{"id":64810,"date":"2021-09-10T08:38:33","date_gmt":"2021-09-10T11:38:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=64810"},"modified":"2021-09-10T08:38:33","modified_gmt":"2021-09-10T11:38:33","slug":"20-anos-do-11de-setembro-11s","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/09\/10\/20-anos-do-11de-setembro-11s\/","title":{"rendered":"20 anos do 11 de Setembro"},"content":{"rendered":"<p><em>Esta semana completam-se 20 anos do atentado contra as Torres G\u00eameas da cidade de Nova York. Examinaremos este fato e seu significado, para depois analisarmos sua rela\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o atual no Afeganist\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Secretariado Internacional da LIT-QI<\/p>\n<p>Nesse dia, tr\u00eas avi\u00f5es comerciais com seus passageiros, anteriormente sequestrados, foram dirigidos a impactar os edif\u00edcios do complexo do World Trade Center, entre eles as famosas Torres G\u00eameas, que acabaram desabando. Um quarto avi\u00e3o caiu em campo aberto, depois que os passageiros se rebelaram, presume-se que se destinava ao Capit\u00f3lio ou \u00e0 Casa Branca. 3.016 pessoas morreram e mais de 6.000 ficaram feridas, a maioria trabalhadores das empresas que tinham seus escrit\u00f3rios nos edif\u00edcios e bombeiros que vieram para o resgate. As imagens chocantes percorreram o mundo. O governo de George Bush filho atribuiu o atentado suicida \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o Al Qaeda, chefiada pelo milion\u00e1rio saudita Osama Bin Laden, com apoio do regime talib\u00e3 que governava o Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquele momento, muitos trabalhadores e povos do mundo viram com simpatia o atentado, com a sensa\u00e7\u00e3o de que o imperialismo estadunidense <em>\u201cprovava de seu pr\u00f3prio veneno\u201d, <\/em>j\u00e1 que em muitas ocasi\u00f5es invadiu, agrediu e bombardeou pa\u00edses e povos.<\/p>\n<p>Compartilhamos esse sentimento anti-imperialista, mas, ao mesmo tempo, expressamos que a LIT-QI <em>\u201cn\u00e3o compartilha a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos individuais terroristas, de a\u00e7\u00f5es separadas do movimento de massas. Acreditamos que o caminho para acabar com esse sistema \u00e9 o da a\u00e7\u00e3o direta de milh\u00f5es de trabalhadores\u201d<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p>Neste sentido, consideramos que, para os revolucion\u00e1rios, a principal tarefa dentro dos pa\u00edses imperialistas \u00e9 ganhar os trabalhadores e as massas para que apoiem as lutas dos povos oprimidos contra sua pr\u00f3pria burguesia imperialista, como ocorreu nos EUA durante a guerra do Vietn\u00e3. Por suas caracter\u00edsticas (o maior n\u00famero de v\u00edtimas ocorreu entre trabalhadores inocentes), este atentado teve o efeito oposto e criou uma base de massas para a utiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que Bush fez do fato.<\/p>\n<p><strong>O Projeto do Novo S\u00e9culo Americano<\/strong><\/p>\n<p>Porque Bush aproveitou o efeito pol\u00edtico que os atentados produziram e, depois do 11 de setembro (11S), n\u00e3o s\u00f3 conseguiu o respaldo de setores centrais da burguesia imperialista como tamb\u00e9m o apoio popular para sua pol\u00edtica, que j\u00e1 n\u00e3o aparecia como agressiva, mas que \u201cest\u00e3o nos atacando e devemos nos defender\u201d. Nesse contexto, lan\u00e7ou a \u201cguerra contra o terror\u201d contra o que chamou de \u201co eixo do mal\u201d: entre outros, os governos do Afeganist\u00e3o, Iraque, S\u00edria, Coreia do Norte e Ir\u00e3.<\/p>\n<p>O conte\u00fado real da guerra era o de levar adiante o chamado Projeto do Novo S\u00e9culo Americano: a necessidade de lan\u00e7ar uma ofensiva militar no mundo para garantir o controle de recursos naturais (como o petr\u00f3leo) e de pa\u00edses considerados geopoliticamente importantes para esse controle. O governo republicano de Bush dava uma guinada na pol\u00edtica que o imperialismo estadunidense vinha aplicando desde sua derrota no Vietn\u00e3 (centrada em outras t\u00e1ticas para defender seus interesses) e voltava \u00e0 pol\u00edtica agressiva do Segundo P\u00f3s Guerra (entre 1950 e 1975).