{"id":66382,"date":"2022-03-15T15:29:33","date_gmt":"2022-03-15T18:29:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=66382"},"modified":"2022-03-15T15:29:33","modified_gmt":"2022-03-15T18:29:33","slug":"polemica-sobre-a-consigna-nao-a-guerra-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2022\/03\/15\/polemica-sobre-a-consigna-nao-a-guerra-na-ucrania\/","title":{"rendered":"Pol\u00eamica| Sobre a consigna \u201cN\u00e3o \u00e0 guerra\u201d na Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p><em>A invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pelas tropas do ex\u00e9rcito russo, ordenada pelo regime de Vladimir Putin, dividiu \u00e1guas na esquerda mundial. Em linhas gerais, tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o apresentadas.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n<p>A primeira delas, levantada por organiza\u00e7\u00f5es que v\u00eam do velho tronco estalinista, \u00e9 o apoio a esta invas\u00e3o com os argumentos de que essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida contra o imperialismo e seu bra\u00e7o militar ( OTAN) que usam a Ucr\u00e2nia para agredir a R\u00fassia. Este argumento \u00e9 complementado com o de que o governo ucraniano est\u00e1 dominado por for\u00e7as neonazistas. Em v\u00e1rios artigos espec\u00edficos, a LIT-QI respondeu ao que consideramos ser uma grande mentira para justificar esta agress\u00e3o militar<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Em uma localiza\u00e7\u00e3o oposta, a LIT e outras organiza\u00e7\u00f5es sustentam que, no marco de outras considera\u00e7\u00f5es, o conte\u00fado essencial do conflito iniciado pela invas\u00e3o russa \u00e9 a agress\u00e3o militar de um pa\u00eds mais forte e poderoso (a R\u00fassia) contra outro mais fraco (a Ucr\u00e2nia). Isto no marco que, salvo um curto per\u00edodo no in\u00edcio da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (quando foi aplicada a pol\u00edtica proposta por L\u00eanin, agora muito criticada por Putin), os governos russos sempre consideraram a Ucr\u00e2nia como seu \u201cquintal\u201d. Por isso, apoiamos a luta dos trabalhadores e do povo ucraniano contra a invas\u00e3o e somos pela derrota das tropas russas nesta guerra<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que existe um importante recha\u00e7o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da guerra em geral, um sentimento l\u00f3gico entre milh\u00f5es de trabalhadores e setores populares que veem com horror as nefastas consequ\u00eancias da decad\u00eancia capitalista no terreno armado. Existem tamb\u00e9m muitos setores que compreendem o \u201cn\u00e3o \u00e0 guerra\u201d como uma forma de expressar o rep\u00fadio \u00e0 invas\u00e3o de Putin, entendendo esse recha\u00e7o como um recha\u00e7o \u00e0 invas\u00e3o e uma exig\u00eancia de que esta retroceda. Queremos estabelecer um di\u00e1logo com todos esses companheiros que partem de um sentimento justo, o qual at\u00e9 podemos compartilhar em geral, para compreender que no atual estado de um conflito concreto desatado, o rep\u00fadio aos horrores da guerra e \u00e0 invas\u00e3o das tropas russas contra a Ucr\u00e2nia, precisa em primeiro lugar de uma localiza\u00e7\u00e3o clara do lado que est\u00e1 sendo atacado por uma na\u00e7\u00e3o opressora, e uma interven\u00e7\u00e3o que se coloque claramente pela derrota dos invasores, como \u00fanica possibilidade de acabar com o flagelo.<\/p>\n<p>No meio, surgem posi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 n\u00e3o de setores de massas, mas de correntes pol\u00edticas organizadas, \u201cpacifistas\u201d, cuja pol\u00edtica se resume na consigna \u201cN\u00e3o \u00e0 guerra\u201d. Especificamente, esta proposta significa dizer: <em>\u201cneste conflito n\u00e3o temos lado\u201d<\/em>. Nesta posi\u00e7\u00e3o, concordam dois setores diferentes, que chegam a essa consigna com racioc\u00ednios diferentes.