{"id":64668,"date":"2021-08-17T16:19:55","date_gmt":"2021-08-17T19:19:55","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=64668"},"modified":"2021-08-17T16:19:55","modified_gmt":"2021-08-17T19:19:55","slug":"afeganistao-a-consumacao-da-derrota-do-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/08\/17\/afeganistao-a-consumacao-da-derrota-do-imperialismo\/","title":{"rendered":"Afeganist\u00e3o: a consuma\u00e7\u00e3o da derrota do imperialismo"},"content":{"rendered":"<p><em>As for\u00e7as da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar do Talib\u00e3 entraram na capital Cabul e tomaram o poder. Antes disso, eles haviam tomado a maioria das cidades do interior em frente a um ex\u00e9rcito nacional em colapso. Simultaneamente, o \u00faltimo contingente de tropas americanas remanescentes no pa\u00eds come\u00e7ava sua retirada (por ordem do presidente Joe Biden) e tentava garantir a fuga de milhares de pessoas em voos a\u00e9reos, incluindo o ex-presidente afeg\u00e3o Ashraf Ghani e v\u00e1rios funcion\u00e1rios do regime derrubado. Qual \u00e9 o significado desses fatos?<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Secretariado Internacional da LIT-QI<\/p>\n<p>Alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o de esquerda qualificaram esse fato como equivalente \u00e0 derrota americana na Guerra do Vietn\u00e3 na d\u00e9cada de 1970. Outras publica\u00e7\u00f5es destacam e repudiam o car\u00e1ter profundamente reacion\u00e1rio e opressor contra as mulheres e as minorias \u00e9tnicas do regime anterior do Talib\u00e3 (1996-2001). Ao mesmo tempo, a m\u00eddia reflete um debate muito intenso nos n\u00facleos de intelig\u00eancia e de formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas imperialistas sobre o balan\u00e7o do que aconteceu e sobre o correto ou equivocado da decis\u00e3o de Biden<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Diante desse panorama complexo: qual deve ser, ent\u00e3o, a an\u00e1lise e a pol\u00edtica dos socialistas revolucion\u00e1rios?<\/p>\n<h6><span class=\"td_btn td_btn_md td_outlined_btn td_btn_lg\"><strong>A &#8220;guerra ao terror&#8221; de Bush<\/strong><\/span><\/h6>\n<p>Come\u00e7aremos destacando que o que est\u00e1 acontecendo agora \u00e9 o \u00faltimo epis\u00f3dio de uma longa hist\u00f3ria iniciada em 2001, quando o ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos, o republicano George Bush filho, para realizar o projeto internacional denominado Novo S\u00e9culo Americano, aproveitou o efeito pol\u00edtico que produziram os atentados contra as Torres G\u00eameas em Nova York, em 11 de setembro do mesmo ano. Bush lan\u00e7ou a &#8220;guerra ao terror&#8221; visando o que chamou de &#8220;o eixo do mal&#8221; (entre outros, os governos do Afeganist\u00e3o, Iraque, S\u00edria, Cor\u00e9ia do Norte e Ir\u00e3).<\/p>\n<p>O primeiro epis\u00f3dio dessa guerra foi a invas\u00e3o do Afeganist\u00e3o, para derrubar o governo do Talib\u00e3 (acusado de ter ajudado os autores do 11 de setembro), em outubro de 2001, com participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria de tropas da Gr\u00e3-Bretanha e de outros pa\u00edses. Essa coaliz\u00e3o foi chamada de For\u00e7a Internacional de Assist\u00eancia para a Seguran\u00e7a (ISAF). O passo seguinte foi a invas\u00e3o do Iraque, em mar\u00e7o de 2003, para derrubar o governo de Saddam Hussein (acusado de possuir \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o em massa\u201d).<\/p>\n<p>Ambos os regimes foram derrubados, mas o imperialismo foi for\u00e7ado a manter ocupa\u00e7\u00f5es militares permanentes que tiveram que enfrentar guerras de liberta\u00e7\u00e3o nacional que teve um curso cada vez mais desfavor\u00e1vel<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Para tentar reverter essa din\u00e2mica, o imperialismo dobrou a aposta e chegou a ter 100.000 soldados no Afeganist\u00e3o no in\u00edcio do governo Barack Obama. Mas essa aposta n\u00e3o deu resultado e o desenrolar da guerra no Afeganist\u00e3o conduzia quase inevitavelmente a uma derrota do imperialismo (o mesmo acontecia no Iraque), algo que j\u00e1 era reconhecido pela pr\u00f3pria burguesia imperialista, pela sua imprensa e pelos chefes militares. Nesses anos, foi criado o conceito de &#8220;s\u00edndrome do Iraque&#8221; (em analogia com o desfecho da Guerra do Vietn\u00e3) para caracterizar a situa\u00e7\u00e3o decorrente de uma derrota e a necessidade de dirigir-se para outras alternativas<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p><span class=\"td_btn td_btn_lg td_outlined_btn\"><strong>Um giro de Obama<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Foi nesses anos que se deu o essencial da derrota militar imperialista. Novamente, o imperialismo recebia a mesma li\u00e7\u00e3o do Vietn\u00e3. Quando se trata de uma a\u00e7\u00e3o militar r\u00e1pida contra os pa\u00edses mais fracos, sua superioridade militar e tecnol\u00f3gica \u00e9 eficaz, como na derrubada dos regimes do Talib\u00e3 e de Saddam Hussein. Mas se essas a\u00e7\u00f5es se transformam em ocupa\u00e7\u00f5es e guerras que se prolongam no tempo, contra uma resist\u00eancia nacional, acabam sendo muito negativas para o imperialismo.<\/p>\n<p>Como express\u00e3o dessa derrota, em 2014 a ISAF foi dissolvida, e come\u00e7ou a ser reduzido o n\u00famero de soldados dos diferentes pa\u00edses. Isso demonstrou que a derrota n\u00e3o era s\u00f3 do imperialismo estadunidense, mas tamb\u00e9m dos pa\u00edses imperialistas europeus.<\/p>\n<p>Obama j\u00e1 havia come\u00e7ado uma mudan\u00e7a de rota: a retirada gradual das tropas americanas at\u00e9 deixar cerca de 10.000 soldados na base de Bagram (entre eles 1.000 soldados italianos), basicamente, por um lado, para proteger Cabul, as institui\u00e7\u00f5es do regime fantoche e os bairros mais centrais. Por outro lado, para realizar opera\u00e7\u00f5es de \u201cassassinato seletivo\u201d contra l\u00edderes talib\u00e3s. O objetivo estrat\u00e9gico era se retirar.<\/p>\n<p>Nesse contexto, simultaneamente promoveu, forneceu armas, treinou e financiou com numerosos fundos a constru\u00e7\u00e3o de um \u201cex\u00e9rcito nacional afeg\u00e3o\u201d capaz de sustentar o regime de Cabul e conter o Talib\u00e3. Em teoria, tinha 300.000 soldados bem armados e treinados. Mas acabou se mostrando um &#8220;castelo de areia&#8221;, principalmente no interior, onde suas unidades eram comandadas por chefes tribais regionais (transformados em &#8220;senhores da guerra&#8221;) que muitas vezes mentiam sobre a quantidade de soldados que tinham para ficar com mais dinheiro.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes, ante qualquer ofensiva forte do Talib\u00e3, entregavam a cidade na fronteira da regi\u00e3o e, muitas vezes, faziam um acordo com esta organiza\u00e7\u00e3o. Quando a decis\u00e3o de Biden de retirar definitivamente os soldados americanos de Bagram se tornou conhecida, esse colapso se acelerou, facilitando o controle do territ\u00f3rio afeg\u00e3o pelas for\u00e7as do Taleban e seu avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o a Cabul.<\/p>\n<p><span class=\"td_btn td_btn_lg td_outlined_btn\"><strong>&#8220;Vamos embora&#8221;<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Nesse ponto, \u00e9 preciso destacar que a pol\u00edtica de retirada definitiva do Afeganist\u00e3o j\u00e1 havia sido adotada por Donald Trump com o argumento de que n\u00e3o se devia gastar esfor\u00e7os em \u201cguerras in\u00fateis\u201d, em regi\u00f5es que ele n\u00e3o considerava estrat\u00e9gicas para o interesses dos EUA.<\/p>\n<p>\u201c<em>Depois de todos esses anos, \u00e9 hora de trazer nosso povo de volta para casa\u201d, <\/em>disse o ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos. Mesmo<em> \u201cem fevereiro de 2020, os Estados Unidos e o Talib\u00e3 assinaram um \u2018acordo para trazer a paz<\/em>\u2019 <em>ao Afeganist\u00e3o<\/em>\u201d (sem a participa\u00e7\u00e3o do regime afeg\u00e3o). Quase 5.000 militantes do Talib\u00e3 foram libertados nos meses ap\u00f3s o acordo.