{"id":64864,"date":"2021-09-17T15:10:51","date_gmt":"2021-09-17T18:10:51","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=64864"},"modified":"2021-09-17T15:10:51","modified_gmt":"2021-09-17T18:10:51","slug":"64864-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/09\/17\/64864-2\/","title":{"rendered":"Angola precisa de uma revolu\u00e7\u00e3o estrutural"},"content":{"rendered":"<p><em>N\u00e3o podemos ocultar da juventude e dos trabalhadores angolanos a verdade: a verdadeira sa\u00edda para vosso pa\u00eds <strong>n\u00e3o ser\u00e1 <\/strong><strong>harm\u00f4nica<\/strong> e s\u00f3 poder\u00e1 vir da <strong>expropria\u00e7\u00e3o<\/strong> do patrim\u00f4nio daqueles que dilapidaram as riquezas nacionais em proveito pr\u00f3prio, isto \u00e9: a) os dirigentes do MPLA, que se transformaram nos novos burgueses nacionais, como Isabel dos Santos; b) o imperialismo europeu e estadunidense atrav\u00e9s de petroleiras como Shell e Exxon-Mobil; c) e a grande burguesia portuguesa e brasileira que atuam de forma predat\u00f3ria em territ\u00f3rio angolano, como \u00e9 o caso da fam\u00edlia Santa, da Odebrecht e da Rede Globo.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Antonio Tonga e Anibal Silva<\/p>\n<p>Estas empresas t\u00eam que ser transformadas em estatais, seus lucros canalizados para o Estado e aplicados em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, saneamento b\u00e1sico e consequentemente em gera\u00e7\u00e3o de emprego. Da mesma maneira que os bancos que est\u00e3o nas m\u00e3os dos especuladores angolanos e portugueses sejam passados para as m\u00e3os do Estado e que este forne\u00e7a cr\u00e9dito para os pequenos agricultores para a compra de sementes e adubos e com isso fomentar a agricultura.<\/p>\n<p>Mas para que isso seja poss\u00edvel \u00e9 preciso derrubar o MPLA do controle do Estado e exigir a sa\u00edda de todos os seus membros, a constitui\u00e7\u00e3o de um Governo Provis\u00f3rio, eleito a partir das associa\u00e7\u00f5es de bairro, sindicatos e entidades do movimento que chamem a realiza\u00e7\u00e3o de uma Assembleia Constituinte que eleja seus constituintes em base \u00e0 representa\u00e7\u00e3o regional e pol\u00edtica independente, e que elaborem uma nova Constitui\u00e7\u00e3o que estabele\u00e7a um novo governo para o pa\u00eds, que passe a defender os interesses da classe trabalhadora e dos setores que at\u00e9 agora foram os mais explorados da sociedade.<\/p>\n<p>Na luta por liberdades democr\u00e1ticas, \u00e9 preciso exigir que elas sejam totais e reais. Para isso, \u00e9 preciso liberdade para e legaliza\u00e7\u00e3o de todos os partidos que assim o queiram \u2013 inclusive com a possibilidade de candidaturas independentes; liberdade total de reuni\u00e3o, com a disposi\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios p\u00fablicos para que sejam realizadas por l\u00e1; liberdade de imprensa, com fornecimento de materiais para possibilitar impress\u00e3o de materiais e de internet para a realiza\u00e7\u00e3o de lives e salas de debate; fim de toda pol\u00edcia, com puni\u00e7\u00e3o exemplar dos agentes de Estado que abusaram de sua autoridade e a investiga\u00e7\u00e3o dos crimes, como o massacre de 1977.<\/p>\n<p><strong>A UNITA n\u00e3o \u00e9 uma alternativa<\/strong><\/p>\n<p>Nenhum partido burgu\u00eas em Angola ser\u00e1 alternativo para a juventude e para popula\u00e7\u00e3o pobre de Angola, nem a UNITA nem o CASA-CE.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Nacional para a Independ\u00eancia Total de Angola, mais conhecida por seu acr\u00f3nimo: UNITA foi fundada em 1966, como uma dissid\u00eancia da Frente Nacional pela Liberta\u00e7\u00e3o de Angola por Jonas Savimbi, hoje \u00e9 o segundo maior partido de Angola, e o maior partido de oposi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Durante a guerra civil foi apoiada militarmente pelo imperialismo norte-americano e pelo regime racista do apartheid da \u00c1frica do Sul. Depois abandonou a luta armada, convertendo-se num partido pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Em 