{"id":65427,"date":"2021-11-25T10:18:20","date_gmt":"2021-11-25T13:18:20","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=65427"},"modified":"2021-11-25T10:18:20","modified_gmt":"2021-11-25T13:18:20","slug":"fracasso-da-cop26-lutar-pelo-socialismo-para-enfrentar-a-emergencia-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/11\/25\/fracasso-da-cop26-lutar-pelo-socialismo-para-enfrentar-a-emergencia-climatica\/","title":{"rendered":"Fracasso da COP26: Lutar pelo socialismo para enfrentar a emerg\u00eancia clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><em>A 26\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP26), realizada em Glasgow, na Esc\u00f3cia, terminou como a ativista clim\u00e1tica Greta Thunberg havia previsto: em muito \u201cbl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1\u201d, na \u201ccelebra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios\u201d e em belos discursos que n\u00e3o puderam esconder o seu retumbante fracasso.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Jeferson Choma<\/p>\n<p>Foi mais um \u201cfracasso anunciado\u201d do capitalismo em rela\u00e7\u00e3o a como deter o aquecimento global. Mais uma prova de que esse sistema n\u00e3o pode deter a crise que ele pr\u00f3prio provocou; o que coloca a necessidade de super\u00e1-lo e da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista para enfrentar a emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Entendendo o fracasso<\/strong><\/p>\n<p>Para entendermos isso \u00e9 preciso lembrar que o objetivo da Confer\u00eancia era aprovar medidas que possam garantir os objetivos do \u201cAcordo de Paris\u201d, assinado por 195 pa\u00edses, como resultado da COP21, em 2015: limitar o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius, neste s\u00e9culo, fazendo esfor\u00e7os para chegar, ao m\u00e1ximo, a um aumento de 1,5\u00b0.<\/p>\n<p>Cientistas j\u00e1 avisaram que, caso a m\u00e9dia da temperatura da Terra aumente acima de 2\u00b0 Celsius, os impactos ser\u00e3o catastr\u00f3ficos, causando a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar e desastres naturais mais intensos e frequentes. Neste cen\u00e1rio, \u00e9 bem prov\u00e1vel que enfrentemos um colapso ambiental em cascata, \u00e0 medida que os sistemas terrestres ultrapassem seus limites cr\u00edticos.<\/p>\n<p>S\u00f3 para ficar em um exemplo, o aumento da temperatura acima de 2 graus pode causar o degelo do \u201cpermafrost\u201d, um solo permanentemente congelado existente na R\u00fassia, Alasca e Canad\u00e1, liberando uma quantidade imensa de carbono na atmosfera. Estima-se que o \u201cpermafrost\u201d contenha o dobro do di\u00f3xido de carbono (CO2) presente na atmosfera!<\/p>\n<p>Para impedir essa cat\u00e1strofe (ou seja, que a temperatura suba al\u00e9m dos 2\u00b0), seria preciso impor r\u00e1pidas e profundas redu\u00e7\u00f5es na emiss\u00e3o de carbono: de 45% at\u00e9 2030 (em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 2010) e emiss\u00e3o-zero, em 2050.<\/p>\n<p>Isso exigiria uma total revolu\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica, a come\u00e7ar pelo fechamento das minas de carv\u00e3o, pela n\u00e3o abertura de novas plataformas de petr\u00f3leo e g\u00e1s (at\u00e9 2030) e pelo interrompimento do uso de petr\u00f3leo e g\u00e1s, como combust\u00edveis, at\u00e9 2050. Tudo isto combinado com o desenvolvimento de fontes limpas de energia, tal como a energia solar, e\u00f3lica (captada com os ventos) e o hidrog\u00eanio verde (ou seja, produzido sem o uso de combust\u00edvel f\u00f3ssil).<\/p>\n<p>Mas, o capitalismo \u00e9 absolutamente incapaz de fazer essa transforma\u00e7\u00e3o e a COP26 foi mais um cap\u00edtulo desse fracasso.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia sequer renovou as metas para 2030 (sim, essas que definiam limitar o aquecimento para 1,5 grau). A declara\u00e7\u00e3o final tamb\u00e9m foi modificada. No lugar de\u00a0\u201celiminar gradualmente\u201d\u00a0o carv\u00e3o, a reda\u00e7\u00e3o final do documento fala em\u00a0\u201creduzir gradualmente\u201d\u00a0uso deste combust\u00edvel. A modifica\u00e7\u00e3o do texto foi realizada por press\u00e3o da \u00cdndia, o terceiro maior emissor mundial de gases de efeito estufa (que provocam uma reten\u00e7\u00e3o \u201cexcessiva\u201d de calor na atmosfera), depois da China e dos Estados Unidos. O pa\u00eds depende fortemente do carv\u00e3o e seu uso vai aumentar nessa d\u00e9cada.