<\/p>\n<p>O primeiro \u00e9 um setor que parte das concep\u00e7\u00f5es pacifistas tradicionais: todas as guerras s\u00e3o m\u00e1s. Portanto, devem ser condenadas como tais, para lutar pela \u201cpaz\u201d e pela necessidade de a\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas para deter a guerra e dar-lhe uma sa\u00edda negociada<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Uma posi\u00e7\u00e3o que coincide com a apresentada pelo presidente turco Recep Erdogan (embora ele o fa\u00e7a por considera\u00e7\u00f5es e necessidades pol\u00edticas diferentes) que, em uma reuni\u00e3o telef\u00f4nica com Putin, lhe prop\u00f4s <em>\u201cabramos o caminho para a paz\u201d<\/em>\u00a0 e que, para isso, era necess\u00e1rio decretar um imediato <em>\u201ccessar fogo\u201d<\/em>. Erdogan, inclusive, se ofereceu como mediador. Putin lhe respondeu negativamente. Nesta vertente se inscrevem correntes como o Podemos do Estado Espanhol, para quem a \u201cpaz\u201d significa, al\u00e9m de chamar a mobiliza\u00e7\u00e3o pelo \u201cn\u00e3o \u00e0 guerra\u201d, tamb\u00e9m negar qualquer envio de armas \u00e0 resist\u00eancia ucraniana, favorecendo de fato a sustenta\u00e7\u00e3o da superioridade militar do invasor Putin.<\/p>\n<p>A segunda vertente do \u201cN\u00e3o \u00e0 guerra\u201d \u00e9 representada por organiza\u00e7\u00f5es que se reivindicam leninistas e trotskistas. \u00c9 o caso das organiza\u00e7\u00f5es que integram a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores \u2013 Unidade (FIT-U) da Argentina. Recentemente, os deputados nacionais Nicol\u00e1s del Ca\u00f1o, Myriam Bregman e Alejandro Vilca, do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), e Romina del Pl\u00e1, do Partido Oper\u00e1rio (PO) divulgaram uma foto tirada no Congresso argentino segurando cartazes com essa consigna (ver ilustra\u00e7\u00e3o deste artigo). Essas organiza\u00e7\u00f5es defendem esta proposta nas declara\u00e7\u00f5es e artigos publicados em suas p\u00e1ginas web<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn4\">[4]<\/a>. \u00c9 com esta posi\u00e7\u00e3o que queremos debater, porque a consideramos equivocada. Outra organiza\u00e7\u00e3o da FIT-U Esquerda Socialista (IS) expressa uma defini\u00e7\u00e3o diferente e muito mais correta, mas acaba assumindo a que acabamos de expor para n\u00e3o colocar em risco seus acordos com o PTS e o PO na FIT-U.<\/p>\n<p><strong>O crit\u00e9rio de L\u00eanin frente \u00e0s guerras \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O ponto de partida do debate \u00e9 que, para n\u00f3s, de acordo com L\u00eanin, as diferentes guerras n\u00e3o podem ser consideradas iguais: \u00e9 necess\u00e1rio compreender o significado espec\u00edfico de cada guerra para se posicionar frente a ela.<\/p>\n<p>A refer\u00eancia mais clara neste sentido \u00e9 o trabalho <em>O socialismo e a guerra<\/em>\u00a0(1915), escrito por L\u00eanin com o objetivo de orientar o partido bolchevique russo e a ala revolucion\u00e1ria da II Internacional frente \u00e0 Primeira Guerra Mundial<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn5\">[5]<\/a>. Nesse trabalho, L\u00eanin reivindica o conceito elaborado pelo general prussiano Carl von Clausewitz, em 1832:\u00a0<em>\u201cA guerra \u00e9 o prolongamento da pol\u00edtica por outros meios\u201d<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn6\"><strong><em>[6]<\/em><\/strong><\/a><em>.<\/em>\u00a0 Ou seja, para caracterizar qualquer guerra e estabelecer uma posi\u00e7\u00e3o frente a ela, n\u00f3s marxistas devemos primeiro estudar e compreender o <strong>car\u00e1cter pol\u00edtico\u00a0<\/strong>de tal guerra.<\/p>\n<p>L\u00eanin caracterizou corretamente que a Primeira Guerra Mundial era essencialmente uma guerra interimperialista e nela os socialistas <em>\u201cn\u00e3o tinham p\u00e1tria\u201d.