2012, Abel Chivikuvuku rompeu com a UNITA e fundou a CASA (Converg\u00eancia Ampla de Salva\u00e7\u00e3o de Angola). Que obteve 6% (8 deputados). Nas elei\u00e7\u00f5es de 2017, a UNITA quase duplicou outra vez o n\u00famero de acentos no parlamento, saindo de 32 para 51 deputados, sendo que a CASA-CE diminuiu de 8 para 6 deputados. A UNITA hoje n\u00e3o reivindica nem mesmo o \u201c<em>nacionalismo de esquerda e o socialismo humanit\u00e1rio<\/em>\u201d que supostamente um dia reivindicou Savimbi e assumiu uma ideologia e um programa totalmente de \u201cdireita\u201d e pol\u00edtica mais liberal totalmente ligada ao investimento dos capitalistas imperialistas europeus e norte-americanos, capitaneada por Isaias Samakuva.<\/p>\n<p>Recentemente, no m\u00eas de agosto, a UNITA, a CASA-CE e mais algumas organiza\u00e7\u00f5es burguesas lan\u00e7aram uma \u201cDeclara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica\u201d de uma \u201c<em>Ampla Frente Patri\u00f3tica para a Altern\u00e2ncia<\/em>\u201d onde faz uma s\u00e9rie de den\u00fancias verdadeiras sobre a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica que existe no pa\u00eds, onde h\u00e1 caos econ\u00f4mico e mis\u00e9ria para os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o mais carente. N\u00e3o havendo democracia para os trabalhadores constru\u00edrem e manterem suas organiza\u00e7\u00f5es, enquanto o MPLA vem dilapidando os recursos nacionais.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que como sa\u00edda prop\u00f5em um \u201c<em>Programa de Emerg\u00eancia Nacional<\/em>\u201d com a interven\u00e7\u00e3o de ag\u00eancias internacionais e do ponto de vista econ\u00f4mico a utopia de \u201c<em>massifica\u00e7\u00e3o de microempresas e alavancamento das pequenas e medias empresas<\/em>\u201d como sa\u00edda para o desemprego. Do ponto de vista pol\u00edtico somente pequenas mudan\u00e7as, que deixariam tudo como est\u00e1, como afirma seu pr\u00f3prio manifesto: \u201c<em>A altern\u00e2ncia que propomos \u00e9 a que ergue antes de mais nada a bandeira da reconcilia\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s todos. (&#8230;) em que todos os angolanos convivam em harmonia, governantes e governados, ricos e pobres, afortunados e desafortunados, ex-governantes, oper\u00e1rios e camponeses, militares e policiais, funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Todos em harmonia, rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova Na\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que j\u00e1 anunciaram \u201ctotal disponibilidade\u201d para estabelecer um entendimento com o governo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o eleitoral para as autarquias.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos d\u00favidas que a conquista de liberdades democr\u00e1ticas, mesmo que limitadas, representariam um importante passo em frente em rela\u00e7\u00e3o aos mais de 45 anos de ditadura, do MPLA. Por\u00e9m, os problemas estruturais do povo pobre e da classe trabalhadora em Angola n\u00e3o ser\u00e3o resolvidos pelas propostas apresentadas pela UNITA, que respondem a um sector empresarial \u00e1vido por saciar o mercado financeiro, enquanto o povo carece de p\u00e3o, luz e \u00e1gua.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a UNITA tamb\u00e9m representa um setor submisso \u00e0 pol\u00edtica imperialista tanto norte-americana como europeia. Ainda que se oponha ao MPLA, a UNITA tamb\u00e9m se beneficia do atual regime ditatorial, ressentindo-se apenas por receber uma fatia menor do \u201cbolo\u201d. Por ser um partido burgu\u00eas, a UNITA representa \u2013 e \u00e9 constitu\u00edda \u2013 por parte das classes sociais abastadas, e que vivem muito bem, enquanto a maioria do povo angolano vive na inseguran\u00e7a de n\u00e3o saber como vai ser o dia de amanh\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Construir uma nova dire\u00e7\u00e3o da juventude, dos trabalhadores e pobres<\/strong><\/p>\n<p>Em 2015, 17 jovens estavam reunidos para ler e discutir um livro sobre desobedi\u00eancia pac\u00edfica, o livro era de Gene Sharp, \u201c<em>From Dictatorship to Democracy\u201d<\/em>, por isso eles foram acusados de envolvimento em uma \u201ctentativa de golpe de Estado\u201d. O mais conhecido entre eles era o m\u00fasico Luaty Beir\u00e3o, que, quatro anos antes, empolgado com a Primavera \u00c1rabe, chamou em um show a derrubada de Jos\u00e9 Eduardo dos Santos. Por isso foi preso v\u00e1rias vezes, chegando a ser agredido e torturado.