<\/p>\n<p><strong>Tecnologias a servi\u00e7o das petroleiras<\/strong><\/p>\n<p>O enviado clim\u00e1tico dos EUA, John Kerry, tentou salvar as apar\u00eancias e argumentou que a tecnologia de captura e armazenamento de carbono poderia ser desenvolvida para reter as emiss\u00f5es na fonte e armazen\u00e1-las no subsolo.<\/p>\n<p>No entanto, a captura e armazenamento de carbono \u00e9 uma proposta extremamente controversa para a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. No momento, a maior parte dos projetos de sequestro de carbono tem como objetivo armazen\u00e1-lo em forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas sedimentares em profundidade. O governo da Noruega at\u00e9 criou a Gassnova, uma companhia estatal para armazenar carbono nas profundezas do Mar do Norte. O curioso \u00e9 que quase todos esses projetos t\u00eam apoio e financiamento de petroleiras, como Chevron, BHP e Shell. Mas qual \u00e9 o interesse das petroleiras no desenvolvimento dessas tecnologias?<\/p>\n<p>Al\u00e9m do \u00f3bvio interesse em continuar emitindo CO2, h\u00e1 outro. Atualmente, 88% do sequestro de CO2 \u00e9 usado pela ind\u00fastria do petr\u00f3leo para extrair mais petr\u00f3leo. O CO2 capturado, uma vez que \u00e9 injetado em rochas sedimentares, pode ser usado para extrair os \u00faltimos dep\u00f3sitos de petr\u00f3leo, em po\u00e7os que j\u00e1 ultrapassaram o per\u00edodo de alta produtividade. Essa t\u00e9cnica \u00e9 utilizada h\u00e1 d\u00e9cadas pela ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s dos EUA e estima-se que seu uso pode resultar numa extra\u00e7\u00e3o extra de 30% de petr\u00f3leo. Ou seja, o desenvolvimento dessa tecnologia visa prolongar a era do combust\u00edvel f\u00f3ssil.<\/p>\n<h5><span style=\"background-color: #ff0000; color: #ffffff;\"><strong>Economia verde<\/strong><\/span><\/h5>\n<p><strong>Lucrando com a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Mas esses s\u00e3o apenas os fracassos mais vis\u00edveis da COP26, que tamb\u00e9m reiterou as velhas e surradas solu\u00e7\u00f5es da \u201ceconomia verde\u201d. Entre elas est\u00e1 o apoio ao mercado de \u201ccr\u00e9ditos de carbono\u201d, que s\u00e3o ativos financeiros negociados nas bolsas de valores, que permitem aos poluidores emitir gases de efeito estufa a um custo menor, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s multas e san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Outra \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d aventada por dezenas de \u201ccartilhas\u201d que projetam a diminui\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO2 \u00e9 o incentivo aos biocombust\u00edveis (produzidos atrav\u00e9s de mat\u00e9ria org\u00e2nica, a partir de produtos como cana-de-a\u00e7\u00facar, milho, soja, semente de girassol, madeira e celulose). Mas, pensar que a produ\u00e7\u00e3o de\u00a0 biocombust\u00edveis \u00e9 \u201csustent\u00e1vel\u201d \u00e9 um absurdo completo.<\/p>\n<p>Basta olhar para as regi\u00f5es do Brasil tomadas por enormes planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar usadas na produ\u00e7\u00e3o do etanol que suprimiram (e continuam a suprir) florestas e biomas (regi\u00f5es cujas caracter\u00edsticas do meio ambiente s\u00e3o semelhantes) inteiros. O interior do estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 uma dessas regi\u00f5es. A destrui\u00e7\u00e3o da mata nativa e sua substitui\u00e7\u00e3o por planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar foi um dos principais ingredientes para as tempestades de poeira que atingiram v\u00e1rias cidades nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p><strong>Ati\u00e7ando conflitos agr\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o incentivo aos biocombust\u00edveis aprofunda os m\u00e9todos e a l\u00f3gica da acumula\u00e7\u00e3o, aumentando a especula\u00e7\u00e3o de