<\/em> A partir da\u00ed, realizou uma cr\u00edtica feroz aos principais partidos da II Internacional (o alem\u00e3o e o franc\u00eas) que apoiavam suas respectivas burguesias imperialistas. Para ele, a \u00fanica linha poss\u00edvel frente a este tipo de guerra era o <strong>derrotismo revolucion\u00e1rio\u00a0<\/strong>(<em>\u201ca derrota do pr\u00f3prio imperialismo \u00e9 o mal menor\u201d<\/em>) e orientou o partido bolchevique\u00a0 a <em>\u201ctransformar a guerra interimperialista em guerra revolucion\u00e1ria de classes\u201d<\/em>, algo que foi concretizado na Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro (1917). Ao mesmo tempo, analisou que h\u00e1 outro tipo de guerras, \u00e0s que chamava de \u2018necess\u00e1rias e justas\u2019: <em>\u201cA hist\u00f3ria conheceu muitas guerras que, apesar dos horrores, das ferocidades, das calamidades e dos sofrimentos que toda guerra acarreta inevitavelmente, foram progressistas, isto \u00e9, \u00fateis para o progresso da humanidade\u2026\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Dentro deste \u00faltimo tipo de guerra, definia uma em especial: <em>\u201cOs socialistas admitiam e continuam admitindo o car\u00e1ter leg\u00edtimo, progressista e justo da \u2018defesa da p\u00e1tria\u2019 ou de uma guerra \u2018defensiva\u2019. Se, por exemplo, amanh\u00e3 o Marrocos declarasse guerra \u00e0 Fran\u00e7a; a \u00cdndia \u00e0 Inglaterra; a P\u00e9rsia ou China \u00e0 R\u00fassia, etc, essas guerras seriam guerras \u2018justas\u2019, \u2018defensivas\u2019, independentemente de quem atacou primeiro, e todo socialista simpatizaria com a vit\u00f3ria dos Estados oprimidos, dependentes, menosprezados em seus direitos, sobre as \u2018grandes\u2019 pot\u00eancias opressoras, escravizadoras e exploradoras\u201d.<\/em> Ou seja, para L\u00eanin, a posi\u00e7\u00e3o frente \u00e0 guerra e seu resultado n\u00e3o dependia do tipo de dire\u00e7\u00e3o que essa luta tivesse no pa\u00eds oprimido, mas o car\u00e1cter dos pa\u00edses em conflito. Neste caso, os socialistas <em>\u201cdeviam defender a p\u00e1tria\u201d <\/em>do pa\u00eds oprimido e localizar-se em seu campo militar. Esse era, para ele, o par\u00e2metro central e um fio condutor para a revolu\u00e7\u00e3o socialista: <em>\u201cos socialistas n\u00e3o podem alcan\u00e7ar seu elevado objetivo sem lutar contra toda a opress\u00e3o das na\u00e7\u00f5es\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Trotsky compartilhava estes crit\u00e9rios de L\u00eanin. Ante a invas\u00e3o japonesa \u00e0 China, escreveu: \u201cSe existe no mundo uma guerra justa, essa \u00e9 a guerra do povo chin\u00eas contra seus opressores. Todas as organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias, todas as for\u00e7as progressistas da China, sem abandonar seu programa nem sua independ\u00eancia pol\u00edtica, devem cumprir at\u00e9 o final seu dever na guerra de liberta\u00e7\u00e3o, independentemente de sua atitude a respeito do governo de Chiang kai Shek\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn7\"><strong>[7]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>A pol\u00edtica \u201cpacifista\u201d serve a Putin e \u00e0 \u00a0invas\u00e3o russa<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Em suas declara\u00e7\u00f5es, tanto o PTS como o PO, expressam que existe uma agress\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia e do regime de Putin. O PTS afirma: \u201cA invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o claramente reacion\u00e1ria, onde uma pot\u00eancia que tem o terceiro ex\u00e9rcito do mundo e armamento nuclear invade militarmente um estado fronteiri\u00e7o para impor suas pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es e interesses\u201d. <\/em>Enquanto que o PO analisa que: <em>\u201dA incurs\u00e3o militar da R\u00fassia n\u00e3o responde a um interesse popular nem a uma causa de emancipa\u00e7\u00e3o nacional e social dos trabalhadores[\u2026], mas aos interesses e apetites da camarilha e oligarquia restauracionista russa, em sua queda de bra\u00e7o com o Ocidente\u201d <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn8\"><strong>[8]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n<p>Por que, ent\u00e3o, n\u00e3o aplicam o crit\u00e9rio de L\u00eanin frente a este tipo de guerras: que os socialistas <em>\u201cdeviam defender a p\u00e1tria\u201d<\/em> do pa\u00eds oprimido e localizar-se em seu campo militar? Ou seja, se o aplicarmos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual da Ucr\u00e2nia: apoiar a luta deste pa\u00eds contra a invas\u00e3o russa e trabalhar pela sua derrota.