{"id":63840,"date":"2021-05-10T14:27:04","date_gmt":"2021-05-10T17:27:04","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=63840"},"modified":"2021-05-10T14:27:04","modified_gmt":"2021-05-10T17:27:04","slug":"o-progressismo-e-a-inclusao-dos-oprimidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2021\/05\/10\/o-progressismo-e-a-inclusao-dos-oprimidos\/","title":{"rendered":"O progressismo e a \u201cinclus\u00e3o\u201d dos oprimidos"},"content":{"rendered":"<p><em>As primeiras d\u00e9cadas deste s\u00e9culo t\u00eam sido marcadas por importantes mobiliza\u00e7\u00f5es de povos e setores oprimidos: grandes mobiliza\u00e7\u00f5es por autodetermina\u00e7\u00e3o nacional, como as da Catalunha, no Estado Espanhol; as mobiliza\u00e7\u00f5es de negros e negras nos Estados Unidos, contra a viol\u00eancia policial e o racismo, e que se estenderam a v\u00e1rios pa\u00edses; as mobiliza\u00e7\u00f5es de mulheres na Argentina, que levaram \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do direito ao aborto; e as greves de mulheres, na comemora\u00e7\u00e3o do 8 de mar\u00e7o, dentre muitas outras.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Bernardo Cerdeira<\/p>\n<p>Essas mobiliza\u00e7\u00f5es t\u00eam sido dirigidas por diversos grupos \u201cprogressistas\u201d, reformistas e democr\u00e1ticos radicais, que reivindicam direitos democr\u00e1ticos para os setores oprimidos. Esses grupos, em geral, t\u00eam um papel progressivo quando levam \u00e0s ruas milhares ou at\u00e9 milh\u00f5es de pessoas para lutar contra as opress\u00f5es. Exemplos disto s\u00e3o as mobiliza\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos contra a viol\u00eancia policial, dirigidas pelo movimento \u201cBlack LivesMatter\u201d (\u201cVidas Negras Importam\u201d) ou o movimento \u201cMar\u00e9 Verde\u201d, que organizou a luta pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto na Argentina.<\/p>\n<p><strong>Os limites das pol\u00edticas \u201cidentit\u00e1rias<\/strong>\u201d<\/p>\n<p>No entanto, esses mesmos movimentos, chamados \u201cidentit\u00e1rios\u201d (ou seja, que baseiam suas an\u00e1lises, pol\u00edticas, programa e estrat\u00e9gias nas \u201cidentidades\u201d de g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual ou ra\u00e7a-etnia), t\u00eam s\u00e9rias limita\u00e7\u00f5es porque est\u00e3o presos aos limites de reformas democr\u00e1ticas do sistema capitalista. Essas limita\u00e7\u00f5es ficam ainda mais evidentes quando a burguesia tenta controlar as mobiliza\u00e7\u00f5es e a indigna\u00e7\u00e3o dos setores oprimidos.<\/p>\n<p>Por exemplo, atualmente empresas e pol\u00edticos burgueses levantam propostas de \u201cinclus\u00e3o\u201d desses setores discriminados nas empresas e na sociedade e a ado\u00e7\u00e3o da \u201cdiversidade\u201d, assim como a promo\u00e7\u00e3o de \u201coportunidades\u201d para negros, mulheres e LGBTIs.<\/p>\n<p>Um caso emblem\u00e1tico \u00e9 o do Carrefour, cujos seguran\u00e7as, em novembro passado, mataram um cliente negro, e, recentemente, promoveu o Primeiro F\u00f3rum de Fornecedores, Parceiros e Varejistas (as \u201cpartes interessadas\u201d na empresa, de acordo com a ideologia do \u201ccapitalismo consciente\u201d), que aprovou lan\u00e7ar um F\u00f3rum Permanente Antirracista.<\/p>\n<p>Esta iniciativa conta com a colabora\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o da Central \u00danica das Favelas (Cufa), do Instituo Locomotiva (especializado em pesquisas) e do Instituto Luiz Gama, dirigido pelo advogado negro Silvio Almeida (autor do livro \u201cRacismo Estrutural\u201d). Seu objetivo, segundo mat\u00e9ria paga do Carrefour, publicada em 30 de abril, \u00e9 \u201cconvocar os empres\u00e1rios brasileiros a aderir a tr\u00eas princ\u00edpios essenciais para mudar a realidade brasileira: diagnosticar a diversidade entre os colaboradores, desenvolver pol\u00edticas antirracistas e promover a\u00e7\u00f5es de letramento racial.