{"id":64733,"date":"2021-08-31T13:29:05","date_gmt":"2021-08-31T16:29:05","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=64733"},"modified":"2021-08-31T13:29:05","modified_gmt":"2021-08-31T16:29:05","slug":"64733-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/08\/31\/64733-2\/","title":{"rendered":"Os &#8220;salvadores de mulheres&#8221; armaram seu cativeiro h\u00e1 d\u00e9cadas no Afeganist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Desde a retirada do imperialismo estadunidense do Afeganist\u00e3o ante sua derrota ap\u00f3s duas d\u00e9cadas de ocupa\u00e7\u00e3o, quem acompanha as not\u00edcias, no geral, tem a impress\u00e3o que seria melhor os Estados Unidos n\u00e3o terem se retirado, j\u00e1 que \u201csalvaram\u201d as mulheres das m\u00e3os de b\u00e1rbaros opressores.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Soraya Misleh<\/p>\n<p>O que n\u00e3o s\u00f3 nunca aconteceu, como o imperialismo \u00e9 diretamente respons\u00e1vel pela dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o das mulheres no pa\u00eds asi\u00e1tico, que constituem metade da popula\u00e7\u00e3o de quase 39 milh\u00f5es. Os EUA armaram seu cativeiro muito antes de invadirem suas terras em 2001. O fundamentalista Taliban \u00e9 sua cria, como se ver\u00e1 adiante. Na disputa geopol\u00edtica por um pa\u00eds que \u00e9 ponte para a circula\u00e7\u00e3o de produtos entre \u00c1sia Central e Oriente M\u00e9dio e fundamental \u00e0 estabilidade do imperialismo ao controle de localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, o vale-tudo \u00e9 a regra.<\/p>\n<p>No geral, contudo, a m\u00eddia de massas, nas m\u00e3os dos grandes capitalistas, n\u00e3o traz qualquer contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que permita entendimento sobre a situa\u00e7\u00e3o no Afeganist\u00e3o e a consequente opress\u00e3o das mulheres. Limita-se \u00e0 mesma ret\u00f3rica de \u201cciviliza\u00e7\u00e3o contra a barb\u00e1rie\u201d usada por todos os ocupantes que por l\u00e1 passaram desde fins do s\u00e9culo XIX \u2013 da Gr\u00e3-Bretanha e ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica aos EUA e aliados.<\/p>\n<p><span class=\"td_btn td_btn_md td_3D_btn\"><strong>Piada de mau gosto<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Nessa linha, o imperialismo estadunidense declarara ao mundo que em sua \u201cguerra contra o terror\u201d sua miss\u00e3o era levar democracia, proteger os direitos humanos e salvar as mulheres e meninas. Assim, fez parecer que a vida destas melhorou depois que ocupou o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como resume a Associa\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria de Mulheres Afeg\u00e3s (Rawa, na sigla em ingl\u00eas), uma piada. &#8220;Nos \u00faltimos 20 anos, uma de nossas reivindica\u00e7\u00f5es foi o fim da ocupa\u00e7\u00e3o dos EUA\/OTAN e ainda melhor se eles levassem seus fundamentalistas isl\u00e2micos e tecnocratas com eles e deixassem nosso povo decidir seu pr\u00f3prio destino. Essa ocupa\u00e7\u00e3o resultou apenas em derramamento de sangue, destrui\u00e7\u00e3o e caos. Eles transformaram nosso pa\u00eds no lugar mais corrupto, inseguro, da m\u00e1fia das drogas e perigoso, especialmente para as mulheres&#8221;, vaticina a Rawa em entrevista dispon\u00edvel em seu <em>site<\/em>, conduzida em 20 de agosto \u00faltimo por Sonali Kolhatkar, codiretora da Miss\u00e3o das Mulheres Afeg\u00e3s (AWM).<\/p>\n<p>Os interesses por tr\u00e1s da ret\u00f3rica de \u201csalvador das mulheres\u201d eram bem outros: inclu\u00edam a constru\u00e7\u00e3o de um oleoduto que atravessaria o Afeganist\u00e3o para transporte de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural da \u00c1sia Central e Oriente M\u00e9dio aos mercados mundiais.<\/p>\n<p>Os ditos avan\u00e7os para as mulheres n\u00e3o passaram de fachada para que EUA e companhia encobrissem seus interesses imperialistas \u2013 ao que crimes contra a humanidade abundam, como o bombardeio de aldeias inteiras, deixando milhares de mortos.