<\/p>\n<p><strong>A \u201cguerra contra o terror\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro acontecimento dessa guerra foi a invas\u00e3o do Afeganist\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o de tropas da Gr\u00e3 Bretanha e de outros pa\u00edses imperialistas, para derrotar o governo do Talib\u00e3 (acusado de ter ajudado os autores do 11S), em outubro de 2001. Esta coalis\u00e3o recebeu o nome de For\u00e7a Internacional de Assist\u00eancia para a Seguran\u00e7a (ISAF). O passo seguinte foi a invas\u00e3o ao Iraque, em mar\u00e7o de 2003, para derrotar o governo de Sadam Hussein (acusado de possuir \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o massiva\u201d.).<\/p>\n<p>Ambos os governos foram derrubados facilmente, mas o imperialismo se viu obrigado a manter ocupa\u00e7\u00f5es militares permanentes que tiveram que enfrentar guerras de liberta\u00e7\u00e3o nacional de curso cada vez mais desfavor\u00e1vel, que se encaminhavam objetivamente para sua derrota. Nela, seguindo os ensinamentos e crit\u00e9rios de nossos Mestres no marxismo (Lenin e Trotsky) para este tipo de guerras, nos localizamos claramente no lado do povo afeg\u00e3o contra o imperialismo.<\/p>\n<p>No marco desta posi\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios, t\u00ednhamos totalmente n\u00edtido, que a dire\u00e7\u00e3o dessa luta era o Talib\u00e3, uma organiza\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria, inclusive com tra\u00e7os fascistas. Por isso, embora nos localiz\u00e1ssemos no mesmo campo militar de luta contra o imperialismo (enquanto durasse a guerra), sempre o combatemos politicamente.<\/p>\n<p><strong>O giro de Obama<\/strong><\/p>\n<p>Esta din\u00e2mica cada vez mais desfavor\u00e1vel na guerra do Afeganist\u00e3o (e tamb\u00e9m na do Iraque) teve um primeiro impacto nos EUA, nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2008, com o triunfo do democrata Barack Obama. O novo presidente, primeiro tentou \u201caumentar a aposta\u201d e chegou a ter um contingente de 100.000 soldados estadunidenses no Afeganist\u00e3o, mas isto n\u00e3o reverteu a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00ed come\u00e7a uma guinada: a retirada paulatina de tropas at\u00e9 deixar em torno de 10.000 soldados na base de Bagram (acompanhados de contingentes menores de soldados de outros pa\u00edses imperialistas). Os objetivos eram, por um lado, proteger Cabul, as institui\u00e7\u00f5es centrais do regime t\u00edtere e os bairros mais centrais. Por outro, realizar operativos de \u201cassassinatos seletivos\u201d contra l\u00edderes do Talib\u00e3. De fato, a estrat\u00e9gia de retirada j\u00e1 estava definida.<\/p>\n<p>Por isso, simultaneamente promoveu, projetou armas, treinou e financiou com numerosos fundos a constru\u00e7\u00e3o de um \u201cex\u00e9rcito nacional afeg\u00e3o\u201d capaz de sustentar o regime de Cabul e conter o Talib\u00e3. Em teoria, contava com 300.000 efetivos bem armados e treinados. Mas isto acabou se mostrando um \u201ccastelo de areia\u201d que desmoronou quando a retirada definitiva das tropas imperialistas j\u00e1 era um fato irrevers\u00edvel. Especialmente no interior, onde suas unidades eram comandadas por chefes tribais regionais corruptos, transformados em \u201csenhores da guerra\u201d.<\/p>\n<p><strong>O \u201cefeito derrota\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O projeto Bush do Novo S\u00e9culo Americano e a \u201cguerra contra o terror\u201d tinham sido derrotados. Cada vez que o imperialismo sofre uma derrota deste tipo, seu impacto \u00e9 muito forte na situa\u00e7\u00e3o mundial. Foi o que ocorreu, por exemplo, ap\u00f3s a derrota na guerra do Vietn\u00e3 (1975), quando se cunhou o termo \u201cs\u00edndrome do Vietn\u00e3\u201d. O ocorrido agora \u00e9 diferente, e talvez n\u00e3o tenha a mesma magnitude, mas o \u201cefeito derrota\u201d \u00e9 similar.