terras, a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, a expuls\u00e3o e a viol\u00eancia contra camponeses, quilombolas e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das raz\u00f5es que explicam porque nenhum governo deu aten\u00e7\u00e3o \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es do povo guarani-kaiow\u00e1, no Mato Grosso do Sul. Seu territ\u00f3rio ancestral est\u00e1 tomado por \u201cbiocombust\u00edveis\u201d (cana-de-a\u00e7\u00facar e soja at\u00e9 onde a vista alcan\u00e7a), enquanto eles continuam sendo exterminados por mil\u00edcias de fazendeiros e suas pequenas aldeias (confinadas em verdadeiros \u201cbantust\u00f5es\u201d, como eram chamados os territ\u00f3rios negros segregados, durante o regime do apartheid, na \u00c1frica do Sul) s\u00e3o atacadas e incendiadas todos os meses. De 2003 a 2014, foram assassinados 335 ind\u00edgenas somente nessa regi\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>O apoio ao uso dos biocombust\u00edveis dado pelos governos capitalistas \u00e9 o pren\u00fancio de mais e maiores conflitos agr\u00e1rios. Da\u00ed pode-se compreender a dimens\u00e3o da luta contra o \u201cmarco temporal\u201d travada pelos povos ind\u00edgenas do Brasil.<\/p>\n<p>A tal da \u201ceconomia verde\u201d n\u00e3o vai deter o colapso ambiental em curso. \u00c9 apenas uma nova frente de expans\u00e3o do capital para que a burguesia siga acumulando na base do roubo, do saque e da morte.<\/p>\n<h5><span style=\"background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">Promessas vazias<\/span><\/h5>\n<p><strong>Quase US$ 6 trilh\u00f5es de subs\u00eddio para a ind\u00fastria de combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/strong><\/p>\n<p>Na COP26, as principais institui\u00e7\u00f5es financeiras do mundo se comprometeram a investir US$ 130 trilh\u00f5es na transi\u00e7\u00e3o para uma economia livre de carbono. Joe Biden alardeou que vai destinar US$ 555 bilh\u00f5es, ainda nesta d\u00e9cada, para garantir a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, todas essas promessas soam t\u00e3o falsas quanto as de Bolsonaro, que se comprometeu em diminuir o desmatamento no Brasil, particularmente na Amaz\u00f4nia. Sob Bolsonaro, a Amaz\u00f4nia vem atingindo os maiores \u00edndices de desmatamento desde 2006. Todos sabem que a floresta vai continuar sendo destru\u00edda em seu governo e n\u00e3o h\u00e1 motivo algum pra acreditar em suas promessas.<\/p>\n<p>Mas, haveria algum motivo para acreditarmos nas declara\u00e7\u00f5es de Biden e no \u201ccompromisso\u201d assumido pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras? De nenhuma forma. Primeiro, enquanto prometem mundos e fundos, continuam gastando trilh\u00f5es de d\u00f3lares em subs\u00eddios para os combust\u00edveis f\u00f3sseis. De acordo com um relat\u00f3rio do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), publicado no jornal brit\u00e2nico \u201cThe Guardian\u201d, em 06\/10\/2021, estima-se que a ind\u00fastria de combust\u00edveis f\u00f3sseis se beneficia com subs\u00eddios de US$ 11 milh\u00f5es a cada minuto. No total, as produ\u00e7\u00f5es e queimas de carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s foram subsidiadas em US$ 5,9 trilh\u00f5es em 2020.<\/p>\n<div id=\"attachment_65428\" style=\"width: 1235px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-65428\" class=\"wp-image-65428 size-full\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef.jpg\" alt=\"\" width=\"1225\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef.jpg 1225w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef-300x117.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef-1024x399.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef-768x299.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef-150x58.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef-696x271.