<\/p>\n<p>Para a constru\u00e7\u00e3o de imagem de \u201csalvador\u201d, como descreve a Rawa, os EUA trataram de incluir algumas mulheres das oligarquias afeg\u00e3s formadas pelos que denomina \u201csenhores da guerra\u201d &#8211; que controlam, com apoio do imperialismo, as nacionalidades oprimidas &#8211; e outras poucas que n\u00e3o viram alternativa a n\u00e3o ser se submeter a isso diante da mis\u00e9ria e da fome em \u00f3rg\u00e3os governamentais e no Parlamento. Tamb\u00e9m destinaram dinheiro a ONGs que toparam fazer seu jogo sujo. Estava, assim, montado o cart\u00e3o-postal perfeito ao imperialismo de que sua miss\u00e3o civilizat\u00f3ria vinha dando resultado.<\/p>\n<p>A feminista afeg\u00e3 Malalai Joya tamb\u00e9m denunciou em v\u00eddeo que a realidade era bem distinta. Nos \u00faltimos anos, ela sobreviveu a quatro tentativas de assassinato e foi banida do Parlamento por se levantar contra os \u201csenhores da guerra\u201d e os fundamentalistas.<\/p>\n<p>Em fins de 2003, a Rawa emitiu uma declara\u00e7\u00e3o em que revelava a cont\u00ednua viol\u00eancia contra as mulheres, o aumento sem precedentes no n\u00famero de suic\u00eddios entre elas e de imola\u00e7\u00e3o. Muitas preferiam botar fogo em seus pr\u00f3prios corpos a seguir em meio \u00e0 desesperadora condi\u00e7\u00e3o enfrentada. O mesmo informe exp\u00f5e amea\u00e7as a fam\u00edlias que enviavam meninas a escolas, proibi\u00e7\u00e3o de que se apresentassem em r\u00e1dios e TVs e o crescente n\u00famero de mulheres, entre as quais vi\u00favas, a mendigarem ou se prostituir diante da mis\u00e9ria que assolava o Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Em document\u00e1rio intitulado \u201cMulheres afeg\u00e3s: uma hist\u00f3ria de luta\u201d do ano de 2007, os dados s\u00e3o aterradores: 90% das mulheres estavam impedidas de ler ou escrever, a mortalidade materna era de alarmantes 1.600 a cada 100 mil \u2013 conferindo ao pa\u00eds a posi\u00e7\u00e3o de vice-campe\u00e3o nesse \u00edndice \u2013, 70% dos afeg\u00e3os viviam com apenas US$ 2 por dia, a expectativa de vida era de apenas 45 anos de idade e uma a cada cinco crian\u00e7as morria antes de completar cinco anos. Enquanto isso, o Afeganist\u00e3o, eminentemente agr\u00e1rio, era convertido em principal exportador de \u00f3pio para o mundo, respons\u00e1vel por nada menos do que 87% do volume total, desde a invas\u00e3o dos Estados Unidos. E no ano de 2010, a Rawa apontava que 700 crian\u00e7as e 50 a 70 mulheres morriam todos os dias devido \u00e0 falta de servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os documentos mais recentes da organiza\u00e7\u00e3o feminista revelam que a tr\u00e1gica situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou substancialmente nos \u00faltimos 20 anos: o pa\u00eds, em 2020, ainda estava na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o mundial entre as na\u00e7\u00f5es com maior \u00edndice de mortalidade materna. Grassa a pobreza e a viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos fundamentais. A imensa maioria da popula\u00e7\u00e3o segue submetida a severa explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o. Para as mulheres, o quadro \u00e9 tr\u00e1gico. Ao mesmo tempo, o imperialismo estadunidense vinha relocalizando o Taliban nas corruptas estruturas de poder desde pelo menos 2010.<\/p>\n<p>O grupo \u00e9 fruto do financiamento pelos EUA, Ar\u00e1bia Saudita e Paquist\u00e3o tanto de escolas religiosas fundamentalistas neste \u00faltimo pa\u00eds \u2013 em que se \u201ceducaram\u201d os talebans [cujo significado \u00e9 estudantes]\u00a0 na doutrina \u2013 quanto dos denominados \u201csenhores da guerra\u201d para que lutassem contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (URSS).