<\/p>\n<p>Pelo crime de 2015 eles ficaram conhecidos como os \u201c15+2\u201d foram acusados do \u201ccrime de atos preparat\u00f3rios para a pr\u00e1tica de rebeli\u00e3o (\u2026) e atentado contra o [na altura] Presidente da Rep\u00fablica ou outros membros de \u00d3rg\u00e3os de Soberania\u201d.<\/p>\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o recaiu sobre 17 pessoas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, das quais 15 estiveram em pris\u00e3o preventiva e duas \u2013 ambas as mulheres &#8211; em liberdade provis\u00f3ria. Tamb\u00e9m s\u00e3o chamados o Movimento Revolucion\u00e1rio de Angola ou simplesmente os &#8220;rev\u00fas&#8221;.<\/p>\n<p>Muitos destes 17 jovens ativistas acusados at\u00e9 hoje se destacam na organiza\u00e7\u00e3o de atos p\u00fablicos e manifesta\u00e7\u00f5es em defesa da liberdade contra o governo do MPLA, s\u00e3o uma refer\u00eancia para centenas de jovens que continuam lutando para derrubar a ditadura corrupta,<\/p>\n<p>Junto com os setores mais explorados da sociedade e dos oper\u00e1rios, por exemplo, das ind\u00fastrias petroleiras, devem construir a verdadeira alian\u00e7a para construir uma alternativa para o processo de transforma\u00e7\u00e3o social que Angola e os demais pa\u00edses africanos precisam: uma verdadeira Revolu\u00e7\u00e3o Socialista com a classe trabalhadora e a juventude na sua vanguarda.<\/p>\n<p>Para se alcan\u00e7ar este objetivo, diferentemente de uma pol\u00edtica policlassista devem aplicar o m\u00e9todo que nos foi apresentado no Programa de Transi\u00e7\u00e3o, que prop\u00f5e a luta combinada, e dial\u00e9tica, pelas quest\u00f5es \u201cdemocr\u00e1ticas\u201d com o combate pelo socialismo. Ou seja, combinar \u201c<em>a luta pelas tarefas da <\/em>democracia burguesa com a luta socialista<em>. <\/em>Utilizando as palavras-de-ordem democr\u00e1ticas como reivindica\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias e tarefas da revolu\u00e7\u00e3o socialista n\u00e3o separadas e distintas, mas decorrem umas das outras.<\/p>\n<p>Nossos irm\u00e3os no continente africano realizaram revolu\u00e7\u00f5es, como as que ocorreram em Angola, Mo\u00e7ambique, \u00c1frica do Sul etc. Revolu\u00e7\u00f5es que, de conte\u00fado, eram socialistas, seja pelos inimigos que enfrentavam ou pelas necessidades que estavam colocadas, mesmo que se apresentassem com uma forma democr\u00e1tica. Revolu\u00e7\u00f5es vitoriosas, mas que n\u00e3o avan\u00e7aram em dire\u00e7\u00e3o ao Socialismo porque suas dire\u00e7\u00f5es impediram que estas revolu\u00e7\u00f5es questionassem a explora\u00e7\u00e3o capitalista, por isso, n\u00e3o chegaram \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o da burguesia.<\/p>\n<p>Processos revolucion\u00e1rios continuam a ocorrer em todos os continentes, o desafio que est\u00e1 colocado para o proletariado e para o povo pobre na \u00c1frica \u00e9 o mesmo que temos que solucionar na Am\u00e9rica do Sul e no resto do mundo: superar as dire\u00e7\u00f5es reformistas e n\u00e3o revolucion\u00e1rias e construir um verdadeiro partido revolucion\u00e1rio do proletariado levando a classe trabalhadora a se libertar definitivamente de seus grilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Angola os \u201crev\u00fas\u201d s\u00e3o o embri\u00e3o de onde nascer\u00e3o os n\u00facleos das organiza\u00e7\u00f5es revolucionarias.<\/p>\n<p><strong>Solidariedade internacional da classe trabalhadora<\/strong><\/p>\n<p>Para isso ser\u00e1 necess\u00e1ria a solidariedade da classe trabalhadora internacional, principalmente a portuguesa e a brasileira. Particularmente a hist\u00f3ria da luta pela independ\u00eancia de liberta\u00e7\u00e3o esta intrinsecamente ligada a Revolu\u00e7\u00e3o Portuguesa de 1976.