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jef-1068x416.jpg 1068w\" sizes=\"auto, (max-width: 1225px) 100vw, 1225px\" \/><p id=\"caption-attachment-65428\" class=\"wp-caption-text\">Subs\u00eddios \u00e0 matriz f\u00f3ssil segundo o FMI (Lasp, ver abaixo, com tradu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Esses subs\u00eddios trilion\u00e1rios formam o maior problema para o desenvolvimento de tecnologias para a produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia limpa. Um relat\u00f3rio da Ag\u00eancia Internacional de Energia Renov\u00e1vel, publicado em 2020, rastreou cerca de US$ 634 bilh\u00f5es em subs\u00eddios ao setor de energia, somente naquele ano, e descobriu que cerca de 70% dos valores foram relativos a combust\u00edveis f\u00f3sseis. Apenas 20% foram para gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>A velha matriz energ\u00e9tica f\u00f3ssil ainda \u00e9 mais barata e lucrativa para o capital, que vai explor\u00e1-la de maneira predat\u00f3ria at\u00e9 seu esgotamento. Em m\u00e9dio prazo, os investimentos em energia limpa apenas v\u00e3o promover um \u201cmix\u201d energ\u00e9tico; ou seja, uma diversidade de fontes e n\u00e3o a transi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para evitar o colapso ambiental. Seu desenvolvimento tamb\u00e9m servir\u00e1 para que alguns pa\u00edses centrais do sistema possam obter alguma renda tecnol\u00f3gica, com a sua venda, tal como a ind\u00fastria farmac\u00eautica est\u00e1 fazendo, hoje, com as vacinas.<\/p>\n<p><strong>A urg\u00eancia do Socialismo<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser um desfile de promessas falsas, a COP26 foi uma vitrine para o chamado \u201cgreenwashing\u201d (ao p\u00e9 da letra, \u201clavagem verde\u201d, ou \u201cmaquiagem verde\u201d, significando a pr\u00e1tica usar falsas medidas de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente para tentar melhorar a imagem de um pa\u00eds ou de uma empresa), ou o \u201cmarketing verde\u201d, realizado por muitas empresas que tentam nos convencer (e tamb\u00e9m nos corromper) de que o capitalismo \u00e9 sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Querem nos enganar e dizer que \u00e9 mais f\u00e1cil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. Apenas a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista, pautada no planejamento democr\u00e1tico da economia, pode reestabelecer o equl\u00edbrio metab\u00f3lico (ou seja, nas rela\u00e7\u00f5es e \u201ctroca de energia\u201d) entre seres humanos e a natureza, desenvolver novas matrizes energ\u00e9ticas e promover uma revolu\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas. Ou a humanidade acaba com o capitalismo ou o capitalismo ir\u00e1 acabar com a humanidade.<\/p>\n<p><em>GR\u00c1FICO TRADU\u00c7\u00c3O<\/em><\/p>\n<p>T\u00edtulo: Combust\u00edveis f\u00f3sseis beneficiados com subs\u00eddios de US$ 5,9 trilh\u00f5es, em 2020.<\/p>\n<p>Subs\u00eddios expl\u00edcitos (nos pre\u00e7os) e impl\u00edcitos (atrav\u00e9s da concess\u00e3o de benef\u00edcios ambientais, pol\u00edticas de sa\u00fade e impostos). Em bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Petr\u00f3leo<\/p>\n<p>Carv\u00e3o<\/p>\n<p>G\u00e1s<\/p>\n<p>Eletricidade<\/p>\n<p>Fonte: FMI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 26\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP26), realizada em Glasgow, na Esc\u00f3cia, terminou como a ativista clim\u00e1tica Greta Thunberg havia previsto: em muito \u201cbl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1\u201d, na \u201ccelebra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios\u201d e em belos discursos que n\u00e3o puderam esconder o seu retumbante fracasso.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":65429,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3498,31,3766],"tags":[4173,3496,3497,2796,4386,633],"class_list":["post-65427","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-crise-climatica-e-ambiental","category-ecologia","category-meio-ambiente","tag-acordo-de-paris","tag-aquecimento-global","tag-capitalismo-e-crise-climatica","tag-cop26","tag-crise-climarica-e-ambiental","tag-jeferson-choma"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/COP-1.jpg","categories_names":["Crise clim\u00e1tica e ambiental","Ecolog\u00eda","Meio Ambiente"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65427"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65427\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}