{"id":65391,"date":"2021-11-19T12:32:26","date_gmt":"2021-11-19T15:32:26","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=65391"},"modified":"2021-11-19T12:32:26","modified_gmt":"2021-11-19T15:32:26","slug":"brasil-23","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/11\/19\/brasil-23\/","title":{"rendered":"Brasil| 20N: Tomar as ruas, com \u201cra\u00e7a e classe\u201d, contra Bolsonaro, o racismo, a explora\u00e7\u00e3o e a fome"},"content":{"rendered":"<p><em>O 20 de novembro deste ano tem um significado muit\u00edssimo especial. \u00c9 um dia em que vai se confluir a luta contra o racismo, a campanha Fora Bolsonaro e demais lutas da classe trabalhadora. \u00c9 a oportunidade de colocar nas ruas a discuss\u00e3o sobre uma necessidade hist\u00f3rica: a impossibilidade de separarmos a luta contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista do combate \u00e0s opress\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Wilson Hon\u00f3rio da Silva<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma verdade v\u00e1lida para toda forma de opress\u00e3o, como o machismo, a LGBTIfobia e a xenofobia, e para qualquer canto de um mundo caracterizado pelo profundo abismo que separa um punhado de bilion\u00e1rios de um oceano de gente cada vez mais pobre naufragada na fome, no desemprego ou nos desastres causados pela destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Tudo isso agravado por uma pandemia cujo descaso por parte dessa elite provocou, at\u00e9 o momento, mais de 5 milh\u00f5es de mortes no mundo.<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 algo particularmente importante em rela\u00e7\u00e3o ao racismo no Brasil, o pa\u00eds com a maior popula\u00e7\u00e3o negra fora da \u00c1frica, que encarou 388 anos de escravid\u00e3o que deixaram como heran\u00e7a uma situa\u00e7\u00e3o que faz com que todos os \u00edndices socioecon\u00f4micos relativos aos descendentes dos escravizados africanos sejam inferiores aos registrados inclusive nas camadas mais exploradas da classe trabalhadora.<\/p>\n<div id=\"attachment_65393\" style=\"width: 1546px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-65393\" class=\"wp-image-65393 size-full\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1536\" height=\"1141\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1.jpg 1536w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1-300x223.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1-1024x761.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1-768x571.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1-150x111.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1-485x360.jpg 485w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1-696x517.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fome13-scaled-1-1536x1141-1-1068x793.jpg 1068w\" sizes=\"auto, (max-width: 1536px) 100vw, 1536px\" \/><p id=\"caption-attachment-65393\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz na Av Paulista denuncia volta da fome<\/p><\/div>\n<p>\u201cO trabalhador de pele branca n\u00e3o pode ser emancipado onde o de pele negra \u00e9 estigmatizado.\u201d<\/p>\n<p>A frase est\u00e1 em \u201cO Capital\u201d (1867), no qual Marx \u201cdeu uma bronca\u201d no movimento oper\u00e1rio norte-americano,\u00a0\u201cque ficou paralisado enquanto a escravid\u00e3o desfigurava\u201d\u00a0o pa\u00eds, discutindo como a opress\u00e3o racial, al\u00e9m de inadmiss\u00edvel naquilo que significava em termos de viol\u00eancia cotidiana e desumana, afetava o conjunto da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Primeiro, porque acabava repercutindo no rebaixamento das condi\u00e7\u00f5es de vida de toda a classe, inclusive dos brancos pobres. Segundo, porque a ideologia racista, criada para justificar a escravid\u00e3o, era uma espert\u00edssima t\u00e1tica utilizada pela burguesia para, al\u00e9m de lucrar ainda mais com a superexplora\u00e7\u00e3o de uma enorme parcela da popula\u00e7\u00e3o, dividir a classe oper\u00e1ria e, consequentemente, enfraquecer suas lutas.<\/p>\n<p>Passados quase 200 anos, os ensinamentos de Marx n\u00e3o s\u00f3 continuam v\u00e1lidos, mas, inclusive, se tornaram ainda mais necess\u00e1rios, diante do aprofundamento da crise do capitalismo e como isso tem intensificado toda e qualquer forma de opress\u00e3o, algo particularmente real num pa\u00eds que vive sob um governo fundamentalista, genocida e escandalosamente racista como o de Bolsonaro.<\/p>\n<p>E, por isso mesmo, o 20N tem um car\u00e1ter t\u00e3o especial. Pa\u00eds afora, os atos podem e devem servir como palcos para a celebra\u00e7\u00e3o, simult\u00e2nea, da consci\u00eancia negra e da consci\u00eancia de classe.