<\/p>\n<p>Em 2016, quando v\u00e1rios ativistas foram presos pela ditadura, ap\u00f3s aproximadamente um ano na pris\u00e3o e foram libertados atrav\u00e9s de uma amnistia. A deten\u00e7\u00e3o dos ativistas gerou uma onda de apoio internacional, a que se associaram artistas, m\u00fasicos, escritores, jornalistas e pol\u00edticos. Com vig\u00edlias e manifesta\u00e7\u00f5es em Angola, mas tamb\u00e9m em Lisboa, Berlim, Londres e Bruxelas. Foram ainda criados grupos de apoio nas redes sociais e circulam peti\u00e7\u00f5es na internet, em portugu\u00eas e ingl\u00eas, em que se pede a liberta\u00e7\u00e3o dos ativistas.<\/p>\n<p>Apesar de Chico Buarque de Holanda ter assinado a peti\u00e7\u00e3o por sua liberta\u00e7\u00e3o praticamente nada se soube disso no Brasil, como n\u00e3o se circula informa\u00e7\u00f5es sobre a luta de nossos irm\u00e3os angolanos, e isso tem um motivo fundamental: a burguesia brasileira lucra, e muito, com os neg\u00f3cios fornecidos pela ditadura angolana. Empresas como Petrobras, bancos como BNDES, corpora\u00e7\u00f5es como Odebrecht e Rede Globo s\u00e3o alguns exemplos. \u00c9 por isso que desde a ditadura dos generais e empreiteiros, passando pelos governos FHC, Lula e Dilma, e chegando at\u00e9 o governo Temer e Bolsonaro, ningu\u00e9m ousa falar contra a ditadura de Angola. Entra governo e sai governo no Brasil e a explora\u00e7\u00e3o e o apoio \u00e0 repress\u00e3o continua o mesmo em rela\u00e7\u00e3o a esse pa\u00eds de nossos irm\u00e3os africanos.<\/p>\n<p>Isso tem que mudar para que a luta de hoje em Angola seja vitoriosa.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio derrubar a ditadura do MPLA em Angola em <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/64860-2\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/64860-2\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0 Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica, assinado pelos presidentes da UNITA, Projeto Para j\u00e1 Angola (CASA), Bloco Democr\u00e1tico<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0 Domingos da Cruz, Luaty Beir\u00e3o, Nuno \u00c1lvaro Dala, Manuel Baptista Chivonde Nito Alves, Afonso Matias &#8220;Mbanza Hamza&#8221;, Benedito Jeremias \u201cDito Dali\u201d, Inoc\u00eancio Ant\u00f3nio de Brito \u201cDrux\u201d, Sedrick de Carvalho, Albano Evaristo Bingobingo \u201cAlbano Liberdade\u201d, Arante Kivuvu, Hitler Jessy Chiconde \u201cSamussuku\u201d, Fernando Tom\u00e1s \u201cNicola Radical\u201d, Nelson Dibango, Osvaldo Caholo, Jos\u00e9 Gomes Hata \u201cCheik Hata\u201d, Laurinda Gouveia e Rosa Conde.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o podemos ocultar da juventude e dos trabalhadores angolanos a verdade: a verdadeira sa\u00edda para vosso pa\u00eds n\u00e3o ser\u00e1 harm\u00f4nica e s\u00f3 poder\u00e1 vir da expropria\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio daqueles que dilapidaram as riquezas nacionais em proveito pr\u00f3prio, isto \u00e9: a) os dirigentes do MPLA, que se transformaram nos novos burgueses nacionais, como Isabel dos Santos; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":64865,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[1415],"tags":[3068,2842,3613,4256],"class_list":["post-64864","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-angola","tag-anibal-silva","tag-antonio-tonga","tag-mpla-movimento-popular-de-libertacao-de-angola","tag-unita-angola"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Angola-1.jpg","categories_names":["Angola"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64864","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64864"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64864\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64865"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64864"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64864"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64864"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}