<\/p>\n<p>Em que consiste? Em primeiro lugar, impacta no pr\u00f3prio imperialismo, que sente que n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de fazer a\u00e7\u00f5es militares profundas por temor \u00e0s suas consequ\u00eancias. Est\u00e1 muito mais na defensiva. \u00c9 imposs\u00edvel entender o giro geral que o governo Obama d\u00e1 em sua pol\u00edtica internacional e a utiliza\u00e7\u00e3o privilegiada de t\u00e1ticas de negocia\u00e7\u00e3o e diplomacia sem colocar esse marco.<\/p>\n<p>Inclusive o pr\u00f3prio Donald Trump, que por voca\u00e7\u00e3o e personalidade teria querido \u201csair atropelando\u201d, ficou aprisionado nessa realidade. N\u00e3o p\u00f4de bombardear a Coreia do Norte e teve que optar pelo \u201ccaminho chin\u00eas\u201d da negocia\u00e7\u00e3o; fracassou notoriamente em suas amea\u00e7as de invadir a Venezuela e, no final de seu governo, foi ele quem come\u00e7ou a promover a sa\u00edda definitiva dos soldados estadunidenses. Expressou: <em>\u201cDepois de todos estes anos, \u00e9 hora de trazer nossa gente de volta para casa\u201d<\/em>, e iniciou negocia\u00e7\u00f5es com o Talib\u00e3.<\/p>\n<p>Junto com esse enfraquecimento do imperialismo, toda derrota desse tipo que sofre frente a uma luta justa tem tamb\u00e9m um \u201cefeito demonstra\u00e7\u00e3o\u201d sobre os trabalhadores e as massas do mundo: ainda que atrav\u00e9s de duras lutas, \u00e9 poss\u00edvel derrotar o imperialismo. Tal como a declara\u00e7\u00e3o anterior da LIT-QI assinala: <em>\u201c\u00e9 imposs\u00edvel entender o grande ascenso revolucion\u00e1rio no mundo \u00e1rabe e mu\u00e7ulmano a partir de 2011, sem ver que ele foi, em grande medida, impulsionado pela derrota que o imperialismo objetivamente j\u00e1 sofria <\/em>[no Iraque e Afeganist\u00e3o]\u201d. Desde ent\u00e3o, este processo regional e o de cada um dos pa\u00edses tiveram diversos cursos (inclusive, alguns foram derrotados). Mas este curso posterior n\u00e3o tira o que, nesses anos, significou esse \u201cefeito demonstra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Por ambos os aspectos, reafirmamos nossa an\u00e1lise de que, com todas suas contradi\u00e7\u00f5es, o saldo geral desta derrota do imperialismo \u00e9 muito positivo para os trabalhadores e as massas do mundo.<\/p>\n<p>O governo Biden \u00e9 o que acaba concretizando a retirada e sai debilitado porque paga um custo pol\u00edtico por isso, uma esp\u00e9cie de consequ\u00eancia atenuada do \u201cefeito derrota\u201d. Algumas pesquisas mostram que se houvessem elei\u00e7\u00f5es presidenciais agora, seria derrotado por Trump e \u00a0seu \u00edndice de desaprova\u00e7\u00e3o subiu<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Ao mesmo tempo, a m\u00eddia e os centros de estudo imperialistas est\u00e3o repletos de artigos e ensaios que polemizam sobre se foi correta ou n\u00e3o a decis\u00e3o de Biden: alguns tentam fazer balan\u00e7os s\u00e9rios da derrota e outros se limitam a \u201cpassar a fatura\u201d.<\/p>\n<p>No nosso modo de ver, o elemento central dessa decis\u00e3o do governo Biden \u00e9 a derrota que o imperialismo estadunidense sofreu no Afeganist\u00e3o. Mas isso se d\u00e1 no contexto de outros dois elementos que foram destacados como os objetivos principais de seu governo: tinha que sair das \u201cguerras sem fim\u201d (ou seja, aquelas em que eram derrotados, como no Afeganist\u00e3o, ou nas que n\u00e3o tinham possibilidade real de incid\u00eancia, como na S\u00edria) para concentrar-se em tentar resolver os problemas pol\u00edticos, econ\u00f4micos e sociais a n\u00edvel nacional (como as rebeli\u00f5es antirracistas de 2020 e o impacto da pandemia) e no enfrentamento com a China em sua pol\u00edtica internacional.