<\/p>\n<p>\u00c9 que, a partir dessa considera\u00e7\u00e3o inicial, ambas as organiza\u00e7\u00f5es desenvolvem uma estrutura argumentativa na qual o povo ucraniano enfrenta, <strong>neste momento<\/strong>, dois inimigos equivalentes: a invas\u00e3o russa, por um lado, e a penetra\u00e7\u00e3o imperialista, pelo outro. Por exemplo, o PTS expressa: <em>\u201cAs pot\u00eancias imperialistas da OTAN est\u00e3o usando a ocupa\u00e7\u00e3o russa, que gerou um justo rep\u00fadio em grande parte da popula\u00e7\u00e3o destes pa\u00edses, para justificar um renovado auge do militarismo. No caso da Alemanha se trata de um \u2018giro hist\u00f3rico\u2019, como o chamou seu chanceler socialdemocrata Olaf Scholz, no intervencionismo militar desta pot\u00eancia imperialista\u201d. <\/em>Por seu lado, o PO vai mais longe, ao destacar: <em>\u201cEstamos frente a um novo cap\u00edtulo de um conflito que tem como primeiro e grande respons\u00e1vel o imperialismo\u201d,<\/em> e em seu programa para a situa\u00e7\u00e3o coloca o <em>\u201cFora\u00a0 OTAN e o FMI\u201d\u00a0<\/em> em uma hierarquia superior \u00e0 luta contra a invas\u00e3o russa.<\/p>\n<p>Vamos nos deter um pouco nestes argumentos. Eles partem de elementos que, em si mesmos, s\u00e3o corretos. Em primeiro lugar, \u00e9 verdade que, na realidade atual, toda guerra no mundo \u00e9, em \u00faltima inst\u00e2ncia, responsabilidade do capitalismo imperialista. Em segundo lugar, \u00e9 verdade que a burguesia ucraniana patente no governo de Volod\u00edmir Zelenski tem o projeto de se integrar \u00e0 Uni\u00e3o Europeia na qualidade de semicol\u00f4nia, e inclusive de se integrar \u00e0 OTAN. Em terceiro lugar, \u00e9 verdade que o imperialismo avan\u00e7ava nesse projeto para submeter pol\u00edtica, financeira e militarmente a Ucr\u00e2nia, e agora pretende usar a guerra para \u201cmarcar o territ\u00f3rio para Putin\u201d em suas aspira\u00e7\u00f5es de ter uma \u201c\u00e1rea de influ\u00eancia pr\u00f3pria\u201d para atuar como intermedi\u00e1rio da coloniza\u00e7\u00e3o imperialista<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Em condi\u00e7\u00f5es \u201cnormais\u201d, isto \u00e9, sem invas\u00e3o russa, o eixo de um programa para a Ucr\u00e2nia seria justamente a luta contra este processo de semicoloniza\u00e7\u00e3o promovido pelo imperialismo e pelo governo de Zelenski. Mas a realidade atual n\u00e3o \u00e9 \u201cnormal\u201d: h\u00e1 uma agress\u00e3o militar do ex\u00e9rcito russo, ordenada por Putin, contra o povo ucraniano.<\/p>\n<p>Como Eduardo Almeida coloca em seu artigo: <em>\u201cEsta n\u00e3o \u00e9 uma invas\u00e3o militar da OTAN contra o territ\u00f3rio russo. Nesse caso, sem d\u00favida nos posicionar\u00edamos em defesa da R\u00fassia, tanto porque \u00e9 uma economia dependente do imperialismo como por ter sido invadida. O que realmente existe \u00e9 uma invas\u00e3o militar russa \u00e0 Ucr\u00e2nia, para recompor sua opress\u00e3o direta. Esta \u00e9 a realidade concreta hoje. Uma brutal invas\u00e3o da segunda pot\u00eancia militar do mundo contra um pa\u00eds que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es militares para se enfrentar com a R\u00fassia, e que se apoia no hero\u00edsmo de seu povo\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn10\"><strong>[10]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Atualmente, quem est\u00e1 atacando e destruindo as cidades ucranianas, quem mata o povo ucraniano \u00e9 o ex\u00e9rcito russo, n\u00e3o a OTAN. Ao mesmo tempo, n\u00e3o h\u00e1 soldados da OTAN combatendo as tropas russas na Ucr\u00e2nia (que saibamos, em nenhum outro lado). O imperialismo, por suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es, nem sequer aplicou uma pol\u00edtica profunda de san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ao regime de Putin<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, dissolver esta guerra concreta que existe hoje na Ucr\u00e2nia, com um conte\u00fado muito preciso, em considera\u00e7\u00f5es gerais sobre \u201cos dois inimigos\u201d que, <strong>simultaneamente,<\/strong> o povo ucraniano deveria enfrentar, \u00e9 um erro grav\u00edssimo de an\u00e1lise e caracteriza\u00e7\u00e3o e, portanto, decorre em uma pol\u00edtica completamente equivocada<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Um beco sem sa\u00edda<\/strong><\/p>\n<p>Ao analisar que o povo ucraniano hoje deve enfrentar simultaneamente dois inimigos equivalentes, estas organiza\u00e7\u00f5es se metem em um beco sem sa\u00edda. Como localizar-se frente a uma luta que, por um lado, \u00e9 justa porque combate a um dos inimigos (a resist\u00eancia ucraniana \u00e0 invas\u00e3o russa ordenada por Putin), mas que, ao mesmo tempo, favoreceria ao outro (o imperialismo) e, portanto, tem um componente reacion\u00e1rio?