<\/p>\n<p><strong>UNIFICAR AS LUTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Independ\u00eancia de classe na luta contra o racismo e a explora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_65394\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-65394\" class=\"wp-image-65394 size-large\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1-150x100.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1-696x464.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20-N-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-65394\" class=\"wp-caption-text\">Ato contra o racismo na Zona Sul de SP Foto Romerito Pontes<\/p><\/div>\n<p>Consci\u00eancia negra que resgate a tradi\u00e7\u00e3o de Zumbi, Dandara, Luiza Mahin, Teresa de Benguela e todos os nossos ancestrais quilombolas que entenderam que a luta contra o racismo s\u00f3 pode ser vitoriosa se voltada contra o sistema que o alimenta e dele se beneficia; se for impiedosa em rela\u00e7\u00e3o aos que colaboram com os poderosos; e constru\u00edda em torno da solidariedade e unidade com os demais oprimidos e explorados, como ocorria em Palmares, que tamb\u00e9m abrigava ind\u00edgenas, brancos pobres e perseguidos pelos colonizadores.<\/p>\n<p>Consci\u00eancia de classe que levante bem alto a necessidade de derrubarmos o governo Bolsonaro j\u00e1, e n\u00e3o num distante 2022. Primeiro, porque quem tem fome tem pressa. Segundo porque sabemos que o projeto eleitoral de Lula, do PT, da maioria da dire\u00e7\u00e3o do PSOL e seus aliados implica manter o cozimento de Bolsonaro em banho-maria para nos servir, no ano que vem, um intrag\u00e1vel \u201cgoverno de unidade nacional\u201d, numa alian\u00e7a baseada na concilia\u00e7\u00e3o de classes e na unidade com herdeiros da Casa Grande (leia na p\u00e1gina 5).<\/p>\n<p>Um projeto que caminha no sentido oposto da necessidade cada vez mais urgente de unificar trabalhadores e trabalhadoras e suas lutas, superando, inclusive, as ideologias que nos dividem, para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo em que os \u201cde baixo\u201d governem, refletindo toda a diversidade em termos \u00e9tnico-raciais, orienta\u00e7\u00e3o sexual, identidade de g\u00eanero, origem regional etc., que caracteriza a classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, ao tomarmos as ruas neste 20N, n\u00f3s do PSTU, juntamente com aqueles e aquelas que est\u00e3o construindo o Polo Socialista e Revolucion\u00e1rio e nossos aliados nos movimentos popular e sindical, da juventude, de mulheres e LGBTIs, da cidade e do campo, queremos lembrar o porqu\u00ea de repetirmos com tanta frequ\u00eancia um ensinamento de Malcolm X:\u00a0\u201cn\u00e3o h\u00e1 capitalismo sem racismo\u201d. Algo que s\u00f3 pode ser entendido em seu duplo sentido, em fun\u00e7\u00e3o do que discutiremos na sequ\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>CAPITALISMO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cO inimigo da ra\u00e7a negra \u00e9 tamb\u00e9m o inimigo dos trabalhadores brancos\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 um trecho das\u00a0\u201cTeses sobre a quest\u00e3o negra\u201d, votadas no Quarto Congresso da Internacional Comunista, realizado em novembro de 1922, quando, ainda sob o comando bolchevique de L\u00eanin e Trotsky, o movimento comunista internacional entendia a necessidade de articula\u00e7\u00e3o permanente do combate ao racismo \u00e0 luta anticapitalista, defendendo que isso resultava de uma realidade incontorn\u00e1vel: negros e negras e o conjunto da classe trabalhadora t\u00eam os mesmos inimigos, o capitalismo e o imperialismo.<\/p>\n<p>O que j\u00e1 era um fato inquestion\u00e1vel h\u00e1 100 anos hoje est\u00e1 ainda mais escancarado diante da profundidade da crise do sistema, e num pa\u00eds que passa por um processo de recoloniza\u00e7\u00e3o imperialista que tem, no Brasil, como c\u00famplices e s\u00f3cios minorit\u00e1rios, empres\u00e1rios, banqueiros e membros do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>A \u201ccor\u201d e o g\u00eanero da mis\u00e9ria, da fome e do desemprego<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, \u00e9 inevit\u00e1vel constatar que corpos negros ocuparam de forma totalmente desproporcional as covas abertas pelo genocida governo Bolsonaro. Em 2020, na cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, de acordo com o Instituto Polis, para cada 100 mil pessoas brancas, foram registradas 157 mortes por Covid-19; enquanto dentre negros a rela\u00e7\u00e3o foi quase o dobro: 250\/100 mil.<\/p>\n<p>J\u00e1 uma pesquisa publicada em 20 de setembro de 2021 pela Rede de Pesquisa Solid\u00e1ria demonstrou que\u00a0\u201cmulheres negras morrem mais de Covid-19 do que todos os outros grupos (mulheres brancas, homens brancos e negros)\u201d,\u00a0independentemente da ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, tem muita gente com fome. Em n\u00fameros concretos, de acordo com o Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, da Rede Penssan, em 2020 (ou seja, antes mesmo da disparada da infla\u00e7\u00e3o e dos pre\u00e7os do botij\u00e3o de g\u00e1s e alimentos, al\u00e9m do corte do aux\u00edlio emergencial), nada menos que 55% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, 116,9 milh\u00f5es de pessoas, tiveram algum grau de inseguran\u00e7a alimentar e, destas, 19,1 milh\u00f5es, literalmente, passaram fome.