<\/p>\n<p><strong>O triunfo do Talib\u00e3 e a luta contra o novo regime<\/strong><\/p>\n<p>O que colocamos at\u00e9 aqui, apresenta uma profunda contradi\u00e7\u00e3o: quem dirigiu o triunfo contra a ocupa\u00e7\u00e3o imperialista e a tomada do poder foi o Talib\u00e3, uma organiza\u00e7\u00e3o profundamente reacion\u00e1ria e com tra\u00e7os fascistas que j\u00e1 governou o pa\u00eds entre 1996 e 2001, e o fez com um regime que caracterizamos como uma \u201cditadura teocr\u00e1tica\u201d, com leis baseadas em uma interpreta\u00e7\u00e3o extrema e intolerante da sharia isl\u00e2mica.<\/p>\n<p>Estas leis eram duramente opressivas e repressivas contra as mulheres (que deviam usar obrigatoriamente a burca, n\u00e3o podiam frequentar a escola, e nem sequer sair \u00e0 rua sem a companhia de um homem) e os homossexuais. Tamb\u00e9m contra as minorias \u00e9tnicas, religiosas e lingu\u00edsticas, que sofreram v\u00e1rios massacres, como os hazara.<\/p>\n<p>O projeto do Talib\u00e3 \u00e9 impor novamente esse regime ditatorial e, por isso, al\u00e9m de nunca deixarmos de denunci\u00e1-los e combat\u00ea-los politicamente, desde o momento em que tomaram o poder, nos localizamos como inimigos mortais dessa ditadura. Apoiamos e defendemos todas as lutas democr\u00e1ticas que ocorrerem contra seu governo, como as incipientes mobiliza\u00e7\u00f5es que come\u00e7aram a ocorrer em defesa de seus direitos.<\/p>\n<p>Por outro lado, no pa\u00eds, especialmente em Cabul, h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social muito dif\u00edcil, produto n\u00e3o apenas da guerra como, al\u00e9m disso, porque quase todo o or\u00e7amento do Estado dependia da ajuda imperialista. Ao desaparecer esta ajuda a circula\u00e7\u00e3o do dinheiro se ressentiu, os bancos est\u00e3o fechados, os pre\u00e7os dispararam e h\u00e1 desabastecimento. Um caldo de cultivo para focos de explos\u00e3o social, aos quais o Talib\u00e3 certamente responder\u00e1 com repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, tudo indica que este regime ditatorial do Talib\u00e3 estar\u00e1 a servi\u00e7o de consolidar-se como um setor burgu\u00eas que se enriquece com a explora\u00e7\u00e3o e a entrega das grandes reservas minerais que o pa\u00eds possui, at\u00e9 agora intocadas, especialmente de l\u00edtio, um metal macio, de pre\u00e7o cada vez mais alto pelo seu papel nas baterias de carros el\u00e9tricos. O governo chin\u00eas j\u00e1 mostrou sua disposi\u00e7\u00e3o em investir nessa explora\u00e7\u00e3o e a petromonarquia do Qatar apoia fortemente o Talib\u00e3 em uma evidente perspectiva de se associar. Se esta perspectiva se confirmar, seria outro motivo para lutar contra este regime.<\/p>\n<p>Nada disto tira a considera\u00e7\u00e3o geral de que houve uma derrota do imperialismo. N\u00e3o apenas do estadunidense, mas de todos os pa\u00edses que interviram nesta guerra integrando a ISAF, com tropas, entre outros membros, da Alemanha, Austr\u00e1lia, Dinamarca, Espanha, Fran\u00e7a, Gr\u00e3 Bretanha, It\u00e1lia e Turquia. Todos eles sa\u00edram derrotados e sentem este impacto. Para n\u00f3s, o resultado da guerra representa um chamado aos trabalhadores e aos povos do mundo para enfrentar o imperialismo, sobretudo nos pa\u00edses dominados e colonizados. Uma luta que n\u00e3o s\u00f3 deve ocorrer contra o saque econ\u00f4mico e os planos de austeridade do FMI e UE, mas tamb\u00e9m contra as ocupa\u00e7\u00f5es, as bases militares e os bloqueios imperialistas.<\/p>\n<p>Para que isto aconte\u00e7a e possa ser levado adiante \u00e9 necess\u00e1rio que os trabalhadores e os povos tomem essa luta em suas m\u00e3os e em seu curso construam dire\u00e7\u00f5es dispostas a lev\u00e1-la at\u00e9 o final. A LIT-QI coloca suas for\u00e7as ao servi\u00e7o dessa tarefa.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/memoria-nota-sobre-los-atentados-a-las-torres-gemelas-en-2001-2\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> https:\/\/www.perfil.com\/noticias\/actualidad\/estados-unidos-trump-se-impondria-ajustadamente-a-biden-por-la-presidencia-segun-una-encuesta.phtml<\/p>\n<p>tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta semana completam-se 20 anos do atentado contra as Torres G\u00eameas da cidade de Nova York. 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