\u201d<\/p>\n<p>Outras empresas, como a Magalu, t\u00eam iniciativas parecidas. \u00c9 uma pol\u00edtica de um setor de grandes empres\u00e1rios capitalistas. Essas ideias de \u201cinclus\u00e3o\u201d, busca da diversidade, \u201cempoderamento\u201d das mulheres, negros e LGBTIs, s\u00e3o propostas de solu\u00e7\u00f5es individuais para o problema das opress\u00f5es sem ultrapassar os limites da sociedade capitalista.<\/p>\n<p>O objetivo da burguesia \u00e9 evidente. At\u00e9 agora, promoveram e se beneficiaram das opress\u00f5es de negros, mulheres e LGBTI\u2019s. Agora, quando crescem a indigna\u00e7\u00e3o e a luta contra as opress\u00f5es, querem desvi\u00e1-las por meio de algumas concess\u00f5es e da domestica\u00e7\u00e3o dos movimentos e suas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que muitos dos chamados movimentos identit\u00e1rios, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais, ou ONG\u2019s (a Cufa e o Luiz Gama s\u00e3o apenas algumas delas), intelectuais e movimentos progressistas em geral, colaboram, aderem e defendem essas ideias de inclus\u00e3o. Essa posi\u00e7\u00e3o dos setores ditos progressistas coloca uma quest\u00e3o: a conquista de reformas democr\u00e1ticas, como o direito ao aborto ou as cotas para negros e negras nas universidades, sem d\u00favida, s\u00e3o avan\u00e7os, mas isso resolve o problema das opress\u00f5es?<\/p>\n<h6><span style=\"color: #ffffff;\"><strong><span style=\"background-color: #ff0000;\">Depender de boa vontade?<\/span><\/strong><\/span><\/h6>\n<p><strong>Inclus\u00e3o e busca da diversidade s\u00e3o declara\u00e7\u00f5es de inten\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A proposta de \u201cinclus\u00e3o\u201d trata de incorporar indiv\u00edduos \u201cexclu\u00eddos\u201d dos benef\u00edcios da sociedade capitalista, dita democr\u00e1tica. H\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o flagrante, a\u00ed: esse enfoque reconhece que a suposta \u201cdemocracia\u201d capitalista no Brasil atual \u201cexclui\u201d ou oprime, por racismo, 56% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que, no Censo, se declara preta ou \u201cparda\u201d e os 51% que s\u00e3o mulheres. Ora, uma \u201cdemocracia\u201d como essa, que se baseia na opress\u00e3o da maioria, n\u00e3o tem coisa alguma de democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Sendo assim, qualquer mudan\u00e7a real e substancial dessa maioria oprimida, de dezenas de milh\u00f5es de seres humanos, n\u00e3o pode se dar por meio da \u201cinclus\u00e3o\u201d de indiv\u00edduos. E, para ser efetiva, n\u00e3o pode depender da \u201cboa-vontade\u201d ou da consci\u00eancia de alguns empres\u00e1rios, empresas ou, at\u00e9, de algumas institui\u00e7\u00f5es do governo para \u201cincluir\u201d mais negros ou mulheres.<\/p>\n<p>Mas, a raz\u00e3o principal \u00e9 que o sistema capitalista n\u00e3o \u00e9 nada racional ou consciente (como demonstramos no artigo\u00a0\u201cO \u2018progressismo\u2019 e a ideia de um capitalismo racional e consciente\u201d, na edi\u00e7\u00e3o anterior). Seu \u00fanico princ\u00edpio \u00e9 a propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o, seu \u00fanico crit\u00e9rio moral \u00e9 o\u00a0lucro\u00a0e, para consegui-lo, tem que se apropriar de uma parte do trabalho n\u00e3o-pago de seus trabalhadores; ou seja, tem que explor\u00e1-los. E, portanto, n\u00e3o atende aos chamados \u00e0 sua consci\u00eancia para \u201cincluir\u201d os oprimidos.