, apoiou o governo czarista e depois se op\u00f4s \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro.<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/ceip.org.ar\/Aprendan-a-pensar<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Tae Amaru<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma sugest\u00e3o amistosa para certos ultraesquerdistas [1]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":66418,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3182,3658,10,91],"tags":[4559,4543,1382],"class_list":["post-66417","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-guerra-contra-ucrania","category-russia","category-teoria","category-ucrania","tag-aprendam-a-pensar","tag-guerra-ucrania","tag-trotsky"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/trotsky.jpg","categories_names":["Guerra contra Ucrania","R\u00fassia","TEORIA","Ucr\u00e2nia"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66417","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66417"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66417\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66418"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66417"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66417"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66417"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}