<\/p>\n<p>Para tentar sair deste beco sem sa\u00edda, estas organiza\u00e7\u00f5es prop\u00f5em uma pol\u00edtica com dois componentes. Um, como vimos, \u00e9 o pacifismo do \u201cN\u00e3o \u00e0 guerra\u201d; ou seja, \u201cn\u00e3o tenho lado\u201d. Por isso, o PTS, para lutar contra a invas\u00e3o russa, nos prop\u00f5e:<em> \u201cA partir da esquerda revolucion\u00e1ria temos que encorajar em todo o mundo mobiliza\u00e7\u00f5es contra a guerra, que proponham a retirada das tropas russas da Ucr\u00e2nia\u2026\u201d .<\/em>Ou seja, em vez de chamar para apoiar a resist\u00eancia ucraniana e fazer todo o poss\u00edvel para que triunfe, dizem aos ucranianos que est\u00e3o sob as bombas e balas do ex\u00e9rcito russo (e aos trabalhadores e povos do mundo) que temos que lutar contra a invas\u00e3o \u201cmarchando pela paz\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn13\">[13]<\/a>. Na guerra atual, o \u00fanico lugar do mundo em que uma pol\u00edtica pacifista \u00e9 progressiva \u00e9 na R\u00fassia, nas mobiliza\u00e7\u00f5es pela paz que enfrentam o governo de Putin e que este reprime duramente<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>O segundo componente \u00e9 um chamado abstrato \u00e0 luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista na Ucr\u00e2nia e R\u00fassia, como o \u00fanico caminho que pode garantir a autodetermina\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia e das rela\u00e7\u00f5es fraternais entre os povos russo e ucraniano. \u00c9 evidente que, em termos estrat\u00e9gicos, isto \u00e9 correto. Foi o que L\u00eanin demonstrou no curto per\u00edodo em que sua pol\u00edtica foi aplicada na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Mas proposta como uma orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica concreta, frente \u00e0 atual guerra na Ucr\u00e2nia, acaba sendo o que na Argentina se chama \u201cuma sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 bandeira\u201d <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>Ambos os componentes chocam-se abertamente contra os crit\u00e9rios e a pol\u00edtica propostos por L\u00eanin no material j\u00e1 citado. Em primeiro lugar, vimos que, para ele, em uma guerra entre um pa\u00eds oprimido e um pa\u00eds opressor, os socialistas <em>\u201cdeviam defender a p\u00e1tria\u201d<\/em>\u00a0do pa\u00eds oprimido. No marco de sua caracteriza\u00e7\u00e3o de que estava em curso uma guerra interimperialista, L\u00eanin era totalmente consciente de que a luta de um pa\u00eds oprimido contra seu opressor poderia favorecer o outro campo imperialista (no caso dos exemplos que ele d\u00e1, aos chamados Imp\u00e9rios Centrais). Entretanto, mantinha com total firmeza sua posi\u00e7\u00e3o de apoio ao pa\u00eds oprimido.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, longe de fazer um chamado abstrato \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o socialista, L\u00eanin afirmava: <em>\u201cOs socialistas n\u00e3o podem alcan\u00e7ar seu elevado objetivo sem lutar contra toda a opress\u00e3o das na\u00e7\u00f5es\u201d. <\/em>Em outras palavras, um dos caminhos mais importantes para a revolu\u00e7\u00e3o socialista passa pelo apoio \u00e0 luta dos pa\u00edses oprimidos contra os opressores. Especificamente, na guerra atual, o caminho por uma nova revolu\u00e7\u00e3o socialista na Ucr\u00e2nia (e tamb\u00e9m na R\u00fassia) passa pelo triunfo da resist\u00eancia ucraniana e da derrota da invas\u00e3o russa.