<\/p>\n<h6><strong><span style=\"background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">Concess\u00f5es parciais e tempor\u00e1rias<\/span><\/strong><\/h6>\n<p><strong>O capitalismo utiliza as opress\u00f5es para explorar mais<\/strong><\/p>\n<p>As opress\u00f5es de povos inteiros ou de setores de uma sociedade, como as mulheres, negros e LGBTI\u2019s, pode ser muito antiga, e at\u00e9 milenar. Mas, foi o sistema capitalista que incorporou todas essas opress\u00f5es e as utilizou para aumentar crescentemente os seus lucros.<\/p>\n<p>Por exemplo, a partir dos anos 1500, a burguesia escravizou os povos ind\u00edgenas e, principalmente, iniciou o altamente lucrativo neg\u00f3cio do tr\u00e1fico de cativos africanos, utilizando a for\u00e7a de trabalho escrava para o estabelecimento, nas Am\u00e9ricas, de uma intensa produ\u00e7\u00e3o de bens para o mercado mundial.<\/p>\n<p>Hoje em dia, o capitalismo utiliza a opress\u00e3o nacional para explorar os trabalhadores e extrair riqueza dos pa\u00edses pobres. Ou usa as opress\u00f5es de negros, mulheres e LGBTI\u2019s para for\u00e7ar os setores oprimidos a assumir os empregos menos qualificados e com sal\u00e1rios menores, diante da amea\u00e7ado desemprego.<\/p>\n<p>Dessa forma, tamb\u00e9m consegue rebaixar os sal\u00e1rios de todos os trabalhadores. E, por outro lado, usa as ideologias racista, machista e legbtf\u00f3fica para justificar as diferen\u00e7as, jogar um setor dos trabalhadores contra os outros e dividir a classe.<\/p>\n<p>O sistema capitalista pode at\u00e9 fazer concess\u00f5es democr\u00e1ticas quando pressionado por setores em luta. Pode promover alguns indiv\u00edduos ou at\u00e9 grupos inteiros. Pode, inclusive, diminuir a opress\u00e3o sobre um setor por algum tempo. Em algum pa\u00eds mais rico, ou em pa\u00edses imperialistas, como seria correto chamar, pode conceder direitos e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida aos trabalhadores e, tamb\u00e9m, aos oprimidos, por um determinado per\u00edodo; mas porque consegue enormes lucros, explorando os trabalhadores de dezenas de pa\u00edses pobres.<\/p>\n<p>N\u00f3s, socialistas, pensamos que \u00e9 preciso lutar por reformas democr\u00e1ticas ou benef\u00edcios imediatos, porque significam conquistas contra a opress\u00e3o. Estaremos sempre na vanguarda de tais lutas. Mas, \u00e9 preciso ser consciente que essas concess\u00f5es\u00a0sempre ser\u00e3o parciais e tempor\u00e1rias\u00a0e ser\u00e3o retiradas no momento em que ocorrer a primeira crise econ\u00f4mica, social ou pol\u00edtica. \u00c9 s\u00f3 ver como, no Brasil, na recente pandemia, os setores mais atingidos pelas contamina\u00e7\u00f5es, pelas mortes, desemprego e fome s\u00e3o justamente os negros e as mulheres.<\/p>\n<p>Ou seja, se a explora\u00e7\u00e3o est\u00e1 na ess\u00eancia do sistema capitalista, as opress\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o parte desse sistema. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel acabar com todas as formas de opress\u00e3o sem antes acabar com o sistema que as sustenta, incorpora e reproduz. Mas, como fazer isso?<\/p>\n<h6><strong><span style=\"background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">Superar o sistema<\/span><\/strong><\/h6>\n<p><strong>Para acabar com as opress\u00f5es \u00e9 preciso acabar com o capitalismo<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 uma mudan\u00e7a radical e real nas leis do regime pol\u00edtico e do Estado opressor e, principalmente, nas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dos setores oprimidos, pode acabar de fato com essa situa\u00e7\u00e3o. Mas, uma mudan\u00e7a dessa envergadura implica em uma altera\u00e7\u00e3o radical das rela\u00e7\u00f5es de classe. Isto \u00e9, s\u00f3 seria poss\u00edvel se milh\u00f5es de pessoas oprimidas e exploradas se mobilizassem para acabar de vez com esse sistema.