<\/p>\n<p>Em outras palavras, por mais que Trump grite agora que o resultado teria sido &#8220;mais bem-sucedido&#8221; com ele no poder, Biden nada mais fez do que continuar e executar uma decis\u00e3o pol\u00edtica que o imperialismo norte-americano havia tomado v\u00e1rios anos atr\u00e1s. Nesse contexto, ele fez um acordo (de fato ou expl\u00edcito) com o Talib\u00e3, pelo qual este atrasou sua entrada em Cabul para permitir a sa\u00edda das tropas americanas e para que os oficiais do regime afeg\u00e3o derrubado pudessem fugir pelo aeroporto. Embora n\u00e3o seja o tema central deste artigo, digamos que esta pol\u00edtica de Biden em rela\u00e7\u00e3o ao Afeganist\u00e3o se enquadra nos objetivos estrat\u00e9gicos que ele definiu para seu governo: tentar resolver os problemas econ\u00f4mico-sociais em n\u00edvel nacional e se concentrar no confronto com a China em sua pol\u00edtica internacional:<\/p>\n<p><span class=\"td_btn td_btn_lg td_outlined_btn\"><strong>Uma primeira defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Dissemos que algumas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda caracterizam a entrada do Talib\u00e3 em Cabul como um &#8220;novo Vietn\u00e3&#8221; e at\u00e9 comparam duas fotos de um helic\u00f3ptero militar dos EUA voando sobre as respectivas embaixadas. Mas se tomarmos apenas a mensagem que esta compara\u00e7\u00e3o de fotos transmite, teremos uma imagem distorcida da realidade.<\/p>\n<p>Faremos uma primeira defini\u00e7\u00e3o: h\u00e1, sim, uma derrota para o imperialismo norte-americano em sua pol\u00edtica de invas\u00e3o de pa\u00edses e de imposi\u00e7\u00e3o militar de sua vontade. Portanto, da mesma forma que apoiamos a resist\u00eancia nacional do povo afeg\u00e3o contra o imperialismo, comemoramos essa derrota como um triunfo das lutas das massas. \u00c9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o imperialismo pode ser derrotado e que n\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a invenc\u00edvel, que possui profundas fraquezas. Essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 a central no balan\u00e7o do que aconteceu nos \u00faltimos 20 anos. Nesse sentido, podemos tra\u00e7ar algum paralelo com a Guerra do Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, como j\u00e1 analisamos, o que est\u00e1 acontecendo agora \u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o dessa derrota que, em ess\u00eancia, j\u00e1 havia ocorrido anos atr\u00e1s (como no Iraque) e cujos efeitos mais importantes j\u00e1 ocorreram nesses anos. Por exemplo, a crise pol\u00edtica do imperialismo norte-americano e a virada que Barack Obama deu na pol\u00edtica de Bush, por um lado, e o grande ascenso revolucion\u00e1rio no mundo \u00e1rabe e mu\u00e7ulmano, a partir de 2011. Foi nesses anos que aconteceu o &#8220;efeito Vietn\u00e3&#8221;.<\/p>\n<p>O que vemos \u00e9 como um final em \u201cc\u00e2mera lenta\u201d e, desde ent\u00e3o, \u201cmuita \u00e1gua correu por baixo da ponte\u201d. Quem espera que o fato do triunfo do Talib\u00e3 desencadeie autom\u00e1tica e mecanicamente uma din\u00e2mica global ou regional imediata semelhante \u00e0 que abriu o Vietn\u00e3, ou a r\u00e1pida expans\u00e3o de um novo ascenso revolucion\u00e1rio no mundo \u00e1rabe-mu\u00e7ulmano, possivelmente ficar\u00e1 desapontado . A din\u00e2mica mundial e regional ser\u00e1 muito mais complexa e contradit\u00f3ria.<\/p>\n<p><span class=\"td_btn td_btn_lg td_outlined_btn\"><strong>Agora o problema \u00e9 o Talib\u00e3<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Finalmente, h\u00e1 outra diferen\u00e7a muito importante. A derrota do imperialismo no Vietn\u00e3 deu origem a um novo estado oper\u00e1rio no pa\u00eds unificado, embora burocratizado, liderado pelo Partido Comunista Vietnamita.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel que isso aconte\u00e7a no Afeganist\u00e3o e a causa fundamental \u00e9 o car\u00e1ter do Talib\u00e3. Esta organiza\u00e7\u00e3o se transformou na dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar da resist\u00eancia nacional ao imperialismo e foi ent\u00e3o a art\u00edfice da derrota imperialista. Foi uma luta muito progressista das massas afeg\u00e3s e por isso a apoiamos.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o podemos ignorar dois aspectos. Por um lado, que este car\u00e1ter burgu\u00eas do Talib\u00e3 torna imposs\u00edvel para eles serem consistentes at\u00e9 o fim na luta contra o imperialismo. Por outro lado, que o Talib\u00e3 j\u00e1 governou o pa\u00eds entre 1996 e 2001, e o fez sob um regime que caracterizamos como uma \u201cditadura teocr\u00e1tica\u201d, com leis baseadas em uma interpreta\u00e7\u00e3o extrema e intolerante da sharia isl\u00e2mica.