<\/p>\n<p>Nesse marco, n\u00e3o depositamos nenhuma confian\u00e7a no governo de Zelenski nem na burguesia ucraniana, que est\u00e3o dispostos a entregar o pa\u00eds ao imperialismo. Consideramos menos ainda que um triunfo da resist\u00eancia ucraniana possa vir das m\u00e3os do imperialismo e de uma interven\u00e7\u00e3o militar da OTAN no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como dissemos, a pol\u00edtica que o PTS e o PO nos prop\u00f5em choca frontalmente contra os crit\u00e9rios e a pol\u00edtica propostos por L\u00eanin. De fato, acaba sendo uma pol\u00edtica abstencionista (nem-nem) que capitula e favorece Putin e a invas\u00e3o russa, e que n\u00e3o luta contra ela.<\/p>\n<p><strong>O que propomos fazer?<\/strong><\/p>\n<p>Este debate n\u00e3o ficaria completo se n\u00e3o nos refer\u00edssemos \u00e0s propostas que devemos levar aos trabalhadores e \u00e0s massas do mundo, e \u00e0s suas organiza\u00e7\u00f5es, para apoiar a resist\u00eancia do povo ucraniano e contra a invas\u00e3o do ex\u00e9rcito russo. N\u00e3o nos referimos ao programa ou conjunto de consignas que devemos propor frente \u00e0 guerra (que foram formuladas em diferentes declara\u00e7\u00f5es da LIT<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn16\">[16]<\/a>) mas \u00e0s tarefas que podem ser assumidas.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, claro, mobilizar-se para manifestar publicamente esse apoio, como vem acontecendo na Europa e outras partes do mundo<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn17\">[17]<\/a>. Nesse marco, \u00e9 poss\u00edvel e necess\u00e1rio constituir comit\u00eas de solidariedade para poder concretizar esse apoio.<\/p>\n<p>Trata-se de uma guerra, na qual apoiamos a resist\u00eancia de um povo que combate seu inimigo em grande desigualdade de condi\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, a quest\u00e3o do armamento e dos suprimentos militares passa a ser uma quest\u00e3o central. Nesse sentido, tal como a declara\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es da LIT-QI da Europa e dos EUA manifesta, devemos apoiar ativamente os esfor\u00e7os dos ucranianos para adquirir armas e suprimentos para se defenderem <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p>Nesse marco, acreditamos que seja totalmente correto mobilizar-se para exigir dos governos (em especial dos pa\u00edses imperialistas) que entreguem \u00e0 resist\u00eancia ucraniana as armas e todos os materiais necess\u00e1rios (muni\u00e7\u00f5es, alimenta\u00e7\u00e3o, medicamentos) diretamente e sem nenhuma condi\u00e7\u00e3o. Somos totalmente contra a entrada da OTAN no conflito, e exigimos sua dissolu\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m chamamos para combater as medidas de \u201cfortalecimento\u201d dos ex\u00e9rcitos que a comp\u00f5em (como acaba de anunciar o governo alem\u00e3o) porque s\u00e3o uma amea\u00e7a para todos os povos do mundo. O que dizemos \u00e9 que temos que exigir desses governos que entreguem as armas \u00e0 resist\u00eancia ucraniana direta e incondicionalmente.<\/p>\n<p>Vejamos agora a quest\u00e3o das san\u00e7\u00f5es. Como crit\u00e9rio mais geral, nos opomos \u00e0s san\u00e7\u00f5es dos governos imperialistas contra outras na\u00e7\u00f5es, porque significam um \u201ccastigo\u201d contra essas na\u00e7\u00f5es. Entretanto, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es diferentes em que apoiamos e exigimos san\u00e7\u00f5es. Por exemplo, na \u00e9poca do regime de apartheid na \u00c1frica do Sul ou, atualmente, com a campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e San\u00e7\u00f5es) contra o Estado de Israel.<\/p>\n<p><strong>Em especial, como exprime uma declara\u00e7\u00e3o j\u00e1 citada, somos a favor de sancionar \u00a0<em>\u201c<\/em><\/strong><em>os oligarcas, a quem Putin representa [\u2026] \u00e9 precisamente onde Putin pode e deve ser golpeado para det\u00ea-lo e faz\u00ea-lo retroceder\u201d<a name=\"_ftnref19\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn19\"><strong>[19]<\/strong><\/a>.\u00a0<\/em>Nela se menciona que um estudo recente informa que estes grandes burgueses russos<em>\u00a0\u201cdepositaram em pa\u00edses ocidentais como Reino Unido, Su\u00ed\u00e7a e outros, e em para\u00edsos fiscais, uma riqueza equivalente a 85% do PIB russo\u201d<a name=\"_ftnref20\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn20\"><strong>[20]<\/strong><\/a><\/em>. Devemos exigir que essa riqueza seja confiscada e entregue, diretamente e\u00a0 sem condi\u00e7\u00f5es, \u00e0 resist\u00eancia ucraniana.