<\/p>\n<p>As lutas por quest\u00f5es democr\u00e1ticas, o que inclui a luta contra as opress\u00f5es, nacional, racial ou por identidade de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual, n\u00e3o podem ser adiadas: s\u00e3o imediatas, fundamentais e podem chegar a ser revolucion\u00e1rias. Os socialistas est\u00e3o, e sempre estaremos, presentes nessas lutas, junto com os movimentos contra as opress\u00f5es, sempre que mobilizarem por essas bandeiras.<\/p>\n<p>No entanto, quando esses movimentos atuam como uma correia de transmiss\u00e3o das manobras da burguesia para conter e domesticar o movimento dos oprimidos; ou quando difundem ilus\u00f5es na possibilidade de acabar com as opress\u00f5es por meio de concess\u00f5es no interior do capitalismo, somos e seremos os primeiros a denunciar que tanto essa pol\u00edtica quanto essa ideologia burguesa s\u00f3 podem conduzir os movimentos dos oprimidos a um beco sem sa\u00edda.<\/p>\n<p>Por isso, mais do que nunca \u00e9 importante alertar a todos os setores oprimidos: as opress\u00f5es s\u00f3 ser\u00e3o eliminadas, efetiva e definitivamente, quando eliminarmos o capitalismo. E, para isso, \u00e9 preciso uma revolu\u00e7\u00e3o social que destrua esse Estado opressor, que \u00e9 o instrumento da burguesia para garantir sua domina\u00e7\u00e3o como classe exploradora.<\/p>\n<p>Uma revolu\u00e7\u00e3o desse tipo s\u00f3 pode ser conduzida pela classe trabalhadora, a classe que \u00e9 a respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o e que tem o poder de control\u00e1-las. Por outro lado, os setores oprimidos, como os negros e as mulheres s\u00e3o, tamb\u00e9m, os setores mais explorados entre os trabalhadores.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 t\u00e3o importante que a classe trabalhadora assuma as bandeiras de luta contra o racismo, contra a opress\u00e3o das mulheres e das LGBTI\u2019s, para reunificar a classe e se colocar \u00e0 frente dos setores oprimidos na luta para derrubar o capitalismo e instituir um Estado dos trabalhadores, que inicie a obra de acabar com todas as formas de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras d\u00e9cadas deste s\u00e9culo t\u00eam sido marcadas por importantes mobiliza\u00e7\u00f5es de povos e setores oprimidos: grandes mobiliza\u00e7\u00f5es por autodetermina\u00e7\u00e3o nacional, como as da Catalunha, no Estado Espanhol; as mobiliza\u00e7\u00f5es de negros e negras nos Estados Unidos, contra a viol\u00eancia policial e o racismo, e que se estenderam a v\u00e1rios pa\u00edses; as mobiliza\u00e7\u00f5es de mulheres [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":70335,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121,238,3493,3501,3523,3923,49],"tags":[828,3921,3922,3924,3925],"class_list":["post-63840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-lgbt","category-mulheres","category-negras-os","category-opiniao","category-opressao","category-polemica","tag-bernardo-cerdeira","tag-capitalismo-e-opressoes","tag-identitarismo","tag-opressoes","tag-politicas-identitarias"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/argentina_aborto-696x464-1.jpg","categories_names":["Brasil","LGBT","Mulheres","Negras\/os","Opini\u00e3o","Opress\u00e3o","Pol\u00eamica"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63840\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}