<\/p>\n<p><span class=\"td_btn td_btn_md td_3D_btn\"><strong>Propaganda stalinista <\/strong><\/span><\/p>\n<p>Esta havia invadido o pa\u00eds em 1979, ano em que o vizinho Ir\u00e3 vivenciara sua revolu\u00e7\u00e3o. Barrar poss\u00edvel efeito domin\u00f3 na regi\u00e3o da \u00c1sia Central estava por tr\u00e1s da ocupa\u00e7\u00e3o \u2013 o Afeganist\u00e3o faz fronteira com tr\u00eas ex-rep\u00fablicas sovi\u00e9ticas (Uzbequist\u00e3o, Turcomenist\u00e3o eTadjiquist\u00e3o, todas ricas em petr\u00f3leo), al\u00e9m de Paquist\u00e3o e China. Assim, serviria como um bols\u00e3o de conten\u00e7\u00e3o de eventual alastramento da revolu\u00e7\u00e3o. A URSS imp\u00f4s um governo desp\u00f3tico que resultou em 1,5 milh\u00e3o de mortos e 5 milh\u00f5es de refugiados.<\/p>\n<p>No per\u00edodo que antecede os dez anos de ocupa\u00e7\u00e3o a partir de 1979, sob forte influ\u00eancia sovi\u00e9tica, houve tentativas de adotar um projeto de \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o\u201d, ignorando o modo de vida e cultura locais. Isso foi recha\u00e7ado por parte da popula\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o fora consultada sobre o que desejava.<\/p>\n<p>Algumas imagens dos anos 1970 mostram mulheres usando minissaias, na propaganda stalinista, que produz mais uma falsifica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Carrega no tom de uma vestimenta semelhante ao que usam \u201cocidentais\u201d para afirmar que houve avan\u00e7os \u00e0s mulheres. Recupera, assim, a chamada obsess\u00e3o pelo v\u00e9u, como se representasse por si opress\u00e3o \u2013 o que feministas anticoloniais, para as quais a luta contra a coloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 insepar\u00e1vel da emancipa\u00e7\u00e3o da mulher, recha\u00e7am categoricamente, dizendo que o problema \u00e9 a imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Criada em 1977, a Rawa denunciava em informes a falta de liberdade e que a vida das mulheres n\u00e3o havia melhorado\u00a0 &#8211; a estrutura de opress\u00e3o seguia mantida. Expressava sua resist\u00eancia contra a ocupa\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica, o governo fantoche institu\u00eddo pela URSS\u00a0 e o fundamentalismo. Ilustra bem o despotismo predominante o fato de a feminista afeg\u00e3 Meena Keshwar Kamal, fundadora da Rawa, ter sido assassinada nesse per\u00edodo, em 1987, no Paquist\u00e3o, com a cumplicidade do bra\u00e7o local do servi\u00e7o secreto sovi\u00e9tico, a KGB.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><span class=\"td_btn td_btn_md td_3D_btn\"><strong>O fundamentalismo do Taliban<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a sa\u00edda da URSS em 1989, que deixa o pa\u00eds devastado, o Afeganist\u00e3o vive um per\u00edodo brutal de guerras civis, em que, como sempre ocorre historicamente, as mulheres est\u00e3o entre as principais v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Ao fim, o Talib\u00e3 assume o poder no ano de 1996 e governa o pa\u00eds at\u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o de 2001. Nesse per\u00edodo, revela sua face cruel. Comete uma s\u00e9rie de atrocidades, como massacres a minorias \u00e9tnicas como os hazaras (xiitas, que representam 8% da popula\u00e7\u00e3o afeg\u00e3) e assassinatos de opositores. Al\u00e9m disso, submete as mulheres e meninas a violenta opress\u00e3o, excluindo-as do espa\u00e7o p\u00fablico e obrigando-as a usarem a burca, que o Taliban n\u00e3o criou \u2013 entre sua etnia pashtun, majorit\u00e1ria no pa\u00eds, j\u00e1 era utilizada, mas por uma minoria de apenas 2% das mulheres. A maioria preferia outro traje t\u00edpico, mais parecido com o que as indianas usam.<\/p>\n<p>Agora, o Taliban tem afirmado publicamente que aprendeu com seus erros. De olho no seu reconhecimento mundo afora, seus l\u00edderes t\u00eam reiterado a garantia aos direitos das mulheres, como ao trabalho e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, desde que respeitada a lei isl\u00e2mica. O problema \u00e9 que sua interpreta\u00e7\u00e3o da lei isl\u00e2mica \u00e9 equivocada, fundamentalista. Instrumentaliza-se a religi\u00e3o para o controle da popula\u00e7\u00e3o, de modo a seguir com a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 novidade mundo afora. Vale lembrar que o grupo tamb\u00e9m fez quest\u00e3o de declarar que n\u00e3o mexer\u00e1 com a propriedade privada.