<\/p>\n<p>De modo especial, apoiamos as a\u00e7\u00f5es que os trabalhadores definam tomar atrav\u00e9s de suas organiza\u00e7\u00f5es. Por exemplo, os trabalhadores do porto da refinaria Ellesmere, em Cheshire, Inglaterra, se recusaram a descarregar petr\u00f3leo proveniente da R\u00fassia, replicando o que haviam feito os trabalhadores do terminal de g\u00e1s de Kent e em portos da Holanda. Segundo a informa\u00e7\u00e3o, <em>\u201cuma onda de protestos deste tipo se espalha pelos portos europeus em resposta \u00e0 invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftn21\"><strong>[21]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, frente \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia, s\u00e3o estas a pol\u00edtica e as tarefas que, os revolucion\u00e1rios que nos reivindicamos leninistas e trotskistas, devemos propor aos trabalhadores e \u00e0s massas. De outra forma, como dissemos, o pacifismo e o \u201cN\u00e3o \u00e0 guerra\u201d, acabam capitulando a Putin e \u00e0 sua invas\u00e3o.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0Ver, entre outros artigos\u00a0https:\/\/litci.org\/pt\/o-stalinismo-a-crise-da-ordem-mundial-e-a-invasao-russa\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0Ver, por exemplo:\u00a0https:\/\/litci.org\/pt\/derrotar-a-invasao-russa-tropas-russas-fora-da-ucrania-armas-para-a-resistencia-eua-otan-e-ue-fora-da-ucrania-dissolucao-da-otan-e-da-otsc\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn3\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0Sobre esta posi\u00e7\u00e3o, ver, por exemplo, a p\u00e1gina do ICIP (Instituto Catal\u00e1n Internacional para la Paz) en\u00a0<a href=\"https:\/\/www.icip.cat\/es\/opiniones-sobre-la-guerra-en-ucrania-con-perspectiva-de-paz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opiniones sobre la guerra en Ucrania con perspectiva de paz \u2013 ICIP<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0Ver: \u201c<a href=\"https:\/\/www.laizquierdadiario.com\/No-a-la-guerra-Fuera-las-tropas-rusas-de-Ucrania-Fuera-la-OTAN-de-Europa-del-este-No-al-rearme-imperialista-Por-la-unidad-internacional-de-la-clase-trabajadora-Por-una-politica-independiente-en-Ucrania-para-enfrentar-la-ocupacion-rusa-y-la-dominacion\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Declaraci\u00f3n. \u00a1No a la guerra!: fuera las tropas rusas de Ucrania, fuera la OTAN de Europa del Este, no al rearme imperialista\u201d (laizquierdadiario.com)<\/a>\u00a0y\u00a0<a href=\"https:\/\/po.org.ar\/comunicados\/guerra-a-la-guerra-fuera-la-otan-y-el-fmi-abajo-la-burocracia-restauracionista-de-putin\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>\u201cGuerra a la guerra\u201d. Fuera la OTAN y el FMI. Abajo la burocracia restauracionista de Putin (po.org.ar<\/em>)<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn5\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref5\">[5]<\/a>\u00a0Ver:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lenin\/obras\/1910s\/1915sogu.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lenin\/obras\/1910s\/1915sogu.htm<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn6\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref6\">[6]<\/a>\u00a0Ver Carl von Clausewitz,\u00a0<em>Sobre la guerra<\/em>, t. I, art. I, cap. I, sec. XXIV.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn7\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref7\">[7]<\/a>\u00a0<em>Ouevres<\/em>, 14, 30\/07\/1937, p. 216.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_ftn8\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref8\">[8]<\/a>\u00a0Ver nota 4.