<\/p>\n<p>Ainda segundo o estudo, se \u00e9 verdade que a fome, em primeiro lugar, tem \u201cclasse\u201d e CEP, o que faz, por exemplo, que das 16,1 milh\u00f5es de pessoas que vivem em favelas, 11,5 milh\u00f5es sofram com a inseguran\u00e7a alimentar grave, tamb\u00e9m \u00e9 imposs\u00edvel fechar os olhos para o quanto o racismo contribui a essa calamidade: 76% das pessoas que passam fome s\u00e3o negras. E, dentre elas, a maioria \u00e9 formada por mulheres que chefiam suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Uma situa\u00e7\u00e3o diretamente relacionada com o desemprego, uma praga que se alastrou pela sociedade na esteira da Covid-19, da reforma trabalhista, da Lei das Terceiriza\u00e7\u00f5es, no processo de precariza\u00e7\u00e3o do trabalho. E que atinge, sobretudo, as mulheres negras. Segundo estudo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Inova\u00e7\u00e3o e Simplifica\u00e7\u00e3o (SMDEIS) do Rio de Janeiro, no primeiro trimestre de 2021 a participa\u00e7\u00e3o das mulheres negras no mercado de trabalho caiu 9%, passando de 56% para 47%. No mesmo per\u00edodo, mulheres brancas e homens negros enfrentaram queda de 5,9%.<\/p>\n<p>Se isso n\u00e3o bastasse, num pa\u00eds que nos tratou como \u201ccoisas\u201d durante quase 400 anos, o genoc\u00eddio negro foi absurdamente \u201cnaturalizado\u201d. Dois dados s\u00e3o lamentavelmente suficientes: segundo o Atlas da Viol\u00eancia\/2021, 77% das v\u00edtimas de homic\u00eddios s\u00e3o negros, e, de acordo com o Monitor da Viol\u00eancia, em 2020, 78% dos mortos pela pol\u00edcia tamb\u00e9m estavam entre os nossos.<\/p>\n<p><strong>SA\u00cdDA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aquilombar, pra libertar negros e negras e unir a classe trabalhadora<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o negros (as) n\u00e3o podem esquecer que n\u00e3o h\u00e1 como lutar contra a explora\u00e7\u00e3o, a mis\u00e9ria, o desemprego e a fome sem incorporarmos as demandas e construirmos alian\u00e7as com aqueles e aquelas que, por terem sido historicamente marginalizados, sentem tudo isso de forma mais perversa e intensa, at\u00e9 mesmo que a maioria dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Negros e negras precisam lembrar que para conquistarmos igualdade, liberdade e justi\u00e7a, de fato, precisamos destruir o sistema que sempre nos negou tudo isso. Uma tarefa que exige consci\u00eancia quilombola no seu sentido mais profundo: a constru\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia de autogoverno, como escreveu Cl\u00f3vis Moura, em \u201cQuilombos: resist\u00eancia ao escravismo\u201d, de 1993.<\/p>\n<p>Um tipo de autogoverno em tudo oposto ao mundo burgu\u00eas, como foi relatado, com horror, por um capit\u00e3o-do-mato enviado como espi\u00e3o, em 1677, para dentro de Palmares:\u00a0\u201cEntre eles tudo \u00e9 de todos, e nada \u00e9 de ningu\u00e9m, pois os frutos do que plantam e colhem, ou fabricam nas suas tendas, s\u00e3o obrigados a depositar \u00e0s m\u00e3os do conselho, que reparte a cada um quanto requer seu sustento.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 por essa sociedade que lutaremos no 20N e nas Marchas da Periferia \u2013 que, este ano, t\u00eam como lema\u00a0\u201cN\u00e3o voltaremos para as senzalas nem para os por\u00f5es da ditadura\u201d\u00a0\u2013, mas que, tamb\u00e9m, deve estar no horizonte das lutas cotidianas dos movimentos sindicais e populares, da juventude e de todos os setores sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 20 de novembro deste ano tem um significado muit\u00edssimo especial. \u00c9 um dia em que vai se confluir a luta contra o racismo, a campanha Fora Bolsonaro e demais lutas da classe trabalhadora. \u00c9 a oportunidade de colocar nas ruas a discuss\u00e3o sobre uma necessidade hist\u00f3rica: a impossibilidade de separarmos a luta contra a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":65392,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121,3501,1018],"tags":[4373,3659,4374,190,3960,735],"class_list":["post-65391","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-negras-os","category-racismo","tag-20n-brasil","tag-fora-bolsonaro-e-mourao","tag-marcha-da-periferia","tag-pstu-brasil","tag-racismo-no-brasil","tag-wilson-honorio-da-silva"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/20N.jpg","categories_names":["Brasil","Negras\/os","Racismo"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}