<\/p>\n<p>A Rawa n\u00e3o tem d\u00favidas de que n\u00e3o est\u00e3o diante de um novo Taliban e est\u00e1 entre as organiza\u00e7\u00f5es que lutam pela sua derruba e por um Afeganist\u00e3o laico.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><span class=\"td_btn td_btn_md td_3D_btn\"><strong>A luta das mulheres afeg\u00e3s<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cAbaixo o Taliban!\u201d. Foi, portanto, o que grafitaram mulheres nos muros das cidades no Afeganist\u00e3o logo ap\u00f3s o grupo fundamentalista tomar o poder. E sa\u00edram \u00e0s ruas tamb\u00e9m dias depois em protesto. Sua resist\u00eancia \u00e9 heroica e hist\u00f3rica. Quando o Taliban assumiu o governo em 1996 e imp\u00f4s a burca, elas passaram a usar a vestimenta. N\u00e3o tinham outra op\u00e7\u00e3o. Mas adotaram, como passaram a afirmar, a \u201cburca contra a burca\u201d. Utilizavam-na\u00a0 para contrabandear informa\u00e7\u00f5es e documentos que revelassem quem era o Taliban e ampliassem a consci\u00eancia de outras mulheres afeg\u00e3s.<\/p>\n<p>O movimento feminista no Afeganist\u00e3o tem uma tradi\u00e7\u00e3o de luta e garante que est\u00e1 preservando sua seguran\u00e7a \u2013 atua, obviamente, sob clandestinidade \u2013, mas n\u00e3o vai silenciar. A Rawa, a mais antiga organiza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, diz que desta vez o conjunto das mulheres pode ampliar sua resist\u00eancia. Avan\u00e7ou em sua consci\u00eancia em meio \u00e0 barb\u00e1rie imperialista e fundamentalista. E se prepara para mobilizar o povo afeg\u00e3o, que majoritariamente n\u00e3o se v\u00ea representado pelo Taliban, nessa nova etapa de luta, agora sem os ocupantes.<\/p>\n<p>Diferentemente, portanto, do que acreditam inclusive feministas liberais \u2013 cuja centralidade \u00e9 a opress\u00e3o machista, ignorando que esta \u00e9 instrumento do capitalismo e imperialismo \u2013, as mulheres afeg\u00e3s n\u00e3o precisam ser salvas ou civilizadas para seu pr\u00f3prio bem. Qualquer organiza\u00e7\u00e3o que esteja disposta a se mobilizar em solidariedade tem que ouvir primeiro o que est\u00e3o dizendo, levantando a den\u00fancia contra a estrutura social de classes e o imperialismo. Discurso contr\u00e1rio serve \u00e0s ocupa\u00e7\u00f5es, \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o, que deixam um rastro de devasta\u00e7\u00e3o, mis\u00e9ria, muita dor e sofrimento.<\/p>\n<p>As bravas mulheres afeg\u00e3s precisam de apoio incondicional em suas lutas. Diante da propaganda imperialista, o mundo fez ouvidos moucos para o que as feministas locais gritavam e banalizou a ocupa\u00e7\u00e3o. Que seja diferente agora. Elas precisam que se recupere a igualdade como proclamado na Constitui\u00e7\u00e3o afeg\u00e3 de 1964 a 1973, o que implica a liberta\u00e7\u00e3o de todos os seus opressores e exploradores. E, assim, ter seus direitos respeitados, escolher como querem se portar ou vestir. Se com ou sem v\u00e9u; ou mesmo burca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a retirada do imperialismo estadunidense do Afeganist\u00e3o ante sua derrota ap\u00f3s duas d\u00e9cadas de ocupa\u00e7\u00e3o, quem acompanha as not\u00edcias, no geral, tem a impress\u00e3o que seria melhor os Estados Unidos n\u00e3o terem se retirado, j\u00e1 que \u201csalvaram\u201d as mulheres das m\u00e3os de b\u00e1rbaros opressores.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":64734,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[4202,3493],"tags":[4204,4219,260,4206],"class_list":["post-64733","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-afeganistao","category-mulheres","tag-eua-e-afeganistao","tag-mulheres-afeganistao","tag-soraya-misleh","tag-taliba"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Mulheres-1.jpg","categories_names":["Afeganist\u00e3o","Mulheres"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64733\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}