<\/p>\n<p>Essas leis eram duramente opressivas-repressivas contra as mulheres: elas eram obrigadas a usar a burca como roupa obrigat\u00f3ria em p\u00fablico, n\u00e3o podiam dirigir carros, as escolas para meninas com mais de 8 anos foram eliminadas (antes dessa idade, elas s\u00f3 podiam aprender a ler e escrever estudando o Alcor\u00e3o); n\u00e3o podiam ir \u00e0s consultas com m\u00e9dicos do sexo masculino sem a presen\u00e7a de um homem que as acompanhasse (o que significava que muitas vezes n\u00e3o eram tratados de v\u00e1rias doen\u00e7as, etc.<\/p>\n<p>O regime do Talib\u00e3 tamb\u00e9m cometeu v\u00e1rios massacres contra as minorias \u00e9tnicas, religiosas e lingu\u00edsticas do pa\u00eds <em>&#8220;especialmente entre os xiitas e a popula\u00e7\u00e3o hazara, que consideravam &#8216;subumanos&#8217; porque eram &#8216;n\u00e3o crentes e, segundo eles, n\u00e3o tinham nenhum direito&#8221;<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a>.<\/em> Foi precisamente esse car\u00e1ter repressivo e reacion\u00e1rio do regime ditatorial do Talib\u00e3 que fez com que alguns setores m\u00e9dios e at\u00e9 populares das cidades mais importantes, especialmente Cabul, preferissem at\u00e9 mesmo a ocupa\u00e7\u00e3o dos EUA e o regime fantoche, dando-lhes algum apoio e colabora\u00e7\u00e3o. A imagem de muitas pessoas de Cabul querendo fugir da cidade \u00e9 um reflexo disso.<\/p>\n<p>Temos, ent\u00e3o, essa combina\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria: um triunfo da resist\u00eancia nacional afeg\u00e3 contra o imperialismo (embora, como dissemos, tenha ocorrido em c\u00e2mera lenta), mas, como resultado, a instala\u00e7\u00e3o quase certa de uma nova ditadura teocr\u00e1tica. Celebramos o triunfo, mas, ao mesmo tempo, acreditamos que a tarefa que agora se apresenta para as massas afeg\u00e3s (especialmente as mulheres e as minorias oprimidas) \u00e9 a luta contra essa ditadura.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, a consuma\u00e7\u00e3o de uma derrota imperialista acaba de acontecer. Isso fortalece as lutas contra o imperialismo dos trabalhadores e das massas no mundo e chamamos a redobr\u00e1-las. Ao mesmo tempo, assume o poder uma organiza\u00e7\u00e3o cujo projeto \u00e9 instalar uma ditadura teocr\u00e1tica. A tarefa que come\u00e7a no Afeganist\u00e3o \u00e9 a luta contra o novo governo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Sobre este \u00faltimo punto, ver el dossier publicado por la p\u00e1gina <a href=\"https:\/\/www.atlanticcouncil.org\/blogs\/new-atlanticist\/experts-react-the-taliban-has-taken-kabul-now-what\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.atlanticcouncil.org\/blogs\/new-atlanticist\/experts-react-the-taliban-has-taken-kabul-now-what\/<\/a> o el reportaje\u00a0 de la BBC News brit\u00e1nica en <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-57762858\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-internacional-57762858<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ver el art\u00edculo de Mart\u00edn Hern\u00e1ndez \u201c\u00bfQu\u00e9 guerra es esta?\u201d en la revista <em>Marxismo Vivo N<sup>o<\/sup> 4<\/em> (diciembre 2001) y el de Alejandro Iturbe publicado en este sitio en: <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-reaccion-democratica-del-sindrome-de-vietnam-al-sindrome-de-irak\/\">https:\/\/litci.org\/es\/la-reaccion-democratica-del-sindrome-de-vietnam-al-sindrome-de-irak\/<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>Sobre la situaci\u00f3n existente ya en 2009, recomendamos leer los art\u00edculos de Bernardo Cerdeira en el dossier \u201cMedio Oriente. Un nuevo e inmenso Vietnam para el imperialismo\u201d. Publicados en la revista <em>Marxismo Vivo<\/em> N<sup>o<\/sup> 22 (diciembre de 2009).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Yousufzai, Rahimyllah, &#8220;Pakistani Taliban at work&#8221;, <em>The News<\/em> (18\/12\/1998)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As for\u00e7as da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar do Talib\u00e3 entraram na capital Cabul e tomaram o poder. Antes disso, eles haviam tomado a maioria das cidades do interior em frente a um ex\u00e9rcito nacional em colapso. 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