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn9\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref9\">[9]<\/a>\u00a0Sobre esta quest\u00e3o, recomendamos ler o artigo https:\/\/litci.org\/pt\/a-russia-sob-putin\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn10\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref10\">[10]<\/a>\u00a0https:\/\/litci.org\/pt\/o-stalinismo-a-crise-da-ordem-mundial-e-a-invasao-russa\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn11\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref11\">[11]<\/a>\u00a0Sobre esta quest\u00e3o, recomendamos ler https:\/\/litci.org\/pt\/o-impacto-da-guerra-russo-ucraniana-na-economia-mundial\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn12\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref12\">[12]<\/a>\u00a0Outra organiza\u00e7\u00e3o da esquerda argentina que n\u00e3o integra a FIT-U (o Nuevo MAS) desenvolveu a fundo esta vis\u00e3o. Em um artigo de seu principal dirigente, expressa que na Ucr\u00e2nia se desenvolvem<em>\u00a0\u201cdois conflitos superpostos\u201d;\u00a0<\/em>ou seja, duas guerras combinadas. Ver:\u00a0<a href=\"https:\/\/izquierdaweb.com\/sobre-el-caracter-de-la-guerra-en-ucrania\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/izquierdaweb.com\/sobre-el-caracter-de-la-guerra-en-ucrania\/<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn13\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref13\">[13]<\/a>\u00a0Por exemplo, na recente reuni\u00e3o do Plen\u00e1rio do Sindicalismo Combativo (PSC, no qual as for\u00e7as da FIT-U t\u00eam um grande peso) participaram mais de 600 ativistas e foi votada uma resolu\u00e7\u00e3o sobre a guerra da Ucr\u00e2nia com esse conte\u00fado.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn14\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref14\">[14]<\/a>\u00a0Ver, por exemplo: https:\/\/www.europapress.es\/internacional\/noticia-mas-mil-detenidos-principio-nuevas-manifestaciones-contra-guerra-rusia-20220306130116.html<\/p>\n<p><a name=\"_ftn15\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref15\">[15]<\/a>\u00a0Uma express\u00e3o que se aplica a um\u00a0<em>\u201c<\/em><em>Ditado ou declara\u00e7\u00e3o meramente formais, que na realidade n\u00e3o implicam nenhuma ades\u00e3o profunda \u00e0s ideias ou princ\u00edpios mencionados\u201d.<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_ftn16\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref16\">[16]<\/a>\u00a0Ver o especial\u00a0https:\/\/litci.org\/pt\/a-invasao-de-putin-e-a-guerra-na-ucrania\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn17\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref17\">[17]<\/a>\u00a0Ver por exemplo\u00a0<a href=\"https:\/\/es-us.noticias.yahoo.com\/miles-personas-manifiestan-ciudades-europeas-155812396.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Miles de personas se manifiestan en varias ciudades europeas en apoyo a Ucrania (yahoo.com)<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn18\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref18\">[18]<\/a>\u00a0https:\/\/litci.org\/pt\/derrotar-a-invasao-russa-tropas-russas-fora-da-ucrania-armas-para-a-resistencia-eua-otan-e-ue-fora-da-ucrania-dissolucao-da-otan-e-da-otsc\/<\/p>\n<p><a name=\"_ftn19\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref19\">[19]<\/a>\u00a0Idem.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn20\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref20\">[20]<\/a>\u00a0Ver\u00a0<em>From Soviets to Oligarchs: Inequality and Property in Russia 1905-2016<\/em>, de Filip Novokmet, Thomas Piketty y Gabriel Zucman\u00a0 en\u00a0<a href=\"http:\/\/wid.world\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/NPZ2017.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NPZ2017.pdf (wid.world)<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_ftn21\"><\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/#_ftnref21\">[21]<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/business\/2022\/mar\/04\/dockers-on-merseyside-refuse-to-unload-russian-oil-stanlow-kent-netherlands-ukraine\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dockers at UK refinery refuse to unload Russian oil | Shipping industry | The Guardian<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pelas tropas do ex\u00e9rcito russo, ordenada pelo regime de Vladimir Putin, dividiu \u00e1guas na esquerda mundial. 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